Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Será que o apocalipse vem?

Nas semifinais da Libertadores, o Estudiantes, mesmo com um a menos, e sem ser um time muito badalado, conseguiu segurar o Flamengo em pleno Maracanã, em jogo sem gols, e ainda conseguiu eliminá-lo nos pênaltis. 

Um Maracanazo daqueles, e o Flamengo dançou. Tango. Sentindo o cheirinho da eliminação. 

O Flamengo viu o sonho do título na Libertadores morrer nos pênaltis, em pleno Maracanã, para um time argentino! (Divulgação)


Agora o Estudiantes vai enfrentar o Palmeiras na grande final. O Verdão havia feito a sua parte, eliminando o Fluminense também nos pênaltis. Mas fez da pior forma possível, perdendo o jogo de volta no Allianz depois da proeza de ter vencido no Rio de Janeiro por 2 a 1. 

Se eliminar o time argentino e conquistar a sonhada taça que sempre cresce, vai disputar a Copa Intercontinental, e tentar calar os rivais, que vivem atazanando o alviverde por não ter um Mundial. Pois, para o Palmeiras, vencer o PSG em uma eventual final seria a glória. E a taça da Copa Intercontinental valeria por um Mundial. 

Então os torcedores do Corinthians, do São Paulo, do Santos, poderiam dizer que o Armageddon virá! Mas se o Palmeiras for eliminado para os argentinos do Estudiantes, o clima de Juízo Final virá antes, para todos os torcedores brasileiros. 


N. do A.: Nesta semana, o Vasco também conseguiu ser eliminado no Maracanã, para o Boca Juniors, na semifinal da Copa Sul-Americana. Uma semana horrível para os times cariocas. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Estudiantes é o intruso no "quase super Brasileirão"

O time argentino pode até sonhar em melar tudo, após eliminar o Corinthians (com requintes de crueldade e o famigerado Memphis Depay fazendo o papel de vilão). nas quartas-de-final, ontem. Os outros semifinalistas são o Fluminense, o Palmeiras e o Flamengo.

E é justamente o rubro-negro, teoricamente o mais temível dos três, no caminho do time que não é o mais experiente dos argentinos, ganhando somente na edição de 2009. Por outro lado, o Flamengo teve complicações importantes no jogo desta quinta, contra o Independiente Del Valle. Jorginho, um dos mais tarimbados, com carreira estabelecida na Europa, foi expulso de forma questionável por duas faltas cometidas, e na segunda delas ele teria acertado o rosto de Alcívar, do Del Valle, e o VAR não interferiu para confirmar ou desmentir. No final, Arrascaeta salvou o time da derrota ao fazer o gol e empatar o jogo, embora o 1 a 0 não fosse o bastante para eliminar os rubro-negros, que venceram na Venezuela por 3 a 1 no jogo de ida. 

Jorginho foi expulso no segundo tempo da partida contra o Del Valle, pela Libertadores, e desfalca o time contra o Estudiantes (Jorge Rodrigues/Estadão)



Isso vai animar o Estudiantes um pouco. Na hipótese de chegar à final, a tarefa seria vencer o Verdão ou o Flu, ou seja, quem sobrar no outro jogo. A tendência, porém, é dar Flamengo e Palmeiras, em duelo entre dois adversários tão ferrenhos quanto Flávio Bolsonaro e Lula. 

Mas o futebol não funciona na base da lógica (a política, neste país, também não). Podemos ver surpresas neste torneio. Quem vai pegar a taça que sempre cresce, como a incerteza neste mundo?

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Alison Piu quebra o recorde dos 400 m com barreiras

Um dos atletas mais prestigiados do Brasil, Alison dos Santos, o Piu, quebra o recorde dos 400 m com barreiras na Diamond League de Atletismo, em Zurique, na Suíça. 

Ele conseguiu completar a prova em 45s80, superando a marca anterior em 14 centésimos, conseguida pelo norueguês Karsten Warholm, ouro em Tóquio pela marca de 45s94. 

Com a quebra do recorde, Alison Piu ganhou US$ 70 mil de prêmio. A torcida certamente irá esperar por ele nas Olimpíadas de 2028, em Los Angeles. 

Alison Piu com a placa da quebra do recorde numa das modalidades mais importantes do atletismo (Reuters)

Esta postagem quebra a sequência de duas notícias ruins. A próxima postagem também ficará longe das tragédias. 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Neymar vai jogar algum dia?

Com o fim da Copa do Mundo, as atenções dos jornalistas esportivos voltaram-se para o Brasileirão e outras competições do futebol brasileiro. Mais uma vez, as atrações revelam-se de nível bem inferior ao apresentado pelo grande evento, então boa parte da atenção é direcionada para o mais midiático dos jogadores do nosso futebol, Neymar. 

O (ex-?) craque santista foi cobrado por ter jogado pòquer em São Paulo enquanto o time foi viajar à Venezuela para golear o Universidad Central por 4 a 1, pela Copa Sul-Americana, torneio pejorativamente comparado à bem mais prestigiada Copa Libertadores da América. 

