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segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Da série "Copa Feminina", parte 11

Terminou a Copa do Mundo feminina, a mais bem divulgada da História, considerada um sucesso financeiro para as emissoras e transmissoras do evento, embora não para os países anfitriões, Austrália e Nova Zelândia. 

Infelizmente, para os brasileiros, foi um evento longe de ser memorável, pois o time brasileiro fracassou novamente na busca pelo título, e caiu ainda na fase de grupos, perdendo a vaga para a mais esforçada Jamaica. A CBF ainda não decidiu a respeito de Pia Sundhage, a técnica sueca cujo trabalho teve uma qualidade bem abaixo das expectativas, não condizente com seu currículo. 

Para os espanhois, é o oposto: o time conseguiu o inédito campeonato, apesar dos problemas com a comissão técnica, liderada pelo impopular técnico Jorge Vilda, e os dirigentes espanhois, quase tão indignos de confiança quanto os brasileiros, como foi visto no patético episódio do beijo forçado do presidente da Federação Espanhola na meia Jenni Hermoso. 

Em campo, as espanholas conseguiram superar as dificuldades e seguraram as inglesas, vistas como favoritas. A campanha das adversárias era mais consistente, apesar do sofrimento para passar pela Nigéria nas oitavas-de-final, enquanto a Espanha foi pior na fase de grupos com direito a uma feia goleada sofrida por causa das japonesas (4 a 0). Além disso, as inglesas foram as campeãs da Eurocopa no ano passado. Todavia, apesar da pressão inglesa, quem fez o gol foi a capitã Olga Carmona, no finalzinho do jogo. Mais uma vez, as súditas do rei Charles, representantes do país onde o futebol surgiu, não conseguiram um título mundial. 

As espanholas foram contra os prognósticos e superaram problemas para ganhar o título da Copa do Mundo Feminina (Cameron Spencer/Getty Images)

Antes, as suecas conseguiram o terceiro lugar, impondo mais decepção e tristeza para a torcida australiana. O time europeu, derrotado pelas espanholas na semifinal, venceu por 2 a 0, aproveitando o desânimo das anfitriãs. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Da série "Copa Feminina", parte 10

 Não deu para as "Matildas" conquistarem a chance de título, diante de sua própria torcida.

As australianas perderam para as inglesas por 3 a 1. Logo para uma das mais tradicionais rivais, e ainda por cima bem diante de milhares de torcedores, esperançosos para verem sua equipe ir à final e se consagrar. 

O time australiano perdeu nas semifinais, para as velhas rivais inglesas (Jaimi Joy/Reuters)

Infelizmente, vão precisar enfrentar as suecas na disputa pelo terceiro lugar. Quem vai ter a chance do título, pela primeira vez, serão as inglesas e as espanholas. 


N. do A.: Também no futebol, mas no masculino e aqui no Brasil, o São Paulo conseguiu reverter a vantagem na Química Arena e despachou o Corinthians no Morumbi, ganhando de 2 a 0, para ir à final da Copa do Brasil, em busca do título inédito. O Tricolor, comandado por Lucas Moura, ex-PSG, ex-Tottenham e... ex-Corinthians, vai enfrentar o milionário e tumultuado time do Flamengo, que derrotou o Grêmio por 1 a 0 (3 a 0, no placar agregado) no Maracanã. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Da série "Copa Feminina", parte 9

Nas quartas-de-final desta Copa, temos algo inusitado: apenas uma seleção havia vencido uma Copa anterior, e era a japonesa - que foi eliminada pelas suecas, perdendo de 2 a 1. O time europeu deixou de lado a postura extremamente defensiva e apostou na agressividade, forçando as rivais a adotarem postura defensiva. Ilestedt abriu o placar, e no começo do segundo tempo um pênalti de Nagano foi marcado com a ajuda do VAR e convertido por Angeldal. Com o placar favorável, as suecas deixaram de atacar, e então as japonesas trataram de abandonar a cautela e atuaram mais no ataque. Hayashi diminuiu, mas não foi o bastante para evitar a eliminação. 

