Depois de tanto tempo, desde 1970, sendo a principal transmissora da Copa do Mundo, a Globo não se conforma com o sucesso do canal CazéTV, do Youtube.
Ano passado, visando se preparar para mais uma transmissão e assegurar alguns milhões, a emissora carioca lançou o "ge" na Internet, reagindo ao sucesso dos canais do Youtube, e renegociou o pagamento dos direitos de transmissão à Fifa. Deixou de pagar parcelas anuais de US$ 90 milhões, e em troca precisou abrir mão da maior parte dos jogos.
Já o CazéTV realizou contratos de patrocínio para gerar cerca de R$ 2 bilhões ao evento, por meio da empresa LiveMode, dona do canal, e agora está conseguindo transmitir todas as partidas.
A Globo diz que o ge não possui os incômodos delays, presentes na transmissão do CazéTV, que podem levar até 40 segundos. Para isso, praticamente obriga seus fieis espectadores a adquirirem a tradicional antena acoplada aos decodificadores das tevês. Com a desvantagem de não poder transmitir todos os jogos, e ainda não ter apelo no público mais jovem, pois o estilo de comunicação de Casimiro Miguel e seus colaboradores é muito mais atraente do que o engessado formato do jornalismo da Globo, criticadoo acerbamente, também, pela excessiva concessão ao woke, ao politicamente correto, e à crítica contra tudo o que lembra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para piorar tudo, a ex-Vênus Platinada perdeu o seu consagrado locutor Galvão Bueno para o SBT. Este, por sua vez, também não está obtendo a repercussão de antes, pois a emissora paulista também não tem boa parte dos jogos, e é afetada pelo sucesso do CazéTV. Mesmo assim, o SBT ainda consegue se sair melhor em relação à grande e tradicional concorrente na TV aberta.
N. do A.: Enquanto isso, já há um favoritismo para algumas equipes, como a França de Mbappé, a Argentina de Messi, e a Inglaterra. Esta última derrotou a Croácia por 4 a 2 em um jogo digno de nota, com o brilho de Harry Kane. Já Portugal decepcionou, empatando com a estreante República Democrática do Congo por 1 a 1; uma das maiores zebras do Mundial, em parte por culpa de um Cristiano Ronaldo apagado, em sua sexta Copa.
A Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. O deputado cassado, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está atuando nos Estados Unidos para denunciar o processo contra seu pai. Com a decisão dos ministros do Supremo, o "03" fica impedido de concorrer a novo mandato até 2038.
Ele foi considerado culpado da acusação de coagir a Justiça para impedí-la de dar prosseguimento às investigações sobre o 8/1. Segundo o STF, houve uma tentativa de golpe, e Bolsonaro esteve envolvido ativamente, como parte interessada, em impedir o atual presidente Lula de exercer o mandato pelo qual foi eleito, sempre de acordo com o número oficial de votos apurados nas eleições de 2022.
Alexandre de Moraes, o relator do processo, disse que Eduardo Bolsonaro estava tentando "fazer lobby contra o próprio país", quando os críticos contestam. Eles apontam-no como, ao mesmo tempo, vítima, promotor e júri do caso, e deveria se declarar impedido de votar, deixando a decisão para os outros membros da Turma. Isso não mudaria nada, como se seguiu.
Flávio Dino e Cristiano Zanin manifestaram-se no mesmo sentido, enquanto Carmen Lúcia não quis se pronunciar publicamente, embora tivesse votado pela condenação. Luiz Fux está de mudança para a Segunda Turma, deixando a cadeira vaga para o próximo indicado. Possivelmente esse vazio só será preenchido pelo eleito neste ano.
Esdras dos Santos Carvalho, integrante da defesa do deputado cassado, defendeu a nulidade do processo, dizendo que seu cliente fez "interlocução política", e não teria coagido ninguém. Na visão dos defensores da atuação do ex-deputado, não faria sentido fazer coação dentro de um país estrangeiro, onde ministro algum do Brasil poderia interferir.
Eduardo Bolsonaro é visto como culpado pela implantação das sanções americanas contra o Brasil, e pelas pressões em favor da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.
A Primeira Turma do STF, responsável pela condenação à prisão de Eduardo Bolsonaro; Luiz Fux, o segundo da foto da esquerda para a direita, já não integra mais o grupo (Divulgação/O Globo)
N. do A.: Este blog vai se abster de falar sobre política durante este mês, para dar prioridade a outros assuntos. Não necessariamente vai comentar sobre a Copa do Mundo em todas as postagens. Aliás, a situação do Brasil promete ficar muito feia, também nas quatro linhas. Franceses e argentinos estrearam com vitória e brilho de seus astros, Mbappé e Messi, respectivamente. O franco-congolês do Real Madrid fez 2 dos 3 gols contra os senegaleses, e o fabuloso "extraterrestre" baixinho, atuando pela sexta Copa, fez um hat-trick e marcou sozinho contra o time da Argélia. Em outro jogo, outro grande astro, o norueguês Haaland, fez 2 dos 4 gols da equipe de seu país contra os infelizes representantes do Iraque, um país envolvido na guerra da Ásia Ocidental; esse conflito continua roubando os holofotes da mídia.
Neste mundo sempre há acontecimentos bizarros, mais do que as histórias nos contam, mas agora as coisas parecem estar num outro patamar.
O acordo de "paz" firmado entre os Estados Unidos e o Irã foi motivo de estranheza porque as forças beligerantes não saíram de perto, isto é, os navios permanecem no estreito de Ormuz, um lado para dificultar a navegação e o outro para, nominalmente, tentar liberar a passagem. Além disso, mesmo incluindo o Líbano, houve bombardeios na capital, Beirute, por parte das forças israelenses. Nem as tropas que invadiram e ocuparam o sul do Líbano sob o pretexto de neutralizar os terroristas do Hizbollah saíram do território, e nem este grupo apoiado pelo Irã renunciou às suas práticas de bombardear o norte de Israel. Este parece ser uma tentativa de ganhar tempo para não atrapalhar as eleições parlamentares nos Estados Unidos, nem as festividades do 4 de julho, e muito menos a Copa do Mundo realizada na América do Norte.
E, hoje mesmo, o time iraniano está participando do torneio. No país inimigo. Sofrendo para tentar vencer os neozelandeses. 2 a 2, (mais) um empate. Do lado de fora e mesmo no estádio, desafiando a proibição da Fifa, torcedores que apoiavam a sua equipe, mas deploram o regime dos aiatolás, exibiram a antiga bandeira no tempo do xá Reza Pahlavi, cujo filho luta pelo fim da tirania fundamentalista (sendo ele próprio um fruto de uma ditadura corrupta, embora laica). O acordo firmado para ser assinado na Suíça não prevê mudança alguma no regime, um dos motivos pelos quais a oposição iraniana depositava alguma esperança na batalha travada pelos americanos, israelenses e sunitas.
Os iranianos jogaram em Los Angeles, uma das grandes cidades do "Grande Satã" (Divulgação/Instagram/UOL)
Este dia também foi marcado por outros empates. Ninguém acreditou numa poderosa Espanha não conseguir fazer gols em Cabo Verde, nem o Uruguai não conseguir vencer a Arábia Saudita (a grande rival do Irã), ou a Bélgica se impor diante do Egito (outra nação do Oriente Médio, e da África, como Cabo Verde). Um empate, para as equipes mais fracas, é comemorada como vitória. Os cabo-verdianos não levaram nenhum, embora não tivessem feito, enquanto os egípcios e os sauditas marcaram um.
E também fica muito estranho ver jogos com tantas interrupções para os jogadores beberam água, dando espaço para os patrocinadores lançarem seus comerciais em todos os veículos de mídia autorizados a cobrir o grande evento. Realmente, há muita gente lucrando com essa bizarrice toda. Nos estádios e no grande campo de batalha montado na Ásia Ocidental.
