Mostrando postagens com marcador Justiça?. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Justiça?. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Os rumos malucos do Brasil pós 25/10

Assim como algumas datas como o 11/9 (2001), o 8/7 (2014), o 8/1 (2023) e o 7/10 (2023), o 25/10 (2026) está repercutindo muito na mídia e nas pessoas. 

Desde o 25/10, muita coisa aconteceu no Brasil. Diante da pressa do STF e do ministro Alexandre de Moraes de apreender o passaporte de Flávio Bolsonaro, com a alegação de impedí-lo de sair do país, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro se antecipou e foi para os Estados Unidos. Muitos consideram uma fuga espetacular, enquanto outros, inclusive o (oficialmente) reeleito presidente Lula, falam em covardia. 

Flávio Bolsonaro foi se juntar ao seu irmão, Eduardo, para denunciar a suposta fraude eleitoral no Brasil (Divulgação/Instagram/Globonews/Reuters)

Marco Rubio, o poderoso Secretário de Estado dos Estados Unidos, teria ajudado na fuga e agora vai emitir vistos para ele e a família. Enquanto isso, o chefe dele, Donald Trump, continua a não reconhecer Lula como o presidente eleito, e nem alguns aliados, como Javier Milei e Binyamin Netanyahu. Este último está empenhado na vitória do Likud, seu partido, nas eleições parlamentares de hoje, que definirão o destino de Israel em meio à guerra contra o Irã e seus asseclas, o Hizbollah e o Hamas. 

Enquanto isso, os efeitos do 25/10 ainda se farão sentir por muito tempo. A economia sentiu o golpe, as promessas para 2027 ditas por Lula podem ter seu efeito anulado pelo aumento da dívida pública e de medidas como a aprovação da escala 5x2 e do split payment, que sangram o Orçamento das empresas já nas fontes de renda, para a cobrança dos tributos. A briga política entre o governo e o Congresso promete ser bem feia, com uma maioria oposicionista. E o caso do Banco Master ainda tem o potencial de causar estragos, erodindo inclusive a relação entre o Executivo, o Judiciário e a grande mídia, que antes estavam em conluio. 

É o Brasil caminhando para ser o maior território hobbesiano do mundo. 

terça-feira, 15 de setembro de 2026

O STF não merecia isso!

Não vou perder tempo comentando a sessão do STF que trata das acusações contra Alexandre de Moraes no caso Master. 

O espetáculo mambembe não parece coisa de ministros da alta corte, e sim de canastrões de marca maior, participantes de um reality show. Temos a "turma do Xandão", protagonizada por Gilmar Mendes e Flávio Dino, a "turma do Mendonça", com Luiz Fux à frente, e os coadjuvantes, temerosos demais para assumirem protagonismo, como Kassio Marques e Dias Toffoli, que se declararam impedidos de votar. 

Abaixo, a versão oficial do evento, exibida para o mundo todo ver e sentir perplexidade. 


Muitos vão se frustrar com a sessão, que não terminou de forma conclusiva. Vai haver novos capítulos dessa novela pior do que os piores folhetins da Rede Globo. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Será que está funcionando?

Existe uma história bem disseminada por mais de dois séculos, principalmente nos países de língua inglesa, sobre um suposto método de treinamento de cães de caça, usando um arenque defumado para tentar ludibriá-los. O peixe de cheiro forte e cor avermelhada, conhecido como red herring, tornou-se sinônimo de pista falsa ou manobra para desviar um assunto. 

O arenque defumado é conhecido pelo forte cheiro e tem a mesma cor da bandeira do PT e do PCdoB, os partidos de Lula e Flávio Dino (Divulgação/Vecteezy)


Flávio Dino, ministro do STF e ex-membro do PCdoB, um dos partidos "vermelhos" do Brasil ao lado do aliado histórico PT, pareceu usar desse expediente para desviar a atenção da mídia, que estava concentrada na cobertura do caso Master envolvendo o STF. Após desfazer numa canetada, por decisão monocrática, o afastamento do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues, decidido por outra decisão monocrática, de André Mendonça, mas com respaldo da Segunda Turma, o ex-governador do Maranhão resolveu usar outra tática para, segundo ele, tirar a marca de alvo do Supremo.

Andrei Rodrigues foi citado por Vorcaro e era acusado de usar a PF para perseguir opositores. Seu afastamento foi solicitado pelo partido Novo, e André Mendonça o atendeu. 

Dino reconduziu Andrei e mandou a PF investigar as atividades da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark House, uma biografia romantizada do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela teria solicitado o financiamento do filme pelo Banco Master, com a ajuda do ex-Secretário Nacional de Cultura Mário Frias (durante a gestão de Bolsonaro o ministério da Cultura foi rebaixado de status) e da consultora NTT. 

Esta atitude reforça as acusações da oposição sobre o uso político da PF contra ela. Enquanto isso, boa parte da mídia parou de concentrar a atenção no Supremo. Mas a outra parte não se deixou levar por este "arenque vermelho-petista" e continuou a pedir as cabeças dos ministros do STF apontados como parceiros de Vorcaro, ou seja, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com a complacência de Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Flávio Dino. 

