Mostrando postagens com marcador Eleições presidenciais americanas 2024. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições presidenciais americanas 2024. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

O tamanho da surra republicana

 


Os Estados Unidos ficaram pintados quase totalmente de vermelho (Reprodução/Instagram)

Ainda não terminaram as apurações dos votos populares e do Colégio Eleitoral, mas a vitória do republicano Donald Trump é incontestável. Ele conquistou 295 votos (até agora) dos representantes de cada Estado, contra 226 votos. Também na votação popular, o "laranjão" venceu a vice, com uma diferença de mais de 4 milhões de votos. 

Os republicanos não triunfaram apenas com a Presidência, mas também no Capitólio, o Congresso norte-americano. Lá como aqui, o Executivo precisa do apoio do Legislativo para governar. 

Senado: 53 votos republicanos contra 45. 

Câmara: 209 votos republicanos contra 191 (apuração ainda em andamento; é real a chance dos republicanos controlarem a Câmara, com um mínimo de 218 votos). 

Isso indica um caminho confortável para o magnata, que poderá levar adiante a sua agenda de segurança energética e combate à imigração ilegal. Levará a construção do muro na fronteira com o México adiante? Ele foi concluído mesmo com o empenho de Trump no mandato anterior (2017-2021). 

Enquanto isso, os democratas ainda estão assimilando a derrota acachapante, e precisarão repensar sua abordagem. Mostraram não ter representantes para competir com o eleito, e suas pautas de inclusão social não estão de acordo com os desejos da maioria dos americanos, embora ainda repercutem na inteligentsia da Costa Oeste e da Costa Leste. Muitos deles, assim como os defensores do "progressismo" na Europa e na América Latina, ainda não aceitam, mas este é o fato: Donald Trump será de novo presidente da grande potência. 


N. do A.: Este blog vai abordar uma pauta totalmente diferente para manter a coerência com o título "Assuntos 1000"




terça-feira, 5 de novembro de 2024

E começou a corrida!

 Quem vence? Donald Trump ou Kamala Harris?

A resposta só ficará pronta daqui a alguns dias, quando os votos de todos os 50 Estados estiverem computadas. 

O destino da grande potência mundial está nas mãos desses dois (Divulgação)

Até o momento, o repuglicano está na frente, vencendo na maioria dos Estados, inclusive (e naturalmente) no Texas e na Flórida. Ainda falta o maior colégio eleitoral, a Califórnia, um reduto democrata, mas isso pode não ser suficiente para a vice-presidente suceder Joe Biden: são 162 votos para o milionário no Colégio Eleitoral no fechamento desta postagem, contra apenas 81 votos de Kamala. Os republicanos também estão na frente, até o momento, nas eleições parlamentares e estão conquistando a maior parte dos governos estaduais, mas ainda há chance de mudar. 

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Biden joga a toalha (para alegria de todo mundo)

Os partidários de Trump fazem coro a ele, dizendo que o presidente americano Joe Biden não tinha a menor condição de governar. Os democratas se preocuparam extremamente com o desempenho pífio de Biden no debate, além de suas constantes gafes que denunciam o enfraquecimento de suas faculdades cognitivas, atribuídas à idade - embora Trump tenha apenas quatro anos a menos - e queriam outro nome mais competitivo. 

No final, Biden agradou a todos, desistindo da candidatura. Possivelmente, Kamala Harris vai concorrer no lugar dele, mas sua popularidade é ainda mais baixa no país e ainda há muitas dúvidas sobre a sua capacidade de administrar a grande potência. Muitos queriam Michelle Obama, na esperança de ver o marido, o ex-presidente Barack Obama, atuar nos bastidores, quando as más línguas dizem o contrário: Barack seria uma espécie de "yes man" para a esposa, usando um jargão comum nos Estados Unidos. Isso porque ex-presidentes não podem exercer um terceiro mandato em quaisquer hipóteses, por imposição de uma emenda constitucional de 1951. 

Joe Biden agora pode se preocupar unicamente em terminar seu mandato (Jim Lo Scalzo / EPA-EFE / Rex / Shutterstock)


De qualquer forma, sendo Biden, Kamala ou qualquer outro nome viável dentro das regras eleitorais americanas, Trump iria faturar. Mesmo as big techs e parte da grande mídia admitem isso. 

segunda-feira, 15 de julho de 2024

O ataque que (não) mudou o mundo

 Donald Trump já tinha boas chances de voltar à Casa Branca na semana passada, considerando o desempenho do candidato democrata, o presidente Joe Biden, no debate da CNN. Agora, o ataque na Pensilvânia, que poderia ter um desfecho bem diferente e muito mais trágico, foi um acontecimento merecedor do repúdio de todos os defensores da civilização, mas basicamente não vai mudar o cenário. 