Enquanto isso, as espanholas conseguiram superar o início irregular e venceram as neerlandesas após um jogo sofrido decidido apenas na prorrogação. No primeiro tempo, as ibéricas foram mais ao ataque e chegaram a fazer um gol, mas era irregular. Já no segundo, parecia que as conterrâneas de Van Gogh iam acabar com o sonho, com a marcação de um pênalti em Beerensteyn, mas a árbitra francesa Stéphanie Frappart voltou atrás na decisão. Depois, foi a vez da zagueira Van der Gragt fazer um pênalti, e Caldentey cobrou bem. A mesma Van der Gragt empatou a partida. Na prorrogação, a jovem Salma Paralluelo fez o gol da classificação, para deixar sua equipe entre as quatro melhores, pela primeira vez numa Copa. 

Paralluelo fez seu time chegar às semifinais pela primeira vez em Copas (Lars Baron/Getty Images)



terça-feira, 8 de agosto de 2023

Da série "Copa Feminina", parte 8

Foram definidas as partidas das quartas-de-final da Copa do Mundo na Austrália e Nova Zelândia. Na quinta-feira, horário de Brasília (22h), teremos Espanha contra Holanda. Na sexta, Japão e Suécia. O sábado terá dois jogos: Austrália x França, Inglaterra x Colômbia. 

Dos jogos das oitavas, o de maior repercussão, de longe, foi entre as americanas e as suecas no fim de semana. As americanas, tetracampeãs do mundo, foram eliminadas com requintes de crueldade, após não conseguirem vencer as suecas no tempo normal. Nos pênaltis, a esrrela Megan Rapinoe perdeu um pênalti e a sueca Hurtis cobrou e a bola entrou por milímetros além da linha do gol, de acordo com o gol. A olho nu, parecia até que a linha tangenciava a bola, e nesse caso o gol não seria validado. 

Detalhe da bola entrando no gol na última cobrança sueca contra as poderosas norte-americanas, segundo o VAR


Os demais resultados não surpreenderam, nem mesmo os de hoje. A França goleou Marrocos por 4 a 0, enquanto as "carrascas" jamaicanas foram eliminadas pelas colombianas após derrota por 1 a 0. Acabou o sonho das maiores zebras até então. As australianas avançaram também após vencerem as dinamarquesas por 2 a 0, no jogo de ontem. 

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Da série "Copa feminina 2023", parte 7

Este blog poderia abordar a esperada queda da taxa básica de juros em 0,5%, decidida ontem pelo Banco Central por 5 a 4 (com voto de Minerva do presidente Roberto Campos Neto), um bom alívio para os endividados, inclusive o governo, e para a economia em geral. 

Mas a Copa do Mundo na Austrália e na Nova Zelândia está em andamento, e este blog não costuma postar três artigos por dia, ainda mais porque a postagem sobre a queda dos juros poderia ser feita ontem, e não hoje. Por isso, escolheu dar continuidade à série. O time "amarelão" da CBF já caiu fora, mas o torneio esportivo continua, e o mata-mata está definido. 

Para surpresa de muitos, as alemãs também passaram vexame e foram eliminadas. Não conseguiram sair do empate com as sul-coreanas (1 a 1) e ainda viram as marroquinas derrotarem as colombianas por 1 a 0. Jogando mal, as sul-americanas foram dominadas pelas representantes do mundo árabe, mas não a ponto de serem humilhadas e deixarem de ser as representantes do nosso continente para as oitavas-de-final. Elas enfrentarão as jamaicanas, na terça-feira, quando poderiam ser as brasileiras...

Benzina, do Marrocos (de hijab) abraça companheira ao comemorar a classificação de seu time para as oitavas da Copa do Mundo feminina (Reprodução/Twitter @isabellymoraiis)


quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Da série "Copa feminina 2023", parte 6

Acabou o sonho da Seleção Brasileira de futebol. Apesar das melhorias na estrutura e do apoio da torcida, mais uma vez o time não conquista uma Copa. Pior: caiu na fase de grupos, perdendo a vaga para a novata Jamaica, com quem disputava a última partida. 

Mérito das conterrâneas de Usain Bolt, as "Reggae Girlz", por jogarem sem medo e segurarem as adversárias. Foi assim no jogo contra a França, e também contra o Brasil. 

