Mostrando postagens com marcador Copa 2026. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa 2026. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Messi passa o bastão. Para Yamal?

Com o fim desta Copa do Mundo, podemos tentar discutir o legado, considerando as decisões da FIFA motivadas pelo interesse comercial em detrimento do futebol, e o péssimo precedente de atender às vontades do presidente americano Donald Trump, que deveria ser tratado como um torcedor como todos os outros, como faz entender o próprio regimento da entidade. Não em relação à premiação, onde ele tem o direito de tocar na taça e entregá-la à cerimônia como bem entender, como chefe de Estado de um país anfitrião, mas naquele vergonhoso episódio envolvendo o Balogun. 

De toda forma, ela foi vencida pela Espanha com méritos e com direito a um papel ridículo mostrado pelo time argentino, que não demonstrou nada do futebol mostrado até antes da final e insistiu em fazer encenações e faltas desleais mesmo quando caíram na armadilha espanhola e não conseguiram jogar. O pior é a falta de espírito esportivo após o jogo terminar, provocando uma briga com os espanhois. A arbitragem também merece questionamentos, mostando novamente conivência com o anijogo, embora não fosse das piores. 

Depois de um gol de Nico Williams anulado de forma estranha no tempo normal, Ferran Torres marca o único gol válido da partida e comemora (Franck Fife/AFP)




Gianni Infantino e Donald Trump se preparam para entregar a taça ao time espanhol (Karl Pfaffenbach/Reuters)

Cubarsí (esq.) foi a revelação, como melhor jogador jovem, e Unai Simón (dir.) foi o melhor goleiro; em decisão questionada, Rodri foi escolhido como o melhor jogador (Divulgação/X)


O capitão Rodri ergue a taça de campeões (Reuters)


Lionel Messi chora por causa da derrota argentina e de ser sua (provável) última partida oficial pela Albiceleste (Divulgação/Instagram)


Mesmo assim, considerando toda a campanha, não há como desmerecer Messi, o maior jogador do nosos tempo. Responsável por todos os tíutlos conquistados pelo Barcelona, PSG, Inter Miami e, principalmente, pela Seleção Argentina, ele fará falta no cenário futebolístico. O time Albiceleste precisará se virar sem ele, após ganhar duas Copas América (2021 e 2024) e um título da Copa do Mundo (2022) dependendo de sua genialidade. 

Ele passará seu legado de alguma forma, e há rumores de haver um sucessor. Não pelo seu desempenho atual, mas pelo que ele ainda poderá vir a fazer, com base nas propagandas da Adidas e em uma foto onde ele dava banho num Yamal ainda bebê. O "sucessor" seria Lamine Yamal, o jovem astro do time espanhol (que nem foi lembrado na premiação de melhor jogador jovem, apesar dos seus 19 anos, poucos meses até mais jovem que Cubarsí apesar de estar na seleção titular há mais tempo). Yamal, que não é somento o "único negro numa seleção de brancos", pela sua ascendência africana e mestiça (pai marroquino e mãe guineense, imigrantes residentes na Catalunha), foi o grande destaque da Eurocopa 2024, vencida pelos espanhois. 

De acordo com a propaganda da Adidas, Messi, o seu mais ilustre patrocinado, é o "goat" (greatest of all time, uma sigla coincidente com o termo em inglês para "bode"), e Yamal, também patrocinado pela marca alemã, é um "goat" em formação, ou "kid", termo originalmente usado pelos britânicos para filhotes de capirnos. Isso gera várias interpretações, algumas de teor acusatório, devido ao aparente poder do futebol ser o "ópio do povo" no mundo inteiro e às discutíveis relações entre o futebol moderno e a maçonaria, sendo o bode incorretamente associado a esta organização por ser um símbolo de animal capaz de guardar segredos (e, para alguns, símbolo demoníaco). 

