Estamos notando condições favoráveis para uma deterioração massiva no padrão de vida do brasileiro, neste país que hoje completa 526 anos, e não pode esperar outros 526 para superar seus problemas crônicos. Um deles é a qualidade de vida sempre medíocre para baixo, tomando como base o perfil médio do nosso povo.
Ontem, as agências de classificação de risco, principalmente a Moody's, alertaram para a tendência crescente ao endividamento das famílias, dependentes de linhas de crédito, com o atual patamar de juros. Por outro lado, a crise energética provocada pelo conflito no Irã e, principalmente, a política econômica movida a gastos estatais excessivos e atrapalhada pelas deficiências estruturais do país e pela pouca atratividade para os investimentos, podem levar a uma crise inflacionária. Há projeções para uma inflação de 7,66% em 2026.
Ainda há a terrível possibilidade de ver a inflação se descontrolar com o agravamento da crise energética, ou seja, o petróleo e o gás natural com os preços explodindo. Pior ainda se a política reinante, com um Executivo venal, um Judiciário bancando o Moderador e comparsa do Executivo, e um Legislativo fraco e incompetente, degenerar numa kakistocracia, com a permanência do PT, ou com uma ruptura institucional sem controle.
| O perigo de ver essa máquina atuando nos estabelecimentos comerciais não morreu definitivamente, ainda mais se houver o agravamento da atual crise do petróleo (Estadão) |
N. do A.: Romeu Zema, até há pouco governador de Minas Gerais, voltou a atacar o Judiciário e a empregar o termo "intocáveis", associando-os ao escândalo do Banco Master; ele evocou a memória dos inconfidentes, como bom mineiro, durante seu discurso de ontem. Ameaçado de ser colocado no "inquérito das fake news" por colocar um vídeo com fantoches e a voz idêntica, mas sabidamente falsa, do ministro Gilmar Mendes, Zema não se intimidou com a reação dos togados, e culpou o atual sistema político pelo poder excessivo atribuído ao Judiciário. Ele lançou, assim, sua pré-candidatura, pelo partido Novo, à Presidência da República, e isso influenciará na corrida eleitoral de forma bastante intensa, mas não significa uma "terceira via". Zema é visto como quase tão "direitista" quanto Flávio Bolsonaro.

