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| A pira olímpica prestes a fechar-se; ela irá reabrir na abertura das Paralimpíadas, próximo dia 24 (Leon Naal/Getty Images) |
domingo, 8 de agosto de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 12 - O fim de mais uma edição
sábado, 7 de agosto de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 11 - Dia dourado para os atletas brasileiros
Houve alguns tropeços entre os atletas brasileiros na sua jornada para conquistar o pódio, e o maior deles envolveu a Seleção de vôlei masculino. Antes favorita ao ouro, sucumbiu ao abalo emocional causado pela derrota para a equipe russa e perdeu para a Argentina por 3 sets a 2 (parciais 23-25; 25-20; 25-20; 17-25; 13-15). A campanha dos comandados do ex-ídolo Renan terminou da pior forma possível, recebendo comparações até com a Seleção Brasileira de futebol na Copa de 2014 (aquela do 8/7).
Por falar em futebol, o time de André Jardine sofreu um pouco mais para enfrentar a Espanha, numa final marcada por muitos gols perdidos, inclusive um penal desperdiçado por Richarlison, o artilheiro da campanha. Pelo menos Mateus Cunha fez o gol ainda no primeiro tempo. Após o empate sofrido no segundo tempo, com o gol de Oyarzábal, Malcom marcou na prorrogação e selou a conquista do segundo ouro olímpico. Porém, os atletas, instigados pela CBF, protagonizaram cenas constrangedoras ao desobedecerem à regra do COI e vestirem a camisa do jogo, com a marca Nike, ao invés do uniforme do COB, patrocinado pela empresa chinesa Peak. Isso pode ter consequências sérias para o futebol dentro dos Jogos Olímpicos, além de mostrar a disputa por dinheiro dos patrocinadores, numa história sem inocentes.
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| A Seleção Brasileira não teve Neymar, nem nome algum da campanha histórica de 2016, como Gabriel Jesus, Gabigol, Marquinhos e Weverton (Fernando Vergara/AP) |
Isaquias Queiroz não tomou conhecimento disso e de seus adversários e conquistou o ouro na categoria C1 1.000 m (canoa solo), após ficar com duas pratas e um bronze no Rio. Tornou-se um dos maiores medalhistas brasileiros nos Jogos, e comprovou seu espírito competitivo. A atual pandemia foi um desafio para os esportistas em geral, até mesmo para gigantes do esporte mundial como a ginasta americana Simone Biles (apenas um bronze nesta edição dos jogos, conquistada nas traves) e o tenista sérvio Nowak Djokovic (cuja participação nos Jogos pareceu escalafobética, comparada com seu brilhantismo em vários torneios da AFP).
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| Isaquias Queiroz ganhou sua quarta medalha olímpica... |
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| ... ao disputar a prova dos 1.000 m, categoria C1 solo (Luís Acosta/AFP) |
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| Após tomar sufoco do ucraniano Oleksandr Khyshniak, o brasileiro de 23 anos reagiu e acertou um soco no adversário, no terceiro round (Wander Roberto/COB) |
sexta-feira, 6 de agosto de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 10
Pedro Barros ganhou a prata e fez os skatistas brasileiros serem os próximos ídolos para o futuro, principalmente durante as próximas Olimpíadas, em Paris, previstas para 2024.
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| Pedro Barros fez o skate ser mais uma modalidade para o Brasil acompanhar com prazer nesta e nas outras Olimpíadas (Divulgação) |
Outros brasileiros terão a alegria de receberem as suas medalhas, mas vão ter que disputá-las ainda. Isaquias Queiroz, nome consagrado da canoagem, ainda tem chances nos 1.000 m. A equipe de vôlei feminino vai jogar a grande final contra as americanas após vencer a Coréia do Sul facilmente por 3 sets a 0 (todos terminados em 25-16), superando a perda de Tandara, acusada de doping e forçada a abandonar o time. Já os comandados por Renan del Solto, isto é, a Seleção de vôlei masculino, ainda podem receber o bronze se vencerem a Argentina.
Fora isto, uma chinesa de apenas 14 anos tornou-se a sensação dos Jogos, Qang Hongchan, ao se apresentar na quarta de forma brilhante nos saltos ornamentais, sendo comparada à lenda romena Nadia Comaneci.
terça-feira, 3 de agosto de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 9 - Ana Marcela Cunha faz o Brasil olhar para a maratona aquática
A maratona aquática de 10 km é uma das provas mais difíceis da natação em espaço aberto, e também de todos os Jogos, e a baiana Ana Marcela Cunha conseguiu a inédita medalha de ouro para atletas brasileiros. Ela disputou com a neerlandesa Sharon van Rouwendaal, ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016 e agora prata em Tóquio.
