sábado, 31 de outubro de 2026
O mais longo dia das bruxas
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Os rumos malucos do Brasil pós 25/10
Assim como algumas datas como o 11/9 (2001), o 8/7 (2014), o 8/1 (2023) e o 7/10 (2023), o 25/10 (2026) está repercutindo muito na mídia e nas pessoas.
Desde o 25/10, muita coisa aconteceu no Brasil. Diante da pressa do STF e do ministro Alexandre de Moraes de apreender o passaporte de Flávio Bolsonaro, com a alegação de impedí-lo de sair do país, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro se antecipou e foi para os Estados Unidos. Muitos consideram uma fuga espetacular, enquanto outros, inclusive o (oficialmente) reeleito presidente Lula, falam em covardia.
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| Flávio Bolsonaro foi se juntar ao seu irmão, Eduardo, para denunciar a suposta fraude eleitoral no Brasil (Divulgação/Instagram/Globonews/Reuters) |
Marco Rubio, o poderoso Secretário de Estado dos Estados Unidos, teria ajudado na fuga e agora vai emitir vistos para ele e a família. Enquanto isso, o chefe dele, Donald Trump, continua a não reconhecer Lula como o presidente eleito, e nem alguns aliados, como Javier Milei e Binyamin Netanyahu. Este último está empenhado na vitória do Likud, seu partido, nas eleições parlamentares de hoje, que definirão o destino de Israel em meio à guerra contra o Irã e seus asseclas, o Hizbollah e o Hamas.
Enquanto isso, os efeitos do 25/10 ainda se farão sentir por muito tempo. A economia sentiu o golpe, as promessas para 2027 ditas por Lula podem ter seu efeito anulado pelo aumento da dívida pública e de medidas como a aprovação da escala 5x2 e do split payment, que sangram o Orçamento das empresas já nas fontes de renda, para a cobrança dos tributos. A briga política entre o governo e o Congresso promete ser bem feia, com uma maioria oposicionista. E o caso do Banco Master ainda tem o potencial de causar estragos, erodindo inclusive a relação entre o Executivo, o Judiciário e a grande mídia, que antes estavam em conluio.
É o Brasil caminhando para ser o maior território hobbesiano do mundo.
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Agora a hora vai chegar
E o Brasil vai tomar a decisão mais importante em anos!
Vai decidir se quer um país alinhado com o resto da América, inclusive os Estados Unidos, ou se quer um país aliado da China, fazendo uma contraparte a Trump.
Vai decidir por uma agenda liberal, ou pela continuidade de um Estado forte na economia.
Vai dar mais espaço aos valores conservadores e tradicionais, ou vai continuar a dar espaço ao pensamento progressista, mas com ideias mais antigas, tentadas há quase duzentos anos.
Vai defender a anistia dos presos envolvidos no 8/1. ou garantir que eles continuem na prisão.
Vai pelo menos ter a esperança de um STF mais contido, ou continuar a deixá-lo ser o poder moderador da República.
Vai deixar o pai (do candidato) ditar os rumos, ou deixar o PT fazer isso.
Enfim, vai mudar para um rumo não totalmente certo, ou vai continuar no mesmo caminho, enfrentando os problemas com os métodos já conhecidos. Ambas as decisões terão consequências.
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Corremos perigo disso ocorrer aqui?
Em vários países da Europa, principalmente na França, na Itália, na Espanha e na pequena Albânia, grupos inteiros estão se sublevando e promovendo saques, vandalismo, destruição e morte, sob o pretexto de apoio a estudantes, pobres e imigrantes vindos da Ásia e da África, principalmente islâmicos. Portugal também está enfrentando o mesmo problema, mas ainda não chega ao extremo da França, que já prendeu milhares e está correndo o risco de adotar uma lei marcial.
