Mostrando postagens com marcador Eleições 2018. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições 2018. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O desfecho da eleição que consagrou Bolsonaro - Parte 1 - Análise

Jair Bolsonaro em seu discurso de posse, onde ele assumiu o compromisso de governar todos os brasileiros (Divulgação)

Em primeiro lugar, é necessário respeitar o resultado das urnas. Não se pode contestar a vitória de Jair Bolsonaro (PSL), agora presidente eleito da República. Mesmo assim, cabe fazer uma análise, mesmo rápida (pois este blog não é feito por um cientista político), sobre o desfecho desta eleição.

É consenso dizer que Bolsonaro representou a ira de milhões de brasileiros contra os desmandos dos governos anteriores, isto é, Lula e Dilma. Opuseram-se veementemente ao aparelhamento estatal do governo e a um patrimonialismo não visto nem na República Velha. Estavam furiosos contra a incompetência gerencial somada ao apetite voraz pelo NOSSO DINHEIRO. Sobretudo, a corrupção sistêmica, o enriquecimento ilícito, as relações obscenas entre o governo e certas empreiteiras e outras empresas, resultando no Mensalão e no Quadrilhão que quase levou a Petrobras, orgulho nacional, à bancarrota. 

Para vencer, porém, Bolsonaro precisou moderar seu discurso. Suas declarações anteriores só agradavam aos extremistas que viam na democracia um fardo. À medida que as eleições de 2018 se aproximavam, o capitão da reserva precisou se aliar aos liberais e contornar os seus limitados conhecimentos de economia. Para isso, conseguiu o apoio do economista Paulo Guedes. Jurou com frequência crescente respeitar a Constituição (como mais uma vez fez no discurso da vitória, ontem) e as liberdades públicas. Aderiu quase sem questionamentos à Operação Lava Jato, que atingiu boa parte dos demais partidos, notadamente o PT e o PMDB, agora MDB. 

No entanto, não abriu mão de certos conceitos, para não desagradar aos seus seguidores mais radicais: a defesa dos militares, até mesmo do comandante Brilhante Ustra, condenado por torturas durante a ditadura militar e já falecido, e a oposição feroz ao petismo, visto como exemplo de regime “esquerdista”, incompetente, perdulário, corrupto, apoiador de regimes populistas fracassados como os da Venezuela e da Bolívia, e defensor de “costumes nocivos à sociedade”, para poder “desestabilizá-la”: desvirtuamento da educação, doutrinação marxista, ideologia de gênero, liberação das drogas e do aborto, oposição aos valores religiosos, visão dos criminosos como vítimas da sociedade. 

A trajetória de Bolsonaro foi dificultada não só pelo seu passado extremista, como capitão do Exército que organizou uma revolta contra o governo em 1987, mas por sua trajetória política, desde que saiu do Exército, com mais polêmicas do que projetos de lei (ver sua atividade parlamentar AQUI). 

Sua decisão de não se filiar aos partidos tradicionais como o MDB, o DEM, o PP e o PSDB, que atraem perfis conservadores ou antipetistas, lhe deu pouquíssimo tempo no horário político, mas garantiu o apoio dos seguidores. Todos os partidos eram vistos como praticantes de malfeitorias, principalmente o MDB, o partido do atual presidente Michel Temer, “balaio de gatos” adesista e oportunista, na visão dos bolsonaristas e defensores da faxina anticorrupção. 

O atentado a faca que o feriu gravemente deu mais apelo à campanha, a ponto de fazê-lo receber 46% dos votos válidos no primeiro turno. Outro fator de sucesso foi a militância nas redes sociais. As inúmeras fake news foram apontadas como determinantes para o sucesso do capitão reformado, mas deve-se levar em conta que os eleitores de Bolsonaro não são, em geral, fanáticos cegos ou zumbis manipuláveis, e eles estavam revoltados com os fatos (as true news) ocorridos em anos de petismo no poder. e o PT e outros partidos também foram beneficiários dessas mentiras espalhadas na rede. 

Não se pode desprezar a situação do PT, com seu grande líder. Lula, preso e inelegível, forçando o partido a lançar Fernando Haddad, um dos membros menos envolvidos em escândalos, apesar de seu governo considerado medíocre em São Paulo e de ter sido o ministro da Educação que não soube coibir as fraudes do ENEM e tentou estimular as escolas a adotarem livros inadequados às crianças (mostrando como falar a linguagem do povo “nóis pega o peixe” e como abordar a questão da homossexualidade para alunos da antiga quinta série do ensino fundamental). Haddad foi visto como mais um subterfúgio para Lula passar a governar indiretamente, assim como ocorreu com Dilma Rousseff. Isso foi bem visto no Nordeste, mas não no resto do país. E eles conseguiram ir ao segundo turno com 29% dos votos válidos. 

No segundo turno, PT e PSL se viram como adversários ideais, e ambos passaram a uma campanha selvagem de desconstrução, esquecendo quase completamente das propostas. Bolsonaro, recuperando-se do atentado, alegava ordens médicas para não comparecer aos debates – ele participou de poucos deles, todos antes da facada – e isso forneceu munição ao PT, que não se preocupou em apagar seu passado governista e tentou posar de representante do “antifascismo” e da democracia, além de aproveitar o escândalo das fake news. 

Agora, no dia 28 de outubro de 2018, o resultado levou Jair Messias Bolsonaro ao Planalto. E ele prometeu governar para todos os brasileiros, devido ao resultado apertado nas urnas: 55,13% contra 44,87%. E ainda com um número impressionante de votos brancos, nulos e abstenções, como está exposto na segunda parte do blog, que fala sobre os números.



O desfecho da eleição que consagrou Bolsonaro - Parte 2 - Números do segundo turno

A estratégia do 'Bolsodória' deu certo no interior, permitindo a vitória do ex-prefeito, mas não na capital, onde ele perdeu por não cumprir seu mandato (Divulgação)

Presidente

Jair Bolsonaro (PSL): 55,13% dos votos válidos. 

Fernando Haddad (PT): 44,87% dos votos válidos. 

Votos brancos: 2,14% do total de votos. 

Votos nulos: 7,43% do total de votos. 

Abstenções: 21,30% do total de eleitores. 

Comentários: Jair Bolsonaro teve motivos para fazer um discurso conciliatório já na primeira hora depois da confirmação do resultado. Houve um número assustadoramente grande de abstenções, eleitores que simplesmente não foram votar por diferentes motivos, entre os quais a desilusão com a política e o péssimo nível da campanha eleitoral. Outros compareceram para expressar seu dever cívico de votar, mas também sua fúria contra os representantes do PSL e do PT, votando nulo ou em branco. E, dentre os votos válidos, não foram poucos os destinados ao petista Fernando Haddad, principalmente no Nordeste, onde ele ganhou. 


Governador de SP

João Dória Jr. (PSDB): 51,75% dos votos válidos. 

Márcio França (PSB): 48,25% dos votos válidos. 

Votos brancos: 4,08% do total de votos. 

Votos nulos: 13,71% do total de votos. 

Abstenções: 21,78% do total de eleitores. 

Comentários: João Dória teve uma eleição apertadíssima, e falou para a imprensa também sobre governar para “todos os brasileiros de São Paulo”, deixando explícita sua intenção de querer se candidatar à Presidência em 2022. Márcio França se saiu bem, utilizando-se da máquina pública, inaugurando as obras deixadas pelo antigo governante, Geraldo Alckmin, principalmente as estações do metrô paulistano. Dória tentou se vincular a Bolsonaro, adotando um discurso agressivo e marcado pelos ataques contra o atual governador “esquerdista”, deixando as propostas em segundo plano. A estratégia deu certo em termos, mas Dória ganhou por uma margem muito pequena, e o alto índice de abstenções e votos nulos foi assustador. Além disso, as aludidas inaugurações no metrô feitas por França fizeram o ex-prefeito, visto como traidor e oportunista por muitos eleitores dele, perder na capital. No interior, não houve tantas obras pendentes, o que limitou a ação da máquina pública, e Dória acenou para as cidades menores prometendo uma gestão descentralizada, além da vinculação com Bolsonaro ter sido mais exitosa.


Governadores

Amapá: Waldez (PDT), com 52,35% dos votos válidos, contra João Capiberibe (PSB); 

Amazonas: Wilson Lima (PSC), com 58,50% dos votos válidos, contra Amazonino Mendes (PDT);

Distrito Federal: Ibaneis (MDB), com 69,79% dos votos válidos, contra Rodrigo Rollemberg (PDT); 

Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PSDB), com 52,35%, contra Juiz Odilon (PDT); 

Minas Gerais: Romeu Zema (Novo), com 71,80% dos votos válidos, contra Antônio Anastasia (PSDB); 

Pará: Helder Barbalho (MDB), com 55,43% dos votos válidos, contra Marcio Miranda (DEM); 

Rio de Janeiro: Wilson Witsel (PSC), com 59,87% dos votos válidos, contra Eduardo Paes (MDB);

Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT), com 57,60% dos votos válidos, contra Carlos Eduardo (PDT); 

Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSDB), com 53,62% dos votos válidos, contra Ivo Sartori (MDB); 

Rondônia: Coronel Marcos Rocha (PSL), com 66,34% dos votos válidos, contra Expedito Júnior (PSDB); 

Roraima: Antonio Denarium (PSL), com 53,34% dos votos válidos, contra Anchieta (PSDB); 

Santa Catarina: Comandante Moisés (PSL), com 71,09% dos votos válidos, contra Gelson Merísio (PSD); 

Sergipe: Belivaldo (PSD), com 64,72% dos votos válidos, contra Valadares Filho (PSB). 

