sábado, 31 de outubro de 2026
O mais longo dia das bruxas
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
O mundo deve se preparar
Com 90% dos votos apurados, outra eleição vai definir o futuro do mundo. Não é a eleição brasileira, mas a israelense.
Por enquanto, o Likud, partido do atual premiê Binyamin Netanyahu, está liderando, mas o número de votos não é suficiente para a coligação conservadora, reunindo ultranacionalistas e religiosos ortodoxos, assegurar a governabilidade. Outra coligação, mais moderada, reune o Yashar, do principal oposicionista, o general reformado Gadi Eisenkot, e ainda tem chances de levar o governo. Para isso, precisará do apoio das minorias, inclusive dos países árabes, como o Ra'am.
Netanyahu, que descarta categoricamente qualquer aliança com os árabes, por evidentes diferenças ideológicas, iria precisar dialogar com parte da oposição para poder governar. Mas boa parte dos votos ainda não computados são de militares, a maioria deles favoráveis à permanência de Bibi.
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| Cabine eleitoral em Tel Aviv, usada nas eleições de ontem (Nir Keidar/Anadolu/Getty Images) |
Netanyahu já exerceu seis mandatos, e ainda é contestado por acusações de corrupção política e obstrução da Justiça, além de sua política favorável à expansão dos assentamentos na Cisjordânia, o nome dado pelo Ocidente à região da Judeia e Samaria, nome original dado pela Carta da ONU em 1948, e adotado pelo governo israelense. Mesmo o Ocidente ainda critica a política de anexação em Gaza e no sul do Líbano, mas Bibi crê ser necessário para combater efetivamente o Hamas e o Hizbollah, que ainda ameaçam o país. E vai manter essa política, mesmo precisando enfrentar o grande aliado, Donald Trump, que nem sempre concorda com as decisões tomadas em Givat Ram.
Por enquanto, tudo transcorre normalmente, mas até o fim do mês isso poderá mudar, e a guerra irá causar muita apreensão e incerteza na Ásia Ocidental e fora dela, com um aumento expressivo do já altíssimo preço do barril de petróleo, em torno dos 110 dólares, e a indesejável perda de vidas humanas, principalmente de civis.
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Corremos perigo disso ocorrer aqui?
Em vários países da Europa, principalmente na França, na Itália, na Espanha e na pequena Albânia, grupos inteiros estão se sublevando e promovendo saques, vandalismo, destruição e morte, sob o pretexto de apoio a estudantes, pobres e imigrantes vindos da Ásia e da África, principalmente islâmicos. Portugal também está enfrentando o mesmo problema, mas ainda não chega ao extremo da França, que já prendeu milhares e está correndo o risco de adotar uma lei marcial.
Há rumores da influência radical islâmica, anti-Israel, e também de elementos pró-Rússia, ou defensores de ideias trotskistas, anarquistas ou um misto dessas ideologias, o anarcocomunismo (grupos "antifascistas" e outros são acusados de serem dessa forma por nacionalistas e apoiadores de Donald Trump). Ou defensores da já decadente ideologia woke, ridicularizada e vista como uma espécie de "esquerda Nutella" (a "esquerda raiz" defende mais abertamente Karl Marx); os wokes estão perdendo terreno rapidamente para a "direita" e para a dura realidade.
Por aqui, o ambiente é, infelizmente, favorável. O Brasil é um país onde a maior parte da população está na ignorância, vivendo precariamente, e muitos estão influenciados pela polarização política. Apoiadores de Lula já pressentem a derrota iminente, e opositores estão cansados da corrupção, dos impostos, do abuso de poder, da insegurança, péssimos serviços públicos, etc., etc.
Um resultado nas urnas convincente neste segundo turno irá acalmar um pouco os ânimos, mas quem confia no TSE? E quem garante que não haverá protestos violentos, daqueles capazes do 8/1 parecer um incidente quase normal?
Estejamos preparados para um mundo diferente do que estamos querendo construir. Haverá choro e ranger de dentes. Poderemos repetir longos períodos de levantes e agitações, como costuma ocorrer sempre no planeta em tempos de crise. Ou ver algo nunca visto antes, geralmente uma coisa pior ou mais dramática. Quem tiver preparo psicológico e/ou discernimento nestes meses que virão estará em vantagem.
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| A França é o país mais atingido pela onda de manifestações violentas (Carl Court/Getty Images) |
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Outro conflito esquecido, até no Brasil
Enquanto o Irã e Israel estão se preparando para uma rodada de combates aéreos, a França está sob ataque de grupos de arruaceiros e extremistas que alegam defender as causas estudantis, e a Ucrânia trava uma luta encarniçada contra a Rússia, com baixas em ambos os lados, existe um conflito entre vários no continente mais ignorado do mundo, a África.