Pode-se argumentar que ele tem o direito de administrar sua vida como ele bem entender, e sua forma física está longe da ideal para ficar 90 minutos em campo, mas ele ainda é considerado um dos craques do futebol brasileiro, e seu desinteresse chama a atenção. Quando ele foi confrontado por alguns usuários das redes sociais, ele respondeu de forma não muito diplomática: "Posso treinar ou vocês vão ficar cornetando também? Vai (sic) cuidar de sua vida!". E também disparou contra o comentarista e ex-jogador Neto, da Band, famoso pelas críticas irritadas (e irritantes, mutias vezes), xingando-o. 

Neymar não gostou da repercussão de ser flagrado no pòquer (Divulgação)

Oficialmente, ele ainda continua a ser um atleta do Santos, e é possível vê-lo jogar em alguma partida oficial neste ano, mas não há uma previsão de quando isso vai acontecer. 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Messi passa o bastão. Para Yamal?

Com o fim desta Copa do Mundo, podemos tentar discutir o legado, considerando as decisões da FIFA motivadas pelo interesse comercial em detrimento do futebol, e o péssimo precedente de atender às vontades do presidente americano Donald Trump, que deveria ser tratado como um torcedor como todos os outros, como faz entender o próprio regimento da entidade. Não em relação à premiação, onde ele tem o direito de tocar na taça e entregá-la à cerimônia como bem entender, como chefe de Estado de um país anfitrião, mas naquele vergonhoso episódio envolvendo o Balogun. 

De toda forma, ela foi vencida pela Espanha com méritos e com direito a um papel ridículo mostrado pelo time argentino, que não demonstrou nada do futebol mostrado até antes da final e insistiu em fazer encenações e faltas desleais mesmo quando caíram na armadilha espanhola e não conseguiram jogar. O pior é a falta de espírito esportivo após o jogo terminar, provocando uma briga com os espanhois. A arbitragem também merece questionamentos, mostando novamente conivência com o anijogo, embora não fosse das piores. 

Depois de um gol de Nico Williams anulado de forma estranha no tempo normal, Ferran Torres marca o único gol válido da partida e comemora (Franck Fife/AFP)




Gianni Infantino e Donald Trump se preparam para entregar a taça ao time espanhol (Karl Pfaffenbach/Reuters)

Cubarsí (esq.) foi a revelação, como melhor jogador jovem, e Unai Simón (dir.) foi o melhor goleiro; em decisão questionada, Rodri foi escolhido como o melhor jogador (Divulgação/X)


O capitão Rodri ergue a taça de campeões (Reuters)


Lionel Messi chora por causa da derrota argentina e de ser sua (provável) última partida oficial pela Albiceleste (Divulgação/Instagram)


Mesmo assim, considerando toda a campanha, não há como desmerecer Messi, o maior jogador do nosos tempo. Responsável por todos os tíutlos conquistados pelo Barcelona, PSG, Inter Miami e, principalmente, pela Seleção Argentina, ele fará falta no cenário futebolístico. O time Albiceleste precisará se virar sem ele, após ganhar duas Copas América (2021 e 2024) e um título da Copa do Mundo (2022) dependendo de sua genialidade. 

Ele passará seu legado de alguma forma, e há rumores de haver um sucessor. Não pelo seu desempenho atual, mas pelo que ele ainda poderá vir a fazer, com base nas propagandas da Adidas e em uma foto onde ele dava banho num Yamal ainda bebê. O "sucessor" seria Lamine Yamal, o jovem astro do time espanhol (que nem foi lembrado na premiação de melhor jogador jovem, apesar dos seus 19 anos, poucos meses até mais jovem que Cubarsí apesar de estar na seleção titular há mais tempo). Yamal, que não é somento o "único negro numa seleção de brancos", pela sua ascendência africana e mestiça (pai marroquino e mãe guineense, imigrantes residentes na Catalunha), foi o grande destaque da Eurocopa 2024, vencida pelos espanhois. 

De acordo com a propaganda da Adidas, Messi, o seu mais ilustre patrocinado, é o "goat" (greatest of all time, uma sigla coincidente com o termo em inglês para "bode"), e Yamal, também patrocinado pela marca alemã, é um "goat" em formação, ou "kid", termo originalmente usado pelos britânicos para filhotes de capirnos. Isso gera várias interpretações, algumas de teor acusatório, devido ao aparente poder do futebol ser o "ópio do povo" no mundo inteiro e às discutíveis relações entre o futebol moderno e a maçonaria, sendo o bode incorretamente associado a esta organização por ser um símbolo de animal capaz de guardar segredos (e, para alguns, símbolo demoníaco). 

Há 19 anos, o jovem Messi deu banho no bebê Yamal numa campanha publicitária do jornal Sport (Oan Monfort/Divulgação)


Campanha publicitária da Adidas após Messi ganhar a Copa América e Yamal, a Eurocopa, em 2024. os dois são patrocinados pela poderosa marca, que também financia a FIFA (Divulgação/Adidas)


terça-feira, 14 de julho de 2026

No dia da Revolução, os franceses viram sonho do título ir para a guilhotina

Mais uma vez, uma postagem sobre a Copa do Mundo, e a equipe francesa, favorita ao título, foi jogar em pleno aniversário da data mais conhecida envolvendo o país, o dia da queda da Bastilha, ou o dia da Revolução de 1789. 

