quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Em breve

Quando aprovarem os 28% para importações abaixo de 50 dólares, entre outras medidas...



quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Engrossa a lista de mortes em 2023

Henry Kissinger, respeitado por uns e odiado por outros por ser o mestre da política internacional no mundo, como secretário de Estado norte-americano durante a Guerra Fria, nos governos de Richard Nixon e Gerald Ford, faleceu hoje com 100 anos. 

Foi acusado de praticar uma política maquiavélica, sustentando as ditaduras militares durante a década de 1970, e também foi criticado pelos mais conservadores por fazer os Estados Unidos se aproximarem da China e melhorarem as relações com a arquiinimiga União Soviética, além de fazerem as tropas se retirarem do Vietnã, após os acordos de paz para encerrarem a longa guerra, motivo pelo qual recebeu o prêmio Nobel da Paz. Para muitos, seus esforços acabaram por apressar o fim da Guerra Fria. 

Henry Kissinger (1923-2023)

Nos últimos anos, esteve ativo, influenciando as decisões de diversos governos a respeito do combate ao terrorismo após o 11/9 e mesmo questões como a pandemia e a guerra entre Israel e Hamas. Como descendente de judeus nascido na cidade bávara de Furth, e fugitivo do nazismo, ele esteve ligado aos esforços de consolidação do Estado hebreu e a apaziguação dos conflitos com os países árabes. Porém, ele também é alvo de teorias de conspiração, por apoiar reformas monetárias em todo o mundo e também a globalização, e falar abertamente em uma "nova ordem". 

É mais uma perda neste ano. Juntou-se a outros tantos, como o ex-poderoso da Itália Sílvio Berlusconi, com quem ele poderia ser comparado devido à habilidade política, mas sem a mesma inclinação para o populismo. Não faltará comparações com outros políticos falecidos em 2023, como o ex-ditador paquistanês Pervez Musharraf e até o líder do grupo Wagner Yevgeny Prigotzin, mas sua importância histórica é muito maior do que a desses nomes. 

terça-feira, 28 de novembro de 2023

E a (nova) greve?

 A terceira greve do ano no Metrô e na CPTM, e na Sabesp, está recebendo ainda mais repúdio da população por seu caráter político, visando somente os interesses dos próprios trabalhadores do setor. 

Quem precisou trabalhar enfrentou um trânsito pior, ainda mais com a chuva forte que castigou a cidade. Há a promessa de normalização dos serviços nesta quarta, sinal de fracasso nesta nova tentativa de paralisar São Paulo. 

Usuários desamparados diante de estações fechadas (Amanda Perobelli/Reuters)

Ademais, a greve só aumentou o esforço do governo em dar sequência à privatização da Sabesp, além das concessões das linhas férreas ainda sob controle direto das entidades estatais. 

Esta paralisação absurda só aumentou os transtornos e está favorecendo politicamente os atuais prefeito e governador, e certamente isso terá consequências bastante sérias não só em 2024, mas em 2026. O prefeito Ricardo Nunes e o governador Tarcísio de Freitas podem não ser os nomes mais adequados para a administração, mas certamente são muito melhores do que qualquer um a ser apoiado pelos grevistas. 

O povo paulistano merece ser respeitado e não ser vítima de quem não quer prestar serviços a ele. Precisa mostrar a eles quem manda na cidade, e exercer os seus direitos. 

Da série "Asno pergunta, jumento responde"...

(Arre! Outra vez isso! Esse blog parece um pastiche da revista Mad. Aquilo sim era engraçado)

Pergunta: Ué, o Lula parecia que ia dar espaço às pautas identitárias no STF. Por que ele escolheu o Flávio Dino para a vaga da Rosa Weber?

