terça-feira, 27 de outubro de 2026

Os rumos malucos do Brasil pós 25/10

Assim como algumas datas como o 9/11 (2001), o 8/7 (2014), o 8/1 (2023) e o 7/10 (2023), o 25/10 (2026) está repercutindo muito na mídia e nas pessoas. 

Desde o 25/10, muita coisa aconteceu no Brasil. Diante da pressa do STF e do ministro Alexandre de Moraes de apreender o passaporte de Flávio Bolsonaro, com a alegação de impedí-lo de sair do país, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro se antecipou e foi para os Estados Unidos. Muitos consideram uma fuga espetacular, enquanto outros, inclusive o (oficialmente) reeleito presidente Lula, falam em covardia. 

Flávio Bolsonaro foi se juntar ao seu irmão, Eduardo, para denunciar a suposta fraude eleitoral no Brasil (Divulgação/Instagram/Globonews/Reuters)

Marco Rubio, o poderoso Secretário de Estado dos Estados Unidos, teria ajudado na fuga e agora vai emitir vistos para ele e a família. Enquanto isso, o chefe dele, Donald Trump, continua a não reconhecer Lula como o presidente eleito, e nem alguns aliados, como Javier Milei e Binyamin Netanyahu. Este último está empenhado na vitória do Likud, seu partido, nas eleições parlamentares de hoje, que definirão o destino de Israel em meio à guerra contra o Irã e seus asseclas, o Hizbollah e o Hamas. 

Enquanto isso, os efeitos do 25/10 ainda se farão sentir por muito tempo. A economia sentiu o golpe, as promessas para 2027 ditas por Lula podem ter seu efeito anulado pelo aumento da dívida pública e de medidas como a aprovação da escala 5x2 e do split payment, que sangram o Orçamento das empresas já nas fontes de renda, para a cobrança dos tributos. A briga política entre o governo e o Congresso promete ser bem feia, com uma maioria oposicionista. E o caso do Banco Master ainda tem o potencial de causar estragos, erodindo inclusive a relação entre o Executivo, o Judiciário e a grande mídia, que antes estavam em conluio. 

É o Brasil caminhando para ser o maior território hobbesiano do mundo. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Multiverso

Recentemente, desde antes do filme Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, fala-se em realidades paralelas. Você decide fazer algo importante, isto é, investir um milhão de dólares em ações num banco brasileiro ou em imóveis na China. Para o senso comum, é só uma decisão. Para a teoria da criação de novas realidades, ele está criando uma realidade nova, onde ele investe no banco em uma realidade A, e ele deposita seu dinheiro em apartamentos chineses em uma realidade B. 

Todas as pessoas criam realidades a partir de tomadas de decisão, como ir ou não ir para um lugar interessante, e acabar conhecendo uma mulher (ou um homem) interessante e iniciar um namoro, ou quando muda de emprego. Assim, bilhões de realidades paralelas acontecem. 

É um assunto abordado na ficção, e também em certos estudos teóricos envolvendo a Mecânica Quântica, normalmente estudada para fenômenos subatômicos, aplicada para corpos macroscópicos. 

Com o envolvimento de eventos de duas ou mais escolhas, com certa probabilidade de acontecer, diz-se que cada um é responsável pela co-criação de um número incontável de Universos. 

Os múltiplos Universos não ocorreriam apenas dessa forma, mas também há, pela expansão da realidade desde o Big Bang, a formação de "ilhas" de realidades, as chamadas "universos-bolhas", onde as leis físicas, hipoteticamente, podem ser diferentes entre si. Esses "universos-bolhas" podem se arranjar em "branas", fragmentos tridimensionais de uma realidade multidimensional, de acordo com a Teoria das Cordas, onde os elementos subatômicos não são pontos, mas cordas interagindo entre si, numa forma de tentar conciliar a Mecânica Quântica com outros ramos da física. Assim, poderia haver um outro universo distante onde a lei da gravidade funciona de maneira totalmente diferente, ou nem mesmo existir. 

Parece maluquice, mas não são poucos os defensores dessas ideias. 

Voltando ao investidor do começo da história, digamos que, agora, ele iniciou uma "árvore" de realidades paralelas, e dentro de cada ramo, acontecesse algo. 