Comentários: No segundo turno, quem apoiou Bolsonaro ou é ideologicamente próximo a ele se deu bem, fora do Nordeste. Nesta região, se deu a eleição da única petista, Fátima Bezerra. Mesmo assim, um conservador foi eleito na região, Belivaldo Chagas, em SE. A região Sudeste foi tomada por membros da “direita assumida”, com Wilson Witsel no RJ e Romeu Zema, representante do partido NOVO e muito bem votado em MG, além de João Dória, que embora tucano adotou uma linha bem “peselista”. O tucanato, com nomes mais moderados e menos ambiciosos que o ex-prefeito paulistano, conseguiu certo êxito no RS, com o jovem Eduardo Leite, e Reinaldo Azambuja no MS. Mas o PSL, no segundo turno, elegeu mais governadores, em RO, RR e SC. O enfraquecido MDB teve forças no DF e no PA, onde a família Barbalho exerce poderosa influência.

domingo, 28 de outubro de 2018

Uma nova fase na História do Brasil

Jair Bolsonaro está se tornando o novo presidente eleito do Brasil, iniciando um novo ciclo.

Se esta nova fase será melhor ou pior do que agora, vai depender de nós, brasileiros, e do governo eleito, que juntos precisarão enfrentar os grandes e complexos desafios do país. Entrarei em maiores detalhes na próxima postagem.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Decisões e dilemas: não fuja disso!

Todos precisamos tomar alguma decisão importante na vida. Faz parte do nosso crescimento moral e cognitivo. 

Precisamos decidir sobre a escola para colocar nossos filhos, propostas feitas pelo chefe para atuar em outra área profissional, aceitar ou não os convites dos amigos para sair no fim de semana...

Às vezes o resultado das nossas decisões não afeta somente a nossa vida pessoal e dos nossos amigos, familiares e colegas, mas também pode alterar os rumos da História. 

Júlio César, o general romano, poderia ter cedido e não atravessado o rio Rubicão e nem ter dito aquela frase Alea jacta est (A sorte está lançada) para enfrentar o Senado, vencê-lo e se tornar governante dos amplos domínios de Roma. 

Mahatma Gandhi iria optar por um conflito violento para libertar a Índia, ocupada pelos britânicos? Os resultados poderiam ser catastróficos, ou então a Índia poderia se libertar mais rapidamente, mas à custa de muito mais sangue derramado, e ele não seria conhecido como pacifista. 

Beethoven estava prestes a se matar por causa do agravamento de sua surdez, mas resolveu viver e compor as suas sinfonias, sonatas e quartetos monumentais. 

D. Pedro, o príncipe português, decidiu ficar no Brasil para depois ser protagonista do processo de independência em relação à sua pátria-mãe, Portugal. E se ele resolvesse ceder às pressões das Cortes portuguesas para voltar?

Às vezes, as escolhas são tão ruins que não se fala em tomada de decisão, mas em resolver dilemas. 

Um dos dilemas mais duros são tomados por refugiados: ficarem em seus países e serem perseguidos ou morrerem de fome, ou saírem para tentarem a sorte em outros países, correndo o risco de serem expulsos ou morrerem no caminho. 

Policiais armados podem escolher entre atirar nos criminosos e correrem o risco de serem mortos ou atingirem inocentes, ou não atirar, e serem mortos do mesmo jeito pelos criminosos, ou permitirem sua fuga. 

Ou a velha questão: se estiver na janela de uma casa em chamas, você pula ou espera por socorro?

Pois o dia 28 nos reserva uma decisão difícil. Ou melhor, um dilema. 

Escolher entre o PT e Jair Bolsonaro. E suportar as consequências. Ou não votar em nenhum deles, para sofrer depois, do mesmo jeito...


N. do A.: Não se pode negar a popularidade e a força da figura de Jair Bolsonaro, nas manifestações de ontem, reunindo milhares de pessoas em várias cidades, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro. Em pronunciamento transmitido na Av. Paulista, ele teve a explícita intenção de arrancar aplausos da multidão ao dizer que "os marginais vermelhos serão banidos" e "Lula vai apodrecer na cadeia". O PT reagiu às ameaças, dizendo que isso era "pior do que Hitler", nas palavras de Gleisi Hoffmann, como se Bolsonaro já estivesse mobilizando forças para invadir a Venezuela ou massacrar os índios e quilombolas em campos de extermínio. Ainda por cima, Eduardo Bolsonaro veio com uma frase hedionda, dizendo que "basta um soldado e um cabo para fechar o STF". Por outro lado, no Maranhão, Fernando Haddad comparou os Bolsonaro a milicianos, como aqueles que aterrorizam o Rio de Janeiro, enquanto fala em benefícios como segurar o preço do gás de cozinha. Eles querem mesmo melhorar o Brasil?

