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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Apuração nas escolas em São Paulo e no Rio

Ontem, foi a apuração em São Paulo, com a consagração da Mocidade Alegre. A tradicional escola do Limão foi novamente campeã, homenageando Léa Garcia (1933-2023), uma atriz consagrada, mas que teve dificuldades por ser negra em um tempo onde o racismo era visto como um comportamento normal. A escola superou a Gaviões da Fiel por apenas 0,1 ponto: 269,8 contra 269,7. Enquanto isso, a Rosas de Ouro, campeã do ano passado, amargou a penúltima colocação e foi rebaixada junto com a Águia de Ouro. 

Hoje, foi a vez das escolas da Sapucaí, e a Viradouro foi campeã pela quarta vez em sua história. Homenageando Mestre Ciça, veterano ainda vivo e diretor da própria escola, a escola de Niterói praticamente ganhou todos os pontos possíveis, 270, fora algumas notas descartadas. Ela ficou à frente da campeã de 2025, a Beija-Flor. 

No entanto, a escola de maior destaque entre todas foi mesmo a Acadêmicos de Niterói, com seu enredo homenageando Lula. Ela não conseguiu se destacar em quesito algum, sempre perdendo pontos, e só ganhou duas notas 10 justamente no questionado samba-enredo, com loas ao atual presidente e críticas aos anteriores, Jair Bolsonaro e Michel Temer. A pontuação da escola, 264,6 pontos, foi insuficiente para salvá-la. Mesmo não tendo nenhuma nota ridiculamente ruim, mostrando que os jurados foram até benevolentes com a jovem escola, a Acadêmicos de Niterói não escapou do descenso, sendo a única a receber este destino. 

Em São Paulo, a Mocidade Alegre encantou (Nelson Almeida/AFP)

A Acadêmicos de Niterói roubou a cena, ofuscando a campeã representante da mesma cidade, a bem mais respeitada e consagrada Viradouro. Bolsonaro é retratado como se fosse o palhaço Bozo, fazendo gesto de arminha (Marcelo Piu/Prefeitura do Rio)

Considerado um desfile descaradamente eleitoreiro, a escola não escondeu as virtudes de Lula, enquanto esqueceu seus defeitos e os de seu governo (como se podia esperar), e mostrou Bolsonaro e seu eleitorado (os "neoconservadores", aliás, representados por um estereótipo da família "tradicional" e de "raça branca", com um casal e dois filhos exaustivamente representados em comerciais de margarina) como seres ridículos e merecedores de desprezo. A oposição fala em motivos para impugnação da candidatura de Lula pelo TSE, apesar de não  confiar muito nisso, devido ao sistema eleitoral amplamente favorável ao presidente. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Enquete da folia: O que você achou a respeito do desfile da Acadêmicos de Niterói?

(Ih, demorou para sair uma enquete neste ano...)

a) Foi um desfile esforçado para homenagear o melhor presidente da História deste país, companheiro! E não fique torcendo contra só porque a escola fez piada com os reacionários conservadores metidos em lata de conserva!

b) Verdadeiro comício eleitoral, explícito, descarado e sem disfarce! Isso devia dar inegibilidade para o nove dedos, que devia estar na cadeia, e não o Mito! Palhaço Bozo é o ca*#%#! Lula ladrão, seu lugar é na prisão!

c) Olha, em se tratando só do desfile, eu achei meio fraco, com problemas de bateria, enredo, alegorias e fantasias, Não gostei! A escola vai voltar pro grupo de acesso, ou melhor, para a Série Ouro, como é chamada agora! Tsc, tsc!

d) Que saco falar desses desfiles no Rio! No Nordeste, na Bahia, em Recife, em Olinda, a folia é bem mais divertida, com o povo participando e não só assistindo! 

e) CARNAVAL É COISA DO CÃO TINHOSO E QUEM GOSTA DISSO VAI PARA O LAGO DE FOGO PORQUE ASSIM DIZ A BÍBLIA, NO APOCALIPSE CAPÍTULO 21 VERSÍCULO 8! E PREPARE-SE PARA A VINDA DE JESUS! 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Briga de galos

Em épocas passadas, antes dos anos 1960, quando Jânio Quadros, então presidente do Brasil, proibiu, a rinha de galos era popular. Verdadeira mistura de jogo de apostas e maus tratos a animais, lucrando às custas de mortes dos perdedores e sérios ferimentos nos vencedores. No entanto, uma lei definitiva só veio em 1998, com a lei 9605/98, para enterrar esse costume. 

Neste ano, por causa do uso do termo "Galo Folia", o tradicional Galo da Madrugada no Recife teve problemas com a Justiça. Não tem nada a ver com rinhas, e sim com o Atlético-MG, o igualmente tradicional time mineiro de futebol. A intenção do  bloco de Carnaval era justamente aplicar o termo para as atividades esportivas, motivo pelo qual o time de Belo Horizonte resolveu brigar na Justiça desde 2012. 

