sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Novas regras para ciclistas enfrentarem a guerra do trânsito

Enquanto se fala de guerra em toda parte: na Ucrânia, na Ásia Ocidental, do Trump contra o narcotráfico (para recauchutar a velha "Doutrina Monroe" de 1823 na América, ou "Doutrina Donroe"), nas grandes cidades e, em particular, em São Paulo, há a guerra cotidiana do trânsito, causadora de ainda mais mortes por dia do que todas as citadas anteriormente. 

Para enfrentar isso, as regras não podem ser nebulosas para confundir o inimigo. Precisam ser claras para minimizar as baixas. Por outro lado, enquanto num caso os combatentes têm disciplina e sabem que morrem ou arruinam o plano se não seguirem as regras, no outro os "combatentes" raramente se dão ao trabalho de fazer isso. 

Um dos grupos "combatentes" do segundo caso são os ciclistas. Eles não são tão indefesos quanto os pedestres, vistos como os "civis" da guerra, e nem tão bem "armados" quanto os motoristas de veículos motorizados. Ou seja, no jargão militar, os donos das magrelas são "buchas de canhão". E eles morrem aos montes quando colidem com motos, carros, caminhões e ônibus. 

Por isso, a Prefeitura lançou novas regras para o uso de ciclovias, a valer já neste dia 28. De acordo com a Portaria SMT.Sentra n. 23, publicada ontem, os ciclistas devem andar a, no máximo, 20 km/h nas ciclovias e ciclofaixas, ou 6 km/h em vias partilhadas com pedestres. Não podem trafegar em vias sem essas faixas próprias para eles, a não ser no caso de bicicletas elétricas, que podem atingir até 50 km/h. Neste caso, devem seguir o fluxo do trânsito. 

As velocidades anteriores, para os ciclistas, eram de 32 km/h, uma marca facilmente ultrapassada por muitos ciclistas apressados, mostrando seu condicionamento físico e sua impaciência. Para eles, será insuportável trafegar a 20 km/h. Mas isso é pela segurança dos pedestres, que mal conseguem ir à metade dessa velocidade. Além disso, na maior parte das situações, é difícil até mesmo para um motorista de carro ir além desse patamar, no complicado trânsito da metrópole. 

Patinetes e veículos assemelhados também precisam seguir as novas regras dos ciclistas. 

Ciclistas andam na ciclofaixa da Avenida Paulista (Wilson Cruz)



quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Da série 'Noventolatria', parte 41

Hoje é dia 13 de agosto, uma data bem carregada de superstições, por causa do dito número e do "mês de desgosto". Por isso, este blog aborda um assunto "apavorante"... no passado. 

Quem não se divertiu no Playcenter, o saudoso parque existente por 39 anos em São Paulo? Pois lá, entre 1988 e 2012, com o auge na década de 1990, havia o "Noites do Terror". A divertida atração do tipo "terrir", onde havia pessoas fantasiadas de monstros e bruxas e vários bonecos com animação controlada, ocupava um dos cantos do parque, e logo se tornou um marco. Seus dias típicos de funcionamento eram às sextas e sábados de agosto. 

Ainda na década de 1980, a da "oitentolatria", o Playcenter aderiu ao Halloween e instalou um labirinto escuro cheio de "assombrações", e convidou, na inauguração, o cineasta José Mojica Marins, caracterizado pelo macabro "Zé do Caixão". 

Edições muito divulgadas na mídia foram o "Você Também Vai Perder a Cabeça", de 1991, e "A Hora do Pesadelo com Freddy Krueger", no ano seguinte, com a participação do apavorante psicopata do cinema. 

Do canal "Park Mania" (Youtube)

A partir de 1995, ganhou o Castelo dos Horrores, para garantir sustos e risadas até o fechamento, no fatídico ano de 2012. Teve tempo para brincar com o assunto "fim dos tempos", mas foi em 2006, quando houve o especial com direito ao Anticristo e ao Tinhoso em pessoa, e um gigantesco feiticeiro sinistro, além dos mortos-vivos para o "Apocalipse Zumbi". 

Atualmente, há o "Hora do Horror", no Hopi Hari, mas sua fama não faz nem sombra ao seu congênere do finado concorrente. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

As tarifas pagas pelo Brasil, além do "tarifaço"

O tarifaço imposto pelo governo americano ao Brasil está preocupando o agronegócio local, e já afeta o comércio entre os dois países, o segundo maior considerando as transações comerciais do nosso país. 

Devido às implicações políticas e à importância representada por essas transações, outras tarifas impostas por outros países ficam em segundo plano. Existem taxas reduzidas ou nulas por acordos comerciais feitos entre o Mercosul e a União Europeia, muito celebrado por aqui mas criticado pelos agricultores e pecuaristas europeus, e entre o mesmo Mercosul e Israel. A Índia cobra uma taxa de 4,8% em média, em transações com tendência de alta, considerando o potencial de crescimento do gigante asiático. 

Todavia, algumas cobranças preocupam os produtores brasileiros, como as tarifas impostas pelo México (entre 20% e 35%, podendo chegar a 50% de acordo com medida tomada desde o início do ano. 

