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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Breves com boas notícias

1. Estamos mais próximos de uma vacina para a COVID-19, e as candidatas apresentam eficácia superior a 90%. Nunca uma doença exigiu tanta celeridade, enquanto outras doenças causadas por vírus, também graves mas sem a força de causar uma pandemia, como a AIDS, a dengue e o Ebola, ainda estão à espera de uma solução semelhante. 

2. O STF fez valer a letra da lei e negou a possibilidade de reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, por 6 votos a 5. Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Kassio Marques fizeram uma leitura pouco ortodoxa do artigo 57 da Constituição, segundo o qual é vedada expressamente a reeleição. Foram derrotados. 

3. A economia no terceiro trimestre subiu em 7,7%, configurando um crescimento em "V", ou seja, uma queda forte seguida de outra também acentuada. A imprensa em geral tenta minimizar, mas isso mostra a resiliência da economia brasileira. Logicamente, isso foi efeito do auxílio emergencial, mas também da progressiva volta ao normal nas atividades produtivas. 

4. Foi estendido para outubro de 2021 o prazo para o encerramento dos trabalhos da Lava Jato em Curitiba, por decisão do procurador-geral Augusto Aras, e procuradores do grupo especializado no combate ao crime organizado, a Gaeco, foram incluídos. Agora há mais tempo para as investigações da maior rapinagem contra o NOSSO DINHEIRO. Mas há muito ainda a ser feito neste serviço gigantesco. E os procuradores ainda estão ressabiados com Aras, que ainda cogita na centralização das decisões sobre as forças tarefas. 

5. Foi concedido o prêmio ambiental Goldman, para contemplar as ações mais eficazes para a preservação ambiental, e ele foi concedido à líder indígena equatoriana Nemonte Nenquimo, por pressionar as empresas de petróleo a não degradarem uma área de 500 mil hectares de floresta amazônica no Equador, onde vive a tribo Waorani. 

6. A Bovespa está no patamar de 113 mil pontos, no nível do começo do ano, quando o coronavírus estava concentrado em Wuhan. Já o dólar continua bem alto, mas seu valor vem caindo nas últimas semanas, para R$ 5,12. Os avanços nas candidatas a vacina explicam boa parte desses resultados, embora contrabalançados pelos recentes aumentos nos casos e mortes no mundo. 

7. No fim do ano vai haver um "horroróscopo" totalmente reformulado, com mais humor e menos terror. Hehehe!


N. do A.: Ainda há outras notícias não tão boas, envolvendo aquele acidente de ônibus em João Monlevade, assim como as projeções de inflação para este ano, agora acima do centro da meta de 4,5%, e outros fatores de angústia, mas este blog está tentando evitar a abordagem de fatos dessa natureza, neste fim de ano. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

A Black Friday vem ai

Daqui a alguns minutos será a Black Friday, que não terá preços tão atraentes por culpa da alta do dólar, somada à falta de oferta para atender a demanda. 

Houve quebra na produção, principalmente no início da pandemia de COVID-19, e a economia dos países industrializados pode voltar a sofrer novo abalo, por causa da chamada "segunda onda", representada pelo recrudescimento dos casos e das mortes. 

Como resultado, não se pode esperar muito dessa Black Friday, que deve fazer jus ao apelido no Brasil: Black Fraude. 


quarta-feira, 14 de outubro de 2020

De novo?

Estamos vendo práticas nefastas se repetirem neste país. 

O senador Chico Rodrigues (PP-RR), alvo de investigação por desvios de verbas destinadas ao combate à COVID-19 em Roraima, foi flagrado escondendo R$ 30 mil na cueca. 

Chico Rodrigues (PP-RR) é investigado por desvios de verbas em Roraima, entre os vários esquemas de corrupção nos Estados utilizando-se das verbas para combater a pandemia
 

Ele é vice-líder do governo no Senado, e repetiu a mesma prática do assessor do irmão de José Genoíno, então deputado petista, em 2005.

Estamos assistindo novamente às manobras de gente escondendo dinheiro em locais inapropriados. Antes, durante o Mensalão petista, e agora, com o "Covidão", formado pelas quadrilhas sugadoras do dinheiro que iria para os hospitais. Até quando abusarão do NOSSO DINHEIRO?

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Tanto ainda para saber

Nossa capacidade para acumular conhecimento é limitada. Quanto mais sabemos sobre vários temas, mais dúvidas temos. 

Decerto os ganhadores do Prêmio Nobel de Física que estudaram os buracos negros com base na Teoria Geral da Relatividade de Einstein ainda se perguntam muito sobre estes imensos corpos celestes capazes de atraírem até a luz com sua imensa força gravitacional. Imagine o público leigo, que só conhece os buracos negros por meio da ficção científica. Ignoram até certos fenômenos astronômicos bem mais próximos, como o cinturão de Van Allen, uma grande área formada por partículas eletricamente carregadas, suspensas pelo campo magnético da Terra. Van Allen nada tem a ver com Van Halen, o roqueiro que morreu hoje de câncer. 

Muito há para descobrir a respeito de certos temas mais relevantes do que aparentam, como as sementes vindas da China e de outros países asiáticos. O Ministério da Agricultura encontrou várias irregularidades, como bactérias, fungos e ácaros, enquanto as sementes exóticas são de espécies potencialmente perigosas ao meio ambiente. Parece ser parte de um procedimento fraudulento chamado "brushing", onde as empresas procuram melhorar sua avaliação enviando produtos aleatoriamente para validar entregas falsas. Isso é quase tão anti-ético quanto o bioterrorismo. As sementes não podem ser plantadas e nem ao menos jogadas no lixo para não virarem um problema ambiental, e precisam ser enviadas a alguma unidade do Ministério da Agricultura. 

Pode-se questionar esses dois assuntos, como não prioritários para os cidadãos comuns, mais preocupados em saber resolver as dificuldades econômicas, os problemas dos filhos em idade escolar, as limitações provocadas pela epidemia de coronavírus, e outras questões mais imediatas e próximas do cotidiano. As pessoas em geral não conseguem pensar em astronomia ou procedimentos comerciais duvidosos, enquanto quem se ocupa desses assuntos também deve lidar com o dia a dia de alguma forma. 

Nunca teremos a capacidade de saber tudo, mesmo na hipótese da espécie humana se desenvolver por milhares de anos. Quanto aos rumos do Homo sapiens, também não há como ter certeza...

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Breves de outubro

1. Começa o pré-cadastro para o Pix, o novo sistema de pagamentos para servir como nova opção, gratuita e rápida, para os tradicionais DOC e TED. No primeiro dia, mais de 3 milhões de pessoas já fizeram o procedimento, gerando instabilidades em aplicativos de bancos como o Itaú e o Bradesco, apesar do Pix só entrar em vigor a partir de 16 de novembro. As informações sobre como efetivar o pré-cadastro podem ser obtidas em várias fontes de informação confiáveis.

