Mostrando postagens com marcador Redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Redes sociais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Você sabe o que é 'farmar aura'?

Não se sinta como um eremita ou um Robinson Crusoé se você ainda não sabe. 

Este blog descobriu recentemente o que é essa palhaçada moda da juventude. O termo "farmar aura" vem de gírias faladas por gamers. "Farmar" parece vir do inglês farm, usado para designar alguma coisa repetitiva ou intensiva para conseguir algo. "Aura" está no sentido de respeito.

Assim, eles fazem algo aparentemente estranho para mostrar habilidade, como uma pirueta ou um salto imitando a Rebeca Andrade ou o Diego Hypolito. Ou uma boa ação para agradar o público woke ou os cidadãos de bem, dependendo da ideologia. Quase sempre gravam um vídeo para postar nas redes sociais.

Eles querem, com isso, ganhar o respeito do grupo. Mas, para os mais velhos, isso gera vergonha alheia. Seria ser "cringe" (alguém ainda usa esse termo?) com sinal invertido.

Já existe até campeonatos disso (Divulgação  / Instagram)



sexta-feira, 4 de abril de 2025

A ghiblização do mundo

 Virou moda usar fotos para torná-las versões em anime, ao estilo dos estúdios Ghibli. Agora, os usuários de redes sociais usam o ChatGPT e o OpenAI para converter suas fotos em graciosos desenhos inspirados nos filmes como "Cemitério dos Vagalumes", "A Viagem de Chihiro" e "O Menino e a Garça". 

Para os profissionais da área, esse hábito é arriscado devido ao compartilhamento de fotos pessoais na Internet, um mundo bem menos poético do que os filmes de Hayao Miyasaki. Este, por sua vez, é um forte opositor do uso da inteligência artificial, por vê-la como inimiga da arte. 

Abaixo, um exemplo de "ghiblização", de um meme famoso: 


Esta moda promete dominar ao menos o primeiro semestre deste ano, e até lá milhões de figuras serão ainda convertidas para desenhos kawaii, para criar um mundo de fantasia, diferente do mundo real regido por tensões, conflitos e a ameaça de crise econômica global decorrente do "tarifaço" de Trump. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Relações bilateriais entre Brasil e EUA ameaçadas?

Após a aprovação do Comitê Judiciário da Câmara, o projeto para sancionar quem viola a liberdade de expressão nos EUA, tentando impor multas às redes sociais, a maioria estabelecidas no país governado por Donald Trump. Isso incluiria Alexandre de Moraes, que tentou multar as big techs por não bloquearem contas consideradas fontes de fake news contra o governo brasileiro ou o STF, inclusive as americanas. 

Autoridades estrangeiras poderão ser impedidas de entrar no país ou deportadas caso estejam em solo americano, e estão sujeitas às sanções econômicas. 

Deputados do Capitólio atenderam aos anseios de Eduardo Bolsonaro e outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foram nos Estados Unidos para exporem as atuações do STF, acusado de agir politicamente e em sintonia com o atual governo para perseguir a oposição, atropelando decisões do Legislativo para a criação de leis e usando do velho recurso das decisões monocráticas. 

Há quem imagine ver Alexandre de Moraes preso, mas isso dependeria, fundamentalmente, dos brasileiros, pois as autoridades americanas não se atreveram a ir além. violando a soberania brasileira. O governo americano, durante sua história, desrespeitou a soberania de outros países sob pretexto de defender empresas, cidadãos e valores morais, com as intervenções militares, apoio a golpes, incentivo a guerra de um país contra outro e, também, as ações da USAID. 

Alexandre de Moraes comprou uma briga com o governo americano (Pedro Ladeira/Folhapress)

Para ver Moraes na cadeia ou até em Guantánamo, como imaginam alguns inimigos do governo, seria necessário a cassação de seu mandato por um impeachment, no Senado, e ele precisaria ser formalmente denunciado por um cidadão americano. Enquanto ele for ministro do STF, nem mesmo Donald Trump poderia prendê-lo, de acordo com as regras do direito internacional. 