Há rumores da influência radical islâmica, anti-Israel, e também de elementos pró-Rússia, ou defensores de ideias trotskistas, anarquistas ou um misto dessas ideologias, o anarcocomunismo (grupos "antifascistas" e outros são acusados de serem dessa forma por nacionalistas e apoiadores de Donald Trump). Ou defensores da já decadente ideologia woke, ridicularizada e vista como uma espécie de "esquerda Nutella" (a "esquerda raiz" defende mais abertamente Karl Marx); os wokes estão perdendo terreno rapidamente para a "direita" e para a dura realidade.
Por aqui, o ambiente é, infelizmente, favorável. O Brasil é um país onde a maior parte da população está na ignorância, vivendo precariamente, e muitos estão influenciados pela polarização política. Apoiadores de Lula já pressentem a derrota iminente, e opositores estão cansados da corrupção, dos impostos, do abuso de poder, da insegurança, péssimos serviços públicos, etc., etc.
Um resultado nas urnas convincente neste segundo turno irá acalmar um pouco os ânimos, mas quem confia no TSE? E quem garante que não haverá protestos violentos, daqueles capazes do 8/1 parecer um incidente quase normal?
Estejamos preparados para um mundo diferente do que estamos querendo construir. Haverá choro e ranger de dentes. Poderemos repetir longos períodos de levantes e agitações, como costuma ocorrer sempre no planeta em tempos de crise. Ou ver algo nunca visto antes, geralmente uma coisa pior ou mais dramática. Quem tiver preparo psicológico e/ou discernimento nestes meses que virão estará em vantagem.
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| A França é o país mais atingido pela onda de manifestações violentas (Carl Court/Getty Images) |
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Senado aprova fim da escala 6x1
A principal pauta do dia não podia ser outra: o Senado aprovou, no primeiro turno, o fim da escala 6x1, mesmo com a resistência de vários setores industriais e de serviços, principalmente hospitais, supermercados, hotéis e transporte por aplicativo.
Apesar da sua posição contra a medida, o senador e candidato da oposição Flávio Bolsonaro (PL) votou a favor. No final, apenas Hamilton Mourão (Republicanos), ex-vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro, votou contra. Outros 75 senadores votaram a favor.
Ainda há necessidade de votar uma segunda vez, para entrar em vigor, e ainda passar por um período de dois meses, considerado curto por boa parte dos empresários, ao final dos quais valerá uma etapa de transição para jornada máxima de 42 horas semanais (agora, são 44), e mais um ano até vigorar a jornada de 40 horas com dois dias de descanso.
Como se trata de uma PEC, Flávio Bolsonaro terá dificuldade para reverter a decisão, caso seja eleito. Lula, defensor da medida, espera poder ganhar votos com a decisão do Senado, mas a tarefa ainda é árdua, pois muitos eleitores querem mais do que isso para poderem mudar de opinião nas urnas.
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| Senadores, principalmente dos partidos governistas e do Centrão, comemoram o fim da jornada 6x1 (Carlos Moura/Ag. Senado) |
N. do A.: Pouco se fala de mais um assunto incômodo para o setor produtivo: entrará em vigor a cobrança de impostos direto da fonte, o split payment. Esta medida poderá ser uma ameaça adicional a muitas empresas, principalmente as pequenas, as médias e as com dificuldade para pagar suas dívidas.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
Quem quer propostas?
Nota-se que esta disputa eleitoral não é movida por propostas, e sim por calúnias, fake news e tentativas de destruição do adversário.
Quem esperava algo diferente?
Os candidatos estão recorrendo ao TSE, o tribunal responsável pelo julgamento de crimes eleitorais. Dependendo da gravidade dos delitos, quem for considerado culpado poderia ter até a candidatura cassada.
Para piorar, os membros do TSE estão tomando partido, de forma clara, explícita. Utilizam o recurso das decisões monocráticas para impedir ou favorecer um ou outro lado.
Enquanto isso, a militância promove atos visando a destruição da reputação do adversário. Principalmente os partidários do presidente. Na Faria Lima, nesta terça, houve nova manifestação, depois daquela na Paulista, marcada por manifestações de vandalismo promovidas por uma minoria arruaceira e tolerada pelos outros. Falam do fim do "Lula paz e amor", enquanto dizem querer convencer os indecisos e tentar diminuir a abstenção, como se cada eleitor fosse um bonifrate.
