domingo, 18 de outubro de 2026

A mega-manifestação na Paulista e o debate na Band

Este domingo foi marcado por uma das maiores manifestações na Paulista desde 2024. Com 71 mil pessoas (estimativa da USP), podendo ser muito mais, Flávio Bolsonaro foi a São Paulo e pediu apoio. 

Apesar do grande número de pessoas, não houve os atos de vandalismo no metrô na última manifestação, esta a favor do governo Lula e contando com número bem menor de pessoas, apesar de terem ocupado um número maior de quarteirões (7 contra 6). Isso porque o ato pró-Lula foi menos concentrado, com base numa foto publicada no próprio jornal Folha de S. Paulo, muito lido por eleitores do próprio presidente: 

Comparação entre as manifestações pró-Lula (esq.) e pró-Flávio (dir.) divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo (Divulgação/Folha de S. Paulo)

Houve quem so apontasse os aspectos negativos da manifestação deste último domingo, como o jornal O Globo, visto como inimigo da família Bolsonaro: ele se concentrou em alguns desequilibrados mentais que tiveram a coragem de desfilar com uma imagem simulando um míssil, pedindo para Trump jogar um míssil nuclear no Brasil. Isto realmente é uma cena asquerosa, se ela realmente aconteceu: ninguém poderia ter deixado esse descalabro acontecer. Fora essa bizarrice, tudo transcorreu sem o tumulto da semana passada. Flávio Bolsonaro, que aparentemente não se pronunciou sobre aqueles apalermados, prometeu colocar o Brasil no Escudo das Américas, um mecanismo que impede tais agressões aos países integrantes, e serve para combater a ação do crime organizado no Hemisfério Ocidental. 

Mais tarde, o candidato da oposição foi até o debacle, aliás, o debate na Band, marcado por discussões, bate-boca e uma série de regras confusas que afugentou o eleitor indeciso. Lula, visivelmente nervoso, e Flávio, aparentemente mais calmo, falaram para quem já se decidiu. No primeiro bloco, eles trocaram agressões e acusações, no espaço dedicado a perguntas de um candidato para o outro responder. Foi uma verborragia de vários minutos, que deve despertar risos ou vergonha alheia de quem assistiu, envolvendo Daniel Vorcaro, Roberta Luchsinger e milícias. No segundo, responderam às perguntas dos jornalistas. Este bloco não dissipou o clima de circo de horrores. Quem, a não ser quem passou os últimos anos no País das Maravilhas (o de Alice, não o Brasil de certas propagandas oficiais) ou em Nárnia, esperaria propostas viáveis para o país?


N. do A.: Roberta Luchsinger deu uma entrevista na CNN e rebateu Lula, que disse "não conhecer" a lobista amiga de Lulinha, acusado de vários crimes, como ter participado de desvios de verbas na Previdência e tráfico de influência. No passado, ela fez campanha a favor do atual presidente, e agora, mostrando sua decepção com o tratamento dado por ele, chamou-o de "canalha" e anunciou uma delação premiada. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário