| Vini Jr. assumiu o papel de protagonista da Seleção, mas isso não foi o suficiente para impedir a eliminação precoce da Copa para os noruegueses (Matthew Childs/Reuters) |
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Voltemos à realidade
quarta-feira, 10 de junho de 2026
A Copa caminhará para um fracasso histórico
A Copa 2026 na América será o maior desastre esportivo da década, tirando, logicamente, os tais "Jogos Aprimorados" em Las Vegas, neste mesmo ano.
Terá repercussão morna, certamente ofuscada pelas guerras em curso, no Irã e na Ucrânia. Aliás, espera-se que não haja interferência direta entre esses eventos. Caso contrário, não teremos mais Copas (e nem Olimpíadas, nem qualquer outro evento esportivo).
Já havia a tendência ao desinteresse pela Copa, vista agora sem tanta inocência. Há menos interesse no futebol, principalmente por causa dos sucessivos escândalos envolvendo principalmente os dirigentes, mas também os árbitros, os jogadores e os técnicos, e do escancarado interesse financeiro suplantando o espírito esportivo.
Para a população, em sua maioria sem condições de custear um ingresso, o torneio não vai melhorar a vida de ninguém. Antes, até funcionava como uma distração para esquecer os problemas. Agora, não se sentem representados pelos seus jogadores, cada vez mais bem pagos pelos seus clubes, favorecendo o comportamento deslumbrado e distante de suas origens. Por aqui, há o agravante do desempenho desses jogadores ficar aquém do demonstrado pelos antigos craques do passado, responsáveis pelas conquistas dos títulos mundiais.
Existem coisas mais sérias para despertar a atenção do público. Além das guerras citadas acima, existem os conflitos armados na África, as crises imigratórias, o temor do extremismo político e religioso, a violência, o colapso dos valores tradicionais e das instituições. Estamos mais preocupados em não levar um tiro ou uma bomba destruir nosso bairro ou vila, e menos com o Messi, o Cristiano Ronaldo ou o Neymar (muitos passarão a rir disto) serem os responsáveis pela eliminação do time que representa nosso país.
| O desinteresse do torcedor pela Seleção não é um caso isolado: para muitos povos, suas equipes nacionais não são consideradas representantes deles (Jefferson Bernardes/Shutterstock) |
A Fifa esperava vender muito mais ingressos para as partidas, a serem feitas em território dos países da América do Norte, e principalmente nos Estados Unidos, mas os preços da aquisição (e também os anexos, como comidas e bebidas) e a logística não favorecem os deslocamentos até os estádios.
E tudo poderá se tornar uma catástrofe caso houver algum ato terrorista mesmo longe das cidades-sede da Copa. Será um escândalo de proporções nunca vistas, além de causar pânico coletivo e o foco da grande mídia na tragédia, e não no esporte. Espera-se que não haja nada neste sentido, mas a possibilidade existe, e é considerável. Estamos num mundo convulsionado, e não podemos imaginar o segundo maior evento esportivo do mundo (o primeiro é representado pelos Jogos Olímpicos de Verão) como uma fuga para um universo fantástico, onde os conflitos se dão por uma disputa de bola.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Novamente, o noticiário
| Donald Trump anunciou o "Projeto Liberdade (Project Freedom)" no último domingo, para substituir a "Operação Fúria Épica" (do canal LiveNOW from Fox) |
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Terminamos janeiro
Foi o bastante para aumentar ainda mais a inquietação sobre um ponto de "não retorno" para definir o destino da espécie humana na Terra.
Continuam as tensões em locais explosivos como a Ucrânia, e a Europa está temendo ficar sem proteção em um hipotético (ainda) ataque russo. As incursões de Donald Trump sobre a Groenlândia ameaçam levar a um entrevero entre americanos e europeus, e isso pode significar até a dissolução da OTAN, para alegria do governo russo.
O Irã, que está massacrando seu próprio povo e tenta sem sucesso conter as pressões para uma democracia (que nunca houve no país), está ameaçado pelos porta-aviões dos EUA. Trump não tem a intenção de provocar um conflito nuclear nem causar devastação para tentar desalojar os aiatolás do poder, mas quer destruir qualquer chance de desenvolvimento de uma arma nuclear para servir como meio de aterrorizar os países inimigos, como a Arábia Saudita e Israel.
Este último país motiva a criação cada vez mais real de um Conselho da Paz em Gaza, colocando a ONU como uma entidade obsoleta, apesar da objeção do Brasil e da China, responsável por outras crises em curso.
Uma delas é o perigo iminente da invasão de Taiwan. A outra é um choque de custos nos eletrônicos sem precedentes, fazendo consumidores domésticos verem os preços de celulares e computadores subindo loucamente, enquanto a indústria tenta suprir as exigências das grandes empresas e serviços de IA, que precisam de memórias e armazenamento por meio de SSDs e HDs para seus bancos de dados. Aliás, a própria IA continua a ser suspeita de causar mais males do que benefícios à humanidade, como fontes de deep fakes e suspeitas de roubar dados de usuários, além do velho temor de dominação mundial com os robôs no controle.