Num dos ramos, a crise imobiliária chinesa aconteceu nos diversos cenários e, em cada um deles, o investidor tinha tomado uma decisão anterior, podendo ter ou não ter vendido os apartamentos a tempo de não perder dinheiro. Nas realidades onde ele decidiu por não vender, ele teve que administrar seu prejuízo, lamentando (ou não) por ter esbanjado tanta grana que poderia ter ido para as ações no banco, enquanto houve versões existentes onde ele estava feliz por ter escapado deste (mau) negócio da China. 

Em certa parte de outro ramo, em cada realidade, o sujeito tinha comprado as ações do banco ao invés de gastar em prédios no exterior, e, no dia 25 de outubro de 2026, não vendeu as ações a tempo. O TSE intervém na eleição entre Flávio Bolsonaro e Lula, acontecem dúvidas sobre se houve ou não processos de fraude por causa disso e, num desses cenários quaisquer, Lula venceu, e as ações do banco, no dia seguinte, derreteram. Cada um dos investidores estaria pensando na tolice de não ter vendido as ações, enquanto outras versões ficaram aliviadas por justamente terem feito isso. Quantos deles estariam esbravejando e alegando fraude nas eleições? E o que dizer de outras realidades, onde cada Flávio Bolsonaro ganhou a disputa, nesse 25 de outubro? Isso geraria outros cenários, bem diferentes. 

Como arrumar essa bagunça toda? Os teóricos ainda estão tentando explicar como, mas sempre há um problema, esbarrando em questões simples como a lei de conservação de massa. Mesmo que a probabilidade de dado universo existir seja praticamente nula, outros inúmeros universos de mesma origem ainda continuariam. E cada universo teria uma determinada massa, nada pequena. 

Ainda vai levar algum tempo para alguém conceber uma teoria viável, mas enquanto isso há algumas narrativas interessantes explorando o assunto, rendendo filmes e livros. 

O multiverso, tal como as bruxas do Halloween, é questão de crença, como lembra aquele ditado espanhol (ou será galego?), onde se diz: "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay". 

A existência de um Multiverso não foi provada a contento, mas muitos não descartam essa possibilidade (Divulgação/Canaltech)



sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Agora a hora vai chegar

 E o Brasil vai tomar a decisão mais importante em anos!

Vai decidir se quer um país alinhado com o resto da América, inclusive os Estados Unidos, ou se quer um país aliado da China, fazendo uma contraparte a Trump.

Vai decidir por uma agenda liberal, ou pela continuidade de um Estado forte na economia. 

Vai dar mais espaço aos valores conservadores e tradicionais, ou vai continuar a dar espaço ao pensamento progressista, mas com ideias mais antigas, tentadas há quase duzentos anos. 

Vai defender a anistia dos presos envolvidos no 8/1. ou garantir que eles continuem na prisão. 

Vai pelo menos ter a esperança de um STF mais contido, ou continuar a deixá-lo ser o poder moderador da República.

Vai deixar o pai (do candidato) ditar os rumos, ou deixar o PT fazer isso. 

Enfim, vai mudar para um rumo não totalmente certo, ou vai continuar no mesmo caminho, enfrentando os problemas com os métodos já conhecidos. Ambas as decisões terão consequências. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Será que o apocalipse vem?

Nas semifinais da Libertadores, o Estudiantes, mesmo com um a menos, e sem ser um time muito badalado, conseguiu segurar o Flamengo em pleno Maracanã, em jogo sem gols, e ainda conseguiu eliminá-lo nos pênaltis. 

Um Maracanazo daqueles, e o Flamengo dançou. Tango. Sentindo o cheirinho da eliminação. 

O Flamengo viu o sonho do título na Libertadores morrer nos pênaltis, em pleno Maracanã, para um time argentino! (Divulgação)


Agora o Estudiantes vai enfrentar o Palmeiras na grande final. O Verdão havia feito a sua parte, eliminando o Fluminense também nos pênaltis. Mas fez da pior forma possível, perdendo o jogo de volta no Allianz depois da proeza de ter vencido no Rio de Janeiro por 2 a 1. 