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Whatsapp é só um instrumento de mídia social

O uso de mídias sociais precisa ser mais responsável. Existem muitas fake news, notícias escandalosamente falsas, usadas como se fossem verdades para a baixaria travestida de campanha eleitoral vivida em nosso tempo. 

Apoiadores de Bolsonaro, principalmente empresas, foram acusados de usar o aplicativo como propagador de mentiras contra o oponente, Fernando Haddad. Este uso é ilegal e precisa ser punido, mas apoiadores de Haddad também espalham fake news no Whatsapp e em outras redes sociais. No passado, partidários do PT e outros partidos também se valeram muito disso nas eleições passadas. 

Trata-se de mais uma tentativa de criar mais confusão em um cenário político já completamente arruinado, onde a mais desbragada briga pelo poder é muito mais importante do que apresentar propostas, as quais eles, Bolsonaro ou Haddad, não cumprirão - e não só devido à má fé, mas pelas limitações impostas pelo Orçamento. O PT só fez essa denúncia à Folha agora, quando a conclusão de um julgamento feito pelo TSE se daria muito depois da contagem de votos. Isso se o tribunal acolher a denúncia. Logo, isso parece mais um ato desesperado, com bastante eco entre juristas e jornalistas, boa parte deles declaradamente anti-Bolsonaro. Mas isso poderá não resultar em nada, devido à ausência de provas diretas contra o capitão de reserva, e pela parte requerente também ser beneficiária das notícias falsas. 

Já existe pressão para censurar o Whatsapp, como quer o PSOL, o partido dissidente do PT que, desta vez, trabalha ativamente por Haddad, embora sua influência junto aos eleitores seja muito mais reduzida do que eles gostariam. 

Atitudes mais construtivas, e a favor da democracia, tiveram os pesquisadores do Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC), vinculado à USP, e da Universidade Federal de São Carlos (UFScar). Eles apresentaram um aplicativo com a intenção de detectar fake news no Whatsapp, durante a 13ª Conferência Internacional de Processamento Computacional da Língua Portuguesa (PROPOR), em Canela-RS, no final do mês passado. O aplicativo ainda está em fase de testes, segundo sites como o Olhar Digital. 

Detector de fake news no Whatsapp (Fonte: Olhar Digital)

Como se vê, o problema não são as mídias sociais e sim o mau uso delas, assim como quase todas as ferramentas criadas pelo homem. Os divulgadores de fake news precisam, sim, sofrer o rigor da lei, mas qualquer tentativa de censurar os meios de comunicação em nome do combate às mentiras deve ser condenado. 

E devemos repudiar o rumo destas eleições, num nível de torpeza inimaginável, onde os candidatos  parecem só se preocupar em atacar o outro, sem oferecer nada de bom para o eleitor. Parecem jogar pedras, sem se importar com o fato de terem telhado de vidro. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Planos de governo

O autor deste blog não cometerá o mesmo erro de não ler os planos de governo dos candidatos a cargos no Executivo. 

Fiz questão de fazer uma leitura rápida dos documentos publicados por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, Márcio França e João Dória. 

Em comum, eles falaram muito sobre educação, saúde, segurança, infra-estrutura e miséria, mas pouco falando sobre a gestão dos recursos, o que é preocupante. Como cumprir tudo o que consta nos planos de governo com um Orçamento comprometido pelos gastos com pessoal, aposentadorias (principalmente do setor público) e, principalmente, juros da dívida pública, confirmando a fama dos governos serem maus pagadores?

Outro fato incômodo é o não estabelecimento de prazos. Não se tem uma ideia muito estruturada de como e quando eles implantarão suas propostas, e muito menos quando elas serão concluídas. 

Principalmente os documentos dos candidatos à Presidência possuem forte teor ideológico, criticando os pensamentos contrários, como é de se esperar de políticos relativamente extremistas, mas ninguém fala abertamente em medidas de força, estando de acordo com as liberdades públicas asseguradas pela Constituição. Bolsonaro adota um discurso mais enfático a favor da atual Carta, enquanto Haddad já fala mais abertamente em nova Constituinte. Na economia, Haddad defende ideias desenvolvimentistas e bem pouco afeitas ao rigor fiscal. Bolsonaro adota uma cartilha relutantemente liberal. 

Entre os candidatos ao governo de São Paulo, onde a polarização não é tão acentuada, há economia nas críticas e posições menos extremadas em economia, sendo João Dória mais liberal e menos desenvolvimentista do que o atual governador Márcio França. Nenhum dos dois quer afrontar a Constituição do Estado, subordinada à Carta de 1988. O plano de Márcio França é bem mais detalhado, enquanto o de Dória é resumido e pouco estruturado. 

Há uma diferença na linguagem do plano bolsonarista com os demais: é mais direto e sem tantos termos técnicos, bastante presentes nos demais. Também é mais próximo de um panfleto. Por outro lado, o plano de Haddad é o único onde aparece, bem explicitamente, um tutor para o candidato, no caso, o ex-presidente Lula, ainda preso em Curitiba.

