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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Fauci investigado sobre a COVID-19

 
A pandemia de COVID-19 acabou, mas a guerra política, já em curso antes da grande tragédia, acirrou-se. Desde então, a chamada "esquerda" aproveitou o período para se mobilizar e dar prosseguimento às pautas progressistas e woke, enquanto a "direita" satanizava o distanciamento social e as vacinas. 

Por outro lado, a origem do coronavírus, responsável pelas mortes e por prejuízos irreparáveis, não foi devidamente investigada. Como e por que um laboratório em Wuhan teria provocado a maior calamidade mundial deste século?

Anthony Fauci, infectologista especializado em retrovírus como o HIV, esteve à frente da política americana para enfrentar o coronavírus - outro retrovírus - durante a gestão de Joe Biden. Ele foi convocado para responder a algumas questões relativas ao seu diário, onde ele anotava os seus procedimentos, e também ao que ele sabia sobre a origem do parasita e os financiamentos públicos recebidos. 

Na sessão do Senado presidida por Rand Paul, um crítico das medidas adotadas para o combate à pandemia desde quando ela estava assolando os Estados Unidos e o mundo, ele se recusou terminantemente a responder às perguntas, invocando a Quinta Emenda, que pune o perjúrio, reservando-se o direito de permanecer calado e não se auto-incriminar. 

O doutor Anthony Fauci precisou responder no Senado americano sobre a política sanitária adotada no governo Biden contra a pandemia de COVID-19 (Kevin Dietsch/Getty Images)


Isso deu munição aos críticos das medidas sanitárias, como os adeptos de Donald Trump e de Jair Bolsonaro, que viram nas imposições de distanciamento social e uso de máscaras como um atentado às liberdades individuais e um fator a mais para paralisar as atividades econômicas, pois boa parte delas precisa de contato humano. Eles também acusam as vacinas de provocaram efeitos colaterais graves, como trombose. Há também vários registros de mal estar e fraqueza ao tomá-las. Fora a imensa quantia em dinheiro recebida pelas empresas, gigantes do setor farmacêntico, responsáveis pela fabricação. 

No entanto, mais do que condenar as vacinas, apontar os interesses da poderosa indústria farmacêutica (e, por extensão, das gigantes do setor químico), queixar-se de um suposto boicote a remédios usados para combater parasitoses de outras origens, como a ivermectina (vermífugo) e a hidroxicloroquina (anti-protozoário) e criticar as medidas sanitárias aprovadas por Fauci e, também, pela OMS, cabe se ater ao que realmente está sob investigação: a responsabilidade da ditadura chinesa e de quem comandava o laboratório em Wuhan na origem da pandemia, e até que ponto as autoridades de todos os países são culpadas pela desastrosa gestão da crise usando o suado dinheiro dos contribuintes. 

Isso também pode ajudar a compreender como os diversos povos (e seus grupos de poder) aprendem a lidar com os diversos tipos de crises, inclusive as sanitárias, e isso vai além das brigas ideológicas. Isso precisa servir-nos de aprendizado, para gerar maior capacidade de enfrentar os problemas, e eles sempre virão. Mais conhecimento, resiliência e preparo, e menos energia desperdiçada em diatribes inúteis. 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Nova alta da COVID-19

 A COVID-19 não desapareceu, como podem pensar alguns. Ela existe agora, nas variantes mais fracas, e tem afetado mais gente desde o Carnaval. 

São milhares de casos, embora haja apenas um caso registrado de morte pela doença no Brasil nas últimas semanas. 

Epidemiologistas ainda temem pelo recrudescimento da doença, pois o parasita ainda está sofrendo por mutações - existe agora a variante JN, derivada da ômicron, responsável por milhões de casos, embora sua letalidade continue baixa. Enquanto isso, ainda há especulações sobre a origem do vírus causador da grande pandemia entre 2019 e 2023, alimentadas pela falta de transparência das informações na China, país onde ocorreram as primeiras mortes. 

Crescem também os boatos sobre novos candidatos a causar uma crise sanitária global, mas a maioria é especulação, e os parasitas podem ser evitados caso não haja contato direto com os vetores (animais ou humanos portadores) ou se tenha cuidado com a higiene pessoal. 

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Pandemia não se acaba por decreto

Depois de três anos de internações, colapso sanitário e econômico e milhões de mortos, a COVID-19 deixa de ser uma emergência sanitária, de acordo com a OMS. 