No entender de parte da opinião pública, mesmo com a manobra para "salvar" a imagem do Judiciário, ele está condenado.  Este Poder da República está se deteriorando, cheirando mais forte do que um red herring. 

terça-feira, 30 de junho de 2026

STF faz golaço e toma frangaço

É necessário elogiar o Supremo quando ele acerta. E, neste fim de mês, a Primeira Turma acertou ao definir a perda do cargo como a punição máxima para os juízes, no lugar da aposentadoria compulsória, algo que a população nem considera um castigo. Neste caso, pode-se dizer que eles fizeram um "golaço", aproveitando o clima de Copa do Mundo. 

Agora, segundo o STF, quem cometer faltas graves poderá ser punido, a critério da Justiça, com a perda do cargo e do salário (Instagram/aquivaleoficial)


Por outro lado, o corporativismo do meio jurídico que pressionou a PGR os fez recuar na questão dos chamados "penduricalhos", aqueles ganhos a mais capazes de engordar substancialmente o salário dos magistrados. Entre esses ganhos estão licenças-prêmio e, principalmente, verbas indenizatórias, como ajudas de custo, auxílios-saúde, auxílio-alimentação, gratificações por plantão, a Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade (recebido por juizes com mais de cinco anos de atividade, limitado a 35% do salário) e outros privilégios nem sequer sonhados por trabalhadores comuns, e capazes de sangrar (ainda mais) o NOSSO DINHEIRO. 

O plenário aceitou pagar, retroativamente, parte desses "penduricalhos". Mais uma vez em clima de Copa, pode-se dizer que isso foi um gol contra com direito a um "frango", próprio de gente que diz defender uma meta, mas não a faz de forma muito dedicada. Ou faz o jogo do adversário. 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Faz sentido?

A Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. O deputado cassado, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está atuando nos Estados Unidos para denunciar o processo contra seu pai. Com a decisão dos ministros do Supremo, o "03" fica impedido de concorrer a novo mandato até 2038. 

Ele foi considerado culpado da acusação de coagir a Justiça para impedí-la de dar prosseguimento às investigações sobre o 8/1. Segundo o STF, houve uma tentativa de golpe, e Bolsonaro esteve envolvido ativamente, como parte interessada, em impedir o atual presidente Lula de exercer o mandato pelo qual foi eleito, sempre de acordo com o número oficial de votos apurados nas eleições de 2022. 

Alexandre de Moraes, o relator do processo, disse que Eduardo Bolsonaro estava tentando "fazer lobby contra o próprio país", quando os críticos contestam. Eles apontam-no como, ao mesmo tempo, vítima, promotor e júri do caso, e deveria se declarar impedido de votar, deixando a decisão para os outros membros da Turma. Isso não mudaria nada, como se seguiu. 

Flávio Dino e Cristiano Zanin manifestaram-se no mesmo sentido, enquanto Carmen Lúcia não quis se pronunciar publicamente, embora tivesse votado pela condenação. Luiz Fux está de mudança para a Segunda Turma, deixando a cadeira vaga para o próximo indicado. Possivelmente esse vazio só será preenchido pelo eleito neste ano. 

Esdras dos Santos Carvalho, integrante da defesa do deputado cassado, defendeu a nulidade do processo, dizendo que seu cliente fez "interlocução política", e não teria coagido ninguém. Na visão dos  defensores da atuação do ex-deputado, não faria sentido fazer coação dentro de um país estrangeiro, onde ministro algum do Brasil poderia interferir.

Eduardo Bolsonaro é visto como culpado pela implantação das sanções americanas contra o Brasil, e pelas pressões em favor da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. 

A Primeira Turma do STF, responsável pela condenação à prisão de Eduardo Bolsonaro; Luiz Fux, o segundo da foto da esquerda para a direita, já não integra mais o grupo (Divulgação/O Globo)


N. do A.: Este blog vai se abster de falar sobre política durante este mês, para dar prioridade a outros assuntos. Não necessariamente vai comentar sobre a Copa do Mundo em todas as postagens. Aliás, a situação do Brasil promete ficar muito feia, também nas quatro linhas. Franceses e argentinos estrearam com vitória e brilho de seus astros, Mbappé e Messi, respectivamente. O franco-congolês do Real Madrid fez 2 dos 3 gols contra os senegaleses, e o fabuloso "extraterrestre" baixinho, atuando pela sexta Copa, fez um hat-trick e marcou sozinho contra o time da Argélia. Em outro jogo, outro grande astro, o norueguês Haaland, fez 2 dos 4 gols da equipe de seu país contra os infelizes representantes do Iraque, um país envolvido na guerra da Ásia Ocidental; esse conflito continua roubando os holofotes da mídia. 

terça-feira, 24 de março de 2026

Jabuticaba bichada

Como boa parte das culturas, a jabuticabeira não está livre das pragas, principalmente das moscas-de-frutas, que colocam os ovos em qualquer fruto desprotegido. O ovo eclode e a larva passa a ter alimento fácil disponível, inviabilizando o consumo da fruta pelos humanos. 