Há 19 anos, o jovem Messi deu banho no bebê Yamal numa campanha publicitária do jornal Sport (Oan Monfort/Divulgação)


Campanha publicitária da Adidas após Messi ganhar a Copa América e Yamal, a Eurocopa, em 2024. os dois são patrocinados pela poderosa marca, que também financia a FIFA (Divulgação/Adidas)


sábado, 18 de julho de 2026

Batalhas que parecem a quebra da Matrix

Existiram confrontos tão estranhos que pareceram uma pane na Matrix, o tal sistema de controle da humanidade como se toda a História fosse um amontoado de simulações. Enquanto as disputas oscilavam entre a mera formalidade para ver quem parecia ter razão até verdadeiras batalhas épicas para serem mitificadas e mistificadas com o tempo, virando assunto de livro escolar, algumas dessas contendas fugiram totalmente do roteiro. 

Assim, tivemos na Áustria uma batalha onde soldados bêbados se confundiram e atiraram uns nos outros em 1788, durante a guerra contra os turcos. Na Idade Média, houve uma guerra entre Modena e Bologna motivada por causa de um balde. Até na longínqua Austrália, em 1932, os soldados tiveram uma batalha bizarra contra... emus, aquelas aves gigantes não voadoras parecidas com avestruzes - e os militares perderam porque os animais escapavam dos tiros e deram um baile nos atacantes. 

E houve em Miami uma disputa de terceiro lugar numa Copa do Mundo que poderia ser uma chatice e acabou sendo uma quebra de paradigmas, com os franceses tomando quatro gols no primeiro tempo, dois deles de Saka. Depois, houve a reação, com Mbappé fazendo dois gols e conseguindo a artilharia do torneio. Mas ele não conseguiu transformar o esculacho numa virada improvável. O 4 a 0 virou 4 a 3. Houve uma cobrança de pênalti feita por Saka, e o jogo voltou a ficar nos pés dos ingleses. Nos acréscimos, Dembelé fez um, e Bellingtam respondeu para encerrar a folia. O jogo terminou 6 a 4 e divertiu todo mundo. Não foi uma vingança pela derrota na Guerra dos Cem Anos (1337-1450), mas será lembrada também por muito tempo. 

Saka fez seu hat-trick e fez a Inglaterra ganhar da milenar rival França numa batalha alucinante sem armas e com uma bola (Roberto Schmidt/AFP)

Assim, o time francês, outrora favorito ao título, terminou sua jornada de forma tão espetacular quanto grotesca, e ainda não terá Didier Deschamps como técnico. Quem também foi derrotado de forma fragorosa foram os críticos da existência de uma disputa pelo terceiro lugar numa Copa. 

terça-feira, 14 de julho de 2026

No dia da Revolução, os franceses viram sonho do título ir para a guilhotina

Mais uma vez, uma postagem sobre a Copa do Mundo, e a equipe francesa, favorita ao título, foi jogar em pleno aniversário da data mais conhecida envolvendo o país, o dia da queda da Bastilha, ou o dia da Revolução de 1789. 

Foram enfrentar uma das poucas equipes a lhes dar boas dores de cabeça. O time espanhol os derrotou várias vezes recentemente, e os resultados na Eurocopa de 2024 e na Liga das Nações de 2025 ainda estão vivos na memória francesa. E, pela terceira vez, também numa semifinal, a Fúria dominou o jogo. De pênalti, Oyarzabal abriu o placar. Pedro Porro, no segundo tempo, definiu. Mbappé e Dembelé, a dupla mais temida da Copa, não conseguiu fazer a diferença. Muito menos Olise, que costuma desequilibrar as partidas, mas foi neutralizado pelo infame Cucurella. E os franceses passaram a ser chamados de "fregueses". Em pleno dia da Revolução. 

Yamal, o jogador mais badalado do time vermelho, não precisou nem brilhar (descontando aquele gol anulado), mas terá a chance na grande final, quando enfrentarão a Inglaterra ou a Argentina. 