Respostas: 

a) Porque ele é um membro do Lado Negro da Força (eeeiii!!! lado negro, não! lado sombrio, senão os movimentos antirracistas vão cair de pau aqui!) e quer colocar o Jabba The Hutt para fazer a INjustiça reinar. 

b) Calma! A próxima a ser indicada para o STF não irá demorar, para a vaga do Gilmar Mendes, e é a Janja!

c) Sei lá! A mesma lógica de querer culpar o Mito pelas queimadas deste ano! Mito! Fora, esquerdalha!

d) Uma pauta de cada vez! Vamos dar espaço para os gord... digo, para as vítimas da gordofob... digo, da lipofobia. Depois, para as outras vítimas da opressão dessa sociedade fascista escravocrata homofóbica! Um dia, teremos um ministro do Supremo transexual! Que tudo! 

e) Porque sim! (Isso não é resposta, como ensinou aquele programa antigo, o Castelo Ra-Tim-Bum). 


sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Trégua humanitária em Gaza

Graças à mediação do governo do Qatar, os primeiros 24 reféns do grupo islâmico radical Hamas foram libertados, em troca de 39 presos palestinos, a maioria deles acusados de crimes menores ou mesmo sem acusação formal. 

Aliás, o país mediador é onde estão refugiados alguns dos líderes do grupo extremista islâmico Hamas, responsável pelo hediondo ataque realizado no dia 7 de outubro último (o 7/10) e pela devastadora reação das forças israelenses. 

A maioria das vítimas do terrorismo, feitas de joguete nas mãos de combatentes dispostos a tentar combater o estado hebreu a todo custo e por quaisquer meios, é de crianças e mulheres, entre idosas e mães. São 13 israelenses retirados a força do kibutz Nir Oz (fazenda comunitária próxima à fronteira com Gaza) e 11 estrangeiros. 

Hanna Katzir é uma dos 13 israelenses libertados pelo Hamas; ela chegou a ser dada como morta nos ataques de Israel (Divulgação)



Esse tipo de liberação, praticamente em conta-gotas, fazendo as famílias dos reféns esperarem por horas e por dias, mostra o grau de sadismo do Hamas, enquanto o governo israelense está impaciente e quer retomar os combates e as descobertas dos túneis por onde os terroristas ligados ao grupo islâmico passam, levando armas e cativos com eles. 

Imagens dos reféns sendo levados pela Cruz Vermelha para exames médicos foram mostradas pelos contendores, como parte da propaganda de guerra. 

Não está descartada uma ação ainda mais violenta por parte das tropas, ainda mais se um único refém for ferido ou morto durante este processo de barganha, onde a vida e a liberdade de muitos é negociada. Ainda restam pelo menos 224 reféns, e nesse ritmo a trégua teria de durar dez dias, enquanto foi combinado usar apenas quatro. 

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Os nomes populares para o vil metal no Brasil

 Estamos às vésperas de mais um desafio para a saúde financeira dos brasileiros, a "Black Friday", ou "Black Fraude", para os mais críticos dessa prática importada dos Estados Unidos. Amanhã, muitos vão gastar os seus suados reais. E, apesar de ser o nome oficial da unidade monetária, o Real está cada vez menos chamado por esse nome. 

Tradicionalmente, os nomes adotados para uma moeda tão modificada por culpa da inflação são bem conhecidos: grana, bufunfa, din-din, mangos, "faz-me rir", "paus", pila. Esses termos são consagrados e muito frequentes. 

No Brasil antigo, 100 réis (até 1942) eram chamados de "tostão", e agora o termo equivale a pouco dinheiro, quando não ao ex-jogador da Seleção

Durante a época do antigo Real, ou réis, 80 ou 100 dessas unidades eram chamadas de "tostão", agora sinônimo de pouco dinheiro. Pior era o "vintém", ou 20 réis. O equivalente a mil unidades monetárias era o mil-réis, o popular "merreis" e, mais tarde, "merreca", quando mil réis não compravam mais nada. E se falavam em "contos de réis", reduzidos para "contos", equivalente a um milhão de réis. 

Na época do cruzeiro, a cédula de mil cruzeiros era muito popular. Entre 1979 e 1985, essa cédula era chamda de "barão", por ter a efígie do Barão do Rio Branco (1845-1912). 