Jabuticabas são algo típico do Brasil (Divulgação)

Nosso regime político-jurídico lembra uma jabuticaba, pois só vigora por aqui. É a democracia mais estranha e idiossincrática. 

Poe uma decisão monocrática do ministro Alexandre de Morais e sua careca que lembra as calvas larvas das moscas-das-frutas que infestam as jabuticabas, o ex-presidente Jair Bolsonaro agora pode voltar para a prisão domiciliar. Todo o processo da prisão dele é marcado por irregularidades. Esta aparente medida "humanitária", para não deixar um homem idoso marcado por problemas de saúde e sequelas do atentado a faca de 2018, é mais uma delas, ainda mais com prazo de validade de 90 dias. 

Bolsonaro é visto pelos apoiadores como um brinquedo nas mãos do STF (Divulgação)

Enquanto isso, ainda tramita a anistia para Bolsonaro e para os presos políticos do 8/1, condenados por uma suposta tentativa de golpe, quando o acontecido naquele dia fatídico estava longe disso, embora também seja inaceitável. Vandalismo e destruição de patrimônio público é um crime abjeto, mas é totalmente diferente de querer depor alguém. 

Atribui-se a medida "benevolente" de Morais à ação de Michelle Bolsonaro e à decisão da PGR para a concessão da domiciliar, mas os aliados do ex-presidente, a começar pelo candidato à Presidência e filho mais velho, Flávio, continuam insatisfeitos, por ver nisso uma manobra política de um ministro que deveria zelar por aspectos jurídicos. Afinal, além de agir como ator político, ainda é um dos envolvidos no caso Master, aquele que pode fazer todo o sistema político-juridíco, e a República com ele, ir para o vinagre. Um vinagre de jabuticaba bichada não deve ter um sabor nem um pouco agradável. 

terça-feira, 17 de março de 2026

Breves de uma semana explosiva

1. Os caminhoneiros ameaçam paralisar o país se o governo não deter o aumento no preço do diesel, algo considerado inevitável se o preço do petróleo continuar a subir. Agora, o barril custa US$ 103. Isso faz voltar o fantasma da grande paralisação em 2018, causadora de muitos transtornos. 

Veremos isso novamente? (Reuters)

2. A causa imediata é a guerra no Oriente Médio, ainda muito longe de parar. O que resta do governo iraniano ainda mantém fechado o estreito de Ormuz, enquanto o considerado "braço direito" de Ali Khamenei, Ali Larijani, chefe da segurança do governo xiita, foi abatido num ataque de forças israelenses. 

3. A Yoki vai mudar de mãos novamente. Antes uma empresa nacional consolidada, passou para a General Mills após o terrível caso Marcos Matsunaga, e agora a empresa americana vende a marca e também a Kitano, outra ex-empresa de alimentos independente, para a 3Corações, marca cujo controle é parcialmente brasileiro, dividido com a Strauss B.V., empresa israelense, para desgosto dos antissemitas e de quem vê a guerra contra o Irã um ato de agressão. 

4. Para não variar, o Real Madrid está fazendo outra campanha sólida na Champions League, despachando o Manchester City com duas vitórias nas oitavas-de-final. A última foi no Etihad Stadium por 2 a 1, com direito a provocação da torcida local contra Vini Jr. relembrando a Bola de Ouro de Rodri, jogador dos citizens. Sempre disposto a não aceitar desaforo, o brasileiro fez o primeiro gol e comemorou com gesto de silêncio. 

5. Vini Jr. certamente jogará, mas muitos comentaristas ainda acreditam na convocação de Neymar, mesmo com uma fase bem longe do convincente. Ancelotti não se deixou dobrar pela pressão, e outros comentaristas, mais ponderados, aplaudem a postura do técnico da Seleção Brasileira. 

6. Para boa parte dos brasileiros, o futebol já não interessa. Quer saber qual será a próxima decisão de Alexandre de Moraes, e como estão as investigações sobre o Banco Master, no qual o ministro é acusado de estar envolvido até a careca. Flávio Bolsonaro diz ter conversado com ele para pedir a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, cujo estado de saúde é preocupante. Enquanto isso, o ex-presidente Michel Temer defende a atuação de Moraes no STF, assim como sua decisão de tê-lo indicado durante seu mandato, em 2017.

7. E o Lulinha? Vai depor mesmo no inquérito que apura os desvios bilionários no INSS?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Será que chegamos lá?

Será que chegamos a uma situação onde um país pode ser considrado uma cafua ou uma imensa terra administrada por uma kakistocracia (o governo dos piores)?

Você chega a pensar em desejar que o Brasil vire uma monarquia ou um paraíso libertário e sem governo quando vê a qualidade da nossa política judicializada e da nossa justiça politizada. 

A Câmara produziu uma das maiores pizzarias da história recente ao aprovar a tal da dosimetria para diminuir as penas de Jair Bolsonaro e dos presos políticos do 8/1, quando muitos queriam ora a anistia geral, ora a manutenção das prisões. Ao mesmo tempo, deu uma pena brandíssima para Gláuber Braga (PSOL) - uma suspensão de seis meses para alguém com um histórico de conduta incompatível com o seu cargo - e não cassou Carla Zambelli (PL), envolvida em acusações de usar um hacker para invadir dados do Conselho Nacional de Justiça e fazer perseguição armada a um petista. 

