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domingo, 12 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 - Agora é com o Rio

Londres cumpriu sua missão com louvor e foi palco de uma das Olimpíadas mais inesquecíveis da História. Na cerimônia de encerramento, que chegou à proeza de ser melhor do que a abertura, o prefeito Eduardo Paes, do Rio, recebeu a bandeira olímpica, para assumir a enorme responsabilidade de fazer os "melhores Jogos Olímpicos da História", como chegou a proclamar a presidentA Dilma (quando as obras para as Olimpíadas ainda estão patinando). 

A tarefa não vai ser nada fácil: superar Londres em matéria de organizar os Jogos (AP)

Já chegou a hora do Rio de Janeiro começar a acelerar as obras. Mas como a prioridade, no momento, é a Copa do Mundo, há motivos sérios para preocupação, ainda mais se considerarmos os atrasos nas obras da própria Copa. 

Com razão, muitos vão achar que tanto a Copa quanto as Olimpíadas terão impacto devastador nas finanças do país, acostumado a fazer obras muitíssimo mais caras do que as previstas. Superfaturamento é pouco para definir o que se faz aqui. O termo mais adequado é roubalheira. 

Não vai adiantar o COB querer fazer do Brasil uma potência olímpica, ainda mais com um prazo tão curto, se a organização dos Jogos não for decente. O Rio jamais vai alcançar a pontualidade de Londres, e tampouco o sistema de transportes e alojamentos será tão eficiente quanto o da capital inglesa. Rezar para São Judas Tadeu, Santa Edwiges ou Santa Rita de Cássia também será inútil. A tarefa é demais até para eles. 

E a questão das festas de abertura e encerramento? Nesse quesito também o Rio vai ter de se esforçar muito. Na cerimônia que põs fim aos Jogos, Londres investiu na cultura pop, com The Who, Liam Gallagher, Queen, Spice Girls, Stomp, Muse, Eric Idle (dos mestres do humor Monty Python), e "trouxe" John Lennon para cantar, 32 anos depois de seu assassinato por um fã enlouquecido. Freddie Mercury também "apareceu" após morrer de AIDS em 1991. O Rio até trouxe uma amostra do que pode fazer, na cerimônia de encerramento, e como era até esperado trouxe um Brasil literalmente para inglês ver. Samba, índios, Iemanjá, Carnaval. Bonito, sim, mas bem estereotipado. Ah, e o rei Pelé, representante do esporte que nunca trouxe ouro para o Brasil, apareceu, para ser ovacionado no estádio olímpico. 

Eduardo Paes e seu sucessor na prefeitura do Rio, assim como o COB, terão muito o que fazer a partir daí. Enquanto isso, o mundo e o Brasil voltam à realidade. The dream is over, como disse John Lennon. 

Olimpíadas 2012 - A maratona e o show de basquete

A maratona é o clímax dos Jogos Olímpicos e, mesmo que o Brasil, com Marílson dos Santos, Paulo Roberto e Frank Caldeira, não seja uma referência nesta modalidade, merece destaque por aqui. 

Como muitas vezes ocorre, os africanos dominaram a mais longa das corridas. Mas não foram os quenianos e sim um ugandense, Stephen Kiprotich, o herói de seu país, ganhador da primeira e única medalha - e ainda por cima de ouro - de Uganda, outro país da África, próximo ao chamado "Chifre" do continente, onde estão os vizinhos Etiópia e Quênia. 

O vencedor da maratona não é do Quênia (Daniel Garcia/AFP)

Uma das últimas finais desta olimpíada foi a do basquete masculino, com o espetacular "Dream Team" enfrentando a Espanha. Foi uma final digna de ser chamada assim, com os espanhóis dificultando ao máximo a vida dos americanos. A disputa foi mais equilibrada do que se pensava. Apesar da derrota, os espanhóis fizeram 100 pontos, apenas 7 a menos do que as atuais referências do basquete mundial. Uma prata quase com valor de ouro, ao contrário daquelas ganhas em Wembley. 

Olimpíadas 2012 - Duas medalhas inesperadas no final

No último dia das competições, o Brasil conquistou duas medalhas. Isso recai na velha história da notícia boa e da ruim. 

E como é costume, primeiro vou contar a ruim: o time de Bernardinho perdeu o ouro, a cor esperada, e veio a prata. O resultado contra a fortíssima seleção russa não seria lamentável, se o Brasil não estivesse a ponto de fechar o jogo: 23 a 20 no terceiro set; os russos estavam desesperados, mas não entregues. Era deles a pressão, pois a Rússia não ganhava ouro desde que se tornou um país separado das outras repúblicas ex-soviéticas. E enquanto Bernardinho colocava o já rodado Giba para tentar administrar o resultado, a mudança de postura dos gigantes (o craque Dmitri Muserskly, por exemplo, tem 2,18 m) surtiu efeito e eles salvaram o set perdido. A partir daí, quem se deu mal foi o Brasil, que chegou a ficar atrás em 7 pontos (22 a 15), conseguiu esboçar uma reação mas ela era muito difícil: 25 a 22. O quinto set foi relativamente fácil para os russos, que estavam animados enquanto os brasileiros estavam apáticos: 15 a 9 no tie-break, e uma medalha de prata que ninguém queria. Pelo menos não tem gosto de ferro enferrujado pois o adversário não era o México ou qualquer outro país sem muita tradição esportiva. 