Mais recentemente, o Real, após paulatinamente perder o seu antigo poder de compra (quem se lembrava de quando cinco quilos de arroz valiam quatro reais?), passou a ter alguns apelidos. Uma unidade monetária virou "beija-flor", para alguns, por causa da ave impressa na cédula, agora fora de circulação. Na época da ex-presidente Dilma, era comum falar em "Dilmas". Depois, falava-se em "Temers", mas isso já não era tão comum. No governo Bolsonaro, chegava-se a empregar a palavra "bolsos"; vez ou outra, alguém chamava milhares de reais de "mitos", ou seja, cinquenta mil reais virava cinquenta mitos. Agora fala-se em "Lulas" ou "moluscos". 

E já estão voltando a empregar o termo "contos". Será um termo comum na hipótese de um milhão de reais passar a valer pouco (Deus nos livre!). 

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

O STF questionado

Nunca o STF foi tão questionado como nos últimos anos, devido à sua sede de protagonismo na vida nacional. Aproveitou como pôde a desídia dos últimos governos e a omissão do Congresso, para praticamente se tornar protagonista na vida política brasileira. Nesses tempos, os 11 togados usaram o seu alegado direito de exercer decisões monocráticas para se contrapor não só às instâncias inferiores do Judiciário, mas também aos outros dois Poderes da República. 

Agora, a Comissão do Senado fez aprovar uma PEC de autoria do próprio presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com relatoria de Espiridião Amin (PP-SC), por 52 a 18. Agora, vai a plenário, e será submetido também à Câmara. Dentro da parte côncava do Congresso, o recado foi dado: nada mais de abuso nas decisões monocráticas por parte dos 11 ministros do Supremo ou dos membros do STJ, ou dos desembargadores. 

O atual presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e o protagonista dos julgamentos do 8/1, Alexandre de Moraes (Rosinei Coutinho/SCO/STF)



O momento não podia ser mais constrangedor para a mais alta instância do Judiciário, pois nesta semana morreu Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, empresário baiano acusado de participar dos atos de barbárie ocorridos no 8/1. O STF interpretou esses atos como "golpistas", e pesou a mão para punir os supostos responsáveis. No caso de Clezão, eles ignoraram os problemas de saúde dele, causados pela diabetes e pela COVID-19. Isso poderia fazê-lo responder em liberdade às acusações, pois ele não foi formalmente condenado. Sua morte ocorreu dentro do presídio da Papuda, em Brasília, e parte da oposição trata Clezão como um mártir. Como se pode notar, o bom senso passou longe quando se trata de abordar esse assunto. 

Desse jeito a Seleção vai ficar de fora da Copa

 A Seleção Brasileira está afundando nas Eliminatórias. Depois da inédita vitória da Colômbia com dois gols de Luiz Diaz, o mesmo que teve o pai sequestrado e depois libertado pela narcogueirrilha, agora é a vez do time de Messi fazer a festa às custas dos amarelões. 

Houve o gol de Otamendi, e mais atuações inacreditáveis dos comandados de Fernando Diniz. Alguns fazem a gente se perguntar por que estão ali, como o lateral Joelinton, do Newcastle. Poucos já ouviram falar dele antes, e ele foi expulso depois de dois minutos de jogo (injustamente, pois não agrediu De Paul, apenas tentou de forma bisonha se desvencilhar do marcador adversário). 

Vexame no campo e vexame também das agremiações, a CBF e a AFA, que aceitaram colocar uma torcida mista no Maracanã. Não podia dar certo, mesmo: brasileiros e argentinos acabaram brigando e ainda houve mais episódios de racismo por parte dos visitantes. Houve quebra-quebra e atraso de meia hora no jogo. 

Com o resultado aviltante, o time brasileiro caiu para a sexta colocação, ou seja, caso as Eliminatórias terminassem hoje, seria a pior equipe a se classificar. E há risco real de, pela primeira vez, o brasileiro ver seu time nacional de fora de uma Copa, caso não houver uma melhora na atuação. 