Foram enfrentar uma das poucas equipes a lhes dar boas dores de cabeça. O time espanhol os derrotou várias vezes recentemente, e os resultados na Eurocopa de 2024 e na Liga das Nações de 2025 ainda estão vivos na memória francesa. E, pela terceira vez, também numa semifinal, a Fúria dominou o jogo. De pênalti, Oyarzabal abriu o placar. Pedro Porro, no segundo tempo, definiu. Mbappé e Dembelé, a dupla mais temida da Copa, não conseguiu fazer a diferença. Muito menos Olise, que costuma desequilibrar as partidas, mas foi neutralizado pelo infame Cucurella. E os franceses passaram a ser chamados de "fregueses". Em pleno dia da Revolução. 

Yamal, o jogador mais badalado do time vermelho, não precisou nem brilhar (descontando aquele gol anulado), mas terá a chance na grande final, quando enfrentarão a Inglaterra ou a Argentina. 

A Seleção Espanhola consagrou-se como algoz dos franceses (Hannah McKey / Reuters)


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Voltemos à realidade

A Seleção Brasileira conheceu o debacle na Copa do Mundo. Saiu até antes do esperado, graças ao mau futebol, muito inferior ao esperado, diante de um Haaland decisivo, fazendo dois gols. Neymar só foi entrar no fim do jogo, tomou um cartão amarelo idiota por provocar o goleiro Nyland antes de converter um pênalti. A vergonha mundial consolidou-se com o apito final. O volante Casemiro, visto como o capitão de facto do grupo, irreconhecível na partida, chorou ao dar entrevista e fez a repórter Fernanda Gentil chorar também. Ele e vários outros jogadores, Neymar inclusive, encerram seu ciclo na Seleção, como a "nova geração perdida". Foi a pior participação do Brasil no torneio desde 1990, quando, na Itália, eles foram eliminados de forma humilhante por Caniggia, Maradona e os outros hermanos. Desde 2002 os torcedores esperavam por um título. E podem ainda ver o risco de "italianização", ou seja, o time começar a ter dificuldades crescentes para se classificar para novos torneios mundiais, até não conseguir mais, ou alguém que não entenda de futebol mas de guerra - de verdade - decidir os rumos do mundo. O técnico, aliás, já é italiano: Carlo Ancelotti. Ele ainda vai permanecer para cumprir contrato até 2030, isso se resolver rescindí-lo para não arriscar seu até então elogiável currículo como ex-comandante de times como Milan, PSG, Bayern de Munique e, principalmente, Real Madrid. 

Vini Jr. assumiu o papel de protagonista da Seleção, mas isso não foi o suficiente para impedir a eliminação precoce da Copa para os noruegueses (Matthew Childs/Reuters)


Mas agora parte do Brasil volta à realidade, porque muitos dos nossos compatriotas não saíram dela, ou nunca a conheceram. 

Flávio Bolsonaro foi até os Estados Unidos em meio às rusgas com Michelle Bolsonaro, pioradas por conta de opinião infeliz do aliado de Flávio, Paulo Figueiredo, a respeito do voto das mulheres, e também pela insistência de querer o apoio de Ciro Gomes no Ceará, por meio de Alcides Fernandes, pré-candidato ao Senado pelo Estado. O filho do Jair quer conversar para reverter o risco de "tarifaço" contra produtos brasileiros. Ele aproveita para defender duas pautas, uma boa e outra ruim. A boa é o PIX, criado no governo do pai dele, que se revelou um meio confiável e eficiente para transações bancárias, mas contestado pelas empresas administradoras de cartões de crédito, todas americanas. A ruim é propor um acordo de equiparação do álcool brasileiro de cana com o americano, feito a partir do milho, algo potencialmente lesivo aos nossos produtores. 

Isso dá uma certa munição para as bravatas do presidente Lula, que chama o "01" de "entreguista", mas nada faz de concreto para defender a soberania do Brasil como ele diz. 

Enquanto isso, pouco se falou das festividades dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, pela grande mídia brasileira, que preferiu destacar a "politização" do evento por Donald Trump, algo que todo político faz em qualquer lugar do mundo. A cobertura das cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques dos EUA e Israel em Teerã no dia 28 de fevereiro foi mais presente nos portais de notícias, assim como o anúncio do Hamas ter deixado, surpreendentemente, o governo de Gaza, para entregar ao Conselho da Paz criado pelo presidente americano, mas não fala em depor as armas, como quer o governo israelense. 

Ainda há assuntos também extensamente abordados e comentados, como o escândalo do banco Master, o envolvimento do filho de Lula no escândalo do INSS, a guerra sem fim na Ucrânia. 