Os russos não facilitaram e eles vingaram as compatriotas, eliminadas pelas brasileiras nas quartas-de-final; enquanto isso, o time de Giba, Bruninho e Ricardinho lamenta mais um ouro perdido (AFP)

A notícia boa veio depois: Yane Marques salvou o atletismo brasileiro do vazio ao conquistar medalha de bronze numa das modalidades esportivas mais difíceis, o pentatlo moderno, uma combinação de esgrima, natação, hipismo, tiro e corrida. Essa é uma modalidade pouco conhecida por aqui. O fato dela só perder da número 1, a lituana Laura Asadauskaite, e da representante local Samantha Murray, é muito significativo para um país que precisa valorizar mais os esportes e não só o futebol e o vôlei. 

Até a suada apresentação de Yane Marques, o Brasil não sabia o que era ganhar alguma coisa no pentatlo moderno (Darren Staples/Reuters)

Com essas duas medalhas, o Brasil passou a ter 17, o maior número da história olímpica. Mas o fato de apenas 3 serem de ouro confirma a fama do maior país do Hemisfério Sul ser um anão olímpico. Muito se cobra e pouco se faz para isso mudar. As Olimpíadas do Rio não serão um prodígio para o Brasil e parecem ser mais uma fonte de problemas e aborrecimentos do que de medalhas. Mas só veremos isso se confirmar (ou ser desmentido) em 2016. 

sábado, 11 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 - Uma prata que não é de ferro

Esquiva Falcão foi a esperança de um histórico ouro no boxe olímpico e, na sua frente, havia o seu arqui-rival, Ryota Murata, um japonês 5 anos mais velho (27 contra 22 anos) e mais experimentado. 

 Esquiva Falcão (o de vermelho) mostrou que não foi para Londres a passeio. Mesmo assim, o japonês venceu por apenas um ponto (Bruno Santos/Terra)

O capixaba bem que tentou, foi para cima do adversário, mas ele se defendia bem. Em decisão polêmica, houve a vitória por 14 a 13. Um ponto apenas, a favor de Murata. O brasileiro foi punido com uma falta, e uma outra cometida pelo japonês não foi considerada pelo juíz.

Pelo menos, a prata o consagrou como o maior boxeador olímpico brasileiro da História, e seu estilo de luta o habilita para ganhar um ouro em 2016, quando ele certamente terá mais experiência e, com a prata de hoje, mais condições financeiras (espera-se). O esforço dele foi válido, ainda mais considerando as precárias condições do boxe nacional, a falta de patrocínio dos lutadores, a polêmica administração da Confederação Brasileira de Boxe, a CBBoxe, alvo de ataques dos críticos e dos atletas, inclusive a pugilista medalha de bronze Adriana Araújo. 

Olimpíadas 2012 - O jamaicano não se cansa de ganhar

No revezamento 4 x 100 m masculino, a equipe jamaicana deu um show e não só o semi-lendário Usain Bolt brilhou: seus companheiros foram também responsáveis não só pelo ouro mas também pela quebra do recorde olímpico, conquistado pelos próprios jamaicanos em Pequim: 36s84 contra 37s10. Os americanos se esforçaram para superar o recorde olímpico, mas tiveram de se contentar com a prata. 

O 'rei de Londres' ganhando mais uma (AP)

Esta foi a sexta medalha de ouro da carreira do jamaicano, e a terceira na capital  britânica.

Os canadenses foram desclassificados na prova, marcando a participação decepcionante do país nas Olimpíadas (ganharam ouro só na ginástica de trampolim, mas em compensação levaram um número considerável de medalhas de bronze, até mais que o Brasil: 12 contra 8). O bronze do revezamento acabou ficando para a equipe de Trinidad e Tobago.

Olimpíadas 2012 - Bicampeãs!

Elas estavam desacreditadas na primeira fase, pegaram um grupo difícil, perderam partidas importantes, quase não passaram e ainda tiveram de enfrentar nada menos que a temível seleção russa, numa partida desgastante e sofrida. Depois de uma semifinal mais tranquila, contra as japonesas, encontraram-se com um time que já as derrotou, por 3 sets a 1 na primeira fase.

Por outro lado, o time rival tinha um retrospecto muito mais confortável, perdendo apenas 2 sets e vencendo todos os jogos. Estavam no mesmo grupo das rivais da grande final, derrotaram-nas pelo placar acima e depois de uma semifinal sem tropeços contra as coreanas, ficaram com o favoritismo, que parecia se confirmar no primeiro set, quando venceram facilmente por incríveis 25 a 11, algo difícil de digerir para qualquer time. 

Os times em questão foram, respectivamente, as brasileiras e as norte-americanas. Foram as brasileiras que tiveram de sofrer e superar principalmente o nervosismo para avançarem. E foram elas que começaram mal o jogo das finais hoje.