A impressão é esta: evitar um suposto perigo representado pelo adversário, e deixar os problemas em segundo plano. Evitar um cenário apocalíptico, não construir um futuro, uma tarefa bem mais difícil. E é bom acordar: no Brasil, historicamente o jogo é assim. Até há períodos onde se fala em compromissos, mas é faz-de-conta, uma peça de teatro com roteiro mal escrito, mal decorado e muitas vezes encenada de forma mambembe. Pode ser interessante de ver, mas em geral pior do que aqueles filmes premiados com o Razzie, cheio de promessas dignas de um IgNobel.
Tudo isso vai gerar efeitos inesperados, para boa parte desses atores políticos. No dia 25, veremos.
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Um sequestro que poderia ter terminado em tragédia nacional
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
A estranha história de um jacaré nos esgotos... de Saquarema
Existe uma história do folclore nova iorquino sobre a presença de jacarés nos esgotos da grande metrópole, vivendo de ratos, gatos, cães e, às vezes, infelizes humanos que caem nos bueiros. Não há, porém, provas disso.
Contudo, em Saquarema, no Rio, o caso é diferente. Um espécime de jacaré-de-papo-amarelo foi se refugiar nos esgotos da cidade costeira, vivendo de ratos e outros animais infelizes. Não se sabe como ele foi parar lá, mas a Guarda Ambiental foi acionada para recolher o predador da nossa fauna.
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| O réptil foi encontrado num esgoto de uma cidade brasileira! (Divulgação/G1) |
Este animal não causa tanto medo quanto a violência urbana nas cidades brasileiras.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
A onda conservadora vai se efetivar na América?
No mundo todo, fala-se no estabelecimento de uma onda conservadora na América. Desde a Argentina de Milei até o pequeno El Salvador do contraverso Nayib Bukele, passando por Chile, Peru, Equador e Colômbia, a chamada "direita" está avançando.
Com exceção de algumas nações, como a Nicarágua do "companheiro" Ortega, o Canadá do primeiro-ministro Mark Carney, o México da presidente Claude Sheinbaum e da Venezuela da Delcy Rodriguez (esta última apesar da aparente colaboração com os americanos), a América não dará trabalho para Donald Trump.
No entanto, o país mais poderoso da América Latina ainda não escolheu o presidente. Temos um segundo turno no dia 25, e até o último dia do ano o presidente é Lula. Somente com a posse de Flávio Bolsonaro a tal onda irá se consolidar.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Lula já perdeu
De acordo com os resultados do primeiro turno destas eleições, transcorridas sem grandes tumultos - felizmente - o governo, e também o STF, foram derrotados.
A maioria dos governadores eleitos no primeiro turno são opositores, a começar por Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito com facilidade com 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo, entre outros. Sérgio Moro (PL), por muito tempo o nome mais difamado pelo PT, foi eleito no Paraná, e Cleitinho (Republicanos) venceu em Minas Gerais. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) ainda espera pela anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) para se considerar o novo governador. Santa Catarina elegeu Jorginho Melo (PL) e o Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL). Otaviano Pivetta (Republicanos) conseguiu a reeleição no Mato Grosso, e Eduardo Riedel (PP) ganhou no Mato Grosso do Sul. Estes são os principais eleitos pela oposição ao atual governo.
No Senado, Tarcísio e Flávio Bolsonaro conseguiram fazer eleger Derrite (PP) e André do Prado (PL), que engrossam a lista de senadores eleitos defendendo partidos conservadores e liberais, um pesadelo para Alexandre de Moraes, e talvez até para Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Eles formarão uma maioria capaz de votar o impeachment de ministros do STF.