Enquanto isso, o ministro ainda tem coragem de dizer ao governo do norte que o Brasil deixou de ser colônia desde 1822. Trump ainda não disse nada, pessoalmente, a respeito dele, mas já falou grosso com o continente dos antigos colonizadores, a Europa, avisando para não tomarem medidas contra as redes sociais, e, independentemente disso, despejará tarifas de 25% sobre os produtos do Velho Continente. acusado de "recusar produtos americanos". 


N. do A.: E haja notícia ruim: uma menina presa e violentada dentro de um cativeiro no Rio Grande do Sul e seu sequestrador linchado após o resgate da criança, outros casos de assassinatos no Brasil, a morte do ator americano Gene Hackman (1930-2025) em circunstâncias trágicas (ele, sua mulher e seu cão foram encontrados sem vida), Bia Haddad eliminada na estreia do WTA 500 no México, etc. A derrota do Botafogo para o argentino Racing na Recopa Sul-Americana em dois jogos, ambos por 2 a 0, também poderia ser encarada dessa forma, pelos botafoguenses, mas não pelos rivais e pelos torcedores de outros Estados. 

terça-feira, 8 de outubro de 2024

STF autoriza o X a funcionar de novo

Depois de um período longo, onde milhões de usuários do X, ex-Twitter, foram privados de usar a rede social em nome do combate às fake news, o ministro Alexandre de Moraes finalmente autorizou sua volta ao Brasil.

Elon Musk, o bilionário tido como benfeitor da liberdade por um e fomentador de falácias pregadas pela chamada "extrema direita" por outros, cumpriu todas as exigências, até pagar a salgada (até para ele) multa de R$ 28 milhões, mas Moraes alegou que a conta usada era incorreta, e deixou para esperar o primeiro turno das eleições passar. 

Finalmente, nesta terça, os usuários do ex-pássaro azul podem, em tese, comemorar. Se o logotipo, muito popular até a substituição pela letra branca estilizada em fundo preto, estivesse em vigor, poderíamos dizer que ele está solto da gaiola. Mas ele ainda não está "voando" em todas as contas. A situação só vai se normalizar daqui a alguns dias.

Musk indicando o tamanho do sapo que engoliu no Brasil (Justin Sulliman/Getty Images)


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Agora o X sai?

Alexandre de Moraes, em seu gosto por decidir tudo monocraticamente, mandou o dono da X, Elon Musk, indicar um representante para a rede social, ou então ele poderia autorizar o fechamento. 

Para mostrar seu nível de paciência com a X, o ministro do STF deu um prazo de 24h para isso ser feito. É uma postura que poderia ser comparada até com o Super Bigote, o personagem venezuelano, ou entre a rixa entre o Superman e o Lex Luthor, se este país fosse de ficção e não estívessemos tratando de um assunto sério como a liberdade de uso das redes. 

Tirar o X do ar seria, além de privar milhões de usuários de se expressarem, ainda seria uma confirmação do viés autoritário do ministro, de acordo com as acusações da oposição, não só dos bolsonaristas. 

Mais um capítulo da briga entre Alexandre de Moraes e seu desafeto, o bilionário Elon Musk (Reuters)


segunda-feira, 24 de julho de 2023

O que andam comentando

1. Durante operação na PF, coletaram a denúncia de Élcio Queiroz contra Ronnie Lessa e seu irmão, suspeitos de terem mandado assassinar a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes. Este é um passo importante para a elucidação do caso, usado nem sempre para denunciar a violência ou fazer justiça, mas como arma política. 

2. Mais uma vez Elon Musk aproveitou para "matar" o passarinho azul do Twitter, substituindo-o por um X estilizado, como é comum em suas empresas (o maior exemplo é a SpaceX). Ele instigou os usuários da rede social a fazerem um logotipo melhor. Até o azul do ambiente foi substituído, por um preto retinto. 

Elon Musk substituiu o icônico passarinho azul pela mais genérica das marcas (Divulgação)

3. A Rússia ameaçou retaliar o ataque com drones à sede do Ministério da Defesa em Moscou. O ataque causou principalmente danos materiais, e aconteceu após o ataque à cidade portuária de Odessa, danificando a principal catedral. Desta vez o governo ucraniano assumiu a autoria, e autoridades russas se irritaram com a "insolência". 