No segundo set, após o referido desastre no começo, foi tudo diferente. Depois de um certo equilíbrio, as brasileiras colocaram os nervos no lugar e se acertaram, fechando o segundo set com facilidade em 25 a 17. 

O sempre forte time americano sentiu o golpe e elas trataram de tentar a reação. As brasileiras não deixaram: o terceiro set fechou em 25 a 20. 

Já o quarto set, sempre difícil para as verde-amarelas, foi um teste de nervos. Mais para a torcida do que para Fabiana, Fernandinha, Fernanda Garay, Paula Pequeno, Sheila, Jaqueline e outras. Elas tomaram conta do jogo, apesar de alguns erros, e fecharam o set - e o jogo em 25 a 17. 

Repetiu-se Pequim, inclusive no placar: 3 sets a 1. 

As meninas do vôlei, lideradas por José Roberto Guimarães, conquistaram um bicampeonato inédito. Após o vôlei feminino ganhar o ouro pela primeira vez na capital chinesa, a dose repetiu-se. Mérito, também, do técnico Zé Roberto, comandando a terceira equipe a vencer uma final em Jogos: primeiro, foi em 1992, comandando o time masculino em Barcelona, e as outras duas foram com o feminino.

Elas, mais o técnico, mostraram garra e competência. Foi o que faltou nas seleções de futebol. 

A comemoração: jogadoras do vôlei brasileiro compensaram a frustração provocada pela Seleção de Mano (Marcelo del Pozo/Reuters)

Olimpíadas 2012 - A maldição ganha força, e Fabiana Murer pode respirar aliviada

 E a zebra riu em Wembley: "Gold for Brazilian soccer?? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!"

A representante brasileira do salto com vara que praticamente abandonou a competição por "medo do vento" deixou de ser o maior alvo das piadas e das críticas feitas pela torcida, pois a seleção brasileira de futebol tinha tudo para ganhar o ouro olímpico, e viu seu sonho ser adiado para o Rio 2016. 

Havia um grande estímulo (em dinheiro) para as medalhas: R$ 180 mil para cada um, cedidos pela CBF. Caso ficasse na prata, eles não veriam a cor desse dinheiro. 

E a Seleção não mereceria ser alvo dessas piadas se o adversário fosse uma Espanha ou uma Grã-Bretanha. Se fosse a França, a fama de fregueses deles ia se solidificar, mas não seria tão vergonhoso. Nem se o adversário fosse a Argentina, nossos hermanos e arqui-rivais. Mas o adversário foi o México, que nunca ganhou medalha alguma no futebol, nem mesmo quando o país sediou uma Olimpíada, em 1968 (ficaram em quarto lugar, melhor colocação desde então). 

Para tornar a piada ainda mais engraçada, os mexicanos fizeram um gol relâmpago aos 28s, de Peralta, graças a uma falha incrível de Rafael Silva, considerado o arquivilão do jogo. O Brasil sentiu o golpe e custou a se acertar em campo. Só depois da entrada de Hulk é que houve maior eficiência nas finalizações, infelizmente não convertidas em gol. 

No segundo tempo, os verde-amarelos atacavam e os mexicanos só se defendiam. Peralta voltou a marcar aos 24 min., mas estava impedido. Nova ofensiva mexicana, porém, resultou em um gol, para desespero dos brasileiros. Somente nos acréscimos Hulk descontou e fez o gol de honra, que a esta altura seria insuficiente para cobrir a desonra. O resultado foi uma das maiores e mais vexatórias ZEBRAS da história olímpica do futebol.

Com isso, o cargo de Mano Meneses está ameaçado, os jogadores vão ganhar uma prata com gosto de ferro (enferrujado) e o sonho do ouro continua a ser um suplício de Tântalo. Azar deles, e da CBF.

Certamente vão dizer que o mundo vai acabar antes que a Seleção ganhe uma única medalha de ouro olímpica. Se os catastrofistas estiverem errados, e Mano Menezes, José Maria Marin, Neymar, Rafael, João Havelange, Ricardo Teixeira não serem aniquilados junto com o resto da humanidade no tal dia 21 de dezembro de 2012, os canarinhos ainda vão tentar no Rio de Janeiro em 2016, mas a cobrança será maior. MUITO maior.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 - Mais atletas na final

Se Adriana Araújo já fez história nas Olimpíadas, Esquiva Falcão fez ainda mais: vai para as finais do boxe, algo nunca visto antes na história deste país, parafraseando o Ali Babá dos 40, aliás, 38 ladrões do Mensalão. 

Esquiva Falcão tornou-se o maior boxeador da história olímpica brasileira (Jack Guez/AFP)

Para chegar à final inédita, o capixaba enfrentou o britânico Anthony Ogogo, e chegou a derrubá-lo. Somente o japonês Ryota Murata está no caminho dele para o ouro. Murata é o arqui-rival do brasileiro, e já o derrotou. Agora Falcão terá sua revanche. E isso tudo porque ele, como a maioria dos atletas, sofre com a falta de patrocínio. Imagine se ele recebesse a mesma verba do César Cielo.