Vergonha para o time canarinho, por não souber lidar com a defesa adversária e terem jogado de forma atabalhoada, visando conseguir o resultado como se a vida dependesse disso. Pois a morte não veio para elas. Só a eliminação antes do mata-mata, algo que só aconteceu quando a Seleção era um amontoado de jogadoras mal pagas suportando uma estrutura amadora e sem recursos, em 1991 e 1995. E, mesmo assim, a situação das "meninas" na década de 1990 era melhor do que a das jamaicanas hoje, pois elas fizeram até "vaquinha" para poderem estrear num Mundial. 

As canarinhas tinham o comando de Pia Sundhage, uma das melhores treinadoras do mundo. Mas ela demorou para fazer alterações, enquanto suas lideradas estavam sem norte. A já cansada Marta não podia fazer a diferença. E as outras também não fizeram, nem Tamires, Debinha ou Andressa, ou mesmo Ary Borges. 

Marta não podia terminar pior a sua jornada na Seleção (sobre foto do perfil @fifaworldcup_pt/Twitter)

O jejum de títulos internacionais fora da América do Sul aumentou, assim como o tom das críticas, e elas serão ferozes se não houver uma melhora visando as Olimpíadas de 2024. Nos últimos Jogos, elas também foram mal. Não tão mal quanto agora, mas foram, e Pia Sundhage já era a técnica. Não se pode alimentar o clima de "nada presta", como se estivéssemos à beira de um abismo nietzschiano. E isso vale para a Seleção masculina, também, que ainda tem uma estrutura e uma tradição maiores e mesmo assim não conquista uma Copa desde 2002. 


terça-feira, 1 de agosto de 2023

Da série "Copa feminina 2023", parte 5

As americanas estiveram bem perto de serem eliminadas pela primeira vez em sua história na fase de grupos, e muita gente por aqui torcia para isso, pois as adversárias eram as portuguesas, em seu primeiro Mundial. 

Elas precisavam vencer e não dependiam de outros resultados, e quase fizeram isso, nos últimos instantes.  A partida estava zerada, e as americanas não jogavam agressivamente como de costume. Houve equilíbrio, e as lusitanas se defendiam bem. Nos acréscimos, a situação ficou mais tensa. Rapinoe resolveu definir a partida, desvencilhando-se de três defensoras, mas a bola parou nas mãos da goleira Inês Pereira. Ana Capeta teve a chance de marcar, mas a bola quicou na trave, para desespero da torcida lusa - e brasileira. 

Portugal se despede de cabeça erguida em sua estreia, e as tetracampeãs sabem que vão precisar jogar mais se quiserem avançar, pois a partida quase lhes custou a classificação, algo impensável para qualquer um.

Ana Capeta quase mandou as americanas para o "inferno" da desclassificação na primeira fase (Robin Alam/Getty Images)


quinta-feira, 27 de julho de 2023

Da série "Copa Feminina 2023", parte 4

Na segunda rodada da fase de grupos, as equipes das duas anfitriãs estão em situação delicada. 

Anteontem, a seleção neozelandesa jogou mal e perdeu para as Filipinas, em placar considerado "zebra". Após o gol de Sarina Bolden para as asiáticas, o time da casa tentou pressionar, sem êxito. 

Hoje, foi a vez das australianas serem derrotadas, mas a partida foi bem mais equilibrada, contra as nigerianas. Egmond abriu o placar, mas Kanu empatou alguns minutos depois nos acréscimos do primeiro tempo. Ohale virou o placar no segundo tempo e Oshoala marcou para as africanas. Só restou a Alanna Kennedy descontar no fim. 

Os times da Nova Zelândia e da Austrália precisam vencer as partidas finais desta fase para poderem ir às oitavas de final, contra a Suíça e o Canadá, respectivamente. São as duas seleções mais fortes de seus grupos. 

O grupo B ficou embolado com a vitória das nigerianas (Patrick Hamilton/AFP)

Esta Copa não é fácil para muitas equipes, e nem mesmo as americanas tiveram vid fácil, porque enfrentaram as neerlandesas, repetindo a final da Copa de 2019. Roord abriu o placar aos 19 minutos de jogo e Lindsay Horan arrancou o empate no segundo tempo. 