Na Câmara dos Deputados, houve o destaque dado a Nikolas Ferreira (PL-MG), de novo campeão de votos, superando por pouco Lucas Pavanato (PL-SP), ambos recebendo mais de 3 milhões de votos. Eles irão centrar fileiras para apoiar Flávio Bolsonaro, se ele for eleito. E serão terríveis contra Lula, caso ele conseguir ser reeleito. No nosso sistema "presidencialista de coalizão", o presidente não consegue governar se não tiver uma base no Congresso. E ela é majoritariamente bolsonarista (PL), ou pelo menos anti-Lula (NOVO, Missão), com menor proporção de membros dos partidos do "Centrão" (Republicanos, PP, PSD, MDB, União Brasil, Podemos, Avante) e dos socialistas/sociais democratas (PSOL, PSB, PSDB, PDT, Cidadania, Solidariedade, REDE, PSTU, PCdoB e outros). A proporção pode ser comparada à do Congresso eleito em 2018, com quem Jair Bolsonaro teve de se entender. O PL elegeu mais deputados e senadores do que o então PSL de oito anos atrás. O ex-capitão foi filiado a este antigo partido, agora União Brasil, após ser abandonado pelos bolsonaristas e fundir-se com o Democratas.
Assim, para Lula resta ser derrotado novamente por Flávio Bolsonaro no segundo turno, ou conquistar uma vitória de Pirro no caso de conseguir uma improvável reversão de trajetória. Ele recebeu 45% dos votos, contra 47% do primogênito de Jair Bolsonaro, o nome mais lembrado por muitos eleitores.
| O presidente Lula não vai desistir da luta, mas seu processo de reeleição está ameaçado de verdade. Flávio Bolsonaro vai ter um apoio maior do Congresso, se comparado ao pai (Divulgação) |
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
O Brasil que queremos
Nosso país ainda está tentando procurar um rumo, e ele necessariamente deve começar nas eleições. Não só o presidente, mas os governadores, os deputados e os senadores influenciam nossas vidas, enquanto nós não aprendemos a nos virar sem eles.
Certamente não queremos o Brasil como está, com miséria, analfabetismo, desindustrialização, dívida pública, hospitais públicos assemelhados a matadouros, corrupção, tráfico de influência, violência, crime organizado, Estado paralelo, desarmonia entre os Poderes, judicialização da política, politicagem na Justiça, desmatamentos ilegais, etc. Não podemos voltar ao tempo que havia tudo isso, mas pelo menos o futebol dava alegria ao povo e havia música popular audível. E nem querer um futuro onde o Brasil vá a ser alguma colônia chinesa ou americana.
Afinal, o que queremos? Um Brasil melhor, sem nenhuma das desgraças acima. Mas isso não se constroi em um ou mesmo cinco mandatos, mas deve começar a progredir em direção a isso. E, apesar do nosso sistema político-eleitoral merecedor das mais severas críticas, projetado para impedir o povo de ser um verdadeiro protagonista, não devemos nos desanimar. É preciso votar no próximo domingo. Vamos decidir na urna. Se porventura se confirmar que ela foi programada para a fraude, como pregam muitos que defendem o voto impresso ou mesmo o retorno do papel, a culpa não é nossa, e caberá a nós decidir o que fazer depois. Mas, na hipótese da urna refletir a vontade da população, estará definido o começo do nosso caminho.
Que ele nos leve a um Brasil melhor.
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Mudanças na campanha para senador
Este blog está corrigindo, antes tarde do que nunca, um erro comum nas abordagens da corrida eleitoral: não falar sobre os candidatos às vagas do Congresso.
Apesar da importância para o país, o cargo de senador da República é pouquíssimo comentado. E neste ano teremos duas vagas para a Câmara Alta. Quem tem o poder de decidir se um ministro do STF pode ou não perder o cargo é justamente o Senado. E as leis aprovadas pelos deputados federais na Câmara Baixa precisam ser submetidas ao Senado, para só depois irem para a sanção presidencial.
Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) são as mais faladas na mídia, porque são os nomes mais conhecidos, além de apoiarem o governo federal. Guilherme Derrite (PP), aliado de Tarcísio de Freitas, e André do Prado (PL), apoiado por Flávio Bolsonaro, fazem oposição ao governo federal e apoiam o estadual.