Maior parceira comercial, a China impõs um tarifaço de 55% sobre a carne bovina brasileira, o que também é uma dor de cabeça. Essas tarifas incidem sobre o excedente de 1,1 milhão de toneladas estabelecido como cota anual. O Brasil já ultrapasou essa cota, e agora qualquer nova emissão de carne para os chineses é sobretaxada. 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Trump e o truque

Após souber dos dados coletados pela inteligência americana e pelo Mossad, o presidente americano Donald Trump teria feito algo típico de filmes ou seriados de espionagem, particularmente aqueles com veia cômica, como "Agente 86" ou "A Pantera Cor de Rosa", a fim de iludir os inimigos iranianos, quando esteve na Turquia no mês passado.

Pelo menos é esta a versão divulgada nesta semana pelo The Washington Post

Ele embarcou normalmente para o Air Force One, o avião presidencial ganho pelo governo do Qatar, ao deixar o aeroporto de Ancara, na Turquia, no dia 8 de julho, mas, sem as câmeras registrarem, ele saiu do avião e foi entrar num caminhão de transporte de alimentos, sendo conduzido secretamente para outra aeronave, o C-32A, que o transportou até Londres, de onde ele se transferiu novamente para o avião presidencial. 

Esta manobra seria digna de um James Bond, mas há detalhes importantes: ele já não tem idade para fazer essas aventuras, e nem todos da Casa Branca ficaram sabendo desse manobra. Existia também uma possibilidade remota de terroristas vindos do Irã ou de algum proxy atacarem os dois aviões envolvidos, não se limitando ao Air Force One. Ou os mísseis de longo alcance em posse da Guarda Revolucionária os acertarem em voo, considerando que eles possuem rotas e horários diferentes para se deslocarem de Ancara a Londres, pois a Turquia está dentro do raio de ação dessas armas. O homem forte do governo, Marco Rubio, aliás, estava no avião presidencial. 

O plano (no original publicado em inglês) para Trump deixar Ancara, sede da última cúpula da OTAN (The Washingtonb Post / BBC)

Mais tarde, ele faria uma outra medida, menos complicada: diminuir a quantidade obrigatória de vacinas do tipo tríplice viral (sarampo, rubéola e coqueluche), alegando problemas como o suposto aumento dos casos de autismo, como defendem alguns lunáticos defensores das tais "teorias conspiratórias" (um termo usado como clichê pelos opositores). Para muitos, os dois atos são maluquices. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Debate em São Paulo (ou, Tarcísio rumo à reeleição)

O debate da Band nos mostrou algo esclarecer a respeito da corrida para o governo de São Paulo. Primeiro, a ausência de outros candidatos, que são vários, mostrando a relevância de quem realmente está disputando o cargo: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda (e ex-prefeito de São Paulo) Fernando Haddad (PT). Segundo, Haddad até tentou, mas não conseguiu lucrar com a primeira chance real de mostrar sua força como candidato ao governo paulista. 

Houve uma clara tendência para federalizar os assuntos, e Haddad, como era esperado para alguém do PT, falou amplamente sobre a relação entre Tarcísio e o ex-presidente Jair Bolsonaro, e também o ex-secretário de Segurança odiado pelos petistas, Guilherme Derrite, além de tentar emplacar a acusação de fortalecimento do crime organizado, com a migração de membros do Comando Vermelho do Rio para São Paulo, para competir com o PCC, seu inimigo dentro das organizações agora consideradas como terroristas, por comandarem um Estado paralelo financiador de violência dentro e fora do Brasil. 

No entanto, isso não foi o suficiente para desestabilizar o governador, franco favorito nas pesquisas. É bem possível que isso contribua para levar Tarcísio para a reeleição. 

Os indicadores de segurança estão melhorando, apesar de ainda estarem péssimos: os roubos e furtos de veículos despencaram 11,43% em 2025, segundo dados do Boletim Tracker Fecap. Outras modalidades de roubos e furtos estão oscilando, e houve queda muito expressiva no índice de latrocínios (50% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo a Secretaria de Segurança Pública - SSP). Ainda precisa melhorar muito, ainda mais porque o número de feminicídios aumentou. 

Os indicadores do Ideb, para a Educação, também melhoraram, mas ainda envergonham, por se tratar do Estado mais poderoso do Brasil. E as obras públicas no Estado, cujo apelo é sempre forte para o eleitorado, estão avançando de forma convincente, principalmente o Rodoanel, em processo de (finalmente) ser completado. 

Para conferir o desempenho de Tarcísio e Haddad, veja o debate abaixo, pelo canal da Band (Youtube):


N. do A.: Outro assunto, bem diferente, domina as manchetes da grande mídia: o terrível terremoto na Colômbia, que resultou em mais de 100 mortes e centenas de feridos na região de Cali. Esta tragédia marca o início do governo de Abelardo de la Espriella, cuja posse se deu na última sexta-feira (7), sem a presença de Lula, mas com a de Javier Milei, desafeto declarado do presidente petista e apoiador do colega colombiano. 

sábado, 8 de agosto de 2026

Pacto de Meca preocupa todo o mundo

Ontem, a Arábia Saudita e o Paquistão, que há meses estabeleceram uma aliança militar, juntaram-se à Turquia para estabelecer um acordo de ajuda mútua, estabelecido na cidade sagrada do Islã, Meca. 

