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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Novas regras para ciclistas enfrentarem a guerra do trânsito

Enquanto se fala de guerra em toda parte: na Ucrânia, na Ásia Ocidental, do Trump contra o narcotráfico (para recauchutar a velha "Doutrina Monroe" de 1823 na América, ou "Doutrina Donroe"), nas grandes cidades e, em particular, em São Paulo, há a guerra cotidiana do trânsito, causadora de ainda mais mortes por dia do que todas as citadas anteriormente. 

Para enfrentar isso, as regras não podem ser nebulosas para confundir o inimigo. Precisam ser claras para minimizar as baixas. Por outro lado, enquanto num caso os combatentes têm disciplina e sabem que morrem ou arruinam o plano se não seguirem as regras, no outro os "combatentes" raramente se dão ao trabalho de fazer isso. 

Um dos grupos "combatentes" do segundo caso são os ciclistas. Eles não são tão indefesos quanto os pedestres, vistos como os "civis" da guerra, e nem tão bem "armados" quanto os motoristas de veículos motorizados. Ou seja, no jargão militar, os donos das magrelas são "buchas de canhão". E eles morrem aos montes quando colidem com motos, carros, caminhões e ônibus. 

Por isso, a Prefeitura lançou novas regras para o uso de ciclovias, a valer já neste dia 28. De acordo com a Portaria SMT.Sentra n. 23, publicada ontem, os ciclistas devem andar a, no máximo, 20 km/h nas ciclovias e ciclofaixas, ou 6 km/h em vias partilhadas com pedestres. Não podem trafegar em vias sem essas faixas próprias para eles, a não ser no caso de bicicletas elétricas, que podem atingir até 50 km/h. Neste caso, devem seguir o fluxo do trânsito. 

As velocidades anteriores, para os ciclistas, eram de 32 km/h, uma marca facilmente ultrapassada por muitos ciclistas apressados, mostrando seu condicionamento físico e sua impaciência. Para eles, será insuportável trafegar a 20 km/h. Mas isso é pela segurança dos pedestres, que mal conseguem ir à metade dessa velocidade. Além disso, na maior parte das situações, é difícil até mesmo para um motorista de carro ir além desse patamar, no complicado trânsito da metrópole. 

Patinetes e veículos assemelhados também precisam seguir as novas regras dos ciclistas. 

Ciclistas andam na ciclofaixa da Avenida Paulista (Wilson Cruz)



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Da série 'Não se perca em São Paulo (para leigos)", parte 1

Os motoristas precisam se locomover de um lugar para o outro com frequência. Porém, nem todos possuem GPS ou contam com um guia de ruas para isso. Ainda há o fator experiência, andando várias vezes num mesmo caminho, mesmo mal sinalizado. 

Porém, às vezes a pessoa precisa ir para um lugar com o qual não está familiarizada, ou, na volta, sair desse lugar. Caso ela resolver confiar nas placas de sinalização, chegará em um ponto onde terá dúvidas. 

Na zona central, não há maiores problemas. Já nos bairros periféricos, a situação muda. Mesmo nas marginais e suas pontes, pode haver confusão. Um exemplo é no acesso à ponte do Limão, no sentido da rodovia Ayrton Senna: 


Uma vez sobre a ponte do Limão, não existem placas indicativas, apenas a sinalização de trânsito. É preciso ser morador da região da Casa Verde, Limão e bairros servidos pela Av. Eng. Caetano Álvares (Imirim, Lauzane Paulista) para saber onde vai. Quem deseja ir para esses lugares muitas vezes precisa recorrer à adivinhação, pois não há uma nova placa. 


Para se ir à Casa Verde, segue-se em frente. Para a Av. Eng. Caetano Álvares e Limão, é necessário ir para a alça de acesso para a Marginal Tietê, no sentido da Rodovia Castelo Branco. Na pista local, existem as placas indicativas.





segunda-feira, 12 de abril de 2010

A USP e os forasteiros

Trânsito carregado na Av. da Universidade, na USP (fonte: site do JT)


Sei que o assunto parece profundamente antipático, mas é para ser debatido.

