quarta-feira, 12 de agosto de 2026

As tarifas pagas pelo Brasil, além do "tarifaço"

O tarifaço imposto pelo governo americano ao Brasil está preocupando o agronegócio local, e já afeta o comércio entre os dois países, o segundo maior considerando as transações comerciais do nosso país. 

Devido às implicações políticas e à importância representada por essas transações, outras tarifas impostas por outros países ficam em segundo plano. Existem taxas reduzidas ou nulas por acordos comerciais feitos entre o Mercosul e a União Europeia, muito celebrado por aqui mas criticado pelos agricultores e pecuaristas europeus, e entre o mesmo Mercosul e Israel. A Índia cobra uma taxa de 4,8% em média, em transações com tendência de alta, considerando o potencial de crescimento do gigante asiático. 

Todavia, algumas cobranças preocupam os produtores brasileiros, como as tarifas impostas pelo México (entre 20% e 35%, podendo chegar a 50% de acordo com medida tomada desde o início do ano. 

Maior parceira comercial, a China impõs um tarifaço de 55% sobre a carne bovina brasileira, o que também é uma dor de cabeça. Essas tarifas incidem sobre o excedente de 1,1 milhão de toneladas estabelecido como cota anual. O Brasil já ultrapasou essa cota, e agora qualquer nova emissão de carne para os chineses é sobretaxada. 

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