A Seleção Espanhola consagrou-se como algoz dos franceses (Hannah McKey / Reuters)


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Voltemos à realidade

A Seleção Brasileira conheceu o debacle na Copa do Mundo. Saiu até antes do esperado, graças ao mau futebol, muito inferior ao esperado, diante de um Haaland decisivo, fazendo dois gols. Neymar só foi entrar no fim do jogo, tomou um cartão amarelo idiota por provocar o goleiro Nyland antes de converter um pênalti. A vergonha mundial consolidou-se com o apito final. O volante Casemiro, visto como o capitão de facto do grupo, irreconhecível na partida, chorou ao dar entrevista e fez a repórter Fernanda Gentil chorar também. Ele e vários outros jogadores, Neymar inclusive, encerram seu ciclo na Seleção, como a "nova geração perdida". Foi a pior participação do Brasil no torneio desde 1990, quando, na Itália, eles foram eliminados de forma humilhante por Caniggia, Maradona e os outros hermanos. Desde 2002 os torcedores esperavam por um título. E podem ainda ver o risco de "italianização", ou seja, o time começar a ter dificuldades crescentes para se classificar para novos torneios mundiais, até não conseguir mais, ou alguém que não entenda de futebol mas de guerra - de verdade - decidir os rumos do mundo. O técnico, aliás, já é italiano: Carlo Ancelotti. Ele ainda vai permanecer para cumprir contrato até 2030, isso se resolver rescindí-lo para não arriscar seu até então elogiável currículo como ex-comandante de times como Milan, PSG, Bayern de Munique e, principalmente, Real Madrid. 

Vini Jr. assumiu o papel de protagonista da Seleção, mas isso não foi o suficiente para impedir a eliminação precoce da Copa para os noruegueses (Matthew Childs/Reuters)


Mas agora parte do Brasil volta à realidade, porque muitos dos nossos compatriotas não saíram dela, ou nunca a conheceram. 

Flávio Bolsonaro foi até os Estados Unidos em meio às rusgas com Michelle Bolsonaro, pioradas por conta de opinião infeliz do aliado de Flávio, Paulo Figueiredo, a respeito do voto das mulheres, e também pela insistência de querer o apoio de Ciro Gomes no Ceará, por meio de Alcides Fernandes, pré-candidato ao Senado pelo Estado. O filho do Jair quer conversar para reverter o risco de "tarifaço" contra produtos brasileiros. Ele aproveita para defender duas pautas, uma boa e outra ruim. A boa é o PIX, criado no governo do pai dele, que se revelou um meio confiável e eficiente para transações bancárias, mas contestado pelas empresas administradoras de cartões de crédito, todas americanas. A ruim é propor um acordo de equiparação do álcool brasileiro de cana com o americano, feito a partir do milho, algo potencialmente lesivo aos nossos produtores. 

Isso dá uma certa munição para as bravatas do presidente Lula, que chama o "01" de "entreguista", mas nada faz de concreto para defender a soberania do Brasil como ele diz. 

Enquanto isso, pouco se falou das festividades dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, pela grande mídia brasileira, que preferiu destacar a "politização" do evento por Donald Trump, algo que todo político faz em qualquer lugar do mundo. A cobertura das cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques dos EUA e Israel em Teerã no dia 28 de fevereiro foi mais presente nos portais de notícias, assim como o anúncio do Hamas ter deixado, surpreendentemente, o governo de Gaza, para entregar ao Conselho da Paz criado pelo presidente americano, mas não fala em depor as armas, como quer o governo israelense. 

Ainda há assuntos também extensamente abordados e comentados, como o escândalo do banco Master, o envolvimento do filho de Lula no escândalo do INSS, a guerra sem fim na Ucrânia. 


N. do A.: A Copa continua, com a eliminação de Portugal pela Espanha e a possível despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção Portuguesa, diante de mais um fracasso em lutar pelo título. E repercutiu muito mal a suspensão do cartão vermelho tomado pelo atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. A FIFA não convenceu na sua justificativa, após receber um telefonema do próprio presidente do país anfitrião, Donald Trump, criticando a expulsão e o juiz brasileiro que aplicou corretamente a pena, durante jogo com a Bósnia pelas 16ªs de finais. Isso gerou protestos irritados de jornalistas, esportistas e até do ex-dirigente Joseph Blatter. E Maurício Pochettino, técnico da equipe americana, agiu mal ao escalar Balogun para o jogo com a Bélgica. Essa polêmica teve como resultado a derrota dos americanos para os belgas em Seattle, eliminando o último dos representantes anfitriões desta Copa. Os canadenses perderam de Marrocos facilmente (3 a 0), em Houston, mas os mexicanos lutaram até o fim contra os ingleses. no Azteca (Ciudad de México), perdendo de 3 a 2. 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Projeto Quagga

Todos estão comentando a Copa do Mundo, principalmente os jogos do Brasil x Japão e Alemanha x Paraguai. Mas vou abordar um assunto diferente. Comento sobre os jogos no final do texto. 