Fernando Diniz, brilhante no comando do Fluminense, age de forma totalmente diferente com os canarinhos, e mais uma vez demonstra não ser o nome ideal para a Seleção. Mas, diante de uma equipe tão fraca, capaz de levar um 7 a 1 se houvesse um pouco mais de empenho argentino e uma atuação mais típica por parte de Messi, talvez nem Carlo Ancelotti, prometido para comandar o time em 2024, conseguiria arrumar a desordem. 

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

O paradoxo do Dia da Consciência Negra

Salvador, a cidade mais africana do Brasil, não pode tornar o Dia da Consciência Negra (a data da morte de Zumbi dos Palmares) um feriado municipal como São Paulo. 

O dia de hoje nem é ponto facultativo na capital baiana. 

A ex-capital do Brasil durante o tempo da Colônia já tem quatro feriados municipais, limite definido por lei: a Paixão de Cristo, Corpus Christi, o dia de São João (24 de junho) e o dia da Imaculada Conceição da Praia (8 de dezembro). Esta última é para homenagear a padroeira da cidade, festejada como Iemanjá pelos adeptos do candomblé. Também não poderia ser um feriado estadual, pois já existe o dia da independência da Bahia (2 de julho de 1823), quando as tropas do Estado expulsaram os portugueses. 

Existem projetos para tentar contornar isso, e um deles é tornar a Consciência Negra um feriado nacional, com autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede), mas há resistências, porque Zumbi, o rei dos Palmares, não é uma figura unânime como herói contra a escravidão e a opressão. 

A Caminhada da Liberdade acontece no dia 20 de novembro em Salvador, mesmo sem ser feriado (Camila Souza/GOVBA)


Quem ganha com a eleição de Milei?

Javier Milei derrotou o peronismo na Argentina (Reprodução / X ex-Twitter)



Por vontade das urnas argentinas, Javier Milei é eleito o presidente do país, derrotando o peronismo dominante desde o mandato do carismático Juan Domingo Perón, o caudilho. 

É a derrota de um regime cujos representantes foram galhardamente derrotados pela crise econômica, pois não se preocuparam em atacar com seriedade uma das causas da deterioração do poder de compra dos argentinos: o déficit fiscal crônico, alimentado por subsídios e pelos gastos com a gigantesca e ineficiente máquina estatal. 

Sérgio Massa, ex-ministro da Economia, foi o candidato do governo e recebeu a resposta da maioria, após uma gestão mal sucedida. 

O deputado Milei, usando conceitos do liberalismo, do conservadorismo e até do anarcocapitalismo, promete conter o sofrimento dos argentinos com medidas como o fechamento do Banco Central e a privatização em massa das empresas estatais, além de cortar os subsídios. Além disso, ele irá dolarizar totalmente a economia argentina, medida amarga já tentada no governo de Carlos Menem, um peronista convertido ao chamado "neoliberalismo", mas abandonada após a crise asiática de 1997, a fuga de capitais e a desvalorização do real em 1999, afetando as exportações para o Brasil. 

Como tudo isso depende da capacidade de articulação de Milei com o Congresso e a implementação de medidas para atrair investimentos e fazer a economia se mover novamente mas sem a muleta estatal, é difícil dizer quem ganha com a eleição do deputado pertencente ao partido A Liberdade Avança. É mais fácil dizer quem perde: o populismo, o "bolivarianismo" e o presidente do Brasil, Lula. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Da série "Grandes varejistas do passado", parte 13 - Pakalolo

Quem viveu aquelas infames duas últimas décadas do século XX abordadas nas outras séries, "Oitentolatria" e "Noventolatria", já ouviu o slogan "Pakalolo de bem com a vida". Passavam geralmente nos domingos durante os reclames do "Plim-Plim", como dizia o Faustão nessa época. 

A Pakalolo foi fundada em 1987, pelo empresário Humberto Nastari, com a finalidade de ser uma opção para os jovens da época. Ela teve uma ascensão meteórica, e antes dos sete anos de idade já contava com 49 lojas espalhadas principalmente nos shopping centers do Estado de São Paulo, vendendo camisetas, calças jeans, minissaias e bermudas. 