Outros que não queriam só o bronze passaram às finais e vão disputar o ouro, mas isso não é surpresa: o vôlei masculino passeou na disputa com a Itália, uma das seleções mais fortes, e lhes impõs um placar de 3 sets a 0, com parciais de 25-21, 25-12 e 25-21. No segundo set, a Itália sofreu um apagão na quadra e os brasileiros não perdoaram. Os outros dois foram mais equilibrados. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 - Duas medalhas no vôlei de praia...

... nenhuma delas de ouro. Este é o saldo do Brasil, o inventor da modalidade na década de 1950.

Parabéns a Alison e Emanuel pela conquista. Só é preciso acalmar a torcida, inconformada por eles terem perdido a final para dois alemães. E a Alemanha só tem litoral no gelado Mar do Norte e no ainda pior Mar Báltico. Contudo, a dupla alemã Brink e Reckermann estava se preparando duramente para estas competições. E o resultado dessa dedicação traduziu-se na medalha de ouro.

 Alison (à esq., jogando contra Reckermann) foi o parceiro de Emanuel, medalha de ouro em Atenas em 2004

Embora seja um grande resultado para o Brasil se compararmos com o pífio desempenho em Pequim - um bronze para Juliana e Larissa e agora uma prata para a dupla masculina, foi mais um revés para o COB e para os patrocinadores brasileiros, que gostam de se promover às custas dos atletas. 

Pelo menos, o Brasil parou de ganhar bronze. Que o diga Diogo Silva, do taekwondo, medalha de ouro no Pan de 2007, que não ganhou o seu na disputa pelo terceiro lugar. Mas ele também é um dos que ainda continuam a ser pouco beneficiados por patrocínio. Ele tentou e lutou, e agora a disputa por medalha fica para 2016, no Rio.


P.S.: os EUA voltaram a ficar na frente do ranking, e uma das medalhas de ouro foram conquistadas pelas americanas, que estavam querendo devolver a derrota no Mundial de 2011 para as japonesas, e as venceram por 2 a 1, ganhando a terceira medalha de ouro seguida; a vantagem americana pode ampliar-se diante da China nos próximos dias, quando há as provas de atletismo e as finais no basquete e também no vôlei feminino (mas neste último caso isso depende das brasileiras, que vão disputar ouro com as sobrinhas de Uncle Sam).

Olimpíadas 2012 - Mais uma de Bolt - e das meninas do vôlei

Usain Bolt mostrou de novo o seu talento nos 200 m rasos e fez 19s32, depois de fazer 9s63 nos 100 m rasos. É a primeira vez que alguém vence as duas provas numa Olimpíada. Com isso, o jamaicano confirma seu nome na lista dos maiores do esporte, e também é um dos orgulhos nacionais de seu país ao lado do imortal Bob Marley.

Usain Bolt dá seu recado aos críticos (AP)

Na prova, outros dois jamaicanos também não deram chance e um deles, Yohan Blake, ainda tentou roubar a cena para pegar o ouro do compatriota, mas não conseguiu. 

Graças a Bolt, a Jamaica está agora com 3 ouros, portanto à frente do Brasil no quadro de medalhas. Outros países também estão à frente do nosso país, como Coréia do Norte (4 ouros), Irã (4 ouros), Nova Zelândia (3 ouros). Sem comentários...

Por falar em Brasil, as meninas do vôlei não deram chance para as japonesas e venceram fácil: 25-18, 25-15 e 25-18. Portanto, 3 sets a 0, num jogo que vale como aquecimento para a grande final contra as americanas. De novo, elas, como em Pequim. 

 Agora elas voltarão a ver as norte-americanas, que deram trabalho em 2008 - e não vão facilitar também em 2012 (Reuters)


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 - Larissa e Juliana levam medalha...

... e antes de bronze do que nenhuma. 

Elas brigaram devido à derrota na semifinal e parecem ter voltado às pazes na disputa pelo bronze (Getty Images)

Mais uma vez, houve sofrimento e elas ainda estavam sentindo bastante a derrota para as americanas Ross e Kessy por 2 sets a 1. 

Isso pôde ser notado no primeiro set, onde elas foram dominadas facilmente pelas chinesas Xue e Zhang. O placar ficou em 11 a 21. 

No segundo set, houve um certo equilíbrio, mas as chinesas passaram a colocar a mão na medalha quando fizeram 15 a 17. Houve a reação das brasileiras e elas fecharam o jogo por 21 a 19. 

A partir dai, quem passou a sofrer psicologicamente foram as chinesas, que estavam tão perto da medalha. E elas foram derrotadas no tie-break, por 15 a 12. 