A USP já há algum tempo é rota de fuga para pessoas que nada tem a ver com a universidade. Motos, ônibus e principalmente carros que circulam apenas de passagem, para fugir dos congestionamentos.

É lógico que é necessário fazer algo para minimizar os efeitos do trânsito nos arredores da cidade, aliás, em qualquer lugar daqui, pois estamos obtendo recordes de congestionamento, mesmo com a implantação do trecho sul do Rodoanel (que fez boa parte dos caminhões ir para caminhos bem melhores do que a Av. dos Bandeirantes e a Marginal Pinheiros para se deslocar do interior para o porto de Santos).

Porém, francamente, fazer da USP uma mera alternativa ao trânsito? Ela não foi concebida para isso! As vias são para integrar os diversos prédios da USP e garantir a circulação de estudantes, funcionários e professores da instituição. Também a USP deve ser aberta para carros de prestadores de serviços para os prédios da USP e veículos de turismo. Mas para os 'turistas acidentais' a coisa é diferente.

É claro que o problema dos congestionamentos não se resolve de todo com a retirada dos 'invasores' do território uspiano, já que o acesso principal é próximo à r. Alvarenga, cujo tráfego é de lascar e atravanca toda a região. Mas teríamos muito menos carros entupindo esse acesso, assim como os outros.

Cabe à reitoria da USP debater o assunto com a sociedade e encontrar uma maneira viável de impedir a continuação desse descalabro.

Quanto aos 'forasteiros' que queiram evitar a Marginal Pinheiros, existem algumas opções:
- Av. Prof. Fonseca Rodrigues e Av. Pedroso de Morais, do outro lado da Marginal.
- Av. Corifeu de Azevedo Marques.

Qualquer dia desses, eu toco no assunto dos caminhos alternativos.

terça-feira, 23 de março de 2010

São Paulo ameaçada

A Linha 4 está demorando demais a ficar pronta. E não adianta o pessoal do Metrô responsabilizar as chuvas ou o buraco no metrô em Pinheiros, ou qualquer outra desculpa esfarrapada para tentar justificar o injustificável.

Já escrevi em post anterior que a expansão está indo a passos lentos, mas firmes. Agora não tenho tanta certeza, dada a lentidão para entregar as primeiras estações da linha 4 (Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã) e as novas estações da linha 2 (Tamanduateí e Vila Prudente).

Do jeito que está, não conseguirão entregar a tempo a estação São Paulo-Morumbi, prometida para antes de 2014. Se fizerem isso, corre-se o risco de fazer uma obra de fancaria, daquelas de escandalizar qualquer estrangeiro.

Não conseguiram nem licitar as obras da linha 6 (Brasilândia-São Joaquim) ou a linha que ligaria o Aeroporto de Congonhas ao metrô São Judas.

Será que a verba destinada ao metrô está tão escassa? Ou alguém está interessado em fazer política rasteira em nossa cidade? Aqui não! São Paulo merece respeito e seus moradores não podem ser tratados como débeis mentais ou seres inferiores.

Já escrevi e repito: o metrô é a única solução para um transporte público decente. Sem ele, corre-se o risco de termos uma crise no setor sem precedentes na cidade. Congestionamentos, já tão imensos, podem se tornar uma catástrofe. São Paulo corre o sério risco de ser uma cidade inabitável.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pedagiolatria


O que se cobra em pedágios, em São Paulo, é um absurdo.

Temos no estado as melhores estradas, mas elas são muito caras. Veja os preços aqui. Quais as alternativas? Conviver com as estradas federais castigadas pela inépcia do governo Lula? Ou com as estradas de muitos outros estados, igualmente horríveis?

Não existe meio-termo: é o descaso estatal, ou a submissão às cobranças das concessionárias, já que a maior parte das estradas paulistas são privatizadas.