Apesar disso, o vírus continua espalhado no mundo, sob variantes bem menos perigosas em relação às originais de 2019-2020. Pessoas com baixa imunidade continuam em perigo, pois o coronavírus é diferente de uma "gripezinha". Aliás, mesmo as gripes são perigosas neste caso específico. 

Tedros Adhanon Ghebreyesus, presidente da OMS, alvo de críticas durante a gestão da entidade durante a pandemia de COVID-19 (Salvatore di Nolfi/Keystone/AP)

O vírus não vai desaparecer porque a OMS e outras entidades políticas querem. Ele vai se adaptar aos novos ambientes e provavelmente será mais um parasita entre tantos outros. 

Continuamos a ter muitas dúvidas acerca desta pandemia, como ela se originou, e até que ponto podemos confiar nos atores envolvidos nesta tragédia: epidemiologistas, médicos, políticos, economistas, membros das poderosas indústrias farmacèuticas e outros formadores de opinião. Muitas teorias da conspiração se formaram em torno das medidas sanitárias e do desenvolvimento das vacinas. Esses temas também foram usados ad nauseam para embasar ideologias políticas. 

Milhões morreram, bilhões em prejuízo, sofrimento de famílias, quebra em quase todos os setores da cadeia produtiva, aumento nos casos de problemas psicológicos e rumores sobre as possíveis consequências apontadas por diversos formuladores de distopias, como uma ditadura global e a desvalorização do ser humano como indivíduo. Levaremos tempo para recuperar os estragos, e perderemos mais tempo esperando os governos fazerem mea culpa, por seu fracasso em lidar com o flagelo. 

E demonstramos não ter suficiente preparo para enfrentar possíveis novas pandemias. Pior: confirmamos sermos mais uma vez tripulantes - voluntários e involuntários - de uma gigantesca nau de insensatos. Este blog já tratou disso AQUI. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Que notícias são essas?

2023 promete ser um ano daqueles, mostrando ser parte de uma época de tribulações, como está sendo este século XXI inteiro até agora. 

Já tivemos acusações contra a nova ministra do Turismo, Daniela Carneiro, acusada de favorecer milicianos. O mercado já deu sinais de não aceitar as decisões do ministro da Fazenda Fernando Haddad, e nem a falta de clareza sobre os rumos da economia neste terceiro mandato de Lula. Teme-se um descontrole econômico, fazendo o Brasil perder bilhões e tendo sua nota de crédito rebaixada pelas agências de classificação de risco, além de prejudicar os mais pobres com a alta dos preços. Fora isso, a mídia mostra desde um acidente fatal com o surfista Márcio Freire ao enfrentar uma onda gigante em Portugal até um caso de suposto traidor do PCC sendo decapitado, ocorrido no ano passado mas estranhamente divulgado agora. 

No exterior, há a desavença entre os príncipes da família real britânica, com Harry acusando o irmão mais velho, príncipe de Gales, de tê-lo agredido fisicamente e o derrubado, segundo trecho de seu livro Spare. Isso sem falar na nova variante do coronavírus, com o apelido "Kraken", encontrada até no Brasil. 

Uma aparente - mas falsa - boa notícia é o anúncio de um cessar-fogo unilateral por parte do governo russo, mas o Ocidente e a Ucrânia não se deixaram convencer, pois a trégua é motivada pelas comemorações do Natal segundo o calendário juliano, adotado em países de religião ortodoxa, como a Rússia. 

Estamos apenas no comecinho do ano, e não podemos perder a fé num futuro próspero, mas ainda devemos nos preparar para dias difíceis a curto e médio prazo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

2023 começou!

Já tivemos a posse do presidente Lula e dos governadores eleitos no ano passado. No caso desses últimos, a cerimônia seguiu mais ou menos o protocolo, mas este blog só acompanhou a cerimônia do governador paulista, Tarcísio de Freitas, que citou obras para completar, como o infame Rodoanel, e o legado de 28 anos de governo tucano. Já no caso do presidente, a cerimônia de posse, apesar de não ter nada de violência e nem de tumulto, foi bastante inusitada, com destaque para a cerimônia da faixa: 


Os discursos feitos dentro do Congresso e após a cerimônia da faixa, como era até esperado, condenam o legado do governo Bolsonaro e seguem bem a cartilha do chamado "progressismo", explicitando as preocupações com as minorias (e maiorias) vítimas de discriminação e desprezando a austeridade econômica, sob o pretexto de favorecer o combate ao crônico problema da miséria, agravado no último governo devido à pandemia e à má administração generalizada. 

