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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Aos trancos e barrancos, o Brasil se prepara para os Jogos

O Rio de Janeiro está se preparando para o grande evento do mês, apesar de toda a repercussão negativa gerada pela desorganização, explorada pela mídia como se os Jogos fossem na República do Bananistão. 

Fizeram questão de divulgar o descontentamento dos chineses, insatisfeitos com seus alojamentos na Vila Olímpica, o atropelamento de um ciclista coreano, o pânico no Parque Aquático por causa de uma mochila, os roubos e furtos que já estão vitimando alguns atletas. 

Problemas assim ofuscam o destaque dado a quem irá participar do grande evento, como Rafael Nadal, Nowak Djokovic, Michael Phelps, Usain Bolt, Shelly-Ann Frazer-Pryce, Simone Biles, Florent Manaudou, Zhu Ting e, naturalmente, nossos atletas mais destacados: Arthur Zanetti, Sarah Menezes e as equipes de vôlei e futebol, incluindo nesta última o mais polêmico de todos - Neymar. E outras notícias relacionadas, sobre quem irá acender a pira olímpica - provavelmente Pelé - precisam também disputar atenção com os problemas.

Quanto ao ilustre prefeito Eduardo Paes, ele faz mais um "grande" ato, ao lado de outras demonstrações de grandeza como líder da cidade olímpica: decretou feriado na quinta-feira, quando a tocha chegará ao Rio. Já existem outros três: na sexta (naturalmente, devido à cerimônia de abertura), no dia 18, durante as provas de triatlo (o que é estranho), e no dia 22 - e não no dia 21, quando as Olimpíadas se encerram.


N. do A.: Os prós e os contras desta (des)preparação foram passados em segundo plano com o anúncio, feito por Renan Calheiros, da antecipação da etapa que encerra o processo de impeachment, para acabar com a agonia de Dilma Rousseff. Será no dia 25 de agosto, e não mais no dia 29, para minimizar o risco de tudo isso terminar só no mês que vem. Enquanto isso, o relator Antônio Anastasia recomendou a cassação, acusando a presidente afastada de afrontar a Constituição por repasses ao Banco do Brasil e mascarar as contas do governo, à revelia do Congresso (leia o relatório clicando AQUI).

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Não parece que estamos a uma semana das Olimpíadas

Tirando uma ou outra notícia, mais relacionada à (des)organização dos Jogos, aos problemas de atletas que não poderão vir (como Anderson Varejão, da Seleção de basquete), à Seleção Olímpica de futebol e seu maior jogador (Neymar) e aos problemas de infra-estrutura, o que se lê na imprensa, a uma semana do maior evento esportivo do mundo no Rio?

- Assuntos do futebol, principalmente o mercado da bola: Gabriel Jesus e Gabigol estão bem perto de saírem do Brasil e irem para a Europa; o palmeirense negocia com o time de Guardiola, o Manchester City, enquanto o santista, salvo algum imprevisto, irá para a Juventus, da Itália. 

- Os tradicionais podres vindo do mundo da política, principalmente a notícia do Lula ter se tornado réu por obstruir a Justiça e comprar o silêncio de Nestor Cerveró (um dos condenados pelo Petrolão), juntamente com José Carlos Bumlai (o "amigo" do ex-presidente), o banqueiro André Esteves e o senador cassado Delcídio do Amaral. 

- Por falar em Lula, a queixa dele à ONU acusando Sérgio Moro de "atentar contra os direitos humanos" parece indicar que o criador está se tornando como a criatura: insana e perturbada. Mas não é o caso: ele quer só ganhar tempo, pois as Nações Unidas têm problemas mais importantes. 

- Um dos problemas é a escalada de violência cometida pelo Daesh, o Estado Islâmico, que continua a ganhar espaço nos portais e nos jornais, além da violência desenfreada na Síria, onde um bombardeio matou médicos e visitantes de uma maternidade. 

- Felizmente, temos ainda notícias mais amenas, como a visita do papa Francisco à Polônia; depois do susto em Cracóvia, ele foi visitar uma das chagas incuráveis da nossa humanidade: o complexo desativado de Auschwitz, símbolo do terror nazista. 

- Outro fato que chama bastante a atenção é a campanha presidencial americana, com acusações pesadas: Trump é visto como xenófobo e Hillary Clinton é acusada de corrupção. 

- Temos também notícias sobre celebridades, curiosidades, a vacina contra a dengue (cujo preço pode ter o mesmo efeito da variante hemorrágica: R$ 900,00 em três doses) e outros assuntos bem diferentes das Olimpíadas. Parece que o espírito dos Jogos só vai despontar em cima da hora, para ser otimista.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Mais acidentes de percurso nas Olimpíadas

Desistências de atletas, suspensão de todos os membros do atletismo russo, medo da zika e da violência no Rio, obras mal-feitas ou inacabadas...