A primeira é para assustar mesmo, porque aconteceu aqui, e é um alerta para o brasileiro em tempos de rumores de novas pandemias.
No Hospital Conceição, em Porto Alegre, foi internado para exames uma pessoa suspeita de ter contraído o terrível vírus Ebola, responsável por febre e hemorragias intensas, causadoras de muitas mortes nos países da África, como República Democrática do Congo, Uganda e Guiné. Deste último país saiu o homem de 47 anos. Felizmente, exames mostraram que ele não estava com o Ebola. Em São Paulo, houve outro caso suspeito, e também desmentido.
Já na Copa, houve mais um evento assustador, e não foi o desempenho da Anitta na abertura da Copa em Los Angeles. Ela até se saiu bem e foi aclamada pelo público, embora, obviamente, não tenha se destacado tanto quantoo a Shakira na primeira abertura, no México. Horas depois, no mesmo estádio, o SoFi Stadium (não denominado assim pela Fifa por questões de naming rights, que os veículos de comunicação oficiais são impedidos de divulgar) foi palco de um verdadeiro show do time local contra o Paraguai. No primeiro tempo, os americanos fizeram TRÊS gols contra os paraguaios. Para o torcedor do time sul-americano (e para os anti-americanos de plantão) isso foi realmente apavorante.
N. do A.: Esses eventos podem garantir mais sustos do que você e sua(eu) namorada(o) no cinema assistindo a algum filme de terror.
Depois de dirigir os clássicos Contatos Imediatos de Terceiro Grau e E.T., o sempre aclamado Steven Spielberg lançou mais um filme sobre alienígenas, Dia D, sobre a revelação da existência de habitantes de outros planetas para a humanidade após uma série de eventos incomuns transmitidos pela mídia.
Há muito tempo alguns influenciadores nas redes sociais debateram o assunto, principalmente os defensores da existência dos ETs, que elogiavam antecipadamente o filme por ele ajudar a revelar o que a maioria não sabe. Por outro lado, a crítica se dividiu. Uns aludiram a certas narrativas, vulgarmente chamadas de "teorias conspiratórias", sobre o governo esconder a verdade da população. Outros encaravam o filme como ficção científica pura. Muitos compararam este com os outros filmes de Spielberg sobre o tema.
A protagonista do filme, Maggie (Emily Blunt), investiga estranhos eventos atribuídos a seres de origem fora da Terra (Niko Tavernise/Universal Pictures)
Enquanto isso, muitos foram ao cinema, e simplesmente ignoraram o grande evento do nosso planeta. Houve repercussão morna da abertura com a Shakira no México, a vitória do primeiro anfitrião sobre os sul-africanos no estádio Azteca, com atuação elogiada do brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que não perdoou e já expulsou dois sul-africanos e um mexicano, um recorde de cartões vermelhos para um jogo de abertura. Outro jogo está em andamento, entre Coréia do Sul e Tchéquia (a antiga parte ocidental da extinta Tchecoslováquia, e até há pouco chamada de República Tcheca), ainda sem gols. É só o começo de uma longuíssima aventura envolvendo 48 times terrestres.
A Copa 2026 na América será o maior desastre esportivo da década, tirando, logicamente, os tais "Jogos Aprimorados" em Las Vegas, neste mesmo ano.
Terá repercussão morna, certamente ofuscada pelas guerras em curso, no Irã e na Ucrânia. Aliás, espera-se que não haja interferência direta entre esses eventos. Caso contrário, não teremos mais Copas (e nem Olimpíadas, nem qualquer outro evento esportivo).
Já havia a tendência ao desinteresse pela Copa, vista agora sem tanta inocência. Há menos interesse no futebol, principalmente por causa dos sucessivos escândalos envolvendo principalmente os dirigentes, mas também os árbitros, os jogadores e os técnicos, e do escancarado interesse financeiro suplantando o espírito esportivo.
Para a população, em sua maioria sem condições de custear um ingresso, o torneio não vai melhorar a vida de ninguém. Antes, até funcionava como uma distração para esquecer os problemas. Agora, não se sentem representados pelos seus jogadores, cada vez mais bem pagos pelos seus clubes, favorecendo o comportamento deslumbrado e distante de suas origens. Por aqui, há o agravante do desempenho desses jogadores ficar aquém do demonstrado pelos antigos craques do passado, responsáveis pelas conquistas dos títulos mundiais.
Existem coisas mais sérias para despertar a atenção do público. Além das guerras citadas acima, existem os conflitos armados na África, as crises imigratórias, o temor do extremismo político e religioso, a violência, o colapso dos valores tradicionais e das instituições. Estamos mais preocupados em não levar um tiro ou uma bomba destruir nosso bairro ou vila, e menos com o Messi, o Cristiano Ronaldo ou o Neymar (muitos passarão a rir disto) serem os responsáveis pela eliminação do time que representa nosso país.
O desinteresse do torcedor pela Seleção não é um caso isolado: para muitos povos, suas equipes nacionais não são consideradas representantes deles (Jefferson Bernardes/Shutterstock)
A Fifa esperava vender muito mais ingressos para as partidas, a serem feitas em território dos países da América do Norte, e principalmente nos Estados Unidos, mas os preços da aquisição (e também os anexos, como comidas e bebidas) e a logística não favorecem os deslocamentos até os estádios.
E tudo poderá se tornar uma catástrofe caso houver algum ato terrorista mesmo longe das cidades-sede da Copa. Será um escândalo de proporções nunca vistas, além de causar pânico coletivo e o foco da grande mídia na tragédia, e não no esporte. Espera-se que não haja nada neste sentido, mas a possibilidade existe, e é considerável. Estamos num mundo convulsionado, e não podemos imaginar o segundo maior evento esportivo do mundo (o primeiro é representado pelos Jogos Olímpicos de Verão) como uma fuga para um universo fantástico, onde os conflitos se dão por uma disputa de bola.
Atualmente, o avião é um meio indispensável para o deslocamento de pessoas e cargas em longas distâncias. Ninguém mais consegue imaginar o mundo sem este meio de transporte criado nos Estados Unidos, mas popularizado em Paris graças ao brasileiro Santos Dumont, criador de aviões de forma independente dos irmãos Wright.
Como as viagens de aviões comerciais são rastreáveis por força de lei, usando transponders ou GPS, elas podem ser localizadas. Existem até sites que publicam as rotas, com exceção das feitas por aviões militares, de cujo sigilo dependem os èxitos de suas operações, ou por aeronaves clandestinas. Um desses sites é o AirNav Radar.
As rotas são também um indicativo da segurança aérea dos países. Uma nação sem rotas aéreas passando sobre elas está em situação muito grave, como, por exemplo, um conflito em seu território. É o caso do Irã.
Atualmente, os Estados Unidos lançaram novos bombardeios no Irã, que fechou seu espaço aéreo (AirNav Radar)
Este é um dos poucos locais com vazios de rotas aéreas, ao lado da Antártida e do Saara. Em geral, o mundo está tomado por elas.
Parte do mapa mundi com as rotas aéreas rastreáveis (AirNav Radar)
Estas informações também são úteis para rastreio de mercadorias ou acompanhar à distância amigos ou parentes se deslocando para outros países. Não espere, porém, muita precisão ou informações muito detalhadas, pelo menos nas versões gratuitas dos sites, disponíveis para o público.
... se o famigerado e finado Enéas Carneiro, tão idealizado pelos nacionalistas, fosse presidente do Brasil?