2. Donald Trump recebeu alta do hospital após contrair o coronavírus na semana passada e promete retomar plenamente as atividades de campanha, enquanto ele é alvo de críticas por seu passeio de ontem, quando ele saiu de carro e acenou para apoiadores nos arredores do hospital militar Walter Reed, em Washington. Também muito se falou sobre o tipo de tratamento recebido, com remdesivir e doses de oxigênio para ajudar na respiração, procedimento típico de pacientes graves da COVID-19. 

3. Enquanto isso, Jair Bolsonaro continua a desagradar parte dos seus apoiadores insistindo no nome de Kassio Nunes Marques, considerado longe demais do perfil "terrivelmente evangélico" para a vaga de Celso de Mello no STF, além de ser contra temas como a prisão em segunda instância. Piauiense, ele é malvisto também por ter ligações com o governador Wellington Dias (do PT) e ser garantista, isto é, defensor das prerrogativas de amplo direito de defesa por parte dos réus; esse perfil é parecido com o de Gilmar Mendes e Dias Toffoli. 

4. Na explosiva região do Cáucaso, entre a Rússia e a Ásia Ocidental, a guerra entre Armênia e Azerbaijão sai definitivamente do controle e ameaça se tornar mais um conflito de grandes proporções. Os russos apoiam a Armênia (mas tem importantes relações comerciais com o Azerbaijão, sendo os dois países beligerantes ex-soviéticos), enquanto a Turquia ajuda o governo azeri a debelar o separatismo na região de Nagorno Karabakh, de maioria armênia. A região é estrategicamente importante por abrigar oleodutos que conduzem o petróleo e o gás do Mar Cáspio para a Turquia, a qual, por sua vez, quer estender o fornecimento desses produtos para a Europa Ocidental. 

5. Enquanto o mundo sofre com uma pandemia viral, os microbiologistas Charles Rice, de Rockfeller University (Nova York), Harvey Alter, do Instituto Nacional de Saúde (Maryland), e Michael Houghton, da Alberta University (Edmonton, Canadá), ganharram o Prêmio Nobel da Medicina pela descoberta do vírus da hepatite C, em 1978, e estudos sobre a doença e seus meios de transmissão. Os estudos servem de alento para novas pesquisas sobre doenças virais como a COVID-19. 

Os americanos Alter (esquerda) e Rice (direita) e o britânico Houghton (meio) esperaram vários anos para serem premiados com o Nobel; a Academia começou hoje a anunciar os ganhadores (NIH History Office-Flickr / Alberta Univ. / Rockfeller Univ.)


terça-feira, 22 de setembro de 2020

Íntegra do discurso do presidente na ONU

Durante a reunião virtual dos líderes mundiais na ONU, o presidente Jair Bolsonaro foi o primeiro a discursar. Nada há de muito novo no conteúdo, onde ele dá a sua versão sobre os incêndios na Amazônia e no Pantanal, voltando a falar da prática indígena para limpar o terreno por meio das queimadas (como se só eles e os caboclos fossem os responsáveis pelos incêndios) e também falou sobre a pandemia e a hidroxicloroquina. Por outro lado, algumas passagens chamaram a atenção. 