Para piorar a situação, ainda passaram a cobrar pedágio na pista central da Castelo Branco, em Barueri, nos dois sentidos. Acessar o Rodoanel em qualquer sentido ficou mais caro. Quem sai de São Paulo e quer pegar a Raposo Tavares ou a Régis Bittencourt precisa passar no bloqueio e pagar R$ 2,80. Se alguém vindo do interior quiser fazer o mesmo caminho, deve pagar a mesma quantia.

Como resultado disso, São Paulo vai ter velocidades de garagem em plena Marginal Tietê, que já era péssima. E não adianta ter as tais pistas adicionais.

Não é só: já se fala em cobrar até R$ 6,00 no trecho sul do Rodoanel e R$ 4,50 no trecho leste. Ou seja, os caminhões vão continuar a trafegar na Av. dos Bandeirantes, em São Paulo, para ir do interior ao litoral, e vice-versa.

Para remediar isso? O pedágio urbano! O jornalista Gilberto Dimenstein, na Folha, já defendeu essa idéia para as marginais, a fim de amenizar os transtornos causados por veículos de passagem e também para ajudar a financiar o transporte público (principalmente o metrô).

Por outro lado, poderá espalhar os congestionamentos a lugares onde eles ainda não eram um problema. Sem falar em encarecimento maior ainda no custo dos fretes. Sim, pois os caminhões que quiserem transportar algo até a nossa capital terão de pagar os pedágios das estradas e mais esse novo pedágio urbano.

Ou seja, a solução mais uma vez recairá sobre o transporte ferroviário. Ferrovias não têm pedágio nem congestionamentos, e permitem a circulação de trens cuja capacidade equivale a dezenas de carretas. Tiraria de circulação muitos ônibus, caminhões e mesmo carros das estradas. Mas é uma solução a longo prazo.

Enquanto isso, mais praças de pedágios serão construídas. A classe média vai ter de pagar mais para viajar. Os pobres nem terão mais condições de se deslocar. Os ricos usarão o transporte aéreo. Comida e outros bens ficarão mais caros.

São Paulo a caminho da plutocracia!



sábado, 7 de novembro de 2009

Começaram. Quando terminam?

As obras iniciadas na Marginal Tietê e suas pontes são uma aberração sem perdão e sem desculpa.

Antes, era difícil suportar os congestionamentos nesta via. Agora está praticamente impossivel e vai ficar assim até fevereiro.

O governo municipal fez tudo de maneira açodada, praticamente impondo essas obras, sem ao menos fazer uma consulta à população.

Já tratei desse assunto e vou repetir: estas obras não vão adiantar nos congestionamentos. Se querem mais obras viárias para melhorar a fluidez no trânsito, deveriam:

1. Substituir os semáforos pelos "inteligentes", gradativamente. Por meio de sensores de movimento, eles dão prioridade, numa esquina, à via mais cheia de veículos, para desafogá-la. É exatamente o contrário que acontece por aqui, com uma epidemia de semáforos "idiotas", pretensamente controlados por quem quer atravessar a rua (isso é mentira: o pedestre aciona o botão e ainda tem de esperar um tempão para poder atravessar a rua). Tem mais: as avenidas mais movimentadas deveriam ter mais passarelas e outros meios para os pedestres poderem atravessar com segurança.

2. Ampliar as vias já existentes. Na Zona Norte já tem projetos para ampliar as avenidas Brás Leme e Cruzeiro do Sul. Eles ainda nem começaram as obras, alegando que isso iria custar milhões em desapropriações. Contudo, já existe forte desvalorização nas residências da rua Darzan, a continuação da Av. Brás Leme. Na Zona Sul, existe o projeto de ampliação da Av. Carlos Caldeira Filho, até o Jardim Ângela, mas onde estão as obras neste sentido? Já se falou também na ampliação da Av. Giovanni Gronchi, mas por enquanto é especulação. Na Zona Leste, existe uma avenida, a continuação da Av. Gov. Carvalho Pinto, que acabou não tendo fim (era para estendê-la até a Radial Leste). Existe outra, a Av. Aguiar da Beira, que facilitaria os moradores do Jardim Vila Formosa, de Sapopemba e da Vila Ema e ligaria esses bairros à Av. Aricanduva, e continua a ser uma obra inacabada. E a Zona Oeste simplesmente não tem nenhum projeto, enquanto os bairros principais, Pinheiros e Lapa, vivem entupidos de carros.

