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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Assuntos quentes da semana

1. Os Estados Unidos vão colocar em prática o fim da neutralidade da rede, decidido em abril; com isso, os usuários de streaming e de jogos poderão ser penalizados; não há um consenso acerca da velocidade do tráfego de dados nas redes sociais e na chamada "Internet das coisas" ou IoT, ou seja, a integração de diversos aparelhos eletrônicos domésticos pela Grande Teia, e alguns temem que as grandes operadoras possam censurar determinadas opiniões, o que não é certo, pois as leis americanas asseguram a liberdade de expressão. Com isso, pode haver pressões para modificar pontos do Marco Civil da Internet para derrubar a neutralidade também por aqui, o que seria desastroso - mas isso depende de leis complementares.

2. Repercutiram as últimas pesquisas do Datafolha sobre as intenções de voto, com a evidente influência de Lula nas pesquisas, mesmo estando o ex-presidente cumprindo pena na cadeia em Curitiba e, sendo condenado, esteja impedido de se candidatar devido à Lei da Ficha Limpa; Jair Bolsonaro está com 19% independente dos cenários, enquanto Marina Silva fica entre 14 e 15% - com Lula candidato, o que é improvável, ela cai para 10% - e Ciro Gomes também ficaria em 10%; Geraldo Alckmin patina entre 6 e 7%. O presidente Michel Temer é massacrado pela opinião pública: 82% consideram seu governo ruim ou péssimo, 14% consideram-no regular e há apenas 3% de ótimo ou bom. A manifestação dos caminhoneiros do mês passado foi reprovada por 69%, apesar de, naquela época, houver um apoio nas redes sociais e mesmo entre setores industriais e do agronegócio. Isso porque os combustíveis não caíram de preço mesmo com o movimento que paralisou a nação.

3. O Rio de Janeiro está assolado pelos acontecimentos dos últimos dias, como os confrontos entre as forças da intervenção federal e o tráfico de drogas nas favelas, e agora pela greve quase total de motoristas e cobradores de ônibus; com isso, a vida do carioca sofre sérios distúrbios.

4. Já se fala mais na Copa do Mundo e, principalmente, da Seleção Brasileira, após os 3 a 0 no último amistoso, contra a Áustria. O time já está em Sochi e só vai começar a treinar amanhã. Só agora é que o assunto começa a "esquentar" de verdade, a apenas 3 dias do torneio, o que pode colocar por terra a ideia de "pátria de chuteiras", pois os brasileiros vem priorizando outros temas, principalmente após o choque do 8/7 na "Copa da Vergonha".

5. Donald Trump tornou a reunião do G-7 em Québec, no Canadá, um colossal fracasso, pois ele atacou o documento final da cúpula a respeito das barreiras comerciais, e ainda criticou o anfitrião, o primeiro-ministro Justin Trudeau, chamando-o de "desonesto e fraco" ao referendar as posições da França e da Alemanha a favor da liberdade de comércio e contra as sobretaxas do aço impostas pelos Estados Unidos.

6. Por falar no presidente americano, ele já está em Cingapura e logo vai começar a reunião tão esperada entre ele e Kim Jong-un. Muitos já consideram como "histórica", mas isso vai depender dos acontecimentos. Outros já esperam atritos devido às personalidades voláteis dos dois líderes. Isso será abordado com mais detalhes na próxima postagem.

terça-feira, 27 de março de 2018

7 coisas estranhas no amistoso de Berlim (e 1 fora dele)

Quem acompanhou o amistoso entre Alemanha e Brasil, em Berlim, estranhou sete aspectos do jogo: 

1. A Alemanha entrou praticamente com o seu time B e não colocou nem Müller, nem Ozil e nem Hummels, entre outros. A maior referência foi Toni Kroos, e o time alemão estava cheio de jogadores jovens que não disputaram uma Copa ainda: Gundogan, Sané, Goretzka, Wagner. 

2. O Brasil sufocando a Alemanha em alguns momentos do jogo, mesmo descontando o fato dos alemães não estarem com força total. O esquema tático de Tite funcionou.

3. Tite só fez UMA substituição, colocando Douglas Costa no lugar de Philippe Coutinho. Um jogo normal poderia ter até três, e um amistoso, seis.

4. A torcida alemã, normalmente comedida, estava vaiando a Seleção amarelona. 

5. Gabriel Jesus fazer gol não é tão estranho assim. Insólita é a atuação do goleiro Kevin Trapp principalmente neste lance, espalmando quando a bola já tinha entrado completamente. Se Manuel Neuer voltar da lesão, Joachim Low terá péssimas notícias para o goleiro do PSG. 

Jesus (não o Cristo, mas o atacante entre Fernandinho e Daniel Alves) salvou o Brasil da Alemanha? Calma, isso é um amistoso (AFP)

6. Não teve gol da Alemanha. Zero! Para qualquer time jogando em casa, ainda mais no país do atual tetracampeão do mundo, isso não é fácil de assimilar, mesmo considerando o fato da partida ser um amistoso e não permitir com clareza uma previsão sobre como os germânicos irão atuar na Copa.

7. Thiago Silva jogou toda a partida e não chorou nem pareceu sentir a pressão, calando os críticos do zagueiro, sempre apontado como pouco confiável e instável emocionalmente (pelo menos por enquanto). Ele não estava naquele nefasto 8/7 mas é considerado culpado, como todo o time comandado, na época, por Felipão. 