Glauber Braga protestou acintosamente contra o seu processo de cassação, sentando-se na cadeira do presidente da Câmara Hugo Motta, e no final não perdeu a sua cadeira (Divulgação/Facebook)


Para deixar tudo pior, Alexandre de Moraes interveio de novo em assuntos do Legislativo, e mandou cassar Zambelli. Pior se ele ousasse intervir nos outros casos, mas "apenas" isso já é, novamente, um dos Poderes usurpar as funções de outro. 

E em 2026, com as atuais regras eleitorais e a insegurança institucional em curso, não teremos razões para ver solução alguma vir de Brasília. Pelo contrário...

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Semana tensa dos 24 anos do 8/1

Ontem, Luiz Fux entrou em forte atrito com os colegas ao criticar as irregularidades processuais no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, e decidiu pela absolvição. O episódio abalou ainda mais a imagem do Supremo Tribunal Federal, mesmo com os votos de Carmen Lúcia e Cristiano Zanin a favor da condenação, acompanhando os demais membros da Primeira Turma, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O placar de 4 a 1 é enganoso, escondendo uma possível vitória de Pirro dos inimigos de Bolsonaro. Condenado a 27 anos de prisão, o ex-presidente é um prisioneiro político, na visão de seus apoiadores. E isso pode favorecer a aprovação de uma ampla anistia no Congresso, beneficiando não só a maior parte dos presos do 8/1, como também o ex-capitão e alguns de seus partidários também condenados no processo, como os generais Braga Neto e Augusto Heleno, considerados culpados, pela Primeira Turma, de tramar um golpe contra Lula. Golpe este não colocado em prática, como dizem os apoiadores de Bolsonaro e mesmo por gente que o detesta, mas abomina ainda mais o governo petista. 

Bolsonaro durante sessão especial em homenagem a um pastor aliado, o líder da Igreja Maranata Gedelti Vitalino, em julho; agora, ele tem mais um motivo para chorar (Carlos Moura/Ag. Senado)

No mesmo dia, mataram um dos jovens representantes do conservadorismo radical nos Estados Unidos. Charlie Kirk, de 31 anos, era um ativista fervoroso dos valores cristãos e tradicionais, apoiador de Donald Trump e sua política dura contra o Brasil e outros parceiros comerciais considerados pouco confiáveis. Ele também era favorável às ações de Eduardo Bolsonaro contra o governo brasileiro e o STF. Os assassinos de Kirk seriam também radicais defensores do progressismo. 

Enquanto isso, na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro promete resistência contra os americanos, sem se preocupar com acusações de acobertar líderes narcotraficantes em seu país. O Cartel de Los Soles é acusado de comerciar drogas nas Américas, tendo uma influência nefasta nas Antilhas. Sua existência ainda é contestada pelos defensores de Maduro, como o presidente colombiano Gustavo Petro, e Trump escolheu o caminho militar para provar a existência do grupo e sua ligação com o déspota de Caracas. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Da série 'Notícias para encher página de portal da Web', parte 8

A imprensa já foi comparada, neste blog, a uma deliciosa mas pouco saudável sobremesa, o sorvete napolitano, por ser em parte amarela de escândalo, marrom de porcaria e rosa de futilidade, com base nos trabalhos mal feitos ou tendenciosos de muitos jornalistas. 

Poucas notícias são realmente dignas de apreço, pois boa parte se dedica a explorar a desgraça alheia, prejudicar reputações e mostrar intimidade de celebridades, ou subcelebridades. 

Neste último caso está o economista e ex-participante do BBB Gil do Vigor, e o ginasta Diego Hypólito. Os dois  que são homossexuais, foram supostamente vistos de mãos dadas, mas eles negam o relacionamento. 

Diego Hypolito é ginasta conhecido e Gil do Vigor é ex-participante do BBB (Montagem sobre fotos do Instagram)

Enquanto isso, Alexandre de Moraes manda cercar a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, medida louvada por boa parte da mídia, enquanto a outra parte, menor, questiona a legalidade da medida. Cada uma das partes acusa a outra parte de má prática jornalística para endeusar ou demonizar Moraes, mas isso ao mesmo tempo dá mais visibilidade ao ex-presidente. 


terça-feira, 19 de agosto de 2025

Uma ajuda de peso

 ... para o Brasil cair de vez na crise. 

A decisão do ministro Flávio Dino sobre a decisão da Justiça do Reino Unido sobre o caso Mariana foi mais um oportunismo político do que um ato jurídico, dizendo que ela não tem poder sobre os municípios mineiros que pressionam por indenizações maiores por parte da empresa anglo-australiana BHP Billiton, uma das controladoras da Samarco junto com a Vale. A joint-venture foi condenada por sua atuação no desastre responsável por devastação ambiental, prejuízos econômicos bilionários e mortes. 

