sábado, 8 de agosto de 2026

Pacto de Meca preocupa todo o mundo

Ontem, a Arábia Saudita e o Paquistão, que há meses estabeleceram uma aliança militar, juntaram-se à Turquia para estabelecer um acordo de ajuda mútua, estabelecido na cidade sagrada do Islã, Meca. 

Eles estabelecem o fortalecimento da defesa entre os países envolvidos, e pode se ampliar com novos países, provavelmente o Egito, o Bahrein, o Qatar e os Emirados Árabes, para citar os nomes da região.

 

O príncipe Salman (ao centro) recebeu Erdogan (esq.) e Shebhaz Sharif (dir.) em Meca; a aliança reúne três países poderosos que podem impor seu poder na Ásia Ocidental (Murad Cetinmurhardar / Anadolu / Getty Images)

Este pacto é visto como uma espécie de expansão da OTAN na Ásia, e seus objetivos ainda não estão totalmente definidos. Há motivos de preocupação entre a Guarda Revolucionária do Irã e seus proxies (termo em inglês usado para definir os cúmplices estabelecidos em outros países), principalmente os guerrilheiros houthis, que estão lançando ataques contra alvos sauditas no Mar Vermelho. Ao mesmo tempo, Israel enxerga a iniciativa como um "eixo sunita", com o qual irá se ver depois do fim da ameaça xiita iraniana. A Índia, que no dia anterior lançou um plano de metas de desenvolvimento, o Viksit Bharat, para se tornar efetivamente uma potência em 2047, não vê com bons olhos por causa do inimigo paquistanês, e nem o Afeganistão. A Grécia e o Chipre, inimigos da Turquia, tampouco. Rússia e China estão acompanhando os desdobramentos. E o resto do mundo vê como mais concreta a possibilidade de uma guerra em larga escala. 

Já os Estados Unidos, para parte da mídia, é visto como beneficiado pelo acordo, pois isso significaria menos ação direta na região, poupando suas forças militares e seu arsenal. 


N. do A.: Há uma forte estranheza por parte do resto do mundo diante da alegação de falta de mísseis de longo alcance e outros artefatos no estoque militar americano, visto sempre como o mais poderoso e organizado do mundo. Para boa parte dos analistas, isso é uma desculpa para a poderosa indústria bélica cobrar a sua fatura em troca da fabricação de novos armamentos. Enquanto isso os drones da Guarda Revolucionária e dos houthis ainda aterrorizam todo o Oriente Médio. 

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