Até há pouco, o ex-ministro de Jair Bolsonaro Ricardo Salles (Novo) estava no páreo, também. Ele resolveu desistir da campanha, para apoiar os outros candidatos de "direita", Derrite e Prado. Salles não simpatiza com o governo paulista e atualmente está brigado com o bolsonarismo, mas, no seu entendimento, é necessário enfraquecer o adversário comum, o petismo, e impedir Marina e Tebet de conquistarem as vagas.
| Ricardo Salles (o primeiro à esquerda) saiu da candidatura ao Senado; Tebet, Derrite, Marina e Prado continuam no páreo (Reprodução/UOL) |
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Semana decisiva
Esta semana será decisiva, em meio à reunião da ONU para discutir a inteligência artificial e as guerras na Ásia Ocidental e na Ucrânia.
Amanhã, começará a reunião da ONU em Nova York, e o presidente Lula já foi para lá. Resolveu se reunir antes com o prefeito da cidade, o democrata Zohran Mamdani. O presidente foi chamado pelo edil de "fonte de inspiração", nos moldes da declaração do ex-presidente Barack Obama anos atrás. Eles aproveitaram para trocar camisas de times de futebol, e a oposição não perdeu a oportunidade para ridicularizar o encontro entre o presidente, notório corintiano, e o prefeito muçulmano.
| Lula e Mamdani se encontraram em Nova York, onde assuntos mais sérios serão tratados (Adam Gray/Pool/Reuters) |
Enquanto isso, Donald Trump, o presidente americano, está pronto para dar prosseguimento às medidas contra o regime iraniano, pressionando-o para escolher entre a retomada dos ataques, a manutenção do cerco militar e econômico, ou um acordo. Por enquanto, a Guarda Revolucionária não acena com o último cenário, enquanto o primeiro corre o risco de acontecer a qualquer momento.
Outro fator decisivo para o futuro da humanidade, a IA, será debatido na Assembleia, e líderes defendem medidas para conter a expansão da inteligência artificial. Trump não quer nenhum tipo de controle, e fala em mudar o nome desta para "Super Inteligência" ou "Inteligência Superior"; já se cogitou até a alternativa de "Inteligência Suprema", mas o termo é perturbador, principalmente para quem conhece as histórias em quadrinhos envolvendo os diversos Capitães Marvel e a entidade que governa a raça alienígena Kree.
Por falar em alienígenas, há relatos de atividade de UAPs (Unidentified Anomalous Phenomena), o nome atual para OVNIs, nos céus do Irã, à semelhança de relatos ocorridos em 1976, anos antes da Revolução Islâmica. Os objetos não identificados vistos agora foram especulados como drones, aeronaves ou equipamento de espionagem. Há quem considere serem naves extraterrestres, como seria o caso dos avistamentos no passado.
| Um dos objetos voadores misteriosos sobrevoando Teerã (El Nerd/Instagram) |
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Juros caem (por enquanto)
Por decisão do Banco Central, os juros básicos caem para 13,75%, queda de 0,25 ponto percentual em relação ao resultado da última reunião feita em agosto.
No último mês, o IPCA registrou deflação de 0,32%, justificando, tecnicamente, a medida. A inflação do ano ainda preocupa, com acumulado de 3,11%, acima da meta para todo o ano.
Até as eleições, o BC não fará mais reuniões. As condições econômicas não permitem nova redução, devido à inflação acumulada e ao aumento da dívida pública neste ano, que chegou a preocupantes 82,5% do PIB. As sanções impostas pelo governo americano contra os produtos brasileiros não tiveram impacto na trajetória dos juros, e também não vão influir no futuro próximo, pois irão se concentrar em pessoas, mais precisamente alguns ministros do STF, não só Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky.
Seja quem for o presidente, caso não houver eficiência na diminuição da dívida pública e dos gastos públicos, exigindo uma reforma administrativa de verdade para tornar o Estado mais eficiente e menos devorador do NOSSO DINHEIRO, a trajetória dos juros será de nova alta em 2027. Isso será agravado pelos rumos da economia mundial, abalada pela crise nos dispositivos semicondutores e pelas guerras na Ásia Ocidental e da Rússia contra a Ucrânia.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
O STF não merecia isso!