Se eliminar o time argentino e conquistar a sonhada taça que sempre cresce, vai disputar a Copa Intercontinental, e tentar calar os rivais, que vivem atazanando o alviverde por não ter um Mundial. Pois, para o Palmeiras, vencer o PSG em uma eventual final seria a glória. E a taça da Copa Intercontinental valeria por um Mundial. 

Então os torcedores do Corinthians, do São Paulo, do Santos, poderiam dizer que o Armageddon virá! Mas se o Palmeiras for eliminado para os argentinos do Estudiantes, o clima de Juízo Final virá antes, para todos os torcedores brasileiros. 


N. do A.: Nesta semana, o Vasco também conseguiu ser eliminado no Maracanã, para o Boca Juniors, na semifinal da Copa Sul-Americana. Uma semana horrível para os times cariocas. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Deu a louca nos preços dos celulares!

Graças à crise das memórias provocada pelas sequelas da pandemia e pela demanda da inteligência artificial por armazenamento e velocidade de processamento de dados, os preços dos eletrônicos estão de assustar!

Um exemplo é o lançamento do Galaxy A08, o mais básico da nova linha da Samsung. O aparelho é praticamente um A07, sem quase nenhuma diferença, mas com mais bateria, mas seu preço oficial é de R$ 2.399,00 na versão de 8 Gb de memória RAM. 

Sim: isso encosta no preço do modelo mais barato da linha S vendido atualmente, o Galaxy S25 FE, em algumas promoções. Não há como comparar! E este modelo vai sair de linha, para dar lugar ao S26 FE, que deve ser lançado a mais de R$ 5.000,00, e, ao contrário dos antecessores, não vai baixar de preço tão cedo. 

Outro modelo com preço comparável ao do basicozinho da marca coreana é o Poco X8 Pro, da Xiaomi. Custa até mais barato, em alguns locais. É bom aproveitar agora, porque o sucessor da marca chinesa vai sair bem mais caro. 

Isso é o preço de uma geladeira de médio porte! (Divulgação)

Não acontece apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Isso também acontece cm produtos, como os chocolates, que ficaram menores, piores e mais caros, mesmo em lugares como a Alemanha e a Suíça. Mesmo lá, o teor de cacau deu lugar a mais açúcar e gordura de palma. Prepare-se, porque isso não vai mudar tão cedo. 

Chorar e gritar não vai adiantar!



terça-feira, 20 de outubro de 2026

Corremos perigo disso ocorrer aqui?

Em vários países da Europa, principalmente na França, na Itália, na Espanha e na pequena Albânia, grupos inteiros estão se sublevando e promovendo saques, vandalismo, destruição e morte, sob o pretexto de apoio a estudantes, pobres e imigrantes vindos da Ásia e da África, principalmente islâmicos. Portugal também está enfrentando o mesmo problema, mas ainda não chega ao extremo da França, que já prendeu milhares e está correndo o risco de adotar uma lei marcial. 

Há rumores da influência radical islâmica, anti-Israel, e também de elementos pró-Rússia, ou defensores de ideias trotskistas, anarquistas ou um misto dessas ideologias, o anarcocomunismo (grupos "antifascistas" e outros são acusados de serem dessa forma por nacionalistas e apoiadores de Donald Trump). Ou defensores da já decadente ideologia woke, ridicularizada e vista como uma espécie de "esquerda Nutella" (a "esquerda raiz" defende mais abertamente Karl Marx); os wokes estão perdendo terreno rapidamente para a "direita" e para a dura realidade. 

Por aqui, o ambiente é, infelizmente, favorável. O Brasil é um país onde a maior parte da população está na ignorância, vivendo precariamente, e muitos estão influenciados pela polarização política. Apoiadores de Lula já pressentem a derrota iminente, e opositores estão cansados da corrupção, dos impostos, do abuso de poder, da insegurança, péssimos serviços públicos, etc., etc. 

Um resultado nas urnas convincente neste segundo turno irá acalmar um pouco os ânimos, mas quem confia no TSE? E quem garante que não haverá protestos violentos, daqueles capazes do 8/1 parecer um incidente quase normal? 