Há muito tempo, existe um projeto de "desextinção" de uma espécie extinta. O projeto Quagga existe desde 1987 para reviver a zebra Quagga, uma espécie do sul do continente africano com listras "meio apagadas", desaparecida em 1883 por causa da caça e da perda de habitat

Os zoólogos envolvidos estão cruzando espécimes de zebras das planícies (Equus quagga), o animal mais próximo do quagga (Equus quagga quagga), gerando indivíduos com listras cada vez menos aparentes na parte traseira, ficando mais próximos do objetivo. Todavia, os animais mais recentes gerados ainda não podem ser classificados como quaggas propriamente ditos. 

Um dos indivíduos mais recentes gerados pelo projeto; o verdadeiro Quagga tinha listras menos evidentes e de cor marrom. 

Zebras raras assim lembram alguns jogos, como Alemanha e Paraguai pela Copa do Mundo. Depois de um tempo normal onde Enciso abriu o placar para os sul-americanos e Karl Havertz empatou, o jogo acabou nas penalidades. O próprio Havertz desperdiçou, assim como Woltemade e Tah. Pelo lado paraguaio, Sanabria e o conhecido Fabián Balbuena também perderam, mas os demais (Kimmich, Musiala e Amiri pela Alemanha; Maurício, Gustavo Gómez, Galarza e Canale pelo Paraguai) converteram. E o time alemão amarga mais um vexame, como foi em 2018 e 2022, tornando-se piada mundial após o infame 8/7. Na verdade, eles não convenceram nem quando bateram o infeliz time de Curaçao pelo famigerado placar de 7 a 1, o que só torna a equipe mais cômica. Deram razão ao ex-jogador inglês Gary Lineker, que os criticou, dizendo ser um dos times mais fracos já vistos por ele. Agora, a zebra paraguaia vai esperar França (provavelmente) ou Suécia. 

E quase houve outra zebra, antes, com o Japão abrindo o placar com Kaishu Sano, com falha de Danilo. Para piorar, Casemiro tomou outro cartão amarelo. Ele se redimiu fazendo o gol de empate no segundo tempo, mas não joga nas oitavas-de-final contra a Noruega ou a Costa do Marfim. Gabriel Martinelli virou o placar no finalzinho, salvando a reputação da Seleção. 


sexta-feira, 26 de junho de 2026

Coisas que não imaginávamos acontecer um dia

1. A fábrica bávara Brandstätter, responsável pela produção dos famosos bonequinhos da Playmobil, vai fechar as portas e transferir todas as operações para a Tchéquia, e também para a ilha de Malta. É um sério aviso: nada dura para sempre, nem a fabricação de verdadeiros ícones de infância. 

2. No ranking de venda de veículos novos, há tempos uma picape encabeça a lista, a Strada. E ainda entre os líderes há veículos elétricos chineses, como o BYD Dolphin Mini. É algo inimaginável há poucos anos, mas existe um fato muito mais assustador: o preço cobrado pelas montadoras. 

3. Um país onde um governo foi eliminado por forças inimigas ainda resiste e continua a desafiar o poder dos Estados Unidos e de Israel, inclusive conseguindo paralisar o tráfego marítimo de um dos lugares mais vitais do mundo. Este é o Irã, que ainda tem sua seleção jogando, sem ser incomodada, em pleno terreno do "Grande Satã", disputando a Copa. 

4. A Seleção Uruguaia foi derrotada pelos espanhois. Até aí, nada de mais. Mas ainda estavam na fase de grupos, numa Copa que ainda possui as 16ªs de final. Ver o tradicional time charrua se despedir tão cedo, e ainda com frango do experiente Muslera, é estarrecedor. 