Senhor presidente, da Assembleia Geral, Volkan Bozkir;
Senhor secretário-geral da ONU, António Guterres, a quem tenho a satisfação de cumprimentar em nossa língua-mãe;
Chefes de Estado, de governo e de delegação; Senhoras e senhores,
É uma honra abrir esta assembleia com os representantes de nações soberanas, num momento em que o mundo necessita da verdade para superar seus desafios.
A COVID-19 ganhou o centro de todas as atenções ao longo deste ano e, em primeiro lugar, quero lamentar cada morte ocorrida.
Desde o princípio, alertei, em meu país, que tínhamos dois problemas para resolver: o vírus e o desemprego, e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade.
Por decisão judicial, todas as medidas de isolamento e restrições de liberdade foram delegadas a cada um dos 27 governadores das unidades da Federação. Ao presidente, coube o envio de recursos e meios a todo o país.
Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população. Sob o lema “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”, quase trouxeram o caos social ao país.
Nosso governo, de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior:
– Concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente US$ 1.000 para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo;
– Destinou mais de US$ 100 bilhões para ações de saúde, socorro a pequenas e microempresas, assim como compensou a perda de arrecadação dos estados e municípios;
– Assistiu a mais de 200 mil famílias indígenas com produtos alimentícios e prevenção à COVID;
– Estimulou, ouvindo profissionais de saúde, o tratamento precoce da doença;
– Destinou 400 milhões de dólares para pesquisa, desenvolvimento e produção da vacina de Oxford no Brasil;
Não faltaram, nos hospitais, os meios para atender aos pacientes de COVID    .
A pandemia deixa a grande lição de que não podemos depender apenas de umas poucas nações para produção de insumos e meios essenciais para nossa sobrevivência. Somente o insumo da produção de hidroxicloriquina sofreu um reajuste de 500% no início da pandemia. Nesta linha, o Brasil está aberto para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e inovação, a exemplo da indústria 4.0, da inteligência artificial, nanotecnologia e da tecnologia 5G, com quaisquer parceiros que respeitem nossa soberania, prezem pela liberdade e pela proteção de dados.
No Brasil, apesar da crise mundial, a produção rural não parou. O homem do campo trabalhou como nunca, produziu, como sempre, alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas.
O Brasil contribuiu para que o mundo continuasse alimentado.
Nossos caminhoneiros, marítimos, portuários e aeroviários mantiveram ativo todo o fluxo logístico para distribuição interna e exportação.
Nosso agronegócio continua pujante e, acima de tudo, possuindo e respeitando a melhor legislação ambiental do planeta.
Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal.
A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil.
Somos líderes em conservação de florestas tropicais. Temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo.
Mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis por apenas 3% da emissão de carbono.
Garantimos a segurança alimentar a um sexto da população mundial, mesmo preservando 66% de nossa vegetação nativa e usando apenas 27% do nosso território para a pecuária e agricultura, números que nenhum outro país possui.
O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos.
E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente.
Estamos abertos para o mundo naquilo que melhor temos para oferecer, nossos produtos do campo. Nunca exportamos tanto. O mundo cada vez mais depende do Brasil para se alimentar.
Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas.
Os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação. Mantenho minha política de tolerância zero com o crime ambiental. Juntamente com o Congresso Nacional, buscamos a regularização fundiária, visando identificar os autores desses crimes.
Lembro que a Região Amazônica é maior que toda a Europa Ocidental. Daí, a dificuldade em combater, não só os focos de incêndio, mas também, a extração ilegal de madeira e a biopirataria. Por isso, estamos ampliando e aperfeiçoando o emprego de tecnologias e aprimorando as operações interagências, contando, inclusive, com a participação das Forças Armadas.
O nosso Pantanal, com área maior que muitos países europeus, assim como a Califórnia, sofre dos mesmos problemas. As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição.
A nossa preocupação com o meio ambiente vai além das nossas florestas. Nosso Programa Nacional de Combate ao Lixo no Mar, um dos primeiros a serem lançados no mundo, cria uma estratégia para os nossos 8.500 km de costa.
Nessa linha, o Brasil se esforçou na COP25 em Madri para regulamentar os artigos do Acordo de Paris que permitiriam o estabelecimento efetivo do mercado de carbono internacional. Infelizmente fomos vencidos pelo protecionismo.
Em 2019, o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle, acarretando severos danos ao meio ambiente e sérios prejuízos nas atividades de pesca e turismo.
O Brasil considera importante respeitar a liberdade de navegação estabelecida na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
Entretanto, as regras de proteção ambiental devem ser respeitadas e os crimes devem ser apurados com agilidade, para que agressões como a ocorrida contra o Brasil não venham a atingir outros países.
*
Não é só na preservação ambiental que o país se destaca. No campo humanitário e dos direitos humanos, o Brasil vem sendo referência internacional pelo compromisso e pela dedicação no apoio prestado aos refugiados venezuelanos, que chegam ao Brasil a partir da fronteira no estado de Roraima.
A Operação Acolhida, encabeçada pelo Ministério da Defesa, recebeu quase 400 mil venezuelanos deslocados devido a grave crise político- econômica gerada pela ditadura bolivariana.
Com a participação de mais de 4.000 militares, a Força Tarefa Logística- Humanitária busca acolher, abrigar e interiorizar as famílias que chegam à fronteira.
Como um membro fundador da ONU, o Brasil está comprometido com os princípios basilares da Carta das Nações Unidas: paz e segurança internacional, cooperação entre as nações, respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais de todos. Neste momento em que a organização completa 75 anos temos a oportunidade de renovar nosso compromisso e fidelidade a esses ideais. A paz não pode estar dissociada da segurança.
A cooperação entre os povos não pode estar dissociada da liberdade. O Brasil tem os princípios da paz, cooperação e prevalência dos direitos humanos inscritos em sua própria Constituição, e tradicionalmente contribui, na prática, para a consecução desses objetivos.
O Brasil já participou de mais de 50 operações de paz e missões similares, tendo contribuído com mais de 55 mil militares, policiais e civis, com participação marcante em Suez, Angola, Timor Leste, Haiti, Líbano e Congo.
O Brasil teve duas militares premiadas pela ONU na Missão da Republica Centro-Africana pelo trabalho contra violência sexual.
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Seguimos comprometidos com a conclusão dos acordos comerciais firmados entre o Mercosul e a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio. Esses acordos possuem importantes cláusulas que reforçam nossos compromissos com a proteção ambiental.
Em meu governo, o Brasil, finalmente, abandona uma tradição protecionista e passa a ter na abertura comercial a ferramenta indispensável de crescimento e transformação.
Reafirmo nosso apoio à reforma da Organização Mundial do Comércio que deve prover disciplinas adaptadas às novas realidades internacionais.
Estamos igualmente próximos do início do processo oficial de acessão do Brasil à OCDE. Por isso, já adotamos as práticas mundiais mais elevadas em todas as áreas, desde a regulação financeira até os domínios da segurança digital e da proteção ambiental.
No meu primeiro ano de governo, concluímos a reforma da previdência e, recentemente, apresentamos ao Congresso Nacional duas novas reformas: a do sistema tributário e a administrativa.
Novos marcos regulatórios em setores-chave, como o saneamento e o gás natural, também estão sendo implementados. Eles atrairão novos investimentos, estimularão a economia e gerarão renda e emprego.
O Brasil foi, em 2019, o quarto maior destino de investimentos diretos em todo o mundo. E, no primeiro semestre de 2020, apesar da pandemia, verificamos um aumento do ingresso de investimentos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso comprova a confiança do mundo em nosso governo.
O Brasil tem trabalhado para, em coordenação com seus parceiros sul-atlânticos, revitalizar a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.
O Brasil está preocupado e repudia o terrorismo em todo o mundo.
Na América Latina, continuamos trabalhando pela preservação e promoção da ordem democrática como base de sustentação indispensável para o progresso econômico que desejamos.
A liberdade é o bem maior da humanidade.
Faço um apelo a toda a comunidade internacional pela liberdade religiosa e pelo combate à cristofobia.
Também quero reafirmar minha solidariedade e apoio ao povo do Líbano pelas recentes adversidades sofridas.
Cremos que o momento é propício para trabalharmos pela abertura de novos horizontes, muito mais otimistas para o futuro do Oriente Médio.
Os acordos de paz entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, e entre Israel e o Bahrein, três países amigos do Brasil, com os quais ampliamos imensamente nossas relações durante o meu governo, constitui excelente notícia.
O Brasil saúda também o Plano de Paz e Prosperidade lançado pelo Presidente Donald Trump, com uma visão promissora para, após mais de sete décadas de esforços, retomar o caminho da tão desejada solução do conflito israelense-palestino.
A nova política do Brasil de aproximação simultânea a Israel e aos países árabes converge com essas iniciativas, que finalmente acendem uma luz de esperança para aquela região.
O Brasil é um país cristão e conservador e tem na família sua base. Deus abençoe a todos!


No discurso, ele falou sobre os tais US$ 1.000 como auxílio para o combate à COVID-19, o que induz os ouvintes a erro. A soma das nove parcelas do auxílio emergencial (5 x R$ 600,00 + 4 x R$ 300,00) ficam ainda muito abaixo dessa cifra. Já era esperado culpar a imprensa pela desinformação a respeito da pandemia, mas estes dados não possuem lastro algum e, por isso, viraram motivo de deboche. Para muitos, Bolsonaro quer fazer os outros líderes de idiotas. Por aqui, ficou clara a hesitação do governo em pagar os R$ 600,00 do auxílio emergencial, enquanto o Congresso se empenhou em aprovar este valor. 

Embora não seja surpresa a sua versão das queimadas, ele trata de suas opiniões como fatos consumados. Não passa pela cabeça dele considerar outras possibilidades, a serem investigadas pelas autoridades ambientais, que sofrem com faltas de recursos e pessoal. Voltou a denunciar as ONGs, mas não apontou o dedo para os europeus pelo suposto descaso deles com suas próprias florestas, ou os americanos pelos incêndios na costa oeste. 

Não se limitou apenas a se defender dos críticos que o apontam como leviano no combate ao vírus, e indiferente à causa ambiental. Também fez fortes críticas à tirania venezuelana, inclusive no obscuro caso das manchas de petróleo, dizendo com convicção que o derramamento foi criminoso, embora as investigações estejam ainda em andamento. 

