quarta-feira, 17 de junho de 2026

Globo x CazéTV

Depois de tanto tempo, desde 1970, sendo a principal transmissora da Copa do Mundo, a Globo não se conforma com o sucesso do canal CazéTV, do Youtube. 

Ano passado, visando se preparar para mais uma transmissão e assegurar alguns milhões, a emissora carioca lançou o "ge" na Internet, reagindo ao sucesso dos canais do Youtube, e renegociou o pagamento dos direitos de transmissão à Fifa. Deixou de pagar parcelas anuais de US$ 90 milhões, e em troca precisou abrir mão da maior parte dos jogos. 

Já o CazéTV realizou contratos de patrocínio para gerar cerca de R$ 2 bilhões ao evento, por meio da empresa LiveMode, dona do canal, e agora está conseguindo transmitir todas as partidas. 

A Globo diz que o ge não possui os incômodos delays, presentes na transmissão do CazéTV, que podem levar até 40 segundos. Para isso, praticamente obriga seus fieis espectadores a adquirirem a tradicional antena acoplada aos decodificadores das tevês. Com a desvantagem de não poder transmitir todos os jogos, e ainda não ter apelo no público mais jovem, pois o estilo de comunicação de Casimiro Miguel e seus colaboradores é muito mais atraente do que o engessado formato do jornalismo da Globo, criticadoo acerbamente, também, pela excessiva concessão ao woke, ao politicamente correto, e à crítica contra tudo o que lembra o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Para piorar tudo, a ex-Vênus Platinada perdeu o seu consagrado locutor Galvão Bueno para o SBT. Este, por sua vez, também não está obtendo a repercussão de antes, pois a emissora paulista também não tem boa parte dos jogos, e é afetada pelo sucesso do CazéTV. Mesmo assim, o SBT ainda consegue se sair melhor em relação à grande e tradicional concorrente na TV aberta. 


N. do A.: Enquanto isso, já há um favoritismo para algumas equipes, como a França de Mbappé, a Argentina de Messi, e a Inglaterra. Esta última derrotou a Croácia por 4 a 2 em um jogo digno de nota, com o brilho de Harry Kane. Já Portugal decepcionou, empatando com a estreante República Democrática do Congo por 1 a 1; uma das maiores zebras do Mundial, em parte por culpa de um Cristiano Ronaldo apagado, em sua sexta Copa. 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Faz sentido?

A Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. O deputado cassado, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está atuando nos Estados Unidos para denunciar o processo contra seu pai. Com a decisão dos ministros do Supremo, o "03" fica impedido de concorrer a novo mandato até 2038. 

Ele foi considerado culpado da acusação de coagir a Justiça para impedí-la de dar prosseguimento às investigações sobre o 8/1. Segundo o STF, houve uma tentativa de golpe, e Bolsonaro esteve envolvido ativamente, como parte interessada, em impedir o atual presidente Lula de exercer o mandato pelo qual foi eleito, sempre de acordo com o número oficial de votos apurados nas eleições de 2022. 

Alexandre de Moraes, o relator do processo, disse que Eduardo Bolsonaro estava tentando "fazer lobby contra o próprio país", quando os críticos contestam. Eles apontam-no como, ao mesmo tempo, vítima, promotor e júri do caso, e deveria se declarar impedido de votar, deixando a decisão para os outros membros da Turma. Isso não mudaria nada, como se seguiu. 

Flávio Dino e Cristiano Zanin manifestaram-se no mesmo sentido, enquanto Carmen Lúcia não quis se pronunciar publicamente, embora tivesse votado pela condenação. Luiz Fux está de mudança para a Segunda Turma, deixando a cadeira vaga para o próximo indicado. Possivelmente esse vazio só será preenchido pelo eleito neste ano. 

Esdras dos Santos Carvalho, integrante da defesa do deputado cassado, defendeu a nulidade do processo, dizendo que seu cliente fez "interlocução política", e não teria coagido ninguém. Na visão dos  defensores da atuação do ex-deputado, não faria sentido fazer coação dentro de um país estrangeiro, onde ministro algum do Brasil poderia interferir.

