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quarta-feira, 26 de março de 2025

E agora, capitão?

E agora, capitão?

Irá para a prisão?

O Xandão

e seus colegas não estão

lhe dando razão

e talvez o condenarão

a alguns anos de detenção. 

Não

vá ser chorão

e recorra, então

enquanto seus apoiadores estão

em união

para anistiar os presos injustamente

tratados severamente

como se fossem somente

apoiadores daquela turba demente

que depredou de forma inconsequente

naquela data recente. 

E agora, capitão?

Terá sido em vão

expor a sua razão

não sem emoção?

Enquanto o presidente

tenta falar à gente crente

enquanto não pouca gente

aponta-lhe o dedo para dizer: Ele mente!

(...)

E a liberdade

e a verdade

devem ser defendidas sem vaidade

por gente de toda idade

para não gerar saudade

do velho Brasil

do tempo juvenil

quando não havia círculo anil. 

O brasileiro não é vil 

e não pode ser feito de imbecil

pela maldade

de quem é autoridade

que precisa ter capacidade

de atender toda a cidade

e não fazer atrocidade. 

(...)

E agora, capitão

passará à História então

a ser visto como vilão

ou vacilão

desta Nação?


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Poemas de quem não é poeta

FALSO SONETO

Pouco juízo tem quem vê solução no problema
A quem está se deixando enganar!
Por quem não sabe separar a clara da gema
E quer ser o dono deste lugar!

Um diz que vai continuar a caminhada
E seu apoiador chama outros de pigmeus
Mas a gente não vislumbra nada
Nada de progressos seus ou teus

Estamos perdidos, pobres de nós
Tantos candidatos a cacique
Nesta sofrida e enorme aldeia

Para um futuro incerto não iremos sós
Que este futuro melhor fique
Porque a situação é para lá de feia.



VERSOS LIVRES

Ó desgraçados! Se dependerdes de alguns ilustres
Estareis comendo capim
Mas nada é tão ruim
Que não possa ficar mais triste
Se no vosso miolo inteligência existe
Temais desde já a sanha dos abutres

Pois o capim não é eterno
E não dará para todo mundo
A crise parece buraco sem fundo
Ó aflitos! Não vos enganeis
Não será com quatro anos nem com seis
Que este lugar vai ser de fato moderno

Ó desvalidos! Se dependerdes de outros bravos
Uns farão dos outros almoço
Não será pouco o alvoroço
A destemperança e a fúria imperarão
Não será pouco o sangue varão
Derramado por fortunas e centavos

Vereis que os ilustres não tem ideia
De como nos governar!
Não vos atireis ao mar!
Ó predestinados! Sejais fortes!
Não tereis melhores sortes
Se continuarem a ser apenas plateia!

Vós sois o povo brasileiro!
A solução do Brasil não está nos eleitos
Que podem ter mil defeitos
Mas são humanos como vós
E não podem governar a sós
Neste lugar que não é simples celeiro! (*)



(*) A primeira palavra que o poeta amador pensou em empregar foi puteiro, mas o termo seria grosseiro demais


N. do A.: Foi escrito num momento de mais uma sucessão de más notícias vindas deste governo, que vai contingenciar ainda mais os recursos para as pesquisas acadêmicas. O presidente da Capes, Abílio Baeta Neves, alertou para o risco de novas bolsas de pós-graduação não serem concedidas ou parte das existentes simplesmente serem interrompidas em 2019. E este governo se decidiu por apoiar Henrique Meirelles, que evidentemente vai trilhar o caminho do continuísmo, cortando verbas de alguns setores e tentando preservar os recursos de outros. Ao decidir lançar a candidatura de seu ex-ministro da Fazenda, o presidente Michel Temer chamou os ilustres e bravos adversários de "pigmeus políticos", por não terem planos de governo (mas qual é o plano de governo oficial de Meirelles?); os alvos principais são Ciro Gomes e Jair Bolsonaro.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mundo louco mundo

Mundo louco mundo
Ainda que eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima e não uma solução
Para este planeta perturbado
Na terra dos vikings
Um matusquela de preto
Usou uma
e
s
p
a
d
a
e matou seu dó
Enquanto isso no México
Patrícia é um furacão
E vai devastar corações
E cérebros
E fígados
E ossos
Mas é só uma brisinha
Diante do que acontece num país
Onde conseguiram transformar
Riqueza em
K
K
Graças aos ilustres companheiros
Que não pensam na nação
E fazem o que mais sabem fazer
Só não sabem é
Governar o nosso povo

Mundo louco mundo
Continuam trocando gentilezas
Na Terra Santa
Onde estão fazendo o diabo
E não muito longe dali
O E.I.
Continua a sua insana missão
De transformar o mundo
À sua imagem e semelhança
Enquanto isso
As potências continuam loucamente
Com o seu xadrez político
E o resto do mundo torcendo
Para os jogadores não bancarem
Os pombos
Que cagam no tabuleiro
E cantam vitória
De peito estufado
Mas francamente
Confundir hospitais com o terror
E matar inocentes
É pedir para as pobres avezinhas
Ficarem no lugar
Dos ilustres cagões

Mundo louco mundo
Tudo parece pirado!
O futebol não é mais aquele
Olha a cara dele
Do Blatter
Do Platini
Da FIFA toda
Perderam a moral
Como se tivessem levado de 7
Tal e qual a
A
B
Ração
que se tornou
O escrete canarinho
Escrachado
Que não tem solução
E o que se salva
É o rei do futebol
Fazendo agora
Setenta e cinco janeiros
Nunca viu tantos bufões
Na sua corte
Maltratando a bola
E ganhando a grana
$$$$$$$
Que o rei nem pensaria
Em ganhar antes

Mundo louco mundo
Só falta o poetaço
Pastichando Drummond
Plagiar o mineiro
E perguntar
Como maluco
(Parece que é!)

E
agora
José?