Eles estabelecem o fortalecimento da defesa entre os países envolvidos, e pode se ampliar com novos países, provavelmente o Egito, o Bahrein, o Qatar e os Emirados Árabes, para citar os nomes da região.

 

O príncipe Salman (ao centro) recebeu Erdogan (esq.) e Shebhaz Sharif (dir.) em Meca; a aliança reúne três países poderosos que podem impor seu poder na Ásia Ocidental (Murad Cetinmurhardar / Anadolu / Getty Images)

Este pacto é visto como uma espécie de expansão da OTAN na Ásia, e seus objetivos ainda não estão totalmente definidos. Há motivos de preocupação entre a Guarda Revolucionária do Irã e seus proxies (termo em inglês usado para definir os cúmplices estabelecidos em outros países), principalmente os guerrilheiros houthis, que estão lançando ataques contra alvos sauditas no Mar Vermelho. Ao mesmo tempo, Israel enxerga a iniciativa como um "eixo sunita", com o qual irá se ver depois do fim da ameaça xiita iraniana. A Índia, que no dia anterior lançou um plano de metas de desenvolvimento, o Viksit Bharat, para se tornar efetivamente uma potência em 2047, não vê com bons olhos por causa do inimigo paquistanês, e nem o Afeganistão. A Grécia e o Chipre, inimigos da Turquia, tampouco. Rússia e China estão acompanhando os desdobramentos. E o resto do mundo vê como mais concreta a possibilidade de uma guerra em larga escala. 

Já os Estados Unidos, para parte da mídia, é visto como beneficiado pelo acordo, pois isso significaria menos ação direta na região, poupando suas forças militares e seu arsenal. 


N. do A.: Há uma forte estranheza por parte do resto do mundo diante da alegação de falta de mísseis de longo alcance e outros artefatos no estoque militar americano, visto sempre como o mais poderoso e organizado do mundo. Para boa parte dos analistas, isso é uma desculpa para a poderosa indústria bélica cobrar a sua fatura em troca da fabricação de novos armamentos. Enquanto isso os drones da Guarda Revolucionária e dos houthis ainda aterrorizam todo o Oriente Médio. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Da série 'Mondo Cane', parte 94 - Mais para 'Mondo Gatti Selvatico'

Os felinos são os predadores mais admirados pelos humanos, por suas habilidades de caça e, no caso de muitas espécies, ocuparem o topo da cadeia alimentar. 

Dois casos de felinos selvagens viram notícia nesta semana. Um deles é trágico, e outro gera esperança. 

No caso trágico, um gato feral, descendente de bichanos que ronronavam nas casas, transformou-se por anos em um problema na Nova Zelândia. Em três anos, ele atacou e devorou uma grande quantidade de animais, principalmente aves. Por sua astúcia e capacidade de escapar das diversas tentativas de captura, ele foi apelidado de "Nine Lives" ("Nove Vidas"). Ao final de muito esforço e muitas vítimas feitas na vida selvagem, o felino foi capturado e abatido, para consternação de muitas entidades da vida selvagem, divididas entre a necessidade de preservação e a aparente crueldade contra um predador carismático (pois animais carismáticos recebem muito mais atenção das mesmas entidades, deixando outros, como anfíbios, répteis e insetos, em segundo plano). Ainda há centenas de milhares de gatos ferais na Nova Zelândia, e eles continuam a ser uma ameaça à fauna nativa. 

Outro felino, muito maior, é um espécime de tigre siberiano solto no Cazaquistão, um país onde há 80 anos não havia nenhuma espécie similar. No país, havia uma espécie muito próxima do siberiano, o tigre do Mar Cáspio, que chegou a habitar áreas pertencentes à Europa, mas está totalmente extinto. A fêmea Umit ("esperança", em cazaque) foi introduzida na reserva natural de Ile-Balkhash, no leste do país. Ela fará parte de um projeto de longo prazo, onde ambientalistas monitorarão as condições de futuros tigres na reserva por pelo menos 25 anos, caso não houver um desastre. Outras subespécies do mais formidável e temível felídeo do mundo também estão muito próximas de parar de urrar para sempre, caso eles continuem a perder seus habitats ao longo de diversos pontos na Ásia. 

Umit é solta com a "missão" de refazer uma população extinta de tigres na Ásia Central (Divulgação/X)


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Alfredo Gaspar vai ser vice do Flávio

Ex-promotor público e ex-Secretário da Segurança Pública de Alagoas, e também filiado ao PL, Alfredo Gaspar aceitou ser vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Apesar da pressão política dos correligionários, para formar coligações com o PP e o Republicanos, a chapa "puro sangue" está aparentemente decidida. 

Não demorou para os governistas tentarem encontrar algum suposto ponto fraco. Encontraram um daqueles bem escabrosos: ele foi acusado de estuprar uma adolescente de 13 anos, em processo ainda para ser avaliado pela PGR. O próprio Gaspar solicitou um exame de DNA como contraprova de sua inocência no caso, algo que acusados de estupro em geral temem fazer. 