Já comentei sobre a guerra no Sahel, a guerra civil no Sudão e os problemas entre Etiópia e Egito envolvendo a questão da água do rio Nilo. Mas um país irmão do Brasil, Moçambique, também está em séria crise humanitária. Este país também foi colonizado por Portugal, e a língua oficial é o português, embora boa parte da população não empregue o idioma no cotidiano.
No norte do país, junto à fronteira com a Tanzânia, grupos jihadistas ligados ao Daesh estão impondo o terror desde 2017, provocando uma crise humanitária. Principalmente os cristãos são vítimas desses terroristas. O Daesh, antes conhecido como "Estado Islâmico" pelas potências ocidentais, ainda atua em várias partes do mundo, e tem apoiadores em várias partes do continente; o pior deles é o Boko Haram, na Nigéria e países vizinhos.
O pais do sudeste africano tenta encontrar uma forma de resolver o problema na província de Cabo Delgado, onde se concentra a ação dos jihadistas. Além de perseguirem os cristãos, eles exploram clandestinamente os recursos naturais, como pedras preciosas. E a violência não para. Três terroristas foram mortos em confronto com fuzileiros navais em Moçímboa da Praia. Houve relatos de mortes em outra parte na mesma região, num atentado.
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| Militares monitoram a província de Cabo Delgado, em Moçambique (Lusa) |
terça-feira, 6 de outubro de 2026
A onda conservadora vai se efetivar na América?
No mundo todo, fala-se no estabelecimento de uma onda conservadora na América. Desde a Argentina de Milei até o pequeno El Salvador do contraverso Nayib Bukele, passando por Chile, Peru, Equador e Colômbia, a chamada "direita" está avançando.
Com exceção de algumas nações, como a Nicarágua do "companheiro" Ortega, o Canadá do primeiro-ministro Mark Carney, o México da presidente Claude Sheinbaum e da Venezuela da Delcy Rodriguez (esta última apesar da aparente colaboração com os americanos), a América não dará trabalho para Donald Trump.
No entanto, o país mais poderoso da América Latina ainda não escolheu o presidente. Temos um segundo turno no dia 25, e até o último dia do ano o presidente é Lula. Somente com a posse de Flávio Bolsonaro a tal onda irá se consolidar.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Netanyahu abala a ONU
Hoje, o premiê israelense Binyamin Netanyahu discursou na ONU e fez um pronunciamento duro, atacando seus críticos de forma implacável, desde as várias delegações que abandonaram o recinto, entre as quais a do Brasil ("covardes morais"), passando pela Europa "hipócrita", até nações árabes consideradas pró-Ocidente como o Qatar e a Turquia, por abrigarem líderes do Hamas e tomarem medidas anti-Israel. Ele relembrou o massacre de 7/10 e o cometido pelo regime iraniano contra seu próprio povo no início do ano, em repressão aos protestos.
O discurso pode ser acompanhado pelo canal Viva Israel, do brasileiro David Elmescany, residente no país há 23 anos e arguto observador da situação na Ásia Ocidental. Ele é bastante criticado principalmente por ser assumidamente de "direita" (para muitos, de "extrema direita") e defende abertamente as ocupações na Cisjordânia (as regiões de Judéia e Samaria, para os judeus), em Gaza e no sul do Líbano. Ele também é acusado de apoiar as ações de Netanyahu e Trump, embora em várias ocasiões ele tenha feito críticas duras às decisões deles (principalmente as de Trump). Por outro lado, ele é considerado um dos analistas mais perspicazes da situação vigente na região, ainda assolada pelas incursões iranianas no estreito de Ormuz e nos países vizinhos, pelos contra-ataques árabes e americanos, e pela guerra entre a Arábia Saudita e os houthis.
Seu discurso pode ser comparável ao de Javier Milei, ontem. Sem a polidez e nem o cuidado com as palavras demonstrado pelo colega e aliado israelense, o presidente argentino atacou a ONU, chamando-a de uma reunião de parasitas arrogantes.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Acordo na Groenlândia
Ao lado do desempenho do presidente Lula na ONU, cujo discurso foi muito comentado pela mídia e pelas redes sociais, principalmente nos canais da oposição, um dos trending topics de hoje foi o acordo firmado entre o presidente americano Donald Trump, a primeira-ministra da Dinamarca Martha Friedericksen e o governante da Groenlândia Jens-Frederick Nielsen.