Terminamos janeiro, ainda, mais próximos da meia-noite, no famigerado Relógio do Juizo Final. Agora são 85 segundos a nos separar da ruína mundial.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Que ano! Venha, 2026!
Este ano está no fim, e 2026 promete ser desafiador, com velhas questões como a guerra na Ucrânia e os conflitos entre israelenses e árabes, além da polarização politica estimulada pelo descalabro de ver a simbiose entre um STF politizado e há muito agindo muito além de suas atribuições, um governo judicializado e tomando medidas para sugar avidamente o NOSSO DINHEIRO, e agentes como o Banco Master acusado de financiar os ministros do Supremo e alguns políticos.
Quando a mídia não explora a política e as guerras, está a explorar as tragédias e atos de violência como o absurdo caso de psicopatia e feminicídio que resultou numa mulher agonizando por semanas, submetida a cirurgias para amputação das pernas, até a sua eventual morte. Por falar nisso, nos últimos dias, a eterna musa Brigitte Bardot se foi, assim como vários outros famosos.
E desta vez não houve horroróscopo. Os astros resolveram não perder muito tempo neste blog e já mandaram um recado em uníssono para quem queria (ou não) uma manifestação anual. Eles disseram: VÃO CATAR COQUINHO NA PRAIA! (na verdade, não foram estas as palavras, mas se elas forem reproduzidas este blog terá problemas).
Até o dia 11 este espaço vai ser preenchido apenas de vez em quando, por motivos excepcionais. E se não voltar depois desta data, alguma coisa no mundo estará a acontecer para impedir a publicação.
Ótimo ano novo a todos!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
E veio dezembro
Ainda temos o mês inteiro de dezembro, e o mundo ainda não acabou. Nem o ditador Nicolas Maduro foi ainda deposto, ou o Jorge Messias foi sabatinado,
Nada de meteorito nem invasão extraterrestre, verdadeira ou falsa. O 3I/Atlas continua a ser estudado, enquanto ainda há debates se ele é uma nave ou im cometa.
Trump, Putin e Zelensky ainda vão assinar um documento para acabar com a guerra na Ucrânia, enquanto continuam as mortes, o medo e a destruição.
Ainda não há certeza se teremos Natal, apesar das probabilidades, em tese, apontarem para uma chance de praticamente 100%. Isso se não soltarem uma bomba nuclear. Será a Rússia? Será Israel contra o Irã (ou o contrário)?
Por ora, é só o começo do mês derradeiro do ano. Mas um ano particularmente tenso, num século que muitos falam ser o último.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Outubro começa com tudo
Devido ao impasse no Orçamento dos Estados Unidos entre os congressistas republicanos e democratas, os Estados Unidos entraram em regime de "shutdown", paralisando parte dos serviços públicos. Até sexta feira, quando prometeram terminar com a paralisação, serviços como a emissão de vistos estarão afetados.
Enquanto isso, mais autoridades brasileiras correm o risco de serem atingidas pela lei Magnitsky, entre elas alguns ministros do STF, como Gilmar Mendes. Um desafio para o novo presidente Edson Fachin.
O Congresso, tentando ganhar espaço enquanto o STF está nos holofotes internacionais, trabalhou para aumentar o limite de isenção do IR para R$ 5.000, Governo, Centrão e mesmo a oposição querem faturar politicamente com essa benesse, visando as eleições de 2026.
Outra notícia a ganhar destaque é a ação policial para investigar o surto de mortes por envenenamento em São Paulo e no resto do Brasil, causadas pela ingestão do metanol, produto da adulteração de bebidas destiladas. Esta verdadeira ameaça à saúde pública teria ligação com as destilarias clandestinas e até com o crime organizado, que há tempos deixou de se ocupar apenas do tráfico de entorpecentes para estender seus tentáculos às várias atividades econômicas e até à política.
Ainda há outras fontes de sofrimento para quem fica lendo os jornais e os portais da Internet, como a escalada na guerra da Ucrânia e o plano de paz imposto por Trump a Israel e ao Hamas. Muitos até têm esperança de ver no corpo celeste 3I/Atlas como uma solução final para os problemas da Terra, devido aos rumores de ser uma nave extraterrestre gigante, com estimados 5 km de comprimento. Isso porque estudos mostram variações anormais na velocidade do objeto vindo de fora do Sistema Solar, e a presença maciça de dióxido de carbono no entorno. No dia 29, ele chegará próximo à Terra, ficando a "apenas" 270 milhões de km.