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Da série "Copa Feminina 2023", parte 3 - A estreia da Seleção

Finalmente, a torcida pôde assistir à estreia da Seleção Brasileira na Copa da Austrália e da Nova Zelândia. Começaram com pé direito, goleando a modesta seleção do Panamá.

Ary Borges foi a estrela do jogo, fazendo o hat-trick enquanto Bia fez o terceiro dos quatro gols. A maranhense, nascida como Ariadina Alves Borges, foi lembrada pela mídia por sua infância difícil e pela sua luta para ser jogadora de futebol. E agora, como candidata a ser um dos destaques do torneio. 

O time passou a maior parte do tempo sem as veteranas, e Marta só entrou no segundo tempo, para participar. Parece que estamos vendo a "martadependência" da Seleção ser coisa do passado, enquanto elas iniciam a campanha pelo título com o pé direito. 

A Seleção feminina vai ter um teste de verdade no dai 29. Hoje foi só alegria (Getty Images)


sexta-feira, 21 de julho de 2023

Da série "Copa Feminina 2023", parte 2

Como curiosidade, vamos a uma breve história da participação da Seleção Feminina na Copa do Mundo. 

1991 (China): A Seleção Brasileira ainda engatinhava na modalidade feminina e teve uma participação fraca, como era esperado, na primeira edição  da Copa. Caiu num grupo difícil, com nada menos que as seleções americana e sueca, mais a japonesa. Ficou em terceiro lugar, ganhando do Japão por 1 a 0, mas levaram uma surra das americanas (5 a 0) e sofreram contra as europeias (2 a 0). As chamadas "meninas" do futebol foram desclassificadas ainda na fase de grupos. Quem venceu o torneio foi a Seleção Americana, ao vencer as norueguesas por 2 a 1. 

1995 (Suécia): Não houve participação. A Noruega foi campeã. 

1999 (Estados Unidos): A equipe brasileira até se deu bem. Foi a primeira na fase de grupos, vencendo as mexicanas pelo famigerado placar de 7 a 1 (!!!), ganharam das italianas por 2 a 0 e empataram com a forte equipe alemã por 3 a 3. Nas quartas-de-final, não tiveram dificuldade contra as nigerianas (4 a 0), mas na semifinal sucumbiram às anfitriãs, favoritas, e perderam por 2 a 0. Na disputa pelo terceiro lugar, tiveram sangue frio para vencer as norueguesas nos pênaltis, após uma partida sem gols. As americanas venceram as chinesas também nos pênaltis, e ficaram com o título. Nota-se uma evolução considerável do futebol feminino na década de 1990. 

2003 (Estados Unidos): Novamente nos EUA, as brasileiras voltaram a estrear bem, batendo na equipe sul-coreana por 3 a 0, goleando a Noruega de forma surpreendente, por 4 a 1, e empatando com a França por 1 a 1. Não conseguiram avançar contra a Suécia, perdendo de 2 a 1. Foi a primeira Copa da "rainha" Marta, que fez três gols, contra a Coréia, a Noruega e a Suécia. A campeã foi a Alemanha, que soube vencer a forte equipe das "carrascas do Brasil", vencendo por 2 a 1. Nota-se que as americanas também viram o sonho do título naufragar, pois foram vítimas das alemãs. 

2007 (China): As brasileiras caíram no grupo das anfitriãs, e não tomaram conhecimento das adversárias na primeira fase. Trucidaram a equipe neozelandesa (5 a 0), não tiveram dó das chinesas (4 a 0) e venceram as dinamarquesas (1 a 0). Tiveram mais dificuldades nas quartas-de-final, ganhando das australianas por 3 a 2, e, surpreendentemente, golearam as americanas por 4 a 0. Parecia a realização do sonho do título. Mas veio a Alemanha, e com dois gols, amargaram o vice. Era um time de respeito, formado por Marta, Cristiane, Formiga, e mais Pretinha, Renata Costa, Daniela e a goleira Andreia, entre outras. 