Eles também apontam a influência de Arthur Lira, ex-presidente da Câmara e padrinho político do atual mandatário do cargo, Hugo Motta. Os governistas, aliás, possuem entre seus pares o ex-senador Renan Calheiros. Tanto Lira quanto Calheiros são vistos como membros da "República de Alagoas", e não faltam os "isentões" para concordarem com uma das máximas do escritor - alagoano - Graciliano Ramos, o autor de Vidas Secas, que chegou a falar em "Golfo de Alagoas", ou seja, inundar o estado para formar uma formação marítima agora inexistente no Brasil. 

Há quem queira convencer o filho mais velho de Jair Bolsonaro a oferecer o cargo de vice para a madrasta, Michelle Bolsonaro, para tentar conquistar mais votos das mulheres. Mas Flávio já decidiu e vai prestigiar Gaspar, pois o considera uma pessoa comprometida com a segurança pública, um problema recorrente não só em Alagoas, mas no Brasil todo. 

Alfredo Gaspar vai concorrer ao cargo de vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (Andressa Anholete / Agência Estado)

O cargo de vice-presidente gerou alguns problemas no passado, inclusive para Jair Bolsonaro, que indicou o general Henrique Mourão, muito criticado pelos bolsonaristas por não rezar a cartilha deles. Mourão, por exemplo, apoiou as medidas sanitárias durante a pandemia de COVID-19. Fernando Collor teve Itamar Franco, com quem teve algumas rusgas devido às diferenças ideológicas, e Michel Temer foi acusado de conspirar contra Dilma Rousseff. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Você sabe o que é 'farmar aura'?

Não se sinta como um eremita ou um Robinson Crusoé se você ainda não sabe. 

Este blog descobriu recentemente o que é essa palhaçada moda da juventude. O termo "farmar aura" vem de gírias faladas por gamers. "Farmar" parece vir do inglês farm, usado para designar alguma coisa repetitiva ou intensiva para conseguir algo. "Aura" está no sentido de respeito.

Assim, eles fazem algo aparentemente estranho para mostrar habilidade, como uma pirueta ou um salto imitando a Rebeca Andrade ou o Diego Hypolito. Ou uma boa ação para agradar o público woke ou os cidadãos de bem, dependendo da ideologia. Quase sempre gravam um vídeo para postar nas redes sociais.

Eles querem, com isso, ganhar o respeito do grupo. Mas, para os mais velhos, isso gera vergonha alheia. Seria ser "cringe" (alguém ainda usa esse termo?) com sinal invertido.

Já existe até campeonatos disso (Divulgação  / Instagram)



terça-feira, 4 de agosto de 2026

Fauci investigado sobre a COVID-19

 
A pandemia de COVID-19 acabou, mas a guerra política, já em curso antes da grande tragédia, acirrou-se. Desde então, a chamada "esquerda" aproveitou o período para se mobilizar e dar prosseguimento às pautas progressistas e woke, enquanto a "direita" satanizava o distanciamento social e as vacinas. 

Por outro lado, a origem do coronavírus, responsável pelas mortes e por prejuízos irreparáveis, não foi devidamente investigada. Como e por que um laboratório em Wuhan teria provocado a maior calamidade mundial deste século?

Anthony Fauci, infectologista especializado em retrovírus como o HIV, esteve à frente da política americana para enfrentar o coronavírus - outro retrovírus - durante a gestão de Joe Biden. Ele foi convocado para responder a algumas questões relativas ao seu diário, onde ele anotava os seus procedimentos, e também ao que ele sabia sobre a origem do parasita e os financiamentos públicos recebidos. 

Na sessão do Senado presidida por Rand Paul, um crítico das medidas adotadas para o combate à pandemia desde quando ela estava assolando os Estados Unidos e o mundo, ele se recusou terminantemente a responder às perguntas, invocando a Quinta Emenda, que pune o perjúrio, reservando-se o direito de permanecer calado e não se auto-incriminar. 

O doutor Anthony Fauci precisou responder no Senado americano sobre a política sanitária adotada no governo Biden contra a pandemia de COVID-19 (Kevin Dietsch/Getty Images)


Isso deu munição aos críticos das medidas sanitárias, como os adeptos de Donald Trump e de Jair Bolsonaro, que viram nas imposições de distanciamento social e uso de máscaras como um atentado às liberdades individuais e um fator a mais para paralisar as atividades econômicas, pois boa parte delas precisa de contato humano. Eles também acusam as vacinas de provocaram efeitos colaterais graves, como trombose. Há também vários registros de mal estar e fraqueza ao tomá-las. Fora a imensa quantia em dinheiro recebida pelas empresas, gigantes do setor farmacêntico, responsáveis pela fabricação. 

No entanto, mais do que condenar as vacinas, apontar os interesses da poderosa indústria farmacêutica (e, por extensão, das gigantes do setor químico), queixar-se de um suposto boicote a remédios usados para combater parasitoses de outras origens, como a ivermectina (vermífugo) e a hidroxicloroquina (anti-protozoário) e criticar as medidas sanitárias aprovadas por Fauci e, também, pela OMS, cabe se ater ao que realmente está sob investigação: a responsabilidade da ditadura chinesa e de quem comandava o laboratório em Wuhan na origem da pandemia, e até que ponto as autoridades de todos os países são culpadas pela desastrosa gestão da crise usando o suado dinheiro dos contribuintes. 