Larissa e Juliana poderiam estar na final e rever Walsh e May, as suas arqui-rivais? Sim, mas elas assumiram os riscos e suaram o biquini para conquistar o que era possível. E conseguiram o bronze, um feito que merece respeito pela torcida, ainda mais porque em Pequim o vôlei de praia brasileiro ficou sem medalha. Agora são 7 medalhas vermelhas contra apenas 2 douradas e só 1 prateada. Isso vai certamente mudar, principalmente porque no vôlei de quadra masculino, o time comandado por Bernardinho despachou facilmente os argentinos, por 3 sets a 0, e também vão para as semifinais, enfrentar a Itália, que humilhou os americanos pelo mesmo placar, ou seja, 3 sets a 0.

P.S.: Adriana Araújo foi derrotada na semifinal, mas como no boxe estar nesta fase já rende medalha, ela ganhou o bronze. Foi a centésima medalha do Brasil numa Olimpíada, reflexo do nanismo esportivo do nosso país até agora. Para comparar, a China tem até o momento 76 medalhas só nestes Jogos (35 ouros, bem mais do que os 22 ouros de TODA a campanha olímpica brazuca).

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 - Maureen Maggi, Fabiana Murer, jóqueis...

Sem a mesma garra que demonstrou em 2008, quando ganhou o ouro em Pequim, Maureen Maggi não conseguiu saltar além de 6,37 m, longe de sua melhor marca, e nem sequer vai às finais.

Ela, como era esperado, pediu desculpas aos brasileiros pelo fracasso. Não é tão constrangedor quanto aquelas feitas pela equipe de hipismo: um dos cavalos, Maestro St. Lois, perdeu a ferradura e isso desencadeou uma série de erros - até mesmo Rodrigo Pessoa errou bastante e perdeu 5 dos 46 pontos da equipe - que culminaram no oitavo (e último) lugar dos brasileiros, antes acostumados a ficar sempre entre os medalhistas. A desculpa, de ferir os ouvidos, feita pelo montador do cavalo que perdeu a ferradura, José Reynoso: 

“Falta incentivo no nosso esporte no Brasil. A cultura europeia é voltada ao cavalo. No Brasil, as pessoas têm um cachorro em casa. Aqui [em Londres] você vê cavalo nos terraços. ”

Foi pior do que culpar o vento, coisa feita por Fabiana Murer, durante as eliminatórias do salto com vara. Por sinal, outra das mais favorecidas pelos patrocinadores que volta para o Brasil sem nada, e com a fama de ser... "cabeça-de-vento".

Voltando ao hipismo, nada contra o incentivo a esse esporte, mas do jeito que foi colocado eles querem mamar no NOSSO DINHEIRO, como os mensaleiros, que receberam incentivo para votar a favor do governo em 2005, ou as organizações da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Enquanto isso, a pugilista Adriana Araújo pode vir a ganhar ouro se vencer suas rivais na semifinal e depois na luta decisiva. O também pugilista Esquiva Falcão está na mesma. E eles nem sonham em ter o mesmo tratamento dos figurões da Olimpíada, que, com exceção de Alison e Emanuel, das seleções do vôlei de quadra (e da Seleção de futebol, que é um caso à parte), decepcionaram a torcida e ainda "choraram o leite derramado" como se isso rendesse medalha.

Olimpíadas 2012 - Agora só falta derrotar o México

Ninguém apostava muito no futebol masculino com Mano Meneses à frente. Ele chegou a ficar com a moral tão baixa quanto a de Lazaroni na Copa de 1990. Mas agora o caminho ficou fácil para o técnico da seleção calar (em parte) os críticos. 

Leandro Damião definiu o jogo que colocou o Brasil de volta a uma final olímpica (isso não acontecia desde 1988...) (Andrew Yates/AFP)

Eles tiveram de enfrentar a surpreendente Coréia do Sul nas semifinais. E mais uma vez não jogaram nada no primeiro tempo. Para sorte deles, os coreanos também foram apenas esforçados, e tudo o que conseguiram foi assustar um pouco a zaga. Após um início pavoroso, os brasileiros abriram o placar, aos 37 min., com jogada de Neymar, Oscar e Rômulo, que finalizou. 

No segundo tempo, com a maioria dos torcedores contra os canarinhos - e a favor do time asiático - o Brasil foi auxiliado de forma descarada pelo árbitro Pavel Kralovec, da República Tcheca, responsável por mandar seguir o jogo quando Kim Hyunsung sofreu uma falta dentro da área por Sandro. 

Desestabilizados, os sul-coreanos não foram páreo para a seleção de Mano. Leandro Damião brilhou e fez dois gols, para definir o jogo, aos 11 e 19 min. Depois, a partida ficou de novo desinteressante e Mano resolveu substituir Marcelo, o herói Damião e Juan. E o Brasil está a uma vitória da inédita medalha de ouro. E vai enfrentar o México, que derrotou o Japão por 3 a 1.

P.S.: A CBF, em seu apreço peculiar pela ética, anunciou R$ 180 mil para cada jogador se eles ganharam o ouro (e nada, se a medalha for de prata). Para atletas como Sarah Menezes e Arthur Zanetti, que sofreram com a falta de patrocínio e nem de longe ganham salários como os de Neymar e cia. (e mesmo assim já ganharam medalhas de ouro, coisa que ainda falta na seleção de futebol), seria um dinheirão. Este é o país do Mensalão, do dinheiro na cueca, dos sanguessugas, do roubo sistemático ao NOSSO DINHEIRO.