... e agora tiveram ontem a brilhante ideia de fazer uma cerimônia pública da tocha olímpica em Manaus, acompanhada de uma onça em cativeiro pertencente ao Exército, que se estressou com a exposição e mesmo sedada, tentou utilizar suas garras contra um soldado - e acabou sendo morta. Por ser um animal em perigo de extinção, e fonte de inspiração para a mascote da delegação brasileira no evento, a tragédia repercutiu muito mal no exterior. Havia outro felino da mesma espécie que também participou, este sim de forma oficial: uma onça macho chamada Simba.

Foto da onça Juma com um soldado, divulgada pelo Portal do Holanda. Este blog não vai mostrar a felina junto da tocha, como muitos sites fizeram. 

Depois de tudo isso, só falta algum país querer boicotar os Jogos. Ainda dá tempo para fazer isso. Esta Olimpíada acabaria lembrando as edições de 1976, 1980 e 1984, arruinadas pelos conflitos políticos que se sobrepuseram ao espírito esportivo. Só falta um ato terrorista durante as competições, para igualar 1972. Daí, não haveria mais dúvidas quando perguntarem se a Rio-16 é uma boa ideia ou não.

Por enquanto, é melhor aguardar e não fazer especulações.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Teremos sucesso na Olimpíada?

Devido à horrenda situação financeira no Rio de Janeiro, o governador interino Francisco Dornelles decretou estado de calamidade pública. A medida serve para forçar o governo federal a liberar mais verbas, enquanto medidas excepcionais serão tomadas, inclusive restringindo alguns direitos. Isto é consequência da desastrosa administração do Estado ao longo dos anos, e o decreto mostra o nível de deterioração. Não se tem dinheiro para nada, ainda mais para as Olimpíadas. 

Nossos atletas estão se preparando de acordo com as possibilidades, e de forma bem discreta, devido à falta de repercussão na mídia, cuja atenção está voltada para a infindável crise política, eventos do futebol como a Eurocopa e, em grau bem menor, a Copa América, e também à crise na Seleção da CBF, parcialmente resolvida com a nomeação de Tite, o ex-técnico do Corinthians. Por um lado, isso favorece a concentração dos esportistas que irão participar do maior evento esportivo do mundo, mas por outro os torcedores acabam lidando mais com conjecturas do que com fatos. Como os atletas brasileiros vão atuar nos Jogos?

Enquanto isso, devido ao escândalo do doping, o conselho da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) resolveu suspender toda a delegação russa por negligência. Isso atingiu inclusive esportistas não acusados, como a medalhista de ouro Yelena Isinbayeva, do salto com vara, que ameaçou denunciar a IAAF por suposta violação aos direitos humanos. Não está descartada a possibilidade do Kremlin decretar boicote à Rio-16 como retaliação à medida contra os atletas russos, proibindo até os competidores de outras modalidades (como o vôlei) de atuarem. 

Continua, também, a polêmica acerca da zika e seus temidos efeitos neurológicos, inclusive a microcefalia em fetos. Ainda falam em suspensão dos Jogos, mas tanto o COB quanto o COI não querem nem ouvir falar nisso. Muito menos os organizadores e os torcedores. 

Devido a todos esses problemas, haverá espaço para o sucesso da Rio-16?

quarta-feira, 1 de junho de 2016

E as Olimpíadas?

Não se falam dos Jogos Olímpicos com o merecido destaque. Estamos a apenas dois meses do evento!

Fala-se muito mais da Copa América Centenário - um evento de futebol, onde o Brasil está desacreditado irremediavelmente - o que é natural pois irá começar nesta semana. Agora o assunto é a convocação do Paulo Henrique Ganso, do São Paulo, em caráter de emergência, pois o veterano Kaká está contundido. No entanto, fala-se também muito de outros aspectos deste esporte, inclusive dos atletas que jogam no exterior, como Daniel Alves, que vai deixar o Barcelona, e Alexandre Pato, questionado no Chelsea e bastante próximo de ter de voltar ao Brasil após apenas seis meses na Europa. Sem falar nos preparativos para a Eurocopa e os jogos do Campeonato Brasileiro. No espaço esportivo, é difícil encontrar alguma coisa diferente do esporte que já foi a paixão nacional.