Isso também pode ajudar a compreender como os diversos povos (e seus grupos de poder) aprendem a lidar com os diversos tipos de crises, inclusive as sanitárias, e isso vai além das brigas ideológicas. Isso precisa servir-nos de aprendizado, para gerar maior capacidade de enfrentar os problemas, e eles sempre virão. Mais conhecimento, resiliência e preparo, e menos energia desperdiçada em diatribes inúteis. 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

E AGORA???

 Repito a mesma pergunta que compõe o título do artigo anterior, por causa de uma tragédia humana. 

Pelo menos 34 pessoas morreram ao tentar atravessar a fronteira entre Marrocos e o território de Ceuta, na Espanha. Dezenas de milhares conseguiram cruzar a fronteira. A nado. 

Cerca de 60.000 pessoas arriscaram suas vidas para entrar no território espanhol de Ceuta, na costa do Marrocos (Abdelmajid Bziouat/AFP)

Isso mostra não apenas a falência dos países africanos, mas também a desídia da política europeia. Administraram pessimamente os povos africanos, quando os territórios no continente eram colônias, visando dilapilar os recursos naturais, como minérios, terras para agricultura e exploração da fauna e da flora. Depois, permitiram a imigração de milhares desses mesmos povos, oprimidos pela fome, de forma permissiva, com regras frouxas, pouco claras e raramente obedecidas pelos grupos desesperados em busca de emprego, mas onde terroristas e outros criminosos se infiltravam. Agora restringem a imigração e são acusados de desumanidade, de xenofobia, enquanto as causas desses movimentos humanos em massa ficam intocadas. Não conseguem e não querem ajudar a resolver. E os próprios governos africanos, corruptos e ditatoriais, são parte do problema. 

E há dados que mostram uma expansão populacional dos imigrantes, boa parte deles de religião muçulmana, enquanto a população nativa entra em retração. Costuma-se desdenhar de uma projeção futura, com a Europa à beira da islamização, mais pobre, socialmente injusta e culturalmente transformada - e deformada. Logo a cultura, algo do qual os europeus tanto se vangloriam, está em pleno processo de descaracterização, iniciado pela influência norte-americana e depois pelos movimentos ditos "politicamente corretos". 

Como lidar com isso? Os governos da Espanha, e também da França, da Alemanha, de Portugal, do Reino Unido, da Itália e de outros países ainda tentam responder a isso. 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

E agora?

Lulinha, filho do presidente, aparentemente perdeu a cobertura do pai e o STF autoriza a investigá-lo no processo que o liga a um rumoroso esquema para autorizar a venda de cannabis medicinal e, principalmente, ao escândalo bilionário do INSS, juntamente com Antônio Carlos Camilo Antunes, o "careca do INSS".

O presidente disse que o filho "não irá se esconder" caso for julgado, e, mais uma vez invertendo o ônus da prova, "terá de provar que é inocente". (*) Provas, mesmo, foram recolhidas pelo MP e pela Polícia Federal, e deverão ser validadas em julgamento. E possivelmente virão mais, pois André Mendonça autorizou a PF a fazer seu trabalho. Mas não faltam motivos para esse trabalho continuar a ser influenciado pelo fato de Lulinha ser o "filho do homem".

Lulinha (esq.) e o "careca do INSS" continuam enrolados com a Justiça (Divulgação)


Quanto à oposição, ela vai tentar usar as investigações para prejudicar a campanha de reeleição de Lula. Flávio Bolsonaro, o mais forte na corrida presidencial entre os oposicionistas, pode vir a ser beneficiado, mas ele continua a ser ligado, pelo governo, às imposições de tarifas pelo governo americano e ao envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Neste último caso, o governo também está atolado até o pescoço, ainda mais com o indiciamento do senador Jaques Wagner, também acusado de estar envolvido no vazamento de dados das negociações do ex-governador baiano e líder do governo na Câmara Alta com o Banco Master.


(*) O presidente Lula apregoa várias vezes a sua inocência, embora as condenações em anos recentes durante a Operação Lava Jato mostrem o contrário. O STF, ao largo da lei, proclamou a sua "descondenação" para ele voltar a se candidatar à Presidência em 2022. Isso foi tratado por este blog e outros meios de comunicação. 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Placas engraçadas

Cuidado ao registrar seu carro, na hipótese cada vez menos comum de comprá-lo novo. Além da taxa e do pagamento inicial do IPVA, outro aspecto pode gerar dores de cabeça ou uma incômoda sensação de ser alvo de ridículo por parte do Detran: o emplacamento.

Não é difícil encontrar algumas placas com arranjos de letras e números ridículos, como os vistos abaixo. No Brasil, como se sabe, a identificação segue o padrão Mercosul. Ccomeça com três letras, um número, uma letra a seguir e dois números finais. Isso pode gerar combinações curiosas, ainda mais interpretando o número 4 como a letra "A", o número 0 como a letra "O" e o número 2 como ponto de interrogação. 

