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| Aguardemos a próxima partida! |
Depois de muitos combates onde parece não haver trégua, com a teimosa resistência da Guarda Revolucionária do Irã, o governo de facto do país e cujos membros são acusados de propagar métodos terroristas contra todo o mundo, visando dobrar os "infieis" (leia-se todos que não forem xiitas) e tentar destruir Israel, parecia haver um impasse, com uma possível escalada do conflito.
Um dos países ainda aliados do Irã, o vizinho Paquistão, lançou nova proposta de cessar-fogo, aceita pelo presidente americano Donald Trump, e pelos representantes do governo iraniano, vistos como meros instrumentos para o regime totalitário fundamentalista ganhar tempo enquanto a infraestrutura do Irã ameaçava ser posta abaixo pelos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos.
Depois de um discurso aterrorizante de Trump, mais para a opinião pública mundial do que para a Guarda Revolucionária, ameaçando acabar com "uma civilização" e fazer os iranianos "voltarem à Idade da Pedra", houve novamente uma distensão. O prazo para o Irã liberar o estreito de Ormuz acabou agora, mas a proposta de cessar fogo veio, e Trump deu mais duas semanas. Para muitos, parece uma prova da insanidade mental de ambos os contendores, com motivações muito diferentes: um quer ser o salvador da civilização, usando métodos truculentos e heterodoxos, e outro quer destruí-la por ser corrupta, sacrílega e ainda ter matado o líder supremo deles, representante de Deus na Terra.
Nestas duas semanas, ninguém habituado a usar mais o cérebro do que o cerebelo acredita numa paz de verdade. Os combates continuarão, mas não na intensidade prometida caso o estreito de Ormuz não deixe de o um verdadeiro gargalo de navios à mercê dos ataques iranianos. E o regime anteriormente dos aiatolás está perdendo rapidamente todos os recursos para financiar a guerra, pois houve ataques às usinas petroquímicas para processamento de ácido nítrico, matéria-prima para bombas, e a ilha de Kharg foi atacada novamente, com promessa de ser tomada pelas forças americanas e israelenses.
Trump recua após nova ameaça de "acabar com a civilização iraniana" ( © ANSA/EPA) |
Após mais de meio século, a Nasa está realizando missões na Lua, com o Artemis II. Desta vez, não houve o pouso para rivalizar com os astronautas de 1969, mas eles captaram imagens do lado escuro da Lua, quando estavam orbitando o satélite com a cápsula especial Orion.
No momento, eles estão retornando para a Terra, após também bater outro recorde: o de maior distância percorrida em relação à nossa superfície: 252.760 milhas, ou mais de 406.000 km. Isso superou o recorde da Apollo 13, o tumultuado projeto que quase resultou em tragédia, em 1970, quando eles ultrapassaram as 248 mil milhas de forma involuntária na viagem de volta.
Abaixo, um dos vários vídeos de quando eles conseguiram se aproximar da face oculta do nosso satélite natural, e este é um dos poucos com comentários em português (canal Diego San Araújo):
N. do A. 1: O presidente Trump fez questão de enaltecer a missão, falando com os astronautas no interior da cápsula Orion, enquanto eles registravam as imagens do lado oculto da Lua. Mas não faltarão quem questione este trabalho, dizendo ser "fake", principalmente entre quem não acredita nas missões feitas em 1969.
N. do A. 2: Está terminando o prazo para o Irã liberar o estreito de Ormuz. Caso contrário, Trump ameaça colocar o país na "Idade da Pedra", com ataques maciços às usinas de energia e dessalinização. Israel já realiza ataques pontuais, usando bombas de grafite capazes de inutilizar transformadores em redes de transmissão, e também fazendo bombardeios ao maior campo de extração de gás natural do Irã. A ONU já adverte sobre os ataques à infraestrutura civil, classificando-os como possíveis crimes de guerra.
O Cristo Redentor do Corcovado é o mais famoso do Brasil e do mundo, e foi eleito como uma das maravilhas do mundo moderno, segundo a New Open World Organization, mas ele não é o maior Cristo do mundo. E nem do Brasil.