Nenhum deles é um exemplo de capricho e clareza. Cada documento tem suas particularidades e seria demais esperar uma melhor redação, pois não há regras muito rígidas quanto à redação dos textos. E, assim como os documentos não são um primor de qualidade, também não se pode querer uma execução fiel dos planos durante os mandatos, entre 2018 e 2022. Se não tornarem o Brasil pior do que já está e pelo menos os eleitos se esforçarem em adotar algumas decisões republicanas e sábias, previstas ou não em seus planos, os brasileiros poderão se dar por satisfeitos. 


Para ler os textos:

- Jair Bolsonaro: clique AQUI. 

- Fernando Haddad: clique AQUI. 

- João Dória: clique AQUI. 

- Márcio França: clique AQUI. 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Resultados da eleição - Parte 2 - Os elementos do Congresso

Tanto Bolsonaro como Haddad precisam contar com o apoio dos senadores e deputados eleitos pelos brasileiros, para compor o Congresso Nacional. Os congressistas terão que formular as leis e julgar as decisões do Planalto, assim como defender os interesses de seus Estados.

Alexandre Frota vai se juntar ao Tiririca e representar São Paulo sob a cúpula convexa. Ele se defendeu dos detratores, falando que o Congresso "só tem pu(...)a" e ele seria apenas "mais um". 


Em São Paulo, Eduardo Suplicy (PT) ficou de fora da corrida pelo Senado, e será uma perda muito sentida para Fernando Haddad. Quem ganhou as duas vagas foi o Major Olímpio (PSL), aliado de Bolsonaro, e a tucana Mara Gabrilli (PSDB). O outro tucano, Roberto Trípoli (PSDB), também ficou de fora, e isso mostra o enfraquecimento dos tucanos até mesmo em São Paulo. Entre os deputados federais, temos vários policiais, como a soldado Katia Sastre (PR), aquela mesma que matou um assaltante para defender alunos de uma escola, e elementos da chamada "direita política", como o ativista Kim Kataguiri (DEM), o pastor Marco Feliciano (Podemos) e, principalmente, Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do Jair, além de três deputados do jovem partido NOVO. Não faltam tipos excêntricos, como o Tiririca (PR) e o ator pornô Alexandre Frota (PSL), um paradoxo ambulante por defender valores conservadores e ter participado de filmes gays.


Eduardo Bolsonaro - PSL - 8,74% - 1.843.735 
Joice Hasselmann - PSL - 5,11% - 1.078.666 
Celso Russomanno - PRB - 2,47% - 521.728 
Kim Kataguiri - DEM - 2,21% - 465.310 
Tiririca - PR - 2,15% - 453.855 
Tabata Amaral - PDT - 1,25% - 264.450 
Policial Katia Sastre - PR - 1,25% - 264.013 
Sâmia Bomfim - PSOL - 1,18% - 249.887 
Capitão Augusto - PR - 1,15% - 242.327 
Pastor Marco Feliciano - PODE - 1,14% - 239.784 
Baleia Rossi - MDB - 1,01% - 214.042 
Vinicius Poit - NOVO - 0,98% - 207.118 
Luiza Erundina - PSOL - 0,84% - 176.883 
Renata Abreu - PODE - 0,76% - 161.239 
Rui Falcão - PT - 0,75% - 158.389 
Alexandre Frota - PSL - 0,74% - 155.522 
Ivan Valente - PSOL - 0,74% - 155.334 
Marcos Pereira - PRB - 0,66% - 139.165 
Carlos Zarattini - PT - 0,65% - 137.909 
Marco Bertaiolli - PSD - 0,65% - 137.628 
Marcio Alvino - PR - 0,64% - 135.844 
Guilherme Mussi - PP - 0,64% - 134.301 
Arnaldo Jardim - PPS - 0,63% - 132.363 
Alex Manente - PPS - 0,60% - 127.366 
Bruna Furlan - PSDB - 0,60% - 126.847 
Carlos Sampaio - PSDB - 0,60% - 125.666 
Nilto Tatto - PT - 0,59% - 124.281 
Ricardo Izar - PP - 0,58% - 121.869 
Vitor Lippi PSDB - 0,57% - 120.529 
Tenente Derrite - PP - 0,56% - 119.034 
Cezinha de Madureira - PSD - 0,56% - 119.024 
Fausto Pinato - PP - 0,56% - 118.684 
Luiz Philippe O. Bragança PSL - 0,56% - 118.457 
Alexandre Leite DEM - 0,55% - 116.416 
Paulo Freire Costa PR - 0,52% - 109.461 
Enrico Misasi PV - 0,51% - 108.038 
Rosana Valle PSB - 0,50% - 106.100 
Samuel Moreira PSDB - 0,49% - 103.215 
Vanderlei Macris PSDB - 0,49% - 102.708 
Rodrigo Agostinho PSB - 0,47% - 100.179 
Jefferson Campos PSB - 0,47% - 99.974 
David Soares DEM - 0,47% - 99.865 
Coronel Tadeu PSL - 0,47% - 98.373 
Vinicius Carvalho PRB - 0,46% - 97.862 
Eduardo Cury PSDB - 0,45% - 94.282 
Miguel Lombardi PR - 0,44% - 93.093 
Eli Corrêa Filho DEM - 0,44% - 92.257 
Gilberto Nascimento PSC - 0,44% - 91.797 
Geninho Zuliani DEM - 0,42% - 89.378 
Alexandre Padilha PT - 0,42% - 87.576 
Arlindo Chinaglia PT - 0,41% - 87.449 
Professor Luiz Flavio Gomes PSB - 0,41% - 86.433 
Roberto Alves PRB - 0,39% - 82.097 
Junior Bozzella PSL - 0,37% - 78.712 
Paulo Teixeira PT - 0,37% - 78.512 
Milton Vieira PRB - 0,37% - 77.413 
Carla Zambelli PSL - 0,36% - 76.306 
Paulinho da Força SD - 0,36% - 75.613 
Luiz Carlos Motta PR - 0,36% - 75.218 
General Peternelli PSL - 0,35% - 74.190 
Maria Rosas PRB - 0,34% - 71.745 
Vicentinho PT - 0,33% - 70.645 
Abou Anni PSL - 0,33% - 69.256 
Alencar Santana - PT - 0,32% - 67.892 
Orlando Silva PC do B - 0,31% - 64.822 
Adriana Ventura NOVO - 0,30% - 64.341 
Roberto de Lucena PODE - 0,27% - 56.033 
Herculano Passos MDB - 0,24% - 49.653 
Alexis NOVO - 0,21% - 45.298 
Guiga Peixoto PSL - 0,15% - 31.718

