Agosto terminou, mas ainda existem setembro, outubro, novembro e dezembro, para quem não aguenta mais 2026.
E, devido aos desdobramentos dos últimos tempos e o aumento de rumores de guerras por toda a parte, corre-se o risco de termos saudade deste ano presente, em 2027, 2028, 2029 ou até 2030, este último sendo o tal ano usado como referência para a ideia aterrorizante do "você não terá nada e será feliz", divulgado há anos nas reuniões do Fórum Econômico Mundial.
Os países estão se mobilizando, e não será para tempos melhores. China, Índia e Rússia assinaram acordo de comércio e defesa em Bishkek, capital do Quirguistão, durante a Organização de Cooperação de Shanghai. A forma como foi feito este acordo é estranha, por um evento com o nome da principal cidade chinesa ser feito numa cidade fora da China, num país vizinho, e juntar países que, historicamente, se digladiavam entre si. Eles querem se contrapor aos Estados Unidos, à Europa e ao Japão, por causa das tarifas de Trump, das ações europeias contra a Rússia na Ucrânia e das ameaças japonesas contra a China.
Taiwan está sob ameaça, e acompanha as decisões de Pequim, mesmo quando a ilha não é citada. Os taiwaneses sabem há muito tempo que não contarão com a proteção da Índia e nem da Rússia, e depositam suas esperanças nos Estados Unidos e no Japão para a defesa contra uma tentativa de invasão chinesa.
Enquanto isso, Grécia e Chipre firmaram acordo com Israel para formarem o "Escudo de Aquiles", para conterem as pretensões da Turquia, que ameaça aumentar a influência aproveitando o vácuo deixado pelo Irã, cujo regime tirânico está sob ataque tanto militar quanto financeiro por parte dos Estados Unidos. Em breve, pode-se prever um conflito no Chipre, tendo como alvo a ocupação turca no norte da ilha, como parte do grande conflito na Ásia Ocidental, Chipre fica na região, embora seja considerado parte da Europa e faça parte da União Européia.
Outros países estão enfrentando dificuldades sérias. O Nepal ainda está tentando contabilizar o prejuízo bilionário com o desastre na fronteira com o Tibete, enquanto continuam as buscas por sobreviventes. Na Indonésia, o vulcão Sinabung, em Sumatra, responsável por 14 mortes em 2014 na última erupção, voltou à atividade, dias após um forte terremoto causar mortes e destruição na ilha de Flores, e em Bornéu um incêndio florestal devasta a floresta. Os países africanos discutem sobre maneiras de resolverem os conflitos que ameaçam existencialmente a soberania deles, como as guerras civis no Congo, no Sudão e na faixa do Sahel, além do perigo crônico do jihadismo.
Aqui no Brasil, jogadores de certa projeção estão sob investigação por supostamente estarem envolvidos com o crime organizado. Aliás, o PCC, o CV e outras organizações narcoterroristas são um martírio para a América Latina, e isso pode motivar conflitos violentos, talvez até ações diretas dos Estados Unidos.
| O mundo ainda vai chorar muito no final de 2026 (Divulgação/Magnific - antigo Freepik) |
O fim de 2026, e talvez 2027, constituirá um período de muitos desafios para o mundo.
N. do A.: Para o futebol, a despedida de Messi, o maior jogador do nosso tempo, da Seleção Argentina está sendo algo para lamentar, principalmente entre os torcedores argentinos, ainda inconformados com a derrota para a Espanha na Copa. Sem o gênio de "La Pulga", o time celeste não deixará de ser execrado e odiado, mas deixará de ser tão temido pelos adversários.
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