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| Segundo imagens do telescópio espacial James Webb, o 3I/Atlas possui estranhas peculiaridades, afastando-se de outros corpos celestes (Divulgação/James Webb) |
quinta-feira, 31 de julho de 2025
Termina mais um mês
Julho terminou, e vai começar agosto, o famigerado "mês do desgosto". Houve acontecimentos dramáticos e desagradáveis, como o megaterremoto de 8,7 graus Richter no leste da Rússia que gerou um tsunami e cujos efeitos foram sentidos no Japão e até na América do Sul. Sem falar na implantação do tarifaço americano para os produtos brasileiros, em vigor a partir já de agora. Se isso ocorreu em julho, o que virá em agosto?
Nota-se que este blog ficou infestado de charges animadas para lá de desanimadas. Mais precisamente, tragicômicas, com personagens desidratando de tanto chorar. Por enquanto são brasileiros, mas os próximos podem ser personalidades ou autoridades estrangeiras. Quem vai ser retratado aqui nesta situação ao mesmo tempo patética e grotesca?
a) O Zelensky, após o acordo de cessar fogo que fatalmente vai consolidar a anexação de parte do território ucraniano à Rússia.
b) O Netanyahu, caso a guerra leve Israel a ser pária internacional e na hipótese dos reféns em poder do Hamas estarem mortos.
c) A Úrsula von der Leyen, presidente da Comissão Européia, com mais sanções do Trump, ou, por outro lado, com o Putin retaliando a Europa pela ajuda dada à Ucrânia.
d) Todo o mundo, porque o Armageddon virá!
e) O autor deste blog, fazendo mais uma enquete disfarçada de postagem séria. Ainda por cima falando sobre essas animações toscas. Que m***@!
sexta-feira, 9 de maio de 2025
Os desafios de Leão XIV
Continuando a postagem anterior, o novo papa Leão XIV precisará enfrentar vários desafios, de ordem religiosa, política e pessoal.
Desde há muito tempo, os católicos perdem fieis e negligenciam tarefas importantes, como a evangelização, o ensino da doutrina, a aproximação dos sacerdotes com seus fieis. Parece haver dificuldade em conciliar os desafios da vida contemporânea com a tradição, e muitos membros do clero não se preocupam em aplicar as suas pregações às suas vidas. Além disso, há séculos a Igreja precisa enfrentar as consequências de práticas nefastas, provindas da corrupção política, abusos de poder, tráfico de influência, pedofilia e nepotismo, e por causa disso a imagem da religião católica parece arruinada ad aeternum, a despeito dos esforços dos últimos papas para a moralização e a modernização do catolicismo.
Isso lembra também as acusações pessoais contra Robert Prevost. Três mulheres, cujos nomes a mídia custa a revelar, reclamam contra ele por falta de providências contra abusos sexuais cometidos por padres no Peru. Um deles seria James Ray, denunciado pela SNAP (Survivors Network of those Abused by Priests, ou rede de sobreviventes de abusos por padres, em tradução livre) por molestar menores de idade no Peru. Outro nome próximo do atual papa é o Reverendo Richard MacGrath, acusado de pedofilia e estupro de meninos. Nada se provou de forma cabal, pessoalmente, contra Prevost, mas isso será explorado de uma forma ou outra.
Essas acusações pessoais se somam às críticas feitas pelos conservadores por ser um membro assumido da ala progressista da Igreja, considerada muito receptiva às ideologias estranhas à Igreja, como o marxismo. Grupos nacionalistas deploram boa parte dos progressistas por supostamente serem cúmplices da deterioração dos costumes dos povos e serem influenciados por autores como Antonio Gramsci e Leon Trotsky, vistos como fontes de influência de defensores do chamado "globalismo", para minar as culturas locais e os valores tradicionais das nações.
Independente disso, o novo papa é testemunha, como muitos cidadãos, das "guerras e rumores de guerras", na Terra Santa, na Ucrânia e, agora, entre Índia e Paquistão, dois países detentores de armas nucleares, vistos como inimigos mortais entre si e possuem um histórico comum de hostilidade contra os cristãos, inclusive os católicos. Nos países ocidentais, há muitos conflitos ideológicos, inclusive entre grupos vistos como monopolizadores da verdade, impondo suas visões acerca de vários assuntos, inclusive a origem e os ensinamentos de Jesus Cristo. Isso, como se adiantou na postagem anterior, remete ao Evangelho de Mateus, capítulo 24, sobre a vinda Dele.
São questões bastante relevantes para o papa Leão XIV abordar, para garantir o êxito de seu pontificado e o futuro da Igreja Católica.
| O papa Leão XIV terá a difícil missão de comandar a Igreja Católica (EFE/EPA/Angelo Carconi) |
sexta-feira, 2 de maio de 2025
Breves do início do mês
1. Este mês começou anunciando a morte de Nana Caymmi, a grande cantora da MPB lembrada por artistas mas desprezada pelo governo, cuja politica costuma ser a de prestigiar a classe, por um detalhe: a filha de Dorival apoiava Jair Bolsonaro.