4. O filme mais comentado do momento, Barbie, fez a boneca mudar sua imagem: de uma representante dos valores machistas, caucasianos e capitalistas, representante da mulher loira e esbelta num ambiente cor de rosa, acabou por se tornar um instrumento de denúncia contra esses mesmos valores, mostrando a personagem decidida enquanto o Ken é retratado como um pateta. 

5. Morreram no mesmo dia duas cantoras da Era do Rádio e da Bossa Nova, Dóris Monteiro e Leny Andrade. Grandes cantoras, elas também eram amigas e passaram o fim da vida em relativa obscuridade, injustamente esquecidas após terem ficado muito famosas na década de 1960. Elas se foram após a morte de João Donato, outro nome da época, e Tony Bennett, um dos artistas americanos que influenciou a Bossa. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Fim da novela Twitter

Depois de meses tensos, o bilionário sul-africano Elon Musk concluiu a compra do Twitter pelo preço inicial de US$ 44 bilhões. 

Não se sabe quando ele vai fazer a rede social ser mais democrática, permitindo a liberdade de expressão sem as regras das outras redes, mas ele já começou a fazer uma devassa na empresa, demitindo altos executivos como o diretor executivo Parag Agrawal e o diretor financeiro Ned Segal. Funcionários temem uma onda de demissões, como chegou a ameaçar o novo dono do "pássaro azul". 

Por causa do processo, as ações da rede ficam suspensas amanhã. 

Os usuários mais de acordo com as regras vigentes temem a proliferação de "discursos de ódio" e outras manifestações agressivas dos conservadores, principalmente quando a conta do ex-presidente americano Donald Trump for reaberta, mas espera-se que o ambiente no Twitter seja realmente uma "praça digital comum", onde cada um pode manifestar seus pontos de vista sem ser acusado de divulgar fake news e ter a conta suspensa. A conferir. 

Elon Musk finalizou a compra do Twitter, finalmente (Divulgação, pelo site Tudocelular)


segunda-feira, 25 de abril de 2022

Elon Musk compra o Twitter

Após alguns percalços, o homem mais rico do mundo, Elon Musk, conseguiu finalmente comprar o Twitter, pagando US$ 44 bilhões na esperança de conseguir dois objetivos: assegurar uma rede social com maior liberdade de expressão para os usuários e, obviamente, fazer retornar a fortuna investida, embora ele alegue motivos mais altruístas. 

Por enquanto, ele está com menos do que os US$ 259 bilhões estimados antes da compra, um PIB comparável ao de Portugal, com US$ 250 bilhões. 

O sul-africano conseguiu conquistar o Twitter (Divulgação)

É possível, com a injeção de novos recursos, fazer o Twitter conseguir alcançar o desempenho de outras redes sociais, como o Facebook, o Whatsapp e o Instagram. Segundo dados de um ano atrás, o número de usuários do passarinho azul não é tão grande como se costuma imaginar, como se pode notar no gráfico abaixo: 

Número de usuários de redes sociais em milhões, segundo dados de abril de 2021 (Hootsuite)


Algumas medidas, porém, podem dificultar isso, como o pagamento de uma taxa para ter uma conta sem anúncios, por exemplo. Outras podem estimular a criação de conteúdo, como pagar os usuários mais assíduos com criptomoedas, algo muito atraente, pelo menos enquanto os valores desses ativos virtuais estiverem em alta. 

Musk vai enfrentar a resistência dos concorrentes e de quem teme pela abertura de espaço para supostos divulgadores de "fake news", assunto contaminado pelo viés ideológico de extremistas, principalmente quando um dos extremos é bem mais combatido do que o outro.  

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Redes sociais sob críticas de todos os lados

As redes sociais nunca estiveram tão contestadas. 

Usuários reclamam das novas diretrizes do Whatsapp, sob domínio do poderoso Facebook. Agora os dados pessoais dos usuários serão comparados com os da rede social, sob o pretexto de evitar contas fantasmas. Isso gerou debates sobre privacidade - e isso é algo ilusório desde sempre, pois nossos dados, principalmente localização, por meio do IP, estão sempre à disposição da rede. O problema maior é o aumento do controle do Facebook sobre os usuários para decidir quem merece ou não usufruir de seus serviços. 