Markus Moura, em 2010, construiu o Cristo Redentor de Elói Mendes, em Minas Gerais, com altura 1,5 m maior que o célebre monumento carioca, de 38 m (30 m sem o pedestal). E, mais tarde, em 2022, após o fim da grande crise sanitária, fez uma estátua ainda maior, com 43,5 m, sendo 6 m de pedestal, no Encantado, Rio Grande do Sul. A atração gaúcha só foi inaugurada ano passado, com a presença do Cardeal Silvano Maria Tomasi, enviado do então papa Francisco.
Vamos deixar de lado os responsáveis por fazerem o Pinóquio ou o Barão de Munchausen parecerem meros amadores na arte da mentira, sejam eles na política, na Justiça, em Teerã ou em Washington. Abordemos algo diferente, que marcou a vida do brasileiro.
Vejamos alguns comerciais históricos bastante divertidos, porém exagerados e que transformavam o produto numa espécie de artefato mágico.
Costuma-se mostrar a figura se Jesus Cristo como o "Cordeiro de Deus", destinado a se sacrificar pela redenção da humanidade. Sofrendo pelas mãos dos sacerdotes judeus e dos soldados romanos, ele padeceu horrivelmente e acabou perecendo na cruz, o pior método de execução da época.
Ele, porém, ressuscitou ao terceiro dia, contando da sexta-feira da Paixão ao domingo de Páscoa, de acordo com a tradição.
Por que ainda mostram o Cristo como uma vítima e não como um vitorioso? Isso acontece principalmente entre os católicos.
Para a Igreja, Cristo é O exemplo, e todo cristão deve padecer se quiser a vida eterna (Coríntios 4; Jó) e, após a próxima vinda Dele (Apocalipse 19-22) ser considerado digno de estar em Seu reino (Apocalipse, 20).
| Cristo carregando a Cruz, uma obra-prima do mestre Aleijadinho (Divulgação) |
Para os defensores da Nova Era, Cristo é um espírito elevado, que superou a morte e agora está zelando pela Terra, a fim de garantir sua transformação na chamada "Era de Aquário", cujo começo se inicia agora. Esta visão é influenciada pelo gnosticismo dos antigos cristãos, pelo Kardecismo, pelas religiões orientais como o Budismo e mesmo o Hinduísmo, e até pelas crenças do Antigo Egito e dos celtas do norte da Europa.
Todos concordam numa coisa: Jesus vive, e irá retornar para junto da humanidade.
Logo, não parece muito lógico mostrar apenas um Cristo sofrendo e morrendo, vítimas das maldades dos homens, como se não tivesse poder para fazer milagres e vencer as forças do mal, representadas, segundo os cristãos, por Satã. Ainda mais porque ele está destinado, segundo as Escrituras, desde o Gênesis (3:15) a impor uma derrota definitiva para essas forças.
A Semana Santa é um momento propício para refletir sobre isso.
N. do A.: Este blog ainda irá escrever mais sobre a figura de Jesus, além de abordar outros temas.
Muitos projetos atrasados há anos para o transporte público estão tomando forma e alguns deles estão finalmente em operação.
É o caso da famigerada linha 17 Ouro, o monotrilho prometido para ficar pronto até a Copa de 2014 ligando o estádio do Morumbi, agora chamado MorumBIS, ao aeroporto de Congonhas. Parte desse trajeto está para ser inaugurado, ligando não o estádio, mas a estação Morumbi, que fica bem longe mas permite a interligação com a linha 9 da CPTM, Esmeralda. Para 2028, está previsto o início da construção deste trecho para finalmente ligar os dois locais homônimos, atendendo também os bairros Panamby e Paraisópolis.
| Trem da BYD para ser usado na futura linha 17 (Divulgação/Secretaria de Comunicações do Estado de SP) |
Também está praticamente operacional, embora com horário reduzido, o Aeromóvel entre o final da linha 13 da CPTM e o Terminal 3 de Cumbica. O percurso dura menos de 6 minutos entre um ponto e outro e poupa os usuários dos terríveis e irritantes congestionamentos na rodovia Hélio Smith. Este Aeromóvel deveria estar pronto em 2024, mas o mesmo problema que infestou o monotrilho de Congonhas afetou esta obra: a corrupção política, movida por fraudes nas licitações e atrasos propositais para forçar o aumento nos repasses.