5. Enquanto isso, os cabo-verdianos estão fazendo história, classificando-se para o mata-mata, virando a sensação do torneio, principalmente o seu goleiro, Vozinha. Ele será capaz de parar Messi no próximo jogo? O melhor estreante em anos ainda não está pensando nisso, apenas comemorando. 

Ninguém esperava nada do time de Cabo Verde, mas ele conseguiu vaga para a fase eliminatória da Copa do Mundo, enquanto equipes muito mais tradicionais, como o Uruguai, sucumbiram (Roberto Schemidt/AFP)


N. do A.: Infelizmente, o terremoto na Venezuela não é algo inacreditável, mas é bastante trágico pela extensão dos estragos e pelas perdas humanas. O país já estava devastado por anos de governo chavista, que conseguiu arruinar a economia de um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Agora, milhares de pessoas precisam enterrar seus entes queridos, enquanto os prejuízos e a destruição ameaçam o futuro do país. 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

E por falar nela...

... na Copa do Mundo, o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0 e vai esperar Holanda ou Japão, talvez a Suécia, na próxima fase, como primeiro lugar do grupo C. Boa notícia até certo ponto, pois ainda há dúvidas de como Vini Jr. & cia. vão se comportar diante de um adversário realmente forte. E as décimas-sextas de final prometem ser dureza para o time canarinho. 

Vini Jr. promete brilhar no mata-mata da Copa (Chandan Khanna/AFP)


Vini Jr. foi o grande protagonista do jogo. Neymar até entrou em campo, no segundo tempo, mas não conseguiu fazer nada relevante. Além de não atrair holofotes, saindo em desvantagem diante dos verdadeiros astros do torneio - Messi, CR7, Mbappé, Haaland, Kane - ainda é alvo de investigação do MP do Distrito Federal, por estar envolvido com a plataforma digital de apostas Blaze, acusada de aliciar clientes com falsas promessas de ganho fácil usando comerciais de celebridades como o astro santista e a Virgínia Fonseca, que teve um affair rumoroso com Vini Jr.

Já existem outras más notícias vindas do evento. 

Péssimas, para os torcedores checos, pois a outrora respeitada equipe da antiga Tchecoslováquia virou mesmo sombra do passado. O México, um dos anfitriões da Copa, derrotou a Tchécia por 3 a 0. O país europeu corresponde atualmente apenas às províncias de Boêmia e Morávia, enquanto a Eslováquia, a leste, é outro país e não conseguiu vaga para este torneio. 

Também é uma notícia ruim o time sul-africano conquistar a outra vaga do grupo A. Ele derrotou os sul-coreanos por 1 a 0, deixando os rivais praticamente torcendo pelo mau desempenho de outras equipes, pois apenas os oito melhores terceiros colocados avançarão. Por que isso é ruim? Porque a torcida sul-africana utiliza aquela famigerada corneta barulhenta, a vuvuzela, que transformou a Copa de 2010, realizada na África do Sul, em uma orquestra de ruídos horrorosos, como o soar de enormes enxames de marimbondos. 

Os haitianos, no grupo C, também vão voltar para o seu combalido país caribenho mais cedo, após perderem dos marroquinos, segundos do grupo, por 4 a 2. O resultado não foi suficiente para o time africano evitar ter que disputar a próxima fase no México, com a líder do grupo F (Holanda ou Japão). 

E os canadenses vão ser obrigados a saírem de seu país na próxima fase, disputando nos Estados Unidos, pois foram segundos colocados no grupo B, perdendo da Suíça, líder do grupo, por 2 a 1. O time bósnio tem alguma chance de avançar como um dos oito melhores terceiros colocados. E os representantes do Qatar vão voltar mais cedo para o seu país, envolvido visceralmente na guerra do Irã contra os Estados Unidos e Israel. 


N. do A.: Este é o primeiro, talvez o último, artigo a tratar apenas da Copa do Mundo. O próximo vai abordar algo diferente, talvez mais sério e relevante (ou não). 

terça-feira, 23 de junho de 2026

E a mídia nao fala só de Copa

Em outros tempos, os brasileiros ficavam mais anestesiados durante a Copa do Mundo. O evento muitas vezes fazia esquecer os problemas do cotidiano, dando razão ao sábio Nelson Rodrigues. 