Tirando isso, temos a corrupção, os grampos, o infeliz aumento para o funcionalismo e para os membros do Supremo Tribunal Federal (são R$ 58 bilhões a mais, para uma economia que sofre com um rombo de R$ 170 bilhões). Temos também a expectativa da delação do Marcelo Odebrecht, enquanto aquela feita por Léo Pinheiro, da OAS, está gerando confusão, pois ele mudou a versão do envolvimento do ex-presidente Lula com o sítio em Atibaia e o triplex no Guarujá. Enquanto isso, a defesa de Dilma usa os grampos de Sérgio Machado como base, como se isso adiantasse para reverter o processo de impeachment. Isso sem falar do Eduardo Cunha, que está mais perto de ser enxotado do cargo de presidente da Câmara definitivamente. 

No cenário internacional, tivemos mais um tiroteio nos Estados Unidos, e logo onde a Seleção iria treinar, na conceituada universidade UCLA, na Califórnia; a condenação do infame Francesco Schettino a 16 anos de cadeia por abandonar o navio Costa Concórdia enquanto 32 pessoas morriam; a resistência de Nicolás Maduro em fazer o referendo para decidir o futuro de seu governo na Venezuela, desejado pela oposição, pela OEA e, o mais importante, a maioria da população; e o caso do menino abandonado numa floresta do norte do Japão e que mobiliza até o Exército para tentar achá-lo.

Os assuntos mais lembrados, além destes, são:

- a gritaria em torno do estupro coletivo, onde a questão desse tipo abominável de violência ficou relativizada diante do uso político e ideológico do assunto; 

- nas colunas de fofocas, o morno impacto do "remake" da novela Sassaricando, sucesso dos anos 1980 (olha a oitentolatria...), com o nome de Haja Coração;

- os testes com a fosfoetanolamina, que estão decepcionando por não mostrarem a eficiência esperada contra um dos vários tipos de câncer, o melanoma, além de falhar em testes com roedores.

Está duro de encontrar até mesmo notícias sobre as obras das Olimpíadas. Sobre os preparativos de nossos atletas, é preciso pesquisar, porque não vai encontrar facilmente nos portais.

Parece que a mídia só vai destacar o evento em cima da hora, no dia 5 de agosto.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Começa a trajetória da tocha no Brasil - e termina a do Bayern na Champions League

Enquanto no mundo político a Procuradoria-Geral da República, amparada pelas denúncias de Delcídio do Amaral, denunciava Eduardo Cunha, Aécio Neves e, the last but not the least, o ex-presidente Lula, no mundo esportivo ocorreram dois fatos importantes. 

O primeiro foi a Tocha Olímpica chegando em Brasília, com a participação de vários atletas e outras personalidades no revezamento, durante o percurso, entre os quais Fabiana e Paula Pequeno (as duas da Seleção Brasileira de Vôlei, que tanto nos deu alegrias nas últimas duas Olimpíadas), Gabriel Medina e Vanderlei Cordeiro de Lima, além do matemático Artur Ávila. Outros nomes participaram também, mas fora de Brasília, como Joaquim Cruz e Thiago Pereira, em Taguatinga. 

Dilma acende a Tocha e Fabiana, capitã da Seleção de Vôlei, se prepara para recebê-la (André Coelho/O Globo)

Alguns manifestantes contra o impeachment tentavam interferir na cerimônia, mas foram afastados pela segurança. E, tentando mostrar que ainda é a presidente, Dilma compareceu à cerimônia, acendendo a tocha pela primeira vez em solo brasileiro, de acordo com o protocolo. Foi o mundo político interagindo com o do esporte.

Já o segundo fato envolve o futebol europeu, mais precisamente a Liga dos Campeões da UEFA (outra entidade fortemente influenciada pela baixa política de seus dirigentes). O temível Bayern de Munique pressionou o quanto podia o Atlético de Madrid no Allianz Arena, conseguiu ganhar, mas foi eliminado. Fez 2 a 1, quando poderia ter feito mais um, graças ao pênalti desperdiçado por Thomas Müller, o astro do time e da Seleção responsável pelo 8/7 no Mineirão. Como o Atlético de Madrid havia ganho por 1 a 0, o gol feito por Griezmann foi o suficiente para classificar os espanhóis, rumo ao título inédito. Poderia ter feito mais um gol para humilhar ainda mais os Golias alemães, mas Fernando Torres também desperdiçou um pênalti, este considerado irregular. Mas isso não tira o mérito dos colchoneros. Simeone mostra seu talento em comandar um elenco bem mais limitado do que o do rival - Fernando Torres e Griezmann são os únicos astros do time - e montar um esquema de jogo eficiente, priorizando a defesa. 