Finalmente entenderam-se a respeito do status da Groenlândia. Ela não vai deixar de ser colônia da Dinamarca, mas também vai passar a receber mais duas bases militares americanas. E, em pleno início da Assembléia Geral da ONU, eles assinaram um documento para permitir o estabelecimento dessas bases, cuja localização e termos de funcionamento independe da vontade de Nuuk (a pouco povoada capital da ilha) ou de Copenhagen. Em compensação, esse acordo só valerá se o Parlamento dinamarquês aprovar.
| Trump aperta a mão do chefe de governo da Groenlândia (dir.) sob os olhares da primeira ministra dinamarquesa durante a assinatura do acordo sobre a ilha (Brendan Smialowski/AFP) |
E o mundo ainda aguarda a decisão de Trump sobre um assunto ainda mais vital: a crise no Irã. Apesar dos representantes do governo de Teerã falarem em um acordo e na reabertura de Ormuz, ninguém pode se considerar adulto se acreditar nessa hipótese. O presidente americano ainda não se decidiu se aperta ainda mais a economia do Irã ou se parte para o ataque, porque um acordo parece mais distante.
N. do A.: No Brasil, uma notícia trágica abalou o mundo artístico e os fãs do sertanejo: os corpos do cantor Rick, da dupla com Renner, e mais quatro pessoas (entre as quais o empresário Bruno Avelar) foram retirados dos destroços do helicóptero onde estavam, em Santa Catarina. A aeronave caiu ontem, em condições meteorológicas desfavoráveis. O artista faria 60 anos em dezembro.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Semana decisiva
Esta semana será decisiva, em meio à reunião da ONU para discutir a inteligência artificial e as guerras na Ásia Ocidental e na Ucrânia.
Amanhã, começará a reunião da ONU em Nova York, e o presidente Lula já foi para lá. Resolveu se reunir antes com o prefeito da cidade, o democrata Zohran Mamdani. O presidente foi chamado pelo edil de "fonte de inspiração", nos moldes da declaração do ex-presidente Barack Obama anos atrás. Eles aproveitaram para trocar camisas de times de futebol, e a oposição não perdeu a oportunidade para ridicularizar o encontro entre o presidente, notório corintiano, e o prefeito muçulmano.
| Lula e Mamdani se encontraram em Nova York, onde assuntos mais sérios serão tratados (Adam Gray/Pool/Reuters) |
Enquanto isso, Donald Trump, o presidente americano, está pronto para dar prosseguimento às medidas contra o regime iraniano, pressionando-o para escolher entre a retomada dos ataques, a manutenção do cerco militar e econômico, ou um acordo. Por enquanto, a Guarda Revolucionária não acena com o último cenário, enquanto o primeiro corre o risco de acontecer a qualquer momento.
Outro fator decisivo para o futuro da humanidade, a IA, será debatido na Assembleia, e líderes defendem medidas para conter a expansão da inteligência artificial. Trump não quer nenhum tipo de controle, e fala em mudar o nome desta para "Super Inteligência" ou "Inteligência Superior"; já se cogitou até a alternativa de "Inteligência Suprema", mas o termo é perturbador, principalmente para quem conhece as histórias em quadrinhos envolvendo os diversos Capitães Marvel e a entidade que governa a raça alienígena Kree.
Por falar em alienígenas, há relatos de atividade de UAPs (Unidentified Anomalous Phenomena), o nome atual para OVNIs, nos céus do Irã, à semelhança de relatos ocorridos em 1976, anos antes da Revolução Islâmica. Os objetos não identificados vistos agora foram especulados como drones, aeronaves ou equipamento de espionagem. Há quem considere serem naves extraterrestres, como seria o caso dos avistamentos no passado.
| Um dos objetos voadores misteriosos sobrevoando Teerã (El Nerd/Instagram) |
terça-feira, 8 de setembro de 2026
O "filho do Krakatoa" entra em erupção
Após o vulcão Krakatoa, em 1883, na ilha homônima, ter acordado depois de um longo período adormecido, o mundo conheceu o horror de uma explosão pior do que aquela do monte Vesúvio, em 79, A humanidade voltou a sentir medo de vulcões, como os antepassados da Pré-História que interpretavam uma erupção como a fúria dos deuses.
Não foi a explosão mais devastadora, apesar do número elevadíssimo de mortes (36.000) e da praticamente destruição da ilha onde o vulcão estava localizado, entre Sumatra e Java, na parte ocidental do arquipélago de Sonda, parte das antigas Índias Holandesas, atual Indonésia. O Tambora foi muito mais violento, mas ocorreu num local mais remoto, na ilha de Tambora, localizada a leste do mesmo arquipélago de Sonda, e o Ocidente não ficou sabendo da erupção, embora tivesse sentido os efeitos dela: o inverno vulcânico de 1816, quando houve quebra de colheitas devido ao bloqueio dos raios solares pelas cinzas emitidas às toneladas por meio de uma violenta torrente que subiu por dezenas de quilômetros até a estratosfera. A mistura de cinza, pedra e gases incandescentes é conhecida como material piroclástico.