N. do A.: A Copa continua, com a eliminação de Portugal pela Espanha e a possível despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção Portuguesa, diante de mais um fracasso em lutar pelo título. E repercutiu muito mal a suspensão do cartão vermelho tomado pelo atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. A FIFA não convenceu na sua justificativa, após receber um telefonema do próprio presidente do país anfitrião, Donald Trump, criticando a expulsão e o juiz brasileiro que aplicou corretamente a pena, durante jogo com a Bósnia pelas 16ªs de finais. Isso gerou protestos irritados de jornalistas, esportistas e até do ex-dirigente Joseph Blatter. E Maurício Pochettino, técnico da equipe americana, agiu mal ao escalar Balogun para o jogo com a Bélgica. Essa polêmica teve como resultado a derrota dos americanos para os belgas em Seattle, eliminando o último dos representantes anfitriões desta Copa. Os canadenses perderam de Marrocos facilmente (3 a 0), em Houston, mas os mexicanos lutaram até o fim contra os ingleses. no Azteca (Ciudad de México), perdendo de 3 a 2. 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Brasileiros se destacam (ou decepcionam) em outros esportes

 A Copa do Mundo pode até monopolizar a atenção de boa parte dos veículos de imprensa, mas no domingo houve competições importantes em outros esportes. 

Comecemos por João Fonseca, que tentou, junto com o alemão Daniel Altmaier, o título do Terra Wortmann de Halle (ATP 500). Perderam dos franceses Theo Arribagé e Albano Olivetti, por 2 sets a 0 (7/6 e 6/4). Eles haviam conseguido uma rara chance de voltarem ao torneio, após desistência do australiano Nick Kyrgios na chave de duplas. Conseguiram uma vitória suada contra o americano Ben Shelton e o italiano Flavio Cobolli por 2 sets a 1, na semifinal. Mas na final os franceses atuaram melhor, perdendo menos pontos nos games de serviço. 

Rayssa Leal também competiu, no skate, pelo Mundial de Roma. Recuperada de lesão, ela sentiu ainda a falta de ritmo e terminou em quinto lugar. 

Hugo Calderano, no tênis de mesa, disputou a final do WTT Star Contender em Ljubljana, na Eslovênia, com o japonês Shunsuke Togami em jogo eletrizante, mas perdeu por 4 sets a 3, parciais de 7/11. 12/10, 11/8, 4/11, 11/5, 7/11 e 11/7. Atualmente, o brasileiro é o oitavo no ranking da ITTF. 

Por outro lado, Rebeca Andrade não decepcionou e ganhou o ouro no individual do Pan de Ginástica Artística no Rio de Janeiro. Após ficar no topo do pódio, surgiram rumores de um affair com outra mulher, negados pela ginasta. 

Outra a brilhar foi a pugilista Bia Ferreira, campeã dos 65 kg no Mundial da China ao derrotar, por pontos, a inglesa Sacha Hickey. 

A baiana Bia Ferreira ficou dois anos afastada do esporte antes de voltar a brilhar no Mundial de Boxe na China (Divulgação/X/Piu Esportes)


N. do A.: Na Copa, Messi, Mbappé e Haaland brilharam no mesmo dia, fazendo gols nas vitórias de suas equipes. O "extraterrestre" fez os dois gols contra a Áustria, e classificou a Argentina. Já o "Donatello" (das Tartarugas Ninjas) também fez o mesmo número de gols para infelicidade do time iraquiano, que perdeu por 3 a 0 e está eliminado, enquanto os franceses avançam. O "Cometa" (pelo seu nome parecido com Halley) não deixou por menos, em forte disputa com os senegaleses, que venderam caro a derrota (3 a 2) e podem também se classificar, entre os melhores terceiros colocados nesta fase de grupos. Os noruegueses também avançam para o "mata-mata". 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A Copa caminhará para um fracasso histórico

 A Copa 2026 na América será o maior desastre esportivo da década, tirando, logicamente, os tais "Jogos Aprimorados" em Las Vegas, neste mesmo ano. 

Terá repercussão morna, certamente ofuscada pelas guerras em curso, no Irã e na Ucrânia. Aliás, espera-se que não haja interferência direta entre esses eventos. Caso contrário, não teremos mais Copas (e nem Olimpíadas, nem qualquer outro evento esportivo). 

Já havia a tendência ao desinteresse pela Copa, vista agora sem tanta inocência. Há menos interesse no futebol, principalmente por causa dos sucessivos escândalos envolvendo principalmente os dirigentes, mas também os árbitros, os jogadores e os técnicos, e do escancarado interesse financeiro suplantando o espírito esportivo. 

Para a população, em sua maioria sem condições de custear um ingresso, o torneio não vai melhorar a vida de ninguém. Antes, até funcionava como uma distração para esquecer os problemas. Agora, não se sentem representados pelos seus jogadores, cada vez mais bem pagos pelos seus clubes, favorecendo o comportamento deslumbrado e distante de suas origens. Por aqui, há o agravante do desempenho desses jogadores ficar aquém do demonstrado pelos antigos craques do passado, responsáveis pelas conquistas dos títulos mundiais. 

Existem coisas mais sérias para despertar a atenção do público. Além das guerras citadas acima, existem os conflitos armados na África, as crises imigratórias, o temor do extremismo político e religioso, a violência, o colapso dos valores tradicionais e das instituições. Estamos mais preocupados em não levar um tiro ou uma bomba destruir nosso bairro ou vila, e menos com o Messi, o Cristiano Ronaldo ou o Neymar (muitos passarão a rir disto) serem os responsáveis pela eliminação do time que representa nosso país. 

O desinteresse do torcedor pela Seleção não é um caso isolado: para muitos povos, suas equipes nacionais não são consideradas representantes deles (Jefferson Bernardes/Shutterstock)

A Fifa esperava vender muito mais ingressos para as partidas, a serem feitas em território dos países da América do Norte, e principalmente nos Estados Unidos, mas os preços da aquisição (e também os anexos, como comidas e bebidas) e a logística não favorecem os deslocamentos até os estádios. 