Não vou perder tempo comentando a sessão do STF que trata das acusações contra Alexandre de Moraes no caso Master.
O espetáculo mambembe não parece coisa de ministros da alta corte, e sim de canastrões de marca maior, participantes de um reality show. Temos a "turma do Xandão", protagonizada por Gilmar Mendes e Flávio Dino, a "turma do Mendonça", com Luiz Fux à frente, e os coadjuvantes, temerosos demais para assumirem protagonismo, como Kassio Marques e Dias Toffoli, que se declararam impedidos de votar.
Abaixo, a versão oficial do evento, exibida para o mundo todo ver e sentir perplexidade.
Muitos vão se frustrar com a sessão, que não terminou de forma conclusiva. Vai haver novos capítulos dessa novela pior do que os piores folhetins da Rede Globo.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Será que está funcionando?
Existe uma história bem disseminada por mais de dois séculos, principalmente nos países de língua inglesa, sobre um suposto método de treinamento de cães de caça, usando um arenque defumado para tentar ludibriá-los. O peixe de cheiro forte e cor avermelhada, conhecido como red herring, tornou-se sinônimo de pista falsa ou manobra para desviar um assunto.
| O arenque defumado é conhecido pelo forte cheiro e tem a mesma cor da bandeira do PT e do PCdoB, os partidos de Lula e Flávio Dino (Divulgação/Vecteezy) |
Flávio Dino, ministro do STF e ex-membro do PCdoB, um dos partidos "vermelhos" do Brasil ao lado do aliado histórico PT, pareceu usar desse expediente para desviar a atenção da mídia, que estava concentrada na cobertura do caso Master envolvendo o STF. Após desfazer numa canetada, por decisão monocrática, o afastamento do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues, decidido por outra decisão monocrática, de André Mendonça, mas com respaldo da Segunda Turma, o ex-governador do Maranhão resolveu usar outra tática para, segundo ele, tirar a marca de alvo do Supremo.
Andrei Rodrigues foi citado por Vorcaro e era acusado de usar a PF para perseguir opositores. Seu afastamento foi solicitado pelo partido Novo, e André Mendonça o atendeu.
Dino reconduziu Andrei e mandou a PF investigar as atividades da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark House, uma biografia romantizada do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela teria solicitado o financiamento do filme pelo Banco Master, com a ajuda do ex-Secretário Nacional de Cultura Mário Frias (durante a gestão de Bolsonaro o ministério da Cultura foi rebaixado de status) e da consultora NTT.
Esta atitude reforça as acusações da oposição sobre o uso político da PF contra ela. Enquanto isso, boa parte da mídia parou de concentrar a atenção no Supremo. Mas a outra parte não se deixou levar por este "arenque vermelho-petista" e continuou a pedir as cabeças dos ministros do STF apontados como parceiros de Vorcaro, ou seja, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com a complacência de Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Flávio Dino.
No entender de parte da opinião pública, mesmo com a manobra para "salvar" a imagem do Judiciário, ele está condenado. Este Poder da República está se deteriorando, cheirando mais forte do que um red herring.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Termina o mês de desgosto no ano de desgosto
Agosto terminou, mas ainda existem setembro, outubro, novembro e dezembro, para quem não aguenta mais 2026.
E, devido aos desdobramentos dos últimos tempos e o aumento de rumores de guerras por toda a parte, corre-se o risco de termos saudade deste ano presente, em 2027, 2028, 2029 ou até 2030, este último sendo o tal ano usado como referência para a ideia aterrorizante do "você não terá nada e será feliz", divulgado há anos nas reuniões do Fórum Econômico Mundial.