Xabi Alonso, do Bayern, desolado com a eliminação na Champions League (Getty Images)

Todo o elenco do Bayern sentiu o golpe, mas quem mais deve lamentar é Pepe Guardiola, um dos maiores treinadores de futebol do nosso tempo, que ficou à frente de um dos melhores times do mundo por três anos e acumulou fracassos, sempre vendo seu time cair nas semifinais em 2014 (contra o Real), 2015 (diante do Barça) e, agora, em 2016. Curiosamente, nos três casos o time de Munique perdeu para os três grandes times da Espanha. Antes, ele havia comandado o Barça e ganhado a taça em 2009 e 2011. 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Faltam 100 dias para as Olimpíadas, mas o clima ainda não é de festa

A Tocha Olímpica foi entregue ao Comitê Organizador dos Jogos no Rio de Janeiro, em Atenas, faltando cem dias para a grande (?) festa esportiva, mas não desperta o mínimo de entusiasmo na cidade anfitriã. Em lugar algum deste planeta, por sinal. 

Poucos estão esperando um dos grandes símbolos das Olimpíadas para ser repassado de mão em mão e percorrer as diversas cidades do Brasil até a Cidade Maravilhosa (??), partindo de Brasília no próximo dia 3. São Paulo, tirando algumas cidades do Pontal do Paranapanema que receberão a tocha antes (27-28 de junho) será o penúltimo Estado a desfrutar desta honra, entre 16 e 27 de julho. Mas quem está ligando para isso?

Por aqui o clima é de ressaca após a grande batalha ganha pelos opositores da presidente Dilma, que já praticamente dá como certo o afastamento do cargo. O Senado já formou os membros da Comissão para autorizar (ou não) as votações pelo resto da Casa. Salvo alguma eventualidade muito forte, daquelas que poderiam acontecer numa "república de bananas", na Síria, no Iraque, no Paquistão ou no Afeganistão, mas não aqui, os membros da Comissão aprovarão por larga margem, e a maioria do Senado irá mandar Dilma, atualmente tensa e nervosa demais para gerir efetivamente o país, se acalmar fora do Planalto. 

Mas, voltando ao assunto das Olimpíadas, nada garante que elas não sejam um desastre, como acabou sendo em 1972, quando terroristas palestinos massacraram 19 atletas israelenses e colocaram a Alemanha e todo o resto do mundo em perigo. Algumas obras estão muito atrasadas, a segurança continua a não receber credibilidade diante dos riscos da criminalidade e do terror, as obras de despoluição da Baía de Guanabara são uma mentira mal contada e, para piorar, o desabamento da ciclovia Tim Maia causou mortes e foi acompanhado pelo mundo inteiro. 

Como é previsível, o Rio recebe críticas acerbas, e até certo ponto merecidas (a despeito de alimentar o vira-latismo tupiniquim, que se manifesta com força desde a Copa), da imprensa internacional. 

Uma delas pode ser lida AQUI, pelo portal Terra, com uma reportagem sobre a análise do jornal britânico The Guardian. 

O original, em inglês, pode ser lido AQUI. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Breves do feriadão

A pira olímpica foi acesa na Grécia hoje, e a tocha olímpica será conduzida até o Rio de Janeiro, local dos jogos mais contestados da história. 

É o mesmo local da ciclovia Tim Maia, inaugurada neste ano. A ressaca e as falhas de construção fizeram a via desabar e provocar duas mortes.

Por isso, o jornal The Guardian está achando que esta e outras obras da cidade estão minando (ainda mais) a credibilidade da cidade para sediar um evento esportivo tão importante.

Para César Cielo, tendo Olimpíadas ou não, ele não irá participar. Ele não está obtendo o mesmo desempenho de anos anteriores, e outros nadadores o superaram. Levarão o ouro? Quem sabe...

No dia de Tiradentes, Michel Temer é apontado como o Silvério dos Reis, embora esse papel, para muitos, seja mais adequado a Eduardo Cunha, o político mais odiado do país.

Dilma, logicamente, não tem o perfil de Tiradentes, embora pose de mártir. Para muitos, estaria mais para Maria I, a rainha louca de Portugal.

Por falar em loucuras, o astro do show biz americano Prince ficou marcado pelas esquisitices, além de ser um grande compositor e instrumentista. Este "louco" deixará saudade. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Fracasso na despoluição ameaça imagem do Rio

Milhões de reais foram gastos para a despoluição da Baía de Guanabara, que se transformou numa imensa poça de água mefítica, como o Rio Tietê na Grande São Paulo. O compromisso era deixar a Baía 80% menos poluída no ano que vem, uma meta bem ambiciosa. 