O atentado que poderia ter causado uma tragédia de repercussão mundial (Gene P. Puskar/AP Photo)


Apenas vai tornar mais certo o desfecho: preparemo-nos para a volta do "laranja". 

Para não dizer que a coisa ficou como está apesar da barbárie, um apoiador de Trump, bombeiro, também perdeu a vida no episódio, causando dor e sofrimento em sua família. E o responsável pelo crime foi morto. 

Também alguns adversários políticos de Trump no mundo, como o presidente do Brasil, Lula, prestaram solidariedade a ele, neste momento. O republicano sofreu um tiro de raspão na orelha, além do susto. 

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Bofetadas simbólicas

Donald Trump recebeu com altivez a "bofetada" que recebeu da Justiça, condenando-o por desviar recursos de suas empresas para pagar suborno de US$ 130 mil a uma atriz pornô, Stormy Daniels. O valor da multa a ser pago ainda está para ser divulgado, mas a maior parte da imprensa americana e boa parte da mídia mundial aproveitaram para explorar o caso, dizendo que Trump seria o primeiro condenado pela Justiça a concorrer ao cargo mais influente do mundo. Trump distribuiu bordoadas como resposta, em Joe Biden ("burro e incompetente"), nos juízes responsáveis pela sentença, na mídia e nos próprios advogados acusados de negligência, e reforçou que a condenação  não o tira do páreo na corrida presidencial. 

Trump considera de menor importância o delito pelo qual foi condenado e demonstra sua disposição de continuar a disputar novamente a presidência dos Estados Unidos (Eduardo Muñoz/Reuters)
 

Outra bofetada é a dada pelo grupo espanhol Dia no mercado brasileiro. Em recuperação judicial desde março, a rede varejista de supermercados vai vender suas lojas à empresa de gestão de ativos MAM por míseros € 100, E disse que vai concentrar seus negócios em países onde ela registra lucro, como Espanha e Argentina. Por enquanto, as lojas no Estado de São Paulo vão conitnuar funcionando. 

terça-feira, 26 de março de 2024

Americanos ganham 'candidato de protesto'

Como no Brasil, qualquer cidadão adulto norte-americano, ou imigrante legalizado, pode se candidatar a um cargo político. Para a Presidência da grande potência da América, temos Joe Biden pelos democratas, Donald Trump pelos republicanos e Robert Kennedy Jr., o sobrinho do famoso JFK, como representante dos independentes. E, também, um cidadão registrado como "Literally Anbody Else" (Literalmente Qualquer Outro). 

Com 35 anos, o professor texano Dustin Ebey vai concorrer para atrair votos dos descontentes com a política tradicional. "Literally Anybody Else" tem esperança de sacudir o sistema político norte-americano e deve adotar uma postura próxima a de Trump, para atrair votos de seu Estado, habitado majoritariamente por conservadores e onde há rumores de separatismo, o "Texit". 
My name is Literally Anybody Else! (Divulgação)


Fora a barba longa e ser um candidato de protesto, ele não tem muito em comum com o finado Doutor Enéas, que também bradava contra o establishment. 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Trump tem caminho facilitado para voltar

Demonizado e temido pela inteligentsia norte-americana e por boa parte do mundo, mas estimado por muitos americanos, Donald Trump está mais próximo de voltar à Casa Branca. 

Ron DeSantis, governador da Flórida e um dos mais tenazes adversários de Trump, por disputar o mesmo público conservador, desistiu de disputar as prévias republicanas, e passou a apoiar o ex-presidente. Nikki Haley, ex-embaixadora dos EUA na ONU, não parece ter muito apelo para concorrer nas prévias. 

Ron DeSantis deixou o caminho livre para Trump ao abandonar a candidatura pelos republicanos (Getty Images)

Pelo lado democrata, Joe Biden concorre à eleição, mas sua idade e a baixa popularidade o atrapalham. Seus adversários nas prévias democratas também não conquistam a atenção da mídia: a escritora Marianne Williamson e o deputado Dean Philips, de Minnesota (estado situado ao norte do país). 

Existe também a "terceira via", Robert Kennedy Jr., sobrinho do ex-presidente John Kennedy, que saiu do Partido Democrata. Ele quer conquistar votos de pessoas com diversas matizes políticas, mas mesmo tendo um sobrenome com força e história, o passado de tragédias envolvendo a família Kennedy (seu pai também foi assassinado, como seu tio) assusta. 

Com este cenário, a volta de Donald Trump parece bastante provável, mas isso dependerá dos eleitores e seus representantes no Colégio Eleitoral.