Este blog está corrigindo, antes tarde do que nunca, um erro comum nas abordagens da corrida eleitoral: não falar sobre os candidatos às vagas do Congresso.
Apesar da importância para o país, o cargo de senador da República é pouquíssimo comentado. E neste ano teremos duas vagas para a Câmara Alta. Quem tem o poder de decidir se um ministro do STF pode ou não perder o cargo é justamente o Senado. E as leis aprovadas pelos deputados federais na Câmara Baixa precisam ser submetidas ao Senado, para só depois irem para a sanção presidencial.
Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) são as mais faladas na mídia, porque são os nomes mais conhecidos, além de apoiarem o governo federal. Guilherme Derrite (PP), aliado de Tarcísio de Freitas, e André do Prado (PL), apoiado por Flávio Bolsonaro, fazem oposição ao governo federal e apoiam o estadual.
Até há pouco, o ex-ministro de Jair Bolsonaro Ricardo Salles (Novo) estava no páreo, também. Ele resolveu desistir da campanha, para apoiar os outros candidatos de "direita", Derrite e Prado. Salles não simpatiza com o governo paulista e atualmente está brigado com o bolsonarismo, mas, no seu entendimento, é necessário enfraquecer o adversário comum, o petismo, e impedir Marina e Tebet de conquistarem as vagas.
| Ricardo Salles (o primeiro à esquerda) saiu da candidatura ao Senado; Tebet, Derrite, Marina e Prado continuam no páreo (Reprodução/UOL) |