Estejamos preparados para um mundo diferente do que estamos querendo construir. Haverá choro e ranger de dentes. Poderemos repetir longos períodos de levantes e agitações, como costuma ocorrer sempre no planeta em tempos de crise. Ou ver algo nunca visto antes, geralmente uma coisa pior ou mais dramática. Quem tiver preparo psicológico e/ou discernimento nestes meses que virão estará em vantagem. 

A França é o país mais atingido pela onda de manifestações violentas (Carl Court/Getty Images)


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Outro conflito esquecido, até no Brasil

Enquanto o Irã e Israel estão se preparando para uma rodada de combates aéreos, a França está sob ataque de grupos de arruaceiros e extremistas que alegam defender as causas estudantis, e a Ucrânia trava uma luta encarniçada contra a Rússia, com baixas em ambos os lados, existe um conflito entre vários no continente mais ignorado do mundo, a África. 

Já comentei sobre a guerra no Sahel, a guerra civil no Sudão e os problemas entre Etiópia e Egito envolvendo a questão da água do rio Nilo. Mas um país irmão do Brasil, Moçambique, também está em séria crise humanitária. Este país também foi colonizado por Portugal, e a língua oficial é o português, embora boa parte da população não empregue o idioma no cotidiano. 

No norte do país, junto à fronteira com a Tanzânia, grupos jihadistas ligados ao Daesh estão impondo o terror desde 2017, provocando uma crise humanitária. Principalmente os cristãos são vítimas desses terroristas. O Daesh, antes conhecido como "Estado Islâmico" pelas potências ocidentais, ainda atua em várias partes do mundo, e tem apoiadores em várias partes do continente; o pior deles é o Boko Haram, na Nigéria e países vizinhos. 

O pais do sudeste africano tenta encontrar uma forma de resolver o problema na província de Cabo Delgado, onde se concentra a ação dos jihadistas. Além de perseguirem os cristãos, eles exploram clandestinamente os recursos naturais, como pedras preciosas. E a violência não para. Três terroristas foram mortos em confronto com fuzileiros navais em Moçímboa da Praia. Houve relatos de mortes em outra parte na mesma região, num atentado. 

Militares monitoram a província de Cabo Delgado, em Moçambique (Lusa)

Enquanto isso, o país tenta uma forma de sair do subdesenvolvimento, por meio de investimentos milionários na estrutura portuária e incremento à produção industrial. Os indicadores econômicos não são muito animadores. Em 2027, a previsão é de um crescimento de apenas 1,6% no PIB e uma inflação de 7%. E mais de 60% da população está em situação precária, sem saneamento básico, e com insegurança alimentar crônica. O país também não possui condições para manter reservas naturais como nos vizinhos África do Sul e Tanzânia, apesar da sua relativa riqueza de sua fauna. Existe apenas um parque nacional importante, o de Gorongosa, mas ele não é muito conhecido por fãs de safaris. E existem problemas crônicos de educação e saúde. 

O Brasil deve considerar fazer investimentos sérios no país, mas deve fazer isso de forma pragmática. Em Angola, outro país lusófono da mesma região, o Brasil está bem mais atuante, mas ele é movido por ideologia, pois aquele país é governado pelo MPLA, ligado ao regime cubano, que enviou tropas para lutar na guerra civil após a independência, em 1975. A presença do terror islâmico e a violência, entre outros problemas graves citados, constituem desafios consideráveis para qualquer investidor que queira fazer negócios em Moçambique. 

domingo, 18 de outubro de 2026

A mega-manifestação na Paulista e o debate na Band

Este domingo foi marcado por uma das maiores manifestações na Paulista desde 2024. Com 71 mil pessoas (estimativa da USP), podendo ser muito mais, Flávio Bolsonaro foi a São Paulo e pediu apoio. 