No dia seguinte, o destaque ficou para o velório do maior jogador de futebol da História, Pelé, e do primeiro papa emérito, Bento XVI. Dois procedimentos fúnebres para começar o ano. 

Sem falar na guerra na Ucrânia, a permanência da COVID-19 e o acidente grave na neve com o ator de Hollywood Jeremy Renner. É melhor não dizer mais nada sobre o começo de 2023. Vamos acompanhar. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Tensão em partes do mundo continua

Na Rússia, drones atribuídos a forças ucranianas foram usados para bombardear bases aéreas, acusadas de serem usadas para atacar alvos civis no país assolado pelas tropas comandadas pelo Kremlin. Mesmo a subsecretária de Estado para assuntos políticos dos Estados Unidos, Victoria Nuland, admitiu a autoria dos ataques aos ucranianos, mas voltou a negar ajuda americana a Kiev. 

Enquanto isso, os protestos no Irã contra a ditadura fundamentalista islâmica continuam, e lojas da capital, Teerã, e de outras cidades como Isfahan, passam a fechar as portas em sinal de apoio aos manifestantes. O país vive num regime restritivo, onde a pena de morte é aplicada para quem se rebela contra o governo. Como medida para acalmar o povo, a polícia moral, usada para reprimir mulheres que não usam o hijab para cobrir os cabelos, foi declarada extinta. Isso não parece ser o suficiente. 

O povo também está se revoltando na China, contra a draconiana e discricionária lei de "COVID zero", que restringe os direitos de locomoção com lockdowns para tentar conter um surto de coronavírus em Xangai e outras grandes cidades chinesas. Recentemente, as medidas foram amenizadas e foram feitas vacinações, mas ainda há muitas críticas, inclusive do exterior, pois a ditadura está controlando manifestantes por meio de aplicativos nos celulares, e as vacinas empregadas são fabricadas exclusivamente no país - e o Ocidente diz que a eficácia desses imunizantes é inferior à dos equivalentes fabricados por laboratórios como Pfizer e AstraZeneca. 

Nem a Copa do Mundo consegue fazer esquecer essas manifestantes, e mesmo ela é alvo da irritação de ativistas, pelas medidas restritivas adotadas contra quem ousa defender a causa LGBTQIA+ em um país islâmico, e também pelo uso intensivo de mão-de-obra em condições alviltantes de trabalho. 



N. do A.: Aliás, dentro das quatro linhas onde os torcedores ficam temporariamente longe da realidade, houve as duas partidas mais impactantes das oitavas-de-final. A Espanha, uma das favoritas ao título, foi eliminada nos pênaltis pelo Marrocos, após jogo sem gols e cobranças bisonhas por parte dos jogadores da península: até mesmo Busquets errou sua tentativa. Algumas horas depois, Portugal massacrou a Suíça por 6 a 1, passando a maior parte do tempo sem Cristiano Ronaldo, e seu substituto Gonçalo Ramos, jogador do Benfica, fez um hat-trick, ou seja, três gols, contribuindo para o verdadeiro "chocolate" na equipe do país do... chocolate. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Correremos o risco de ter saudade do século passado?

Quem passou a juventude no século XX está vivenciando conflitos, tensões e violência em escala ainda maior no século XXI, que, aliás, já começou mal com o atentado (o famoso 9/11 - 11/9 no nosso calendário - ocorrido em Nova York) promovido pela al Qaeda. 

Vivenciamos uma sucessão de crises econômicas, uma pandemia longa responsável pelo agravamento da piora no setor industrial, confrontos políticos exacerbados, carestia e mesmo insegurança alimentar no mundo todo. Embora não tenhamos conflitos tão generalizados e dramáticos como as duas guerras mundiais no século XX, está havendo uma guerra muito próxima das potencias europeias, entre Rússia e Ucrânia, e conflitos localizados e difusos, como no Irã, na Etiópia e entre as duas Coreias. 