Uma das linhas mais aguardadas é a linha 6 do metrô, para ligar, inicialmente, a Brasilândia a Perdizes, passando por Freguesia do Ó e Água Branca. Para mais tarde, haverá a ligação com a Estação São Joaquim, passando pela PUC e Mackensie, assim como o bairro da Bela Vista.
Ainda haveria uma obra para beneficiar o ABCD, mas ele se tornou um enorme e serpentiforme pepino destinado ao fracasso: a linha 18 que deveria ligar a estação Tamanduateí, na zona sul paulistana, a São Bernardo do Campo, se transformou num corredor exclusivo de ônibus elétricos. Não era isso que os moradores de São Caetano do Sul, Santo André e São Bernardo queriam. E a estação Tamanduateí se tornou apenas um ponto de passagem, pois o ponto inicial passou para o Terminal Sacomã, para uma ligação - paga - com os ônibus da SPTrans e linhas intermunicipais, no lugar de uma baldeação gratuita com o metrô. Na prática, a obra tem potencial para se tornar uma ramificação do já existente Corredor Metropolitano ABD, entre São Mateus e Jabaquara, passando por Mauá, Santo André, São Bernardo e Diadema, mas não além disso.
Por outro lado, começa agora a série de obras para ligar cidades de diferentes regiões, começando pela linha de média velocidade entre São Paulo e Campinas. Depois, Sorocaba e São José dos Campos terão a sua vez. Não se pode esquecer a linha que irá ligar Santos e o litoral sul com o Vale do Ribeira, até Cajati, representando um estímulo ao desenvolvimento da região mais pobre do Estado de São Paulo. Mas ainda será necessário aguardar outros longos anos para tudo ficar pronto.
Não é mais uma celebridade a morrer, e tem a ver com a CBF. E não, não é exatamente sobre o futebol, que está mais para alguém com fortes e permanentes sequelas, mas ainda está vivo. Meio morto-vivo, como mostra o amistoso contra a seleção francesa, diga-se. E nem Neymar, mais uma vez ausente, será capaz de tirar o futebol da Seleção da condição "zumbificada".
| Bremer fez o gol brasileiro na derrota por 2 a 1 para os franceses (Reprodução/Jogada 10) |
Quem morreu, então? A ideia de batizar o uniforme da Seleção como "Brasa".
O próprio presidente da CBF, Samir Xaud, vetou o uso da marca proposto pela Nike, diante da má repercussão e péssimo marketing feito pela fornecedora americana. Isso indica que o assunto está destinado a ser morto e enterrado. Assim como a chance da Seleção ser hexa na Copa do Mundo deste ano, mas aí já é outro assunto, não sendo problema da Nike, e sim de Carlo Ancelotti e do elenco.
Este blog prometeu abordar coisas agradáveis, mas não consegue pensar agora em nenhum tema. Pelo menos, precisa diversificá-los para não abordar o mesmo papo divulgado pelas mídias.
Pode ser que a humanidade na Terra esteja aparentemente cometendo um suicídio coletivo, mas não é só ela a ter tempo de existência finito. A própria Terra, também, por causa do Sol, quando ele se tornar um gigante vermelho. E não só isso: nossa galáxia, a Via Láctea, também está com os dias contados.
Nossos "vizinhos" da galáxia mais próxima, Andrômeda, estão se aproximando, e um dia haverá uma colisão. Andrômeda, por ser maior, vai "engolir" a Via Láctea, e nesse processo muitos sistemas solares poderão ser desintegrados. Nem todos, pois boa parte pode vir a ser parte da nova formação, mesmo de forma modificada, ou seja, toda a vida nesta parte da galáxia (sim, não estamos sozinhos no Universo!) pode sofrer ou ser exterminada devido à grande variação gravitacional, explosões locais, emissões de energia sob forma de campos eletromagnéticos, entre outras causas.
Mas isso está previsto para 4 ou 5 bilhões de anos. Coincidência com a estimativa para a transformação do Sol em gigante vermelho: também 5 bilhões de anos. Nada para se preocupar, pois na concepção usual de vida, atingir os 120 anos é extremamente difícil.