Ele aproveitou para estender a decisão a toda e qualquer Corte estrangeira, claramente beneficiando Alexandre de Moraes, atingido pela Lei Magnitsky. E vai sancionar quem cumprir as decisões de fora. Ou seja, os bancos poderiam ser penalizados se cumprirem as determinações americanas. 

Divididas entre obedecer a (mais uma) decisão monocrática vinda do STF e as prerrogativas do governo americano, as instituições financeiras sentiram um temor muito maior do que, por exemplo, punições da Justiça por permitirem os débitos automáticos de contas correntes de aposentados por causa de dívidas por empréstimos consignados. 

Hoje, o valor de mercado dos bancos caiu drasticamente, totalizando R$ 41 bilhões em perdas. Os maiores prejudicados foram o Banco do Brasil, com queda de 6,03% na Bovespa, e o Santander, cujo tombo foi de 4,88%. Outros bancos tiveram também quedas expressivas, como o Itaú (3,05%) e o Bradesco (3,43%). 

Como resultado, o pânico se alastrou no mercado, e a Bovespa como um todo tombou 2,1%, ficando com menos de 135.000 pontos, e o dólar beirou os R$ 5,50, em alta de 1,1%. A situação pode se agravar ainda mais, com o prolongamento do impasse. 

Bancos poderiam ser impedidos de fazer operações em dólar e administrar cartões de crédito (Mastercard e Visa são americanas) caso descumpram os termos da lei Magnitsky (Valter Campanato/Agência Brasil)


E a tensão pode ficar pior no curto prazo, não só pelos efeitos em cascata da Magnitsky sobre Alexandre de Moraes e, provavelmente, sobre outros ministros do STF. O Pentágono mandou navios de guerra em direção ao Atlântico Sul para atuar, oficialmente, contra o narcotráfico. A Venezuela e o Brasil se inquietam. Nicolás Maduro, o ditador venezuelano, é acusado de ligação com grupos produtores e exportadores de cocaína, e teria mobilizado 4,5 milhões de milicianos para defender a pátria, segundo ele. Já no Brasil a oposição acusa o PT de ser aliado do PCC, do CV e outros grupos, considerados também terroristas pelos Estados Unidos. Não há provas concludentes, mas os indícios expostos pelas mídias, principalmente veículos ligados aos conservadores e liberais (vulgo "extrema direita") incomodam bastante. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

O povo ainda mostra sua insatisfação

As repercussões do tarifaço ainda não parecem ter influenciado muito as atitudes do governo e, principalmente, dos ministros do STF, estes últimos ainda se comportando como os éforos da antiga Esparta, mas em uma escala ainda mais autocrática por não conseguirem os mandatos pelo voto (aberto, naquela época, e ainda mais manipulável que as urnas eletrônicas de agora) e nem terem seus cargos limitados a um ano, como naquele regime oligárquico. E serem onze no lugar de cinco. 

Pelo menos, alimentaram a indignação de muitos, principalmente os já insatisfeitos com a administração petista praticamente sustentada pelo Judiciário, e com ainda tênue limitação pelo Legislativo, com pouca força para lembar aos outros dois Poderes sobre a harmonia e a independência apregoadas pela Constituição. 

Os manifestantes tentaram novamente mostrar a sua indignação. Na Paulista, reuniram-se dezenas de milhares de pessoas. A USP contabilizou "apenas" 37 mil, mas já é praticamente o triplo de pessoas presentes no movimento anterior. Segundo o site Poder360, criticado por ser "isentão" pelos críticos, o numero foi bem maior: 57 mil. E isso sem a presença física do clã Bolsonaro. Novamente, Silas Malafaia foi o líder e organizador, com a presença de políticos como o presidente do PL Valdemar Costa Neto e o prefeito Ricardo Nunes, mais o deputado Nikolas Ferreira, entre outros. 

Imagem aérea mostra a Paulista tomada por apoiadores de Jair Bolsonaro e/ou críticos do atual governo (Divulgação)

Em outras cidades, como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Belém, também houve protestos, em números suficientes para um governo sério começar a tomar medidas, dentro das regras democráticas. 

Mais do que dar apoio ao ex-presidente e aos atos de Eduardo Bolsonaro, considerado ainda um agente valioso da luta contra a extrapolação de poderes de Alexandre de Moraes, mostra a voz dos descontentes. E eles não são poucos. Não será tão fácil para o governo nas eleições de 2026, mesmo se Bolsonaro for impedido de concorrer. Por ora, está impedido até de sair de casa, por conta da decisão de Moraes impondo-lhe prisão domiciliar por ter se reunido com apoiadores via redes sociais. Se depender da vontade dos manifestantes, e também do parecer da Justiça, o ex-capitão e os presos pelos acontecimentos do 8/1 serão anistiados, possibilitando um embate muito esperado nas urnas. Com direito a novos questionamentos sobre os resultados delas, caso o modelo de votação continuar sendo as tais "caixas da discórdia". 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

E agora?

O governo brasileiro e o Supremo resolveram endurecer na perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, suspeito de liderar um alegado golpe. Sem muito resistir, além de tentar se defender das acusações, consideradas para ele absurdas, visando unicamente tirá-lo das eleições para o ano que vem, o ex-presidente foi obrigado a usar a tornozeleira eletrônica. 