Nos outros estados, o destaque fica para Minas Gerais, a terra de Dilma e Aécio. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tentou a vaga para o Senado, mas se deu muito mal. Dois novos senadores podem complicar as coisas para Haddad, por serem contrários ao PT: Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS). Entre os deputados, uma má surpresa para quem defende a ética na política: Aécio Neves (PSDB), ex-candidato à Presidência em 2014 e réu por corrupção, conseguiu a vaga.

Celebridades e sub-celebridades como o namorado de Fátima Bernardes Túlio Gadelha (PDT) conseguiram um lugar no Congresso. Outros mais experientes (a exemplo do Tiririca) continuarão lá: é o caso de Bebeto (Podemos), o "chorão" da campanha do tetracampeonato. Jorge Kajuru (PRP), locutor esportivo, vai ter espaço sob a cúpula côncava, como representante de Goiás.

O Distrito Federal terá como representante a ex-jogadora de vôlei Leila (PSB), junto com o desconhecido (fora de Brasília) Izalci (PSDB). Os dois tiraram a vaga de Cristovam Buarque (PPS), que ficou no Congresso por 16 anos.

Muitos se preocuparam pois 91% dos investigados pela Lava Jato estavam tentando se reeleger, mas boa parte deles ficaram pelo caminho. É o caso de Romero Jucá (MDB), derrotado em Roraima e possivelmente alvo da Força Tarefa no ano que vem. Eunício Oliveira (MDB), atual presidente do Congresso, vai ficar sem vaga em 2019. Outros, como Edison Lobão (MDB), Jorge Viana (PT), Lindbergh Farias (PT), Marconi Perillo (PSDB), Lúcio Vieira Lima (MDB), Heráclito Fortes (DEM), João Carlos Aleluia (DEM), Yeda Crusius (PSDB) e outros, fracassaram em tentar continuar com o foro especial por prerrogativa de função, que os tornariam virtualmente protegidos de Sérgio Moro, Marcelo Bretas e outros juízes temíveis.

Além de Aécio, Gleisi Hoffmann (PT), Jader Barbalho (MDB), Ciro Nogueira (PP) e o "rei" de Alagoas Renan Calheiros (MDB) tiveram melhor sorte e vão continuar a dar as cartas no Legislativo. Não terão a mesma facilidade, devido à bancada eleita por conta da "Lava Jato", ainda mais se eles mostrarem habilidade e capacidade de negociação política.  

Resultados da eleição - Parte 3 - Segundo turno para governadores (e quem se destaca nos outros Estados)

Entre os Estados, muitos deles não conseguiram escapar de ver, também, um segundo turno. Nem São Paulo, que elegeu nomes tucanos sem precisar desse recurso. 

A corrida pelo governo de São Paulo ficou muito dividida, entre João Dória, representante do PSDB, Paulo Skaf (MDB), presidente da Fiesp, e Márcio França (PSB), o governador que tenta a reeleição após ocupar a vaga deixada por Geraldo Alckmin.