Não podemos passar a vida sonhando com o passado: ele não existe mais. Teremos que encarar o presente e o futuro, e ele nos parece bastante desafiador, para dizer o minimo. Mesmo o Brasil, com suas incertezas, tragédias sociais e deficiências estruturais, estava oferecendo um horizonte confortável, pelo menos para a classe média, regado com facilidades tecnológicas e alimentos relativamente mais acessíveis e de melhor qualidade se comparados ao horizonte do século XX, e inflação controlada, enquanto há a dolorosa lembrança da hiperinflação principalmente nos anos 1980. Essas "comodidades" estão afetadas pelo cenário externo, as sequelas de uma pandemia ainda em curso e as más decisões políticas e econômicas, agravadas com as desconfianças acerca de um governo eleito ainda não iniciado, pois o presidente ainda é Jair Bolsonaro, que praticamente está recluso (*) enquanto seus acólitos apoiam manifestações anti-Lula e brigam ferozmente contra as decisões monocráticas de Alexandre de Moraes. 

Os povos do mundo devem continuar vigilantes contra as decisões às vezes insanas de seus governantes, e fazer com que eles parem de cometer tantos equívocos movidos pela vaidade, ganância, narcisismo, prepotência e demagogia, capazes de levar este planeta a um rumo não desejado por ninguém. Neste cenário, muita gente irá querer se refugiar em lembranças do século XX, aquele mesmo dos bombardeios contra Hiroshima e Nagasaki, enquanto luta pela sobrevivência. 


(*) N. do A.: O presidente Bolsonaro alega não aparecer em público devido a uma erisipela, doença de pele causada por bactérias, mais comum em pessoas com sistema imunológico prejudicado por doenças ou estresse.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

COVID-19 volta a preocupar

Depois da política centralizando boa parte das atenções, mesmo após o término das eleições mais contestadas dos últimos tempos, as autoridades de saúde estão preocupadas novamente com a COVID-19, devido ao aumento no número de internações. 

É possível voltar a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados, como no transporte público. Em algumas universidades como a UNICAMP, isso já acontece. O secretário de Saúde Jean Gorinchteyn, durante entrevista nesta sexta, considerou essa possibilidade a partir de uma reunião a ser marcada com a Secretaria da Ciência e Desenvolvimento em Saúde. Outras medidas mais drásticas estão descartadas, como as tomadas pela ditadura chinesa para conter os casos da doença no país. 

Os casos geralmente não são tão graves e em geral os doentes ficam menos de três dias internados, mas os cuidados com os idosos e imunossuprimidos por parte de suas famílias deve continuar. 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Mais flexibilização

Em São Paulo, agora não é mais obrigatório utilizar máscaras em carros de aplicativos, como Uber e 99, assim como nos táxis. Continua valendo, porém, o uso para o transporte público, onde são formadas verdadeiras aglomerações ambulantes, em qualquer horário. 

Esta decisão está respaldada nos números da pandemia: o número de mortes está caindo no Brasil. As variantes ômicron, mais contagiosas, também são menos letais e predominam em todo o mundo. Além disso, as vacinas possibilitaram imunizar boa parte da população. 


N. do A.: Esta medida foi menos comentada na mídia do que a prisão de Paulo Cupertino, acusado de ser o assassino do ator Rafael Miguel, então com apenas 22 anos, em 2019, e de seus pais. A perseguição durou quase três anos, e Cupertino conseguia driblar a perseguição durante todo este tempo, até ser capturado. 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Sequelas da pandemia

 Aos poucos a vida das pessoas está voltando ao período pré-pandemia, mas as sequelas são fortes demais para serem ignoradas. 

Os preços de quaisquer produtos estão muito mais altos do que em 2019, devido aos efeitos do coronavírus na cadeia produtiva em todo o mundo, e a culpa recai não só no vírus em si, mas na incompetência dos governos para gerir a crise. 

Temos uma verdadeira confusão no calendário, para este mês. Após a Semana Santa, virá... o Carnaval. Prefeituras e agremiações resolveram adiar os desfiles para o feriado de Tiradentes alegando falta de condições sanitárias. No ano passado, simplesmente não houve desfile. 

Há também uma bagunça na vacinação. Agora temos, como obrigação, nos vacinarmos contra a COVID-19, mas e quanto às outras vacinas? O sarampo está voltando a ser um flagelo, após ficar perto da ser erradicado. Por enquanto, o único vírus extinto na natureza é o da varíola, e não é pouco, mas poderíamos avançar mais na imunização, principalmente das crianças. 

