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quinta-feira, 31 de julho de 2025

Termina mais um mês

Julho terminou, e vai começar agosto, o famigerado "mês do desgosto". Houve acontecimentos dramáticos e desagradáveis, como o megaterremoto de 8,7 graus Richter no leste da Rússia que gerou um tsunami e cujos efeitos foram sentidos no Japão e até na América do Sul. Sem falar na implantação do tarifaço americano para os produtos brasileiros, em vigor a partir já de agora. Se isso ocorreu em julho, o que virá em agosto?

Nota-se que este blog ficou infestado de charges animadas para lá de desanimadas. Mais precisamente, tragicômicas, com personagens desidratando de tanto chorar. Por enquanto são brasileiros, mas os próximos podem ser personalidades ou autoridades estrangeiras. Quem vai ser retratado aqui nesta situação ao mesmo tempo patética e grotesca?

a) O Zelensky, após o acordo de cessar fogo que fatalmente vai consolidar a anexação de parte do território ucraniano à Rússia. 

b) O Netanyahu, caso a guerra leve Israel a ser pária internacional e na hipótese dos reféns em poder do Hamas estarem mortos. 

c) A Úrsula von der Leyen, presidente da Comissão Européia, com mais sanções do Trump, ou, por outro lado, com o Putin retaliando a Europa pela ajuda dada à Ucrânia. 

d) Todo o mundo, porque o Armageddon virá!

e) O autor deste blog, fazendo mais uma enquete disfarçada de postagem séria. Ainda por cima falando sobre essas animações toscas. Que m***@!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Google fez erro estremecedor

Muita gente ficou assustada com o falso alerta de terremoto no Estado de São Paulo, vindo supostamente do Litoral Norte. 

O sismo com epicentro próximo a Ubatuba seria de 4,4 graus Richter, capaz de gerar sustos e até provocar estragos em construções mal feitas, coisa existente aos borbotões mesmo em São Paulo. Na região da Baixada Santista, mais longe do epicentro, o número foi maior: 5,5 graus Richter. Porém, outros ficaram ressabiados com a intensidade do tremor em um local onde historicamente isso nunca ocorreu. E não se surpreenderam quando o horário do suposto evento chegou e não aconteceu nada. 

Um dos alertas registrados por usuários de celulares em Ubatuba (Divulgação)



Este sistema se baseia nos registros dos celulares por meio dos acelerômetros, e não pode ser, portanto, substituto de nenhum órgão oficial para medição de sismos. Por aqui, é o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, e no Rio de Janeiro, é o Centro Estadual de Monitoriamento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEM), pois o terremoto iria atingir também o Estado vizinho. Nenhum dos dois órgãos registrou nada no período. 

Desse modo, o Google não pode ser visto como referência em tudo, como muita gente faz. E isso estremeceu a confiabilidade da empresa. Agora cabe avaliar a causa deste erro estremecedor. Ataque hacker? Falhas nos celulares cujos dados foram coletados pelo Google? Ou seria algum outro motivo para alimentar hipóteses baseadas em opiniões tecnofóbicas, vulgo "teorias conspiratórias"?



terça-feira, 20 de junho de 2023

Mais sinais?

 Este blog não é dedicado à escatologia, mas às vezes precisa registrar certos assuntos, e eles não são nada normais. São o tipo de coisa explorada por teorias da conspiração apocalípticas. 

Já tivemos um terremoto de quase 5 graus na escala Richter sentido principalmente no Vale do Ribeira, e o epicentro ocorreu no município de Iguape, perto das cidades de Itariri e Miracatu. Talvez em decorrência disso os habitantes de uma cidade vizinha, Registro, falam na existência de um vulcão, o Votupoca, e segundo eles está prestes a entrar em erupção. Isso desafia o senso comum, pois segundo os geólogos o Brasil não está perto de nenhuma falha geológica, onde ocorrem fenômenos sísmicos. 

Há tres dias, houve um abalo sísmico cujo epicentro foi no município de Iguape (Centro de Sismologia da USP/Editora de Arte - Tribuna do Norte)

Também se fala de um vulcão italiano adormecido perto do Vesúvio, e se ele acordar será pior do que este, gerando até uma "miniera do gelo". Quando ele irá acordar? Por enquanto, não há prazo, mas ele irá fazer isso em algum momento. 

Agora, temos a derrota da Seleção Brasileira para Senegal, em Lisboa, por 4 a 2. É um amistoso, claro, mas esse tipo de jogo só indicaria alguma coisa se os canarinhos perdessem feio. Foi o que aconteceu. E a culpa não é só de Ramón Menezes, mas da falta de empenho dos jogadores. Jogaram tão mal e displicentemente que parece até proposital. Um desempenho desses iria afastar qualquer técnico com talento - e juízo - como Carlo Ancelotti, especulado para comandar o time da CBF. Isso pode ser encarado com normalidade? 


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Terremoto na Bahia! O que mais falta acontecer?

Já se falava em tremores de terra em alguns lugares, como Montes Claros, em Minas Gerais, onde de vez em quando há ocorrências bem leves, mas na Bahia, ontem e hoje, as pessoas assustaram-se de verdade. 