Por conta disso, os partidários de Donald Trump estão atacando as grandes corporações da Internet, principalmente as donas das redes sociais, por banirem o presidente dos Estados Unidos sob acusação de incitar a violência. Isso gera um precedente perigoso, pois qualquer um pode ser impedido de usar as redes se defende certos pontos de vista considerados reprováveis, como racismo ou defesa intransigente de certas religiões em detrimento de outras. As chamadas big techs podem tomar medidas draconianas para proteger usuários das ofensas, como se fosse uma espécie de polícia política. Na prática, a liberdade de expressão na Internet fica ameaçada. 

O banimento de Trump e outros usuários vistos como radicais alimenta teorias conspiratórias mais delirantes e paranoicas, enquanto ativistas de causas bem intencionadas acabam por defender a tutela dos administradores de redes sobre as atividades dos usuários, ao invés de garantir a livre circulação de ideias e a autonomia das pessoas sobre como administrar os seus dados e expressar as suas opiniões. Sim, muitos usuários são menores de idade e precisam de orientação, outros são mais suscetíveis às críticas e se ofendem com mais facilidade, e há os menos instruídos e mais crédulos, presas mais fáceis de informações falsas. Contudo, qualquer ato provindo de grupos ou dos controladores das big techs pode e deve ser questionado, para evitar e combater atos discricionários e arbitrários, sufocando a liberdade dos internautas. 

Seria melhor se as redes sociais se preocupassem mais com a segurança de dados dos usuários e menos com o conteúdo destes, pois os divulgadores de vírus e outras ameaças (como os ransonwares e os mecanismos de phishing para golpes financeiros) não devem ser considerados menos perigosos do que as fake news.

Este assunto renderia um artigo muito mais extenso e elaborado, mas o autor deste blog tem outras atividades e não se sustenta com as postagens publicadas neste espaço da internet.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Whatsapp é só um instrumento de mídia social

O uso de mídias sociais precisa ser mais responsável. Existem muitas fake news, notícias escandalosamente falsas, usadas como se fossem verdades para a baixaria travestida de campanha eleitoral vivida em nosso tempo. 

Apoiadores de Bolsonaro, principalmente empresas, foram acusados de usar o aplicativo como propagador de mentiras contra o oponente, Fernando Haddad. Este uso é ilegal e precisa ser punido, mas apoiadores de Haddad também espalham fake news no Whatsapp e em outras redes sociais. No passado, partidários do PT e outros partidos também se valeram muito disso nas eleições passadas. 

Trata-se de mais uma tentativa de criar mais confusão em um cenário político já completamente arruinado, onde a mais desbragada briga pelo poder é muito mais importante do que apresentar propostas, as quais eles, Bolsonaro ou Haddad, não cumprirão - e não só devido à má fé, mas pelas limitações impostas pelo Orçamento. O PT só fez essa denúncia à Folha agora, quando a conclusão de um julgamento feito pelo TSE se daria muito depois da contagem de votos. Isso se o tribunal acolher a denúncia. Logo, isso parece mais um ato desesperado, com bastante eco entre juristas e jornalistas, boa parte deles declaradamente anti-Bolsonaro. Mas isso poderá não resultar em nada, devido à ausência de provas diretas contra o capitão de reserva, e pela parte requerente também ser beneficiária das notícias falsas. 

Já existe pressão para censurar o Whatsapp, como quer o PSOL, o partido dissidente do PT que, desta vez, trabalha ativamente por Haddad, embora sua influência junto aos eleitores seja muito mais reduzida do que eles gostariam. 

Atitudes mais construtivas, e a favor da democracia, tiveram os pesquisadores do Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC), vinculado à USP, e da Universidade Federal de São Carlos (UFScar). Eles apresentaram um aplicativo com a intenção de detectar fake news no Whatsapp, durante a 13ª Conferência Internacional de Processamento Computacional da Língua Portuguesa (PROPOR), em Canela-RS, no final do mês passado. O aplicativo ainda está em fase de testes, segundo sites como o Olhar Digital. 

Detector de fake news no Whatsapp (Fonte: Olhar Digital)

Como se vê, o problema não são as mídias sociais e sim o mau uso delas, assim como quase todas as ferramentas criadas pelo homem. Os divulgadores de fake news precisam, sim, sofrer o rigor da lei, mas qualquer tentativa de censurar os meios de comunicação em nome do combate às mentiras deve ser condenado. 