Folheto da Pakalolo no início de 1993 (Divulgação)

Esta rede conseguiu bastante projeção mesmo com um nome estranho, extraído do idioma havaiano, significando... maconha. O termo nunca foi explicado oficialmente. 

Parecia ser uma rede sólida, resistindo aos seguidos planos econômicos, mas a rápida expansão também significou um alto endividamento. Com a crise asiática de 1997 e a concorrência tanto formal quanto informal, a Pakalolo foi desaparecendo dos shoppings e em pouco tempo a rede se tornou apenas uma lembrança. 

Uma das distribuidoras da marca, a Marisol, empresa de malhas catarinense, adquiriu os direitos da marca e chegou, anos mais tarde, a lançar algumas lojas, mas por pouco tempo, devido às baixas vendas. Os clientes não se identificavam com esta "nova" Pakalolo, envolvida com os problemas de gestão da nova proprietária. Mais tarde, as lojas foram abandonadas, e só a marca foi aproveitada, para batizar, neste ano, uma linha fitness, a Soul. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

O Brasil ainda tem salvação

 Nos últimos dias, a vontade do autor deste blog de escrever novos artigos fez uma trajetória inversa à temperatura: desceu a quase zero. Enquanto isso, finalmente os brasileiros em Gaza puderam sair e vir para o Brasil, onde o governo se tornou notícia pelos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos receberem Luciane Barbosa, a mulher do líder do Comando Vermelho no Amazonas e apelidada de "dama do tráfico". 

Pelo jeito, os rumos do Brasil parecem longe de serem os minimamente aceitáveis para muitos brasileiros preocupados com o futuro. Mas existem notícias alentadoras. 

Júlia Ferreira e seu professor, do Colégio Espanhol Santa Maria Minas (Divulgação/site oficial da escola)

Uma delas é o caso de uma aluna mineira, Júlia Pimentel Ferreira, que descobriu um meio mais fácil de resolver raízes quadradas. Esse método foi publicado na Revista do Professor de Matemática, publicação da Sociedade Brasileira de Matemática, batizado de "Regressão Júlia" pelo professor Frederico Ferreira de Pinho Tavares. Exemplificando o método, com o número 144: 

100 + 10 + 11 = 121 (a raiz quadrada de 121 é 11)

121 + 11 + 12 = 144 (a raiz quadrada de 144 e 12)

Ela teria descoberto o método sem auxílio, no ano passado, com apenas 11 anos de idade. A publicação na Revista do Professor de Matemática fez o assunto viarlizar nas redes sociais, e aparecer no Jornal Nacional, o famigerado telejornal da Rede Globo que já teve melhores dias. 

Mentes brilhantes como a de Júlia mostram que o Brasil tem salvação. 


segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Onda de calor assola o país

Ainda não estamos no verão, mas as temperaturas estão bastante altas, a ponto de forçar muita gente a procurar qualquer canto com ar condicionado ou lotar locais com cerveja gelada, sorvete ou qualquer outra coisa para aliviar um pouco o desconforto térmico. 

O Brasil foi assolado pelas altas temperaturas o ano todo, mas agora piorou (Inmet)


Poderemos esperar por uma semana realmente com temperaturas insuportáveis em boa parte do país. E a tendência é piorar ao longo dos anos. 

O clima terrível alimenta desde as narrativas sustentadas pelos adeptos do aquecimento global quanto os teóricos da conspiração sobre atos de determinados grupos para controle do clima visando prejudicar a economia ou destruir uma população. Há quem veja num grupo ou outro uma camarilha de pascácios cujos cérebros foram afetados pelo calor, e há até quem enxergue alguma lógica. 

Independentemente das teorias, muita gente está se preparando para um verão com temperaturas extremas, piores do que agora. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

O que seria mais provável do que o Botafogo ganhar o campeonato?

1. Os moradores do Centro conseguirem conter a Cracolândia. 

2. Brasil e Israel romperem relações diplomáticas devido aos brasileiros em Gaza e ao embaixador de Israel se encontrar com o Bolsonaro. 