2. Também anunciada a morte de uma atriz mirim com apenas 11 anos, Milena Brandão, vítima de um tumor cerebral. Se já é difícil aceitar a morte de uma pessoa idosa após meses de sofrimento num hospital, como Nana Caymmi, é ainda mais duro ler sobre a morte de uma criança.
3. Carlos Lupi não resistiu à pressão e se demitiu do Ministério da Previdência, substituído por Wolney Queiroz. Em países onde se tolera menos a corrupção, uma roubalheira bilionária como a sofrida pelo INSS seria motivo de uma guerra civil. Por aqui, o preço será pago pelos aposentados.
4. Não houve destaque nas festividades do dia do trabalhador, nem no Brasil, e nem em outros países. O único evento digno de nota foi o ditador de Cuba Miguel Diaz-Canel usar um turbante para lembrar os trabalhadores palestinos, considerados vítimas da opressão israelense.
5. Por falar nisso, ainda não foram libertados os reféns do Hamas, usados mais como joguete político entre o grupo terrorista e o governo israelense. Qualquer atitude mais decisiva é difícil naquela região, onde há muitos interesses em jogo, e não só por motivações religiosas como a disputa por Jerusalém.
.6. Também o mundo espera por outros acontecimentos, como o cessar fogo entre Rússia e Ucrânia e a escolha da sucessão de Francisco.
segunda-feira, 31 de março de 2025
Mais um mês deste ano acaba
Com Trump no comando do mundo, as pessoas estão ainda divididas entre os que veem um rumo mais seguro, mesmo não gostando dos modos truculentos do homem, e os temerosos de um período de supremacia da águia, com o very big stick em ação para golpear quem não segue as novas regras do jogo. E, por falar em porrete, Trump deu uma surra na economia global com ameaça de "tarifaço" envolvendo vários países, com o pretexto de corrigir "injustiças".
| Trump quer impor tarifas para mostrar quem manda no mundo, e nem a Rússia escapará (Reuters) |
Pelo menos por aqui, as regras parecem ter afrouxado um pouco, com Alexandre de Moraes acatando o pedido da PGR para Débora Rodrigues dos Santos, responsável pela pichação da estátua da Justiça com os dizeres "Perdeu, mané", ser colocada em prisão domiciliar. Pichação é um ato de incivilidade, mas nada se assemelha a um ato golpista, e é passível de uma pena pecuniária (multa), sem tipo algum de prisão, nem mesmo domiciliar. Mas é um alívio para ela, após dois anos num presídio.
Continuamos na expectativa de haver um cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia, e a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas, além de alguma solução para a guerra civil na República Democrática do Congo e as lutas fraticidas no Sudão. Sem falar nas consequências do terrível terremoto na Tailândia e em Myanmar.
Voltamos a falar sobre o Campeonato Brasileiro, mas estão destacando muito os bastidores, em detrimento dos jogos, com mais uma rusga entre Abel Ferreira e seus desafetos, os jornalistas, e a crise no Fluminense com a demissão do Mano Meneses. Outro a perder o cargo foi Dorival Jr., após a escalafobética derrota por goleada da Seleção frente los hermanos.
E ainda há a expectativa do ex-presidente Bolsonaro ser preso a qualquer momento, e não será por ter importunado uma baleia quando passeava de moto aquática, em 2023, pois esse caso acabou de ser arquivado.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Que Carnaval?
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
Basta um homem para pacificar o mundo?
Desde o início recente de seu novo mandato, o presidente americano Donald Trump está agindo de uma forma aparentemente incompatível para um senhor de 78 anos, pouco menos idoso em relação ao anterior, lembrado pelas atitudes aparentemente senis.
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| Trump prometeu ser um "pacificador" do mundo, em seu primeiro discurso como atual presidente (canal NDTV/Youtube) |
Ele quer pressa para pacificar as duas regiões mais conflituosas do mundo, onde os interesses da águia estão envolvidos: a Ucrânia e o Oriente Médio. A pretexto de ser o mais realista possível e evitar alimentar ilusões, Trump conversa com o lado mais forte, deixando o mais fraco em segundo plano. Ou seja, Israel e Rússia contra os palestinos e a Ucrânia.
Suas soluções parecem assustar até os outrora mais entusiastas do magnata. Em Gaza, exterminar o grupo terrorista Hamas, que tiraniza o lugar, mas também praticamente causar uma diáspora palestina, dispersando a população em outros países árabes, enquanto reconstroi o pequeno território para depois ser anexado a Israel. Na Ucrânia, forçar o país a abrir-se mais à mineração das empresas americanas sem uma contrapartida militar para proteção do território, e permanecer fora da OTAN, cuja existência também é posta em dúvida.