Contudo, houve a intervenção do juíz, ou melhor, da juíza Quézia Sílvia Reis, da Nona Vara Federal, que deu vitória ao Galo da Madrugada, não vendo razão para o Atlético-MG estender a disputa, por se tratar de associações totalmente diversas, envolvendo duas paixões brasileiras, segundo o senso comum: uma representa o Carnaval, e outra, o futebol. 

O Galo mineiro e o Galo da Madrugada se engalfinharam nos tribunais (Globo Esporte)

Este não é o fim definitivo da rinha, porque o Galo mineiro anunciou recursos, e lutará até a última instância. Isso chegará ao nosso querido e excelentíssimo STF?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

E o Carnaval?

Normalmente a mídia daria destaque antecipado à folia, mas ultimamente ad notícias sérias andam abafando o assunto.

Será o amadurecimento do brasileiro, agora mais atento à política e ao exterior? Ou é por causa da falta de veículos de mídia como a antiga, e carioquíssima, revista Manchete, agora ressuscitada com outro enfoque e sem o mesmo carisma?

Somente agora alguns portais estão começando a destacar a festa popular, principalmente no Nordeste, onde o período de folia costuma iniciar mais cedo e termina mais tarde. Já por aqui a coisa toda não aqueceu ainda. 

Bloco "Saudade da Rainha", no Rio de Janeiro (do site Sambando.com)

Enquanto isso, o resto da humanidade continua o seu desfile tragicômico, com destaque para a infeliz postagem do presidente americano Donald Trump fazendo críticas aos Obamas, de uma maneira que despertou a fúria militante politicamente correta por seu racismo rasteiro: comparou os adversários políticos a macacos. Trump alegou não ter visto o filme completamente, e mesmo assim ele postou, e diz não se arrepender disso. 

quarta-feira, 5 de março de 2025

Mídia se divide no noticiário

Nesta quarta-feira de Cinzas os portais de notícias, majoritariamente anti-Trump, preferiram destacar o título da Beija-Flor de Nilópolis e a aposentadoria do Neguinho, o carismático intérprete que entoou pela última vez o grito de guerra (Olha a Beija-Flor aí, gente!) na Sapucaí. E não podia ter se despedido da melhor forma, pois a escola foi a única a levar os 300 pontos no enredo "Laíla de Todos os Santos", homenagem ao diretor morto em 2021. 

Neguinho da Beija Flor se despede do Carnaval, mas... (Luiz Gomes/Fotoarena/Estadão)


... boa parte do Brasil não queria saber de Carnaval e foi acompanhar um acontecimento mais sério no Capitólio (Reprodução/X)

Páginas de revistas mais conservadoras como a Oeste ignoraram o Carnaval e se concentraram na análise sobre o discurso da última terça no Capitólio do presidente americano Donald Trump, que voltou a falar em comprar a Groenlândia e retomar o Canal do Panamá, e punir os países que taxam os produtos americanos, como o Brasil e, principalmente, a China, mostrando não temer uma guerra comercial global entre os gigantes econômicos. Ele também voltou a defender a pacifiação, ao seu modo, das duas regiões mais destacadas pela mídia (Ucrânia e Gaza) e citou a carta do presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky em favor de um acordo. Também falou sobre energia, recursos minerais, controle sobre a imigração ilegal e o encerramento oficial da agenda woke que conduziu empresas e instituições a tomarem caminhos estranhos em nome do respeito às comunidades negras, indígenas e LGBTQIA+, e às mulheres. 

Para muitos, o Brasil está amadurecendo ao não dar tanto destaque ao Carnaval, mesmo com um assunto que seria destaque em outras épocas como a despedida de um dos maiores carnavalescos do país. Mas quem iria deixar as palavras de Trump no Congresso americano em segundo plano?



terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Breves da folia

Ivete Sangalo planejava parar neste Carnaval em Salvador, mas não imaginava uma explosão em tubo de gás carbônico que iria ferir duas pessoas em seu trio elétrico. Uma despedida amarga e lamentável para a chamada "rainha do Carnaval" na cidade. 

Ivete Sangalo chorou na despedida, com motivos de sobra para isso (Francisco Cepeda/Quem)

Em São Paulo, a Mocidade Alegre voltou a vencer, e irá desfilar novamente no sábado junto com as agremiações dos clubes de futebol, os quais tiveram bom desempenho. A Dragões da Real até empatou com a campeã, mas perdeu no critério de desempate (Harmonia), enquanto a outra escola vinculada ao time do São Paulo (a Independente Tricolor) foi rebaixada junto com a Tom Maior. A Gaviões ficou com o quarto lugar e a Mancha Verde, com o quinto. 