Houve estragos, como na Igreja da Amargosa, no Recôncavo Baiano. Outras cidades da região também registraram danos, mas não houve feridos. 

O que mais pode acontecer neste ano? Já houve tornados em Santa Catarina e ameaças de invasão de gafanhotos no Rio Grande do Sul, nunca concretizadas. Enchentes, incêndios, queimadas e raios não contam: eles ocorrem todo ano. 

- Ocorrência de vespas mandarinas, como aquelas dos Estados Unidos?

- Furacões como o Catarina, de 2004?

- O Pico do Jaraguá ou o Monte de Nova Iguaçu vão entrar em erupção?

- O verão deste ano vai ter temperaturas de cinquenta graus Celsius no Rio? (Será capaz de matar o coronavírus?)

- Um tsunami como alguns malucos já haviam previsto na virada do ano?

Já não bastam o coronavírus, a violência e a nossa política...

terça-feira, 23 de junho de 2020

Da série 'Mondo Cane', parte 66

Este blog não costuma fazer alarmismo, mas também não perde a capacidade de estranhar certas coisas, ainda mais durante uma pandemia que matou 1.364 pessoas em um só dia no Brasil, e 434 só no Estado de São Paulo, com mais de 21 mil novos casos e... vamos falar de outra coisa. 

1. Praga de gafanhotos está ameaçando o Rio Grande do Sul, vindo da província de Corrientes, na Argentina; a mesma nuvem devastou colheitas no Paraguai, de onde teria surgido. 

2. Terremoto de 7,4 graus na escala Richter atinge a província de Oaxaca, no extremo sul do México, causando cinco mortes e gerando temor de um tsunami no Pacífico. 

3. China e Índia estão em conflito por suposta invasão de tropas indianas na região do Ladakh, disputada entre os dois países e parte da Caxemira (região do Himalaia de maioria muçulmana); 20 soldados indianos morreram (a ditadura chinesa não informa o número de baixas entre suas forças). 

4. Egito pode entrar em guerra contra o país vizinho, a Líbia, tomada por uma guerra civil entre o governo, apoiado principalmente pela Turquia, e as forças rebeldes apoiadas pelo Egito, Rússia e França. 

5. Também no continente africano, a República Democrática do Congo, também sob guerra civil, volta a ter um surto mortal de Ebola, uma doença ainda sem controle que mata milhares de pessoas a cada ano. 

Sem falar no recrudescimento de casos de COVID-19 em países aparentemente bem sucedidos no combate à doença, como a Alemanha, que teve um surto na cidade de Gütersloh, na Renânia. 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Assuntos do mundo real

1. Houve um terremoto de 6,1 graus Richter na região de Osaka, no Japão, e mais de 200 ficaram feridos. Infelizmente, também houve mortes: três, entre as quais a de uma menina de nove anos, atingida por um muro desabando. 

2. O preço do diesel não baixa os R$ 0,46 prometidos pelo governo, que colocou o ônus da fiscalização nos consumidores à moda de seu correligionário, o ex-presidente José Sarney. Enquanto isso, a tabela dos fretes é contestada pelo Cade, que vê nisso um processo de cartelização. Os protestos do mês passado ainda podem gerar consequências para os próximos anos. 

3. Na Colômbia, Iván Duque, aliado do conservador Álvaro Uribe, inimigo do acordo de paz entre o governo e as forças guerrilheiras das FARC, é eleito presidente da Colômbia ao vencer o socialista Gustavo Petro no segundo turno por 54% contra 46%. Duque prometeu rever o acordo, criticado por muitos colombianos pois a violência de grupos terroristas dissidentes ainda persiste. 

4. Por falar em violência, é um mal que ainda assola o Brasil, e um dos casos mais chocantes foi a morte brutal de uma menina de 12 anos em Araçariguama. Ela foi raptada quando andava de patins e ficou sumida por mais de uma semana, até o corpo dela ser encontrado. O caso foi intensamente explorado pela mídia, principalmente pelas emissoras de TV aberta. 

5. Donald Trump é alvo de mais uma denúncia envolvendo tratamento desumano contra imigrantes ilegais pela polícia: filhos menores são separados de seus pais durante abordagens e detenções. Até mesmo a mulher dele lamenta a situação. 

6. Continua a abordagem sobre os presidenciáveis no Brasil, mas ela é bem menor por causa da Copa. Mesmo assim, Jair Bolsonaro ainda consegue chamar a atenção, algo que os seus oponentes não conseguem fazer, e comparou o país a uma aeronave sem rumo prestes a colidir com uma montanha. Ele chegou a falar sobre sua ameaça hedionda de fechar o Congresso, feita quando ele ainda era capitão do Exército.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Ainda contabilizam os estragos do terremoto no México

Decorridos 32 anos após o grande terremoto de 1985, responsável por ceifar 10 mil vidas, outro terremoto assolou a cidade do México. Embora menos intenso do que aquele sismo - 7,1 graus contra 8,1 graus Ricther - também provocou muitos estragos, fazendo prédios desabarem como se fossem de areia. O epicentro, aliás, foi dentro do território, e não no oceano como em 1985, piorando a tragédia. 