A explosão do Krakatoa foi ouvida na Índia e outros locais distantes, foi seguida de um tsunami que afetou todo o Oceano Índico e espalhou detritos, inclusive corpos humanos, até para a África, nos moldes do desastre de 2004. O antigo cume da montanha explodiu, mas gerou um novo vulcão, que cresceu rapidamente e é conhecido como "Anak Krakatau", ou o "filho do Krakatoa".
Esse "filho" já teve várias erupções, e elas não preocuparam os geólogos e nem mesmo os habitantes de Java e Sumatra, ilhas próximas do vulcão, mas a série de erupções neste mês foi muito mais forte, gerando preocupações com a possibilidade de uma atividade devastadora. É pouco provável que a erupção em si cause um inverno vulcânico ou algo semelhante, com a liberação do material piroclástico, mas um possível tsunami pode voltar a afetar o Oceano Índico, 22 anos depois da grande catástrofe de 2004.
| Um quadro da Nasa Brasil mostra a atividade do Anak Krakatau (Divulgação/Nasa Brasil) |
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Termina o mês de desgosto no ano de desgosto
Agosto terminou, mas ainda existem setembro, outubro, novembro e dezembro, para quem não aguenta mais 2026.
E, devido aos desdobramentos dos últimos tempos e o aumento de rumores de guerras por toda a parte, corre-se o risco de termos saudade deste ano presente, em 2027, 2028, 2029 ou até 2030, este último sendo o tal ano usado como referência para a ideia aterrorizante do "você não terá nada e será feliz", divulgado há anos nas reuniões do Fórum Econômico Mundial.
Os países estão se mobilizando, e não será para tempos melhores. China, Índia e Rússia assinaram acordo de comércio e defesa em Bishkek, capital do Quirguistão, durante a Organização de Cooperação de Shanghai. A forma como foi feito este acordo é estranha, por um evento com o nome da principal cidade chinesa ser feito numa cidade fora da China, num país vizinho, e juntar países que, historicamente, se digladiavam entre si. Eles querem se contrapor aos Estados Unidos, à Europa e ao Japão, por causa das tarifas de Trump, das ações europeias contra a Rússia na Ucrânia e das ameaças japonesas contra a China.
Taiwan está sob ameaça, e acompanha as decisões de Pequim, mesmo quando a ilha não é citada. Os taiwaneses sabem há muito tempo que não contarão com a proteção da Índia e nem da Rússia, e depositam suas esperanças nos Estados Unidos e no Japão para a defesa contra uma tentativa de invasão chinesa.
Enquanto isso, Grécia e Chipre firmaram acordo com Israel para formarem o "Escudo de Aquiles", para conterem as pretensões da Turquia, que ameaça aumentar a influência aproveitando o vácuo deixado pelo Irã, cujo regime tirânico está sob ataque tanto militar quanto financeiro por parte dos Estados Unidos. Em breve, pode-se prever um conflito no Chipre, tendo como alvo a ocupação turca no norte da ilha, como parte do grande conflito na Ásia Ocidental, Chipre fica na região, embora seja considerado parte da Europa e faça parte da União Européia.
Outros países estão enfrentando dificuldades sérias. O Nepal ainda está tentando contabilizar o prejuízo bilionário com o desastre na fronteira com o Tibete, enquanto continuam as buscas por sobreviventes. Na Indonésia, o vulcão Sinabung, em Sumatra, responsável por 14 mortes em 2014 na última erupção, voltou à atividade, dias após um forte terremoto causar mortes e destruição na ilha de Flores, e em Bornéu um incêndio florestal devasta a floresta. Os países africanos discutem sobre maneiras de resolverem os conflitos que ameaçam existencialmente a soberania deles, como as guerras civis no Congo, no Sudão e na faixa do Sahel, além do perigo crônico do jihadismo.
Aqui no Brasil, jogadores de certa projeção estão sob investigação por supostamente estarem envolvidos com o crime organizado. Aliás, o PCC, o CV e outras organizações narcoterroristas são um martírio para a América Latina, e isso pode motivar conflitos violentos, talvez até ações diretas dos Estados Unidos.
| O mundo ainda vai chorar muito no final de 2026 (Divulgação/Magnific - antigo Freepik) |
O fim de 2026, e talvez 2027, constituirá um período de muitos desafios para o mundo.
N. do A.: Para o futebol, a despedida de Messi, o maior jogador do nosso tempo, da Seleção Argentina está sendo algo para lamentar, principalmente entre os torcedores argentinos, ainda inconformados com a derrota para a Espanha na Copa. Sem o gênio de "La Pulga", o time celeste não deixará de ser execrado e odiado, mas deixará de ser tão temido pelos adversários.
domingo, 30 de agosto de 2026
Google atende a mais um desejo de Trump
Nos mapas exibidos pelos celulares norte-americanos no Google Maps, o Lago Ontário, um dos cinco "Grandes Lagos" na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá, passa a ser chamado de "Lago América", atendendo a mais um pedido de Trump que muitos consideram narcisista e caprichoso.
| Imagem do Google Maps mostrando o "Lago América", mas o mundo conhece (ainda) como Lago Ontário (Reprodução/Google Maps) |
Para os canadenses, que agora veem seu governo travando uma guerra comercial contra o dos vizinhos poderosos, nada muda. O menor dos Grandes Lagos continua a ser chamado pelo nome "antigo". Os outros países agora veem os dois nomes, com o "novo" entre parênteses.