3. Os órgãos públicos bem que podiam fazer coro à mídia para fazer a população cuidar melhor dos seus carros, e aplicar a lei contra os motoristas que deixam o carro quebrar em via pública ou parar por "pane seca".

4. A prefeitura não pode ter medo de colocar guardas nas ruas. Eles precisam mesmo orientar e disciplinar o trânsito, não importa o quanto certas pessoas os achem antipáticos e serviçais da "indústria de multas". Precisam multar, sim! E multar quem realmente merece! Os "pardais" devem sim existir, e poderiam não só pegar os veículos com excesso de velocidade mas os "lerdos" que não atingem metade da velocidade máxima (sim, existem motoristas mais vagarosos do que o Rubinho dirigindo carro com câmbio quebrado, acreditem!).

5. A sinalização é uma esfinge em muitos lugares, como nos bairros nobres, ou simplesmente não existe, nos bairros mais periféricos. Em certos lugares, se alguém entrar acidentalmente nesses bairros, só consegue sair no dia seguinte.

E estou a falar somente de obras para beneficiar os carros (não adianta pensar que eles um dia serão banidos de São Paulo, porque isso nunca acontecerá, ao contrário do que pensam alguns utopistas mais radicais).

Não chegam a trazer tantos benefícios quanto uma rede de metrô decente, mas as obras aqui citadas são mais úteis do que uma ampliação tosca e mal-planejada da principal avenida paulistana.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Voltei!

Depois de duas semanas sem postar nada, voltei outra vez.

Foi o suficiente para constatar que não foi mesmo uma boa idéia escolher o Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A velha questão da violência, das balas perdidas, do tráfico de drogas, das mortes, continua, e agora com mais repercussão do que nunca no exterior. E ainda tem gente que acredita que todo esse estado de coisas vai se resolver em 2016. Resolver um problema desses em sete anos? É mais fácil o Rio de Janeiro ser varrido por um tsunami.


Mudando de assunto:

O Windows 7 foi lançado, enquanto eu estive ausente da blogosfera. Ainda é muito cedo para avaliar, de verdade, este novo sistema operacional. Por enquanto, só o que dá para dizer sobre essa nova cria do Bill Gates é:

1. Ele é mais moderno do que o Vista. Parece que funciona melhor, mas isso vai depender de cada usuário.

2. Os netbooks começam a receber o Windows 7 Starter, para substituir o veterano Windows XP. O Starter é uma versão depenada do novo sistema operacional, sem direito a muitos recursos das versões superiores. Tudo o que posso dizer é que precisou mesmo haver um substituto para o XP, que já tem 8 anos de idade, tempo demais para um programa, sem desmerecer a sua confiabilidade.

3. O Windows 7 é caríssimo. O Snow Leopard, sistema operacional da Apple, é bem mais barato (US$ 79) e o Ubuntu, de código aberto, é grátis. Nenhum deles tem tanto suporte e tantos recursos quando o Windows, mas é duro de engolir um preço de R$ 399,00 pela versão Home Premium, a opção de melhor custo benefício (a Home Basic, pelo que vi, é simples demais e não vale a pena).


Mudando de assunto de novo:

Tenho visto os anúncios do metrô, que apregoam maravilhas a respeito do sistema, o que é natural por se tratar de uma ação de marketing. E com direito a pastiche da cena final do filme Slumdog Millionaire.