Sim, a mídia está dando destaque ao CR7, que fez dois gols e mostrou a sua categoria sobre o pobre time uzbeque, à maneira do antigo imperador Cômodo, que se exibia no Coliseu lutando com escravos. Mas outros assuntos estão chamando a atenção. 

Temos a investigação da Polícia Federal sobre o banco Digimais, financiador da Igreja Universal do Reino do Deus, de Edir Macedo. A instituição financeira está com déficit bilionário, e se ofereceu para venda ao BTG Pactual, mas ainda falta esclarecer o rombo. A agência Moody classifica o rating do Digimais como quase próximo da insolvência, com a baixíssima nota CCC+. 

Edir Macedo, dono da IURD e do Grupo Record, é acionista no banco Digimais (Divulgação/Fotomontagem)

Continuam também os esforços para um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Israel aponta os aspectos estranhos da iniciativa de Donald Trump, pois não foi convidado para assinar o acordo, sendo uma das partes envolvidas ativas. O sul do Líbano continua ocupado por tropas israelenses, dispostas a permanecer enquanto o grupo terrorista Hizbollah não se desarmar e o regime iraniano continuar a exercer influência no Líbano, há décadas padecendo como um joguete dos países mais poderosos da região. 

Trump também atua ativamente na América Latina, onde as forças conservadoras ganham terreno. Muitos brasileiros esqueceram a Copa e estão mais interessados na atuação do presidente americano e seu secretário Marco Rubio, que ameaçam retomar as sanções contra o Brasil em geral e contra Alexandre de Moraes em particular. Além disso, na América Latina as forças conservadoras ganham terreno com a vitória eleitoral de Abellardo de La Espriella ("El Tigre") na Colômbia e a confirmação da vitória de Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, nas eleições peruanas realizadas em abril. Haverá uma confirmação da vitória, contestada pelo candidato derrotado Roberto Sánchez, que ameaça pedir a impugnação dos votos no exterior. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Campanha polêmica do 99

A 99, que não integra a lista de patrocinadoras da CBF ou da Fifa, fez uma campanha curiosa, embarcando no clima de Copa.

Se um cliente conseguir um motorista de nome Endrick, ou parecido, ganha R$ 99 em cupons para serem gastos em corridas ou no serviço 99Food. 

O iFood, este sim uma empresa patrocinadora, não gostou.  E nem a CBF, por ver nisso um "marketing de sabotagem", induzindo a convocação de Endrick, jogador que esquentou o banco no jogo contra Marrocos. Acusam a CBF de impedir Carlo Ancelotti de convoca-lo por não ter patrocínio das empresas filiadas à entidade. O ex-palmeirense tem um temperamento difícil, e nem sempre segue as ordens do técnico italiano. Para muitos, principalmente os torcedores do Palmeiras, quem é vítima de sabotagem é o jovem atacante.

Coincidentemente, ele entrou no jogo contra o Haiti, e fez um gol impedido. A equipe fez 3 a 0, uma vitória relativamente magra, em função da precariedade do time adversário, representante de um país destruído. Mesmo assim, uma vitória importante. E Endrick mostrou seu valor, por ter jogado à altura de um integrante da Seleção. 

Endrick entrou no segundo tempo e poderia ter transformado o placar numa goleada (Rodolfo Buhrer/AGIF)



quinta-feira, 18 de junho de 2026

O que foi mais horroroso de ver?

 a) O meio-campista do time canadense Ismael Koné quebrar a perna após sofrer uma entrada forte do jogador do Qatar Assim Madibo, resultando em confusão e cartão vermelho; o jogo terminou em 6 a 0 para os anfitriões em Vancouver. 

b) As cenas de Lula divulgadas pelas redes sociais na reunião do G7. 

c) A postura "toda poderosa" de Trump na mesma reunião (I am the boss!). 

d) Jacques Wagner ser investigado pela PF, desmontando a narrativa de Daniel Vorcaro financiando oposicionistas. 

e) Este blog cheio de enquetes! Bleargh!