Este é o mesmo caso do Golfo do México, ou Golfo da América. No Google Maps dos americanos, vale o novo nome, mas no dos mexicanos, que continuam a ver isso como uma excrescência, não existe mudança. Os demais países veem o "Golfo da América" só entre parênteses ao lado do "antigo" nome.
Trump tem coisas muito mais importantes para tratar, como as eleições parlamentares de novembro, onde ele atua ativamente para favorecer os candidatos republicanos, a fim de garantir a governabilidade pelo resto do mandato. Ele também continua o "estrangulamento" econômico contra a Guarda Revolucionária, os ditadores do Irã, com o intuito de induzir a população a se revoltar e enfrentar a feroz repressão que, no começo do ano, matou milhares. Pelos cálculos políticos, o regime não tem a mesma força e, se tentar algo contra os países vizinhos, será o reinício da guerra que poderá resultar na fuga ou na morte dos atuais governantes persas.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Terrível!
A tragédia no Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, foi impressionante, a ponto de muitos não conseguirem acreditar à primeira vista. Parecia coisa de filme de catástrofe, mas é ainda mais horrível, por ser real.
Assista abaixo (canal da Rádio RBN 94,3 FM @radiorbn943fm4):
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
E o Sudão continua esquecido
De vez em quando este blog fala sobre a África, continente de onde vieram populações inteiras trazidas ao Brasil e ao restante da América, incluindo os Estados Unidos, como escravas.
Não muito longe de um dos conflitos mais dignos de preocupação pelos ocidentais, o da Ásia Ocidental, existe, do outro lado do Mar Vermelho, um outro, praticamente ignorado pela mídia brasileira, americana, europeia ou mesmo chinesa.
Continuam a matança provocada pela guerra entre o exército sudanês e os rebeldes das Forças de Apoio Rápido. De vez em quando, a capital do Sudão, Cartum, é atacada pelos insurgentes, liderados por Muhammad Dagalo, mais conhecido por Hemedji. Eles são apoiados pela Etiópia e pelos Emirados Árabes Unidos. Existe uma lista de suspeitos dando cobertura a eles, desde os outros vizinhos, Chade e Líbia, até países como Israel e Rússia (Grupo Wagner, combatentes atuando em toda a região do Sahel, responsável pela desestabilização política de vários países, todos miseráveis, devastados pela seca e governados por líderes corruptos, incompetentes e/ou ditatoriais).
Por outro lado, o governo sudanês, uma ditadura militar comandada pelo general Abdel Fatah al-Burhan, é apoiado pelo Egito, pela maioria da Liga Árabe (incluindo Arábia Saudita, Qatar, Marrocos, Argélia e Tunísia) e da União Africana (incluindo África do Sul, Nigéria e o ex-inimigo Sudão do Sul, independente desde 2011), e pela Turquia.
Os rebeldes estão entrincheirados principalmente na província ocidental de Darfur, onde ambas as forças estavam juntas para reprimir separatistas da região, uma das mais miseráveis do mundo, e em Khordofan, no sul. Lá, os civis são tratados como presas pelos dois lados da guerra.
Até agora, foram contabilizadas 14 milhões de pessoas saindo do país, um quarto da população, fugindo da guerra e engrossando a massa de refugiados africanos, muitos deles querendo ir para a Europa atravessando o Saara via Líbia.
| Refugiados sofrem com a guerra, a miséria e a seca, acumulados em Tawila, no Darfur do Norte ( © Ocha) |
Enquanto esse cenário apocalíptico não acontece, a catástrofe humanitária é bancada pelo povo sudanês. A ONU, acusada de inoperância, diz nada poder fazer pelos milhares de deslocados e pelos massacres. E a opinião pública do mundo dito "civilizado" continua a ignorar essa tragédia.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
As tarifas pagas pelo Brasil, além do "tarifaço"
O tarifaço imposto pelo governo americano ao Brasil está preocupando o agronegócio local, e já afeta o comércio entre os dois países, o segundo maior considerando as transações comerciais do nosso país.
Devido às implicações políticas e à importância representada por essas transações, outras tarifas impostas por outros países ficam em segundo plano. Existem taxas reduzidas ou nulas por acordos comerciais feitos entre o Mercosul e a União Europeia, muito celebrado por aqui mas criticado pelos agricultores e pecuaristas europeus, e entre o mesmo Mercosul e Israel. A Índia cobra uma taxa de 4,8% em média, em transações com tendência de alta, considerando o potencial de crescimento do gigante asiático.