Um misterioso usuário do YouTube, cujo codnome é 'Sobrevivente', usou todas as inteligências artificiais disponíveis. E todas elas responderam da mesma forma, porém com vieses diferentes: ele tinha ideias fortes e polêmicas, um discurso impressionante para quem conseguisse entendê-lo, mas nunca foi eleito, não tendo a experiência administrativa para governar efetivamente.
De qualquer forma, seria um mero exercício de imaginação, mesmo porque ele morreu em 2007 e mortos há quase 20 anos não podem concorrer com Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos ou outros possíveis candidatos (Romeu Zema, Ronaldo Caiado). No entanto, serve como um teste para as ferramentas de IA.
Este blog já esteve mais interessado nos jogos da Seleção, como uma boa parte dos brasileiros.
E, atualmente, está mais interessado em notícias que realmente façam sentido para o Brasil. Mesmo de forma negativa, como o evento Gilmarpalooza em Lisboa, as bravatas de Lula direcionadas a Donald Trump ou mais uma tentativa de assassinar o Hino Nacional no último amistoso da Seleção contra os "temiveis" e temerosos, muito mais temerosos do que temiveis, panamenhos. A autoria é atribuída a Alcione, uma grande sambista mas não muito chegada a fazer essas coisas chatas, como cantar hinos, e também a Belo, o mesmo cantor pagodeiro e amigo de traficantes, alvos de interesse dos americanos desde antes do anúncio do decreto de Trump e Rubio. Os dois desafinaram, erraram a letra e não sincronizaram as vozes. Tudo isso com a complacência da CBF, responsável por contratar a dupla.
Endrick comemorou o gol da vitória magra sobre o time de Salah (Rafael Ribeiro/CBF)
Ah, e a Seleção ganhou dos egípcios (o time de Salah e mais dez) hoje, mas não foi de goleada (2 a 1). Nada para se preocupar, mas os que creem num vexame na Copa nao dormem mais tranquilos. Talvez nem liguem para a partida de hoje.
Este blog já teve uma qualidade melhor. Parece que está afetado pelo mesmo problema dos outros que vieram antes, ou até mesmo depois, dele: a falta de um ritmo constante de publicações. Isso tem a ver com a falta de tempo para postar, mas também pelo esgotamento de algumas pautas, enquanto outras são intensivamente exploradas por portais de notícias ou, principalmente, pelas redes sociais.
Para não deixar o espaço morrer, cabe repensar o uso. E, como já foi repetido algumas vezes, será necessário diversificar. Nesta semana, já houve a exploração de animações toscas, uma de autoria própria e outra de outro autor, cujo nome não descobri, mas serviu como propaganda de guerra e de política. Ambas diarreias mentais.
Política, economia, crimes, corrupção, assuntos internacionais, tudo já foi abordado com frequência. A campanha política, cujo ritmo parece ditado mais pelo Flávio Bolsonaro (a sua participação na Marcha para Jesus foi muito comentada, para tentar amenizar o estrago causado pelo envolvimento com o Daniel Vorcaro e o filme Dark House) do que pelo próprio presidente (ainda não oficialmente candidato à reeleição, mas empenhado em todo tipo de medida visando ganhar votos), é o assunto mais explorado pelas mídias, ao lado da guerra no Oriente Médio. O conflito entre Ucrânia e Rússia, ainda muito intenso, ficou meio esquecido, mas ainda causa mortes, devastação e risco de escalada, com o envolvimento de países atingidos pelo fogo cruzado, como a Romênia, a Polônia e a Hungria.
Até segunda, cabe colocar algo interessante. Pensarei nisso neste fim de semana.
Este blog ficou infestado de animações toscas e de qualidade questionável para baixo. Mas a culpa não é só do autor.
Viralizou um vídeo divulgado pela embaixada do Irã na Tunísia, onde o Cristo Redentor enfrentava a Estátua da Liberdade. É uma interpretação nada cristã do poder de Jesus, além de ir contra os ensinamentos Dele. E envolve dois países alheios à sua guerra contra os Estados Unidos e Israel.
O governo brasileiro continua a ser acusado de apoiar o regime iraniano, classificado como fomentador do terrorismo e de ideias nefastas, como divulgar um vídeo desses.
O personagem Pablo, que às vezes aparece no blog, é um jovem tipicamente cartunesco, e neste ambiente ocorrem os maiores absurdos. Ele derrama litros de lágrimas quando chora, abrindo o berreiro em atitude aparentemente insana.
Mas aí vem o questionamento: o que aconteceria se alguém sem as mínimas condições psicológicas recebesse o poder de armazenar energia a nível de um deus sem sofrer danos?
Pablo, de alguma forma, recebeu o poder de um deus, mas ao invés de aproveitar os novos dons, sente dores insuportáveis e pelo menor motivo chora de forma descontrolada e furiosa, às vezes destruindo todo o entorno.
Seus gritos enquanto chora podem ser ouvidos a quilômetros de distância. E um dia ele fez esta ameaça: se for agredido em caso de choradeira, explodirá com a tensão emocional. E irá se tornar um espírito capaz de destruir a Terra.
Numa das crises de choro ao se lembrar do ex-namorado, Pablo quase destruiu San Francisco
Representantes das igrejas e dos templos locais já o consideram como um agente do Mal. Os amigos se afastam dele como se ele fosse a personificação de uma das duas Bestas do Apocalipse. O pior é ele não empregar os poderes para atos heroicos, por ser muito egocêntrico. E nem poderia, pois os poderes lhe causam muita dor física e psicológica.
O problema é que qualquer motivo o faz chorar, desde músicas tristes até algo lido nas redes sociais com histórias de tragédias. Ele já tinha a fama de emotivo e "hipersensível". O namorado dele o deixou, por não aguentar suas inseguranças e crises nervosas, e desde então tudo piorou. Com os novos poderes, ele pensa em se vingar de todos que o magoaram, desde o ex-namorado até quem caçoou e fez bullying dele por ser gay.
Assim, Pablo sente a dor do mundo, e fazendo isso o está ameaçando. Se ele morrer, ninguém vai querer saber se ele vai se tornar algum problema. Com certeza, não vai ficar só aporrinhando as almas torturadas com seus choros histéricos. E não, ele não chora por causa do Brasil, porque ele mora nos Estados Unidos. Se morasse por aqui, já teria transformado tudo num mar de lama - literal.
Pablo foi flagrado em um momento não muito alegre, após ser chamado de "fag" (bicha)
N. do A.: Obviamente, é uma história para lá de absurda, mas outras estão a ser contadas por aí, inclusive por governantes. O pior é muitos acreditarem nelas.
A Riachuelo, uma das maiores lojas de departamentos, estava praticamente colocada como mais uma loja de roupas, muito longe daquela que aparecia com frequência nos comerciais da TV.
Isso foi por causa da infeliz mudança no logotipo em 2013, quando o nome da marca perdeu todas as vogais, com exceção do "o" final. Até teve uma forte repercussão, mas os clientes mais antigos detestaram,
A rede teve acertos depois de 2013 com parcerias internacionais, como a Versace e o estilista Karl Lagerfeld, mas não conseguiu convencer quem não gostou da mudança de 2013, mesmo porque não deixou de ser uma loja de departamentos voltada para a classe média brasileira, uma varejista, como muitos concorrentes como a Renner, a C&A e a Marisa.
No mês passado, a Riachuelo corrigiu o erro, fazendo um rebranding que restaurou o nome original, e fazendo mudanças para facilitar a expansão dos negócios. Serão inauguradas lojas menores, com mais tecnologia, uso da IA e autoatendimento. A loja de Pinheiros será um teste para a nova metodologia.