Apesar do grande número de pessoas, não houve os atos de vandalismo no metrô na última manifestação, esta a favor do governo Lula e contando com número bem menor de pessoas, apesar de terem ocupado um número maior de quarteirões (7 contra 6). Isso porque o ato pró-Lula foi menos concentrado, com base numa foto publicada no próprio jornal Folha de S. Paulo, muito lido por eleitores do próprio presidente: 

Comparação entre as manifestações pró-Lula (esq.) e pró-Flávio (dir.) divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo (Divulgação/Folha de S. Paulo)

Houve quem so apontasse os aspectos negativos da manifestação deste último domingo, como o jornal O Globo, visto como inimigo da família Bolsonaro: ele se concentrou em alguns desequilibrados mentais que tiveram a coragem de desfilar com uma imagem simulando um míssil, pedindo para Trump jogar um míssil nuclear no Brasil. Isto realmente é uma cena asquerosa, se ela realmente aconteceu: ninguém poderia ter deixado esse descalabro acontecer. Fora essa bizarrice, tudo transcorreu sem o tumulto da semana passada. Flávio Bolsonaro, que aparentemente não se pronunciou sobre aqueles apalermados, prometeu colocar o Brasil no Escudo das Américas, um mecanismo que impede tais agressões aos países integrantes, e serve para combater a ação do crime organizado no Hemisfério Ocidental. 

Mais tarde, o candidato da oposição foi até o debacle, aliás, o debate na Band, marcado por discussões, bate-boca e uma série de regras confusas que afugentou o eleitor indeciso. Lula, visivelmente nervoso, e Flávio, aparentemente mais calmo, falaram para quem já se decidiu. No primeiro bloco, eles trocaram agressões e acusações, no espaço dedicado a perguntas de um candidato para o outro responder. Foi uma verborragia de vários minutos, que deve despertar risos ou vergonha alheia de quem assistiu, envolvendo Daniel Vorcaro, Roberta Luchsinger e milícias. No segundo, responderam às perguntas dos jornalistas. Este bloco não dissipou o clima de circo de horrores. Quem, a não ser quem passou os últimos anos no País das Maravilhas (o de Alice, não o Brasil de certas propagandas oficiais) ou em Nárnia, esperaria propostas viáveis para o país?


N. do A.: Roberta Luchsinger deu uma entrevista na CNN e rebateu Lula, que disse "não conhecer" a lobista amiga de Lulinha, acusado de vários crimes, como ter participado de desvios de verbas na Previdência e tráfico de influência. No passado, ela fez campanha a favor do atual presidente, e agora, mostrando sua decepção com o tratamento dado por ele, chamou-o de "canalha" e anunciou uma delação premiada. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

A TV Globinho voltou mesmo?

Após anos de exibição, a TV Globinho, um dos últimos programas infantis da Rede Globo, havia voltado no dia 10 de outubro, sábado próximo do Dia das Crianças. 

Parecia ser um programa-teste para uma possível volta. O formato era semelhante, mostrando os desenhos clássicos, como Três Espiãs Demais, Dragon Ball Z e Jackie Chan. 

Como as crianças de hoje não conhecem esses cartoons, a audiência parece ter sido predominantemente de jovens adultos saudosistas do tempo que assistiam o programa quando eram meninas e meninos sem tanto acesso às redes sociais e aos jogos de celular, ainda não tão elaborados quanto os videogames. 

A Globo insiste em querer recuperar a audiência perdida ao longo dos últimos anos. Este foi um anúncio feito alguns dias antes da exibição do clássico (Divulgação)

Provavelmente a atração não voltará. Não há previsão de novas edições, ao menos nos próximos sábados. 


N. do A.: Hoje a Globo, acusada de aliar-se a Lula desde 2022, fez uma entrevista ao candidato de oposição Flávio Bolsonaro, que foi mais ou menos previsível, atacando o presidente e Alexandre de Moraes, negando maior envolvimento com Daniel Vorcaro e anunciando maior responsabilidade fiscal. Ele confessou que o pai terá papel importante no seu governo quando for libertado, mas negou dar algum cargo no Itamaraty a seu irmão Eduardo. E voltou a defender o fim da reeleição já a partir de seu mandato, no caso de ser eleito no próximo dia 25. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Piadinha para descontrair

- Sabe o que vai acontecer em 2027?

- Fala, cara!

- Se o Flávio for eleito, vamos comer merda!

- Quê? Você virou petista?

- Vira essa boca pra lá! Se o Lula for reeleito, a merda não vai dar pra todo mundo!