E tudo poderá se tornar uma catástrofe caso houver algum ato terrorista mesmo longe das cidades-sede da Copa. Será um escândalo de proporções nunca vistas, além de causar pânico coletivo e o foco da grande mídia na tragédia, e não no esporte. Espera-se que não haja nada neste sentido, mas a possibilidade existe, e é considerável. Estamos num mundo convulsionado, e não podemos imaginar o segundo maior evento esportivo do mundo (o primeiro é representado pelos Jogos Olímpicos de Verão) como uma fuga para um universo fantástico, onde os conflitos se dão por uma disputa de bola. 

sábado, 6 de junho de 2026

Houve amistoso hoje?

Este blog já esteve mais interessado nos jogos da Seleção, como uma boa parte dos brasileiros. 

E, atualmente, está mais interessado em notícias que realmente façam sentido para o Brasil. Mesmo de forma negativa, como o evento Gilmarpalooza em Lisboa, as bravatas de Lula direcionadas a Donald Trump ou mais uma tentativa de assassinar o Hino Nacional no último amistoso da Seleção contra os "temiveis" e temerosos, muito mais temerosos do que temiveis, panamenhos. A autoria é atribuída a Alcione, uma grande sambista mas não muito chegada a fazer essas coisas chatas, como cantar hinos, e também a Belo, o mesmo cantor pagodeiro e amigo de traficantes, alvos de interesse dos americanos desde antes do anúncio do decreto de Trump e Rubio. Os dois desafinaram, erraram a letra e não sincronizaram as vozes. Tudo isso com a complacência da CBF, responsável por contratar a dupla.

Endrick comemorou o gol da vitória magra sobre o time de Salah (Rafael Ribeiro/CBF)

Ah, e a Seleção ganhou dos egípcios (o time de Salah e mais dez) hoje, mas não foi de goleada (2 a 1). Nada para se preocupar,  mas os que creem num vexame na Copa nao dormem mais tranquilos. Talvez nem liguem para a partida de hoje.


sábado, 30 de maio de 2026

Notícias de Budapeste não são muito boas para a Seleção

Em Budapeste, a grande final da UEFA Champions League entre Arsenal e PSG (não é muito usual ver uma final dessas; será um sinal do fim dos tempos?) terminou com um empate no tempo normal. O Arsenal abriu o placar no primeiro tempo com falha de Marquinhos (o zagueiro titular da Seleção e capitão do time francês) na defesa, resultando no gol do alemão Havertz. Seria um passo importante rumo ao inédito título continental dos Gunners. Porém, no segundo tempo, o francês Dembelé empatou para o PSG. 

Após uma prorrogação tensa, a partida foi para os pênaltis, e nas cobranças outro integrante da nossa Seleção se destacou. Negativamente. Gabriel Magalhães, do Arsenal, desperdiçou seu chute e, de destaque na partida, tornou-se o vilão da perda do título. Pela segunda vez, o PSG ergueu a orelhuda, mas lamentando a falha de seu capitão. 

O resultado foi marcado por dois erros importantes de dois membros da Seleção da CBF, que vão jogar daqui a duas semanas, contra os marroquinos, na estreia da Copa do Mundo na América do Norte. Pode não ser um sinal da vinda da grande tribulação para o mundo, mas a final da Champions League pode indicar uma tribulação pessoal dos canarinhos na grande festa do futebol, aumentando o jejum de título. Se alguém espera pelo hexa, vai precisar se preparar para sofrer. 

Marquinhos consola Gabriel Magalhães após perder a cobrança de pênalti e decidir o destino do Arsenal; os dois jogarão no mesmo lado daqui a duas semanas (Marvin Ibo Gengoer/Getty Images)


N. do A.: Foram duas postagens sobre assuntos esportivos. O tema volta a ser abordado na Copa. Nas próximas duas semanas, haverá espaço para outras pautas. 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Roland Garros volta às manchetes da mídia brasileira

Há quase 30 anos, um brasileiro virou notícia no mundo inteiro ao se tornar campeão em Roland Garros, Gustavo Kuerten, o Guga. Ele se tornou ídolo esportivo, numa época onde o Brasil estava se habituando a deixar de ser somente o "país do futebol". Guga passou a virada do século XX sendo o número 1 da ATP, e quando foi superado ainda conseguiu, em 2004, derrotar a sensação do tênis, e número 1 daquele ano, o suíço Roger Federer, também no mesmo torneio. 

João Fonseca está no caminho para ser considerado o sucessor de Guga. Ainda não é, mas ter derrotado o ex-número 1 da ATP, o sérvio Nowak Djokovic, indica fortemente essa tendência. Ele continua a ser um dos maiores tenistas do mundo, e passou 428 dias na liderança mundial, um recorde. Detém 24 títulos no Grand Slam. Para muitos, o maior tenista da História. 