A nova marca da empresa (Divulgação)
Fundada em 1947, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por Nevaldo Rocha, chegou a ter mais de 500 lojas, uma delas enorme, no bairro do Jardim São Bento, que havia sido a nova matriz após a compra pelo Grupo Guararapes, em 1979. Atualmente o local abriga o Sesc Casa Verde.
Em Budapeste, a grande final da UEFA Champions League entre Arsenal e PSG (não é muito usual ver uma final dessas; será um sinal do fim dos tempos?) terminou com um empate no tempo normal. O Arsenal abriu o placar no primeiro tempo com falha de Marquinhos (o zagueiro titular da Seleção e capitão do time francês) na defesa, resultando no gol do alemão Havertz. Seria um passo importante rumo ao inédito título continental dos Gunners. Porém, no segundo tempo, o francês Dembelé empatou para o PSG.
Após uma prorrogação tensa, a partida foi para os pênaltis, e nas cobranças outro integrante da nossa Seleção se destacou. Negativamente. Gabriel Magalhães, do Arsenal, desperdiçou seu chute e, de destaque na partida, tornou-se o vilão da perda do título. Pela segunda vez, o PSG ergueu a orelhuda, mas lamentando a falha de seu capitão.
O resultado foi marcado por dois erros importantes de dois membros da Seleção da CBF, que vão jogar daqui a duas semanas, contra os marroquinos, na estreia da Copa do Mundo na América do Norte. Pode não ser um sinal da vinda da grande tribulação para o mundo, mas a final da Champions League pode indicar uma tribulação pessoal dos canarinhos na grande festa do futebol, aumentando o jejum de título. Se alguém espera pelo hexa, vai precisar se preparar para sofrer.
Marquinhos consola Gabriel Magalhães após perder a cobrança de pênalti e decidir o destino do Arsenal; os dois jogarão no mesmo lado daqui a duas semanas (Marvin Ibo Gengoer/Getty Images)
N. do A.: Foram duas postagens sobre assuntos esportivos. O tema volta a ser abordado na Copa. Nas próximas duas semanas, haverá espaço para outras pautas.
Há quase 30 anos, um brasileiro virou notícia no mundo inteiro ao se tornar campeão em Roland Garros, Gustavo Kuerten, o Guga. Ele se tornou ídolo esportivo, numa época onde o Brasil estava se habituando a deixar de ser somente o "país do futebol". Guga passou a virada do século XX sendo o número 1 da ATP, e quando foi superado ainda conseguiu, em 2004, derrotar a sensação do tênis, e número 1 daquele ano, o suíço Roger Federer, também no mesmo torneio.
João Fonseca está no caminho para ser considerado o sucessor de Guga. Ainda não é, mas ter derrotado o ex-número 1 da ATP, o sérvio Nowak Djokovic, indica fortemente essa tendência. Ele continua a ser um dos maiores tenistas do mundo, e passou 428 dias na liderança mundial, um recorde. Detém 24 títulos no Grand Slam. Para muitos, o maior tenista da História.
Nos primeiros dois sets, parecia dar a lógica, e Djokovic, atual número 4 da ATP, mostrou a experiência de seus quase 40 anos, contra o jovem carioca com metade de sua idade. Fez duplo 6/4, não sem empenho do seu jovem rival. Fonseca manteve o ritmo, reagiu e levou a disputa para outros três sets: houve uma reação surpreendente no terceiro set, com três break points do sérvio quebrados e 6 sets a 3 para o brasileiro; no quarto set, um equilíbrio forte e não habitual entre um veterano e um rapazote saído da adolescência (7/5), e no tie-break o sérvio não facilitou e fez o seu papel de dar um "batismo de fogo" ao seu discípulo - Fonseca é fã confesso de Djoko - e o brasileiro mostrou o seu talento, fechando o jogo por 7/5.
Djokovic (esq.) reconheceu a derrota após quase cinco horas de batalha (Dimitar Dilkoff/ATP)
É a primeira vitória de João contra um top 5, e uma das poucas derrotas de Djokovic após dominar os dois primeiros sets. No final, o mestre teve que reconhecer o resultado, perdendo para o seu fã de apenas 19 anos.
Agora, Fonseca promete seguir o exemplo de Guga, e enfrentará o norueguês Casper Rudd nas oitavas-de-final, para mais uma batalha no saibro.
Ao contrário da visita de Lula à Casa Branca, a ida de Flávio Bolsonaro ao mesmo local, também para encontrar Donald Trump, gerou um efeito imediato.
Esperado há muito por boa parte dos brasileiros, principalmente as vítimas da criminalidade e outros negócios suspeitos, a Casa Branca determinou a inclusão do PCC e do CV como grupos terroristas.
Pode-se argumentar que Trump ia realmente fazer isso, com a visita do filho do aliado e ex-presidente ou não, mas isso representará um grande revés para os referidos grupos e para o governo Lula, que sempre alega a medida como pretexto para uma intervenção externa, além de prejudicar a sua campanha pela reeleição.
Os efeitos podem se estender às instituições financeiras, onde os chefes do tráfico guardam seu dinheiro, alem de representar sanções às empresas envolvidas com as siglas, Pode representar um golpe em muitos candidatos aos cargos públicos este ano. E, até certo ponto, podem representar mais vindas de agentes do FBI, da CIA, da Interpol, e outros organismos internacionais, em cidades onde o crime organizado atua.
Marco Rubio, o Secretário de Estado americano, divulgou nas redes sociais uma notícia desagradável para as facções criminosas brasileiras e para o governo Lula (Divulgação/X)
Isto pode representar uma garantia de vitória política de Marco Rubio, o secretário de Estado considerado favorito para ser o candidato republicano à Presidência americana em 2028, e um alento para a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência brasileira neste ano.
Algumas decisões foram tomadas nestes últimos dias e para a população só resta aguardar quando elas passem a valer ou quando o resultado desejado (ou não) vier.
1. A devolução de R$ 5,5 bilhões da Aneel para as contas de luz do Norte, Nordeste, Mato Grosso e partes de Minas Gerais e Espírito Santo.
2. O fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para os juízes, decidido pela Primeira Turma do STF.
3. O impacto das medidas do governo visando as eleições deste ano, como a isenção ou redução de tributos (PIS e Cofins) para os combustíveis...
4. ... ou o fim da jornada 6x1, aprovada pela Comissão da Câmara.
5. A convocação de Neymar para a Seleção (essa, de longe, vai ter o menor impacto na vida do povo).
Depois de receber o presidente Lula em uma reunião repleta de polêmicas e mistérios, foi a vez do principal candidato da oposição à Presidência da República ser recebido por Donald Trump na Casa Branca.
Desta vez a reunião foi bem menos misteriosa, com fotos e conversa bem registrada. O filho de Jair Bolsonaro prometeu ao "homem laranja" colocar o Brasil no "Escudo das Américas", o projeto de combate ao narcotráfico. Para isso, ele vai apoiar a inclusão do PCC e do CV como grupos terroristas. Ele também disse priorizar os americanos como parceiros comerciais, diminuindo a influência chinesa. Durante a gestão do ex-capitão, as relações com os Estados Unidos foram próximas, enquanto as com a China ficaram bem prejudicadas, principalmente devido à COVID-19, originária de Wuhan.
Flávio Bolsonaro foi à Casa Branca convidado por Trump (Divulgação/Perfil pessoal)
Flávio, o "01", foi acompanhado por Eduardo, o "03", que já está há um bom tempo nos Estados Unidos, e com o jornalista Paulo Figueiredo, fiel aliado da família. Ouviram de Trump perguntas sobre o estado do pai, agora em prisão domiciliar.
Enquanto isso, a grande mídia fez questão de lembrar a visita após a divulgação de seu encontro com Daniel Vorcaro, e uma gafe: Flávio Bolsonaro disse ter ido à Casa Branca a convite do "presidente Lula".