Olimpíadas 2012 - E as russas é que choraram

 O espírito olímpico voltou hoje e as meninas do vôlei estão de novo na briga pelo bicampeonato (UOL)

As meninas do vôlei já se cansaram de tanto chorar por causa da Rússia, a algoz dos Mundiais de 2006 e 2010 e, principalmente, da Olimpíada de 2004, quando as brasileiras perderam um jogo que aparentemente estava ganho e foram eliminadas da briga pelo ouro (em Atenas, ficaram apenas em quarto lugar, refletindo a falta de condições emocionais das jogadoras naquele momento). 

Pois elas enfrentaram as russas novamente, e logo no primeiro jogo "mata-mata". Quem perder iria para casa mais cedo. Para piorar a situação, a "carrasca" Ekaterina Gamova estava entre elas. Foi ela a maior responsável por todas as eliminações traumáticas do Brasil.  

E parecia que a sina ia repetir-se no primeiro set: 26 a 24. Mas no segundo set foi a vez das russas vacilarem e ficarem bem atrás no placar (18 a 11). O problema é que elas reagiram e a partida terminou em 22 a 25. O terceiro set mostrou uma atuação lamentável das brasileiras, que perderam por 25 a 19. No quarto e decisivo set, a equipe de José Roberto acordou aos poucos após começar com a mesma apatia - o que poderia significar novo revés - e acordaram com apetite para o tie-break: 22 a 25. No último set, novo drama: as russas ficaram a um ponto de fechar o jogo e causar a choradeira, agravada por um erro de arbitragem que reverteu um ponto que seria das brasileiras. No entanto, as russas tiveram seis match points salvos pelas brasileiras, algo parecido com o ocorrido em 2004 mas de forma inversa, e o inesperado (para o país europeu) foi a eliminação: 19 a 21. 

Gamova e as outras russas tiveram motivos para chorar e as ex-freguesas se vingaram mandando-as de volta para casa. 

Se as brasileiras mostrarem o mesmo espírito, desde que não cometam tantos erros para não merecerem o sofrimento de hoje, podem vir a se tornar bicampeãs. Nada mal para um time que começou de forma relativamente ruim estas Olimpíadas. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 - Brasil sai do marasmo e ganha segundo ouro

Depois dos baques causados pelo insucesso de Daniele e Diego Hypolito, Fabiana Murer e, de certa forma, César Cielo e Robert Scheidt, que ficaram "só" no bronze, o Brasil finalmente teve gosto de assistir a um atleta no alto do pódio. Arthur Zanetti, para quem é do ramo, fez tudo o que sabia, mas para a maioria, desacostumada a ver um esporte como ginástica com argolas, foi uma (grata) surpresa. 

Arthur Zanetti surpreendeu o favorito Chen Yibing e conquistou o segundo OURO brasileiro (Ivo Gonzalez)

Ele precisou fazer uma apresentação impecável para derrotar o chinês Chen Yibing, seu grande rival e favorito ao ouro. O chinês, é claro, não gostou de ficar "apenas" com a prata, mas isso faz parte do esporte. 

Ainda hoje, a pugilista Adriana Araújo venceu a marroquina Mahjouba Oubtil por pontos e vai às semifinais. No boxe e outras lutas, quem vai às semis garante pelo menos o bronze. Isso encerra um jejum de 44 anos do Brasil no esporte, ou seja, uma das grandes "sinas" da delegação foi desfeita.

E mais: no vôlei de praia, Alison e Emanuel sofreram para derrotar os poloneses por 2 a 1, parciais de 21-17, 16-21 e 17-15; como se pode ver no placar, o terceiro set não foi nada fácil. Agora eles vão para as semifinais e se vencerem partem para ganhar o ouro.

Para finalizar, não se pode esquecer do fenômeno Usain Bolt. Ontem, o jamaicano mostrou por que reina no mais típico esporte olímpico, os 100 m rasos. Ele fez 9s63, com direito a uma largada ruim. Nos metros finais, ele mostrou por que é considerado "The Legend", deixando os rivais para trás. O recorde olimpico conquistado pelo jamaicano quase foi arruinado por um ato anti-desportivo feito por um torcedor, que jogou uma garrafa de água bem na pista. O torcedor foi preso e ainda levou um tapa da judoca Edith Bosch, que se irritou com essa falta de respeito. Castigo merecido.

Sai Michael Phelps, entra Usain Bolt, para reinar em Londres (Fabrizio Bensch/Reuters)


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 - Ferro demais

A delegação brasileira sofre no momento as consequências de ter um elenco tão heterogêneo. De um lado, atletas sem apoio financeiro e muitas vezes nem equilíbrio emocional suficiente (basta ver o número de gente chorando e se lamentando). Do outro, nomes de talento como a já citada judoca Sarah Menezes e os atletas (ainda poucos) ganhadores de medalhas que vestem o verde-amarelo. 