João Dória quer o governo paulista, e para isso enfrentará o atual ocupante, Márcio França, que conseguiu dar uma "rasteira" em Paulo Skaf nas urnas. 

Dória foi rejeitado até por tradicionais eleitores dos tucanos, por ter abandonado a Prefeitura de São Paulo para tentar a vaga como governador. O que ele queria mesmo era a Presidência, mas precisou ceder em favor de Alckmin. Não teve uma campanha tranquila, e mesmo ganhando mais votos do que seus concorrentes, e mesmo levando mais do que Alckmin teve em todo o Brasil (6,4 milhões de votos, contra 5,1 milhões do ex-governador), vai precisar suar novamente na campanha. 

Seu oponente, contrariando as pesquisas, é Márcio França, o atual governador. Ele soube usar a máquina do governo e apareceu na inauguração de algumas obras, todas iniciadas na gestão de Alckmin. Recebeu 21,53% dos votos, contra 31,77% faturados por Dória. E a diferença entre os votos do pessebista e de Skaf foi irrisória: 89 mil votos. 

Por pouco, Paulo Skaf não foi para o segundo turno, após a campanha toda apontado como o virtual concorrente do tucano. Pesou contra ele ser representante do MDB, uma sigla malvista por muitos paulistas (é o mesmo partido do presidente Temer) e não contar com a máquina estatal, como Márcio França. Skaf foi o idealizador dos famigerados patos infláveis amarelos, símbolos da luta pelo impeachment de Dilma. Por isso, ele foi tachado de "golpista" por gente que não quis considerar o fato do impeachment ser um instrumento legal para punir maus governantes, como a ex-presidente. 

Luís Marinho (PT) pagou o preço de fazer uma campanha explicitamente ligada a Lula e não a Haddad. Ficou com 12,66%. 

O major Costa e Silva (DC), pouco conhecido, ficou com 3,69%, enquanto Rogério Chequer (Novo), ganhou 3,32%. Chequer é representante de uma sigla praticamente recém-fundada, mas foi relativamente bem votado. Rodrigo Tavares (PRTB) recebeu 3,21%. Só esses três representantes da "direita" receberam mais de 10% dos votos e atrapalharam Dória, visto como oportunista, "fujão" (por causa da Prefeitura paulistana) e "centrista".

A professora Lisete até que não foi tão mal para alguém do PSOL, com 2,51%. Outros candidatos receberam pouquíssimos votos, como o professor Cláudio Fernando do PMN (0,14%) e o representante socialista Toninho Ferreira (0,08%); outros dois foram impugnados: Marcelo Cândido (PDT) e Lílian Miranda (PCO). 

Em outros Estados, metade deles (13) conseguiu se "livrar" do segundo turno: 

- AC: Gladson Cameli (PP), com 53,71% dos votos;
- AL: Renan Filho (MDB), com 77,30%; 
- BA: Rui Costa (PT), com 75,50%; 
- CE: Camilo (PT), com 79,96%; 
- ES: Renato Casagrande (PSB), com 55,49%;
- GO: Ronaldo Caiado (DEM), com 59,73%; 
- MA: Flávio Dino (PCdoB), com 59,29%; 
- MT: Mauro Mendes (DEM), com 58,69%; 
- PB: João Azevedo (PSB), com 58,18%;
- PE: Paulo Câmara (PSB), com 50,70%;
- PI: Wellington Dias (PT), com 55,65%;
- PR: Carlos Massa "Ratinho" Jr. (PSD), com 59,99%;
- TO: Mauro Carlessi (PHS), com 57,39%.

Chama a atenção para esta lista o nome de Renan Filho, da dinastia Calheiros. Seu pai também se elegeu senador, como foi visto na postagem anterior. Não tão chamativo é o nome de Ratinho Jr., filho do apresentador do SBT. Ronaldo Caiado, ex-presidenciável em 1989, foi eleito governador de Goiás, e, no Maranhão, a família Sarney comprova sua decadência ao fracassar contra Flávio Dino. Aliás, no Nordeste, não faltam nomes de "esquerda", e três governadores são do PT, demonstrando a força de Lula naquela região.

Os demais 13 Estados e o Distrito Federal ainda vão disputar o segundo turno. No Rio de Janeiro, a "zebra" William Witzel (PSC) conseguiu superar Romário (Podemos) e vai disputar com Eduardo Paes (DEM) em um duelo de "direita", num Estado que já foi um dos refúgios dos socialistas. Em Minas Gerais, destaque para Romeu Zema, único representante do "partido NOVO" no Executivo, contra o ex-governador Antônio Anastasia (PSDB). O MDB, tirando o caso de Renan Filho em Alagoas, só tem esperança de emplacar alguém no Rio Grande do Sul, com Ivo Sartori, no Pará, com Helder Barbalho, e Ibaneis, no DF. É um golpe duro para o ex-maior partido político do Brasil. 