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Globo x CazéTV

Depois de tanto tempo, desde 1970, sendo a principal transmissora da Copa do Mundo, a Globo não se conforma com o sucesso do canal CazéTV, do Youtube. 

Ano passado, visando se preparar para mais uma transmissão e assegurar alguns milhões, a emissora carioca lançou o "ge" na Internet, reagindo ao sucesso dos canais do Youtube, e renegociou o pagamento dos direitos de transmissão à Fifa. Deixou de pagar parcelas anuais de US$ 90 milhões, e em troca precisou abrir mão da maior parte dos jogos. 

Já o CazéTV realizou contratos de patrocínio para gerar cerca de R$ 2 bilhões ao evento, por meio da empresa LiveMode, dona do canal, e agora está conseguindo transmitir todas as partidas. 

A Globo diz que o ge não possui os incômodos delays, presentes na transmissão do CazéTV, que podem levar até 40 segundos. Para isso, praticamente obriga seus fieis espectadores a adquirirem a tradicional antena acoplada aos decodificadores das tevês. Com a desvantagem de não poder transmitir todos os jogos, e ainda não ter apelo no público mais jovem, pois o estilo de comunicação de Casimiro Miguel e seus colaboradores é muito mais atraente do que o engessado formato do jornalismo da Globo, criticadoo acerbamente, também, pela excessiva concessão ao woke, ao politicamente correto, e à crítica contra tudo o que lembra o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Para piorar tudo, a ex-Vênus Platinada perdeu o seu consagrado locutor Galvão Bueno para o SBT. Este, por sua vez, também não está obtendo a repercussão de antes, pois a emissora paulista também não tem boa parte dos jogos, e é afetada pelo sucesso do CazéTV. Mesmo assim, o SBT ainda consegue se sair melhor em relação à grande e tradicional concorrente na TV aberta. 


N. do A.: Enquanto isso, já há um favoritismo para algumas equipes, como a França de Mbappé, a Argentina de Messi, e a Inglaterra. Esta última derrotou a Croácia por 4 a 2 em um jogo digno de nota, com o brilho de Harry Kane. Já Portugal decepcionou, empatando com a estreante República Democrática do Congo por 1 a 1; uma das maiores zebras do Mundial, em parte por culpa de um Cristiano Ronaldo apagado, em sua sexta Copa. 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Tudo estranho

Neste mundo sempre há acontecimentos bizarros, mais do que as histórias nos contam, mas agora as coisas parecem estar num outro patamar. 

O acordo de "paz" firmado entre os Estados Unidos e o Irã foi motivo de estranheza porque as forças beligerantes não saíram de perto, isto é, os navios permanecem no estreito de Ormuz, um lado para dificultar a navegação e o outro para, nominalmente, tentar liberar a passagem. Além disso, mesmo incluindo o Líbano, houve bombardeios na capital, Beirute, por parte das forças israelenses. Nem as tropas que invadiram e ocuparam o sul do Líbano sob o pretexto de neutralizar os terroristas do Hizbollah saíram do território, e nem este grupo apoiado pelo Irã renunciou às suas práticas de bombardear o norte de Israel. Este parece ser uma tentativa de ganhar tempo para não atrapalhar as eleições parlamentares nos Estados Unidos, nem as festividades do 4 de julho, e muito menos a Copa do Mundo realizada na América do Norte. 

E, hoje mesmo, o time iraniano está participando do torneio. No país inimigo. Sofrendo para tentar vencer os neozelandeses. 2 a 2, (mais) um empate. Do lado de fora e mesmo no estádio, desafiando a proibição da Fifa, torcedores que apoiavam a sua equipe, mas deploram o regime dos aiatolás, exibiram a antiga bandeira no tempo do xá Reza Pahlavi, cujo filho luta pelo fim da tirania fundamentalista (sendo ele próprio um fruto de uma ditadura corrupta, embora laica). O acordo firmado para ser assinado na Suíça não prevê mudança alguma no regime, um dos motivos pelos quais a oposição iraniana depositava alguma esperança na batalha travada pelos americanos, israelenses e sunitas. 