Como boa parte das culturas, a jabuticabeira não está livre das pragas, principalmente das moscas-de-frutas, que colocam os ovos em qualquer fruto desprotegido. O ovo eclode e a larva passa a ter alimento fácil disponível, inviabilizando o consumo da fruta pelos humanos.
| Jabuticabas são algo típico do Brasil (Divulgação) |
Poe uma decisão monocrática do ministro Alexandre de Morais e sua careca que lembra as calvas larvas das moscas-das-frutas que infestam as jabuticabas, o ex-presidente Jair Bolsonaro agora pode voltar para a prisão domiciliar. Todo o processo da prisão dele é marcado por irregularidades. Esta aparente medida "humanitária", para não deixar um homem idoso marcado por problemas de saúde e sequelas do atentado a faca de 2018, é mais uma delas, ainda mais com prazo de validade de 90 dias.
| Bolsonaro é visto pelos apoiadores como um brinquedo nas mãos do STF (Divulgação) |
Atribui-se a medida "benevolente" de Morais à ação de Michelle Bolsonaro e à decisão da PGR para a concessão da domiciliar, mas os aliados do ex-presidente, a começar pelo candidato à Presidência e filho mais velho, Flávio, continuam insatisfeitos, por ver nisso uma manobra política de um ministro que deveria zelar por aspectos jurídicos. Afinal, além de agir como ator político, ainda é um dos envolvidos no caso Master, aquele que pode fazer todo o sistema político-juridíco, e a República com ele, ir para o vinagre. Um vinagre de jabuticaba bichada não deve ter um sabor nem um pouco agradável.
Muitas personalidades estão morrendo neste ano marcado pelas guerras e pela incerteza. Hoje, mais um se foi: o ator Gerson Brenner.
Dono de uma carreira de sucesso na juventude, entre os anos 1980 e 1990, era conhecido pelos seus comerciais na televisão e pelas novelas da Rede Globo (com exceção de um trabalho da Manchete, Tocaia Grande), estreando em Rainha da Sucata, como "uma" das três "filhinhas" da Dona Armênia, personagem da inesquecível Aracy Balabanian. Desde então, passou a ser um galã requisitado. Curiosamente, estreou nas telinhas em 1982, na abertura da novela Final Feliz (1982). Sua carreira terminou tragicamente quando estava gravando a novela Corpo Dourado, em 1998, e foi vítima de um assalto, atingido por um tiro na cabeça. Depois de ficar semanas em coma, ficou com sequelas que afetaram seus movimentos e sua capacidade cognitiva. E seu sofrimento finalmente acabou hoje, depois de quase 28 anos.
| Gerson Brenner (1959-2026) passou por cuidados intensivos, mas não recobrou a saúde depois do assalto sofrido em 1998 (Divulgação) |
Ontem, este blog escreveu sobre Chuck Norris dizendo que ele foi internado no Hawaii (eu sei, no Brasil se escreve Havaí). Esperava-se que ele se recuperasse, mas ele (oficialmente) morreu. E agora?
a) Chuck Norris abandonou seu corpo desgastado para voltar ao plano espiritual e exercer o seu poder para apressar a destruição desse regime iraniano e transformar cada um desses sujeitos em poeira cósmica, pois a coisa está demorando muito.
b) Chuck Norris não morreu! Aquele que estava no hospital no Havaí era um sósia dele. Chuck Norris não é um simples mortal para morrer daquele jeito, pois lendas nunca morrem!
c) Chuck Norris vai aparecer no sonho do Daniel Vorcaro e fazê-lo contar tudo o que sabe, e se ele não falar vai levar um roundhouse kick no meio da fuça e ser mandado para o inferno, pois agora é Chuck Norris quem determina o destino das almas!
d) Chuck Norris, com seu poder, vai resolver as tretas com a China e com a Rússia, para eles ficarem fora do caminho da Grande América, e ai de quem teimar em atrapalhar os planos de Trump, o maior sidekick de Chuck Norris, assim como o Robin é para o Batman ou o Falcão é para o Capitão América!
e) Chuck Norris pode fazer todas as alternativas acima AO MESMO TEMPO, pois nada é impossível para ele!