Há muitas conjeturas e especulações sobre essa nova política do "big stick", agora bem maior e mais ameaçadora em relação ao "porrete" de Theodore Roosevelt, o outro presidente que impulsionou a política externa dos Estados Unidos e a tornou a grande ave de rapina defensora dos interesses da potência então emergente mesmo derrubando governos e violando a soberania de outros países. A atuação trumpista foi comentada por analistas políticos e influenciadores como o russo Alexander Dugin, apontado como o "guru" do dirigente russo Vladimir Putin. Se todo este pessoal está certo ou errado, o futuro vai dizer, e o tom promete ser explosivo e impetuoso, como as ações de Donald Trump.
Mas bastará Trump para pacificar um mundo predestinado a ter conflitos e derramamento de sangue em toda a parte? Não é só no Leste Europeu e na sua região vizinha, a Ásia Ocidental, mas também em várias partes da África, como o Sudão sob guerra civil, a Nigéria ameaçada pelo Boko Haram e o Congo ameaçado de se desintegrar com a ativa presença de Ruanda. A imprensa não destacou nada sobre uma possível intervenção de Trump nessas áreas, pois o continente africano não é visto como prioridade para os Estados Unidos. Também não se divulga com tanta frequência a respeito de regiões com potencial de conflito capaz de mudar a geografia do planeta, como a Venezuela ou Taiwan. Talvez o presidente americano tenha tempo de resolver tudo isso posteriormente, mas isso seria respaldar a opinião de algumas vozes que ousam discordar dele, apontando-o como o "imperador do mundo", como o presidente do Brasil, Lula.
De toda forma, Trump poderá mudar muita coisa no mundo, mesmo se fracassar em ser o grande pacificador.
N. do A.: Enquanto isso, no Brasil, o governo Lula é cada vez mais questionado, não conseguindo calar as vozes discordantes mesmo em seu esforço para neutralizar Jair Bolsonaro. As revelações sobre o hipotético golpe não encontram respaldo nem em parte da imprensa, notavelmente inimiga do governo anterior e, até agora, aliada do atual. E existem muitos rumores sobre ações de Trump para retaliar Alexandre de Moraes, acusado de ser o principal sustentáculo do Executivo, mesmo sendo ele um membro de outro Poder, o Judiciário, com suas decisões contra lideranças e influências vinculadas ao bolsonarismo.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
Breves quentes
Quentes como a temperatura agora no Brasil estão algumas notícias em destaque.
a) João Fonseca ganhou o seu primeiro grande título, o ATP 500 de Buenos Aires, ficando conhecido como o "carrasco dos argentinos", pois a maior parte dos oponentes eram da casa. O brasileiro de 18 anos fez a torcida local sofrer, e na final ele não deu chance para Francisco Cerundolo, vencendo por 2 sets a 1 (6-4, 7-6), e se tornou o número 68 da ATP (número 1 do Brasil).
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| João Fonseca ganhou o ATP 500 de Buenos Aires e é o novo ídolo esportivo do Brasil (Luís Robayo/AFP) |
b) Mais um motivo para o sofrimento dos argentinos é o escândalo do $Libra, a criptomoeda lançada por Javier Milei. Ele ganhava a admiração por suas medidas heterodoxas para domar a inflação, mas ele pareceu ter ido muito longe, com uma moeda virtual desconhecida, e portanto ainda mais volátil do que as convencionais. A bolsa argentina respondeu com uma queda violenta, de 5,58%. Nayib Bukele, presidente salvadorenho e parceiro de Milei (e de Trump), foi um pouco mais convencional e adotou o já conhecido bitcoin como moeda.
c) Por outro lado, a base de apoio do presidente Lula está balançando com índices de popularidade de míseros 24%. O presidente sentiu e, por aconselhamento do seu ministro-chefe de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, resolveu aparecer mais, e só piorou a situação, sendo comparado à sua correligionária Dilma devido às gafes. Numa delas, ele comentou sobre a falta de dentes de uma eleitora no Amapá. Outras "pérolas" tem aparecido com frequência nas redes sociais ultimamente.
d) Outra dor de cabeça para o governo é a repercussão das medidas de Donald Trump contra a USAID, a agência criada por JFK para ajuda humanitária e agora acusada de ser instrumento dos EUA para intervir na soberania e na cultura de outros países, fazendo uma versão woke dessas práticas na gestão Joe Biden. As investigações estão em curso, mas se fala muito na hipótese da agência ter intervido nas eleições brasileiras de 2022.
e) Mais uma questão internacional é o possível fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. Os termos ainda não foram definidos, mas Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, disse que não aceita a abertura do território à exploração de minérios por parte de empresas americanas, e também insiste em engajamento na OTAN, algo inaceitável para Moscou. Por outro lado, os territórios anexados no leste e no sul da Ucrânia correm o risco de serem definitivamente território russo, Pior são os milhares de mortos na guerra e os bilhões de dólares (ou euros) necessários para consertar todos os danos nos dois países.