Nem essa vitória, nem aquela final inesquecível nas Olimpíadas de 2016, nada irá fazer esquecer nem compensar a catástrofe do 8/7. Pelo menos, Tite e seus comandados (lembrando: Neymar, de longe o maior jogador da Seleção, não estava em campo) deixaram uma boa impressão para os torcedores da Seleção da CBF. E um acontecimento em outro campo, longe de Berlim: a Argentina foi goleada pela Espanha por 6 a 1. Sem Messi, os hermanos foram engolidos pelo time formado por Isco (autor de três dos seis jogos), Asensio, Carvajal, Thiago Alcântara (autor de outro gol) e Diego Costa (idem). Aspas fez um dos seis gols e Otamendi fez o gol de "honra".

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Itália fora da Copa 2018

A Azzurra, uma das seleções mais vencedoras de Copas de todos os tempos, não irá participar da próxima, na Rússia. 

Nas eliminatórias da Europa, ficou apenas em segundo, no grupo G, que tinha a Espanha. Até que os italianos não se saíram tão mal, mas a derrota para os espanhóis lhes custaria caro. Após a disputa das vagas diretas, os melhores segundos lugares de cada um dos nove grupos precisaram disputar a repescagem. Os italianos foram sorteados para enfrentarem a Suécia. Não parecia ser algo fora do comum, pois o time nórdico está sem o mais célebre jogador, Zlatan Ibrahimovic, agora aposentado de sua Seleção, enquanto a Azzurra tinha Buffon, Bonucci, Chiellini, Immobile, El Sharaawy, Verratti e o brasileiro Jorginho (outro, mais conhecido, é Thiago Motta, mas ele não jogou na repescagem). Um dos jogadores mais conhecidos, Mario Balotelli, conhecido pelo temperamento difícil, nem foi lembrado nos últimos jogos mas teria participação certa na Copa. 

Infelizmente, para o time azul, os rivais foram melhor no jogo de ida, na Suécia. Johansson fez o único gol da partida, e a Itália ainda perdeu Verratti, punido com um cartão amarelo, e impedido de participar do jogo da volta, o qual aconteceu hoje. Para desolação da torcida, em San Siro, Milão, os jogadores mostraram nervosismo e não conseguiram vencer a forte marcação dos escandinavos. O gol não saiu. E pela terceira vez na história da Copa, a Itália não participará. 

Triste destino de uma equipe sempre digna de temor, e que ainda contava com o carismático goleiro Buffon, um dos maiores de todos os tempos, vendo sua despedida da Seleção ser dessa forma. 

Buffon chora por causa do pior acontecimento da Azzurra em 60 anos (Alessandro Garofalo/Reuters)


Os amantes dos eventos esportivos no Brasil sentiram mais o golpe em San Siro do que a despedida, ontem, do compatriota Felipe Massa em Interlagos. Ele está deixando a Fórmula 1 e terminou em sétimo lugar em Interlagos. Ainda vai disputar a prova de Abu Dhabi, a última de sua carreira.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Copa da Rússia está se definindo

Os times fizeram por merecer a classificação para a Copa da Rússia - ou sua eliminação - nas eliminatórias americanas e europeias. 

Na Europa, Portugal conquistou a vaga somente agora, com uma vitória por 2 a 0 sobre a equipe suíça. A França, com o melhor time desde 1998, também só definiu a vaga direta agora, ao vencer Belarus por 2 a 1. Isso é natural, devido à quantidade de seleções disputadas no continente e à organização do torneio eliminatório: apenas os primeiros de cada um dos nove grupos, enquanto os segundos precisarão ainda disputar a repescagem - e um deles é o time italiano. A Holanda, que atuou mal nas eliminatórias pareceu ter sofrido um baque muito grande ao perder nas semifinais para a Argentina na "Copa da Vergonha" de 2014, e não se recuperou deste então: como resultado, está fora. Não adiantou nada vencer a Suécia por 2 a 0. Robben, Van Persie e outros jogadores verão, pela televisão, equipes como a surpreendente Islândia disputarem o torneio. 

Aqui nas Américas, entre os representantes da Concacaf, os Estados Unidos perderam de Trinidad e Tobago por 2 a 1 e caíram fora, para alegria dos anti-americanos (principalmente os anti-Trump). O Panamá venceu a Costa Rica, já classificada, e ficou com a vaga também. O México já estava assegurado na próxima Copa. 

Na parte sul do continente, a Argentina sofreu e parecia tudo perdido quando o Equador fez um gol relâmpago, mas nunca é bom subestimar um time com Lionel Messi, que salvou o dia para os argentinos e fez um hat-trick (3 gols). Enfim, não teremos o risco de ver uma Copa sem um dos principais astros do futebol mundial. 

Boa parte da torcida brasileira queria ver a Argentina fora, mas Messi provou que isso era só um devaneio de "brasileños" (Juan Ruiz/AFP)

Quem pagou o preço de sua campanha irregular foi o Chile. Duas vezes campeão da Copa América, ele precisava ganhar ou empatar com o Brasil no Allianz Arena. Os comandados de Tite queriam brilhar individualmente, e não fazer jogo de equipe para beneficiar ou prejudicar adversários. O Chile de Sanchez, Vargas, Vidal (que não jogou) e o famigerado Valdívia levou três gols, um de Paulinho e dois de Gabriel Jesus, e não irá para a Rússia. O Peru empatou com a Colômbia com gol de Guerrero, e irá para a repescagem. Brasil, Uruguai, Colômbia e Argentina irão disputar o grande torneio.

Na Ásia, Japão, Irã, Coréia do Sul e Arábia Saudita também vão jogar.

Egito e Nigéria, até agora, são os representantes africanos.