Nos primeiros dois sets, parecia dar a lógica, e Djokovic, atual número 4 da ATP, mostrou a experiência de seus quase 40 anos, contra o jovem carioca com metade de sua idade. Fez duplo 6/4, não sem empenho do seu jovem rival. Fonseca manteve o ritmo, reagiu e levou a disputa para outros três sets: houve uma reação surpreendente no terceiro set, com três break points do sérvio quebrados e 6 sets a 3 para o brasileiro; no quarto set, um equilíbrio forte e não habitual entre um veterano e um rapazote saído da adolescência (7/5), e no tie-break o sérvio não facilitou e fez o seu papel de dar um "batismo de fogo" ao seu discípulo - Fonseca é fã confesso de Djoko - e o brasileiro mostrou o seu talento, fechando o jogo por 7/5. 

Djokovic (esq.) reconheceu a derrota após quase cinco horas de batalha (Dimitar Dilkoff/ATP)

É a primeira vitória de João contra um top 5, e uma das poucas derrotas de Djokovic após dominar os dois primeiros sets. No final, o mestre teve que reconhecer o resultado, perdendo para o seu fã de apenas 19 anos. 

Agora, Fonseca promete seguir o exemplo de Guga, e enfrentará o norueguês Casper Rudd nas oitavas-de-final, para mais uma batalha no saibro. 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Coisas para aguardar o resultado (e desfrutar, ou se arrepender)

Algumas decisões foram tomadas nestes últimos dias e para a população só resta aguardar quando elas passem a valer ou quando o resultado desejado (ou não) vier. 

1. A devolução de R$ 5,5 bilhões da Aneel para as contas de luz do Norte, Nordeste, Mato Grosso e partes de Minas Gerais e Espírito Santo. 

2. O fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para os juízes, decidido pela Primeira Turma do STF. 

3. O impacto das medidas do governo visando as eleições deste ano, como a isenção ou redução de tributos (PIS e Cofins) para os combustíveis...

4. ... ou o fim da jornada 6x1, aprovada pela Comissão da Câmara. 

5. A convocação de Neymar para a Seleção (essa, de longe, vai ter o menor impacto na vida do povo). 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Novamente, o noticiário

Se depender das notícias divulgadas nos jornais e portais da Internet, estamos próximos do Juízo Final pregado pelas Escrituras. Não é só devido à retomada dos conflitos na região do Estreito de Ormuz, com os Estados Unidos se preparando para iniciar a nova fase, chamada de "Projeto Liberdade", prometendo proteger os navios cargueiros durante a travessia do Estreito, tomado pelas forças da Guarda Revolucionária. Caso estas atacarem algum navio americano, este será o pretexto perfeito para uma incursão violenta, talvez até com invasão do país até então dominado pelos aiatolás. 

Donald Trump anunciou o "Projeto Liberdade (Project Freedom)" no último domingo, para substituir a "Operação Fúria Épica" (do canal LiveNOW from Fox) 


Há muitas más notícias, capazes de causar apreensão nas pessoas mais impassíveis e fleumáticas, acostumadas a se informarem pela grande mídia. 

Vou comentar sobre o trágico acidente em Belo Horizonte, onde um monomotor com cinco ocupantes colidiu com um prédio, e três morreram. Entre eles, o empresário Leonardo Berganholi, que não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Seu irmão Arthur, que também estava na aeronave, acabou parando dentro da escadaria do prédio, e resgatado. Ele está internado em estado grave. Não houve feridos entre os moradores do prédio. 

Também está em curso a guerra na Ucrânia, com a promessa de um cessar-fogo iminente. Mas nos últimos dias um brasileiro de Feira de Santana (Bahia) que lutava junto aos ucranianos foi morto por um drone russo. Dias antes, outro brasileiro, morador de São Mateus (Espírito Santo) também foi abatido nas mesmas circunstâncias. 

Outras notícias são também exasperantes, como a suposta agressão de Neymar em Robinho Jr., que ameaça deixar o clube, e um assassinato na Índia por causa de um bolo na cara do aniversariante, que se enfureceu e matou três dos envolvidos na brincadeira. Ainda há as atuações do crime organizado no Brasil, mesmo com a ameaça do governo americano, que considera esses grupos como terroristas. Não se pode esquecer do hediondo caso de estupro de dois meninos por quatro adolescentes e um adulto por aqui em São Paulo (este caso tem muita repercussão, e eu me recuso a comentar sobre esta abominação). 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Ninguém fala da Copa do Mundo. E agora?

 a) Quem liga para essa porcaria de evento? (Respondendo pergunta com outra pergunta. Ai, ai!) Temos que nos preocupar com coisas mais importantes, como as eleições. Vamos botar esses ladrões para correr! Fora, Lula! Fora, PT! Fora, STF! 

b) Calma, gente! Apesar de ter meio time contundido, como o Estevão e o Eder Militão, o Brasil segue favorito e vai ser hexa! Sou brasileiro, com muito orgulho! Eu acredito! Eba!

c) Vai haver Copa? (De novo isso?) Pelo jeito vai é haver uma escalada na guerra do Irã e os terroristas vão lançar bombas nos Estados Unidos, e se bobear nos outros dois países-sede, o México e o Canadá. Vai ser uma tragédia, eu prevejo! E não, não sei quais os números da Mega Sena acumulada!

d) Não estou interessado em Copa! Eu prefiro acompanhar a temporada de tênis. Hoje tem o Aberto de Madrid e o João Fonseca já ganhou por W.O. porque o Marin Cillic desistiu de enfrentá-lo. Vai, João! Arrase o Rafael Jodar na próxima rodada!

e) E agora você vai ter que se arrepender! Já cansei de avisar! JESUS ESTÁ VINDO!!! OS ÍMPIOS SERÃO JOGADOS NO LAGO DE FOGO! FUTEBOL É ARMA DO ANTICRISTO PARA HIPNOTIZAR OS INCAUTOS! ACORDEM ENQUANTO É TEMPO!!!