Eduardo Bolsonaro é visto como culpado pela implantação das sanções americanas contra o Brasil, e pelas pressões em favor da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. 

A Primeira Turma do STF, responsável pela condenação à prisão de Eduardo Bolsonaro; Luiz Fux, o segundo da foto da esquerda para a direita, já não integra mais o grupo (Divulgação/O Globo)


N. do A.: Este blog vai se abster de falar sobre política durante este mês, para dar prioridade a outros assuntos. Não necessariamente vai comentar sobre a Copa do Mundo em todas as postagens. Aliás, a situação do Brasil promete ficar muito feia, também nas quatro linhas. Franceses e argentinos estrearam com vitória e brilho de seus astros, Mbappé e Messi, respectivamente. O franco-congolês do Real Madrid fez 2 dos 3 gols contra os senegaleses, e o fabuloso "extraterrestre" baixinho, atuando pela sexta Copa, fez um hat-trick e marcou sozinho contra o time da Argélia. Em outro jogo, outro grande astro, o norueguês Haaland, fez 2 dos 4 gols da equipe de seu país contra os infelizes representantes do Iraque, um país envolvido na guerra da Ásia Ocidental; esse conflito continua roubando os holofotes da mídia. 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Tudo estranho

Neste mundo sempre há acontecimentos bizarros, mais do que as histórias nos contam, mas agora as coisas parecem estar num outro patamar. 

O acordo de "paz" firmado entre os Estados Unidos e o Irã foi motivo de estranheza porque as forças beligerantes não saíram de perto, isto é, os navios permanecem no estreito de Ormuz, um lado para dificultar a navegação e o outro para, nominalmente, tentar liberar a passagem. Além disso, mesmo incluindo o Líbano, houve bombardeios na capital, Beirute, por parte das forças israelenses. Nem as tropas que invadiram e ocuparam o sul do Líbano sob o pretexto de neutralizar os terroristas do Hizbollah saíram do território, e nem este grupo apoiado pelo Irã renunciou às suas práticas de bombardear o norte de Israel. Este parece ser uma tentativa de ganhar tempo para não atrapalhar as eleições parlamentares nos Estados Unidos, nem as festividades do 4 de julho, e muito menos a Copa do Mundo realizada na América do Norte. 

E, hoje mesmo, o time iraniano está participando do torneio. No país inimigo. Sofrendo para tentar vencer os neozelandeses. 2 a 2, (mais) um empate. Do lado de fora e mesmo no estádio, desafiando a proibição da Fifa, torcedores que apoiavam a sua equipe, mas deploram o regime dos aiatolás, exibiram a antiga bandeira no tempo do xá Reza Pahlavi, cujo filho luta pelo fim da tirania fundamentalista (sendo ele próprio um fruto de uma ditadura corrupta, embora laica). O acordo firmado para ser assinado na Suíça não prevê mudança alguma no regime, um dos motivos pelos quais a oposição iraniana depositava alguma esperança na batalha travada pelos americanos, israelenses e sunitas. 

Os iranianos jogaram em Los Angeles, uma das grandes cidades do "Grande Satã" (Divulgação/Instagram/UOL)

Este dia também foi marcado por outros empates. Ninguém acreditou numa poderosa Espanha não conseguir fazer gols em Cabo Verde, nem o Uruguai não conseguir vencer a Arábia Saudita (a grande rival do Irã), ou a Bélgica se impor diante do Egito (outra nação do Oriente Médio, e da África, como Cabo Verde). Um empate, para as equipes mais fracas, é comemorada como vitória. Os cabo-verdianos não levaram nenhum, embora não tivessem feito, enquanto os egípcios e os sauditas marcaram um. 

E também fica muito estranho ver jogos com tantas interrupções para os jogadores beberam água, dando espaço para os patrocinadores lançarem seus comerciais em todos os veículos de mídia autorizados a cobrir o grande evento. Realmente, há muita gente lucrando com essa bizarrice toda. Nos estádios e no grande campo de batalha montado na Ásia Ocidental. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Duas coisas assustadoras

A primeira é para assustar mesmo, porque aconteceu aqui, e é um alerta para o brasileiro em tempos de rumores de novas pandemias. 