Ele elogiou as medidas de Donald Trump para os acordos de paz entre Israel e algumas ditaduras islâmicas, como Bahrein e Emirados Árabes Unidos, e falou sobre a "cristofobia", chavão para a denúncia contra a violência contra cristãos em alguns países (principalmente na China). Por fim, disse que o "Brasil é um país cristão e conservador". Muitos se incomodaram com esta frase, inclusive quem se considera cristão e conservador, porque essas qualidades são atribuídas a povos, e não a lugares. 

No final, o discurso de Bolsonaro vai render muitas conversas e comentários entre os apoiadores e os críticos (a maior parte da imprensa entre estes últimos), por bastante tempo. Não mudará os conceitos que ambos os grupos fazem dele. 



N. do A.: Depois da fala inaugural do presidente brasileiro, Donald Trump e Xi Jinpíng, os governantes mais poderosos do mundo, deixaram bem claro: estamos num conflito velado, entre Estados Unidos e China, cujo estopim foi a pandemia, chamada de "vírus chinês" por Trump, que acusou o governo chinês de negligência, infectando o resto do mundo. O dirigente chinês, em seu discurso, defendeu a vacina feita por laboratórios de seu país, a OMS (cujo presidente, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesys, é acusado de ser um "vassalo" de Jinping) e fez questão de querer dividir a liderança global com Trump. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Como estão os competidores da corrida pela vacina

Existem muitas dúvidas a respeito das vacinas fabricadas por empresas britânicas, americanas e chinesas, e por laboratórios russos, não só quanto à sua eficácia - o item mais importante - mas pela segurança de uso e métodos empregados. 

Os pesquisadores envolvidos alegam ter publicado artigos científicos comprovando a utilidade de seus produtos para combater o flagelo mundial, responsável pela morte de centenas de milhares de pessoas e uma soma vultosa de prejuízos financeiros. Não faltam outros pesquisadores para contestarem os resultados. A priori, artigos científicos podem e devem ser contestados pela comunidade científica, mas muitos "especialistas" versados menos em ciência e mais em mídias sociais e vídeos para ganharem likes se dão ao direito de opinar, com a convicção típica de quem está a falar de uma partida de futebol. 

Infelizmente, isso parece outro tipo de jogo, e também movimenta bilhões de dólares, euros, rublos e yuans. Quem terminar as candidatas a vacina primeiro ganha dinheiro primeiro, das pessoas dispostas a correr riscos para conseguirem uma imunidade contra o vírus, dos governos dispostos a comprá-la e de outras empresas e instituições envolvidas nos projetos. 

Devemos temer a vacina? Será que ela vai criar mais um problema no lugar de se tornar uma solução para a pandemia?

O governador de São Paulo João Dória anunciou a vinda de cinco milhões de doses da CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, para outubro, após a verificação dos efeitos do produto nos voluntários, todos profissionais de saúde, durante a fase 3. A Sinovac usa o método mais arriscado: vírus mortos ou atenuados do próprio coronavírus. 

Dificilmente a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, considerada a mais confiável pelo Ocidente, ficará pronta antes, pois está terminando a fase 2, após atrasos provocados por uma reação não desejada em uma única pessoa. Serão distribuídas 100 milhões de doses até dezembro deste ano ou início de 2021. Usa como antígeno, agente provocador das reações imunológicas no organismo, vírus mortos causadores de gripe comum em chimpanzés, modificados com o RNA do causador da COVID-19. 

A BNT162, da BioNTech e da Pfizer, também está na fase 3 e promete produzir 100 milhões de doses até dezembro. Usa o RNA mensageiro, ou seja, fragmentos do código genético retirado do agente infeccioso em questão. 

A mais polêmica de todas é a Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, já em processo de produção em maior escala. A revista britânica The Lancet aceitou publicar o artigo científico atestando a eficácia do produto, baseado no adenovírus humano modificado com espículas do coronavírus. 

Por fim, a última candidata a ficar disponível no Brasil algum dia, a ADS26.CoV2.S, da Janssen-Cilag (divisão farmacêutica da Johnson & Johnson), também está na fase 3, mas não há prazo para ser distribuída. Usa o RNA mensageiro como indutor para a produção de anticorpos no organismo. 

Enquanto elas não ficarem prontas, muitos as questionarão, apontando suposto uso de fetos abortados ou chips para implantação em pessoas, com o intuito de controlar suas vidas. Ou simplesmente um meio de provocar o extermínio das "cobaias", para a implantação da Nova Ordem. Ou qualquer outra ideia criativa,  com grau maior ou menor de veracidade e/ou paranoia, formulada por teóricos de conspiração. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Coisas duras de engolir

 

 - Infestação de mosquitos em pleno inverno, devido às temperaturas anormalmente altas.

- Pacote-bomba explodir em São Paulo, lembrando os ataques terroristas; a vítima sofreu queimaduras nos braços e no tórax, mas não corre risco de morrer. 

- Aglomerações em bares, restaurantes, locais públicos e festas privadas, enquanto escolas permanecem fechadas: será que estamos sabendo lidar com o coronavírus?

- Autoridades brasileiras não se previnem e contraem a COVID-19, incluindo o presidente da República, governadores como João Dória, e, mais recentemente, Rodrigo Maia e o presidente do STF, Luiz Fux. 

- Conivência criminosa do governo federal e omissão dos governos estaduais com as queimadas no Pantanal e na Amazônia, enquanto animais são resgatados feridos.

- Ativistas ambientais só falarem desses incêndios, mas não os da Califórnia, onde houve mais mortes humanas, além de vários animais também serem vitimados.

- Certas coisas que passam na televisão, inclusive um seriado na Netflix, Lindinhas, que tentou denunciar a pedofilia mas é acusado de fomentá-la.

- O SBT transmitindo jogos da Libertadores, com direito a sorteio de perfumes Jequiti no intevalo. Argh!

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Calma! Não é o fim do mundo!

O pacote de arroz está beirando os R$ 40,00, mas não é sinal do fim dos tempos, e sim porque houve problemas na safra e o dólar alto estimulou as exportações do cereal, enquanto a demanda não diminuiu mesmo com a pandemia. De qualquer forma, é mais uma péssima notícia para o novo povo, que vê os preços dos alimentos em geral dispararem. 

Para muitos, existem sinais do Apocalipse, vindo de eventos graves, inaceitáveis ou simplesmente estranhos. Acalmem-se! O mundo não acabará em 2020!

Bolsonaro e Lula adiantaram a campanha de 2022 para agora, não porque estejam trabalhando para o anticristo, mas porque são políticos acostumados a andarem com as massas, o que certos membros da elite não afeita ao povão chamam de demagogos, oportunistas e populistas, adeptos do "nós contra eles".

Nada de achar que estamos indo para o abismo por causa de algumas aglomerações nas praias durante o feriado. Isso está longe de ser um comportamento aberrante típico de pessoas possuídas por entidades malignas, sendo apenas mostras de negligência e imaturidade durante a pandemia de COVID-19 - algo perfeitamente dentro dos padrões humanos. 

