terça-feira, 27 de outubro de 2026

Os rumos malucos do Brasil pós 25/10

Assim como algumas datas como o 9/11 (2001), o 8/7 (2014), o 8/1 (2023) e o 7/10 (2023), o 25/10 (2026) está repercutindo muito na mídia e nas pessoas. 

Desde o 25/10, muita coisa aconteceu no Brasil. Diante da pressa do STF e do ministro Alexandre de Moraes de apreender o passaporte de Flávio Bolsonaro, com a alegação de impedí-lo de sair do país, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro se antecipou e foi para os Estados Unidos. Muitos consideram uma fuga espetacular, enquanto outros, inclusive o (oficialmente) reeleito presidente Lula, falam em covardia. 

Flávio Bolsonaro foi se juntar ao seu irmão, Eduardo, para denunciar a suposta fraude eleitoral no Brasil (Divulgação/Instagram/Globonews/Reuters)

Marco Rubio, o poderoso Secretário de Estado dos Estados Unidos, teria ajudado na fuga e agora vai emitir vistos para ele e a família. Enquanto isso, o chefe dele, Donald Trump, continua a não reconhecer Lula como o presidente eleito, e nem alguns aliados, como Javier Milei e Binyamin Netanyahu. Este último está empenhado na vitória do Likud, seu partido, nas eleições parlamentares de hoje, que definirão o destino de Israel em meio à guerra contra o Irã e seus asseclas, o Hizbollah e o Hamas. 

Enquanto isso, os efeitos do 25/10 ainda se farão sentir por muito tempo. A economia sentiu o golpe, as promessas para 2027 ditas por Lula podem ter seu efeito anulado pelo aumento da dívida pública e de medidas como a aprovação da escala 5x2 e do split payment, que sangram o Orçamento das empresas já nas fontes de renda, para a cobrança dos tributos. A briga política entre o governo e o Congresso promete ser bem feia, com uma maioria oposicionista. E o caso do Banco Master ainda tem o potencial de causar estragos, erodindo inclusive a relação entre o Executivo, o Judiciário e a grande mídia, que antes estavam em conluio. 

É o Brasil caminhando para ser o maior território hobbesiano do mundo. 

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