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
Breves de um período próximo do fim dos tempos (ou não)
1. Morreu o poeta Antônio Cícero, membro da ABL e um dos poucos literatos autênticos da casa. Ele também é um dos poucos brasileiros a receber eutanásia, por não suportar perder suas capacidades para o mal de Alzheimer.
2. Antônio Guterres, secretário-geral da ONU, vai tentar conversar com o dirigente russo Vladimir Putin para acabar com o conflito com a Ucrânia. Há quem diga que é mais fácil a ONU acabar antes disso, pois o prestígio da instituição está em pandarecos, agravado pela...
3. ... guerra de Israel contra o terror islâmico; após matar o novo chefe do Hamas, Hassem Safiedinne, o ministro da Defesa Yoav Gallant ameaçou autorizar o ataque ao Irã e disse que todos verão a força do Estado hebreu. Os Estados Unidos temem que as forças do principal aliado na Ásia Ocidental extrapolem e ataquem usinas nucleares do país tiranizado pelos aiatolás. Por outro lado...
4. ,,, o presidente do Irã Masoud Pezeshkian ameaçou atacar o inimigo de uma forma "decisiva e impensável", durante a cúpula dos Brics, em Kazan, na Rússia. Na conferência, quase todos condenaram a ação israelense, mas, naturalmente, se omitiram ao falar das incursões russas na Ucrânia.
5. Lula também participou, mas por videoconferência, pois está se recuperando de uma queda sofrida no Palácio do Alvorada; ele ainda está em período de avaliação de possíveis sequelas do traumatismo craniano.
6. Após o Atlético Mineiro fazer três gols e humilhar o River Plate no seu estádio em Belo Horizonte, nesta edição da Libertadores, o Botafogo destruiu o Peñarol no Rio de Janeiro com goleada de 5 a 0 e somente uma catástrofe com a dimensão de um desastre nuclear ou uma guerra irá evitar uma possível final entre o Galo, eterno candidato a ser bicampeão de algo, e o Glorioso, que nunca sequer chegou perto de ganhar uma Libertadores.
segunda-feira, 30 de setembro de 2024
Rumo a outubro
Setembro está terminando e outubro promete, com as eleições municipais e a reta final da campanha presidencial nos Estados Unidos.
Muitos estão preocupados com os acontecimentos sobre os quais eles não possuem controle algum, como a guerra encarniçada entre a Rússia e a Ucrânia ou Israel ter, usando uma gíria dos anos 1980, "estourado a boca do balão", no mau sentido, dos grupos terroristas Hamas e Hizbollah, com seus ataques ferozes no Líbano, em Gaza, na Síria e até no Iêmen dos houthis, visando neutralizá-los definitivamente. As queimadas continuam, afetando a qualidade do ar e pressionando o preço dos produtos agricolas, além de devastarem o meio ambiente. Faz um calor atípico para o início da primavera, e a estiagem já afeta bastante o nível dos reservatórios para a produção de eletricidade e o fornecimento de água. E as decisões do governo, do Congresso e do STF?
Em tese, outros acontecimentos estariam sob o nosso controle, como as eleições municipais. A campanha para a prefeitura está ainda frenética em São Paulo, e isso repercute no Brasil todo. As cidades brasileiras em geral não apresentam campanhas políticas tão acirradas, e isso, até certo ponto, é bom, mas lembram alguns casos de assassinatos de candidatos pelos rivais, pessoalmente ou por meio dos "jagunços".
Mas no cotidiano, onde se reúnem os acontecimentos mais controláveis, ainda há muita dificuldade. O trabalho de cada um, a administração do orçamento doméstico para pagar as contas e as compras do mês, o lazer nas horas de folga, acabam dependendo do imponderável, ainda mais em tempos tão incertos e aparentemente ameaçadores.
Não falta quem faça a pergunta a cada fim de mês: sobreviveremos ao mês seguinte? Os mais pessimistas fazem a pergunta a cada dia, referindo-se ao amanhã.
sexta-feira, 9 de agosto de 2024
Se 2024 fosse um personagem, seria viciado em "comer açúcar"
No debate de ontem na Band, não faltou bordoada e ataques aos adversários, chegando a ser uma diversão mórbida. Quem mais distribuiu "porrada" foi o grande protagonista da atração, Pablo Marçal (PRTB), que se mostrou exaltado e chamou os rivais de "politiqueiros", "conjunto teatral" e "candidatos fantoches", que vivem a "comer dinheiro público". Chegou até a soltar um "Meu nome é Marçal", lembrando o finado dr. Enéas. Na sua série de ataques, ele se referiu a Guilherme Boulos (PSOL), também chamado de "comunista" e "fã do Maduro", como "apoiador do Hamas" e "comedor de açúcar", neologismo para alguém viciado em cocaína.