Precisamos manter a calma diante de anúncios sobre revezes de testes para a vacina contra a COVID-19. Houve uma "reação adversa séria" em paciente testado com a candidata à imunização fabricada em Oxford. Será uma sabotagem feita pelos chineses ou pelos russos? Ou são acidentes de percurso típicos de uma corrida para imunizar as pessoas do vírus. As pesquisas só têm poucos meses. Normalmente, o desenvolvimento de uma vacina leva anos. 

Nowak Djokovic foi desclassificado por ter se irritado quando estava perdendo o primeiro set para o espanhol Pablo Carreño Busta na US Open, e jogado uma bola que acabou acertando uma juiza. Não foi influência de nenhuma força demoníaca, mas instabilidades emocionais podem ocorrer até com o número 1 do tênis mundial. 

O GP de Monza terminou com três azarões no pódio (Pierre Gasly, Carlos Sainz Jr. e Lance Stroll) por uma série de fatores, como o erro estratégico da Mercedes e de Lewis Hamilton ao pararem antes da abertura para o pit stop, após o acidente com Kevin Magnussen, e o forte acidente envolvendo Charles Leclerc, provocando uma bandeira vermelha, além do abandono de Sebastian Vettel e Max Verstappen. Hamilton foi punido com um stop and go e acabou terminando a corrida apenas em sétimo. Até evidências em contrário, não se pode apontar a influência das casas de apostas, dos Illuminati ou das legiões de Satanás.


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A política mundial na sexta-feira

No Brasil, o assunto do dia foi o afastamento do governador do Rio, Wilson Witzel, acusado de tomar parte ativa na corrupção que assola o Estado há anos, e também responsável por desvios de verbas para a saúde. A decisão foi tomada pelo juiz Benedito Gonçalves, do STJ, em decisão monocrática. Witzel foi eleito aproveitando a onda pró-Bolsonaro, vitoriosa em 2018, mas se tornou adversário político do presidente, postura exacerbada durante a pandemia. Bolsonaro o via como possível adversário político nas eleições presidenciais de 2022. Ao receber a notícia do afastamento, Witzel acusou a família Bolsonaro de ter influenciado na decisão do juiz Gonçalves. 

Wilson Witzel foi afastado pelo STJ, e pode sofrer impeachment, cujo processo foi retomado com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Fernando Frazão/Ag. Brasil)

Aliado político de Witzel, o pastor Everaldo, presidente do PSC e ex-candidato à Presidência em 2014, foi preso por acusações de participar da rapinagem contra os cofres cariocas. 

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Nos Estados Unidos, membros do Black Lives Matters preparam-se para uma grande manifestação contra Donald Trump em Washington, enquanto o presidente norte-americano faz forte campanha contra o opositor Joe Biden, apontando-o como fraco diante do chamado "perigo chinês". A radicalização política não arrefece com a pandemia. Trump quer mais quatro anos para, à sua maneira, implantar o que ele entende por fortalecer a América, enquanto a oposição formada pelos democratas e pelos ativistas, investe contra o presidente republicano. A agressividade dos Black Lives Matters e outros grupos foi atiçada pela violência policial contra outro homem negro, Jacob Blake, alvejado sete vezes e algemado em sua cama no hospital onde foi internado; Blake já não corre risco de morte. 

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Enquanto isso, no Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe anuncia renúncia devido a problemas de saúde. Ele sofre com uma doença intestinal, a colite ulcerativa crônica, impedindo-o de manter atividades normais. Abe acumulou quatro mandatos como governante do país asiático, nos períodos 2006-2007, 2012-2014, 2014-2017 e 2017-2020. No último mandato, a economia do Japão insistia em não decolar, e foi seriamente afetada pela pandemia de COVID-19. Além disso, o perigo representado pela ditadura da Coréia do Norte é um fator de estresse para Abe e para o povo japonês. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

COVID-19 perto da queda

O Brasil passou seis meses submetido à tirania do inimigo vindo da China, o coronavírus, responsável por arruinar a economia e matar mais de 116 mil pessoas. Só agora, depois de fracassarmos no combate à pandemia, ela está dando mostras de queda. 

Depois de seis longos meses, a epidemia está começando a diminuir, lentamente, seu poder no Brasil (Gráfico do site Projeto Colabora)

Em agosto, está mais clara a tendência, embora a prudência nos recomende manter os procedimentos de segurança, como o uso de máscaras e o reforço na higiene. 

O número de mortes ainda continua muito alto. Na última contagem, foram 1.276. Há também uma tendência de queda, embora em alguns Estados, como Rio de Janeiro, Bahia e Goiás, a taxa de novas mortes esteja, neste momento, em alta. 

Temos ainda o número de recuperados, que já se aproxima dos 3 milhões, graças principalmente ao esforço dos médicos e dos enfermeiros. Infelizmente, ainda não há a devida valorização do trabalho deles, e nem a necessária colaboração para evitar o desgaste dos profissionais de saúde, muito expostos ao vírus pelo contato direto com os doentes e nem sempre com equipamentos adequados, como os respiradores da Poli, que passaram por testes rigorosos e trâmites burocráticos, para só agora serem liberados pela Anvisa. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Candidatos a orgulho e vergonha de agosto

Por enquanto, o maior candidato a receber o selo de "Orgulho Nacional" é uma equipe envolvida na pesquisa sobre anticorpos contra a COVID-19, obtida a partir de plasma de cavalos. O coordenador do projeto, Jerson Lima Silva, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), apresentou seus resultados ontem no simpósio sobre a pandemia na Academia Nacional de Medicina (ANM). Segundo ele, o soro obtido de cavalos tem eficácia até 100 vezes maior, se forem comparados com os soros obtidos a partir de plasma humano. 

Enquanto isso, a maior candidata ao selo da "Vergonha" é a juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1a Vara Criminal de Curitiba. encarregada de julgar um réu, Natan Vieira da Paz. Em sua sentença, ela escreveu: 

"Seguramente integrante de grupo criminoso, em razão de sua raça (...)" 

Pressupondo, portanto, que a raça justifica o fato do réu pertencer a uma quadrilha. Essa torpeza foi escrita por uma juíza, dando informações muito além da ficha criminal do acusado. A Constituição, cujo conteúdo a magistrada conhece muito bem (até prova em contrário), é clara a respeito do racismo (Artigo 5, Inciso XLII), como crime inafiançável e imprescritível. 

Isto logo chamou a atenção do Senado. Ontem, o Plenário votou e aprovou um voto de repúdio contra a juíza. Não pode haver tolerância com condutas dessa natureza, ainda mais vindo de autoridades encarregadas de impor as leis. 