Por décadas houve debates sobre o doping nos esportes, e como medidas foram tomadas para coibir essa prática usada por esportistas para incrementarem artificialmente a sua resistência física. Mesmo assim, muitos acham que o COI e outras entidades esportivas não fizeram o bastante, e muitos atletas estariam a usar substâncias ilícitas e até perigosas às escondidas.
Agora, em Las Vegas, parece que os esforços realmente foram em vão. Na cidade mais liberal do Ocidente, foram feitos, no domingo, os Enhanced Games, ou "Jogos Aprimorados", uma versão das Olimpíadas movidas por esteróides, oficialmente não proibidos pela FDA (Food and Drug Administration), mas condenados pelas entidades esportivas e pelo Wada, a agência mundial anti-doping.
Gente movida a injeções artificiais de testosterona, nandrolona e outros esteroides, fatores de crescimento e estimulantes diversos competiu, com a intenção confessa de ter um incremento na conta bancária, além de praticarem seus esportes sem serem incomodados por fiscais. Mesmo assim, os resultados foram mornos. Apenas um único recorde foi quebrado, o dos 50 m livres na natação, com o grego Kristian Gkolomeev fazendo o percurso em 20 segundos e 81 centésimos. Isso não o tornará mais famoso do que o Michael Phelps, e nem contará nos registros oficiais.
O grego Kristian Gkolomeev foi o detentor do único recorde quebrado, à base de substâncias proibidas pelo Wada (Divulgação/Enhanced Games)
Nenhum deles poderá competir em jogos oficiais, nem mesmo os raros que abriram mão do doping. O corredor americano Fred Kerley participou "limpo" dos 100 metros rasos. O nadador Felipe Lima foi o único brasileiro a participar, e estava fora das competições oficiais desde 2021. Ele ganhou a prata, na modalidade 50 m nado peito, com 26 segundos e 98 centésimos. Esta marca ficou mais demorada que o seu melhor tempo (26s33) em Gwandju, no Mundial de 2019.
Os atletas se consideravam prestigiados por um evento onde seus organizadores diziam "favorecer a ciência". Para os críticos, é um atentado ao espírito esportivo, e os mais puristas enxergam na iniciativa um sinal do Armagedom.
A cada ano, o Windows fica mais pesado e exigente, consumindo recursos, gravando dados de forma aparetentemente desnecessária e acionando funcionalidades aparentemente inúteis ou destinadas apenas a alguns perfis de usuário, como a inteligência artificial e o intragável programa Copilot.
Por isso, para muitas pessoas, é uma ótima notícia a aparente "volta" de uma das versões mais queridas do sistema da Microsoft, o Windows 7. Afinal, possui o clássico botão "Iniciar", não vem com tantas funcionalidades e podia ser facilmente usado até mesmo em máquinas sem tanta memória RAM. Aliás, parece ser uma boa solução em tempo de encarecimento no preço desses e outros componentes.
O Classic 7 não é exatamente o velho sistema operacional, misturando o visual semelhante com alguns recursos muito atuais. Foi desenvolvido a partir do Windows 10 IoT Enterprise 2021, por programadores independentes, e pode ser conferido AQUI. Mas a instalação requer cuidados, para quem já tem o Windows 11 instalado, além de ser mais voltado para o varejo, um setor que não exige computadores muito potentes, e geralmente não muito interessado em trocar de aparelhos com frequência.
O Windows Classic 7 até dá para enganar os saudosistas (Divulgação)
N. do A.: Enquanto isso, a política brasileira continua em destaque na mídia, com a Justiça italiana negando o pedido de extradição da deputada Carla Zambelli, e ainda a libertando da prisão. Flávio Bolsonaro está tentando reverter a má repercussão causada pelo financiamento do filme Dark House, enquanto o Congresso derruba vetos ao Orçamento deste ano para favorecer as emendas parlamentares, e a influenciadora Deolane Bezerra, apoiadora do governo, viúva do Mc Kevin e acusada de estar ligada ao PCC e aos jogos de azar, é presa novamente.
O autor deste blog possui alguns hobbies inusitados e não divulgados ainda. E está passando algum tempo neles.
Já foi abordado um tema sobre os "Grandes Personagens da História Universal", um título antigo da Editora Abril. E o que aconteceria se esse projeto avançasse para o século XX? Sabe-se que a coleção parou no século anterior, como os colecionadores desta obra do início da década de 1970 sabem.
Para não tomar muito tempo, a tal continuação vai ficar apenas na parte das minibiografias, com um resumo da vida de alguma personalidade de destaque, e mais algo sobre os contemporâneos deste. Por exemplo, Gandhi, Churchill ou Kennedy.
Caso houver tempo, pode-se avançar para alguma personalidade do século XXI, mas isso exigiria outra abordagem, pois não existem tantos destaques. Ainda estamos no começo deste período. Quem estaria na lista? Trump? O finado papa Francisco? Macron? Elon Musk? Messi?
Com o tempo, este blog irá fornecer mais detalhes sobre este projeto.
Depois de tantos golpes, começando com o Plano Collor e a liberação das importações de brinquedos vindos principalmente da China, até o "golpe" dado pelo mercado de eletrônicos, a Estrela parou de resistir. A antiga gigante querida do público infantil no final do século XX pediu recuperação judicial.
Sim, a velha empresa responsável por tantos lançamentos e cujas recordações fazem tantos marmanjos barbados e respeitáveis senhoras derramarem lágrimas. Foi a Estrela a responsável pela Barbie e pelo Ferrorama no Brasil. Sem falar em outras grandes diversões como o Banco Imobiliário (Monopoly), a Susi e o Falcon. Agora, está perigosamente próxima do seu fim.
Você chorou com o comercial feito para o Dia das Crianças em 1987? Pois está havendo muito mais motivo para chorar agora, com a existência da Estrela ameaçada (Divulgação)
Será que veremos finalmente isso acontecer? Pois as tradicionais fábricas de São Paulo já se foram, aquelas do bairro do Catumbi (Zona Leste) e junto à Via Dutra, no Parque Novo Mundo (Zona Norte), agora parte de um passado destruído. Outras instaladas, como a fábrica em Itapira (interior paulista), Três Pontas (MG) e Ribeirópolis (SE), não estão livres do mesmo destino.
2026 ainda reservará muito motivo para choro e ranger de dentes, e os mais neuróticos acabarão se comportando como aquele personagem cartunesco que aparece por aqui de vez em quando, o Pablo. Fiquem preparados.
A inteligentsia não gosta de divulgar certos nomes que divergem de seus pontos de vista. Um deles é o ator Jim Caviezel, de carreira sólida mas longe de receber os elogios recebidos por nomescultuados pela grande imprensa, como Wagner Moura.
Adepto de Trump, defensor de teses consideradas "teorias da conspiração" (um termo guarda-chuva para designar tudo o que a referida inteligentsia não quer debater), e participante de filmes adorados pelos conservadores e detestados pelos progressistas, como A Paixão de Cristo e O Som da Liberdade, ele apareceu no trailer do filme divulgado por Flávio Bolsonaro sobre o pai, interpretando ele próprio, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Dark House (O Azarão) é todo em inglês, rodado só em parte em São Paulo, com locações no México e nos Estados Unidos. Mesmo os atores brasileiros, como o ex-ministro Mário Frias e Vanessa Machado, se viram obrigados a terem diálogos na língua de Shakespeare, e não no idioma pátrio. Não deixa de ser estranho.
