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segunda-feira, 9 de setembro de 2024

A melhor campanha paralímpica da História

Os atletas paralímpicos brasileiros fizeram por merecer em Paris e ganharam recorde de medalhas, com 25 medalhas de ouro, 26 de prata e 38 de bronze, ficando finalmente entre as cinco melhores delegações. 

Independente disso, todos mostraram sua vontade de vencer. Espera-se que o legado permaneça, não ficando apenas em alguns atletas, como costuma ocorrer. 

A delegação paralímpica brasileira (Alessandra Cabral/CPB

O feito é notável por não haver a presença dos veteranos Daniel Dias da natação ou Clodoaldo Silva do atletismo. Boa parte dos medalhistas é de pessoas jovens e/ou estreantes em Paralimpíadas. 

Tivemos o caso de Rayane Soares, prata e ouro no atletismo, categoria T13, atletas com deficiência visual severa. Ela completou a prova dos 400 m em 53s55, recorde mundial. As mulheres foram as responsáveis pelo maior número de pódios, mas Igor Tofalini, com sequelas de um grave acidente quando era peão de rodeios, dividiu o pódio na canoagem VL2 com o compatriota e bicampeão paralímpico Fernando Rufino. 

Um apeuqna amostra das conquistas paralímpicas até ontem, dia 8 de setembro, quando as competições terminaram para deixar saudade. 

terça-feira, 3 de setembro de 2024

A Justiça no Brasil é mais do que cega

Enquanto os atletas paralímpicos enchem o Brasil de orgulho, conquistando pódios e lutando por medalhas em Paris, a Justiça no país, por outro lado, enche-nos de vergonha. 

Diz-se que a Justiça deve ser cega, mas não se fazer de surda e louca. Isso sempre foi assim em nossas plagas, mas ultimamente a atuação do STF e, principalmente, de Alexandre de Moraes, está conseguindo piorar muito a situação. 

Com Moraes agindo como juiz, chefe de júri e executor, ao estilo do juiz Dredd dos quadrinhos (EU SOU A LEI!), não é possível ver melhorias no quadro. 

A Justiça brasileira tem um olfato apurado para o dinheiro, com a avidez dos magistrados por benesses para complementar seus "ridículos" salários, compensando assim a falta de visão. Ela faz ouvidos moucos para quem aponta as irregularidades jurídicas em certos atos, como manter inocentes presos irregularmente, sem o direito a defesa, incluindo os manifestantes não diretamente ligados aos baderneiros do 8/1. E a recente perseguição e proibição ao X, acusado de espalhar fake news, privando milhões de usuários de usarem esta rede social, mostra o nível de loucura dos responsáveis pela execução das leis. Ou, mais precisamente, um misto de transtornos psicológicos. Zelo excessivo para defender o Brasil da "extrema direita", representada pelos seguidores de Jair Bolsonaro e simpatizantes de Donald Trump, parece coisa de compulsivos e paranoicos, com a arrogância típica dos narcisistas. E fazem isso ignorando as leis existentes, ou imaginando cumprir as não existentes (onde está o Congresso, responsável pela elaboração delas?), aparentando esquizotipia. 

Por isso, essas atitudes dão motivos para se fazer uma grande manifestação no dia 7 de setembro, o dia da Pátria, contra os abusos, exigindo um processo de impeachment de Alexandre de Moraes, ao lado de outras pautas, como frear as decisões monocráticas e o espírito corporativo do nosso Supremo. 

As pessoas deficientes, como os atletas paralímpicos, devem ser respeitadas. Uma Justiça deficiente no nível da brasileira dificilmente consegue respeito. 

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Atletas brasileiros fazem bonito nas Paralimpíadas

Em toda Paralimpíada, os atletas brasileiros conseguem grandes feitos, provando seu valor como esportistas e como cidadãos. A delegação brasileira, ultimamente, consegue estar entre as dez mais premiadas do mundo. Pelo visto, em Paris não será diferente. 

No terceiro dia de disputas, já são cinco medalhas de ouro. Apenas os chineses e os britânicos ganharam mais. 

Petrúcio Ferreira foi ouro nos 100 m categoria T47, com a marca de 10s68. Esta condição não prejudica a corrida, pois o problema está nos braços.

Ricardo Mendonça, em sua primeira participação olímpica, foi o campeão da categoria 100nm T37, a dos atletas com problemas de coordenação nos membros.

Júlio César Agripino venceu os 5.000 m na categoria T11, ou seja, os atletas com deficiência visual severa. O ceratocone roubou-lhe a visão aos 7 anos de idade, mas ele se dedicou até chegar ao ouro, completando a prova em 14min48s. Nesta prova, dois brasileiros ocuparam o pódio. Yeltsin Jacques ficou com o bronze. 

Júlio César Agripino (ao centro) bateu o recorde olímpico dos 5.000 m T11 (Wander Roberto/CPB)


Ana Carolina Sílvia de Moura, no taekwondo, precisou enfrentar outras lutadoras K44, com hérnia diafragmática (condição que impede o pleno desenvolvimento respiratório) até chegar à final e derrotar Djellika Diallo, da França. 

Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, com sérios problemas no desenvolvimento dos membros, venceu os 50 m categoria S2, e foi um dos premiados na natação. 

Além disso, houve um medalhista de prata, Phelipe Rodrigues, nos 50 m da categoria S10, a dos atletas com deficiência física leve, o que os tornam mais parecidos com os atletas olímpicos.

Além de Yeltsin Jacques, outros seis atletas ganharam o bronze, com destaque para a ex-atriz de Chiquititas Giovana Boscolo, que sofre de ataxia de Friedreich, e competiu na prova de lançamento de club F32. Ela conseguiu um bom dfesempenho e ainda foi favorecida pela desclassificação da polonesa Rosa Kozakowska, herdando a medalha.

As Paralimpíadas vão até o próximo dia 8, e até lá os torcedores terão muito a comemorar.