sábado, 3 de janeiro de 2026

O Ano Novo começou mesmo. Será o começo do mundo novo?

Donald Trump cansou de esperar. Assim que os fogos do Réveillon silenciaram (*), o magnata da Casa Branca autorizou o ataque decisivo para capturar o ditador da Venezuela. Nicolas Maduro e a esposa foram levados por uma força de elite americana, quase sem resistência das forças armadas, cujas bases também foram atacadas. 

O povo não saiu às ruas para tentar defender Maduro. Muitos até comemoraram a queda do regime. 

Redes sociais também se manifestaram a respeito da queda de Nicolás Maduro (Divulgação/Instagram)


No Brasil e na América Latina, houve manifestações. A oposição brasileira e Javier Milei saudaram as ações das forças de Trump, enquanto Lula se juntou a Gustavo Petro, presidente da Colômbia, para exigir uma reunião de emergência e condenar a intervenção. 

Teme-se uma escalada rumo a outros países, inclusive o Brasil, como pretexto para atacar o narcotráfico, um velho problema da América Latina, e do qual o regime venezuelano é acusado de fazer parte ou de financiar. 

Já a ONU e os países de fora ainda não tomaram medidas concretas contra os Estados Unidos, embora Rússia, Irã e China condenassem os ataques. Esta última está mais interessada em Taiwan, que também teme uma invasão. De qualquer forma, outras regiões do mundo podem ver nisso um sinal para estimular intervenções semelhantes, e ao menos discutir o conceito de soberania. Ou algo mais ligado ao destino da humanidade em geral. 


(*) Na Suíça, uma pequena cidade do cantão de Valais teve o pior começo de ano imaginável em tempos de paz: uma explosão acidental num bar causou a morte de pelo menos 47 pessoas. Para o país europeu, o ano já começou muito mal. 

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