Atenção: nada de fazer consultas para descobrir os donos dos carros. A piada é sobre as placas, pura e exclusivamente. SAC0U22

Comecemos com uma inofensiva, com a típica interjeição mineira. As outras...








terça-feira, 28 de julho de 2026

Reunião de guerra

Em tempos de paz, nenhum chefe de Estado de país democrático costuma receber mais de um colega estrangeiro no mesmo dia. 

Trump recebeu na Casa Branca dois presidentes aliados, Zelensky e Netanyahu, logo a seguir. Eles discutiram sobre o mesmo inimigo comum, o Irã, mostrando, definitivamente, que as duas guerras em curso, na Europa Oriental e na Ásia Ocidental, duas regiões vizinhas, são parte do mesmo problema. Sim, é possível que você precise se preparar para cenários de aumentos significativos de preços, problemas ou mesmo falta de Internet, ou até algo pior. Não descarte a possibilidade de pegar em armas, seja para se defender de criminosos, ou mesmo para defender o País, como membro das Forças Armadas, em caso de haver um alastramento do conflito. 

Trump recebeu Volodymyr Zelensky e Binyamin Netanyahu na Casa Branca no mesmo dia 28 de julho de 2026 (Reprodução/X)

O presidente ucraniano pediu a continuidade do apoio contra Moscou, e também discutiu a possibilidade de encerrar o conflito. As chances de recuperar o leste do território, a região de Donetsk-Luhansk, são praticamente nulas, e a Criméia pode ser considerada definitivamente um território russo problemático, e não mais uma região peninsular ucraniana. Ainda há como proteger Kherson, Zaporizhzhya e outras cidades vulneráveis. Não houve discussões mais acaloradas e nem cenas lamentáveis como as do ano passado, quando Zelensky foi praticamente achincalhado. 

Netanyahu não tem sido tratado de forma muito melhor por Trump, mas ele continua a ser um forte parceiro e discutiu sobre a possibilidade do Irã estar com o programa nuclear ainda funcionando. Existe um local chamado de Kuh-e Kolang, ou "Pickaxe Mountain" (Montanha da Picareta), como é jocosamente conhecido internacionalmente, onde estariam escondidos artefatos e equipamentos para produção de mísseis capazes de realizar ataques mais terríveis do que os realizados contra Hiroshima e Nagasaki há 81 anos atrás. 


N. do A.: E por falar em Nagasaki, houve um devastador terremoto em Kumamoto, uma cidade próxima, na mesma ilha de Kyushu. Por causa do tremor de 7,1 graus na escala Richter, um centro comercial explodiu e dezenas de prédios ficaram danificados. Há registro de 13 mortos no local. 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Mondelez perde direitos sobre nomes de famosos chicletes do passado

No passado, as gomas de mascar, conhecidas como "chicletes" devido ao nome da primeira marca lançada no Brasil, a Chiclets da antiga fábrica Adams, eram muito populares, principalmente nos anos 1980 e 1990, aquelas famigeradas épocas que despertam nostalgia em certas pessoas. 

Quem se lembra dessas verdadeiras ameaças aos dentes das crianças? (Divulgação)


Entre as marcas mais populares, estavam a Ping Pong, da Kibon, e sua grande concorrente nos anos 1980, a Ploc, da Q-Refres-ko. Com o tempo, elas foram reunidas numa só empresa, então a Philip Morris, que adquiriu as antigas fabricantes. Atualmente, quem detinha os direitos dessas marcas era a Mondelez. 

Porém, a gigante americana, também dona da Lacta e de outras marcas de chiclete ainda comercializadas (Bubbaloo, Trident), deixou de comercializar a Ploc e a Ping Pong há mais de cinco anos, e assim perdeu os direitos de comercialização. 

Esta é uma chance de qualquer empresa brasileira fabricante de gomas de mascar, se é que existe alguma ainda, relançar essas marcas. Não há garantias de sucesso, pois os usuários dessas guloseimas agora ruminam produtos mais macios, ou sem açúcar, e as antigas marcas eram conhecidas por serem duras e cheias de açúcar. 


N. do A.: Este blog escolheu um tema ameno para não falar do agravamento da guerra na Ásia Ocidental, que ameaça se tornar uma guerra em grande escala com as ameaças do Irã à Ucrânia, que atacou navios iranianos no Mar Cáspio, com destino a Rússia. Poderemos já dizer que a III Guerra Mundial começou?

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Teremos outro filme sobre a Odisseia

Elon Musk detestou tanto a versão da Odisséia dirigido por Christopher Nolan que ele vai criar a sua própria versão e lançar no final deste ano.

Será possível?

Muitos também não gostaram do tratamento dado por Nolan, sem atores gregos e com uma Helena negra, vivida por Lupita Nyong'o. Mas como fazer uma resposta tão rápida? Só existe uma solução: a IA. 

O trilionário promete convencer Mel Gibson, um nome associado aos conservadores e a uma visão mais tradicionalista, para fazer um longa-metragem também baseado na obra-prima de Homero, e irá investir US$ 100 milhões para deixar a história mais autenticamente grega. 