O famoso Chuck Norris, conhecido por seu imenso repertório de filmes de ação como Braddock e Comando Delta, está internado no Hawaii, por problemas de saúde.
| Chuck Norris destruía os inimigos dos Estados Unidos - nos seus filmes (Getty Images) |
Com 86 anos, o veterano foi tema de vários memes envolvendo suas técnicas de luta, como o houndhouse kick, usado em seus filmes. Segundo as piadas, um golpe bem potente poderia mandar um extremista muçulmano (ou qualquer outro inimigo) para o inferno.
Devido à idade, ele achou que não seria uma boa ideia se alguém o levasse para o Estreito de Ormuz, para desmantelar a rede de bloqueio iraniano. Pelo bem dos Estados Unidos, e de sua própria saúde, é melhor deixar os jovens marines cuidarem disso.
O BC finalmente reduziu a taxa básica de juros, em 0,25 ponto percentual.
Na prática, não fará grande diferença e, ainda por cima, vem num período de grande incerteza econômica, por causa da guerra contra o Irã.
Corre-se o risco de ver um aumento muito mais expressivo na próxima reunião do Banco Central. Parece uma piada, mas é sério. Aliás, é triste, muito triste.
1. Os caminhoneiros ameaçam paralisar o país se o governo não deter o aumento no preço do diesel, algo considerado inevitável se o preço do petróleo continuar a subir. Agora, o barril custa US$ 103. Isso faz voltar o fantasma da grande paralisação em 2018, causadora de muitos transtornos.
| Veremos isso novamente? (Reuters) |
Esta foi a edição mais comentada do Oscar no Brasil em vários anos, desde a fatídica noite de 1999, quando Fernanda Montenegro perdeu, injustamente, a estatueta de melhor atriz para a então jovem Gwyneth Paltrow. Disputa a posição, lado a lado, com a edição passada, aquela da Fernanda Torres perdendo para Mikey Madison, mas pelo menos Ainda Estou Aqui ganhou como melhor filme internacional e fez história.
Neste ano, nem filme O Agente Secreto, nem o ator Wagner Moura conseguiram. Apesar da grande torcida para o trabalho dirigido por Kleber Mendonça Filho repetir a proeza de Ainda Estou Aqui, sendo mais uma produção a abordar a ditadura militar com tema parecido porém sem tanto drama, não houve èxito nem como filme internacional, perdendo para o mais melodramático (e por isso mais ao gosto de Hollywood) Valor Sentimental, representando a Noruega, e nem para melhor filme, onde não podia fazer frente com o americano Uma Batalha Após a Outra. filme de ação onde brilhou Sean Penn como um oficial canalha. Aliás, Penn ganhou o Oscar como melhor ator coadjuvante e faltou à cerimônia, dizendo estar na Ucrânia se encontrando com o presidente Volodymyr Zelenski, como defensor da causa daquele país.
Uma Batalha foi o grande vencedor da noite, faturando seis estatuetas, entre elas a de melhor diretor, Paul T. Anderson. Mas o intérprete do protagonista do filme, Leonardo diCaprio, também ficou sem ganhar.
| A noite do Oscar consagrou Uma Batalha Após a Outra (Divulgação/Netflix) |
Wagner se conformou e aceitou a derrota, vendo a campanha de O Agente Secreto cumprir seu papel, o de ser (mais um) filme político que reflete o momento atual com base na exploração da ditadura. Mas esta é a visão dos simpatizantes do atual governo. Para os opositores, que não veem essa abordagem com simpatia, ainda mais quando Moura fala de Jair Bolsonaro, como um acólito de Lula, a derrota no domingo à noite foi um motivo para piadas.
| Houve quem falasse que o B do nome de Michael B. Jordan era de Bolsonaro (Hadi Monforte/X) |
Daniel Vorcaro ameaça contar tudo o que sabe a respeito de quem se envolveu com ele. A situação do ex-dono do Banco Master piorou com a decisão da Segunda Turma do STF de mantê-lo preso, mesmo ele não sendo alguém contemplado com o foro privilegiado, por não ser membro dos Três Poderes (ou seria na prática?).