Caviezel no papel de Jair Bolsonaro - o jornal O Globo chama-o de "ídolo da extrema-direita" (Divulgação)
Dark Housenem estreou e já é atacado por toda parte, devido a parte do financiamento vir do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e suas cifras são, segundo o Intercept, elevadas demais para serem apenas sobre o filme. Há acusações de lavagem de dinheiro e pagamento de verbas para parlamentares da oposição, assim como o governo torra bilhões para beneficiar os aliados de lá, no Congresso. Mas é o pretexto perfeito para minar a candidatura de Flávio, em benefício do atual presidente, cujo governo e seus apoiadores nos outros dois Poderes estão, também, envolvidos até a medula com Vorcaro.
Mas vamos nos ater, na medida do possível, a Jim Caviezel. Sua carreira foi marcada pelo filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson. A atuação foi tão visceral, e ele passou por tantos incidentes estranhos, como ser atingido por um raio duas vezes e ficar ferido de verdade com o açoite usado pelo ator que viveu o soldado romano, a ponto de ser visto como o mais marcante intérprete de Cristo da história.
Depois, ele teve dificuldade para conseguir um papel no cinema. Foi para a televisão, fazer o seriado Pessoa de Interesse, da CBS, sobre atividades ocultas da CIA. Só voltou a Hollywood para interpretar um papel secundário em Rota de Fuga, estrelado por Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, em 2013. Voltou à TV para narrar documentários sobre a Polônia, relativos à vida de João Paulo II, ao sofrimento do povo polonês com o nazismo e o comunismo. Em 2020, fez Infidel, sobre um refém do terrorismo iraniano. Mais tarde, defendeu Trump e a tese do tráfico de crianças por entidades ligadas a membros do Partido Democrata, líderes globais e celebridades, assunto abordado em Som da Liberdade. Agora, interpreta o presidente Jair Bolsonaro no filme Dark House, sobre a campanha presidencial de 2018.
Assistam antes de possíveis medidas para impedir a divulgação do filme (canal Itatiaia)
E vai voltar como Jesus Cristo, na sequência do filme de 2004, chamado A Paixão de Cristo: Ressurreição, para certamente ser adorado por uns e criticado por outros, juntamente com o diretor Mel Gibson. Isso é um desafio para o ator, considerado idoso demais para o papel do Messias, que morreu e ressuscitou aos 33 anos, segundo a tradição. Efeitos especiais usando IA vão rejuvenescer sua imagem.
Por isso, a crítica de Hollywood e a grande mídia geralmente evita falar de Caviezel. E o próprio ambiente onde ele trabalha não o favorece. Ele não se dá muito bem com os colegas de Hollywood, devido ao seu catolicismo ardente e sua aversão pelo uso de drogas.
Melhor se fosse chamado de 'Mondo Mefitico', por falar sobre coisas asquerosas que dão prazer em muitos malucos.
Não são poucos que se deleitar em ver gente lambendo pés alheios, extração de grandes quantidades de cera no ouvido, pulgas e percevejos chupando sangue... ECA!!!
Primeiro, as pragas. Essas criaturas, quando picam a nossa pele, causam coceira, algo irresistível para quem gosta de sentir isso. Muitos ADORAM ver um carrapato grudado em algum cantinho da gente, um piolho se esbaldando escondido no couro cabeludo ou mesmo um dedão inchado após uma visita do "bicho de pé", aquela pulga encontrada nas roças, principalmente no passado.
Quanto à extração de cera no ouvido... o excesso causa problemas de audição e otite. E a retirada também causa coceira. Há quem se imagine tendo um naco de cera tampando o canal auditivo só para alguém retirar usando todo tipo de ferramenta, até mesmo aquele cotonete condenado por justamente favorecer a formação do excesso de cera quando não é usado direito. Sentir que está voltando a ouvir, e também aquele coceirinha...
Pior mesmo são os fetiches envolvendo certas partes. Este blog só está citando os pés, porque eles podem ser mostrados sem ser considerado algo do tipo "NSFW" (Not Safe for Work, indicando que não se pode ver isso durante o trabalho). Tem gente que se excita vendo alguém chupando outra coisa. Não é preciso escrever aqui. Pior do que chupar é ferir com algum instrumento do tipo chicote ou palmatória, para o parceiro sentir dor, como nas práticas sadomasoquistas. Não é tão raro assim alguém gostar de ver alguém preso e submetido a espancamentos, ou algo pior, como se estivesse numa sala de tortura ou mesmo num cadafalso. E isso é encarado como uma mera fantasia, e não como um transtorno de personalidade.
Confesse! Você deve estar se imaginando em alguma dessas cenas acima! Ou, pelo menos, tendo alguma reação diferente do nojo ou da estranheza.
Em um encontro considerado histórico, o presidente chinês Xi Jinping recebeu o seu colega americano, Donald Trump, em Pequim.
Durante a reunião, que durou duas horas, a dupla responsável pela administração dos dois gigantes mundiais falou sobre questões comerciais, o risco de uma guerra em Taiwan e o problema iraniano. Segundo consta, ambos concordaram sobre o Irã: o regime xiita não pode desenvolver armas nucleares, e nem bloquear o Estreito de Ormuz.
A dupla que "manda no mundo" troca cumprimentos na capital chinesa (Reuters)
Trump também visitou o Templo do Céu, um dos símbolos do poder chinês em Pequim.
Ao mesmo tempo, Xi se sentiu contrariado em ver tantos grandes executivos da tecnologia como parte da comitiva do presidente americano, entre eles Elon Musk, Tim Cook e Jensen Huang, o taiwanês fundador da Nvidia. E ele precisou engolir outro "sapo", ou seja, a presença de Marco Rubio, o Secretário de Estado, que costuma denunciar a opressão contra a minoria uigur, povo que divide a mesma origem com turcos e povos da Ásia Central, tem escrita baseada no alfabeto árabe e professa a religião muçulmana.
Fora isso, os dois destacaram a importância do encontro e afirmaram a possibilidade de haver uma relação harmônica entre eles, embora na prática haja muitas divergências sérias, desmentindo a suposta harmonia, não só em Taiwan e no Golfo Pérsico, mas também na América Latina, onde há acusações de haver postos militares chineses, inclusive no Brasil, atualmente um parceiro do país asiático.
Bancos, em tese, não possuem ideologia, podendo ajudar qualquer um, principalmente aqueles capazes de pagar por seus serviços. Eles não distinguem posições políticas, como os bancos suíços provam, em relação a todos os tipos de gente que procuram instituições confiáveis para guardarem seu dinheiro, independente de como ele foi adquirido. Não será necessário, e nem um pouco agradável, entrar em detalhes neste ponto.
O Banco Master estava muito longe da credibilidade de algo estabelecido nos Alpes, mas não escolhia clientela. Isso foi provado ao atender ministros de Lula, togados do STF, políticos da oposição e, de acordo com o famigerado site Intercept Brasil, aquele mesmo do Gleen Greenwald, a família Bolsonaro.
Segundo os áudios, houve um encontro entre o então senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, entre setembro e novembro de 2025, antes do escândalo Master estourar. O "01" teria cobrado a liberação de um financiamento para o filme sobre o pai, cujas parcelas estavam atrasadas. R$ 61 milhões foram pagos, entre fevereiro e maio de 2025, mas o montante era de US$ 24 milhões (na época, cerca de R$ 134 milhões). Após o último contato, Vorcaro sofreu uma tentativa de prisão, no dia 18 de novembro.
A dinheirama foi comparada aos milhões gastos com NOSSO DINHEIRO pela Lei Rouanet para financiar filmes como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto. Mas há um esforço dos setores governistas para apontar Vorcaro como financiador dos Bolsonaros, omitindo as fortunas liberadas para outras autoridades, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Jacques Wagner, Ricardo Lewandowski, Ciro Nogueira, etc.