Enredo da Mocidade Alegre, campeã do Carnaval, homenageando Mário de Andrade (Canal próprio da escola)

A Vai-Vai, cujo enredo teria ofendido a polícia, ficou no meio do caminho. Ela já havia recebido várias manifestações contra ela, principalmente de policiais e simpatizantes. 

Ainda em São Paulo, o tradicional Galo da Madrugada de Recife desceu para as nossas plagas e homenageou Reginaldo Rossi, tal como aconteceu na capital pernambucana. 

No Rio de Janeiro, as escolas estão se preparando para a apuração nesta Quarta-feira de Cinzas. E, devido aos problemas como carros alegóricos quebrados e até um princípio de incêndio, numa das alegorias do Império da Tijuca, será esperada uma sucessão de notas desfavoráveis, capazes de rebaixar uma escola ou tirá-la da disputa pelo título. 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Tem gente que não vai botar o bloco na rua

Muitos blocos de carnaval de rua em São Paulo não vão desfilar. A Prefeitura cortou o financiamento, concentrando a verba nas grandes escolas, o que deixou várias pequenas agremiações insatisfeitas e sem recursos. 

Ao todo, são 118 blocos a menos no Carnaval paulistano. O calendário liberado no mês passado previa 579 deles. 

O bloco Bangalafumenga é um dos maiores da cidade, e está entre os de presença garantida na folia. Infelizmente, vários outros blocos estarão ausentes (Divulgação)

Hoje, o prefeito Ricardo Nunes se pronunciou, minimizando o problema e se referindo aos diversos patrocínios feitos por empresas privadas. A Ambev é uma das maiores financiadoras. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Qual foi o destino do homenageado pela campeã do Carnaval paulistano?

Registros históricos antigos são complicados em qualquer lugar do mundo, ainda mais em locais como o Japão feudal, onde a história em boa parte se confunde com os rumores aceitos pelos historiadores como sendo verdade. 

Yasuke, o primeiro samurai de origem estrangeira, e o único africano, possivelmente de origem etíope, onde o sobrenome Yasufe era comum, embora os países de língua portuguesa falem em Moçambique como terra natal do guerreiro de 1,88 m, um gigante perto dos japoneses da época. Após um período como servidor, possivelmente escravo, de missionários europeus, como o jesuíta italiano Alessandro Valignano, recebeu a atenção dos japoneses, impressionados com seu porte e sua valentia. Ele serviu ao mais poderoso daimyo (governante feudal) Oda Nobunaga (1538-1582), virtual governante de boa parte do Japão, nos últimos anos de seu mandato, lutou sob seu comando com ferocidade, segundo relatos da época, derrotando os inimigos do seu mestre. Por isso, teve privilégios como sentar-se à mesa de Nobunaga. Porém, os oponentes conseguiram vencer a resistência e derrotaram as forças do daimyo, forçado a cometer seppuku em 1582 como medida honrosa. Yasuke teria presenciado esta dramática morte. 

Representação de Yasuke, o "samurai negro" do século XVI; a estátua foi construída muitos anos após sua morte em data desconhecida (Divulgação)

Oda Nobutada (1557-1582), filho de Nobunaga, reinou por pouco tempo, também cometendo o suicídio ritual, e foi sucedido pelo inimigo, Akechi Mitsuhide (1527-1582), cujo mandato também durou pouco, derrotado e morto pelas forças de Toyotomi Hideyoshi (1537-1598). Este tomou o poder e não quis saber de Yasuke, que chegou a oferecer sua espada para Mitsuhide. sendo desprezado e chamado de "fera". Esta atitude do chefe japonês era vista como normal diante de um homem tão diferente, mas agora considerada como racismo. 

Dizem que o samurai africano abandonou a carreira, e voltou-se para os jesuítas. Neste caso, é duvidoso dizer se ele voltou à condição de escravo. Possivelmente ele continuou a sua carreira de guerreiro, mas agora não mais subordinado diretamente ao poder central. Houve registros da presença de guerreiros negros na batalha de Okitanawate (1584), e um deles possivelmente seria Yasuke. Em 1593, um "vassalo" de Hideyoshi, Kato Kiyomasa (1562-1611), teria dado instruções aos chefes de sua guarda, e um deles era chamado de kurobo (*). Um termo semelhante era kuronbo, palavra atribuída às pessoas negras. Provavelmente, ele estava se referindo a Yasuke. Não existem mais indícios de sua vida após essa data. 

