Lulinha, filho do presidente, aparentemente perdeu a cobertura do pai e o STF autoriza a investigá-lo no processo que o liga a um rumoroso esquema para autorizar a venda de cannabis medicinal e, principalmente, ao escândalo bilionário do INSS, juntamente com Antônio Carlos Camilo Antunes, o "careca do INSS".
O presidente disse que o filho "não irá se esconder" caso for julgado, e, mais uma vez invertendo o ônus da prova, "terá de provar que é inocente". (*) Provas, mesmo, foram recolhidas pelo MP e pela Polícia Federal, e deverão ser validadas em julgamento. E possivelmente virão mais, pois André Mendonça autorizou a PF a fazer seu trabalho. Mas não faltam motivos para esse trabalho continuar a ser influenciado pelo fato de Lulinha ser o "filho do homem".
| Lulinha (esq.) e o "careca do INSS" continuam enrolados com a Justiça (Divulgação) |
Quanto à oposição, ela vai tentar usar as investigações para prejudicar a campanha de reeleição de Lula. Flávio Bolsonaro, o mais forte na corrida presidencial entre os oposicionistas, pode vir a ser beneficiado, mas ele continua a ser ligado, pelo governo, às imposições de tarifas pelo governo americano e ao envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Neste último caso, o governo também está atolado até o pescoço, ainda mais com o indiciamento do senador Jaques Wagner, também acusado de estar envolvido no vazamento de dados das negociações do ex-governador baiano e líder do governo na Câmara Alta com o Banco Master.
(*) O presidente Lula apregoa várias vezes a sua inocência, embora as condenações em anos recentes durante a Operação Lava Jato mostrem o contrário. O STF, ao largo da lei, proclamou a sua "descondenação" para ele voltar a se candidatar à Presidência em 2022. Isso foi tratado por este blog e outros meios de comunicação.
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