| O capitão Rodri ergue a taça de campeões (Reuters) |
| Lionel Messi chora por causa da derrota argentina e de ser sua (provável) última partida oficial pela Albiceleste (Divulgação/Instagram) |
| O capitão Rodri ergue a taça de campeões (Reuters) |
| Lionel Messi chora por causa da derrota argentina e de ser sua (provável) última partida oficial pela Albiceleste (Divulgação/Instagram) |
Nesta semana o FDA proibiu o uso do corante vermelho eritrosina (Vermelho 3 INS 127) para qualquer fim em solo americano, após evidências de câncer em ratos, em decorrência do consumo dessa substância, obtida a partir da reação entre outro corante vermelho, a fluorosceína, com iodo e bicarbonato de sódio. Por sua vez, a fluorosceína, empregada para fins não alimentícios (como uso em análises da saúde da córnea em clínicas oftalmológicas), é produto da reação entre o resorcinol e o anidrido ftálico, duas substâncias de origem benzênica, tendo o petróleo como fonte. No Brasil, esse pigmento é a base da fabricação de muitos doces, como aqueles pirulitos vermelhos famosos.
Outros corantes também são problemáticos, por terem origem semelhante. O vemelho 40 (allura red, INS 129), acusado de também ser cancerígeno, é também de origem benzênica e empregado em sucos e doces. Outro vermelho, o INS 123 (Amaranto), mais um derivado do petróleo, e é o responsável por dar a cor à groselha (não à fruta, mas à bebida). O amarelo tartrazina (INS 102), evitado por quem tem alergias e usado no refrigerante Fanta no Brasil, é obtido a partir do alcatrão de carvão, embora possa ser extraído em pequenas quantidades da beterraba. Do alcatrão também é possível extrair o amarelo crepúsculo (INS 110) usado nos chicletes e nos iogurtes. Formado à base de hidrocarbonetos do petróleo, o azul brilhante (Azul 1) é usado para tingir bebidas alcoólicas e doces, muitas vezes combinados a outros corantes para formar substâncias roxas e verdes. O corante caramelo IV presente nos refrigerantes tipo cola não é produzido pela queima do açúcar, como se costuma pensar, e sua origem é algo obscura, portanto digna de preocupação.
Por outro lado, existem os corantes naturais, como o amarelo cúrcuma, o vermelho urucum, as betalaínas (extraídas da beterraba), as antocianinas (popularmente conhecidas como flavonóides) e a verdíssima clorofila responsável pela fotossíntese das folhas. Ainda existe, para o asco dos veganos, o corante vermelho carmim, extraído a partir da trituração de milhões de parasitas de cacto, as cochonilhas.
| A indústria emprega corantes como a eritrosina para seduzir os consumidores com alimentos e bebidas coloridas (Divulgação: Freepik) |
Olimpíadas lembram esportes, que exigem uma alimentação saudável. E uma das fabricantes nacionais mais conceituadas nesta área é a Olvebra, empresa gaúcha de produtos à base de soja.
A Olvebra foi fundada pelos chineses Sheun Ming Ling (1921-2020) e Charles Kung Wei Tse (?-?), em 1955. Eles, fugitivos do regime comunista chinês, viram na soja um potencial alimentício muito valioso, Fundaram a empresa em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Essa marca é uma sigla para "Óleos Vegetais Brasileiros".
Com isso, a leguminosa, antes pouco apreciada, passou a ser melhor aproveitada, não só para a produção de óleo, mas também para o extrato de soja em pó, para a substituição do leite em pó, para quem é alérgico à lactose e quer perder peso.
As marcas mais conhecidas da Olvebra são o Soymilke e o Choco Soy, este último um chocolate com leite de soja, sem produtos animais. Também existe o já tradicional óleo Violeta (agora propriedade da Celena Alimentos, desde o abandono da comercialização do óleo para o varejo por parte da Olvebra) e o Sustare, para concorrer com a Sustagen da gigante Reckitt Benckiser, multinacional da indústria química. Também há produtos à base de óleo de coco, muito procurados por quem acredita em suas propriedades nutricionais, e produzidos por uma empresa do grupo, a Caeté.
Curiosamente, nunca houve uma divulgação ostensiva dos produtos desta marca gaúcha na mídia. Também ela vem aparecendo pouco nas reportagens dos jornais, apesar dos consumidores estarem preocupados com a situação da empresa, que chegou a ficar em recuperação judicial recentemente (2018), devido às dívidas de R$ 448 milhões. Por outro lado, os produtos da marca são muito presentes nos supermercados, hipermercados e outras varejistas.
O desempenho do Brasil em 2023 na economia foi moderado, com alta de 2,3%, um pouco abaixo da média de 3,1%.
Mais uma vez, a agropecuária foi a responsável, graças ao bom desempenho na safra da soja e do milho, produtos de alta demanda mundial. No entanto, preocupa o encolhimento no setor industrial, com queda de 1,3% no setor de transformação, isto é, as áreas de metalurgia, mecânica, elétrica e automotiva.
Em geral, não dá para comparar com o desempenho da China e da Índia, as grandes potências asiáticas, mas o PIB cresceu mais do que o dos Estados Unidos, ainda a maior economia do mundo, enquanto países como a Alemanha se saíram mal no ano passado.
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| Crescimento do Produto Interno Bruto em alguns países, com o Brasil em destaque (Reprodução/Folha de S. Paulo/IBGE) |
N. do A.: Em março provavelmente vou evitar tocar em assuntos de economia e política, procurando variar os assuntos.
Em São Bernardo do Campo, o presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, foram até a Volkswagen para um acordo de R$ 16 bilhões para a produção de veículos até 2026, com destaque para os modelos híbridos. Para a cerimônia, eles imitaram a foto histórica de 1959, de JK embarcado num icônico Fusca. O modelo escolhido atualmente nem é tão chamativo, um Virtus conversível, modelo não existente no mercado. Na foto, Ciro Possobom, o presidente da filial da fábrica alemã, estava no volante.
Haverá mais investimentos da indústria automobilística para a produção de veículos elétricos e híbridos, mas só isso não indica uma retomada na industrialização.
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| Lula e Alckmin posando de incentivadores da indústria na fábrica da Volkswagen (Ricardo Stuckert/Presidência da República do Brasil) |
De concreto, mesmo, apenas um plano de intenções lançado no último dia 22, com o nome de "Nova Indústria Brasil", prometendo investir ao todo R$ 300 bilhões, com boa parte do dinheiro financiada pelo BNDES. Mas não há nada de muito detalhado, para explicar como eles irão realmente incentivar a indústria, assolada pela alta tributação e infra-estrutura ainda com muito por fazer, apesar das melhorias paulatinas ao longo do tempo.
Teme-se a reedição de velhas políticas já testadas e reprovadas pelo PT, usando grandes empresas para algo além da geração de riquezas - vide o caso do Quadrilhão.
A industrialização irá decolar, mesmo, com melhorias no quadro educacional do Brasil, para formação de pessoas mais capacitadas e para combater o analfabetismo funcional, ou seja, a incapacidade de interpretar textos simples, que impede a pessoa de entender as instruções necessárias para a prática de alguma profissão. Isso favoreceria não só a indústria, mas o agronegócio e os serviços, ou seja, toda a cadeia econômica, para fazer o Brasil realmente pensar em um crescimento sustentável, gerar riquezas e distribuí-las de forma menos deletéria para a população.