segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Casas Bahia e a crise no varejo

As Casas Bahia pediram recuperação judicial com uma dívida fabulosa, estimada em R$ 17,3 bilhões. Com ela, afunda também o PontoFrio, adquirido pelo antigo Grupo Pão de Açúcar em 2009, antes de se converter no grupo Casas Bahia, e o Extra, 

Elas passaram a ser o maior exemplo da crise em todo o varejo, iniciada ainda antes da pandemia de COVID-19. O setor sucumbiu aos juros, aos riscos embutidos no crediário, à investida do marketplace representado pelo Mercado Livre e pela Amazon, e ao avanço dos sites chineses, como a Shopee, o AliExpress e a Shein. Mais tarde, principalmente no atual governo, todo o comércio foi afetado pela política de importação ainda mais onerosa, vulgo a "taxa das blusinhas". Eles também sentiram o escândalo das Lojas Americanas, em 2023. 

Esta pergunta não pode ser dada ao Baianinho, a mascote das Casas Bahia: 



Ele, se existisse, faria como muitos empregados e fãs de um estabelecimento querido por décadas. O grupo de investimentos Marca Capital, controlado pela Domus Participações, é o principal acionista da gigante varejista, cuja existência está ameaçada com uma dívida tão grande.

A Marabraz também pediu recuperação judicial, com R$ 140 milhões em dívidas. sendo outra vítima da crise. 

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