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Notícias inesperadas (mas obviamente aconteceriam)

1. Oscar Schmidt, o maior jogador do basquete brasileiro, faleceu aos 68 anos, derrubado pelos seus problemas de saúde que o atormentaram há anos. A notícia pegou muita gente de surpresa, por ser um ex-atleta relativamente jovem, e por ser tão querido, um dos maiores ídolos do esporte, consagrado no mundo inteiro. Mas para seus familiares e amigos, o sofrimento do "Mão Santa" acabou. 

Oscar Schmidt (1958-2026) consagrou-se em partidas como o Pan de Indianápolis, fazendo os brasileiros vencerem os americanos em 1987 (David Madison/Getty Images)

2. Senadores resolveram falar grosso com o STF, cansados de tantos desmandos em nome da preservação da democracia. O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, pediu inquérito contra os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, acusados de estarem envolvidos com o Banco Master. Houve protestos e ameaças por parte dos ilustres togados, mas um dia a atuação do Judiciário como Moderador precisava ouvir um basta. 

3. O regime iraniano, ou as sobras dele, anunciaram a liberação do estreito de Ormuz, e testemunhas confirmaram que a situação por lá está melhor, com navios atravessando sem serem atacados. Muitos achavam que o bloqueio iria perdurar por muito mais tempo, mas a Guarda Revolucionária, o poder efetivo dentro do país, está arruinada por causa dos ataques à infraestrutura, energia e instalações militares, e mesmo com suas bravatas e exigências, sabe que não pode enfrentar ao mesmo tempo as forças dos Estados Unidos e de Israel. 

4. Outro assunto totalmente a ver com a guerra no Irã é o desaparecimento inesperado, e as mortes misteriosas de físicos de grande renome nos Estados Unidos, ligados a segredos tecnológicos envolvendo energia e armas nucleares. O presidente americano Donald Trump disse que mandará investigar. E há os suspeitos de sempre: terroristas, corporações inimigas da paz e os governos considerados inimigos (China e Rússia). Sumiço e morte de cientistas é algo preocupante e geralmente ocorre em momentos de conflito, velado ou declarado. Uma das vítimas, Nuno Loureiro, de origem portuguesa, gerou ampla repercussão. 

5. Por aqui, o preço dos derivados do leite está assustando os consumidores, embora o produto in natura ainda esteja relativamente acessível. A indústria em geral está sofrendo com o aumento dos impostos e do maquinário necessário para a fabricação, além da energia, por conta da crise envolvendo o Irã e dos problemas crônicos para gerar e distribuir eletricidade e petróleo. 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Ele morreu!

Não é mais uma celebridade a morrer, e tem a ver com a CBF. E não, não é exatamente sobre o futebol, que está mais para alguém com fortes e permanentes sequelas, mas ainda está vivo. Meio morto-vivo, como mostra o amistoso contra a seleção francesa, diga-se. E nem Neymar, mais uma vez ausente, será capaz de tirar o futebol da Seleção da condição "zumbificada". 

Bremer fez o gol brasileiro na derrota por 2 a 1 para os franceses (Reprodução/Jogada 10)


Quem morreu, então? A ideia de batizar o uniforme da Seleção como "Brasa". 

O próprio presidente da CBF, Samir Xaud, vetou o uso da marca proposto pela Nike, diante da má repercussão e péssimo marketing feito pela fornecedora americana. Isso indica que o assunto está destinado a ser morto e enterrado. Assim como a chance da Seleção ser hexa na Copa do Mundo deste ano, mas aí já é outro assunto, não sendo problema da Nike, e sim de Carlo Ancelotti e do elenco. 

terça-feira, 17 de março de 2026

Breves de uma semana explosiva

1. Os caminhoneiros ameaçam paralisar o país se o governo não deter o aumento no preço do diesel, algo considerado inevitável se o preço do petróleo continuar a subir. Agora, o barril custa US$ 103. Isso faz voltar o fantasma da grande paralisação em 2018, causadora de muitos transtornos. 

Veremos isso novamente? (Reuters)

2. A causa imediata é a guerra no Oriente Médio, ainda muito longe de parar. O que resta do governo iraniano ainda mantém fechado o estreito de Ormuz, enquanto o considerado "braço direito" de Ali Khamenei, Ali Larijani, chefe da segurança do governo xiita, foi abatido num ataque de forças israelenses. 

3. A Yoki vai mudar de mãos novamente. Antes uma empresa nacional consolidada, passou para a General Mills após o terrível caso Marcos Matsunaga, e agora a empresa americana vende a marca e também a Kitano, outra ex-empresa de alimentos independente, para a 3Corações, marca cujo controle é parcialmente brasileiro, dividido com a Strauss B.V., empresa israelense, para desgosto dos antissemitas e de quem vê a guerra contra o Irã um ato de agressão. 

