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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Da série "Mondo Cane", parte 89

Já faz algum tempo que esta série não aparece, desde o ano passado. Desta vez, para mostrar a infantilização dos adultos, ao contrário do influenciador Felca, que fez campanha contra a adultização infantil. 

Virou moda na China, e no resto do mundo, a utilização de chupeta para adultos, com o pretexto de "combater a ansiedade". Se até para bebês o uso desta coisa é nocivo, por fazer mal aos dentes em formação, imagine fazer isso quando já é crescido(a). Além de ser ridículo, claro. 

Recuso-me a comentar isso! (Reprodução/Redes sociais)

Defiitivamente, isso é motivo para um IgNobel de comportamento. 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

As gerações que definirão o futuro da Terra

A mídia principalmente nos Estados Unidos fala sobre as gerações chamadas de "baby boomers", X, Y e Z, entre os nascidos após a Segunda Guerra Mundial. O assunto já foi abordado há algum tempo. Para recapitular: 

"Baby Boomers" são os nascidos entre 1945 e 1964, grosso modo, pois certas pessoas nascidas a partir do final da década de 1950 já apresentam características da geração seguinte. Estão no final da meia-idade até a velhice, desfrutando de uma saúde melhor do que as gerações anteriores em sua faixa etária. 

A geração X é formada pelos nascidos entre 1964 e 1980. Pessoas atualmente na chamada "meia idade". Muitos entre 1976 e 1980 já apresentam características dos mais novos. 

A geração Y, chamada também de "millenials", nasceu entre 1981 e 1996. Estaria, em tese, moldada para comandar os rumos do século XXI. Para muitos, é algo ruim. 

Os mais jovens, nascidos aproximadamente entre 1996 e 2010, são a "geração Z", formada por gente que parece ter "instintos tecnológicos", pois possuem habilidades no celular desde bem pequenos. 

Quem vai definir o rumo deste século já consolidado e difamado são justamente os "millenials" e os Z. Para os mais velhos, isto é, os nascidos antes de 1980, essa rapaziada está arruinando o mundo, porque reunem vícios difíceis de serem escritos num só espaço. Ambos são vistos como imaturos, "adultescentes aborrecentes", passam tempo demais no videogame e no celular, impacientes, presunçosos, malcriados e aparentemente incorrigíveis, mas há diferenças entre eles. 

Os "millenials", crescidos durante o grande salto tecnológico da virada do século XX para o XXI, são apodados de "geração mimimi", muitos deles com baixa tolerância à frustração e a mania de querem opinar sobre tudo, mesmo com conhecimentos falhos ou totalmente equivocados sobre determinado assunto, sem ter a necessária humildade para reconhecerem seus erros, enquanto os Z, tipicamente, são mais tolerantes e menos opinativos, embora tenham ainda mais dificuldade para se concentrarem em tarefas e terem lacunas demais para entenderem as normas de conduta, por estarem acostumados a ficarem cercados de gadgets eletrônicos e usarem as redes sociais. 

Por serem pais dessas gerações problemáticas, os "baby boomers" e a geração X são apontados como culpados pelos mais idosos e tradicionalistas. Os nascidos entre 1945 e 1980 viveram na época da liberação dos costumes e da progressiva igualdade entre os sexos. Segundo os mais conservadores, isso gerou falhas na condução dos mais jovens, chegando a dizer, às vezes em tom não jocoso, que "faltou surra (de cinta ou mesmo daquela antiga vara de marmelo)" para eles. 

Como agora é mais difícil corrigir os Y e o Z, pois agora eles são adultos, ou próximos disso, restaria ver como a próxima geração, ainda não rotulada com um título oficial (já se fala em "geração alpha"), os nascidos depois de 2010. Ainda são crianças, com menos de 13 anos, filhos dos "millenials" em sua maior parte. Será que eles terão a capacidade de consertar eventuais burradas dos seus pais e irmãos mais velhos? Ou devemos considerar que tais definições só se encaixam nos países de cultura ocidental entre a classe média e a elite, enquanto essa sopa de letras é mais difícil de ser definida na China, na Índia ou em algum país islâmico, por exemplo. 

George Orwell (1905-1950), autor de uma das distopias mais famosas, 1984, teria dito esta verdade que os mais jovens muitas vezes não querem reconhecer


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Isso a 'inteligentsia' brasileira não discute

Enquanto os representantes da nossa elite bem pensante fazem alarde de uma revista em quadrinhos dos Vingadores com dois personagens homens se beijando, na Bienal do Livro do Rio, algo mais grave está em curso. 

Nossa "inteligentsia" aproveitou o farisaísmo arcaico do prefeito carioca Marcelo Crivella, que ordenou o recolhimento das HQs com o conteúdo comprometedor, para fazer uma verdadeira propaganda do material e fazer a defesa da cultura LGBT. Comemoraram a postura republicana do STF, que impediu a Prefeitura do Rio de apreender os quadrinhos. Enquanto isso, boa parte da mídia fazia questão de mostrar a cena da beijação gay entre dois heróis, um deles o filho adolescente da Feiticeira Escarlate.

