segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Mudanças na campanha para senador

Este blog está corrigindo, antes tarde do que nunca, um erro comum nas abordagens da corrida eleitoral: não falar sobre os candidatos às vagas do Congresso. 

Apesar da importância para o país, o cargo de senador da República é pouquíssimo comentado. E neste ano teremos duas vagas para a Câmara Alta. Quem tem o poder de decidir se um ministro do STF pode ou não perder o cargo é justamente o Senado. E as leis aprovadas pelos deputados federais na Câmara Baixa precisam ser submetidas ao Senado, para só depois irem para a sanção presidencial. 

Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) são as mais faladas na mídia, porque são os nomes mais conhecidos, além de apoiarem o governo federal. Guilherme Derrite (PP), aliado de Tarcísio de Freitas, e André do Prado (PL), apoiado por Flávio Bolsonaro, fazem oposição ao governo federal e apoiam o estadual. 

Até há pouco, o ex-ministro de Jair Bolsonaro Ricardo Salles (Novo) estava no páreo, também. Ele resolveu desistir da campanha, para apoiar os outros candidatos de "direita", Derrite e Prado. Salles não simpatiza com o governo paulista e atualmente está brigado com o bolsonarismo, mas, no seu entendimento, é necessário enfraquecer o adversário comum, o petismo, e impedir Marina e Tebet de conquistarem as vagas. 

Ricardo Salles (o primeiro à esquerda) saiu da candidatura ao Senado; Tebet, Derrite, Marina e Prado continuam no páreo (Reprodução/UOL)

A mídia aproveitou para lembrar dos R$ 3,6 milhões recebidos por Salles, como parte do Fundo Partidário, curiosamente um recurso que é alvo de críticas pelo seu partido, o Novo. Ele só precisará devolver a parte ainda não gasta na sua campanha. Questionamentos da imprensa sobre os gastos de campanha nem sempre são feitos, e dependem do perfil do candidato. 

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