Bolsonaro negou a sua intenção de fugir do país ou se abrigar em alguma embaixada. O pretexto para tais medidas de restrição à liberdade foi uma operação da Polícia Federal, culminando com a apreensão de US$ 14 mil em dinheiro vivo. Ele também foi proibido de entrar em contato com o filho, Eduardo, atualmente atuando para o governo americano sancionar membros do Executivo e do Judiciário. 

Agora, as medidas de Washington caminham neste sentido. Após a adoção das medidas anti-Bolsonaro, quase todos os membros do STF, com exceção de Luiz Fux e dos dois ministros nomeados pelo ex-presidente durante seu mandato (André Mendonça e Kassio Marques), estão proibidos de entrar nos Estados Unidos. Isso também vale para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerado subserviente a Alexandre de Moraes. 

Agradecendo a Trump e Marco Rubio, o filho "03" do capitão reformado postou no X dizendo que "tem muito mais por vir". Vendo nas medidas do governo americano uma ingerência nos assuntos internos do Brasil, Lula e sua equipe estudam retaliar. Uma das medidas é limitar a remessa de dividendos de empresas multinacionais, algo considerado próprio de regimes ditos "bolivarianos" como o venezuelano e o cubano. Enquanto isso, nada se faz de concreto em Brasília para evitar a megataxação, um verdadeiro veneno para a economia brasileira, já combalida pelo baixo crescimento econômico, aumento de impostos, inflação alta e insatisfação do povo. Apenas alguns poucos estão se esforçando para minimizar o estrago, como o governador paulista Tarcísio de Freitas, que se reuniu com empresários e exportadores. Mas isso não é o bastante para deter este ato atrabiliário de Donald Trump. 

Eduardo Bolsonaro comemora medidas contra Alexandre de Moraes e outros ministros do STF (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados e Gustavo Moreno/STF)

Muitos devem se perguntar sobre as futuras medidas, que podem ser algo mais drástico. Fala-se até em rompimento de relações diplomáticas por parte do Planalto, e sanções econômicas para impor a tal "morte econômica" de Moraes, Gonet & Cia., por parte da Casa Branca. Nada parecido com um ataque nuclear, como chegou a escrever Eduardo Bolsonaro. Ninguém seria louco a este ponto, nem mesmo Trump. 

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Sem graça

O Judiciário do nosso Brasil está contando uma piada sem graça ao mandar prender o humorista Léo Lins por fazer seu trabalho, obviamente sem fazer concessões aos valores do "politicamente correto" ou fazer loas aos Três Poderes. 

Por divulgar um vídeo considerado "perturbador", Leo Lins foi condenado a uma pena maior do que condenados pela Lava Jato (Divulgação)

Pode-se achar uma piada de mau gosto, irritar-se com a falta de graça ou por ferir suscetibilidades, mas não se pode prendê-lo. Em nenhuma democracia isso acontece, nem mesmo com os mais desbocados ou os mais impiedosos com seus alvos, a ponto de fazer schadenfreude. Isso ainda ocorre em países como os Estados Unidos, a terra onde nasceu o "politicamente correto" e o woke, mas também onde se preserva a liberdade de expressão. 

O que aconteceria se o Monty Python fosse um grupo brasileiro atual e não uma turma de britânicos irreverentes? E se a TV Pirata ainda estivesse no ar?

Ironicamente, e isso chega a ser engraçado, é a defesa da liberdade de expressão feita pelo mesmo Alexandre de Moraes, atualmente no papel de "inquisidor" da moral e dos bons costumes auriverdes, quando se tentou proibir o humor durante a propaganda eleitoral durante as eleições de 2018, as mesmas que elegeram Jair Bolsonaro, um dos principais perseguidos pelos ilustres magistrados do Supremo. 

Daqui a alguns dias, irão perseguir outras categorias, ou mesmo cidadãos comuns, por expressarem opiniões consideradas "mentirosas". Isso não tem graça. 

terça-feira, 25 de março de 2025

Derrota anunciada

A derrota mais anunciada pela mídia não foi por causa da feia atuação da Seleção Brasileira contra os arquirrivais no Monumental, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. É algo muito mais interessante atualmente para os brasileiros formadores de opinião. É também bem mais relevante. 

Jair Bolsonaro assiste ao julgamento no STF (Antônio Augusto/STF)


Jair Bolsonaro está prestes a sofrer uma derrota jurídica colossal. Não se pode dizer que ele não teve coragem ao ir pessoalmente ao prédio do Supremo Tribunal Federal para assistir a Primeira Turma decidindo se o julgamento pela trama do golpe de Estado vai ser feito em plenário. A depender da maioria dos integrantes da Primeira Turma (Cristiano Zanin, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e, provavelmente, Carmem Lúcia), Bolsonaro já será considerado réu. Luiz Fux divergiu, defendendo o julgamento no plenário, como queria a defesa do ex-presidente. 