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Senado aprova fim da escala 6x1

A principal pauta do dia não podia ser outra: o Senado aprovou, no primeiro turno, o fim da escala 6x1, mesmo com a resistência de vários setores industriais e de serviços, principalmente hospitais, supermercados, hotéis e transporte por aplicativo. 

Apesar da sua posição contra a medida, o senador e candidato da oposição Flávio Bolsonaro (PL) votou a favor. No final, apenas Hamilton Mourão (Republicanos), ex-vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro, votou contra. Outros 75 senadores votaram a favor. 

Ainda há necessidade de votar uma segunda vez, para entrar em vigor, e ainda passar por um período de dois meses, considerado curto por boa parte dos empresários, ao final dos quais valerá uma etapa de transição para jornada máxima de 42 horas semanais (agora, são 44), e mais um ano até vigorar a jornada de 40 horas com dois dias de descanso. 

Como se trata de uma PEC, Flávio Bolsonaro terá dificuldade para reverter a decisão, caso seja eleito. Lula, defensor da medida, espera poder ganhar votos com a decisão do Senado, mas a tarefa ainda é árdua, pois muitos eleitores querem mais do que isso para poderem mudar de opinião nas urnas. 

Senadores, principalmente dos partidos governistas e do Centrão, comemoram o fim da jornada 6x1 (Carlos Moura/Ag. Senado)


N. do A.: Pouco se fala de mais um assunto incômodo para o setor produtivo: entrará em vigor a cobrança de impostos direto da fonte, o split payment. Esta medida poderá ser uma ameaça adicional a muitas empresas, principalmente as pequenas, as médias e as com dificuldade para pagar suas dívidas. 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Quem quer propostas?

 Nota-se que esta disputa eleitoral não é movida por propostas, e sim por calúnias, fake news e tentativas de destruição do adversário. 

Quem esperava algo diferente? 

Os candidatos estão recorrendo ao TSE, o tribunal responsável pelo julgamento de crimes eleitorais. Dependendo da gravidade dos delitos, quem for considerado culpado poderia ter até a candidatura cassada. 

Para piorar, os membros do TSE estão tomando partido, de forma clara, explícita. Utilizam o recurso das decisões monocráticas para impedir ou favorecer um ou outro lado. 

Enquanto isso, a militância promove atos visando a destruição da reputação do adversário. Principalmente os partidários do presidente. Na Faria Lima, nesta terça, houve nova manifestação, depois daquela na Paulista, marcada por manifestações de vandalismo promovidas por uma minoria arruaceira e tolerada pelos outros. Falam do fim do "Lula paz e amor", enquanto dizem querer convencer os indecisos e tentar diminuir a abstenção, como se cada eleitor fosse um bonifrate. 

A impressão é esta: evitar um suposto perigo representado pelo adversário, e deixar os problemas em segundo plano. Evitar um cenário apocalíptico, não construir um futuro, uma tarefa bem mais difícil. E é bom acordar: no Brasil, historicamente o jogo é assim. Até há períodos onde se fala em compromissos, mas é faz-de-conta, uma peça de teatro com roteiro mal escrito, mal decorado e muitas vezes encenada de forma mambembe. Pode ser interessante de ver, mas em geral pior do que aqueles filmes premiados com o Razzie, cheio de promessas dignas de um IgNobel. 

Tudo isso vai gerar efeitos inesperados, para boa parte desses atores políticos. No dia 25, veremos. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Em Aparecida, os pronunciamentos

 Em meio a uma verdadeira celeuma decorrente do fake news envolvendo Flávio Bolsonaro e a revogação do feriado da Padroeira, o arcebispo de Aparecida, D. Mário Antônio da Silva, e o padre Ferdinando Mancílio, fizeram suas declarações nas missas do feriado, na Basílica Nacional. 

D. Mário, na missa principal, criticou a polarização e a violência, e isso é realmente um desafio para os brasileiros. Continuam as brigas e desavenças por causa de posições ideológicas, fruto da deseducação política promovida nas duas últimas décadas. O vice-presidente Geraldo Alckmin estava presente na cerimônia. Ele também falou sobre a saúde do papa Leão XIV, em processo de tratamento para remover um nódulo no pulmão. 