Elon Musk quer lançar sua própria versão da épica história de Ulisses (Divulgação/Instagram/bp.select)

Espera-se que não coloquem uma Helena de Tróia loira, ou um Ulisses parecendo um guerreiro viking. Será que vão falar realmente grego e não inglês?

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Neymar vai jogar algum dia?

Com o fim da Copa do Mundo, as atenções dos jornalistas esportivos voltaram-se para o Brasileirão e outras competições do futebol brasileiro. Mais uma vez, as atrações revelam-se de nível bem inferior ao apresentado pelo grande evento, então boa parte da atenção é direcionada para o mais midiático dos jogadores do nosso futebol, Neymar. 

O (ex-?) craque santista foi cobrado por ter jogado pòquer em São Paulo enquanto o time foi viajar à Venezuela para golear o Universidad Central por 4 a 1, pela Copa Sul-Americana, torneio pejorativamente comparado à bem mais prestigiada Copa Libertadores da América. 

Pode-se argumentar que ele tem o direito de administrar sua vida como ele bem entender, e sua forma física está longe da ideal para ficar 90 minutos em campo, mas ele ainda é considerado um dos craques do futebol brasileiro, e seu desinteresse chama a atenção. Quando ele foi confrontado por alguns usuários das redes sociais, ele respondeu de forma não muito diplomática: "Posso treinar ou vocês vão ficar cornetando também? Vai (sic) cuidar de sua vida!". E também disparou contra o comentarista e ex-jogador Neto, da Band, famoso pelas críticas irritadas (e irritantes, mutias vezes), xingando-o. 

Neymar não gostou da repercussão de ser flagrado no pòquer (Divulgação)

Oficialmente, ele ainda continua a ser um atleta do Santos, e é possível vê-lo jogar em alguma partida oficial neste ano, mas não há uma previsão de quando isso vai acontecer. 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

E o que nós entendemos por democracia?

No Brasil, ainda há o velho hábito de pensar em democracia como a existência de eleições livres, onde se pode votar no político de sua preferência, na esperança de haver melhorias em pautas específicas, como segurança, saúde pública, educação, infra-estrutura. 

Quem tem um pouco mais de vínculo com a política, entendimento de como ela funciona, em geral está atrelado a ideologias políticas. Os adeptos de Lula o defendem, mesmo quando suas medidas visam exclusivamente o interesse eleitoral, como o Bolsa Família, ou são "cortina de fumaça" para não atacar os verdadeiros problemas nacionais, como o programa Brasil Soberano, para responder às tarifas impostas pelo governo americano sobre os produtos brasileiros. Já os oposicionistas apontam os ataques à liberdade feitos pelo governo e também pelo STF, acusado de estar excessivamente vinculado ao Executivo, como o irregular processo contra os manifestantes do 8/1 e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

O ex-capitão ora é visto como um "inimigo da democracia" pelos lulistas, ora é visto como o maior representante do povo brasileiro pelos seus adeptos. 

Há alguns fatores que afetam a noção de como enxergamos a democracia no Brasil, como a necessidade de coligações para manter a governabilidade, uma característica dos regimes onde o presidente é a maior autoridade política. E isso envolve o Centrão, uma importante base política formada por pessoas hábeis em manter-se influentes, mantendo suas bases eleitorais (pejorativamente chamadas de "currais") e conseguindo cargos importantes nos núcleos do poder, principalmente em Brasília. O sistema eleitoral com partidos políticos sem maior compromisso com o progresso e o amadurecimento da nação, e as urnas eletrônicas, ainda vistas como fáceis de fraudar e chamadas de "caixinhas mágicas" pelos inimigos delas (pelo menos as antigas urnas de papel davam sinais mais claros de manipulação), também poderiam ser objeto de msis debates por quem possuem tempo e argumentos para fazê-los. 

E ainda quem sonhe com regimes de governo mais perfeitos, para apressar as mudanças no país, pois nossa "democracia" é imperfeita demais e não favorece o progresso almejado por esta grande Nação. Mas as alternativas conhecidas já foram tentadas, como o autoritarismo (militar ou civil) ou a monarquia. E as desconhecidas, como a IA ou os extraterrestres, ainda não fazem parte de discussões sérias. 

terça-feira, 21 de julho de 2026

O que eles entendem por democracia

Nesta semana, o ditador da Nicarágua Daniel Ortega, que governa o país desde 2006 após eleições suspeitas, a última em 2021 praticamente sem oposição, desfez toda a aparência de democracia ao declarar a suspensão de novas eleições. 

Ortega e seus aliados, como o ex-presidente Nicolas Maduro, orgulham-se de se autodeclararem representantes de seus povos. Mas isso faz seus governos realmente serem deles?

Até os monumentos eregidos nas praças constatam o contrário. Na Nicarágua, o povo vive na miséria e não há esperança de melhoria. Eventuais obras planejadas no país visam mais atender os interesses da China, com quem Ortega estabelece relações fortes. Ele quer aumentar ainda mais os vínculos, ao banir a oposição acusada de ser "agente dos Estados Unidos" e até de "somozismo", ou seja, defender a ideologia vigente na tirânica e corrupta ditadura de Anastasio Somoza, que governou o país nos anos 1970, até ser deposto pelos guerrilheiros sandinistas liderados por Ortega. 

Daniel Ortega vê "somozismo" nos atos da oposição, que pressiona por democracia (Divulgação/AP2011)

Para os regimes influenciados pela doutrina de Fidel Castro e de Che Guevara, Ortega e Maduro seriam "democratas", mesmo com o Legislativo silenciado e o Judiciário cúmplice de suas medidas. Lula é acusado de estar mais próximo com esse modelo político. E a oposição continua a ser vista como inimiga do povo, mesmo que represente uma parte considerável dele, isto é, dos que estão insatisfeitos com os rumos de seus países. Isso é o velho viés ideológico, onde quem está do lado deles pode alegar qualquer coisa, mesmo quando, na verdade, oprime sua gente com medidas discricionárias, reprimindo as liberdades, os direitos individuais e coletivos, assim como o próprio conceito de Direito Natural como princípio inviolável. 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Messi passa o bastão. Para Yamal?

Com o fim desta Copa do Mundo, podemos tentar discutir o legado, considerando as decisões da FIFA motivadas pelo interesse comercial em detrimento do futebol, e o péssimo precedente de atender às vontades do presidente americano Donald Trump, que deveria ser tratado como um torcedor como todos os outros, como faz entender o próprio regimento da entidade. Não em relação à premiação, onde ele tem o direito de tocar na taça e entregá-la à cerimônia como bem entender, como chefe de Estado de um país anfitrião, mas naquele vergonhoso episódio envolvendo o Balogun. 

De toda forma, ela foi vencida pela Espanha com méritos e com direito a um papel ridículo mostrado pelo time argentino, que não demonstrou nada do futebol mostrado até antes da final e insistiu em fazer encenações e faltas desleais mesmo quando caíram na armadilha espanhola e não conseguiram jogar. O pior é a falta de espírito esportivo após o jogo terminar, provocando uma briga com os espanhois. A arbitragem também merece questionamentos, mostando novamente conivência com o anijogo, embora não fosse das piores. 

Depois de um gol de Nico Williams anulado de forma estranha no tempo normal, Ferran Torres marca o único gol válido da partida e comemora (Franck Fife/AFP)




Gianni Infantino e Donald Trump se preparam para entregar a taça ao time espanhol (Karl Pfaffenbach/Reuters)

Cubarsí (esq.) foi a revelação, como melhor jogador jovem, e Unai Simón (dir.) foi o melhor goleiro; em decisão questionada, Rodri foi escolhido como o melhor jogador (Divulgação/X)


O capitão Rodri ergue a taça de campeões (Reuters)


Lionel Messi chora por causa da derrota argentina e de ser sua (provável) última partida oficial pela Albiceleste (Divulgação/Instagram)


Mesmo assim, considerando toda a campanha, não há como desmerecer Messi, o maior jogador do nosos tempo. Responsável por todos os tíutlos conquistados pelo Barcelona, PSG, Inter Miami e, principalmente, pela Seleção Argentina, ele fará falta no cenário futebolístico. O time Albiceleste precisará se virar sem ele, após ganhar duas Copas América (2021 e 2024) e um título da Copa do Mundo (2022) dependendo de sua genialidade. 

Ele passará seu legado de alguma forma, e há rumores de haver um sucessor. Não pelo seu desempenho atual, mas pelo que ele ainda poderá vir a fazer, com base nas propagandas da Adidas e em uma foto onde ele dava banho num Yamal ainda bebê. O "sucessor" seria Lamine Yamal, o jovem astro do time espanhol (que nem foi lembrado na premiação de melhor jogador jovem, apesar dos seus 19 anos, poucos meses até mais jovem que Cubarsí apesar de estar na seleção titular há mais tempo). Yamal, que não é somento o "único negro numa seleção de brancos", pela sua ascendência africana e mestiça (pai marroquino e mãe guineense, imigrantes residentes na Catalunha), foi o grande destaque da Eurocopa 2024, vencida pelos espanhois. 

De acordo com a propaganda da Adidas, Messi, o seu mais ilustre patrocinado, é o "goat" (greatest of all time, uma sigla coincidente com o termo em inglês para "bode"), e Yamal, também patrocinado pela marca alemã, é um "goat" em formação, ou "kid", termo originalmente usado pelos britânicos para filhotes de capirnos. Isso gera várias interpretações, algumas de teor acusatório, devido ao aparente poder do futebol ser o "ópio do povo" no mundo inteiro e às discutíveis relações entre o futebol moderno e a maçonaria, sendo o bode incorretamente associado a esta organização por ser um símbolo de animal capaz de guardar segredos (e, para alguns, símbolo demoníaco). 

Há 19 anos, o jovem Messi deu banho no bebê Yamal numa campanha publicitária do jornal Sport (Oan Monfort/Divulgação)


Campanha publicitária da Adidas após Messi ganhar a Copa América e Yamal, a Eurocopa, em 2024. os dois são patrocinados pela poderosa marca, que também financia a FIFA (Divulgação/Adidas)