Com o fim desta Copa do Mundo, podemos tentar discutir o legado, considerando as decisões da FIFA motivadas pelo interesse comercial em detrimento do futebol, e o péssimo precedente de atender às vontades do presidente americano Donald Trump, que deveria ser tratado como um torcedor como todos os outros, como faz entender o próprio regimento da entidade. Não em relação à premiação, onde ele tem o direito de tocar na taça e entregá-la à cerimônia como bem entender, como chefe de Estado de um país anfitrião, mas naquele vergonhoso episódio envolvendo o Balogun.
De toda forma, ela foi vencida pela Espanha com méritos e com direito a um papel ridículo mostrado pelo time argentino, que não demonstrou nada do futebol mostrado até antes da final e insistiu em fazer encenações e faltas desleais mesmo quando caíram na armadilha espanhola e não conseguiram jogar. O pior é a falta de espírito esportivo após o jogo terminar, provocando uma briga com os espanhois. A arbitragem também merece questionamentos, mostando novamente conivência com o anijogo, embora não fosse das piores.
| O capitão Rodri ergue a taça de campeões (Reuters) |
| Lionel Messi chora por causa da derrota argentina e de ser sua (provável) última partida oficial pela Albiceleste (Divulgação/Instagram) |
Mesmo assim, considerando toda a campanha, não há como desmerecer Messi, o maior jogador do nosos tempo. Responsável por todos os tíutlos conquistados pelo Barcelona, PSG, Inter Miami e, principalmente, pela Seleção Argentina, ele fará falta no cenário futebolístico. O time Albiceleste precisará se virar sem ele, após ganhar duas Copas América (2021 e 2024) e um título da Copa do Mundo (2022) dependendo de sua genialidade.
Ele passará seu legado de alguma forma, e há rumores de haver um sucessor. Não pelo seu desempenho atual, mas pelo que ele ainda poderá vir a fazer, com base nas propagandas da Adidas e em uma foto onde ele dava banho num Yamal ainda bebê. O "sucessor" seria Lamine Yamal, o jovem astro do time espanhol (que nem foi lembrado na premiação de melhor jogador jovem, apesar dos seus 19 anos, poucos meses até mais jovem que Cubarsí apesar de estar na seleção titular há mais tempo). Yamal, que não é somento o "único negro numa seleção de brancos", pela sua ascendência africana e mestiça (pai marroquino e mãe guineense, imigrantes residentes na Catalunha), foi o grande destaque da Eurocopa 2024, vencida pelos espanhois.
De acordo com a propaganda da Adidas, Messi, o seu mais ilustre patrocinado, é o "goat" (greatest of all time, uma sigla coincidente com o termo em inglês para "bode"), e Yamal, também patrocinado pela marca alemã, é um "goat" em formação, ou "kid", termo originalmente usado pelos britânicos para filhotes de capirnos. Isso gera várias interpretações, algumas de teor acusatório, devido ao aparente poder do futebol ser o "ópio do povo" no mundo inteiro e às discutíveis relações entre o futebol moderno e a maçonaria, sendo o bode incorretamente associado a esta organização por ser um símbolo de animal capaz de guardar segredos (e, para alguns, símbolo demoníaco).
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