Todavia, algumas cobranças preocupam os produtores brasileiros, como as tarifas impostas pelo México (entre 20% e 35%, podendo chegar a 50% de acordo com medida tomada desde o início do ano.
Maior parceira comercial, a China impõs um tarifaço de 55% sobre a carne bovina brasileira, o que também é uma dor de cabeça. Essas tarifas incidem sobre o excedente de 1,1 milhão de toneladas estabelecido como cota anual. O Brasil já ultrapasou essa cota, e agora qualquer nova emissão de carne para os chineses é sobretaxada.
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Trump e o truque
Após souber dos dados coletados pela inteligência americana e pelo Mossad, o presidente americano Donald Trump teria feito algo típico de filmes ou seriados de espionagem, particularmente aqueles com veia cômica, como "Agente 86" ou "A Pantera Cor de Rosa", a fim de iludir os inimigos iranianos, quando esteve na Turquia no mês passado.
Pelo menos é esta a versão divulgada nesta semana pelo The Washington Post.
Ele embarcou normalmente para o Air Force One, o avião presidencial ganho pelo governo do Qatar, ao deixar o aeroporto de Ancara, na Turquia, no dia 8 de julho, mas, sem as câmeras registrarem, ele saiu do avião e foi entrar num caminhão de transporte de alimentos, sendo conduzido secretamente para outra aeronave, o C-32A, que o transportou até Londres, de onde ele se transferiu novamente para o avião presidencial.
Esta manobra seria digna de um James Bond, mas há detalhes importantes: ele já não tem idade para fazer essas aventuras, e nem todos da Casa Branca ficaram sabendo desse manobra. Existia também uma possibilidade remota de terroristas vindos do Irã ou de algum proxy atacarem os dois aviões envolvidos, não se limitando ao Air Force One. Ou os mísseis de longo alcance em posse da Guarda Revolucionária os acertarem em voo, considerando que eles possuem rotas e horários diferentes para se deslocarem de Ancara a Londres, pois a Turquia está dentro do raio de ação dessas armas. O homem forte do governo, Marco Rubio, aliás, estava no avião presidencial.
| O plano (no original publicado em inglês) para Trump deixar Ancara, sede da última cúpula da OTAN (The Washingtonb Post / BBC) |
Mais tarde, ele faria uma outra medida, menos complicada: diminuir a quantidade obrigatória de vacinas do tipo tríplice viral (sarampo, rubéola e coqueluche), alegando problemas como o suposto aumento dos casos de autismo, como defendem alguns lunáticos defensores das tais "teorias conspiratórias" (um termo usado como clichê pelos opositores). Para muitos, os dois atos são maluquices.
sábado, 8 de agosto de 2026
Pacto de Meca preocupa todo o mundo
Ontem, a Arábia Saudita e o Paquistão, que há meses estabeleceram uma aliança militar, juntaram-se à Turquia para estabelecer um acordo de ajuda mútua, estabelecido na cidade sagrada do Islã, Meca.
Eles estabelecem o fortalecimento da defesa entre os países envolvidos, e pode se ampliar com novos países, provavelmente o Egito, o Bahrein, o Qatar e os Emirados Árabes, para citar os nomes da região.
Este pacto é visto como uma espécie de expansão da OTAN na Ásia, e seus objetivos ainda não estão totalmente definidos. Há motivos de preocupação entre a Guarda Revolucionária do Irã e seus proxies (termo em inglês usado para definir os cúmplices estabelecidos em outros países), principalmente os guerrilheiros houthis, que estão lançando ataques contra alvos sauditas no Mar Vermelho. Ao mesmo tempo, Israel enxerga a iniciativa como um "eixo sunita", com o qual irá se ver depois do fim da ameaça xiita iraniana. A Índia, que no dia anterior lançou um plano de metas de desenvolvimento, o Viksit Bharat, para se tornar efetivamente uma potência em 2047, não vê com bons olhos por causa do inimigo paquistanês, e nem o Afeganistão. A Grécia e o Chipre, inimigos da Turquia, tampouco. Rússia e China estão acompanhando os desdobramentos. E o resto do mundo vê como mais concreta a possibilidade de uma guerra em larga escala.
Já os Estados Unidos, para parte da mídia, é visto como beneficiado pelo acordo, pois isso significaria menos ação direta na região, poupando suas forças militares e seu arsenal.