2011 (Alemanha): Novamente, Marta & Cia. tiveram a chance, e depois de uma fase inicial tranquila, enfrentando australianas (1 a 0), norueguesas (3 a 0) e representantes da Guiné Equatorial (5 a 0), as brasileiras se emparelharam com as americanas, que voltaram a ser temidas. Perderam nos pênaltis, nas quattas-de-final, após empate de 2 a 2 com Marta inspirada. As americanas amargaram a derrota na final, também nos pênaltis, contra as japonesas, numa final que surpreendeu o mundo. Esta Copa foi lembrada aqui no blog. 

2015 (Canadá): A edição contou com 24 países, obrigando a criar a fase das oitavas de final, na qual a equipe brasileira decepcionou e perdeu para as australianas por 1 a 0. Parecia tudo muito fácil, pois a seleção canarinho passou facilmente por Coréia do Sul (2 a 0), Espanha (1 a 0) e Costa Rica (1 a 0), num grupo pouco exigente, mas capaz de mostrar as limitações de um time à procura do título. A final repetiu a de 2011, mas com resultado bem diferente: 5 a 2 para as americanas. 

2019 (França): Sentindo a cobrança por títulos, a equipe brasileira novamente passa na fase de grupos, mas com uma campanha pouco convincente e sendo a melhor terceira colocada, vencendo as jamaicanas por 3 a 0, perdendo das australianas por 3 a 2 e novamente ganhando das italianas por 1 a 0. Um time cansado, com muitas veteranas e desacreditado, que não conseguiu passar pelas francesas, perdendo por 2 a 1 nas oitavas de final. As americanas venceram de novo, à custa das holandesas: 3 a 0. 

2023 (Austrália e Nova Zelândia): As jogadoras representantes da CBF têm a missão de serem campeãs e deixarem de ser conhecidas como "as meninas do futebol" e "\as amarelonas". Na próxima segunda feira, vão jogar contra a equipe panamenha. Depois, no dia 29, um teste verdadeiro, contra as francesas. As jamaicanas serão as seguintes para enfrentar, no dia 2 de agosto. Os jogos serão na Austrália. Se Marta (que ainda está jogando) e as demais (Debinha, Andressa, Adriana, Kathellen, Bárbara, entre outras) passarem de fase, continuarão na terra nos cangurus, e só irá jogar na terra dos kiwis na semifinal. A final será de volta à Austrália, em Sydney. 

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Da série "Copa Feminina 2023", parte 1

O blog resolveu fazer uma série sobre a Copa do Mundo feminina de 2023 na Austrália e na Nova Zelândia. É a primeira edição com duas sedes e também a primeira onde a Seleção Feminina vai jogar com a amarelinha sem as estrelas por cima do emblema da CBF, o que está mais de acordo com a lógica: as estrelas, como até o Cristo Redentor, os Candangos e o Borba Gato sabem, representam as conquistas do time masculino. Elas estão em busca do primeiro título e o futebol feminino por aqui precisa deixar de ficar tão vinculado a uma equipe que não ganha título há 21 anos e nem convence ninguém. 

Neste primeiro dia, as anfitriãs levaram a melhor. O time das australianas não surpreendeu e bateu o das irlandesas por 1 a 0, com gol de Steph Calley no finzinho do primeiro tempo. Já as neozelandesas, bem menos badaladas, conseguiram bater as favoritas norueguesas também por 1 a 0, com Hannah Wilkinson marcando no início do segundo tempo. Não serve como explicação o tiroteio que matou três pessoas próximo ao hotel onde estava a delegação noruguesa. As anfitriãs fizeram por merecer, e também ficaram abaladas com o horrível incidente. O jogo na Nova Zelândia, em Auckland, foi o primeiro a acontecer, e portanto Wilkinson fez o primeiro gol do torneio. 

O primeiro gol da Copa fez a Nova Zelândia esquecer a tristeza pela perda de vidas humanas causada por um atirador em Auckland (Getty Images)


N. do A.: Lamentável certos comportamentos próprios de gente atrasada e ressentida, como as manifestações sexistas de algumas pessoas no chat do Cazé TV, que transmite os jogos.