Depois de milhões de reais gastos no que o governo do Rio considera trabalho (ou no que a oposição e parte da opinião pública considera mera manobra para desviar NOSSO DINHEIRO), os resultados ainda estão bem longe da meta. 

É possível fazer alguma prova olímpica em um lugar com estas condições? (blog do Sidney Rezende)

Segundo a Agência Brasil, em reportagem feita no ano passado, as obras de despoluição vão levar pelo menos quinze anos para atingirem a meta. Ou seja, em 2029, quando ninguém falar mais em Olimpíada. 

Com o dinheiro investido, o governo do Estado do Rio poderia fazer ao menos alguns centros de coleta e tratamento de esgoto, para impedir que os dejetos acabem na Baía. Poderia tentar resolver os problemas urbanísticos, como as favelas e as ocupações irregulares, o que é bem mais difícil. 

A impressão é que não se fez nada. Parece uma empulhação para enganar o COI. Com as condições atuais da baía, somente suicidas e gente de coragem (ou estupidez) suficiente conseguirão encarar as provas de vela e canoagem nas Olimpíadas. 

Os riscos de alguém se acidentar ou se intoxicar são grandes, assim como é considerável a dificuldade de navegação com tantos detritos. 

Agora é tarde demais para remediar isso. As Olimpíadas serão no ano que vem, e o Rio vai sediá-las. A cidade, e todo o resto do Brasil, que sofra as consequências da presunção política e da crônica aversão ao planejamento, capazes de estragar a festa do maior evento esportivo feito no país. 


P.S.: lembremos que o governo do Estado de São Paulo também gastos bilhões inutilmente para despoluir os rios Tietê e Pinheiros e eles continuam a parecer imensas serpentes pestilenciais que enfeiam a cidade e são potenciais ameaças à saúde da população; isto é fruto do descaso secular com o saneamento básico neste país que parece infestado de porcos, ratos e urubus. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Rio se prepara para as Olimpíadas

Continuam os preparativos para as Olimpíadas, mas tudo ainda está atrasado, embora em grau menor do que na Copa. 

A pressão é grande, devido à experiência das obras no Mundial de futebol. Recentemente, o TCU apontou as falhas na construção das obras para o maior evento esportivo do mundo, como o velódromo, que ainda está nas fundações. Pelo menos existem algumas outras em fase bem mais adiantada, como as quadras de handebol. 

Já a Baía de Guanabara, necessária para as provas aquáticas, ainda está para ser saneada, apesar das intenções do governo do Estado do Rio, que promete despoluí-la em 80%. 

Enquanto isso, a imprensa está mais focada para a CBV, envolvida em escândalo de proporções nunca vistas na entidade, devido às acusações de desvio milionário de verba. O Banco do Brasil já desistiu de patrocinar o vôlei e a Liga Mundial do ano que vem, cuja final seria no Brasil, está ameaçada. Jogadores já estão se rebelando contra os atos da cartolagem. Teme-se um efeito fortemente negativo para este esporte nas Olimpíadas. 

Pelo menos há uma pequena boa notícia. Os nomes das mascotes olímpicas foram escolhidos, e serão mesmo Vinicius, para a mascote olímpica em forma de diversos animais, e Tom, a mascote paralímpica que representa a flora. É uma homenagem aos grandes nomes cariocas da MPB, Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Muito melhor do que os outros nomes, considerados ridículos (mas não a ponto de serem comparados com o Fuleco da Copa). 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Depois do Fuleco

Lançaram anteontem as mascotes dos Jogos de 2016. Dois bonequinhos até simpáticos, mas, essencialmente, versões infantis do monstro de Frankenstein. 

O primeiro boneco tem cabeça de gato, cauda de macaco e asas. Irá aparecer nos Jogos Olímpicos. O segundo é uma combinação de diversas plantas da flora brasileira, para representar os Jogos Paralímpicos.

Estes dois vão aparecer em 2016 (André Ferro/Rio 2016)

Existem três opções para batizar as criaturas: 

Oba e Eba (nomes muito bobos e com poucas chances de vencer)

Tiba Tuque e Esquindim (aposto que os nomes serão esses...)

Tom e Vinícius (uma maneira aparentemente justa de homenagear os autores da Garota de Ipanema, mas só aparentemente...)


Não faltam outras alternativas, sugeridas por usuários das redes sociais: 

Mensalão e Petrolão

Gatuno e Moita

Tá de Zua e Fala Sério

Pokemon e David Luiz

Roubando e Desmatando

PT e PMDB

Lula e Dilma