Resultados da eleição - Parte 4 - Deputados estaduais

Por fim, temos os deputados estaduais, membros das Câmaras e encarregados de criar e revogar as leis para cada Estado da nossa "federação" (excessivamente centralizada e hierarquizada para ser considerada dessa forma). 

Enganam-se aqueles que veem nos deputados estaduais políticos mais inofensivos, podendo escolher qualquer um. Se eles não trabalham direito, a qualidade administrativa dos Estados fica arruinada. 

Em São Paulo, o destaque ficou mesmo para a advogada Janaína Paschoal, a "dama" do impeachment. Advogada e filiada do PSL, ela ganhou mais de dois milhões de votos. Conseguiu mais votos do que muito presidenciável ao longo de todo o País, embora obviamente deputados tanto estaduais quanto federais só recebam votos em seus Estados de origem. Muitos lamentam pela equipe de Jair Bolsonaro não tê-la aceito como vice. Talvez seria mais fácil a eleição já no primeiro turno, e não haveria problemas com o general Mourão. 

Janaína Paschoal foi a autora do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, em 2015


A lista possui muitos militares, policiais, nomes estranhos, como Arthur "Mamãe Falei" e também defensores do PT e do socialismo em geral, para mostrar que São Paulo não é um reduto de "direitistas".

Arthur Mamãe Falei DEM
Carlos Giannazi PSOL
Coronel Telhada PP
Gil Diniz PSL
Daniel José NOVO
Jorge Wilson Xerife Consumidor PRB
Caio França PSB
Delegado Olim PP
Monica Da Bancada Ativista PSOL
Edmir Chedid DEM
Major Mecca PSL
Heni Ozi Cukier NOVO
André Do Prado PR
Alex De Madureira PSD
Professor Kenny PP
Marta Costa PSD
Conte Lopes PP
Campos Machado PTB
Carlos Cezar PSB
Cauê Macris PSDB
Reinaldo Alguz PV
Analice Fernandes PSDB
Bruno Ganem PODE
Milton Leite Filho DEM
Delegado Bruno Lima PSL
Fernando Cury PPS
Daniel Soares DEM
Barba PT
Carla Morando PSDB
Rogério Nogueira DEM
Barros Munhoz PSB
Professora Bebel PT
Rodrigo Gambale PSL
Enio Tatto PT
Altair Moraes PRB
Luiz Fernando PT
Cezar PSDB
Edna Macedo PRB
Caruso MDB
Gilmaci Santos PRB
Itamar Borges MDB
Marcos Damasio PR
Rafa Zimbaldi PSB
Paulo Fiorilo PT
Wellington Moura PRB
Dalben PR
Jose Americo PT
Ricardo Madalena PR
Léo Oliveira MDB
Rodrigo Moraes DEM
Sebastião Santos PRB
Douglas Garcia PSL
Maurici PT
Carlão Pignatari PSDB
Thiago Auricchio PR
Rafael Silva PSB
Maria Lúcia Amary PSDB
Roque Barbiere - Roquinho PTB
Roberto Engler PSB
Marcos Zerbini PSDB
Emidio De Souza PT
Mauro Bragato PSDB
Vinicius Camarinha PSB
Leci Brandão PC DO B
Marcia Lia PT
Roberto Morais PPS
Delegada Graciela PR
Dr. Jorge Do Carmo PT
Ed Thomas PSB
Leticia Aguiar PSL
Estevam Galvão DEM
Ataide Teruel PODE
Érica Malunguinho Da Silva PSOL
Valeria Bolsonaro PSL
Isa Penna PSOL
Alexandre Pereira SOLIDARIEDADE
Paulo Correa Jr PATRI
Dra.Damaris Moura PHS
Tenente Nascimento PSL
Marcio Da Farmacia PODE
Aprígio PODE
Adriana Borgo PROS
Marina Helou REDE
Agente Federal Danilo Balas PSL
Marcio Nakashima PDT
Castelo Branco PSL
Sargento Neri AVANTE
Sergio Victor NOVO
Ricardo Mellao NOVO
Adalberto Freitas PSL
Frederico D'avila PSL
Tenente Coimbra PSL
Coronel Nishikawa PSL
Janaina Paschoal PSL


Nos outros Estados, houve uma multiplicação de deputados ligados a Jair Bolsonaro e aumento de eleitos opositores intransigentes da antiga ordem vigente entre 2003 e 2016, como os representantes do jovem partido NOVO. Só no Rio de Janeiro, foram 13 membros do PSL, em um Estado sempre visto como "esquerdista". Um deles foi o mais votado do Estado: Rodrigo Amorim, flagrado posando com uma placa de rua destruída homenageando Marielle Franco, num gesto imbecil e sectário. Leci Brandão (PCdoB), ligada ao Carnaval, se destaca entre os integrantes da "esquerda" na Alerj. Fora ela, não há nenhuma celebridade eleita como deputado estadual no país.