Por falar em crianças, o ritmo das escolas foi afetado, e o rendimento, pelo menos a curto prazo, não será igual ao de 2019, gerando mais atraso escolar e menor capacidade de aprendizado. Pagaremos o preço desse retrocesso, quando poderíamos ter avançado. Para isso não se tornar uma verdadeira ameaça ao nosso futuro, precisaremos redobrar os esforços para um ensino de qualidade, e isso não pode ficar preso apenas a debates entre educadores. 

Outro desafio, por fim, é o aumento nos surtos de transtornos psicológicos, devido ao longo período de pandemia. Muita gente perdeu a capacidade de resistir às críticas e aos desafios impostos pelo cotidiano, e se revelam portadores dos mais diversos distúrbios, desde a depressão até a sociopatia e os delírios paranoides. Por algum tempo, isso precisará ser enfrentado, mas felizmente não chegou ao ponto de descontrole, como pregavam e ainda pregam alguns grupos contrários às medidas contra o vírus, como o distanciamento social e o uso de máscaras - geralmente os mesmos a defender a não vacinação e até mesmo algumas teorias da conspiração envolvendo a China ou a Rússia (e até mesmo os extraterrestres), somadas com uma suposta trama dos acólitos da "Nova Ordem Mundial", "progressistas" e "globalistas". 

quinta-feira, 17 de março de 2022

Medidas arriscadas mas populares

O governo paulista desobrigou o uso de máscaras em lugares fechados, exceto no transporte público, hospitais, serviços de saúde e aeroportos. 

Enquanto isso, Brasília liberou para abril o saque de até R$ 1.000,00 no FGTS por meio das agências da Caixa e antecipou o pagamento do décimo terceiro salário para os aposentados, 

O governo Bolsonaro mandou adiantar a liberação dos saques emergenciais no FGTS (Reprodução)

São duas medidas cuja natureza é diferente, mas com finalidade semelhante: alavancar a popularidade em ano eleitoral. Desobrigar o uso de máscaras e liberar dinheiro para o povo agradará muita gente. Há o risco maior de se contrair a COVID-19, pois embora as máscaras não sejam uma panaceia, têm eficácia comprovada para frear a disseminação do vírus. Por outro, a liberação de mais dinheiro aquecerá o consumo, mas a oferta de produtos e serviços ainda está prejudicada pelos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia. 

No entanto, há motivos para se fazer decisões como essas, como a diminuição nas mortes pela pandemia e o sufoco de famílias oprimidas pela queda no poder aquisitivo e pelas dívidas. 


N. do A.: Na próxima postagem, nada de falar sobre economia ou política. Este blog dará início à série sobre quadrinhos. 

segunda-feira, 7 de março de 2022

Cidades brasileiras flexibilizam o uso da máscara

Devido à queda do número de mortes pela pandemia de COVID-19, as cidades estão começando a flexibilizar o uso de máscaras. Há quem defenda a flexibilização até em locais fechados, como a prefeitura do Rio de Janeiro. 

Ao ar livre, o risco de se pegar o coronavírus ou outros agentes infecciosos é bem mais reduzido do que em locais fechados, onde fatalmente há maior concentração e menor dissipação das partículas e dos patógenos, mas, independente do local, ainda é necessário tomar cuidado com a higiene das mãos e das vias respiratórias. 

São Paulo deve decidir se irá liberar a circulação de pessoas sem máscara em ruas, parques e praças na próxima quarta, dia 9. O Distrito Federal já fez a flexibilização, enquanto algumas capitais como Cuiabá, no Mato Grosso, já adotaram a medida no final do ano passado, e o número de internações por casos graves continua em queda. 

O uso de máscaras pode continuar por mais algum tempo em locais fechados (Sebastião Moreira/EFE)

No mundo, os Estados Unidos já afrouxam as regras para o uso de máscara mesmo em locais fechados, enquanto nos países asiáticos, onde o uso da máscara é corriqueiro para portadores de doenças respiratórias desde bem antes da pandemia começar, também não é obrigatório, embora as autoridades recomendem fortemente. Os casos mais frequentes, no exterior assim como o Brasil, são os da variante ômicron. 


N. do A.: A pandemia está nos dando trégua e tende a deixar de ser notícia, ao contrário de certas opiniões motivadas por racismo ou machismo rasteiro, como o caso do deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP), atacado sistematicamente por insinuar que as ucranianas são sexualmente disponíveis ("fáceis"). Ele se desculpou dizendo ser "jovem" (mesmo tendo 35 anos, portanto já devendo se comportar de forma madura). O Podemos está estudando um processo de cassação do mandato do deputado, conhecido como "Mamãe Falei" e autor de outras diatribes, como ofensas a colegas do PT e do PSOL e discussões ácidas contra ex-aliados bolsonaristas. 