O número de mortos até agora é de aproximadamente 220. Ainda há desaparecidos. As famílias dos mortos não vão entender as estatísticas, que indicam um número bem menor de vítimas em relação à tragédia histórica do século passado. Durante esses 32 anos, houve melhorias nas construções e, principalmente, na preparação dos mexicanos contra esse tipo de desastre. 

Isto faz parte de uma sucessão de tragédias naturais, como o terremoto que devastou uma região mais ao sul do país, nos estados de Guerrero, Oaxaca e Chiapas, gerando cerca de 90 mortes. Ao mesmo tempo, o furacão Maria destrói o Caribe, a leste do México, principalmente Puerto Rico, e se dirige a outros locais atingidos pelo Irma.



N. do A.: O governo também contabiliza desastres, com a votação da reforma política, cujos esforços parecem lembrar o ditado latino Parturient montes; nascetur ridiculus mus, ou seja, a tal monstruosidade gerou um resultado ridiculamente pequeno, praticamente não mudando nada: reprovaram o "distritão" em 2018 e o voto distrital misto em 2022. A grande, feia e dispendiosa (paga com NOSSO DINHEIRO) montanha pariu um ridículo rato morto. Vão tentar aprovar outra forma de financiamento das eleições, caso contrário o caixa 2 e as doações clandestinas infestarão o Brasil a partir do fim do ano. Outro estrago no governo é a votação do STF que autoriza a Câmara a votar a nova denúncia de Janot contra o presidente Temer. Sete votos a favor (Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luís Fux, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski) e um contra (Gilmar Mendes), e a votação foi interrompida, mas os outros ministros não vão alterar a decisão final. O cargo do presidente não vai ser, na prática, ameaçado, devido à cumplicidade da maior parte da Câmara, mas isso atrasará ainda mais as reformas trabalhista e previdenciária desejadas no Planalto. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Terremotos e guerras - a humanidade continua a sangrar

Hoje tivemos mais uma série de terremotos devastadores, na Itália central, próximo a cidades importantes como Perugia e Roma. Terremotos recentes atingiram regiões próximas, e também causaram mortes. Em 2009, na região de L'Aquila, mais ao sul, 300 pessoas morreram em decorrência de um tremor de 6,3 graus na escala Richter. Depois, em maio de 2012, uma série de tremores entre 5,6 e 5,8 graus Richter sacudiram a região da Emilia-Romagna, mais ao norte, matando 21 pessoas e desalojando centenas de outras. Dos tremores de hoje, o mais forte foi de 6,2 graus Richter, matando 159 pessoas até agora, principalmente em Amatrice, na região do Lácio, a mesma de Roma. O número de mortes é elevado porque, apesar de não serem tão intensos quanto os grandes terremotos que atingem a Ásia, acontecem mais perto da superfície, cerca de 10 km abaixo. Não há registro de brasileiros entre as vítimas. 


O cenário em Amatrice, centro da Itália, é apocalíptico (Massimo Percossi/ANSA)

Enquanto isso, outro tremor, mais forte - 6,8 graus na escala Richter - atingiu Myanmar, um país bem mais pobre, no sudeste asiático. Por ter acontecido em uma profundidade maior, 84 km, não causou tantas vítimas. Registram-se "apenas" quatro, mas os prejuízos materiais foram grandes, pois dezenas de templos na região de Bagan, centro do país, desmoronaram ou sofreram danos. O tremor foi sentido na Tailândia e em Bangladesh, países vizinhos. 

Pior é noticiar catástrofes provocadas pelo homem, e não pela natureza. Uma destas catástrofes é a guerra síria, mantida pelos opositores ao tirano Bashar al-Assad e pelos terroristas do Daesh, mais conhecido como "Estado Islâmico", que quer criar um enorme califado. Hoje, a situação ganhou um novo capítulo. 

Apoiada pelo Ocidente, a Turquia, governada pelo semi-ditador Tayyip Erdogan, resolveu intervir, em resposta aos atentados recentes provocados pelos terroristas. Dias após uma criança-bomba detonar um explosivo que matou 54 pessoas durante festa de casamento em Gaziantep, perto da fronteira com a Síria, o exército turco mandou invadir o território ocupado pelos extremistas na Síria. Outra missão, além de atacar os terroristas responsáveis por sequestros, decapitações e crucificações de xiitas, cristãos e todos os que não pensam como eles, é bombardear posições do PKK, a guerrilha curda que tenta estabelecer um Estado no leste da Turquia, e impedir que os curdos ocupem regiões a oeste do Rio Eufrates. A iniciativa deixou furiosos tanto os combatentes curdos que atuam ativamente contra os jihadistas e temem ataques contra seus pares e inclusive contra civis de sua etnia, quanto o governo sírio, acusando Ancara de invadir território alheio para colocar terroristas aliados no lugar do Daesh. Recentemente, porém, a Turquia havia concordado em aceitar Assad como parte da transição no governo sírio, refletindo uma maior aproximação com a Rússia, aliada do carniceiro de Damasco.