N. do A.: Há uma forte estranheza por parte do resto do mundo diante da alegação de falta de mísseis de longo alcance e outros artefatos no estoque militar americano, visto sempre como o mais poderoso e organizado do mundo. Para boa parte dos analistas, isso é uma desculpa para a poderosa indústria bélica cobrar a sua fatura em troca da fabricação de novos armamentos. Enquanto isso os drones da Guarda Revolucionária e dos houthis ainda aterrorizam todo o Oriente Médio.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Fauci investigado sobre a COVID-19
A pandemia de COVID-19 acabou, mas a guerra política, já em curso antes da grande tragédia, acirrou-se. Desde então, a chamada "esquerda" aproveitou o período para se mobilizar e dar prosseguimento às pautas progressistas e woke, enquanto a "direita" satanizava o distanciamento social e as vacinas.
Por outro lado, a origem do coronavírus, responsável pelas mortes e por prejuízos irreparáveis, não foi devidamente investigada. Como e por que um laboratório em Wuhan teria provocado a maior calamidade mundial deste século?
Anthony Fauci, infectologista especializado em retrovírus como o HIV, esteve à frente da política americana para enfrentar o coronavírus - outro retrovírus - durante a gestão de Joe Biden. Ele foi convocado para responder a algumas questões relativas ao seu diário, onde ele anotava os seus procedimentos, e também ao que ele sabia sobre a origem do parasita e os financiamentos públicos recebidos.
Na sessão do Senado presidida por Rand Paul, um crítico das medidas adotadas para o combate à pandemia desde quando ela estava assolando os Estados Unidos e o mundo, ele se recusou terminantemente a responder às perguntas, invocando a Quinta Emenda, que pune o perjúrio, reservando-se o direito de permanecer calado e não se auto-incriminar.
| O doutor Anthony Fauci precisou responder no Senado americano sobre a política sanitária adotada no governo Biden contra a pandemia de COVID-19 (Kevin Dietsch/Getty Images) |
Isso deu munição aos críticos das medidas sanitárias, como os adeptos de Donald Trump e de Jair Bolsonaro, que viram nas imposições de distanciamento social e uso de máscaras como um atentado às liberdades individuais e um fator a mais para paralisar as atividades econômicas, pois boa parte delas precisa de contato humano. Eles também acusam as vacinas de provocaram efeitos colaterais graves, como trombose. Há também vários registros de mal estar e fraqueza ao tomá-las. Fora a imensa quantia em dinheiro recebida pelas empresas, gigantes do setor farmacêntico, responsáveis pela fabricação.
No entanto, mais do que condenar as vacinas, apontar os interesses da poderosa indústria farmacêutica (e, por extensão, das gigantes do setor químico), queixar-se de um suposto boicote a remédios usados para combater parasitoses de outras origens, como a ivermectina (vermífugo) e a hidroxicloroquina (anti-protozoário) e criticar as medidas sanitárias aprovadas por Fauci e, também, pela OMS, cabe se ater ao que realmente está sob investigação: a responsabilidade da ditadura chinesa e de quem comandava o laboratório em Wuhan na origem da pandemia, e até que ponto as autoridades de todos os países são culpadas pela desastrosa gestão da crise usando o suado dinheiro dos contribuintes.
Isso também pode ajudar a compreender como os diversos povos (e seus grupos de poder) aprendem a lidar com os diversos tipos de crises, inclusive as sanitárias, e isso vai além das brigas ideológicas. Isso precisa servir-nos de aprendizado, para gerar maior capacidade de enfrentar os problemas, e eles sempre virão. Mais conhecimento, resiliência e preparo, e menos energia desperdiçada em diatribes inúteis.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
E AGORA???
Repito a mesma pergunta que compõe o título do artigo anterior, por causa de uma tragédia humana.
Pelo menos 34 pessoas morreram ao tentar atravessar a fronteira entre Marrocos e o território de Ceuta, na Espanha. Dezenas de milhares conseguiram cruzar a fronteira. A nado.
| Cerca de 60.000 pessoas arriscaram suas vidas para entrar no território espanhol de Ceuta, na costa do Marrocos (Abdelmajid Bziouat/AFP) |
Isso mostra não apenas a falência dos países africanos, mas também a desídia da política europeia. Administraram pessimamente os povos africanos, quando os territórios no continente eram colônias, visando dilapilar os recursos naturais, como minérios, terras para agricultura e exploração da fauna e da flora. Depois, permitiram a imigração de milhares desses mesmos povos, oprimidos pela fome, de forma permissiva, com regras frouxas, pouco claras e raramente obedecidas pelos grupos desesperados em busca de emprego, mas onde terroristas e outros criminosos se infiltravam. Agora restringem a imigração e são acusados de desumanidade, de xenofobia, enquanto as causas desses movimentos humanos em massa ficam intocadas. Não conseguem e não querem ajudar a resolver. E os próprios governos africanos, corruptos e ditatoriais, são parte do problema.