N. do A.: Por falar em vergonha, o Barcelona se tornou vergonha mundial ao perder de 8 a 2 do Bayern de Munique nas quartas-de-final da UEFA Champions League. Lionel Messi nada conseguiu fazer, e apenas o "mordedor" Luiz Suarez fez um gol para os catalães, porque o outro foi contra (do lateral David Alaba). Thomas Müller (2 gols), Perisic, Gnabry, Kimmich, Lewandowski e Philippe Coutinho (2 gols), destruíram os culés sem piedade, lembrando um certo evento, ocorrido há pouco mais de seis anos atrás, quando a Seleção Brasileira nunca mais foi a mesma após o jogo com os alemães, naquela infame Copa do Mundo. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Pequena resenha do dia

1. O Brasil, para não variar, entra em uma pequena crise no mínimo uma vez por mês e jamais se recupera completamente das crises maiores que ocorrem ano sim e outro também. Agora, Paulo Guedes perde dois de seus mais competentes técnicos, o dólar aumentou, a Bovespa caiu e o presidente se viu obrigado a reafirmar seu apreço pela responsabilidade fiscal, em coletiva com os líderes do Congresso. 

2. Michel Temer vai viajar ao Líbano para liderar a comitiva que irá levar ajuda humanitária ao Líbano, carcomido pela grande tragédia do último dia 4, estopim para as revoltas contra o governo local. A nomeação do ex-presidente, detestado por muitos bolsonaristas, é resultado da maior aproximação do presidente com o Centrão e o MDB. 

3. Sérgio Moro, o ex-ministro da Justiça, vai virar professor do Centro Universitário de Brasília, o UniCEUB, e dará aulas a partir de setembro para os cursos de Combate à Corrupção, Combate à Lavagem de Dinheiro e Estado de Direito. A notícia foi dada hoje pela mídia. 

4. O governador de São Paulo, João Dória, está com a COVID-19, e é obrigado pelos médicos a se isolar. Ele está assintomático e faz questão de dizer que não está tomando a hidroxicloroquina, cujo uso é defendido pelo presidente e seus acólitos, além de alguns médicos e outros profissionais de saúde. 

5. As serpentes criadas clandestinamente em Brasília foram transferidas para o Instituto Butantan. Uma delas, uma naja indiana, foi o responsável por picar o seu criador, o estudante de medicina Pedro Henrique Krambeck, que está recuperado da peçonha e agora vai responder por crimes de tráfico de animais exóticos. 

6. O PSG está mais próximo de seu sonho, o título da UEFA Champions League, após vencer de virada o Atalanta, até então considerada a grande surpresa da competição. Pasalic abriu o placar, mas Marquinhos e Choupo-Moting salvaram o time francês do desastre. Vai esperar o resultado de Atlético de Madrid contra Red Bull Leipzig, amanhã. 

7. No Brasil, apesar do coronavírus, voltou a se falar muito em futebol (e não nos outros esportes, como seria normal se as Olimpíadas não fossem adiadas por motivo da pandemia). Destaque para a grande zebra, aliás, o dragão do Atlético-GO vencendo o Flamengo por 3 a 0, pelo Campeonato Brasileiro, em sua segunda rodada. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Vergonha mundial!

No último fim de semana o Brasil confirmou a péssima fama de se tornar um paraíso para o coronavírus e atingimos a triste marca de 100.000 mortes. 

 

Mais do que procurar culpados por essa tragédia utilizando convicções políticas, devemos procurar nos informar melhor sobre o que se deve fazer para a doença parar de matar tanto enquanto a vacina não chega. 

Deve-se parabenizar o esforço dos profissionais de saúde que estão aprendendo a lidar com o vírus e usar seus esforços e conhecimentos, recuperando mais de 2 milhões. 

Mas eles não podem fazer tudo sozinhos. Governantes e cidadãos ainda não aprenderam a lidar com o inimigo invisível. Entre os primeiros existem muitos grupos onde o interesse pessoal e imediato vem acima da preocupação com os últimos, que também não fazem o suficiente por ignorância ou negligência.

Muitas pessoas nem se dão ao trabalho de aprimorar a higiene pessoal e usarem as máscaras direito, quando precisam sair para trabalhar e fazer outras atividades. 

Como, então, conciliar a prevenção e a vida normal, com o mínimo prejuízo à liberdade das pessoas, muitas delas com dificuldades atrozes até para manter um padrão mínimo de sobrevivência? 

Soluções simples demais para ajudar a resolver a complexidade desse problema já foram tentadas e fracassaram, embora continuem sendo tentadas pelos nossos dirigentes. Vacinas eficientes não vão ficar prontas tão cedo, e a chamada "imunidade de grupo" leva muito tempo e sua eficiência seria maior com atitudes que lembram o darwinismo social, com a eliminação dos mais fracos e menos adaptados a esta circunstância, negando para eles quaisquer tratamentos ou induzindo-os a tomar ozônio  (que é tóxico) ou substâncias inúteis contra quaisquer vírus, como a nitazoxanida, a ivermectina (ambos vermífugos, e não antivirais) e outras drogas.  

Aguardar passivamente a doença nos atingir ou nos arruinar? Fingir que não existe coronavírus? Ou aprender a lidar com essa tragédia, colaborando para diminuirmos o ritmo do contágio e das mortes?


segunda-feira, 27 de julho de 2020

Presidente denunciado em Haia

Este blog pretendia dedicar a semana a abordar assuntos fora da política, mas não pode deixar de registrar a denúncia feita por dezenas de instituições, como o sindicato de profissionais de saúde UNI Américas, contra o presidente Jair Bolsonaro. 

Não bastasse ser um dos poucos governantes a terem a COVID-19, da qual se recuperou aparentemente, ele também é um dos raros chefes de Estado a serem alvo de investigação do Tribunal Internacional de Haia, para o qual muitos recorrem em caso de denúncias de genocídio e crimes contra a humanidade. Na verdade, foi devido à sua omissão diante da pandemia, dizendo que nada pode fazer pois governadores e prefeitos decidem como enfrentar este problema gigantesco - e também fracassaram, conforme os números de casos e mortes no país. 

O Palácio da Paz de Haia, Países Baixos, onde o Tribunal Internacional está instalado (Divulgação)

Na prática, no que isso vai dar? Muito provavelmente em nada.

O tribunal analisa centenas de processos, e para o julgamento ser levado adiante a acusação deve estar de acordo com a tipificação. Condenações por genocídio são raras, pois na maior parte das vezes o acusado não se encaixa na figura de alguém que persegue sistematicamente etnias ou grupos. O mesmo acontece para o caso dos crimes contra a humanidade, que incluem escravidão, tortura, deportações, estupros e outros delitos apoiados oficialmente. Os processos não podem entrar em choque com as legislações locais, e portanto há mais chance das Cortes Supremas dos países conseguirem algo do que entidades não ligadas ao meio jurídico. 

segunda-feira, 20 de julho de 2020

O efeito Dunning-Kruger

Existe um curioso comportamento humano estudado por Justin Kruger e David Dunning, psicólogos da Cornell University. Segundo eles, há uma tendência a superestimar o próprio conhecimento, o que pode levar a resultados desastrosos. 