Passados mais de quatro séculos, houve um projeto para filmar a vida do lendário guerreiro, e ele seria interpretado por nada menos que Chadwick Boseman, o Pantera Negra da Marvel. Porém, a morte deste em 2020 interrompeu os planos. A Netflix fez um anime com várias incorreções históricas e muita ficção, em 2021. Neste ano, a Mocidade Alegre ganhou o Carnaval paulistano tendo Yasuke como tema, misturando motivos africanos e japoneses, e se deu muito bem, voltando a obter um título depois de nove anos de jejum na apuração, sem perder um único décimo de ponto. 

Desfile da Mocidade Alegre (Canal Novidades do Samba / Youtube)



(*) T. Lockley, G. Girard - Yasuke: The true story of the legendary African Samurai, 2019

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Carnaval volta, para mostrar que o Brasil volta ao "normal"

Depois de três anos de pandemia, o Carnaval voltou com tudo no Brasil, principalmente na Bahia, onde o evento reúne multidões. 

Apesar de ser ainda quinta-feira antes da semana da folia, em Salvador a festa já começou, e com as mesmas estrelas de sempre, como Ivete Sangalo e Cláudia Leitte (a carioca mais baiana do mundo), além de AraKetu, Timbalada, Bell Marques, Leo Santana e outros. 

Máscaras, mesmo, só as das fantasias, pois a pandemia, apesar de ainda fazer algumas vítimas, não incomoda mais os foliões. Nestes dias, aliás, ninguém pensa nessas coisas. 

Ivete Sangalo fez a abertura do Carnaval em Salvador (AgNews)

Enquanto isso, em São Paulo, as chuvas fortes ameaçam estragar os desfiles no Sambódromo. Algumas escolas como a Império da Casa Verde tiveram alegorias seriamente danificadas, o que pode impedí-las de brigarem pelo título deste ano. 

terça-feira, 26 de abril de 2022

Carnaval atípico consagra Grande Rio

Esta foi a edição mais estranha do Carnaval, após uma pandemia capaz de deixar o ano passado sem desfile. A "micareta oficial" foi nos dias 23 e 24 deste mês, no feriadão de Tiradentes, para "enforcar" a "longa quaresma" imposta pelo coronavírus. 

No Rio de Janeiro, uma edição inusitada teve conclusão também diferente: a Grande Rio, escola sem nenhum título na sua longa trajetória, finalmente conseguiu o tão sonhado título, graças ao enredo homenageando Exu, o contravertido orixá mensageiro, sempre comparado a Satã pelo seu comportamento agressivo e amoral. No desfile, houve várias referências à macumba e outros rituais do candomblé. Paola Oliveira foi o destaque. 

O Exu foi interpretado por Demerson d'alvaro (Mauro Pimentel/AFP)

Paola Oliveira incorporou a Pomba Gira (Agnews)

Outra escola comentada foi a Paraíso do Tuiuti, desta vez negativamente, porque ela perdeu pontos valiosos e ficou em penúltimo lugar. Não foi rebaixada porque só havia lugar para um, ocupado pela São Clemente. Quem contribuiu para a perda dos pontos foi a fantasia da Princesa do Tuiuti Mayara Lima, que rasgou e obrigou a beldade a esconder a genitália. 

Na apuração, a escola de Duque de Caxias conseguiu a maior pontuação: 269,9. Perdeu um décimo de ponto devido ao samba-enredo: três dos sete jurados do quesito deram nota diferente de 10 (duas notas 9,9 e uma nota 9,8). A Beija-Flor de Nilópolis ficou em segundo lugar, com 269,6 pontos, e a terceira colocada foi a Unidos do Viradouro. Elas vão se juntar à Vila Isabel, Portela e Salgueiro, entre as agremiações que foram bem e vão desfilar novamente no sábado, dia 30. 

Em São Paulo, a mídia fez questão de mostrar Jair Bolsonaro criticando o desfile da Rosas de Ouro, que o mostrava como um jacaré após tomar a vacina. A escola, por sinal, foi mal na apuração e ficou num modesto décimo lugar. Havia duas escolas em situação pior, a Colorado do Brás e a tradicionalíssima Vai Vai, que voltaram para o Grupo de Acesso. Quem ganhou foi a Mancha Verde, após disputa ponto a ponto com a Mocidade Alegre e a Império da Casa Verde. Elas e a Tom Maior ficaram com quase todos os pontos válidos (269,9 num total de 270), e vão desfilar novamente no sábado junto com a Unidos de Vila Maria e a Águia de Ouro. 

Ainda é preciso saber quem vai subir para o Grupo Especial nas duas metrópoles, no próximo Carnaval, a ser realizado na data devida em 2023 (caso não houver outra pandemia, guerra civil ou conflito mundial). 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Viradouro é campeã na Quarta-Feira Negra

Esta quarta-feira de Cinzas foi tão desastrosa para a economia do Brasil que merece ser chamada de "quarta-feira negra". Por causa do nervosismo com o coronavírus em nossas terras (por enquanto, é apenas um caso, bem monitorado, em São Paulo), o dólar foi para R$ 4,44 e a Bovespa derreteu 7%. Isso terá consequências daqui para a frente, capaz de fazer até o folião mais entusiasmado ter uma ressaca para durar a quaresma inteira. Isso se não contrair o coronavírus. A conferir. 