Na Missa das Crianças, o padre Mancílio, criticado pelos bolsonaristas por sua posição contra as armas de fogo, em fevereiro, desta vez atacou quem usa a imagem da Padroeira apenas para fins políticos, sem demonstrar respeito pela figura. Ele não citou nomes, mas quem se encaixa nesta admoestação são os petistas. 

O arcebispo de Aparecida criticou a violência motivada pela polarização política (Thiago Leon/A12)


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Um sequestro que poderia ter terminado em tragédia nacional

Infelizmente, não existe lugar nenhum deste mundo atormentado livre de ser vítima de algum maníaco. 

Em Curitiba, um homem armado com uma faca invadiu um CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) e manteve 13 crianças, de 4 a 5 anos, como reféns. 

O criminoso ameaçava verbalmente as vítimas e batia em algumas delas. E falava em matar todas. 

Depois de três horas de cerco policial, a sala foi invadida. Descobriram que o homem, portador de esquizofrenia, espalhou gasolina no local para começar um incêndio. E policiais militares tiveram que matá-lo para libertar as crianças. 

Algumas delas foram encaminhadas para exames, mas todas vão precisar de acompanhamento psicológico devido ao trauma. 

O Brasil está farto de tanta violência. Felizmente, a polícia de Curitiba evitou uma tragédia de repercussão mundial. 

A polícia precisou agir para salvar 13 crianças reféns de um criminoso psicótico (Divulgação/Instagram)


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Assuntos para tratar?

 Hoje eu deixo para alguém escolher possíveis assuntos nunca tratados por aqui. Eis as opções: 

a) Multiversos (teoria dos diversos Universos). 

b) Detalhes sórdidos de guerras ou revoluções. 

c) Mediunidade

d) Contos de terror (estamos próximos do Halloween)

e) Terapias alternativas para relaxamento. 


Deixe nos comentários a opção escolhida. No final deste mês, dia 26, vou escrever sobre ela. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A estranha história de um jacaré nos esgotos... de Saquarema

Existe uma história do folclore nova iorquino sobre a presença de jacarés nos esgotos da grande metrópole, vivendo de ratos, gatos, cães e, às vezes, infelizes humanos que caem nos bueiros. Não há, porém, provas disso. 

Contudo, em Saquarema, no Rio, o caso é diferente. Um espécime de jacaré-de-papo-amarelo foi se refugiar nos esgotos da cidade costeira, vivendo de ratos e outros animais infelizes. Não se sabe como ele foi parar lá, mas a Guarda Ambiental foi acionada para recolher o predador da nossa fauna. 

O réptil foi encontrado num esgoto de uma cidade brasileira! (Divulgação/G1)

Este animal não causa tanto medo quanto a violência urbana nas cidades brasileiras. 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

A onda conservadora vai se efetivar na América?

No mundo todo, fala-se no estabelecimento de uma onda conservadora na América. Desde a Argentina de Milei até o pequeno El Salvador do contraverso Nayib Bukele, passando por Chile, Peru, Equador e Colômbia, a chamada "direita" está avançando. 

Com exceção de algumas nações, como a Nicarágua do "companheiro" Ortega, o Canadá do primeiro-ministro Mark Carney, o México da presidente Claude Sheinbaum e da Venezuela da Delcy Rodriguez (esta última apesar da aparente colaboração com os americanos), a América não dará trabalho para Donald Trump. 

No entanto, o país mais poderoso da América Latina ainda não escolheu o presidente. Temos um segundo turno no dia 25, e até o último dia do ano o presidente é Lula. Somente com a posse de Flávio Bolsonaro a tal onda irá se consolidar. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Lula já perdeu

 De acordo com os resultados do primeiro turno destas eleições, transcorridas sem grandes tumultos - felizmente - o governo, e também o STF, foram derrotados. 

A maioria dos governadores eleitos no primeiro turno são opositores, a começar por Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito com facilidade com 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo, entre outros. Sérgio Moro (PL), por muito tempo o nome mais difamado pelo PT, foi eleito no Paraná, e Cleitinho (Republicanos) venceu em Minas Gerais. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) ainda espera pela anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) para se considerar o novo governador. Santa Catarina elegeu Jorginho Melo (PL) e o Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL). Otaviano Pivetta (Republicanos) conseguiu a reeleição no Mato Grosso, e Eduardo Riedel (PP) ganhou no Mato Grosso do Sul. Estes são os principais eleitos pela oposição ao atual governo. 