No Hospital Conceição, em Porto Alegre, foi internado para exames uma pessoa suspeita de ter contraído o terrível vírus Ebola, responsável por febre e hemorragias intensas, causadoras de muitas mortes nos países da África, como República Democrática do Congo, Uganda e Guiné. Deste último país saiu o homem de 47 anos. Felizmente, exames mostraram que ele não estava com o Ebola. Em São Paulo, houve outro caso suspeito, e também desmentido. 

Já na Copa, houve mais um evento assustador, e não foi o desempenho da Anitta na abertura da Copa em Los Angeles. Ela até se saiu bem e foi aclamada pelo público, embora, obviamente, não tenha se destacado tanto quantoo a Shakira na primeira abertura, no México. Horas depois, no mesmo estádio, o SoFi Stadium (não denominado assim pela Fifa por questões de naming rights, que os veículos de comunicação oficiais são impedidos de divulgar) foi palco de um verdadeiro show do time local contra o Paraguai. No primeiro tempo, os americanos fizeram TRÊS gols contra os paraguaios. Para o torcedor do time sul-americano (e para os anti-americanos de plantão) isso foi realmente apavorante. 


N. do A.: Esses eventos podem garantir mais sustos do que você e sua(eu) namorada(o) no cinema assistindo a algum filme de terror. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O filme que vai fazer muita gente esquecer a Copa

Depois de dirigir os clássicos Contatos Imediatos de Terceiro Grau e E.T., o sempre aclamado Steven Spielberg lançou mais um filme sobre alienígenas, Dia D, sobre a revelação da existência de habitantes de outros planetas para a humanidade após uma série de eventos incomuns transmitidos pela mídia. 

Há muito tempo alguns influenciadores nas redes sociais debateram o assunto, principalmente os defensores da existência dos ETs, que elogiavam antecipadamente o filme por ele ajudar a revelar o que a maioria não sabe. Por outro lado, a crítica se dividiu. Uns aludiram a certas narrativas, vulgarmente chamadas de "teorias conspiratórias", sobre o governo esconder a verdade da população. Outros encaravam o filme como ficção científica pura. Muitos compararam este com os outros filmes de Spielberg sobre o tema. 

A protagonista do filme, Maggie (Emily Blunt), investiga estranhos eventos atribuídos a seres de origem fora da Terra (Niko Tavernise/Universal Pictures)


Enquanto isso, muitos foram ao cinema, e simplesmente ignoraram o grande evento do nosso planeta. Houve repercussão morna da abertura com a Shakira no México, a vitória do primeiro anfitrião sobre os sul-africanos no estádio Azteca, com atuação elogiada do brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que não perdoou e já expulsou dois sul-africanos e um mexicano, um recorde de cartões vermelhos para um jogo de abertura. Outro jogo está em andamento, entre Coréia do Sul e Tchéquia (a antiga parte ocidental da extinta Tchecoslováquia, e até há pouco chamada de República Tcheca), ainda sem gols. É só o começo de uma longuíssima aventura envolvendo 48 times terrestres. 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A Copa caminhará para um fracasso histórico

 A Copa 2026 na América será o maior desastre esportivo da década, tirando, logicamente, os tais "Jogos Aprimorados" em Las Vegas, neste mesmo ano. 

Terá repercussão morna, certamente ofuscada pelas guerras em curso, no Irã e na Ucrânia. Aliás, espera-se que não haja interferência direta entre esses eventos. Caso contrário, não teremos mais Copas (e nem Olimpíadas, nem qualquer outro evento esportivo). 

Já havia a tendência ao desinteresse pela Copa, vista agora sem tanta inocência. Há menos interesse no futebol, principalmente por causa dos sucessivos escândalos envolvendo principalmente os dirigentes, mas também os árbitros, os jogadores e os técnicos, e do escancarado interesse financeiro suplantando o espírito esportivo. 