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Enquete: O que seria mais inútil?

a) Esperar que a CPI da Covid resulte em alguma punição. 

b) Ver algo de construtivo no BBB 22. 

c) Uma visita rápida de um presidente a um país irrelevante para o comércio. 

d) O dinheiro gasto na campanha eleitoral (inútil para o povo, não para os partidos)

e) Perder tempo lendo esta enquete. 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Assunto COVID-19 está perdendo espaço na mídia

A pandemia de COVID-19 parece estar próxima do fim, mesmo com a variante ômicron. Houve um agravamento momentâneo no número de casos e mortes, mas os números voltaram a ficar menos alarmantes. 

Com isso, notícias sobre esse flagelo perderam espaço para outros temas. Nem todos eles são agradáveis, como o BBB 22 e a recente expulsão de uma das participantes, Maria. Ou a morte de Arnaldo Jabor, o talentoso cineasta de Eu Sei Que Vou Te Amar e comentado polemista. Ou a nova etapa nos debates políticos, marcados pela polarização e pelos debates sobre ideologias que deveriam estar sepultadas, como o nazismo (e o comunismo). 

Deveríamos tratar de propostas para melhorar a vida do povo e fazer o Brasil trilhar o caminho da prosperidade sem as velhas e sedutoras ilusões populistas. Isso passaria pela melhoria na educação, após a normalização das atividades escolares para crianças e adolescentes. Temas construtivos ainda precisam de mais espaço na mídia. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

2022 será outro ano para testar a nossa resiliência

O ano de 2022 já começou com tragédias, sendo a pior delas a quebra de um paredão na Represa de Furnas em Capitólio, Minas Gerais, um local que estava retomando o caminho de ser uma atração turística, mesmo com a ameaça de novo recrudescimento da pandemia devido à variante ômicron. Dez pessoas morreram, e nada irá repor essas perdas para as famílias. 

Um enorme pedaço de rocha caiu bem em cima de três lanchas na Represa de Furnas (Divulgação)

Para piorar, estamos em ano eleitoral e já se fala em medidas populistas, como o fim do teto de gastos prometido por Lula e pelo PT, ameaçando aumentar a dívida pública, o já cronicamente imenso ralo para onde vai boa parte do NOSSO DINHEIRO. Os aumentos nos salários dos policiais federais também são uma agressão aos recursos custeados por todos nós. 

Pelo menos, há boas notícias, como a produção local do IFA, a matéria-prima para diversas vacinas, como as da COVID-19, e a promulgação da chamada "MP do Mar", a fim de estimular o transporte de produtos pela costa brasileira e diminuir os custos dos fretes, facilitando inclusive o aluguel de embarcações estrangeiras. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Chegou 2022 e novas (más) notícias

Convenhamos: anos eleitorais são uma potencial dor de cabeça, mas as primeiras más notícias de 2022 a serem destacadas aqui não têm nada a ver com política. 

Foram descobertos 24 casos de infecção simultânea por COVID-19 e gripe, a chamada "florona", combinação das palavras flu (gripe) e rona (coronavírus). Ambos os vírus causam debilidade no sistema imunológico, possibilitando o ataque de vários patógenos, embora muitos insistem em considerá-los como de mesma natureza. Ainda não há registro de mortes por essa combinação. 

Houve casos de assassinato de mulheres por seus maridos, o chamado "feminicídio", no final do ano, para chamar a atenção da imprensa. Na noite de réveillon, depois de uma discussão, um engenheiro matou a esposa com três tiros. Em outro caso, um sujeito foi preso por esquartejar a esposa no Natal. 

O ano mal começou, mas a Bovespa está ameaçando ficar abaixo da marca dos 100.000 pontos, enquanto o dólar ameaçou ir além dos R$ 5,70. 

No Rali Paris Dakar, realizado na Arábia Saudita (há anos o evento não começa em Paris e nem termina em Dacar, a capital do Senegal), um carro explodiu e seu motorista fica seriamente ferido. Enquanto isso, um homem morre ao cair no vulcão Kilauea, no Hawaii. 

A próxima postagem será de alguma notícia boa, porque chega de repetir o clima de 2020 ou 2021, dois anos que a gente não vai conseguir esquecer.