Pelo menos, um grupo tem motivos para sorrir. É a Unidos do Viradouro, ganhando seu segundo título na história, sendo relativamente jovem (49 anos) e irregular no Grupo Especial. Conseguiu superar a favorita Beija-Flor, cotada para vencer, pois a Grande Rio e seu desfile pouco empolgante para o público não poderia sustentar a liderança por muito tempo. Na evolução, a escola conhecida mais pelas celebridades e artistas da Globo perdeu valiosos décimos de ponto, mas ainda assim ficou em segundo. A Beija-Flor não conseguiu aproveitar o revés da rival e perdeu décimos no quesito mais importante, a harmonia. Como a Viradouro foi bem nesses itens, acabou levando o troféu. Para muitos, mereceu, pois seu enredo sobre as lavadoras do Abaeté empolgou o público na Sapucaí. 

Abaixo, os melhores momentos da escola de Niterói (de novo, na página do Bruno Rezende). 



Para desgosto do presidente Bolsonaro, a Mangueira vai desfilar de novo entre as melhores colocadas, junto com Viradouro, Grande Rio, Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija-Flor e Salgueiro. A verde-e-rosa mostrou as diversas versões de Jesus para deixar os evangélicos e católicos incomodados. Pelo menos a São Clemente, que ridicularizou diretamente o presidente, não volta para a Sapucaí, pois ficou só em nono (mas não foi rebaixada, ao contrário da Estácio de Sá e da União da Ilha). A Imperatriz Leopoldinense voltará a desfilar no Grupo Especial em 2021. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

O título inédito da Águia de Ouro merece destaque...

Depois de uma longa história marcada por participações irregulares no Carnaval paulistano, a Águia de Ouro finalmente ganhou o título mais importante no Anhembi. 

Não deu para os rivais, considerados favoritos, como a Mocidade Alegre e seu enredo sobre as mulheres orixás. A agremiação da Pompéia teve um desfile impecável, com pouquíssimos erros e explorando o tema da educação e da sabedoria, ferramentas importantes para a evolução de uma sociedade. Não faltou homenagem a Paulo Freire, o contravertido educador detestado pelo bolsonarismo por seus métodos considerados próximos demais ao marxismo, mas muito cultuado pelos intelectuais e defensores de novas abordagens para o ensino. 

Abaixo, alguns momentos do desfile campeão (vídeo do Bruno Rezende, no Youtube). 


... mas outras notícias merecem citação aqui, também

Fora do Carnaval, outros assuntos chamaram a atenção da mídia: 

- o primeiro caso confirmado do coronavírus no Brasil, em Pernambuco, num homem de 60 anos que veio da Itália, um dos países mais afetados pela doença; 

- a morte do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak, que governou o país com mão de ferro entre 1981 e 2011 e foi deposto na chamada "Primavera Árabe", uma série de eventos que só derrubaram tiranos do mundo islâmico para, no fim, outros ocuparem o lugar ou simplesmente fazerem os países mergulharem em guerras civis (a Tunísia parece ser a única exceção); 

- confrontos contra o governo indiano resultaram na morte de 13 pessoas em Nova Délhi, capital da Índia, às vésperas da visita de Donald Trump ao país;

- o ex-executivo da Miramax, empresa lançadora de vários filmes ganhadores do Oscar, Harvey Weinstein, foi condenado por abusar sexualmente de várias mulheres; 

- as chuvas voltaram a atacar em São Paulo, chegando a inundar várias regiões; 

- os motins nas polícias do Ceará e do Espírito Santo continuam, provocando anarquia e aumento nas taxas de criminalidade;

- o presidente se manifestou a favor de protestos contra o Congresso e o Judiciário - contra a ordem constitucional, portanto.  


N. do A.: Houve coisas melhores, também, como os jogos da Champions League, com destaque para a vitória do Bayern de Munique contra o Chelsea em plena Stanford Bridge, por 3 a 0. No Carnaval, vale louvar a alegria nos blocos de rua, inclusive uma imitação do Galo da Madrugada em São Paulo (a imitação é barata, mas quem foi nem ligou), e os eventos nas principais cidades foliãs, como Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Olinda. Nesta última cidade, houve os desfiles dos bonecos gigantes, inclusive os do presidente e do ministro Sérgio Moro. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Da série 'Noventolatria', parte 22 - O Carnaval da Rede Manchete

O autor deste blog, às vezes, fica com ataques de passadismo e resolve postar coisas que ocorreram em tempos passados, geralmente de forma humorística, mas sem conseguir evitar um clima nostálgico. 