3. Algum senador propor o impeachment de algum ministro do Supremo, como o Alexandre de Moraes.

4. Um ataque nuclear nos pontos mais tensos do mundo. 

5. Alguém gostar dessa postagem. É aquela coisa do "Asno pergunta, jumento responde" disfarçada. 

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Peixes invasores, um problema

Introduzir espécies em um ambientes não nativos pode gerar graves prejuízos ao meio ambiente. Um dos casos mais conhecidos é o javali europeu em terras da América do Sul, onde se tornou uma praga, ameaçando colheitas e até animais de criação, sem falar no perigo de enfrentar esse animal capaz de matar uma matilha de cães ou até pessoas se for acuado. 

Com os peixes, também há casos assim. Um exemplo disso é o bagre africano, Clarias gariepinus, um predador voraz agora encontrado em boa parte dos rios do Estado de São Paulo, inclusive o rio Tietê em seu trecho próximo à foz, onde ele é relativamente limpo. Foram capturados espécimes de 12 kg, graças à sua voracidade, destruindo a ictiofauna nativa. Outro peixe do mesmo grupo, cujo potencial negativo para as espécies nativas não pode ser desprezado, é o Pangasiodon, conhecido como Panga, cuja carne é muito apreciada. Mas ele também não é nativo, vindo do rio Mekong, no sudeste asiático. 

Os bagres africanos podem superar os 12 kg de peso, às custas dos peixes nativos (Isaac Souza)



Outro caso é o tucunaré, do gênero Cichlia, encontrado na Amazônia, mas introduzido em outras regiões com resultados consideravelmente danosos às outras espécies. Este peixe é aparentado com as aparentemente inofensivas tilápias, mas elas também não são daqui, e sim da África. Só são tolerados devido à carne saborosa e serem apreciados na pesca esportiva. 

Não se pode esquecer o perigo dos peixes-leão, gênero Pterois. Ao contrário dos demais, são espécies oceânicas, e não possuem valor comercial. Eles invadiram o mar territorial brasileiro a partir do Norte, e agora estão próximos à costa de oito Estados, do Amapá a Sergipe. Esses peixes da ordem Scorpeaniformes ameaçam toda a fauna, assim como os recifes de corais, e são recobertos de espinhos venenosos. Originalmente, eles vêm dos mares do sudeste e leste asiático. 

O belo, porém nocivo, peixe-leão, é um flagelo para a fauna marinha brasileira (Angel Valentim)


N. do A.: Hoje faleceu meu pai, eletricista de automóveis, corintiano e pescador nas horas vagas. Finalmente, descansou, após muito sofrimento depois de uma cirurgia na coluna. Descanse em paz!

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Os piores erros médicos

 

Rir para não chorar (Charge do Biratan)

Errar é humano, mas certos erros parecem desumanos, ainda mais se envolvem profissionais da saúde, encarregados justamente de salvar vidas, não de tirá-las ou prejudicá-las. 

Esquecer medicamentos, ministrar doses erradas, fazer cirurgias desnecessárias, isso é muito comum. E as mortes por erros médicos são mais comuns do que muitos imaginam. Mas só alguns deles repercutem, como no caso da influencer Luana Andrade, morta aos 29 anos após submeter-se a uma lipoaspiração que resultou em embolia pulmonar maciça.

Para ler esses casos, clique AQUI, AQUI e AQUI. Um deles é o do famoso mecenas da música, Andy Warhol, cuja frase famosa foi "No futuro, todos terão seus quinze minutos de fama". Vários casos abordados corroboram essa frase, mas da pior forma: ficaram famosos por suas mortes por negligência médica, como o próprio artista, em 1987.

terça-feira, 7 de novembro de 2023

A nova missão do MBL

Em evento no sábado passado, em São Paulo, o MBL apresentou o nome do seu partido, o Missão, com a figura de uma onça-pintada. 

O logotipo do novo partido (Divulgação)
 

Colocar um animal como símbolo não é novidade, pois o PSDB já fez isso com uma ave, o tucano. Ambos são da fauna brasileira. 