4. Para não variar, o Real Madrid está fazendo outra campanha sólida na Champions League, despachando o Manchester City com duas vitórias nas oitavas-de-final. A última foi no Etihad Stadium por 2 a 1, com direito a provocação da torcida local contra Vini Jr. relembrando a Bola de Ouro de Rodri, jogador dos citizens. Sempre disposto a não aceitar desaforo, o brasileiro fez o primeiro gol e comemorou com gesto de silêncio. 

5. Vini Jr. certamente jogará, mas muitos comentaristas ainda acreditam na convocação de Neymar, mesmo com uma fase bem longe do convincente. Ancelotti não se deixou dobrar pela pressão, e outros comentaristas, mais ponderados, aplaudem a postura do técnico da Seleção Brasileira. 

6. Para boa parte dos brasileiros, o futebol já não interessa. Quer saber qual será a próxima decisão de Alexandre de Moraes, e como estão as investigações sobre o Banco Master, no qual o ministro é acusado de estar envolvido até a careca. Flávio Bolsonaro diz ter conversado com ele para pedir a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, cujo estado de saúde é preocupante. Enquanto isso, o ex-presidente Michel Temer defende a atuação de Moraes no STF, assim como sua decisão de tê-lo indicado durante seu mandato, em 2017.

7. E o Lulinha? Vai depor mesmo no inquérito que apura os desvios bilionários no INSS?

terça-feira, 10 de março de 2026

Cristian Ribera faz história nas Paralimpíadas de Inverno

Sem as polêmicas envolvendo a delegação norueguesa e Lucas Pinheiro Braaken nas Olimpíadas de Inverno, o rondoniense Cristian Ribera conquistou a prata na modalidade cross county modalidade sitting (sentado, com movimentos limitados nas pernas). Ele conseguiu completar o percurso em 2min29s06, sete décimos atrás do campeão, o chinês Liu Zixu. 

Cristian Ribera iniciou sua carreira esportiva no skate aos 4 anos para ajudar na mobilidade, limitada desde o nascimento (Alessandra Cabral/CPB)

Também é a primeira medalha paralímpica de um atleta brasileiro nos Jogos de Inverno. 

Não é o primeiro prêmio conquistado pelo jovem de 23 anos nascido num Estado onde faz calor o ano todo, Rondônia. Ele conquistou a prata no Mundial de Lillehammer em 2021. Ainda bebê, e já causando preocupações nos pais por sua falta de mobilidade nas pernas, ele se mudou para Jundiaí, e iniciou seu contato com o skate aos 4 anos. A sua habilidade nas manobras, mesmo com suas limitações físicas, o ajudou na carreira como esquiador. 

É uma notícia para alegrar o brasileiro, sofrendo com tantos escândalos políticos e as consequências de uma guerra capaz de fazer o preço do petróleo enlouquecer. Estava próximo dos US$ 120, caiu para menos de US$ 90 quando Trump disse que a guerra estava "ganha" e depois voltou a subir, quando os mercados logo notaram que o otimismo do presidente americano contrasta com a realidade da guerra e a intensidade dos bombardeios.. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Plantão do Assuntos 1000 - A notícia mais inesperada do Carnaval

 A notícia mais inesperada do Carnaval não é o desmonte de algum boneco de Olinda ou a fantasia da rainha de bateria de alguma escola de samba se desmanchar. Está fora das ruas, do Sambódromo, dos salões dos bailes. Fora do mundo do Carnaval. 

Está no mundo do esporte, na Itália. 

A última postagem mostrou o conflito entre dois representantes desses mundos, quando o Atlético-MG, o Galo, foi aos tribunais contra o uso do "Galo Folia" pelo Galo da Madrugada. Mas neste caso não houve conflito. Apenas uma disputa pela audiência. 

Lucas Pinheiro Braathen disputou a prova de slalom gigante no esqui na neve e completou duas descidas, levando 1min11s na primeira e 1min14s na segunda tentativa, somando 2min25s. Com isso, ele conseguiu ficar à frente dos adversários, incluindo o suíço Marco Odermatt, campeão da prova em 2022. O brasileiro nascido em Oslo, na Noruega, ganhou a primeira medalha na história dos Jogos de Inverno. De ouro. 

É também a primeira medalha conquistada por um sul-americano. 

Lucas possui vasta experiência no esqui, passando a sua vida na Europa e chegando a integrar a delegação norueguesa em 2022, mas depois de anunciar aposentadoria, resolveu voltar, integrando a equipe brasileira em 2024. Na abertura dos Jogos de Inverno, ele foi o porta-bandeira. 

Ele já havia vencido algumas disputas na Copa do Mundo de esqui, mas não chegou a se destacar nos Campeonatos Mundiais. Por isso, mesmo entre os fãs do esporte ou aqueles que acompanhavam a trajetória de Pinheiro Braathen, houve expectativa. E o resultado foi além do esperado. 


Para a maioria dos brasileiros, não tão familiarizada com os Jogos de Inverno, a inédita medalha de ouro foi algo inesperado, e os portais de notícias colocaram a vitória olímpica em destaque.