E devemos repudiar o rumo destas eleições, num nível de torpeza inimaginável, onde os candidatos  parecem só se preocupar em atacar o outro, sem oferecer nada de bom para o eleitor. Parecem jogar pedras, sem se importar com o fato de terem telhado de vidro. 

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Valor do Facebook sofre forte queda

Como toda empresa de capital aberto com ações na Nasdaq (a Bolsa de Valores para empresas de tecnologia e Internet), o Facebook é sujeito a ter suas ações valorizadas, ou seguir o rumo contrário. 

Desta vez, por causa do balanço desfavorável no segundo trimestre deste ano, que indica uma tendência inquietante de não haver a necessária sustentabilidade a médio e longo prazo, a rede social de Mark Zuckerberg perdeu, apenas hoje, US$ 119 bilhões em valor de mercado. O valor é bem maior do que o de toda a Petrobras (US$ 74,5 bilhões). 

As ações derreteram 18,9%. É a pior queda da história da Nasdaq, que, globalmente, fechou em queda de 1%. 

Também existem ações da rede social na S&P 500, outra das grandes bolsas estadunidenses. Também aí houve uma queda fortíssima, que fez o índice global cair 0,30%. A queda foi menor porque a S&P negocia ações de todos os setores da economia americana.

O Facebook prossegue com a tentativa de melhorar a sua reputação, combatendo contas que contenham fake news - uma delas estava vinculada ao MBL - e melhorando a sua política de proteção de dados de seus milhões de usuários, desde o escândalo da Cambridge Analytica. 

Pela resposta do mercado, parece não ser o suficiente, mas Mark Zuckerberg deve ter um plano em mente. Ele deve partir do pressuposto segundo o qual a desvalorização não foi resultado de uma conspiração dos exploradores das tais fake news. 

Enquanto isso, a outra bolsa de Nova York, o Dow Jones, responsável pelas transações acionárias das indústrias tradicionais, mostrou otimismo, valorizando 0,44% devido a um acordo entre Donald Trump e a União Européia a respeito das sobretaxas do aço e do alumínio.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Caso "Cambridge Analytica" pode colocar o futuro das redes sociais e da democracia em xeque

No último dia 17, os jornais The Observer, da Grã-Bretanha, e The New York Times, dos Estados Unidos, acusou a empresa inglesa de análise de dados Cambridge Analytica de coletar informações pessoais de 50 milhões de usuários do Facebook por meio de um teste psicológico. A empresa ainda é acusada de ter influenciado nas eleições americanas de 2016 e na votação do "Brexit", o referendo que aprovou a desvinculação do Reino Unido à União Europeia, no ano anterior. 

Por isso, as ações do Facebook desabaram, e a empresa perdeu mais de US$ 36 bilhões em valor de mercado. O Nasdaq foi seriamente afetado pela queda dos valores da rede, e autoridades judiciais norte-americanas e europeias querem investigar o caso.

Somente agora o presidente do Facebook Mark Zuckerberg se pronunciou, e disse ser culpado de ter deixado a Cambridge Analytica se apoderar de dados supostamente protegidos. Ele ainda pode responder na Justiça tanto britânica quanto americana. 

Isso tudo provocou inquietação nas redes sociais, e não só o Facebook. Muitos usuários se viram desiludidos, principalmente aqueles habituados a escrever até o que comeram no almoço para os amigos virtuais verem. Enquanto isso, se questiona como uma associação como essa, entre redes sociais e empresas de coletas de dados, conseguem influenciar eleições. A gritaria foi enorme porque mexeu com temas caros aos defensores do "progressismo", ou seja, Donald Trump e o Brexit. Não causaria tanta polêmica se houvesse benefício à manutenção do antigo status da Grã-Bretanha ou à Hillary Clinton. Mas, de uma forma ou de outra, é uma interferência perigosa e nefasta nos destinos de milhões de cidadãos. 