Para a população, em sua maioria sem condições de custear um ingresso, o torneio não vai melhorar a vida de ninguém. Antes, até funcionava como uma distração para esquecer os problemas. Agora, não se sentem representados pelos seus jogadores, cada vez mais bem pagos pelos seus clubes, favorecendo o comportamento deslumbrado e distante de suas origens. Por aqui, há o agravante do desempenho desses jogadores ficar aquém do demonstrado pelos antigos craques do passado, responsáveis pelas conquistas dos títulos mundiais. 

Existem coisas mais sérias para despertar a atenção do público. Além das guerras citadas acima, existem os conflitos armados na África, as crises imigratórias, o temor do extremismo político e religioso, a violência, o colapso dos valores tradicionais e das instituições. Estamos mais preocupados em não levar um tiro ou uma bomba destruir nosso bairro ou vila, e menos com o Messi, o Cristiano Ronaldo ou o Neymar (muitos passarão a rir disto) serem os responsáveis pela eliminação do time que representa nosso país. 

O desinteresse do torcedor pela Seleção não é um caso isolado: para muitos povos, suas equipes nacionais não são consideradas representantes deles (Jefferson Bernardes/Shutterstock)

A Fifa esperava vender muito mais ingressos para as partidas, a serem feitas em território dos países da América do Norte, e principalmente nos Estados Unidos, mas os preços da aquisição (e também os anexos, como comidas e bebidas) e a logística não favorecem os deslocamentos até os estádios. 

E tudo poderá se tornar uma catástrofe caso houver algum ato terrorista mesmo longe das cidades-sede da Copa. Será um escândalo de proporções nunca vistas, além de causar pânico coletivo e o foco da grande mídia na tragédia, e não no esporte. Espera-se que não haja nada neste sentido, mas a possibilidade existe, e é considerável. Estamos num mundo convulsionado, e não podemos imaginar o segundo maior evento esportivo do mundo (o primeiro é representado pelos Jogos Olímpicos de Verão) como uma fuga para um universo fantástico, onde os conflitos se dão por uma disputa de bola. 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Tráfego aéreo no mundo

Atualmente, o avião é um meio indispensável para o deslocamento de pessoas e cargas em longas distâncias. Ninguém mais consegue imaginar o mundo sem este meio de transporte criado nos Estados Unidos, mas popularizado em Paris graças ao brasileiro Santos Dumont, criador de aviões de forma independente dos irmãos Wright. 

Como as viagens de aviões comerciais são rastreáveis por força de lei, usando transponders ou GPS, elas podem ser localizadas. Existem até sites que publicam as rotas, com exceção das feitas por aviões militares, de cujo sigilo dependem os èxitos de suas operações, ou por aeronaves clandestinas. Um desses sites é o AirNav Radar. 

As rotas são também um indicativo da segurança aérea dos países. Uma nação sem rotas aéreas passando sobre elas está em situação muito grave, como, por exemplo, um conflito em seu território. É o caso do Irã. 

Atualmente, os Estados Unidos lançaram novos bombardeios no Irã, que fechou seu espaço aéreo (AirNav Radar)

Este é um dos poucos locais com vazios de rotas aéreas, ao lado da Antártida e do Saara. Em geral, o mundo está tomado por elas. 

Parte do mapa mundi com as rotas aéreas rastreáveis (AirNav Radar)

Estas informações também são úteis para rastreio de mercadorias ou acompanhar à distância amigos ou parentes se deslocando para outros países. Não espere, porém, muita precisão ou informações muito detalhadas, pelo menos nas versões gratuitas dos sites, disponíveis para o público. 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O que aconteceria se...

 ... se o famigerado e finado Enéas Carneiro, tão idealizado pelos nacionalistas, fosse presidente do Brasil?

Um misterioso usuário do YouTube, cujo codnome é 'Sobrevivente', usou todas as inteligências artificiais disponíveis. E todas elas responderam da mesma forma, porém com vieses diferentes: ele tinha ideias fortes e polêmicas, um discurso impressionante para quem conseguisse entendê-lo, mas nunca foi eleito, não tendo a experiência administrativa para governar efetivamente.

