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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Volta ao batente

 Este blog volta de um período de relativa inatividade, quebrado apenas por algumas postagens, entre elas a invasão americana na Venezuela para derrubar o ditador Nicolas Maduro. Antes de qualquer transição democrática, com a libertação a conta-gotas dos presos políticos, o governo Trump quer remodelar a economia baseada no petróleo, da maneira mais pragmática possível, sem medo de ser acusado de transformar o país num Estado fantoche. 

O próximo alvo é a Groenlândia e seus recursos minerais sob um solo desolado pelo frio, com o pretexto pouco convincente de uma possível anexação por parte da Rússia ou da China, com o risco real de causar a dissolução da Otan. Trump, dia sim e outro também, insiste no assunto, para irritação e desespero dos aliados dinamarqueses e seus colegas europeus. 

Trump vai conseguir comprar a Groenlândia?

Outros acontecimentos incluem a premiação do primeiro ator brasileiro com o Globo de Ouro, 27 anos após a façanha de Fernanda Montenegro e seu trabalho inesquecível em Central do Brasil. Wagner Moura aumentou o ufanismo verde-e-amarelo com o troféu (e o filme O Agente Secreto também venceu como melhor filme estrangeiro). Só falta mesmo o Oscar, e aí as coisas podem mudar, mesmo considerando as espectativas acima do normal para um artista fora dos Estados Unidos. 

O baiano ganha mais um troféu, mas ainda vai esperar a lista definitiva dos indicados ao Oscar de melhor ator (Etienne Laurent/AFP)



sábado, 3 de janeiro de 2026

O Ano Novo começou mesmo. Será o começo do mundo novo?

Donald Trump cansou de esperar. Assim que os fogos do Réveillon silenciaram (*), o magnata da Casa Branca autorizou o ataque decisivo para capturar o ditador da Venezuela. Nicolas Maduro e a esposa foram levados por uma força de elite americana, quase sem resistência das forças armadas, cujas bases também foram atacadas. 

O povo não saiu às ruas para tentar defender Maduro. Muitos até comemoraram a queda do regime. 

Redes sociais também se manifestaram a respeito da queda de Nicolás Maduro (Divulgação/Instagram)


No Brasil e na América Latina, houve manifestações. A oposição brasileira e Javier Milei saudaram as ações das forças de Trump, enquanto Lula se juntou a Gustavo Petro, presidente da Colômbia, para exigir uma reunião de emergência e condenar a intervenção. 

Teme-se uma escalada rumo a outros países, inclusive o Brasil, como pretexto para atacar o narcotráfico, um velho problema da América Latina, e do qual o regime venezuelano é acusado de fazer parte ou de financiar. 

Já a ONU e os países de fora ainda não tomaram medidas concretas contra os Estados Unidos, embora Rússia, Irã e China condenassem os ataques. Esta última está mais interessada em Taiwan, que também teme uma invasão. De qualquer forma, outras regiões do mundo podem ver nisso um sinal para estimular intervenções semelhantes, e ao menos discutir o conceito de soberania. Ou algo mais ligado ao destino da humanidade em geral. 


(*) Na Suíça, uma pequena cidade do cantão de Valais teve o pior começo de ano imaginável em tempos de paz: uma explosão acidental num bar causou a morte de pelo menos 47 pessoas. Para o país europeu, o ano já começou muito mal.