quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Alfredo Gaspar vai ser vice do Flávio

Ex-promotor público e ex-Secretário da Segurança Pública de Alagoas, e também filiado ao PL, Alfredo Gaspar aceitou ser vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Apesar da pressão política dos correligionários, para formar coligações com o PP e o Republicanos, a chapa "puro sangue" está aparentemente decidida. 

Não demorou para os governistas tentarem encontrar algum suposto ponto fraco. Encontraram um daqueles bem escabrosos: ele foi acusado de estuprar uma adolescente de 13 anos, em processo ainda para ser avaliado pela PGR. O próprio Gaspar solicitou um exame de DNA como contraprova de sua inocência no caso, algo que acusados de estupro em geral temem fazer. 

Eles também apontam a influência de Arthur Lira, ex-presidente da Câmara e padrinho político do atual mandatário do cargo, Hugo Motta. Os governistas, aliás, possuem entre seus pares o ex-senador Renan Calheiros. Tanto Lira quanto Calheiros são vistos como membros da "República de Alagoas", e não faltam os "isentões" para concordarem com uma das máximas do escritor - alagoano - Graciliano Ramos, o autor de Vidas Secas, que chegou a falar em "Golfo de Alagoas", ou seja, inundar o estado para formar uma formação marítima agora inexistente no Brasil. 

Há quem queira convencer o filho mais velho de Jair Bolsonaro a oferecer o cargo de vice para a madrasta, Michelle Bolsonaro, para tentar conquistar mais votos das mulheres. Mas Flávio já decidiu e vai prestigiar Gaspar, pois o considera uma pessoa comprometida com a segurança pública, um problema recorrente não só em Alagoas, mas no Brasil todo. 

Alfredo Gaspar vai concorrer ao cargo de vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (Andressa Anholete / Agência Estado)

O cargo de vice-presidente gerou alguns problemas no passado, inclusive para Jair Bolsonaro, que indicou o general Henrique Mourão, muito criticado pelos bolsonaristas por não rezar a cartilha deles. Mourão, por exemplo, apoiou as medidas sanitárias durante a pandemia de COVID-19. Fernando Collor teve Itamar Franco, com quem teve algumas rusgas devido às diferenças ideológicas, e Michel Temer foi acusado de conspirar contra Dilma Rousseff. 

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