De qualquer forma, seria um mero exercício de imaginação, mesmo porque ele morreu em 2007 e mortos há quase 20 anos não podem concorrer com Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos ou outros possíveis candidatos (Romeu Zema, Ronaldo Caiado). No entanto, serve como um teste para as ferramentas de IA.



sábado, 6 de junho de 2026

Houve amistoso hoje?

Este blog já esteve mais interessado nos jogos da Seleção, como uma boa parte dos brasileiros. 

E, atualmente, está mais interessado em notícias que realmente façam sentido para o Brasil. Mesmo de forma negativa, como o evento Gilmarpalooza em Lisboa, as bravatas de Lula direcionadas a Donald Trump ou mais uma tentativa de assassinar o Hino Nacional no último amistoso da Seleção contra os "temiveis" e temerosos, muito mais temerosos do que temiveis, panamenhos. A autoria é atribuída a Alcione, uma grande sambista mas não muito chegada a fazer essas coisas chatas, como cantar hinos, e também a Belo, o mesmo cantor pagodeiro e amigo de traficantes, alvos de interesse dos americanos desde antes do anúncio do decreto de Trump e Rubio. Os dois desafinaram, erraram a letra e não sincronizaram as vozes. Tudo isso com a complacência da CBF, responsável por contratar a dupla.

Endrick comemorou o gol da vitória magra sobre o time de Salah (Rafael Ribeiro/CBF)

Ah, e a Seleção ganhou dos egípcios (o time de Salah e mais dez) hoje, mas não foi de goleada (2 a 1). Nada para se preocupar,  mas os que creem num vexame na Copa nao dormem mais tranquilos. Talvez nem liguem para a partida de hoje.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Pautas para antes da Copa

Este blog já teve uma qualidade melhor. Parece que está afetado pelo mesmo problema dos outros que vieram antes, ou até mesmo depois, dele: a falta de um ritmo constante de publicações. Isso tem a ver com a falta de tempo para postar, mas também pelo esgotamento de algumas pautas, enquanto outras são intensivamente exploradas por portais de notícias ou, principalmente, pelas redes sociais. 

Para não deixar o espaço morrer, cabe repensar o uso. E, como já foi repetido algumas vezes, será necessário diversificar. Nesta semana, já houve a exploração de animações toscas, uma de autoria própria e outra de outro autor, cujo nome não descobri, mas serviu como propaganda de guerra e de política. Ambas diarreias mentais. 

Política, economia, crimes, corrupção, assuntos  internacionais, tudo já foi abordado com frequência. A campanha política, cujo ritmo parece ditado mais pelo Flávio Bolsonaro (a sua participação na Marcha para Jesus foi muito comentada, para tentar amenizar o estrago causado pelo envolvimento com o Daniel Vorcaro e o filme Dark House) do que pelo próprio presidente (ainda não oficialmente candidato à reeleição, mas empenhado em todo tipo de medida visando ganhar votos), é o assunto mais explorado pelas mídias, ao lado da guerra no Oriente Médio. O conflito entre Ucrânia e Rússia, ainda muito intenso, ficou meio esquecido, mas ainda causa mortes, devastação e risco de escalada, com o envolvimento de países atingidos pelo fogo cruzado, como a Romênia, a Polônia e a Hungria. 

Até segunda, cabe colocar algo interessante. Pensarei nisso neste fim de semana. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Animação ainda mais bizarra

 Este blog ficou infestado de animações toscas e de qualidade questionável para baixo. Mas a culpa não é só do autor. 

Viralizou um vídeo divulgado pela embaixada do Irã na Tunísia, onde o Cristo Redentor enfrentava a Estátua da Liberdade. É uma interpretação nada cristã do poder de Jesus, além de ir contra os ensinamentos Dele. E envolve dois países alheios à sua guerra contra os Estados Unidos e Israel. 