E há dados que mostram uma expansão populacional dos imigrantes, boa parte deles de religião muçulmana, enquanto a população nativa entra em retração. Costuma-se desdenhar de uma projeção futura, com a Europa à beira da islamização, mais pobre, socialmente injusta e culturalmente transformada - e deformada. Logo a cultura, algo do qual os europeus tanto se vangloriam, está em pleno processo de descaracterização, iniciado pela influência norte-americana e depois pelos movimentos ditos "politicamente corretos".
Como lidar com isso? Os governos da Espanha, e também da França, da Alemanha, de Portugal, do Reino Unido, da Itália e de outros países ainda tentam responder a isso.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Reunião de guerra
Em tempos de paz, nenhum chefe de Estado de país democrático costuma receber mais de um colega estrangeiro no mesmo dia.
Trump recebeu na Casa Branca dois presidentes aliados, Zelensky e Netanyahu, logo a seguir. Eles discutiram sobre o mesmo inimigo comum, o Irã, mostrando, definitivamente, que as duas guerras em curso, na Europa Oriental e na Ásia Ocidental, duas regiões vizinhas, são parte do mesmo problema. Sim, é possível que você precise se preparar para cenários de aumentos significativos de preços, problemas ou mesmo falta de Internet, ou até algo pior. Não descarte a possibilidade de pegar em armas, seja para se defender de criminosos, ou mesmo para defender o País, como membro das Forças Armadas, em caso de haver um alastramento do conflito.
| Trump recebeu Volodymyr Zelensky e Binyamin Netanyahu na Casa Branca no mesmo dia 28 de julho de 2026 (Reprodução/X) |
O presidente ucraniano pediu a continuidade do apoio contra Moscou, e também discutiu a possibilidade de encerrar o conflito. As chances de recuperar o leste do território, a região de Donetsk-Luhansk, são praticamente nulas, e a Criméia pode ser considerada definitivamente um território russo problemático, e não mais uma região peninsular ucraniana. Ainda há como proteger Kherson, Zaporizhzhya e outras cidades vulneráveis. Não houve discussões mais acaloradas e nem cenas lamentáveis como as do ano passado, quando Zelensky foi praticamente achincalhado.
Netanyahu não tem sido tratado de forma muito melhor por Trump, mas ele continua a ser um forte parceiro e discutiu sobre a possibilidade do Irã estar com o programa nuclear ainda funcionando. Existe um local chamado de Kuh-e Kolang, ou "Pickaxe Mountain" (Montanha da Picareta), como é jocosamente conhecido internacionalmente, onde estariam escondidos artefatos e equipamentos para produção de mísseis capazes de realizar ataques mais terríveis do que os realizados contra Hiroshima e Nagasaki há 81 anos atrás.
N. do A.: E por falar em Nagasaki, houve um devastador terremoto em Kumamoto, uma cidade próxima, na mesma ilha de Kyushu. Por causa do tremor de 7,1 graus na escala Richter, um centro comercial explodiu e dezenas de prédios ficaram danificados. Há registro de 13 mortos no local.
terça-feira, 21 de julho de 2026
O que eles entendem por democracia
Nesta semana, o ditador da Nicarágua Daniel Ortega, que governa o país desde 2006 após eleições suspeitas, a última em 2021 praticamente sem oposição, desfez toda a aparência de democracia ao declarar a suspensão de novas eleições.
Ortega e seus aliados, como o ex-presidente Nicolas Maduro, orgulham-se de se autodeclararem representantes de seus povos. Mas isso faz seus governos realmente serem deles?
Até os monumentos eregidos nas praças constatam o contrário. Na Nicarágua, o povo vive na miséria e não há esperança de melhoria. Eventuais obras planejadas no país visam mais atender os interesses da China, com quem Ortega estabelece relações fortes. Ele quer aumentar ainda mais os vínculos, ao banir a oposição acusada de ser "agente dos Estados Unidos" e até de "somozismo", ou seja, defender a ideologia vigente na tirânica e corrupta ditadura de Anastasio Somoza, que governou o país nos anos 1970, até ser deposto pelos guerrilheiros sandinistas liderados por Ortega.
| Daniel Ortega vê "somozismo" nos atos da oposição, que pressiona por democracia (Divulgação/AP2011) |
Para os regimes influenciados pela doutrina de Fidel Castro e de Che Guevara, Ortega e Maduro seriam "democratas", mesmo com o Legislativo silenciado e o Judiciário cúmplice de suas medidas. Lula é acusado de estar mais próximo com esse modelo político. E a oposição continua a ser vista como inimiga do povo, mesmo que represente uma parte considerável dele, isto é, dos que estão insatisfeitos com os rumos de seus países. Isso é o velho viés ideológico, onde quem está do lado deles pode alegar qualquer coisa, mesmo quando, na verdade, oprime sua gente com medidas discricionárias, reprimindo as liberdades, os direitos individuais e coletivos, assim como o próprio conceito de Direito Natural como princípio inviolável.