Mesmo no plenário, Bolsonaro teria poucas chances. Na Segunda Turma existem dois desafetos dos bolsonaristas, Luís Roberto Barroso e o decano Gilmar Mendes. Os dois indicados pelo ex-capitão, ex-presidente e (conforme o desejo de muito petista) futuro possível ex-político têm tudo para serem votos vencidos. Kassio Marques e André Mendonça são perfis discretos e considerados apagados demais para o gosto dos defensores de Bolsonaro, sem a combatividade necessária para resistir a Alexandre de Moraes. 

Sites conservadores, alguns jornais e revistas da grande mídia que destoam da maioria, tentam provar as inconsistências jurídicas do julgamento de um golpe esboçado, e não levado em prática. Pode-se detestar o governo passado, acusado de numerosos erros e medidas populistas, mas não ignorar como esse processo está a ser conduzido pelo STF, acusado, por sua vez, de politizar a justiça enquanto induz nos bastidores a judicialização da política. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Trump alteraria algo?

Para a investigação da famigerada tentativa de golpe de Estado abortada antes de entrar em prática, a Polícia Federal indiciou 35 pessoas, entre elas os generais Braga Netto e Augusto Heleno, o delegado Alexandre Ramagem e o próprio Jair Bolsonaro. 

Boa parte aposta que isso é apenas uma demonstração do particular apreço da Justiça brasileira e do governo para preservar a democracia, mas eles próprios são acusados de miná-la, com as irregularidades cometidas, como manter presos manifestantes de oposição vistos como "golpistas", quando na verdade apenas exerciam o jus sperniandi nas portas dos quartéis, alguns bem longe dos prédios dos Três Poderes invadidos e vandalizados no 8/1. 

Alguns falam até em futuros atos do presidente eleito norte-americano Donald Trump para sancionar o Brasil por perseguições à oposição, mas ele provavelmente não faria nada para violar a soberania do nosso país. No máximo, imporia dificuldades para os produtos brasileiros e ficaria de olho na política externa e comercial do governo Lula. Certamente, os acordos comerciais recentes feitos com Xi Jinping no palácio da Alvorada já geram interesse de Washington, mesmo sendo o presidente, ainda, Joe Biden. 

Não é pouca coisa e Lula não será bem tratado pela Casa Branca como está sendo agora, mas a princípio Bolsonaro vai precisar se virar sem o "main man" mesmo após janeiro. 

Trump (esq.) vai dar dor de cabeça a Lula, mas não a ponto de ajudar ostensivamente o ex-presidente Bolsonaro contra ele (Carlos Barria/Reuters - Ton Molina/Fotoarena - Estadão)

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Ficou indignado com a Bola de Ouro?

Pois há mais assuntos com os quais devemos nos indignar mais!

O corpo de jurados da Bola de Ouro não premiou Vini Jr., astro em ascensão do Real Madrid e decisivo nos jogos onde atua, além de nunca se calar quando é alvo de provocações racistas. Ao invés disso, um jogador espanhol branco, e quase sem nenhum apelo de marketing esportivo como Rodri, do Manchester City, no lugar de Vini e até de outros jogadores midiáticos como Mbappé, Bellingham e Harry Kane (este último citado para não usar apenas o critério da cor da pele), mostra o quanto esta premiação é superestimada pela mídia e pelos torcedores. A Fifa saiu apequenada do episódio. E a postura do Real Madrid em não viajar para Paris, o local da votação, deixa muita gente imaginando. A resposta parece óbvia, embora seja uma ilação: eles sabiam antecipadamente do resultado. 

Vini Jr, o badalado jogador do Real Madrid e da Seleção da CBF, atribuiu a derrota na Bola de Ouro às suas reações contra as constantes provocações racistas na Espanha (Divulgação)


Mas há outras notícias para tremer de raiva: 

a) Gilmar Mendes anulou todas as condenações dadas por Sérgio Moro para José Dirceu na Operação Lava Jato. Dirceu, apontado como o líder do Mensalão de 2005, teve um papel secundário no Petrolão, alvo da operação que atuou em anos mais recentes, entre 2014 e 2021. Moro é o alvo da vingança dos corruptos, mas todo o legado do combate à corrupção feito nestes anos todos está a ser apagado da existência. 

b) Arthur Lira se envolve intensamente em campanha para deixar um sucessor, Hugo Motta (PP-PB), jovem político ligado aos grupos dominantes na política paraibana. Lira também é um dos caciques alagoanos, ao lado de Fernando Collor e Renan Calheiros. Enquanto isso, ele deixa em segundo plano pautas como a lei contra abusos de poder cometidos pelo Judiciário e a soltura de presos injustamente, acusados de terem participado de atos "golpistas", sendo tratados mais duramente do que os vândalos que depredaram patrimônio público durante a invasão dos prédios dos Três Poderes no 8/1. 

c) O Boko Haram atacou de novo e matou 60 militares do Chade na região do lago homônimo, onde o grupo terrorista quer instalar um regime fundamentalista islâmico. Ele ainda tem milhares de crianças em seu poder, raptadas das escolas na Nigéria. 

d) As partes envolvidas no conflito entre Israel e os terroristas islâmicos não mostram qualquer respeito à vida humana: continuam os atentados feitos pelo Hizbollah, inclusive usando um caminhão para matar civis inocentes em Tel Aviv, enquanto crianças em Gaza foram aniquiladass em mais um bombardeio israelense. 

e) Para voltar aos temas "futebol" e "racismo", torcedores do River Plate imitaram macacos ao confrontarem atleticanos em Buenos Aires. Hoje será o jogo de volta da semifinal envolvendo os dois times. Na Arena MRV, os mineiras castigaram o time argentino por 3 a 0, mas o palco do segundo jogo será o temível Monumental de Nuñez. 