O governo brasileiro continua a ser acusado de apoiar o regime iraniano, classificado como fomentador do terrorismo e de ideias nefastas, como divulgar um vídeo desses. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Motivo pelo qual Pablo chora tanto

O personagem Pablo, que às vezes aparece no blog, é um jovem tipicamente cartunesco, e neste ambiente ocorrem os maiores absurdos. Ele derrama litros de lágrimas quando chora, abrindo o berreiro em atitude aparentemente insana. 

Mas aí vem o questionamento: o que aconteceria se alguém sem as mínimas condições psicológicas recebesse o poder de armazenar energia a nível de um deus sem sofrer danos? 

Pablo, de alguma forma, recebeu o poder de um deus, mas ao invés de aproveitar os novos dons, sente dores insuportáveis e pelo menor motivo chora de forma descontrolada e furiosa, às vezes destruindo todo o entorno. 

Seus gritos enquanto chora podem ser ouvidos a quilômetros de distância. E um dia ele fez esta ameaça: se for agredido em caso de choradeira, explodirá com a tensão emocional. E irá se tornar um espírito capaz de destruir a Terra. 

Numa das crises de choro ao se lembrar do ex-namorado, Pablo quase destruiu San Francisco


Representantes das igrejas e dos templos locais já o consideram como um agente do Mal. Os amigos se afastam dele como se ele fosse a personificação de uma das duas Bestas do Apocalipse. O pior é ele não empregar os poderes para atos heroicos, por ser muito egocêntrico. E nem poderia, pois os poderes lhe causam muita dor física e psicológica. 

O problema é que qualquer motivo o faz chorar, desde músicas tristes até algo lido nas redes sociais com histórias de tragédias. Ele já tinha a fama de emotivo e "hipersensível". O namorado dele o deixou, por não aguentar suas inseguranças e crises nervosas, e desde então tudo piorou. Com os novos poderes, ele pensa em se vingar de todos que o magoaram, desde o ex-namorado até quem caçoou e fez bullying dele por ser gay. 

Assim, Pablo sente a dor do mundo, e fazendo isso o está ameaçando. Se ele morrer, ninguém vai querer saber se ele vai se tornar algum problema. Com certeza, não vai ficar só aporrinhando as almas torturadas com seus choros histéricos. E não, ele não chora por causa do Brasil, porque ele mora nos Estados Unidos. Se morasse por aqui, já teria transformado tudo num mar de lama - literal. 

Pablo foi flagrado em um momento não muito alegre, após ser chamado de "fag" (bicha)


N. do A.: Obviamente, é uma história para lá de absurda, mas outras estão a ser contadas por aí, inclusive por governantes. O pior é muitos acreditarem nelas. 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Correção de rota

 A Riachuelo, uma das maiores lojas de departamentos, estava praticamente colocada como mais uma loja de roupas, muito longe daquela que aparecia com frequência nos comerciais da TV. 

Isso foi por causa da infeliz mudança no logotipo em 2013, quando o nome da marca perdeu todas as vogais, com exceção do "o" final. Até teve uma forte repercussão, mas os  clientes mais antigos detestaram,

A rede teve acertos depois de 2013 com parcerias internacionais, como a Versace e o estilista Karl Lagerfeld, mas não conseguiu convencer quem não gostou da mudança de 2013, mesmo porque não deixou de ser uma loja de departamentos voltada para a classe média brasileira, uma varejista, como muitos concorrentes como a Renner, a C&A e a Marisa.

No mês passado, a Riachuelo corrigiu o erro, fazendo um rebranding que restaurou o nome original, e fazendo mudanças para facilitar a expansão dos negócios. Serão inauguradas lojas menores, com mais tecnologia, uso da IA e autoatendimento. A loja de Pinheiros será um teste para a nova metodologia. 


Fundada em 1947, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por Nevaldo Rocha, chegou a ter mais de 500 lojas, uma delas enorme, no bairro do Jardim São Bento, que havia sido a nova matriz após a compra pelo Grupo Guararapes, em 1979. Atualmente o local abriga o Sesc Casa Verde.