Volta-se a debater a corrupção, o velho mal capaz de atrasar consideravelmente o progresso e o bem estar das nações para benefício de alguns.
Nesta semana, foi divulgado o índice de percepção de corrupção, e o Brasil consegue piorar a sua já constrangedora posição, ficando com apenas 35 pontos, num total de 100. No ranking geral, está em 107° lugar, em um intolerável meio de tabela. Está bem longe de estar entre as nações onde ela não é o problema mais grave, como a Dinamarca (1°, com 89 pontos), a Finlândia (2°, 88 pontos), Singapura (3°, 84 pontos), o Canadá (16°, 75 pontos) e até o Uruguai (17°, 73 pontos), todos considerados menos corruptos até que os Estados Unidos (29°, 64 pontos). Não chega a estar como aqueles países falidos, como o Sudão do Sul e a Somalia (países do leste africano onde a percepção de corrupção é a pior do planeta, com 9 pontos), e a Venezuela (10 pontos).
| O mapa-mundi está avermelhado demais, graças aos corruptos que parasitam a Humanidade (Divulgação/Transparência Internacional) |
Segundo a opinião pública, nossas autoridades não contribuem como deveriam. Foi necessária muita pressão para o ministro do STF Dias Toffoli deixar a liderança das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco Master. Ele é apontado como envolvido visceralmente com o referido banco, a ponto do mais novo escândalo financeiro ser apelidado de "Toffolão". André Mendonça foi sorteado como o novo relator, e isso pode ser uma péssima notícia para o governo, também acusado de estar envolvido com o escândalo, por ser um dos dois ministros do STF indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
![]() |
| Dias Toffoli (esq.) deixou a relatoria do Caso Master no STF e André Mendonça foi escolhido para isso (Gustavo Moreno) |


