Mostrando postagens com marcador Numismática. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Numismática. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de abril de 2024

BC lança moeda dos 200 anos da primeira Constituição...

A moeda de R$ 5 para comemorar os 200 anos da outorga da primeira Constituição do Brasil por D. Pedro I e chama a atenção por seus detalhes em alto relevo e impressão em duas cores. O texto da Carta de 1824 foi impresso na cor bege, mais ou menos como se encontra o documento atualmente, enquanto na face da coroa se vê o prédio do Congresso Nacional atual. 

Temos 200 anos da primeira Constituição, que durou até a queda do Império, e depois várias versões durante a República (Bacen) 

Isto acaba lembrando sobre a nossa tão vilipendiada Constituição de 1988, a "cidadã", onde poucos se preocupam em respeitá-la, inclusive os 11 encarregados de fazê-la cumprir e os supostos defensores dela que atribuem ao artigo 142 uma espécie de "Poder Moderador" para as Forças Armadas, algo inexistente no texto. 

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Os nomes populares para o vil metal no Brasil

 Estamos às vésperas de mais um desafio para a saúde financeira dos brasileiros, a "Black Friday", ou "Black Fraude", para os mais críticos dessa prática importada dos Estados Unidos. Amanhã, muitos vão gastar os seus suados reais. E, apesar de ser o nome oficial da unidade monetária, o Real está cada vez menos chamado por esse nome. 

Tradicionalmente, os nomes adotados para uma moeda tão modificada por culpa da inflação são bem conhecidos: grana, bufunfa, din-din, mangos, "faz-me rir", "paus", pila. Esses termos são consagrados e muito frequentes. 

No Brasil antigo, 100 réis (até 1942) eram chamados de "tostão", e agora o termo equivale a pouco dinheiro, quando não ao ex-jogador da Seleção

Durante a época do antigo Real, ou réis, 80 ou 100 dessas unidades eram chamadas de "tostão", agora sinônimo de pouco dinheiro. Pior era o "vintém", ou 20 réis. O equivalente a mil unidades monetárias era o mil-réis, o popular "merreis" e, mais tarde, "merreca", quando mil réis não compravam mais nada. E se falavam em "contos de réis", reduzidos para "contos", equivalente a um milhão de réis. 

Na época do cruzeiro, a cédula de mil cruzeiros era muito popular. Entre 1979 e 1985, essa cédula era chamda de "barão", por ter a efígie do Barão do Rio Branco (1845-1912). 

Mais recentemente, o Real, após paulatinamente perder o seu antigo poder de compra (quem se lembrava de quando cinco quilos de arroz valiam quatro reais?), passou a ter alguns apelidos. Uma unidade monetária virou "beija-flor", para alguns, por causa da ave impressa na cédula, agora fora de circulação. Na época da ex-presidente Dilma, era comum falar em "Dilmas". Depois, falava-se em "Temers", mas isso já não era tão comum. No governo Bolsonaro, chegava-se a empregar a palavra "bolsos"; vez ou outra, alguém chamava milhares de reais de "mitos", ou seja, cinquenta mil reais virava cinquenta mitos. Agora fala-se em "Lulas" ou "moluscos". 

E já estão voltando a empregar o termo "contos". Será um termo comum na hipótese de um milhão de reais passar a valer pouco (Deus nos livre!). 

terça-feira, 26 de julho de 2022

Moedas comemorativas do Bicentenário

Foram lançadas as moedas comemorativas para o Bicentenário da Independência, cujo valor nominal é de R$ 2 na versão de liga de níquel e cobre (cuproníquel), e R$ 5 para a moeda feita totalmente em prata. Os valores de aquisição saltam para R$ 34 e R$ 420, respectivamente, para serem adquiridos por colecionadores via site do Clube da Medalha da Casa da Moeda do Brasil. 

Num dos lados, nos anversos, há a reprodução de quadros históricos aludindo ao tema da Independência. A moeda de R$ 5 apresenta a "Sessão do Conselho de Estado", de Georgina de Albuquerque, pintado em 1922, durante o Centenário. Na moeda de R$ 2, temos o famosíssimo e romântico quadro de Pedro Américo, "Independência ou Morte". 

A bandeira do Brasil aparece no reverso, onde o valor de cinco reais é grafado, em cima da primeira estrofe do Hino da Independência. O mesmo trecho também é reproduzido na moeda de menor valor, mas há um detalhe interessante, que pode fazer esta moeda tornar-se disputada com o tempo: a faixa imperial é reproduzida em cores. O verde e amarelo foram pintados, fazendo desta moeda a primeira com detalhes coloridos na História do Brasil. 

As duas moedas comemorativas já podem ser adquiridas pelos aficcionados (Divulgação/Agência Brasil)