Ontem, foi a apuração em São Paulo, com a consagração da Mocidade Alegre. A tradicional escola do Limão foi novamente campeã, homenageando Léa Garcia (1933-2023), uma atriz consagrada, mas que teve dificuldades por ser negra em um tempo onde o racismo era visto como um comportamento normal. A escola superou a Gaviões da Fiel por apenas 0,1 ponto: 269,8 contra 269,7. Enquanto isso, a Rosas de Ouro, campeã do ano passado, amargou a penúltima colocação e foi rebaixada junto com a Águia de Ouro.
Hoje, foi a vez das escolas da Sapucaí, e a Viradouro foi campeã pela quarta vez em sua história. Homenageando Mestre Ciça, veterano ainda vivo e diretor da própria escola, a escola de Niterói praticamente ganhou todos os pontos possíveis, 270, fora algumas notas descartadas. Ela ficou à frente da campeã de 2025, a Beija-Flor.
No entanto, a escola de maior destaque entre todas foi mesmo a Acadêmicos de Niterói, com seu enredo homenageando Lula. Ela não conseguiu se destacar em quesito algum, sempre perdendo pontos, e só ganhou duas notas 10 justamente no questionado samba-enredo, com loas ao atual presidente e críticas aos anteriores, Jair Bolsonaro e Michel Temer. A pontuação da escola, 264,6 pontos, foi insuficiente para salvá-la. Mesmo não tendo nenhuma nota ridiculamente ruim, mostrando que os jurados foram até benevolentes com a jovem escola, a Acadêmicos de Niterói não escapou do descenso, sendo a única a receber este destino.
| Em São Paulo, a Mocidade Alegre encantou (Nelson Almeida/AFP) |