Nos carnavais antigos, a extinta Rede Manchete era a emissora mais empenhada em transmitir a festa popular, embora, por ser carioca, se concentrasse demais no Rio de Janeiro. 

Quem assistia ficava sabendo de mais detalhes sobre os bastidores das escolas que desfilavam na Marquês de Sapucaí, além de ver os blocos e os desfiles de fantasias, inclusive com o impagável Clóvis Bornay, o carnavalesco por excelência daqueles tempos idos. 

Para ler com mais detalhes, clique AQUI. 

Uma curiosidade da Manchete, a partir de 1995, é apresentar uma imitação da garota Globeleza, a inesquecível Valéria Valenssa, mas ao contrário da musa global, negra, a modelo escolhida era bem branca, mas também muito atraente. Era a loira Janaína Guerra, então com 23 anos quando gravou a vinheta, inclusa na chamada das transmissões abaixo. 



N. do A.: Atualmente, não vão deixar passar os acontecimentos de fora da folia, como o motim dos policiais no Ceará, os tiros que atingiram o senador Cid Gomes, as cobranças do presidente Bolsonaro para o Paulo Guedes aquecer a economia (como ele irá fazer isso é um desafio), a insatisfação dos governadores e dos congressistas com a falta de senso republicano do atual chefe do Planalto, o coronavírus, a dengue, etc. Tudo isso vai disputar espaço na mídia com os peitos, bundas, fantasias, confetes, serpentinas, batuques. trios elétricos, celebridades e o Galo da Madrugada, que neste ano está bem caprichado e enfeita as ruas do Recife. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Porcalhões do Carnaval vão pagar caro (pelo menos esta é a intenção...)

Quem for flagrado urinando em público, fora dos banheiros químicos, neste Carnaval, vai pagar uma bela multa: R$ 549,27 em São Paulo e R$ 607,54 no Rio de Janeiro. Os valores aumentaram em relação a 2019, mas mal corrigiram a inflação do período. No ano passado, cada "mijão" precisou pagar R$ 526,57 na capital paulista e R$ 588,04 na Cidade Maravilhosa. 

Esses valores ficam abaixo dos cobrados em Salvador, onde a "lei do xixi" vigora desde 2014. Na época, cobrava-se R$ 1.008,00, mas muitos driblam a lei e fazem suas necessidades em locais impróprios, aproveitando as falhas na fiscalização. E isso acontece também por aqui e no Rio, como até a Pedra da Gávea e os bandeirantes do Monumento às Bandeiras sabem. 

Não há um projeto para implementar uma lei semelhante no Recife e Olinda, outros destinos muito procurados pelos foliões. 

quarta-feira, 6 de março de 2019

As histórias estranhas desses tempos de folia

1. A menos estranha das histórias que tomaram conta do período carnavalesco foi o suposto affair entre Neymar e Anitta, por causa de uma troca fortuita de beijos. O astro do PSG nem deveria estar tão ativo, com o seu metatarso direito quebrado, mas ele não se conteve e foi alvo da maledicência da imprensa. Ele voltou para Paris, acompanhar o jogo do PSG contra o Manchester United pela Champions League, mas não escapou das críticas, ainda mais porque o time francês foi mais uma vez eliminado, conseguindo perder de 3 a 1 em pleno Parc des Princes após ganhar por 2 a 0 em Old Trafford. Já a cantora disse que foi beijada por mais gente, como é relativamente comum nestes tempos animados. 

2. O tal "surubão de Noronha" aconteceu antes do Carnaval, mas a repercussão ainda permanece; esta história compete com a da "mamadeira erótica do Haddad" em mistificação: muito comentário e quase nenhuma evidência; seria a razão para o fim do casamento entre os atores Débora Nascimento e José Loreto, com a "participação" de Marina Ruy Barbosa, colega de Loreto na novela O Sétimo Guardião, um folhetim nem de longe tão interessante quanto o tal "surubão". E provavelmente nem tão fantasioso.

3. Pior do que os precedentes é o conto do vídeo de conteúdo impróprio postado pelo presidente Jair Bolsonaro para criticar o Carnaval, em resposta às hostilidades contra ele amplamente exploradas pela oposição e pelos partidários do "Ele Não". Ele havia criticado os rumos do Carnaval, insinuando que muitos blocos de rua estão "indecentes" como o vídeo indecoroso de conteúdo gay (um homem urinando em outro), correndo o risco de ter sua conta denunciada no Twitter e, pior, afetando a imagem do Brasil no exterior. A maior parte dos juristas não veem motivos para impeachment, mesmo porque uma postagem infeliz e despropositada numa rede social não pode ser comparada aos desmandos de Fernando Collor e Dilma Rousseff, punidos com a cassação do mandato. Essa conduta não contribui para fazer o Brasil enfrentar seus inúmeros e graves problemas, desde o rombo da Previdência até a corrupção, a estagnação econômica e a miséria que assolam nossa pátria.