Pois 2024 está parecendo um ser "comedor de açúcar", usando o termo candidato à viralização. Só hoje, dia 9, as más notícias vieram aos borbotões, como se o momento pelo qual passamos encarnasse um viciado em cocaína "na fissura" agredindo os leitores de portais e telespectadores de noticiários.
Em Vinhedo, cidade paulista na região de Campinas, 61 pessoas perderam a vida num dos piores acidentes aéreos dos últimos anos, quando um avião da Voepass despencou e se espatifou sobre um condomínio residencial. Não houve vítimas fora da aeronave. Entre os passageiros, 15 eram médicos a caminho de um congresso de oncologia em São Paulo.
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| Pior acidente aéreo da década no Brasil (Reprodução) |
Ucrânia e Rússia trocam mísseis na fronteira e nenhum deles recua. É notável a resistência do país invadido pela Rússia, não parecendo temer a segunda maior força militar do mundo, equipada com o maior arsenal nuclear, graças à ajuda americana e europeia.
Israel continua a sua caçada implacável contra alvos do Hamas e do Hizbollah, enquanto se prepara para um ataque iraniano em resposta à violação de seu espaço aéreo para matar o chefe do Hamas no último dia 31.
A Petrobras divulga balanço sombrio, indicando a volta dos prejuízos, relembrando a sangria sofrida pela estatal no "Petrolão" ou "Quadrilhão do PT". No segundo trimestre do ano, ela perdeu estupendos R$ 2,6 bilhões. Isso pode repercutir na Bovespa e no dólar, próxima segunda feira.
Até mesmo notícias do cotidiano estão pesadas, como a internação da ex-musa Regininha Poltergeist após um surto psicótico.
Para enfrentar essa bestialidade e encontrar alguma notícia boa, só mesmo acompanhando os Jogos Olímpicos. No caso do Brasil, Isaquias Queiroz ganhou a prata nos 1.000 m, sua quinta medalha olímpica. Alison Piu dos Santos foi bronze nos 400 m com barreiras. E a dupla Duda e Ana Patrícia encarou as canadenses Melissa Humana-Paredes e Brandie Wilkerson, para conquistar o ouro no vôlei de praia, após vitória por 2 sets a 1 (26/24 - 12/21 - 15/10). As rivais, além de temíveis, chamavam a atenção pelos uniformes provocantes, fazendo as brasileiras parecerem recatadas com seus shorts.
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| O vôlei de praia brasileiro volta a faturar o ouro olímpico, com Duda e Ana Patrícia (Carl de Souza/AFP) |
2024 ainda promete muito. Aguardemos.
segunda-feira, 1 de julho de 2024
Começou um novo semestre
Começamos um novo semestre neste ano cheio ce más e péssimas notícias e podemos constatar algumas coisas:
O Brasil está indo para um caminho certo. Mas indesejado para todos, exceto para quem quer transformar o país numa imensa Coréia do Norte. O presidente Lula faz ataques frequentes contra o presidente do BC Roberto Campos Neto e esbraveja contra a autonomia do BC, fazendo o mercado temer por uma nova era de instabilidade. Varejo e montadoras instaladas aqui querem maior taxação para os sites e para os carros elétricos chineses, ao invés de pressionarem por menos impostos. Enquanto isso, o governo pretende ampliar um Estado já muito grande, ao invés de torná-lo mais capaz de gerar bons serviços, sem tantos comissionados e "assessores de p* nenhuma", indicados para agradar aliados políticos.
Há expectativas para saber o que o Partido Democrata irá fazer, pois até o New York Times quer Joe Biden fora da disputa, depois de sua performance no debate da semana passada. Entretanto, não importa o nome, nem mesmo Barack Obama, se fosse permitido a um ex-presidente com dois mandatos concluídos disputar uma nova eleição, conseguiria vencer Donald Trump.
Existem rumores sobre novas revelações bombásticas a respeito das atividades de muitos governos e instituições, com a libertação do jornalista Julian Assange, fundador do Wikileaks, preso desde 2019 em Londres acusado de vazar dados confidenciais oficiais e de atentar contra a segurança dos Estados Unidos. Após um acordo onde ele confessou liberat informações sobre a guerra no Afeganistão e no Iraque, ele voltou para a Austrália. Outros "inimigos" do governo americano ainda são visados, como o ex-funcionário da NSA refugiado na Rússia, Edward Snowden, acusado por delitos semelhantes.
