sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Terminamos janeiro

Foi o bastante para aumentar ainda mais a inquietação sobre um ponto de "não retorno" para definir o destino da espécie humana na Terra. 

Continuam as tensões em locais explosivos como a Ucrânia, e a Europa está temendo ficar sem proteção em um hipotético (ainda) ataque russo. As incursões de Donald Trump sobre a Groenlândia ameaçam levar a um entrevero entre americanos e europeus, e isso pode significar até a dissolução da OTAN, para alegria do governo russo. 

O Irã, que está massacrando seu próprio povo e tenta sem sucesso conter as pressões para uma democracia (que nunca houve no país), está ameaçado pelos porta-aviões dos EUA. Trump não tem a intenção de provocar um conflito nuclear nem causar devastação para tentar desalojar os aiatolás do poder, mas quer destruir qualquer chance de desenvolvimento de uma arma nuclear para servir como meio de aterrorizar os países inimigos, como a Arábia Saudita e Israel. 

Este último país motiva a criação cada vez mais real de um Conselho da Paz em Gaza, colocando a ONU como uma entidade obsoleta, apesar da objeção do Brasil e da China, responsável por outras crises em curso. 

Uma delas é o perigo iminente da invasão de Taiwan. A outra é um choque de custos nos eletrônicos sem precedentes, fazendo consumidores domésticos verem os preços de celulares e computadores subindo loucamente, enquanto a indústria tenta suprir as exigências das grandes empresas e serviços de IA, que precisam de memórias e armazenamento por meio de SSDs e HDs para seus bancos de dados. Aliás, a própria IA continua a ser suspeita de causar mais males do que benefícios à humanidade, como fontes de deep fakes e suspeitas de roubar dados de usuários, além do velho temor de dominação mundial com os robôs no controle. 

Terminamos janeiro, ainda, mais próximos da meia-noite, no famigerado  Relógio do Juizo Final. Agora são 85 segundos a nos separar da ruína mundial. 

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