Nota-se que esta disputa eleitoral não é movida por propostas, e sim por calúnias, fake news e tentativas de destruição do adversário.
Quem esperava algo diferente?
Os candidatos estão recorrendo ao TSE, o tribunal responsável pelo julgamento de crimes eleitorais. Dependendo da gravidade dos delitos, quem for considerado culpado poderia ter até a candidatura cassada.
Para piorar, os membros do TSE estão tomando partido, de forma clara, explícita. Utilizam o recurso das decisões monocráticas para impedir ou favorecer um ou outro lado.
Enquanto isso, a militância promove atos visando a destruição da reputação do adversário. Principalmente os partidários do presidente. Na Faria Lima, nesta terça, houve nova manifestação, depois daquela na Paulista, marcada por manifestações de vandalismo promovidas por uma minoria arruaceira e tolerada pelos outros. Falam do fim do "Lula paz e amor", enquanto dizem querer convencer os indecisos e tentar diminuir a abstenção, como se cada eleitor fosse um bonifrate.
A impressão é esta: evitar um suposto perigo representado pelo adversário, e deixar os problemas em segundo plano. Evitar um cenário apocalíptico, não construir um futuro, uma tarefa bem mais difícil. E é bom acordar: no Brasil, historicamente o jogo é assim. Até há períodos onde se fala em compromissos, mas é faz-de-conta, uma peça de teatro com roteiro mal escrito, mal decorado e muitas vezes encenada de forma mambembe. Pode ser interessante de ver, mas em geral pior do que aqueles filmes premiados com o Razzie, cheio de promessas dignas de um IgNobel.
Tudo isso vai gerar efeitos inesperados, para boa parte desses atores políticos. No dia 25, veremos.



