Enquanto o Irã e Israel estão se preparando para uma rodada de combates aéreos, e a Ucrânia trava uma luta encarniçada contra a Rússia, com baixas em ambos os lados, existe um conflito entre vários no continente mais ignorado do mundo, a África.
Já comentei sobre a guerra no Sahel, a guerra civil no Sudão e os problemas entre Etiópia e Egito envolvendo a questão da água do rio Nilo. Mas um país irmão do Brasil, Moçambique, também está em séria crise humanitária. Este país também foi colonizado por Portugal, e a língua oficial é o português, embora boa parte da população não empregue o idioma no cotidiano.
No norte do país, junto à fronteira com a Tanzânia, grupos jihadistas ligados ao Daesh estão impondo o terror desde 2017, provocando uma crise humanitária. Principalmente os cristãos são vítimas desses terroristas. O Daesh, antes conhecido como "Estado Islâmico" pelas potências ocidentais, ainda atua em várias partes do mundo, e tem apoiadores em várias partes do continente; o pior deles é o Boko Haram, na Nigéria e países vizinhos.
O pais do sudeste africano tenta encontrar uma forma de resolver o problema na província de Cabo Delgado, onde se concentra a ação dos jihadistas. Além de perseguirem os cristãos, eles exploram clandestinamente os recursos naturais, como pedras preciosas. E a violência não para. Três terroristas foram mortos em confronto com fuzileiros navais em Moçímboa da Praia. Houve relatos de mortes em outra parte na mesma região, num atentado.
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| Militares monitoram a província de Cabo Delgado, em Moçambique (Lusa) |