De Londres, há notícias boas e ruins para a torcida brasileira. Primeiro, as notícias ruins, que são particularmente terríveis.

As seleções femininas de basquete e de futebol eram esperança de medalha, mas a eliminação de ambas foi um balde de água gelada nos ânimos dos torcedores.

Já era esperado o fiasco do basquete feminino. Elas não venceram nenhum dos quatro jogos disputados, e a derrota para o Canadá por 79 a 73 confirmou a eliminação das brasileiras.

O que não se esperava era o time de Marta e Cristiane ir tão mal. A Seleção feminina era cobrada desde 1996, e nas Olimpíadas de 2004 e 2008 elas tinham chances reais, mas enfrentaram as norte-americanas, e perderam. Nestes Jogos, elas não vão nem para as semifinais. Depois de uma primeira fase mediana, com lampejos de talento, mas em geral sem muita empolgação, as meninas do futebol tiveram de enfrentar as japonesas nas quartas-de-final, e o resultado foi amargo: 2 a 0. Marta não estava inspirada e a zaga mostrou fragilidade diante das rivais. As japonesas e seu time sem craques mostraram por que ganharam o último Mundial, e logo contra as americanas, que também avançaram junto com a França. No momento, o jogo entre as britânicas e as canadenses ainda não foi finalizado.

Com a derrota, a 'maldição' da falta de medalhas de ouro para o futebol só deve ser 'quebrada', mesmo, por Neymar e cia.

 Marta estava em campo, mas foram as japonesas que fizeram o gol (Getty Images)

César Cielo era a grande esperança de ouro para os brasileiros nos 50 m livre, mas precisava enfrentar um forte adversário, o americano Cullen Jones. E o também brasileiro Bruno Fratus também prometia se sair bem, em sua primeira Olimpíada. Com o tempo de 21s61, Fratus até que saiu bem. Mas nem ele, nem Cielo, e muito menos Jones, ganharam a prova. O ouro foi para o francês Florent Manaudou, que completou a prova em 20 segundos e 34 centésimos. Jones conquistou a prata com um tempo de 20 centésimos a mais e Cielo, o bronze, apenas 5 centésimos mais lento que o americano. O campeão brasileiro diz que se arrependeu de ter disputado os 100 m, onde só conseguiu foi ficar mais cansado e conquistou um decepcionante sexto lugar.

 Cielo mostra a sua medalha com a cor diferente daquela ganha em Pequim (Michael Dalder/Reuters)

Nem só más notícias a delegação brasileira anda produzindo. Além do bronze com gosto de ferro de Cielo, finalmente o Brasil passou a ganhar mais do que aquelas três medalhas do primeiro dia. A quarta medalha foi ontem: Mayra Aguiar conquistou um bronze no judô. Rafael Silva, na categoria pesado, também conquistou a sua medalha de bronze. Com isso, o judô confirma a sua fama de sempre trazer medalhas para o Brasil. Por outro lado, a raridade nas conquistas mostra o quando ainda precisaremos evoluir para sermos considerados uma potência olímpica. É uma tarefa cujos resultados não serão vistos nem no Rio em 2016, e nem nas três Olimpíadas seguintes - e isso no caso de haver uma política séria para o esporte.


terça-feira, 31 de julho de 2012

Olimpíadas 2012 - Michael Phelps faz o recorde

Neste dia, Michael Phelps ganhou mais uma medalha, e de ouro, devido à sua participação no revezamento 4x200 m livres na natação, e tornou-se o rei das Olimpíadas. 

Em seu currículo, o nadador americano ganhou 3 medalhas nestes Jogos (1 ouro e 2 pratas nos 200 m borboleta e no revezamento 4x100 m livres, também hoje), e mais 16 medalhas, a maioria de ouro. 

 Phelps leva mais uma para o seu acervo (fonte: UOL)

Ele tornou-se recordista quando está mostrando que não é invencível (em Pequim, 2008, ele só ganhou ouro, mas nestes Jogos chegou a ficar atrás até do brasileiro Thiago Pereira, nos 400 m medley, uma modalidade no qual ele já havia ganho ouro (nos Jogos de Pequim), mas que não é exatamente sua especialidade. Aliás, desde que precisou se afastar devido ao escândalo da maconha (ele foi flagrado fumando um baseado em 2011), seu rendimento não é mais o mesmo.

Larissa Latynina, entre 1956 e 1964, era a maior medalhista até a quebra do recorde hoje. A ginasta ucraniana, obviamente já aposentada, ganhou 18 medalhas nas olimpíadas de Melbourne, Roma e Tóquio. Será difícil alguém bater o recorde de Phelps a curto prazo, já que ele ainda está competindo, logo tem chance de subir ao pódio mais vezes.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Olimpíadas 2012 - Um resumo dos primeiros dias

As Olimpíadas de Londres até agora dão mostras de que serão um sucesso. Após a grandiosa cerimônia de abertura, com direito a Mr. Bean parodiando "Carruagens de Fogo" e um show de Paul McCartney, passando pelo acendimento de uma pira "diferente" e os aros olímpicos literalmente feitos a ferro e fogo, o mundo deixou de dar atenção à catástrofe na Síria e à crise na Europa para se concentrar no espetáculo. 