O Missão parece reunir elementos nacionalistas e patrióticos, mais ou menos ao estilo do bolsonarismo, mas os bolsonaristas não querem nem saber do MBL, pois eles acusaram o governo anterior de conivência com a corrupção e o fisiologismo, além de negligência com a pandemia. Por outro lado, este novo partido também promete fazer oposição ao atual governo, pois o PT é visto como corrupto e defensor do comunismo, do populismo e outras ideologias consideradas ultrapassadas. 

Figurões não filiados ao movimento, mas também odiados pela inteligentsia auto-intitulada "progressista", como Sérgio Moro e Luís Felipe Pondé, compareceram ao evento no último fim de semana.

A iniciativa lembra o lançamento da FNM em 1966, um carro com o nome de Onça, esportivo relativamente potente que gerou muito impacto quando foi lançado no Salão do Automóvel daquele ano. Espera-se que o Missão não seja um fiasco, como foi o automóvel da FNM, pois ele vendeu poucas unidades - fala-se em apenas oito, ou mesmo cinco - e se tornou praticamente uma lenda moderna.

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Breves do início de novembro

1. Novamente, há acusações de vazamento da prova do ENEM, ocorrida ontem. Além disso, 28% dos inscritos não compareceram, e questões com viés ideológico contrário ao agronegócio viraram alvo de alguns parlamentares. Dessa forma, a prova nacional de ingresso ao ensino superior conseguiu roubar a atenção da imprensa da...

2. ...guerra entre Israel e o Hamas, perto de completar um mês de carnificina, onde os dois lados parecem agir com fúria sanguinária, enquanto civis inocentes são trucidados; boa parte da imprensa quer saber, no entanto, quando os brasileiros retidos em Gaza sairão, insinuando uma suposta retaliação do governo israelense contra o Lula. 

3. Max Verstappen vence o GP de Interlagos ocorrido ontem, consagrando-se como o maior piloto de F-1 atualmente, mas a prova foi cheia de acidentes, O "holandês voador" se apresentou com o autódromo lotado, e onde não costuma vencer. Enquanto isso, não longe dali...

4. ... a chuva forte provocou queda de energia na região do Campo Limpo, também na Zona Sul paulistana, e milhares ainda estão sem luz; o governo paulista pressiona a Enel para resolver o problema, sendo ele também alvo por defender, mesmo assim, as privatizações de estatais como a Sabesp. 

5. Fernando Diniz, técnico titular do Fluminense e interino da Seleção, finalmente convocou Endrick, do Palmeiras, além de Paulinho, do Atlético-MG, e deixou Neymar, lesionado e em tratamento no joelho até 2024, de fora da lista dos jogadores para atuarem contra Colômbia e Argentina nas Eliminatórias; no entanto, a Seleção não chama mais tanto a atenção pois...

6. ... o Fluminense continua a repercutir, com a inédita Libertadores conquistada no sábado. Os jogadores se preparam para atuar no Mundial de Clubes em dezembro, na Arábia Saudita, e em 2025 a equipe irá participar da Copa do Mundo de Clubes. 

sábado, 4 de novembro de 2023

Fluminense acaba com a graça

Agora não há mais jeito: o repertório de piadas envolvendo clubes de futebol está mais escasso. 

Finalmente, depois de tanto sofrer com as gozações, o Fluminense é campeão da Libertadores, vencendo o Boca Juniors com sofrimento e enfrentando, ainda, a arbitragem do senhor Wilmar Roldán, colombiano acusado há anos de prejudicar, principalmente, times brasileiros em competições sul-americanas, a despeito de ser árbitro Fifa e ter apitado as Copas de 2014 e 2018. Ele deixou de punir vários lances desleais, principalmente por parte dos jogadores do Boca. 

O time portenho apostava na experiência de seu time e no astro uruguaio, Edinson Cavani. Porém, este tem a má fama de não atuar bem em jogos decisivos. Ele chegou a ameaçar o gol de Fábio aos 17 minutos, mas tocou errado, tentando dar um passe, e foi criticado. Mais tarde, foi o Tricolor das Laranjeiras a marcar primeiro, com o também argentino Germán Cano. Depois, Fernando Diniz, o técnico do time carioca (e também da Seleção) fez o que o time argentino esperava: recuou o time, causando a reação xeneize e o empate com Advíncola. 