Os países estão se mobilizando, e não será para tempos melhores. China, Índia e Rússia assinaram acordo de comércio e defesa em Bishkek, capital do Quirguistão, durante a Organização de Cooperação de Shanghai. A forma como foi feito este acordo é estranha, por um evento com o nome da principal cidade chinesa ser feito numa cidade fora da China, num país vizinho, e juntar países que, historicamente, se digladiavam entre si. Eles querem se contrapor aos Estados Unidos, à Europa e ao Japão, por causa das tarifas de Trump, das ações europeias contra a Rússia na Ucrânia e das ameaças japonesas contra a China.
Taiwan está sob ameaça, e acompanha as decisões de Pequim, mesmo quando a ilha não é citada. Os taiwaneses sabem há muito tempo que não contarão com a proteção da Índia e nem da Rússia, e depositam suas esperanças nos Estados Unidos e no Japão para a defesa contra uma tentativa de invasão chinesa.
Enquanto isso, Grécia e Chipre firmaram acordo com Israel para formarem o "Escudo de Aquiles", para conterem as pretensões da Turquia, que ameaça aumentar a influência aproveitando o vácuo deixado pelo Irã, cujo regime tirânico está sob ataque tanto militar quanto financeiro por parte dos Estados Unidos. Em breve, pode-se prever um conflito no Chipre, tendo como alvo a ocupação turca no norte da ilha, como parte do grande conflito na Ásia Ocidental, Chipre fica na região, embora seja considerado parte da Europa e faça parte da União Européia.
Outros países estão enfrentando dificuldades sérias. O Nepal ainda está tentando contabilizar o prejuízo bilionário com o desastre na fronteira com o Tibete, enquanto continuam as buscas por sobreviventes. Na Indonésia, o vulcão Sinabung, em Sumatra, responsável por 14 mortes em 2014 na última erupção, voltou à atividade, dias após um forte terremoto causar mortes e destruição na ilha de Flores, e em Bornéu um incêndio florestal devasta a floresta. Os países africanos discutem sobre maneiras de resolverem os conflitos que ameaçam existencialmente a soberania deles, como as guerras civis no Congo, no Sudão e na faixa do Sahel, além do perigo crônico do jihadismo.
Aqui no Brasil, jogadores de certa projeção estão sob investigação por supostamente estarem envolvidos com o crime organizado. Aliás, o PCC, o CV e outras organizações narcoterroristas são um martírio para a América Latina, e isso pode motivar conflitos violentos, talvez até ações diretas dos Estados Unidos.
| O mundo ainda vai chorar muito no final de 2026 (Divulgação/Magnific - antigo Freepik) |
O fim de 2026, e talvez 2027, constituirá um período de muitos desafios para o mundo.
N. do A.: Para o futebol, a despedida de Messi, o maior jogador do nosso tempo, da Seleção Argentina está sendo algo para lamentar, principalmente entre os torcedores argentinos, ainda inconformados com a derrota para a Espanha na Copa. Sem o gênio de "La Pulga", o time celeste não deixará de ser execrado e odiado, mas deixará de ser tão temido pelos adversários.
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Pedreiro defende seus direitos na Justiça sem advogados
Um pedreiro chamado Edilson Takahara foi até o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 11ª região, correspondente aos Estados do Amazonas e de Roraima, para reclamar contra uma construtora que o contratou, e também para recorrer de uma sentença anterior, considerando insuficientes os R$ 21 mil devidos pela empresa, como ressarcimento pelos direitos trabalhistas não pagos e pelo reconhecimento do víncuo do emprego.
O caso foi no último dia 17. Detalhe: ele foi sem nenhum advogado, valendo-se do princípio do jus postulandi, que autoriza a pessoa a acompanhar um processo judicial por conta própria.
Na sua argumentação, ele disse que estudou a CLT e foi desencorajado a proceder daquela forma, dizendo: "Para mim, não é tão fácil, acho que todo mundo sabe disso. Porque eu tive que me esforçar para vencer essa barreira de criar coragem de vir até aqui, mesmo com todo mundo dizendo: 'Olha, não adianta, você não vai saber falar'". Mas ele foi lá e falou. Argumentou contra a tese segundo a qual ele era um trabalhador autônomo, atuando numa obra onde precisava realizar a troca de pastilhas e revestimentos na área externa de um edifício de 15 pavimentos. Segundo ele, o trabalho precisava de uma equipe superviosada por um encarregado, pois ele atuava usando cordas para se pendurar enquanto executava o serviço, enquanto outros operários o conduziam puxando as cordas e assegurando que ele não sofresse alguma queda.