A Bienal do Livro no Rio de Janeiro, local da confusão envolvendo uma revista dos Vingadores com heróis gays (Leandro Martins / Divulgação)

Fora dos holofotes, a equipe econômica se prepara para a reforma tributária, insistindo em colocar goela abaixo dos brasileiros uma versão ainda pior e mais insidiosa da CPMF, com o intuito explícito de arrecadar mais e usando o pretexto da simplificação tributária. Este novo imposto sobre as transações financeiras, o ITF, iria substituir boa parte da tributação sobre as empresas, além de supostamente visar os sonegadores de impostos. Como um enxame gigantesco de mosquitos, não pouparia nada e tungaria até os dízimos das igrejas como a Universal da qual o prefeito do Rio é seguidor, como quer o secretário da Receita, Marcos Cintra. 

Isso os "descolados" nem pensaram em discutir, apesar do perigo do ITF ser bem maior do que o da homofobia oficial do prefeito Crivella.

Paulo Guedes, o ministro da Economia, pode liberar o "pornográfico" ITF para "estuprar" todo mundo - isso deveria causar mais celeuma do que heróis ficcionais se beijando ou um prefeito homofóbico (Marcos Corrêa)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

As férias escolares começaram

Foi-se o tempo em que as férias escolares eram tempo de brincar na rua, gastar energia, passear.

Isso só acontece agora nas pequenas cidades e nas periferias das metrópoles, mas até nesses lugares as crianças estão evitando sair muito de casa, devido à violência. 

Entre a classe média e alta, as tradicionais brincadeiras deram lugar aos jogos nos smartphones e nos videogames, além das redes sociais, do Whatsapp e da Internet em geral.  

No passado, haviam várias possibilidades da molecada se divertir, com bolas e piões para os meninos e bonecas para as meninas. Podia-se empinar pipas em mais lugares, sem medo dos fios elétricos. Haviam mais parquinhos e campinhos de várzea. 

Com o crescimento preocupante da criminalidade de um lado e as facilidades da tecnologia de outro, isso mudou. 

Agora, há uma profusão de eletrônicos portáteis, sem falar na televisão, um meio de entretenimento visto como democrático (pois até os mais precários barracos têm este aparelho) porém sempre questionável ao longo de sua história, mas cuja programação anda pior, com algumas exceções. Os programas educativos, comuns anteriormente, são raros, dando lugar a desenhos amalucados com conteúdo muitas vezes mais voltado para adultos com certo gosto infantil do que para as crianças - isso quando não se dá prioridade à programação adulta, como é o caso da Globo e da Band, entre as emissoras de tevê aberta. 

Por outro lado, os pais se preocupavam com os machucados dos filhos após as brincadeiras na rua ou o risco de se perderem ou ficarem até muito tarde. Agora têm de se preocupar com o sedentarismo dos filhos, a programação inadequada na tevê e o consumo de energia elétrica (cujo aumento de preço neste ano é fora da normalidade) decorrente das diversões modernas para a criançada. 

E isso vai ser uma constante ao longo deste mês. Vivam as férias!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A moda do momento é jogar água gelada na cabeça

Desde o dia 29 de julho as pessoas que participam das redes sociais estão jogando um balde de água gelada em si mesmas. Depois, convidam outras três pessoas a fazerem o mesmo. Quem recusar, paga cem dólares. 

Pode parecer uma loucura coletiva, mas é para arrecadar fundos em nome da ALS Association, entidade que financia pesquisas sobre a esclerosa lateral amiotrófica. Esta doença degenerativa não tem cura e pode provocar paralisia generalizada, como no caso mais famoso atualmente, o do físico Stephen Hawking, há mais de 30 anos com a doença, ou a morte. 

Executivos e celebridades como Mark Zuckenberg, Martha Stewart, Bill Gates, Ivete Sangalo, Neymar, Angélica, Luciano Huck, Lady Gaga e outros participaram. 

A mania do "Ice Bucket Challenge" começou nos EUA, onde o magnata Bill Gates, a apresentadora Martha Stewart e o dono do Facebook Mark Zuckenberg se sujeitaram ao "desafio" (Divulgação/Facebook)

Atenção: só vale jogar a água em si mesmo se for convocado em alguma rede social. Caso contrário, o infeliz que fizer isso não mostra ser bom da cabeça. 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A nova polêmica sexual da vez

Já existem tipificações para vários comportamentos sexuais diferentes do tradicional. Depois dos homossexuais, travestis, drags e transgêneros, agora muitos estão dizendo que são g0ys.

Isso mesmo: g0ys, com um zero no lugar da letra "a". Os g0ys se dizem heterossexuais, mas gostam de ter envolvimento com pessoas do mesmo sexo. Vale tudo, menos a penetração, vulgo a "queimação de rosca", em termos politicamente incorretos. 

Para muitos, esse comportamento é próprio de pessoas que não se assumiram inteiramente como gays, pois apesar de não haver sexo anal, todas as outras formas podem ser feitas. Ou mais exatamente, tratam-se de bissexuais, pois eles também se envolvem com mulheres. Alguns dizem que é uma tendência crescente, para verdadeiro escândalo dos evangélicos e católicos mais conservadores. 

A polêmica está aberta, levando os sexólogos a pensarem sobre o que é ter um comportamento afetivo "normal".