N. do A.: Uma história bem mais condizente com o Carnaval é a vitória da tradicionalíssima Estação Primeira de Mangueira no Carnaval carioca. Outra vez um tema contra o racismo e o desrespeito contra mulheres é premiado, em um desfile tecnicamente irrepreensível, mas empolgante para o público na Sapucaí. Por outro lado, a Imperatriz Leopoldinense e a Império Serrano, escolas também tradicionalíssimas, foram rebaixadas.

terça-feira, 5 de março de 2019

Mancha Verde campeã; Vai-Vai rebaixada (e, enquanto isso, na Europa...)

Finalmente, na primeira vez em sua história, a Mancha Verde se tornou a campeã do Carnaval paulistano, homenageando mulheres e negros, em um desfile apreciado pelo público no Sambódromo e premiado com a pontuação máxima - 270 pontos. Ficou à frente da Dragões da Real, outra agremiação formada por torcedores de futebol, por apenas 0,1 ponto. A Mancha Verde é formada por palmeirenses e a Dragões da Real, por são-paulinos. 

No sábado, elas desfilarão junto com a Rosas de Ouro, a Unidos de Vila Maria, a Império de Casa Verde e a Águia de Ouro. 

Por outro lado, a tradicional Vai-Vai, maior vencedora de Carnavais por aqui, amargou o último lugar, com 268,8 pontos. É 1,2 ponto abaixo do máximo, mas suficiente para o inédito descenso. É um verdadeiro desastre para a veterana, obrigada a desfilar no Grupo de Acesso em 2020. O único consolo é competir com outras escolas tradicionais que já tiveram dias melhores: Leandro de Itaquera, Nenê de Vila Matilde e Camisa Verde-e-Branco. Outra vítima foi a Acadêmicos do Tucuruvi, na sua tentativa de superar o trauma do incêndio no ano passado, quando não foi avaliada. 

Pérola Negra e Barroca Zona Sul vão desfilar junto com as grandes no próximo ano. 

A seguir, o desfile vitorioso da Mancha Verde, a partir do canal da escola (transmissões feitas pela Rede Globo): 



N. do A.: O dia 5 de março de 2019 será lembrado com pesar não só pela Vai-Vai, mas pelos torcedores e integrantes do poderoso Real Madrid, que deu adeus à Champions League após ser goleado pelo Ajax em pleno Santiago Bernabéu. O time holandês conseguiu a proeza de fazer quatro gols naquele estádio, um deles de David Neres, ex-jogador do São Paulo. Vinícius Jr. saiu machucado no primeiro tempo. Asensio, seu substituto, fez o gol de honra (ou será o de desonra?) para os merengues. É o fim amargo da era gloriosa dos blancos, tricampeões consecutivos da Champions League, e muitos pagarão por isso: além do técnico argentino Santiago Solari, alguns jogadores que não estão rendendo tão bem quanto na época do reinado do astro Cristiano Ronaldo poderão sair: Isco, Bale e o lateral esquerdo da Seleção da CBF, Marcelo. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Sapucaí contra os políticos

Após a apuração do Carnaval carioca, a Beija-Flor ganhou novamente. 

Fugindo dos enredos comportados, a agremiação de Nilópolis trouxe para a avenida Marquês de Sapucaí um enredo crítico, denunciando a violência e as mortes na "Cidade Maravilhosa", assim como a corrupção, o tráfico de influência e os políticos. O tema dos monstros é um disfarce para o protesto contra o status quo na realidade.

Carro alegórico da Petrobras, mostrando o rato gigante da corrupção (Pilar Olivares/Reuters)

Não foi a coisa mais surpreendente que aconteceu no desfile. A Paraíso do Tuiuti, escola relativamente pequena de São Cristóvão, foi a grande sensação entre os foliões cariocas, principalmente entre os mais críticos do governo (e os entusiastas da teoria do "golpe" contra Dilma e o PT); o tema da escravidão serviu de trampolim para mais crítica social, protesto contra as reformas trabalhista e previdencária, e colocando o presidente Temer como um "vampirão". 

Para muitos, a pequena Tuiuti virou uma espécie de "campeã moral" da Sapucaí; ficou apenas 0,1 ponto da campeã (296,5 contra 296,6 da Beija-Flor). A Salgueiro estava disputando com a escola do Neguinho até o último quesito, mas tropeçou no samba-enredo, o primeiro no critério de desempate, e ficou em terceiro, também com 296,5 pontos. A Portela e a Mocidade, cotadas para o bicampeonato, não conseguiram, embora obtivessem colocação suficiente para desfilarem de novo no sábado, dia 17: quarto e sexto lugares; a Mangueira também vai para esse desfile, em quinto. 