A suposta privacidade de dados nas redes foi abalada, e, pior ainda, a democracia foi ameaçada. Vivemos numa época perturbadora, onde seremos conduzidos a um futuro bastante diferente do prometido pelas empresas da Internet, e totalmente oposto aos anseios, interesses e necessidades de seus usuários.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mais um modismo das redes sociais

Daqui a um mês ninguém mais vai se lembrar, mas agora está na moda comparar pessoas, animais, plantas ou coisas "raiz" ou "nutella", ou seja, os "autênticos" com os "gourmetizados", a geração do passado e a atual, chamada pejorativamente de "mimimi". 

Começou com uma série de "tweets" do usuário Joaquin Teixeira, falando sobre futebol, em outubro de 2016. Depois de popularizar os termos, ele passou a reclamar dos usuários do Facebook por "estragarem" a ideia. 



Foi por meio do "Feice" que os termos explodiram. Os mais frequentes comparam tipos de jogadores de futebol, os representantes do "futebol arte" do passado, com chuteira preta e marra, com a "geração 7x1" das chuteiras coloridas e selfies. Existem outros que abordam variados temas. Aqui, um resumo dos tipos:

Sertanejo raiz: trabalhador da roça, simples, que sabe tocar um instrumento;
Sertanejo nutella: filho de papai, "universitário" que só sabe pegar num microfone.

Cachorro raiz: botava ladrão pra correr e roía osso;
Cachorro nutella: se borra com barulho de rojão e só vai na "pet shop".

Chuveiro raiz: só tinha uma temperatura e se estragar, bastava trocar a resistência;
Chuveiro nutella: tem 10 temperaturas e precisa jogar fora se estragar (além de ser bem mais caro).

Mãe raiz: usava capim santo no João ou na Maria e ameaçava: "se apanhar na rua vai apanhar mais em casa";
Mãe nutella: usa merthiolate que não arde no Enzo ou na Valentina e ameaça com conversa olho no olho.

Avó raiz: só fazia tricô, usava dentadura e tratava câncer com pano quente no neto;
Avó nutella: vai à academia, tem todos os dentes na boca e corre com o neto gripado para o hospital.

Churrasqueiro raiz: só faz carne na brasa de carvão e sangrando;
Churrasqueiro nutella: assa legumes na churrasqueira elétrica.

Comunista raiz: pegava em armas e bebia vodka;
Comunista nutella: pega no mouse para falar bem do socialismo e bebe suquinho (ou Toddynho, leite com pera ou bebidas assim).

Raiz raiz: é forte e não dá para arrancar;
Raiz nutella: é cheia de vitaminas e dá para arrancar facilmente.

Nutella raiz: era aquele docinho que as crianças comiam e compravam por 25 centavos;
Nutella nutella: é o doce que marmanjos e dondocas de hoje ficam comendo e custa o olho da cara.

(Do site webinformado.com.br)

Recentemente, esse modismo ganhou algumas versões estranhas e outras simplesmente idiotas, como aquela do "preto raiz e preto nutella", uma manifestação de racismo que não merece comentários aqui.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Da série 'Oitentolatria', parte 12 - Redes sociais hipotéticas dos anos 80

Acabei encontrando essa curiosa notícia do portal Terra, baseado em uma idéia do site humorístico Squirrel-Monkey (www.squirrel-monkey.com) sobre como ficariam as redes sociais nos anos compreendidos entre 1980 e 1989. 

As redes sociais levaram em consideração a existência da Internet, então um projeto em aperfeiçoamento. 

Para os privilegiados que tinham computador na época, e ainda por cima equipado com um modem, as redes sociais seriam até divertidas. Os usuários teriam de ser muito ricos para pagar um computador capaz de rodar estas redes, e muito pacientes para navegar numa velocidade que não deveria passar dos 10 kbps. Além disso, haja dinheiro para pagar a conta de telefone. 

Os gráficos eram de cair o queixo, para alguém de 1989... 

O aplicativo para Facebook baseado no velho Dos. Bonitinho, não? (fotos tiradas do site Squirrel-Monkey.com)


 Os incríveis e sofisticados gráficos do Angry Birds 1982, caso ele existisse...



 Você, usuário do Twitter insatisfeito com o estilo de sua rede social favorita, vai querer usá-lo se ele fosse assim?

P.S.: Estou numa crise de 'oitentolatria' brava. Já postei dessa série na semana passada... acho melhor dar um tempo e só fazer uma outra postagem na segunda.