Existe a tentação, para alguns puristas, denunciando o poder de corruptores como Vorcaro para destruir o Brasil, e isso serve de pretexto para o voto nulo, ou a volta da monarquia, ou a intervenção militar, ou a implantação de uma regime anarquista. Para piorar, os brasileiros não têm acesso à informação de qualidade, isso quando recebem instrução razoável o suficiente. Como resultado, a opinião pública enxerga o problema de uma forma distorcida e não consegue reagir de forma decisiva contra isso, facilitando o trabalho de quem pertence ao círculo de poder. Daniel Vorcaro está longe de ser, sozinho, o dono do Brasil, logo não se pode falar no "Vorcaristão" no título, mas ele faz parte do mecanismo que trava a capacidade do país de alcançar seu potencial.
A grande mídia, altamente vinculada ao círculo de poder, explora o caso Master à exaustão, agora com um novo episódio envolvendo o candidato da oposição à Presidência da República (Estadão)
O presidente Lula assinou uma MP revogando a "taxa das blusinhas". A malfadada taxa de 20% sobre o preço dos produtos já majorado com o ICMS (imposto estadual que permanece) vai acabar.
Calma: possivelmente ela retornará, caso houver suficiente pressão do varejo brasileiro em 2027, independente do governo eleito. Lula quer agradar a quem faz compras miúdas nos sites chineses. Com a taxação extra, houve queda nas vendas, apesar da arrecadação extra de R$ 9 bilhões entre agosto de 2024 e abril deste ano.
O governo culpa o Congresso e os lojistas já estabelecidos. Eles citaram novamente o "velho da Havan", apoiador de Jair Bolsonaro, por pressionar o Legislativo a regulamentar a cobrança. Não falaram sobre a sua parte do negócio. Fernando Haddad, então ministro da Fazenda, defendeu a taxação, e Lula sancionou.
Agora, quem precisava adquirir produtos de pequeno valor na China, principalmente aqueles difíceis de serem encontrados aqui, vai voltar a pagar menos, continuando a sofrer em caso de defeito de fabricação, pois quase tudo é na base do "wô jiùshi baozheng" (ou, como se diz em Ciudad del Este, para onde iam os brasileiros em busca de produtos baratos vindos do exterior, La garantia soy yo). Não podem simplesmente devolver aos fabricantes chineses para trocarem suas mercadorias defeituosas, e muitas vezes não conseguem ressarcimento por parte das plataformas que intermedeiam as compras e as vendas. Mas quem compra por aqui, pagando muito mais, também sofre quando precisa acionar a garantia, em tese existente, ou tenta acionar o Código de Defesa do Consumidor, e também acaba no desamparo.
Num exercício de imaginação em tempos incertos, onde qualquer acontecimento pertrubador envolvendo guerras, violência ou, mais recentemente, o Hantavirus, vira um pretexto para se discutir sobre o fim da humanidade e o Juízo Final, alguém poderia misturar a escatologia abrâmica e suas diferentes versões e as mitologias ditas "pagãs".
Considere um cenário onde o Irã consegue provocar a Terceira Guerra Mundial com o intuito de evocar o décimo segundo Imã, responsável pelo julgamento final para, segundo os muçulmanos xiitas, mandar os fieis seguidores de Alá e do Imã para o Paraíso e os inimigos para a danação eterna. Por outro lado, os cristãos rezam para terem suas almas julgadas por Deus em Sua pessoa para mandar os seguidores de Jesus para o Reino ou os infiéis para o "lago de fogo". E quem (ainda) acredita na existência das divindades egípcias diz que tanto os xiitas quanto os cristãos estão errados, e quem decidiu o destino da humanidade é Sekhmet, a deusa impiedosa da guerra com cabeça de leoa.
Sekhmet, a deusa implacável da guerra segundo os antigos egípcios (Templo de Kom Ombo)
Com a eliminação da humanidade pela fúria de Sekhmet, as almas seriam levadas para junto de Anúbis, o deus com cabeça de chacal. Como não há mais o hábito de mumificar os mortos, e nem haverá quem enterrasse os corpos (ou o que restariam deles após o apocalipse), quanto mais tendo o trabalho adicional do embalsamamento, caberia ao deus apenas o trabalho de pesar o coração dos mortos, na presença do deus mais poderoso do Submundo, Osíris.
Anúbis e a fera Ammit, próximos do sábio deus Toth (à direita)
Uma quantidade incalculável teria o coração mais pesado que a pena usada como adorno por Maat, a esposa de Anúbis. Então, o coração de cada um dos infelizes serviria de alimento para a feroz Ammit, a criatura com cabeça de crocodilo, juba, peito e garras de leão, e abdome de hipopótamo, as três feras sanguinárias responsáveis pela morte de muitos egípcios na Antiguidade. O resto das vítimas seria colocado no esquecimento.
Muitos não aguentarão ver a aparência de Ammit, e talvez não merecessem destino cruel assim. Então Osíris os faria encarar um de seus auxiliares, o deus Medjed. Essa figura aparentemente engraçada de alguém metido num lençol como se fosse um fantasma de festa a fantasia já virou até cult entre os japoneses, que o acham "kawaii". Contudo, o nome da criatura significa "O Castigador", e ele solta raios pelos olhos, para atormentar as almas.
A figura esquisita ao centro é Medjed (parte do papiro de Greenfield)
Quem restava, ou seja, as almas justas, teria como destino o "Campo dos Juncos", o Sekhet-Aaru, uma espécie de dimensão superior onde não haveria fome nem doenças, a terra seria sempre fértil e sem pragas, e haveria comunicação mais fácil com os deuses. É algo como o Reino para onde iriam os justos segundo o Apocalipse, porém com características mais terrenas.
O "Paraíso" da mitologia egípcia seria um oásis eterno para as almas após o julgamento de Osíris (Reprodução)
Um surto do hantavirus, uma infecção potencialmente mortal já catalogada há décadas, foi detectado no navio de cruzeiro neerlandês MV Hondius, saído da Argentina, resultando em três mortes e vários doentes.
Caso o parasita, que é um retrovírus (possui RNA como material genético, como os vírus da gripe, o HIV e o coronavírus), atinja o pulmão, ele provoca sintomas parecidos com a COVID-19, mas particularmente agressivos, levando à morte em poucas horas.
Até onde se sabe, o hantavírus só é transmitido pela urina de roedores selvagens, dificultando a contaminação, pois não se espalha de pessoa para pessoa, a não ser que se trate de uma mutação, algo difícil de ocorrer na natureza, embora seja mais fácil para retrovírus.
Modos de transmissão das hantaviroses, de acordo com artigo publicado no Scielo em 2003 (https://doi.org/10.1590/S0102-35862003000500011)
O surto no navio MV Hondius indicaria a presença de algum roedor silvestre contaminado, ou uma variante capaz de ser transmitida entre pessoas, o que pode representar um grave risco de pandemia. A OMS, vista com desconfiança por sua atuação na pandemia de COVID-19, diz monitorar os casos, mas de qualquer forma será necessário tomar cuidados com a higiene e evitar deixar secreções no ambiente, principalmente urina.
N. do A.: Outro caso preocupante para a saúde do brasileiro é a possível contaminação dos produtos Ypê. A empresa Amparo, dona da marca, conhecida e motivo de orgulho por ser uma das empresas mais sólidas do Brasil, é acusada pela Anvisa e por muitos consumidores de apresentar falhas nos processos de produção. Há o risco de contaminação pela bacteria Pseudomonas, causadora de infecções hospitalares, embora normalmente inofensiva para pessoas sãs. Muitos questionam os procedimentos da Anvisa por causa do dono da fábrica, Waldir Beira Júnior, ter apoiado Jair Bolsonaro e contribuído para a sua campanha em 2018 e 2022; portanto, isso seria uma atuação motivada por política, e não por saúde pública, mas isso requer provas para sustentar essa acusação.
