quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A verdadeira face da eleição

Mais uma vez não se espera que algo de propositivo saia desta eleição, num país onde existem certos problemas onde não é possível resolver em um mandato, como a dívida pública, a corrupção, a miséria, a criminalidade. 

A disputa gira em torno de ideologias vazias, onde a "direita" tenta desalojar a "esquerda" do poder. No Brasil, esses termos tirados da Revolução Francesa, onde quem sentava à direita na Assembleia eram os mais conservadores e os reformistas radicais sentavam à esquerda, não fazem muito sentido e servem de pretexto para jogos de disputa de poder beirando a irresponsabilidade. Fala-se muito de resolver isso e aquilo, para depois esquecer.

Nos últimos anos, desenha-se uma disputa com um candidato de situação contra vários da oposição, e alguns "nanicos" para servirem mais de alívio cômico, inicialmente. As eleições do primeiro turno selecionam o principal nome da oposição para disputar com o situacionista, e, no segundo turno, após uma campanha em geral onde as propostas valem menos do que as desqualificações do oponente, o candidato da oposição vence, mas por margem apertada. Isso para o cargo de presidente da República. Para os governadores, esse padrão não vale, se houver um candidato suficientemente forte com apoios sólidos e algumas realizações concretas, a preços acima dos previstos nas licitações ou nos acordos "a toque de caixa". Para o Legislativo (deputados e senadores), quem tem as "costas quentes" ou é mais conhecido no eleitorado tem mais vantagem, com exceção de celebridades e outros "puxadores de votos" servindo de distração para o "respeitável público" (os eleitores). 

Muitos estão vendo tudo isso como um entretenimento, onde o povo nunca é o protagonista. Não faltam aqueles que vão querer alguém "fora do sistema". Um paradoxo aparente, pois o nome está sujeito às regras do mesmo sistema, com fundos partidários, puxadores de votos e listas fechadas apresentadas pelos partidos, em geral os mesmos da eleição passada. Outros querem uma quebra nessas regras, com intervenção militar e até controle externo de alguma potência dominante (agora, só temos duas, os Estados Unidos e a China). 

E há quem deposite esperanças no Apocalipse ou num asteroide...

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