A dupla realizou testes com alunos, de gramática e matemática. No primeiro teste, muitos superestimavam o próprio conhecimento, e foram mal. Depois de um período de treinamento, durante o qual eles adquiriram maior conhecimento, houve um efeito contrário: as pessoas acharam que sabiam menos. Com mais experiência, porém, eles passaram a ter mais confiança, embora não chegassem a ter a mesma presunção de antes. 

Esse efeito pode ser descrito na imagem abaixo: 

Gráfico do conhecimento em função da confiança, segundo o estudo Dunning-Kruger, explicado de maneira humorística (Reddit - r/Brasil)


Dessa forma, eles conseguiram colocar mais fundamentação à tendência de se achar mais habilidoso e capaz do que os outros, questionando inclusive quem realmente tem mais conhecimento. Acabam utilizando argumentos questionáveis, e muitas vezes rebatem os interlocutores de forma inadequada. 

Por outro lado, quem tem um pouco mais de conhecimento de determinado assunto tende a ser mais cauteloso, muitas vezes desanimando quando a temática estudada é mais complexa do que lhe parece. Vencida esta etapa, quem se dedica a estudar e praticar acaba acumulando ao mesmo tempo experiência e confiança. 

Nem todos possuem interesse em se aprofundarem, contentando-se com o pouco que sabem. É o que acontece em vários aspectos do cotidiano, inclusive na atual epidemia. Pessoas não especializadas em infectologia utilizam seu escasso conhecimento para questionarem as autoridades sanitárias ou sustentarem opiniões equivocadas, a favor ou contra o isolamento social e o tratamento da doença enquanto não há a vacina. 

Por isso surgem comportamentos lamentáveis, como o do desembargador que humilhou um guarda civil em Santos, para não usar máscara, chegando até a falar em francês ("Vouz parlez français, monsieur?"), parecendo encarnar o personagem Jourdain da peça Le Bourgeois Gentilhomme (O Burguês Fidalgo), de Molière, o consagrado dramaturgo do século XVII, exibindo toda a sua pretensa "superioridade".

O efeito Dunning-Kruger também ajuda a compreender por que o Brasil está com 80 mil óbitos, enquanto muita gente, ignorando os riscos, sai em máscara e se aglomera, correndo o risco de contrair o coronavírus. Por outro lado, outros se apressam em lançar teorias sobre o futuro da humanidade após a pandemia, falando em tiranias, ou na "Nova Ordem Mundial", ou em uma espécie de paraíso terrestre, usando menos o que sabem sobre a dinâmica da pandemia e mais em conhecimentos, mais ou menos digeridos, sobre ideologias e políticas. 


N. do A.: A maior candidata à vacina, produzida em Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, obteve resultados promissores, segundo os testes, de acordo com a revista The Lancet. A aplicação da vacina conseguiu induzir os pacientes a desenvolverem certa imunidade, produzindo anticorpos e maior quantidade de linfócitos T, responsáveis pelo combate aos parasitas. 

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Bovespa acima dos 100 mil pontos

Aparentemente, os investidores perderam o medo de depositar seu dinheiro no Brasil, e isso tem suas razões: a reforma tributária está avançando (lentamente) no Congresso e a epidemia de coronavírus parou de piorar, chegando a um platô de casos e de mortes. 

No mundo, existe a constatação segundo a qual a pandemia não foi tão atroz a ponto de causar danos irreversíveis às economias, embora eles sejam grandes e requeiram altos investimentos para fazer os empregos voltarem. Setores industriais, como os de alta tecnologia, muitos deles na Ásia, onde a epidemia não foi tão severa, estão voltando a produzir. 

Isto explica, em parte, por que a Bovespa está atingindo mais de 100.000 pontos, retomando uma trajetória interrompida logo após o carnaval, quando houve um dos maiores tombos da História recente. 

Entretanto, o cenário ainda é incerto. Já se fala numa "guerra fria" entre os Estados Unidos, a China e a Rússia, com tensões militares e acusações de espionagem e uso de hackers. O cenário político e econômico no Brasil ainda é ruim, e a ligeira melhora em indicadores sociais, como o analfabetismo, pode estar comprometida pela ação do coronavírus. E, a médio prazo, a economia brasileira irá sofrer severamente pelas deficiências educacionais causadas pela pandemia, que levou à paralisação das escolas e universidades. 

Esta situação de aparente otimismo, portanto, tem forte tendência a não durar muito. Neste caso, informação, senso de oportunidade, busca por conhecimento, aprimoramento individual, inteligência emocional (inclui aí a empatia e a capacidade de cooperar e solidarizar-se) e resiliência podem ser úteis. 


N. do A.: A situação econômica do Brasil pode não ser tão ruim, mas a política do Brasil ainda está bem longe do aceitável. O PSDB está se corroendo graças às denúncias contra o ex-governador Geraldo Alckmin, por obtenção de recursos ilegais da Odebrecht nas eleições de 2010 e 2014; não estão incluídas aí as acusações referentes à "máfia da merenda" e os superfaturamentos nas obras do Metrô e do Rodoanel. 

terça-feira, 14 de julho de 2020

Tensão institucional e liberdade de opinião

As desavenças entre o ministro Gilmar Mendes e os militares são mais um motivo para preocupação em torno da nossa frágil democracia. 

Serve para se pensar: até que ponto um ministro do STF pode ir ao exercer a liberdade de opinião, utilizando palavras fortes e agressivas contra a atuação do Exército em uma pasta estranha às suas atribuições constitucionais, ou seja, a defesa da Pátria e a manutenção da lei e da ordem por determinação de um dos Poderes? 

Gilmar Mendes criticou duramente a presença de militares no Ministério da Saúde e recebeu resposta à altura vinda do vice-presidente Hamílton Mourão e dos generais (Carlos Moura/STF) 

O termo "genocídio" foi usado de forma infeliz pelo ministro, que nunca foi bem visto pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, mas ele tocou num ponto sensível do governo, acusado de fazer a pior gestão possível na área da Saúde e manter um general da ativa como ministro interino da Saúde, algo nunca visto nos últimos anos, nem no regime militar, enquanto a pandemia destrói vidas e requer a ação de profissionais da saúde treinados e dedicados, e não de soldados acostumados a combaterem inimigos com canhões, fuzis e metralhadoras e não com remédios (incluindo a polêmica hidroxicloroquina, da qual o presidente, ainda parasitado pela COVID-19, faz loas, apesar de ainda haver muita discussão, nem sempre baseada em fundamentos científicos, a respeito de sua eficácia). 

