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sexta-feira, 8 de março de 2024

Akira Toriyama está morto

Morreu Akira Toriyama, o consagrado autor de mangás como Dragon Ball e Dr. Slump, aos 68 anos, surpreendendo a todos. 

Ele foi um dos grandes criadores dos quadrinhos japoneses, ao lado de Osamu Tesuka e Katsuhiro Otomo. Com o seu primeiro sucesso, Dr. Slump, cuja protagonista é uma menininha robô, Arale Norimaki, ele ficou conhecido pelo humor escrachado, algo também presente em Dragon Ball, mas progressivamente o humor deu lugar à ação, conforme o personagem principal da série, Goku, ia crescendo e se tornando um mestre saiyajin, e depois praticamente um deus, comparado a outros personagens superfortes, como Saitama de "One-Punch Man", e mesmo aos super-heróis ocidentais, como Thor, Hulk e o mais emblemático de todos, Superman (*). 

Com Dragon Ball e depois Dragon Ball Z e Super, o gênero shonen explodiu em popularidade, assim como as versões anime, com a inclusão de Dragon Ball GT, não baseada em mangás. 

Em 2001, uma lenda urbana dizia que um episódio de Dragon Ball Z foi interrompido por causa do atentado do 9/11, no Brasil, com um famigerado "Plantão da Globo". A morte repentina de Toriyama está causando o mesmo impacto, e no mundo inteiro. Não faltarão rumores, pois ele teria morrido na semana passada devido a um hematoma subdural, causado principalmente por traumatismos cranianos (queda, pancadas na cabeça, colisões), e só agora a morte foi divulgada pela família. 

Akira Toriyama (1955-2024) e seus personagens famosos (Divulgação)




(*) O maior dos super-heróis foi parodiado em Dr. Slump como um homem baixinho, autêntico mentecapto, incapaz de fazer algo parecido com heroísmo, e sempre se dava mal quando se encontrava com a menina-robô Arale, muito mais forte do que ele. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

(Finalmente) críticos são favoráveis a uma adaptação de mangá

Uma das produções mais elogiadas da Netflix é o live-action do famoso mangá de Eiichiro Oda, One Piece, sobre um jovem aspirante a ser o "rei dos piratas", Monkey D. Luffy, com o estranho poder de se esticar feito borracha. A história é para lá de maluca, com personagens caricatos e humor nonsense muito apreciada pelos fãs. 

Ao contrário das outras adaptações com atores reais, esta produção recebeu críticas favoráveis. Isso porque o trabalho possui maior fidelidade ao trabalho original, sem querer "consertar" os elementos absurdos das histórias contadas nos mangás. 

O grupo reunido: Usopp (esquerda), Nami (centro), Zoro (embaixo), Sanji (direita) e o protagonista Luffy (com o característico chapéu de palha) (Divulgação/Netflix)


Os atores também parecem escolhidos "a dedo" para fazerem os personagens, embora muitos fãs mais ortodoxos gostem de apontar algumas características consideradas muito diferentes, como o cabelo cacheado do mexicano Iñaki Godoy, o intérprete do incansável Luffy, originalmente com os cabelos lisos e desgrenhados "a la Chico Bento". 

Enfim, tudo muito diferente das outras adaptações dos quadrinhos japoneses, todas achincalhadas até a exaustão pelos críticos e por muitos fãs.