Será muito difícil para o Rio de Janeiro fazer uma abertura comparável com a feita em Londres (Morry Gash/AP)

No primeiro dia das competições, tirando o futebol, o Brasil fez bonito com Felipe Kitadai, bronze no judô, Thiago Pereira - finalmente ganhando uma medalha, de prata, nas Olimpíadas e com direito a superar nada menos que Michael Phelps - e, principalmente, a piauiense Sarah Meneses no judô. Ela venceu na final a romena Alina Dumitru e mereceu a primeira medalha de ouro para a delegação brasileira. É extremamente raro o Brasil conseguir medalhas logo no começo das competições, ainda mais uma de ouro. Sarah Menezes entrou para a história do esporte brasileiro.

Ela foi a primeira mulher brasileira a ganhar ouro nas Olimpíadas no judô (Terra)

Porém, o segundo dia foi marcado pelos insucessos na ginástica artística. Daniele e Diego Hypolito prometiam quebrar o tabu de serem vencedores nas competições com exceção da mais importante, e não conseguiram. Eles falharam nas apresentações e nem sequer participaram das finais.

Hoje, até agora, não houve avanços significativos. Rafaela Silva, medalha de prata no Pan 2011 na categoria até 57 kg, foi desclassificada após dar um golpe não permitido durante a luta nas oitavas-de-final. Bruno Mendonça também deu adeus, mas precisou enfrentar o favorito Dex Elmont, da Holanda, além de uma arbitragem polêmica. 

É apenas o começo das competições e só no dia 12 de agosto poderemos avaliar o desempenho global dos nossos atletas. Certamente falarão bastante do futebol, tanto o masculino quanto o feminino, principalmente se pelo menos um dos times conquistar a inédita medalha de ouro.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Olimpíadas de Londres - O sufoco desnecessário

Estreou o futebol masculino e boa parte dos times grandes tomaram sufoco, inclusive o Brasil, que parecia sufocar o Egito no primeiro tempo, fazendo três gols, um de Renato, outro de Fernando Damião e o último de Neymar. No segundo tempo, o time estava desfigurado e permitiu a reação egípcia.

Esta não é a postura esperada de um time que quer ganhar uma inédita medalha de ouro. 

É o menor dos vexames, porém. A Espanha perdeu do Japão por 1 a 0 e tornou-se a lanterna do grupo D, já que Marrocos e Honduras empataram por 2 a 2. É uma enorme zebra, mas a única. No grupo C, o do Brasil, que só conta com times fracos, a Belarus venceu a Nova Zelândia, sem tradição no futebol, por 1 a 0. O grupo A, da Inglaterra, teve o empate em 1 a 1 entre ingleses e senegaleses, e a vitória do Uruguai, que venceu de virada os Emirados Árabes - isso mesmo, os árabes saíram na frente - por 2 a 1. O grupo B teve dois empates, em jogos sem interesse: Suíça e Gabão ficaram no 1 a 1 e a partida entre México e Coréia do Sul ficou sem gol algum.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Olimpíadas de Londres - O começo extra-oficial

Hoje as Olimpíadas de Londres começaram extra-oficialmente, com o futebol feminino. Tivemos a grande estréia das meninas do futebol, massacrando sem dó as inexperientes camaronesas por 5 a 0. É só o primeiro jogo e o time de Marta ainda tem uma longa batalha até conseguir a tão sonhada medalha de ouro olímpica, algo que nem os marmanjos conseguiram, num dos maiores tabus olímpicos de todos os tempos.

Cristiane e Marta comemoram um dos cinco gols na partida de estréia (Getty Images)

Enquanto isso, as japonesas, atuais campeãs da Copa do Mundo, também estrearam com vitória, sobre o Canadá, por 2 a 1. As americanas, favoritíssimas para levar o ouro, suaram para vencer a França por 4 a 2. As suecas não deram chance às sul-africanas: 4 a 1. Talvez a partida mais surpreendente de todas seja entre Coréia do Norte e Colômbia. Não só pela vitória das norte-coreanas, mas pela incrível gafe cometida pela organização ao mostrar a foto de uma jogadora norte-coreana com a bandeira da Coréia do Sul. Há quem diga que isso seja proposital, já que a Coréia do Norte é considerada um "país-pária" e os britânicos ficaram ao lado da Coréia do Sul durante a guerra (1950-1953). Oficialmente, as duas Coréias ainda estão em conflito, pois foi assinada uma trégua (e não um acordo definitivo) que já dura quase seis décadas.

Esta é a primeira grande falha das Olimpíadas (Reprodução/Twitter)

Por causa disso, o time norte-coreano ameaçou nem jogar, pondo por terra qualquer máscara de espírito olímpico. Porém, os ânimos esfriaram e, depois de mais de uma hora e quase um incidente diplomático, elas foram em campo e venceram as colombianas por 1 a 0.