No Senado, Tarcísio e Flávio Bolsonaro conseguiram fazer eleger Derrite (PP) e André do Prado (PL), que engrossam a lista de senadores eleitos defendendo partidos conservadores e liberais, um pesadelo para Alexandre de Moraes, e talvez até para Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Eles formarão uma maioria capaz de votar o impeachment de ministros do STF. 

Na Câmara dos Deputados, houve o destaque dado a Nikolas Ferreira (PL-MG), de novo campeão de votos, superando por pouco Lucas Pavanato (PL-SP), ambos recebendo mais de 3 milhões de votos. Eles irão centrar fileiras para apoiar Flávio Bolsonaro, se ele for eleito. E serão terríveis contra Lula, caso ele conseguir ser reeleito. No nosso sistema "presidencialista de coalizão", o presidente não consegue governar se não tiver uma base no Congresso. E ela é majoritariamente bolsonarista (PL), ou pelo menos anti-Lula (NOVO, Missão), com menor proporção de membros dos partidos do "Centrão" (Republicanos, PP, PSD, MDB, União Brasil, Podemos, Avante) e dos socialistas/sociais democratas (PSOL, PSB, PSDB, PDT, Cidadania, Solidariedade, REDE, PSTU, PCdoB e outros). A proporção pode ser comparada à do Congresso eleito em 2018, com quem Jair Bolsonaro teve de se entender. O PL elegeu mais deputados e senadores do que o então PSL de oito anos atrás. O ex-capitão foi filiado a este antigo partido, agora União Brasil, após ser abandonado pelos bolsonaristas e fundir-se com o Democratas. 

Assim, para Lula resta ser derrotado novamente por Flávio Bolsonaro no segundo turno, ou conquistar uma vitória de Pirro no caso de conseguir uma improvável reversão de trajetória. Ele recebeu 45% dos votos, contra 47% do primogênito de Jair Bolsonaro, o nome mais lembrado por muitos eleitores. 

O presidente Lula não vai desistir da luta, mas seu processo de reeleição está ameaçado de verdade. Flávio Bolsonaro vai ter um apoio maior do Congresso, se comparado ao pai (Divulgação)


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Lito Souza deixa este mundo

Lito Sousa (1967-2026) perdeu a luta contra a doença de Creutzfeld-Jacob, a rara e insidiosa doença neurológica para a qual só existem tratamentos paliativos e caros. 

Seu sofrimento acabou. 

Um dos influenciadores mais conceituados de aviação foi velado hoje no Parque do Material Aeronáutico, na região do Campo de Marte, em cerimônia liderada pela esposa Mila Seidl, que velou pelo marido durante estes meses com a doença e falou sobre a possibilidade de tratamento. 

Lito Sousa morre aos 59 anos (Reprodução/SBT)

Espera-se que as doenças causadas por príons tenham alguma cura, antes que o Brasil se torne uma kakistocracia onde a Justiça abusa do direito de intervir em quaisquer processos, inclusive o eleitoral, fazendo até uma emissora como a Globo cancelar um debate. Ou que países com tecnologia avançada em medicina deixem de ver isso como prioridade, em favor de armas nucleares a serem lançadas do espaço. 

Pelo menos, este mundo não está inteiramente condenado ao apocalipse. Lito abordava muito a aviação, e por falar nisso a Embraer anunciou a entrega de 66 aeronaves só no terceiro trimestre deste ano, enquanto se prepara para construir uma filial em Nagpur, na Índia, onde produzirá o cargueiro militar C-390. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Alegre-se! O ano está acabando!

 

Na camiseta dele está escrito: "2026 va a ser de muerte" (2026 vai ser de morte). Ele vai morrer de tanto chorar ou vai ter muita gente para morrer neste ano violento e desesperador. Uma das coisas irá acontecer.

Calma! Eu vou parar de usar o Pablo, o jovem hispânico chorão, nas postagens. Definitivamente. 

N. do A.: Para entender por que ele chora dessa maneira tão exagerada, clique AQUI.