N. do A.: Como bônus, há o aumento do dólar, devido à especulação em torno das eleições americanas daqqi a alguns dias e à falta de compromisso do governo em fazer uma gestão decente do NOSSO DINHEIRO adquirido por meio dos impostos. 

terça-feira, 8 de outubro de 2024

STF autoriza o X a funcionar de novo

Depois de um período longo, onde milhões de usuários do X, ex-Twitter, foram privados de usar a rede social em nome do combate às fake news, o ministro Alexandre de Moraes finalmente autorizou sua volta ao Brasil.

Elon Musk, o bilionário tido como benfeitor da liberdade por um e fomentador de falácias pregadas pela chamada "extrema direita" por outros, cumpriu todas as exigências, até pagar a salgada (até para ele) multa de R$ 28 milhões, mas Moraes alegou que a conta usada era incorreta, e deixou para esperar o primeiro turno das eleições passar. 

Finalmente, nesta terça, os usuários do ex-pássaro azul podem, em tese, comemorar. Se o logotipo, muito popular até a substituição pela letra branca estilizada em fundo preto, estivesse em vigor, poderíamos dizer que ele está solto da gaiola. Mas ele ainda não está "voando" em todas as contas. A situação só vai se normalizar daqui a alguns dias.

Musk indicando o tamanho do sapo que engoliu no Brasil (Justin Sulliman/Getty Images)


terça-feira, 3 de setembro de 2024

A Justiça no Brasil é mais do que cega

Enquanto os atletas paralímpicos enchem o Brasil de orgulho, conquistando pódios e lutando por medalhas em Paris, a Justiça no país, por outro lado, enche-nos de vergonha. 

Diz-se que a Justiça deve ser cega, mas não se fazer de surda e louca. Isso sempre foi assim em nossas plagas, mas ultimamente a atuação do STF e, principalmente, de Alexandre de Moraes, está conseguindo piorar muito a situação. 

Com Moraes agindo como juiz, chefe de júri e executor, ao estilo do juiz Dredd dos quadrinhos (EU SOU A LEI!), não é possível ver melhorias no quadro. 

A Justiça brasileira tem um olfato apurado para o dinheiro, com a avidez dos magistrados por benesses para complementar seus "ridículos" salários, compensando assim a falta de visão. Ela faz ouvidos moucos para quem aponta as irregularidades jurídicas em certos atos, como manter inocentes presos irregularmente, sem o direito a defesa, incluindo os manifestantes não diretamente ligados aos baderneiros do 8/1. E a recente perseguição e proibição ao X, acusado de espalhar fake news, privando milhões de usuários de usarem esta rede social, mostra o nível de loucura dos responsáveis pela execução das leis. Ou, mais precisamente, um misto de transtornos psicológicos. Zelo excessivo para defender o Brasil da "extrema direita", representada pelos seguidores de Jair Bolsonaro e simpatizantes de Donald Trump, parece coisa de compulsivos e paranoicos, com a arrogância típica dos narcisistas. E fazem isso ignorando as leis existentes, ou imaginando cumprir as não existentes (onde está o Congresso, responsável pela elaboração delas?), aparentando esquizotipia. 

Por isso, essas atitudes dão motivos para se fazer uma grande manifestação no dia 7 de setembro, o dia da Pátria, contra os abusos, exigindo um processo de impeachment de Alexandre de Moraes, ao lado de outras pautas, como frear as decisões monocráticas e o espírito corporativo do nosso Supremo. 

As pessoas deficientes, como os atletas paralímpicos, devem ser respeitadas. Uma Justiça deficiente no nível da brasileira dificilmente consegue respeito. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Agora o X sai?

Alexandre de Moraes, em seu gosto por decidir tudo monocraticamente, mandou o dono da X, Elon Musk, indicar um representante para a rede social, ou então ele poderia autorizar o fechamento. 

Para mostrar seu nível de paciência com a X, o ministro do STF deu um prazo de 24h para isso ser feito. É uma postura que poderia ser comparada até com o Super Bigote, o personagem venezuelano, ou entre a rixa entre o Superman e o Lex Luthor, se este país fosse de ficção e não estívessemos tratando de um assunto sério como a liberdade de uso das redes. 

Tirar o X do ar seria, além de privar milhões de usuários de se expressarem, ainda seria uma confirmação do viés autoritário do ministro, de acordo com as acusações da oposição, não só dos bolsonaristas. 

Mais um capítulo da briga entre Alexandre de Moraes e seu desafeto, o bilionário Elon Musk (Reuters)