Existem muitas meias-verdades a respeito do sistema. O metrô não chega ao Estádio do Morumbi, o estádio dos bambis são-paulinos. Para ir até lá é preciso ainda fazer uma baldeação, não se sabe ao certo se vão fazer uma ponte Orca ou algo parecido, da estação São Paulo-Morumbi, até lá. E tem mais: o metrô continua a não servir o bairro do Morumbi, apesar do nome (e também do nome da estação da CPTM que, na verdade, NÃO fica no bairro, mas é próxima do Shopping Morumbi). E nada de metrô para muitos bairros, como Vila Maria, Parque do Carmo, Cidade Universitária ou Casa Verde. Para terminar: o que vão fazer com a tal linha "Prata", que ligaria a Lapa à Vila Nova Cachoeirinha? É um metrô de superfície, ou mais um daqueles fura-filas furados?


Mudando o assunto pela última vez:

O governo estadual realmente deu um tiro no próprio pé ao iniciar essas lunáticas obras na Marginal Tietê, como se os benefícios compensassem os transtornos para a cidade.

Não vão resolver nada!

Em dois ou três anos, sem o Rodoanel pronto, a Marginal vai voltar a ser o mesmo tormento de agora, mesmo com a tal pista adicional. E ainda mexeram nas alças de acesso de várias pontes, inicialmente as da Freguesia do Ó, da Casa Verde e da Vila Maria, dificultando ainda mais não só o acesso das regiões próximas à Marginal, como ainda restringindo as ligações da Zona Norte com o resto da cidade. E ainda vão fazer a mesma coisa com as pontes do Limão e das Bandeiras. Ou seja, bairros inteiros vão ficar isolados até o Carnaval.

A resposta do paulistano a isso tudo vai ser, muito provavelmente, a derrota do PSDB e do DEM nas eleições municipais e estaduais.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nêmesis

Nos horários de pico, que estão a cada ano mais e mais extensos, boa parte da cidade de São Paulo vira um atoleiro para milhões de carros.

Motoristas saem ao mesmo tempo para vias sem as mínimas condições de sustentar seus veículos. Quando não são os buracos, são os semáforos mal programados e muitas vezes em número excessivo. Carros, caminhões e ônibus em número excessivo, muitos deles sem condições de rodar, e seus condutores também na mesma situação: sem preparo para dirigir, muitas vezes estressados, alcoolizados, drogados. Sem falar na insuficiência de avenidas de grande capacidade e, é claro, a falta de um transporte público adequado.

É inútil e ilusório acreditar que isso vai se resolver em quatro ou oito anos. Qual nada! As eleições de 2010 e 2012 estão próximas, e na certa alguém vai prometer resolver a questão do trânsito ou anunciar fórmulas mágicas para desafogar o trânsito. Se alguém deseja vender a outra pessoa um terreno na Lua, essa pessoa iria comprar (seria tão otária a ponto de fazer isso?)? Pois é mais ou menos por aí.

Não existem soluções mágicas: construir novas avenidas exige desapropriações; colocar semáforos inteligentes significa substituir os já existentes; o metrô exige planejamento cuidadoso; motoristas precisam ser melhor preparados; carros precisam de manutenção; ruas esburacadas pedem interdição destas para voltarem a ter condições de uso. E tudo isso requer duas coisas fundamentais que são desperdiçadas como se não fossem tão escassas: tempo e dinheiro.

Profetas do apocalipse já pregam 500 km de lentidão no trânsito, o que seria o pesadelo supremo da cidade e faria a alegria de assaltantes, postos de combustível, refinarias de petróleo, plantadores de cana (muitos deles devastadores de matas nativas e empregadores de trabalho escravo) e demagogos. 500 km parece ainda catastrofista, mas não quer dizer que isso não vá acontecer de fato. E se isso acontecer, haverá muito choro e ranger de dentes até resolver os problemas do trânsito. Isso se São Paulo existir até isso acontecer.