Veio a prorrogação e o Flu precisou conter o nervosismo e esquecer os traumas de campanhas passadas, principalmente o vice em 2008, perdendo as finais nos pênaltis para a LDU. John Kennedy saiu do banco, substituindo o "pitbull" Felipe Melo, atendeu ao recado dado pelo técnico: fez um gol, mas já tinha um cartão amarelo e se esqueceu completamente da regra da Fifa. Foi para a arquibancada e se jogou na torcida, sendo expulso. Fabrá acabou com a vantagem numérica dos argentinos ao agredir o zagueiro Nino. O segundo tempo da prorrogação foi de nervosismo e pressão do Boca, mas o fim veio, e o time de Xerém conseguiu a oportunidade de colcoar a mão na taça mais desejada das Américas. 

Felipe Melo (com a taça) já teve o gosto de repetir o gesto quando jogava no Palmeiras, em 2020 e 2021 (Silvio Avila/AFP/Getty Images)

O "título" de "Virgem das Américas" e outras piadas envolvendo fracassos do Fluminense em competições sul-americanas já não fazem mais sentido. Alguns ainda podem fazer estranhas comparações com o título inédito do São Paulo na Copa do Brasil e outras "bizarrices", aludindo até ao fim do mundo. Entretanto, no ano de 2012, o das "profecias maias", o Corinthians também conquistou o então inédito título da Libertadores em cima do Boca Juniors e depois ganhou o Mundial de Clubes, contra o Chelsea. E o mundo não acabou. 


N. do A. 1: O repertório de piadas pode estar menor, mas ainda houve espaço para uma nova: a LDU é campeã da Sul-Americana após vencer o esforçado Fortaleza, e vai disputar a Recopa de 2024 com sua antiga vítima da final da Libertadores em 2008, fazendo Thiago Silva (o zagueiro do Tricolor naquele ano) e muitos outros chorarem. 

N. do A. 2: Houve outras conquistas inéditas no esporte brasileiro. No Pan de Santiago, a equipe feminina de esgrima, liderada pela campeã mundial Nathalie Moellhausen, conseguiu vencer as favoritas canadenses na final e subiu ao alto do pódio, algo nunca visto na história da competição. 

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Tumbalacatumba


A cantiga infantil "Tumbalacatumba" parece ter origem na tradição das danças macabras da Idade Média européia, onde pessoas festejam e dançam se fazendo de diversos tipos sociais, todos à mercê da Morte, que os leva a todos. Essa tradição possivelmente inspirada na Peste Negra do século XIV inspiraria as festas dos Dias dos Mortos no México e a canção infantil brasileira, escrita dessa forma: 

Refrão: Tumbalacatumba tumba tá (ou Tumbalacatumba tumbalacatá) (2x)

Quando o relógio bate à uma
Todas as caveiras saem da tumba

Tumbalacatumba... 

(A partir das duas, as atividades das caveiras variam conforme a versão, mas sempre rimando com os números. Aqui, os versos encontrados na Galinha Pintadinha)

Quando o relógio bate às duas
Todas as caveiras pintam as unhas

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às três
Todas as caveiras imitam chinês

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às quatro
Todas as caveiras tiram retrato

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às cinco
Todas as caveiras apertam o cinto

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às seis
Todas as caveiras jogam xadrez

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às sete
Todas as caveiras jogam basquete

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às oito
Todas as caveiras comem biscoito

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às nove
Todas as caveiras se sacodem

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às dez
Todas as caveiras comem pastéis

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às onze
Todas as caveiras sobem no bonde

Tumbalacatumba... 

Quando o relógio bate às doze
Todas as caveiras fazem pose

Tumbalacatumba... 


Esta cantiga já é bem antiga, mas apresentada nas escolas para ensinar as crianças a noção das horas, além de apresentar a morte de forma mais leve e divertida.