Muitos comemoram a primeira reunião de Lula com Trump na Casa Branca, desde a posse do americano. Outros imaginavam como seria o evento. E agora continum imaginando: o encontro não teve a presença da imprensa no Salão Oval.
Lula e Trump finalmente conversaram (Ricardo Stuckert)
Eles certamente falaram de assuntos espinhosos, como a exploração dos minérios de terras-raras pela empresa USA Rare Earth, a partir da compra da única empresa brasileira especializada, a Serra Verde. Também falaram sobre o risco de novas sobretaxas de produtos brasileiros como o aço e os produtos agrícolas. Outros assuntos talvez foram explorados, como as fortes relações comerciais entre o Brasil e a China e a situação econômica global com a crise provocada pela guerra EUA-Israel versus Irã. Mas a relação de Lula com o ex-presidente Nicolas Maduro e os ministros do STF responsáveis pela prisão de Jair Bolsonaro e pelas ações contra empresas americanas é algo para ser explorado melhor quando alguém mais fornecer informações adicionais sobre o encontro. Até onde se sabe, não houve conversa sobre a questão das organizações criminosas brasileiras serem enquadradas como terroristas, Estavam lá o vice-presidente J. D. Vance e o secretário do Comércio Howard Lutnick, entre outros.
Lula esteve acompanhado de cinco de seus ministros, como Mauro Vieira (Relações Internacionais) e Dario Durigan (Fazenda), e entrou pelo portão sul da Casa Branca, após atraso de 15 minutos. A pedido do visitante, e não do anfitrião, a imprensa não pôde acompanhar, e esperou cerca de três horas, até Lula aparecer. As respostas do presidente aos repórteres, de acordo com a mídia, foram algo vagas, enquanto Trump limitou-se a fazer alguns elogios a Lula, chamando-o de "dinâmico", e dizer, nas redes sociais, que o encontro foi "produtivo".
A repercussão internacional não foi entusiasmada. Há muito mais a tratar, como a visita de Marco Rubio ao Vaticano para tentar normalizar as relações entre a Santa Sé e Washington, após as críticas feitas de Trump ao papa Leão XIV. E também há sinais de reinício das hostilidades no Oriente Médio, com lançamentos de mísseis e drones iranianos em Ormuz contra navios americanos. Esse pequeno ataque não abalou o presidente americano, que negou alguma violação do cessar-fogo.
Para os brasileiros, o encontro não teve o resultado esperado e ficou com aura de mistério. Aguardemos os próximos dias.
N. do A.: Possivelmente a situação da JBS não vai melhorar após um de seus donos, Joesley Batista, praticamente arranjar o encontro alguns dias antes, para ver se Lula vai abordar a questão das ameaças do governo americano às empresas de carne brasileiras, acusadas de formar um cartel nos Estados Unidos, assim como estão fazendo no Brasil. Washington oferece US$ 1 milhão por informações sobre a JBS, a Marfrig, e as americanas Cargill e Tyson Foods, supostamente membros do cartel, e todas elas podem sofrer pesadas sanções.
Este país está sendo vilipendiado pelas pessoas cujo dever é preservar sua imagem de país sério e civilizado. Aqui não é a Botocúndia. Aqui não é o Bananistão. Apesar do esforço de certos maus cidadãos em querer expor o Brasil como o maior manicômio a céu aberto do mundo, nossa nação está destinada a ser "gigante pela própria natureza".
Assim, este blog começa a expor sua opinião a respeito da nova campanha do TSE sobre a urna eletrônica. Totalmente fora de propósito. Usaram um mascote como se ele fosse uma espécie de "Zé Gotinha". Com nome ridículo. Pilili. Imita o barulho do aparelho ao terminar de ser usado, como se ninguém soubesse ou não tivesse condições cognitivas suficientes para lembrar disso. Pilili, como diriam alguns humoristas, é como o Cebolinha, o personagem do Maurício de Souza, se referiria a uma diarreia.
Quem leva a campanha do Pilili a sério? (Luís Roberto/Secom/TSE)
Esta campanha dará mais munição a quem não confia nas urnas eletrônicas, que devem estar desopilando o fígado, sendo um remédio contra o rancor de muitos destes pelas instituições brasileiras. Já se imaginam as gargalhadas ruidosas.
Quem é a favor deve, ou deveria, estar constrangido com a campanha. Caso contrário, contribui com a imbecilização do país. Como isso serviria para calar as acusações de ser algo relativamente fácil de fraudar?
Não se brinca com a democracia e não é decoroso tratar adultos como crianças. Uma mascotinha para celebrar a democracia? Foram feitas coisas mais adultas numa festa de buffet para aniversário de bebês. Assuntos sérios devem ser tratados com seriedade pelas instituições, ou os seus detratores ainda vão continuar esperando que alguém "bote fogo no circo".
Se depender das notícias divulgadas nos jornais e portais da Internet, estamos próximos do Juízo Final pregado pelas Escrituras. Não é só devido à retomada dos conflitos na região do Estreito de Ormuz, com os Estados Unidos se preparando para iniciar a nova fase, chamada de "Projeto Liberdade", prometendo proteger os navios cargueiros durante a travessia do Estreito, tomado pelas forças da Guarda Revolucionária. Caso estas atacarem algum navio americano, este será o pretexto perfeito para uma incursão violenta, talvez até com invasão do país até então dominado pelos aiatolás.
Donald Trump anunciou o "Projeto Liberdade (Project Freedom)" no último domingo, para substituir a "Operação Fúria Épica" (do canal LiveNOW from Fox)
Há muitas más notícias, capazes de causar apreensão nas pessoas mais impassíveis e fleumáticas, acostumadas a se informarem pela grande mídia.
Vou comentar sobre o trágico acidente em Belo Horizonte, onde um monomotor com cinco ocupantes colidiu com um prédio, e três morreram. Entre eles, o empresário Leonardo Berganholi, que não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Seu irmão Arthur, que também estava na aeronave, acabou parando dentro da escadaria do prédio, e resgatado. Ele está internado em estado grave. Não houve feridos entre os moradores do prédio.
Também está em curso a guerra na Ucrânia, com a promessa de um cessar-fogo iminente. Mas nos últimos dias um brasileiro de Feira de Santana (Bahia) que lutava junto aos ucranianos foi morto por um drone russo. Dias antes, outro brasileiro, morador de São Mateus (Espírito Santo) também foi abatido nas mesmas circunstâncias.
Outras notícias são também exasperantes, como a suposta agressão de Neymar em Robinho Jr., que ameaça deixar o clube, e um assassinato na Índia por causa de um bolo na cara do aniversariante, que se enfureceu e matou três dos envolvidos na brincadeira. Ainda há as atuações do crime organizado no Brasil, mesmo com a ameaça do governo americano, que considera esses grupos como terroristas. Não se pode esquecer do hediondo caso de estupro de dois meninos por quatro adolescentes e um adulto por aqui em São Paulo (este caso tem muita repercussão, e eu me recuso a comentar sobre esta abominação).
Desde 2009, foram 4.000 postagens neste blog, abordando os mais variados temas.
Por enquanto, não dá para comemorar, porque a situação está difícil. Estamos vivendo tempos onde já se fala abertamente em apocalipse, armagedom, fim do mundo, juízo final, como se fosse tratar de um tema mais corriqueiro, como a política ou a criminalidade.
Realmente não é para os fracos. A situação está de chorar (que dirá o Jorge Messias, que ficou em prantos durante a sabatina, e após perder a vaga no STF)...
N. do A.: Já apareceu muita gente chorando no estilo cartunesco por aqui. Quem será a próxima "vítima"?