Os iranianos jogaram em Los Angeles, uma das grandes cidades do "Grande Satã" (Divulgação/Instagram/UOL)

Este dia também foi marcado por outros empates. Ninguém acreditou numa poderosa Espanha não conseguir fazer gols em Cabo Verde, nem o Uruguai não conseguir vencer a Arábia Saudita (a grande rival do Irã), ou a Bélgica se impor diante do Egito (outra nação do Oriente Médio, e da África, como Cabo Verde). Um empate, para as equipes mais fracas, é comemorada como vitória. Os cabo-verdianos não levaram nenhum, embora não tivessem feito, enquanto os egípcios e os sauditas marcaram um. 

E também fica muito estranho ver jogos com tantas interrupções para os jogadores beberam água, dando espaço para os patrocinadores lançarem seus comerciais em todos os veículos de mídia autorizados a cobrir o grande evento. Realmente, há muita gente lucrando com essa bizarrice toda. Nos estádios e no grande campo de batalha montado na Ásia Ocidental. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Duas coisas assustadoras

A primeira é para assustar mesmo, porque aconteceu aqui, e é um alerta para o brasileiro em tempos de rumores de novas pandemias. 

No Hospital Conceição, em Porto Alegre, foi internado para exames uma pessoa suspeita de ter contraído o terrível vírus Ebola, responsável por febre e hemorragias intensas, causadoras de muitas mortes nos países da África, como República Democrática do Congo, Uganda e Guiné. Deste último país saiu o homem de 47 anos. Felizmente, exames mostraram que ele não estava com o Ebola. Em São Paulo, houve outro caso suspeito, e também desmentido. 

Já na Copa, houve mais um evento assustador, e não foi o desempenho da Anitta na abertura da Copa em Los Angeles. Ela até se saiu bem e foi aclamada pelo público, embora, obviamente, não tenha se destacado tanto quantoo a Shakira na primeira abertura, no México. Horas depois, no mesmo estádio, o SoFi Stadium (não denominado assim pela Fifa por questões de naming rights, que os veículos de comunicação oficiais são impedidos de divulgar) foi palco de um verdadeiro show do time local contra o Paraguai. No primeiro tempo, os americanos fizeram TRÊS gols contra os paraguaios. Para o torcedor do time sul-americano (e para os anti-americanos de plantão) isso foi realmente apavorante. 


N. do A.: Esses eventos podem garantir mais sustos do que você e sua(eu) namorada(o) no cinema assistindo a algum filme de terror. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O filme que vai fazer muita gente esquecer a Copa

Depois de dirigir os clássicos Contatos Imediatos de Terceiro Grau e E.T., o sempre aclamado Steven Spielberg lançou mais um filme sobre alienígenas, Dia D, sobre a revelação da existência de habitantes de outros planetas para a humanidade após uma série de eventos incomuns transmitidos pela mídia. 

Há muito tempo alguns influenciadores nas redes sociais debateram o assunto, principalmente os defensores da existência dos ETs, que elogiavam antecipadamente o filme por ele ajudar a revelar o que a maioria não sabe. Por outro lado, a crítica se dividiu. Uns aludiram a certas narrativas, vulgarmente chamadas de "teorias conspiratórias", sobre o governo esconder a verdade da população. Outros encaravam o filme como ficção científica pura. Muitos compararam este com os outros filmes de Spielberg sobre o tema. 

A protagonista do filme, Maggie (Emily Blunt), investiga estranhos eventos atribuídos a seres de origem fora da Terra (Niko Tavernise/Universal Pictures)


Enquanto isso, muitos foram ao cinema, e simplesmente ignoraram o grande evento do nosso planeta. Houve repercussão morna da abertura com a Shakira no México, a vitória do primeiro anfitrião sobre os sul-africanos no estádio Azteca, com atuação elogiada do brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que não perdoou e já expulsou dois sul-africanos e um mexicano, um recorde de cartões vermelhos para um jogo de abertura. Outro jogo está em andamento, entre Coréia do Sul e Tchéquia (a antiga parte ocidental da extinta Tchecoslováquia, e até há pouco chamada de República Tcheca), ainda sem gols. É só o começo de uma longuíssima aventura envolvendo 48 times terrestres.