Quem decepcionou foram duas escolas tradicionais, a Grande Rio e a Império Serrano. A Império alternava participações irregulares, mas a Grande Rio estava desde 1993 no Grupo Especial, conseguindo por três vezes o vice-campeonato (2006, 2007 e 2010), sem ser ameaçada de rebaixamento antes. As duas cederão lugar para a campeã e a vice-campeã da Série A, que irão desfilar entre as grandes em 2019. 


N. do A. (1): Se no Rio, uma cidade acusada de ser "esquerda caviar" para os liberais e conservadores no espectro político, as escolas mais bem avaliadas estavam de acordo com a inteligentsia local, em São Paulo, a Acadêmicos do Tatuapé não trouxe crítica social e foi bicampeã, com a pontuação máxima (270 pontos). Teve a proeza de empatar, em pontos, com outras três escolas rivais, a Mocidade Alegre, a Mancha Verde e a Tom Maior, mas teve menos notas diferentes de 10 (descartadas na avaliação dos jurados no Sambódromo do Anhembi). Dragões da Real e Império da Casa Verde também vão para o desfile das campeãs, ao contrário de Vai-Vai e Rosas de Ouro, que decepcionaram, mas não tanto quanto Independente Tricolor e Peruche.

N. do A. (2): A próxima postagem vai ter uma tirinha, referente ao jogo da Champions League entre o Real Madrid de Cristiano Ronaldo e o Paris Saint-Germain de Neymar.  

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Enquanto a gente curte o Carnaval

A maioria dos brasileiros quer curtir o Carnaval ou descansar, mas sempre alguém precisa cuidar para as coisas funcionarem, enquanto isso. 

Um deles é o presidente Temer. Afinal, é a sua responsabilidade, como chefe de Estado e de governo, respaldado pela Constituição e pelas leis, que preveem o impeachment sofrido pela titular, Dilma Roussef, afastada por não cumprir com sua obrigação como governante (não exatamente por estar envolvida em corrupção, da qual o próprio Temer também é acusado). O ex-vice e atual mandatário não está a fim de sofrer o mesmo destino, a poucos meses de deixar o cargo após as eleições neste ano.

Outros se encarregam de manter a ordem e não deixar o país virar um imenso lugar de baixo meretrício, onde ocorrem não só os prazeres da carne, mas toda a sorte de baderna, crimes, atrocidades e violências. É o caso da Polícia e da Justiça. 

E quem está fazendo planos para além do Carnaval, faça à vontade, mesmo os candidatos à "Vergonha Nacional" deste mês, como o Luciano Huck (principalmente se ele decidir se candidatar à Presidência neste mês e não formalizar sua candidatura; caso a formalização acontecer, ele se tornará um hors concours, concorrente forte demais para outros postulantes a colaborar para o Brasil se transformar num Bananistão ou numa Botocúndia) ou o Oswaldo de Oliveira, técnico do Atlético-MG que se comportou muito mal após o empate do Atlético Mineiro contra seu "xará" do Acre, um resultado vergonhoso na Copa do Brasil, mas suficiente para fazer o Galo avançar na competição (Obs.: pessoas jurídicas e empresas não recebem o selo da "Vergonha", portanto o Botafogo, como clube, ficará de fora da "premiação" no início de março, mesmo com aquela derrota para o Aparecidense por 2 a 1, evento a ser comentado pelo resto do ano).

Este blog vai ficar de plantão caso houver algum fato interessante para comentar, e posts mais elaborados serão feitos a partir da quarta-feira.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Depois da feiúra de 2017

Em 2017, este blog publicou uma postagem sobre o Galo da Madrugada, um dos maiores símbolos do carnaval de Recife. Naquela época, o galo apareceu bem feinho, o que não atrapalhou a folia.

Neste ano, resolveram deixá-lo mais bonito e coerente com o clima de festa:

Maquete do Galo da Madrugada deste ano (Bruno Campos)
 
Se lembrasse a feiúra do galo do ano passado, lembraria o atual hit para ser tocado nestes dias, o funk "Que tiro foi esse", da Jojo Todynho, capaz de fazer qualquer pessoa mentalmente saudável querer ficar num retiro espiritual para não ouvir essa bombástica "maravilha" musical do nosso tempo. 

Infelizmente, nem tudo está correndo bem: a montagem está atrasada e teme-se que o Galo não fique pronto a tempo. Ele deve desfilar no dia 10, para homenagear o jornalista Francisco José, veterano profissional da Rede Globo, mas deve ser erguido antes, amanhã.