quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Netanyahu abala a ONU

Hoje, o premiê israelense Binyamin Netanyahu discursou na ONU e fez um pronunciamento duro, atacando seus críticos de forma implacável, desde as várias delegações que abandonaram o recinto, entre as quais a do Brasil ("covardes morais"), passando pela Europa "hipócrita", até nações árabes consideradas pró-Ocidente como o Qatar e a Turquia, por abrigarem líderes do Hamas e tomarem medidas anti-Israel. Ele relembrou o massacre de 7/10 e o cometido pelo regime iraniano contra seu próprio povo no início do ano, em repressão aos protestos. 

O discurso pode ser acompanhado pelo canal Viva Israel, do brasileiro David Elmescany, residente no país há 23 anos e arguto observador da situação na Ásia Ocidental. Ele é bastante criticado principalmente por ser assumidamente de "direita" (para muitos, de "extrema direita") e defende abertamente as ocupações na Cisjordânia (as regiões de Judéia e Samaria, para os judeus), em Gaza e no sul do Líbano. Ele também é acusado de apoiar as ações de Netanyahu e Trump, embora em várias ocasiões ele tenha feito críticas duras às decisões deles (principalmente as de Trump). Por outro lado, ele é considerado um dos analistas mais perspicazes da situação vigente na região, ainda assolada pelas incursões iranianas no estreito de Ormuz e nos países vizinhos, pelos contra-ataques árabes e americanos, e pela guerra entre a Arábia Saudita e os houthis. 


Seu discurso pode ser comparável ao de Javier Milei, ontem. Sem a polidez e nem o cuidado com as palavras demonstrado pelo colega e aliado israelense, o presidente argentino atacou a ONU, chamando-a de uma reunião de parasitas arrogantes. 


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