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terça-feira, 27 de abril de 2021

E os Jogos?

Faltam menos de três meses para começaram as Olimpíadas em Tóquio e há mais dúvidas do que certezas. 

O país anfitrião voltou ao estado de emergência após um surto de COVID-19, e mesmo com a situação muito menos pior do que no Ocidente, teme-se um ambiente propício para o aumento das contaminações. Durante e após os Jogos, há o risco da crise piorar, apesar das medidas santiárias tomadas pelos comitês olímpicos dos países e a proibição de visitantes e torcedores de outros países. 

Esta edição será a mais triste da história dos Jogos, e possivelmente uma das mais ruinosas para a economia do país anfitrião - caso vier a acontecer, em julho


As empresas e as emissoras só agora começam a se mobilizar para o grande evento esportivo, mas está bem aquém do esperado. 

Não há uma divulgação mais intensa da preparação dos atletas, que provavelmente não conquistarão recordes, devido aos prejuízos nos ritmos de treinamentos. 

Enfim, a tendência é haver um evento calamitoso, vazio, amargo, com prejuízos bilionários para o Japão e os patrocinadores, mas ainda assim menos pior do que o cancelamento puro e simples, capaz de multiplicar as perdas. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Após o torneio She Believes, algumas constatações

Ontem, terminou a participação da Seleção Brasileira feminina no torneio amistoso She Believes Cup, com duas vitórias, sobre a Argentina (4 x 1) e Canadá (2 x 0) e uma derrota, imposta pelas americanas (2 x 0). As canadenses venceram as argentinas, que terminaram o torneio sem nenhum triunfo. Já o time americano não deu chance a ninguém. 

Este o ponto mais delicado para as brasileiras, se elas querem conquistar o tão desejado ouro olímpico em Tóquio (caso houver Olimpíada). Num hipotético encontro, o time de Cristiane, Marta e cia. ainda sofrerá e muito. Além disso, é preciso ver como elas se comportarão contra as europeias. Está em curso a Eurocopa feminina, na fase classificatória, com boa presença das neerlandesas (invictas até o momento na competição), francesas, espanholas e alemãs. Ou seja, melhor a torcida não alimentar muitas esperanças. 

Por outro lado, a zaga, sempre preocupante até a vinda de Pia Sundhage como comandante da equipe, melhorou bastante, As defensores fizeram um bom trabalho e conseguiram, na medida do possível, dar cobertura à goleira Bárbara, que não vive boa fase e merecia dar lugar a Aline. 

Houve evolução na marcação das adversárias, graças às orientações da treinadora sueca. Também houve menor dependência em relação às veteranas, com boas atuações de jovens como Adriana "Maga". Debinha também se destacou, tornando-se a artilheira da competição. 

Todavia, a She Believes Cup é um amistoso, ao contrário da Eurocopa, e não é um indicador muito preciso se for analisado isoladamente, ainda mais com a pandemia a atrapalhar toda a preparação dos esportistas - e não só o(a)s jogadore(a)s de futebol. 

Ainda por cima, essas partidas ainda não geraram a repercussão merecida na mídia, devido ao reduzido interesse dos torcedores brasileiros na modalidade feminina. A atenção está concentrada na final do Brasileirão (e o Flamengo conquista mais um título, mesmo sem a força de 2019...), nas oitavas-de-final da Champions League e, em menor grau, na Europa League. 

Debinha (comemorando junto com Adriana) fez um dos gols da vitória sobre o Canadá no último jogo da She Believes Cup (Sam Robles/CBF)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Breves do "não-Carnaval"

1. Morreu aos 90 anos Carlos Menem, presidente da Argentina entre 1989 e 1999, e um dos seguidores do chamado "neoliberalismo" na economia, apesar de nunca ter negado o peronismo, tradicionalmente estatista e populista. Menem tinha vários problemas de saúde, como insuficiência cardíaca e infecção urinária. 

Carlos Menem (1930-2021), quando era candidato à Presidência em 1989; ele usava excêntricas suíças até assumir o poder (AFP)

2. Por falar em populismo, o presidente Jair Bolsonaro foi cumprimentar populares em Santa Catarina - sem máscara, como de praxe - e criticou o Facebook. Apesar de se dizer um democrata e defender a liberdade, ele disse que o "certo seria titar alguns jornais de circulação": Globo, Folha, Estadão... por serem "fábrica de fake news". 

3. As redes sociais agora são vistas como ameaça para Bolsonaro, cujas contas ainda estão ativas, ao contrário de Donald Trump, que conseguiu se livrar do impeachment no Senado e pode voltar a concorrer à Presidência em 2024. 

4. A absolvição do ex-presidente americano era esperada, ao contrário do terremoto na região de Fukushima, a mesma daquela catástrofe de 2011; apesar dos 7,1 graus Richter, não houve registro de mortes, mas a energia foi interrompida e houve milhões em prejuízos. 

5. Outro terremoto foi no meio esportivo, com o bloqueio de R$ 24 milhões nos repasses ao Comitê Olímpico Brasileiro, acusado de não resolver os problemas no Pan de 2007, no Rio de Janeiro, suspeito de ser uma usina de lavagem de dinheiro, como as Olimpíadas de 2016. 

6. Aliás, as Olimpíadas de Tóquio estão ganhando mais rejeição com as declarações machistas do ex-presidente do Comite Olímpico local, Yoshiro Mori; por causa das supostas acusações contra as mulheres "por falarem demais", Mori renunciou. 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Anunciadas as mascotes dos Jogos de Verão em 2020

O Comitê Olímpico Japonês anunciou as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos para daqui a dois anos.

São dois "robozinhos" humanoides, e não animais, como costumam ser as mascotes dos Jogos de Verão. Tipicamente nipônicos, os personagens têm personalidades diferentes, embora sejam muito ligados.

A mascote olímpica é masculina, decidida, gosta de aventuras e, logicamente, esportes.



Já a mascote paralímpica é feminina e tem poderes especiais, com uma mente muito poderosa, como tem muitos atletas paralímpicos.

 

Eles foram a alternativa escolhida. Havia ainda outras opções, todas elas com animaizinhos, também em estilo mangá. A alternativa B tinha duas raposas, e a alternativa C, um gato e um urso.