O presidente Lula, visando agradar o público evangélico, cujo peso eleitoral é enorme num país até há pouco considerado a maior nação católica do mundo, resolveu atacar as bets, consideradas um verdadeiro sangradouro no orçamento das famílias. Movimentando R$ 410 bilhões só no primeiro semestre desse ano, as apostas on-line chegavam a provocar a ruína financeira de muita gente.
No entanto, foi o próprio governo Lula o grande incentivador deste negócio. Em impostos, as bets renderam R$ 15 bilhões desde janeiro de 2025, O mercado cresceu a ponto de mídias e clubes esportivos usarem essas empresas como o sustentáculo de suas rendas.
| Lula quer proibir as bets e jogos de apostas, como o do tigrinho, mas esconde seu papel na expansão deles nos últimos anos (Divulgação, sobre foto de Fábio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil) |
Para os críticos, tomar a medida quase às vésperas da eleição é uma medida desesperada e oportunista, e pode prejudicar empresas e clubes esportivos, como o próprio Corinthians, time do presidente. Esta medida aparentemente moralizante soa como factoide, assim como acusar Flávio Bolsonaro de ser contra Nossa Senhora Aparecida, objeto de devotamento de milhões de brasileiros, fieis à fé católica. O pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, se esforçou para se posicionar frente aos evangélicos, contrários ao culto da Padroeira, mas ele, na verdade, é católico.
Se o presidente Lula está certo de vencer esta eleição, não conduziria esta campanha dessa forma. Os efeitos disso serão notados no dia da eleição, daqui a oito dias.
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