Acionaram até a Lei de Segurança Nacional, o Código Penal Militar (usado exclusivamente contra militares, em países com maior apego às instituições democráticas) e a Procuradoria Geral da República para mostrarem sua fúria por serem acusados de suposto "genocídio". E isso contra uma das mais altas autoridades do Poder Judiciário. Ambos os envolvidos são chamados por termos ainda mais pesados e indecorosos, e se os excelentíssimos senhores lançarem mão de recursos semelhantes contra os críticos, este país seria uma tirania sufocante. 

Gilmar Mendes se explicou em termos menos contundentes e mais adequados, mas continuou a falar sobre a falta de um titular para a pasta da Saúde, enquanto a COVID-19 afeta os brasileiros, inclusive os índios, mortos sem assistência adequada e cuja população está em declínio, motivo pelo qual se usa o termo falado pelo magistrado do STF entre os críticos do governo, ambientalistas e militantes. Enquanto isso, a PGR analisa o assunto e há movimentos nos bastidores para amenizar mais este mal estar. 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Repetindo o bordão dos últimos anos

É aquele mesmo, desde o fatídico dia, conhecido como o 8/7 neste blog em alusão ao 11/9 dos americanos (a data do ataque da al-Qaeda às Torres Gêmeas): 

7 A 1 FOI POUCO !

Agora vivemos catástrofes piores, como a COVID-19 causada pelo coronavírus, a depressão econômica, o recorde em desmatamentos ilegais, a corrupção gigantesca e ainda não devidamente controlada. Conseguimos a proeza de piorar ainda mais a situação educacional do país, e de sermos governados por um dos poucos líderes de nações a estar com a COVID-19. 

A pandemia conseguiu paralisar o futebol, aliás, mas muitos nem parecem preocupados com isso, devido à deterioração política causada pela roubalheira sistêmica e outros males do governo petista, causando a Operação Lava Jato, o recrudescimento dos conflitos ideológicos e a vitória de Jair Bolsonaro. 

No meio futebolístico, só há emoção quando se fala nos clubes, principalmente o Flamengo e os europeus. Mesmo assim, eles não são unanimidade. O rubro-negro é elogiado pelos resultados obtidos em 2019, sendo campeão brasileiro e da Libertadores, mas a gestão, excelente no retorno financeiro, se mostrou hedionda na administração do incêndio que matou boa parte da base do clube no "Ninho do Urubu", e na condução da volta do futebol com a pandemia ainda em curso. Os bilionários clubes europeus nem sempre conseguem bons resultados, principalmente os "novos ricos" como o Manchester City e o PSG, regados a petrodólares vindos de magnatas vivendo em países islâmicos. Até mesmo clubes mais tradicionais não livram os torcedores de presenciarem vexames e atuações pífias. 

Mas, e a Seleção Canarinho de futebol, vítima imediata daquele placar ridículo há seis anos atrás, durante a "Copa da Vergonha"?

Ela não melhorou sua imagem e chegou até a piorar com os escândalos envolvendo a corrupção na CBF e os fracassos nos torneios (Copa América 2015 e 2016, Copa do Mundo de 2018), algo não compensado pela conquista da Copa América em 2019. Tivemos, após a demissão de Luiz Felipe Scolari, um dos principais culpados pelo vexame, os comandos irregulares de Dunga e Tite, que não poderiam mesmo resgatar a imagem da equipe, cuja camisa amarela é lembrada mais para ser usada em manifestações ocasionais, agora problemáticas devido ao risco do coronavírus. 

O Brasil deixou de ser a chamada "pátria de chuteiras" e sua equipe nacional de futebol já não inspirava tanto temor desde o fracasso dos veteranos Ronaldo, Ronaldinho, Cafu e Roberto Carlos na Copa de 2006, jogada na Alemanha (sim, aquele país!). Com a substituição destes por novos jogadores, sem o mesmo talento, e isso incluindo o astro Neymar, houve retrocesso, enquanto outras equipes evoluíam. E a dignidade se perdeu de vez com o 8/7, talvez para não mais voltar. 

Só realimentamos a velha "síndrome de vira-lata", termo usado por Nelson Rodrigues, popular quando o Brasil perdeu sua primeira Copa em solo pátrio (1950) e Martha Rocha (*) ficou sem o título de Miss Universo (1954). Mas, naqueles tempos, não havia nem coronavírus, nem preocupação com a roubalheira e nem temor por um futuro sombrio. 


(*) N. do A.: Há pouco tempo, estamos sem a eterna Miss Brasil, Martha Rocha, morta no início deste mês aos 83 anos. 

terça-feira, 7 de julho de 2020

O vírus controla o Brasil

Estava pensando em dar continuidade a um artigo da série "Todos contra o vírus", apesar de haver uma torrente de comportamentos erráticos que dificultam o controle da COVID-19. 

Pois bem, o presidente Jair Bolsonaro tanto se expôs em seus frequentes encontros com correligionários e aliados que ele acabou conseguindo contrair o vírus. O presidente revelou sua condição em entrevista coletiva, mostrando os resultados do exame. 

Bolsonaro ganhou o privilégio de ser um dos poucos chefes de governo a se contaminarem com o coronavírus! (Divulgação)


Não há garantias para fazer o pessoal parar de adotar comportamentos de risco, mesmo porque há casos como o da engenheira que afrontou um fiscal da Vigilância Sanitária no Rio de Janeiro ao ser abordada sem máscara, insinuando ser melhor do que os outros porque ela e o marido, também sem máscara e brigando com o agente de saúde, se formaram. Só conseguiu provar o contrário, e a situação dela piorou ao ser demitida pela empresa Taesa. 

A confusão só piora porque as autoridades do Brasil estão atarantadas, explicitando o seu fracasso. E eles não estão sozinhos. Até os representantes da OMS escancaram sua falta de conhecimento sobre o inimigo invisível, ao insistirem em considerar os objetos mais perigosos para o contágio do que o ar circulante. Artigos científicos refutam essa hipótese e falam nos perigos de ambientes fechados, principalmente onde há circulação forçada do ar, levando o vírus a se propagar e infectar os ocupantes. Isso reforça o menor perigo dos ambientes abertos.

O desconhecimento, a falta de rumo de nossos representantes públicos, a ausência de seriedade nas discussões sobre a pandemia entre os "çabiuz" formadores de opinião, e a predisposição de muitos brasileiros em fugirem do distanciamento social por não suportarem a longa e até agora perdida luta contra o coronavírus, deram ao vírus mais poder para dirigir o futuro do Brasil do que o próprio presidente da República, agora mais uma vítima da ação dos microscópicos tiranos. 


N. do A. 1: As próximas postagens abordarão temas mais diversos, porque a finalidade do blog não é a divulgação de algo do tipo "Plantão da Globo" para reproduzir más notícias de grande repercussão, como hoje, ou a morte de alguém famoso, como ontem.

N. do A. 2: Ainda não temos ministro da Educação!