Ao término da audiência, o juiz, Sandro Nahmias Melo, elogiou a atuação do pedreiro e sugeriu que ele mudasse de profissão, por sua capacidade de argumentação e ter demonstrado conhecimento da causa. No entanto, o juri manteve o resultado da primeira sentença, não acatando o pedido da construtora para revogar o pagamento da multa, e negando também o aumento do valor desta em favor de Edilson.
Abaixo, um vídeo do Youtube mostrando a situação:
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
A verdadeira face da eleição
Mais uma vez não se espera que algo de propositivo saia desta eleição, num país onde existem certos problemas onde não é possível resolver em um mandato, como a dívida pública, a corrupção, a miséria, a criminalidade.
A disputa gira em torno de ideologias vazias, onde a "direita" tenta desalojar a "esquerda" do poder. No Brasil, esses termos tirados da Revolução Francesa, onde quem sentava à direita na Assembleia eram os mais conservadores e os reformistas radicais sentavam à esquerda, não fazem muito sentido e servem de pretexto para jogos de disputa de poder beirando a irresponsabilidade. Fala-se muito de resolver isso e aquilo, para depois esquecer.
Nos últimos anos, desenha-se uma disputa com um candidato de situação contra vários da oposição, e alguns "nanicos" para servirem mais de alívio cômico, inicialmente. As eleições do primeiro turno selecionam o principal nome da oposição para disputar com o situacionista, e, no segundo turno, após uma campanha em geral onde as propostas valem menos do que as desqualificações do oponente, o candidato da oposição vence, mas por margem apertada. Isso para o cargo de presidente da República. Para os governadores, esse padrão não vale, se houver um candidato suficientemente forte com apoios sólidos e algumas realizações concretas, a preços acima dos previstos nas licitações ou nos acordos "a toque de caixa". Para o Legislativo (deputados e senadores), quem tem as "costas quentes" ou é mais conhecido no eleitorado tem mais vantagem, com exceção de celebridades e outros "puxadores de votos" servindo de distração para o "respeitável público" (os eleitores).
Muitos estão vendo tudo isso como um entretenimento, onde o povo nunca é o protagonista. Não faltam aqueles que vão querer alguém "fora do sistema". Um paradoxo aparente, pois o nome está sujeito às regras do mesmo sistema, com fundos partidários, puxadores de votos e listas fechadas apresentadas pelos partidos, em geral os mesmos da eleição passada. Outros querem uma quebra nessas regras, com intervenção militar e até controle externo de alguma potência dominante (agora, só temos duas, os Estados Unidos e a China).
E há quem deposite esperanças no Apocalipse ou num asteroide...
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Casas Bahia e a crise no varejo
As Casas Bahia pediram recuperação judicial com uma dívida fabulosa, estimada em R$ 17,3 bilhões. Com ela, afunda também o PontoFrio, adquirido pelo antigo Grupo Pão de Açúcar em 2009, antes de se converter no grupo Casas Bahia, e o Extra,
Elas passaram a ser o maior exemplo da crise em todo o varejo, iniciada ainda antes da pandemia de COVID-19. O setor sucumbiu aos juros, aos riscos embutidos no crediário, à investida do marketplace representado pelo Mercado Livre e pela Amazon, e ao avanço dos sites chineses, como a Shopee, o AliExpress e a Shein. Mais tarde, principalmente no atual governo, todo o comércio foi afetado pela política de importação ainda mais onerosa, vulgo a "taxa das blusinhas". Eles também sentiram o escândalo das Lojas Americanas, em 2023.
Esta pergunta não pode ser dada ao Baianinho, a mascote das Casas Bahia:
A Marabraz também pediu recuperação judicial, com R$ 140 milhões em dívidas. sendo outra vítima da crise.