Ele já está ditando os termos para a delação premiada, a fim de tentar sair da prisão mais cedo. Para isso, ele irá revelar pelo menos uma parte de seus negócios com o governo, o Congresso, o STF e outros figurões. Há quem diga, como a revista Veja desta semana mostra na capa, que isso tem o poder de deixar o país em polvorosa.
Isso pode, no entanto, fazer a população ficar sabendo de uma parte da verdade sobre os bastidores da política e da Justiça nos últimos anos. Por muito menos tivemos golpes militares por aqui. Ou processos de impeachment, algo mais dentro das leis. Aguardemos.
A poucos dias da versão mais aguardada do Oscar entre os brasileiros, devido à possibilidade do filme O Agente Secreto vencer (pois as chances de Wagner Moura parecem menores já que ele foi convidado para anunciar quem será o melhor ator, e via de regra quem anuncia não ganha), a Academia se prepara para enfrentar hipotéticos ataques terroristas.
O FBI alertou Los Angeles sobre possíveis ataques de drones vindos do Irã ou de alguma organização terrorista vinculada ao país. Seria a oportunidade perfeita para os criminosos em nome da causa dos aiatolás fazer um ataque midiático e, de quebra, levar alguns infieis para o Jannaham (o inferno, segundo os islâmicos).
Caso as medidas de segurança fracassarem e o terror conseguir atacar Hollywood, a edição do Oscar pode vir a ser a mais lembrada de todos os tempos, e não no bom sentido. Mas este blog espera escrever algo bem diferente na segunda-feira.
Entre os vários países envolvidos na guerra contra o Irã, um deles pode mudar geograficamente o Irã de forma mais literal, mesmo se o regime dos aiatolás não cair.
No noroeste do Irã, existe uma região com várias províncias chamada de Azerbaijão, o mesmo nome do país vizinho. E é este mesmo o país com potencial para fazer o território do grande vizinho encolher. Os azeris, povo turco habitante dos mesmos locais, podem aproveitar a anarquia reinante no governo xiita para se rebelarem, pegarem em armas e lutarem pela independência da região.
Tabriz é a maior cidade, e é fortemente industrializada. Outras cidades são também importantes, como Ardabil e Zanjã. Existe uma indústria tradicional de tapetes, cuja qualidade é conhecida de séculos. Teares famosos foram feitos em Tabriz para esta finalidade. A região ainda é banhada pelo Mar Cáspio e pelo lago Urmia, também salgado, por serem ambos remanesccentes do antigo Mar de Paratétis, extensão do Oceano Atlântico há milhões de anos antes da formação da Europa e da Ásia. O lago Urmia chegou a ser o maior da Ásia Ocidental, mas agora está ameaçado de desaparecer pela seca e pela intensa exploração de suas águas.
| Parte do Irã compartilha o idioma e, em parte, a cultura do Azerbaijão (Divulgação) |
Recentemente, o aeroporto de Nakhitchevan, localizado no exclave de mesmo nome, foi atacado, gerando a fúria do ditador azeri, Ilham Aliev, que promete usar as Forças Armadas contra os aiatolás, mas ainda não autorizou uma única bala a ser disparada contra o outro lado da fronteira. As forças azeris são dignas de respeito, ainda mais depois da vitoria na guerra contra a Armênia pela disputa de Karabash, praticamente assegurando definitivamente a posse da região com muitos minérios em seu subsolo, e muitos armênios agora fugindo do local. A Armênia, parceira e também satélite da Rússia, e outrora aliada do Irã apesar de seu povo ser cristão, ainda não se envolveu na guerra, mas o risco de ser atingida por algum míssil, seja ele iraniano, turco ou azeri, é grande.
De toda forma, o Azerbaijão promete reagir de forma muito mais decisiva caso houver a tentativa de atacar os oleodutos para conduzir o petróleo extraído da região do mar Cáspio à Turquia. Isso ainda pode acontecer, pois até agora as atitudes de Teerã são completamente imprevisíveis, como uma grande serpente acuada de muitas cabeças, das quais as principais foram decapitadas, tentando armar o bote para todos os lados.