Ainda continuam as guerras na Ucrânia e em Gaza, com desfechos ainda incertos. O país invadido pela Rússia está resistindo ainda, graças à ajuda ocidental, mas Gaza está em ruínas - e Israel não descansará enquanto não recuperar todos os reféns vivos ou mortos e dar cabo dos líderes do Hamas, boa parte deles desfrutando de confortáveis exílios enquanto o povo de Gaza sempre passava fome e era tiranizada pelo grupo terrorista, e agora teme pela sua existência.
segunda-feira, 17 de junho de 2024
Breves do começo da semana
Como acontece de vez em quando, segue algumas observações breves sobre o que aconteceu nos últimos dias.
1. A pressão sobre o projeto de lei para endurecer penas para quem fizer o aborto com mais de 22 semanas de gestação foi bastante grande, a ponto do tema ser retirado da pauta da Câmara. Chega-se a sugerir que gestantes menores de idade estão sujeitas à prisão, como argumento contrário, algo improcedente.
2. O presidente da Argentina Javier Milei é notícia por qualquer coisa, e sua viagem à Ucrânia para visitar o dirigente Volodymyr Zelensky para mostrar apoio e receber uma condecoração com a Ordem da Liberdade foi muito comentado. Enquanto isso...
3. ... Lula se esforça para haver um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, mas ele é acusado de estar do lado russo pelo governo ucraniano, por não cobrar concessões. E o dirigente do gigante eurasiano anunciou uma visita para a Coréia do Norte, do ditador Kim Jong-un.
4. Continuam os combates entre os israelenses e as forças do grupo terrorista Hamas, que ceifaram milhares de vidas inocentes, e agora o governo israelense anuncia pausa para favorcer a ajuda humanitária, apesar da oposição do próprio primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, cujo governo de coalizão está esfacelado pela divisão entre os moderados e os grupos religiosos ultraconservadores.
5. Na Eurocopa, acompanha-se a trajetória dos maiores times, inclusive pela mídia brasileira, por ser importante acompanhar o desempenho das maiores ameaças à campanha do Brasil na Copa do Mundo (embora a Seleção esteja com uma campanha ridícula nas Eliminatórias); o maior destaque foi o acidente num lance entre Mbappé e o zagueiro austríaco Danso; o astro francês corre o risco de perder o resto da competição.
terça-feira, 19 de março de 2024
Após o previsível resultado da eleição russa
Para surpresa de ninguém, o dirigente russo Vladimir Putin venceu as eleições presidenciais com ampla margem - 87,3% dos votos - onde seus opositores ou estão presos, ou no exílio. Ou liquidados, como no caso de Alexei Navalny.
Seu mandato ficou estendido até 2030, e até lá Putin estará apresentando algum herdeiro político capaz de manter o seu legado, pois ele estará com 78 anos na próxima eleição. Dmitri Medvedev seria este nome, mas pode haver surpresas. De qualquer forma, o país ainda necessita de uma liderança forte e habilidosa, capaz de administrar os problemas tão grandes quanto o tamanho do território russo.
A guerra contra a Ucrânia e a anexação das áreas do leste em "referendos" contestados pelo Ocidente é apenas uma delas. Apesar da imensa superioridade militar dos russos, contando com Forças Armadas entre as mais poderosas da Terra, o país vizinho ainda resiste e consegue lançar contra-ataques, atingindo instalações petrolíferas russas na costa do Mar Negro. Putin ameaçou mais de uma vez usar parte de seu imenso arsenal nuclear se a OTAN se atrever a atacar territórios russos. Isso faz parte dos jogos de guerra atuais, pois ninguém está realmente interessado numa "guerra atômica" e suas consequências terríveis para o planeta.
Ainda existem os esforços para manter a integridade territorial com povos tão etnicamente diversos, como os viventes no Cáucaso (chechenos, ossetos, calmuques) e na Sibéria (tuvanos, tunguses e até os ainus das ilhas Kurilas, disputadas com os japoneses). A estrutura social ainda se ressente da presença de muitas oligarquias econômicas, dirigismo estatal, miséria e ausência de liberdades comuns nas democracias ocidentais. Ainda há os grupos separatistas e terroristas, principalmente de origem islâmica, sempre garantia de conflitos principalmente no Cáucaso.
Apesar de sua pouca disposição em moderar as suas ações, o dirigente russo consegue apoio em parte da opinião pública inclusive do Ocidente, por várias vezes se declarar contra as ideologias "progressistas" consideradas contrárias às tradições dos povos, e também contra as agendas econômicas e ambientais vindas principalmente da Europa, vistas como desvinculadas da realidade, intervencionistas e causadoras de crises no fornecimento de alimentos de acordo com seus críticos, como muitos agricultores na França e Alemanha, autores de protestos contra seus governos.
Vladimir Putin continuará a exercer a sua política para manter a Rússia como um dos atores principais. Até os seus críticos mais ferozes, que enxergam-no como um déspota, entendem a relevância dele para o equilíbrio de poder no mundo.
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| Putin vai continuar a governar a Rússia, independente dos anseios ocidentais (Divulgação) |





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