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| A nadadora Ana Marcela Cunha conquistou um inédito ouro olímpico na maratona aquática (Jonne Roriz) |
É a quarta medalha dourada conquistada pela delegação brasileira, pois a terceira foi das velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze. A dupla do iatismo confirmou o favoritismo e ganhou o segundo ouro olímpico de suas carreiras vitoriosas.
Thiago Braz também competiu, e mesmo sem o brilho de quando disputou e ganhou o ouro olímpico em 2016 no Rio de Janeiro, e se consagrou entre os brasileiros, obteve a marca de 5,92 m, suficiente para a medalha de bronze. Ele e vários outros atletas sofreram com a falta de patrocínio, mostrando que o Brasil ainda não aprendeu a valorizar o esporte de uma maneira geral.
Outro que superou as expectativas foi Alison dos Santos, bronze nos 400 m com barreiras. Ele contribuiu para o otimismo da torcida, que ainda poderá ver mais atletas no pódio, incluindo os jogadores da Seleção Brasileira de futebol, que venceu o México nos pênaltis (4 a 1) após partida sem gols no tempo normal, com o destaque para a atuação do arqueiro brasileiro, Santos, que defendeu com categoria uma cobrança de Aguirre. Daniel Alves, Gabriel Martinelli, Bruno Guimiarães e Reinier converteram sem medo do folclórico goleiro rival, Ochoa, o mesmo responsável por dificultar a vida da Seleção titular durante a fase de grupos da Copa de 2014.
N. do A. 1: O êxito de atletas brasileiros não esconde o insucesso de outros, como as duplas de vôlei de praia, que ficaram fora do pódio; é a primeira vez desde a inclusão da modalidade nos Jogos que isso acontece.
N. do A. 2: Enquanto isso, a repercussão das manifestações do fim de semana parece ter animado um pouco os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, apesar de dificilmente o TSE, o STF e o Congresso aprovarem a impressão dos votos para serem auditados nas eleições no ano que vem. O presidente ainda fala como se governasse apenas para os seus acólitos, esquecendo-se dos problemas mais imediatos, como a pandemia de COVID-19 e o agravamento da miséria e do desemprego, dando espaço para a briga eleitoral contra o ex-presidente Lula.
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 8 - Rebeca Andrade é o nome do esporte para os brasileiros
Hoje não deu para a ginasta Rebeca Andrade ganhar a terceira medalha em suas apresentações, mas a segunda foi comemorada como, de acordo com os clichês deste país ainda assolado pelas sombras do passado, um título de Copa do Mundo.
No sábado, a estrela da ginástica artística fez uma brilhante apresentação e conseguiu 15,083 pontos graças a uma pirueta tripla que ela não utilizou na primeira apresentação. Ela conseguiu superar a americana Mikayla Skinner (ptata) e a sul-coreana Yeo Seojeong (bronze).
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| Rebeca Andrade apresentou-se para fazer história nas Olimpíadas (Ricardo Bufolin/CBG) |
Enquanto isso, outros ginastas não conseguiram tanto êxito. O badalado Arthur Zanetti, ouro em Londres (2012), não se apresentou bem e ficou em oitavo, para surpresa de muitos.
O dia foi marcado pela classificação para as finais do canoísta Isaquias Queiroz, na busca pelo ouro inédito (ganhou bronze e prata no Rio de Janeiro), e pela espectativa da apresentação de Thiago Braz no salto com vara.
sexta-feira, 30 de julho de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 7 - A sina do futebol feminino
Em partida marcada pelo esforço, mas sem brilho, a Seleção feminina de futebol enfrentou as canadenses, não conseguiu render e perdeu nos pênaltis por 4 a 3. Andressa Alves e Rafaelle perderam suas chances de gol, e isso marcou novamente mais uma campanha frustrante para a equipe, em busca da medalha de ouro inédita.
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| As brasieiras da Seleção Olímpica de Futebol deixaram a disputa pelo ouro para 2024, em Paris, e provavelmente Marta e Formiga não terão condições de estar lá (Philip Fong/AFP) |
Outros resultados também não foram os esperados pelos torcedores, como a desclassificação da equipe de natação por queimar a largada.
Por outro lado, Bruno Fratus conseguiu avançar, e a equipe de vôlei feminino conseguiu vencer de virada as americanas por 3 sets a 0.
quinta-feira, 29 de julho de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 6 - Rebeca Andrade faz história
Pela primeira vez na história da ginástica artística, uma brasileira conseguiu medalha. Rebeca Andrade, de 22 anos, precisou enfrentar três cirurgias em 2019 para operar o joelho esquerdo, além de ter sua preparação comprometida pela atual pandemia.
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| Rebeca Andrade ganha a prata inédita na ginástica artística (Joanne Roriz/COB) |
Ela conseguiu o resultado graças ao bom desempenho geral, embora perdesse pontos por ter pisado com um dos pés fora da área de apresentação, na execução final. Rebeca, com 57,298 pontos, só ficou atrás da americana Sunisa Lee (57,433 pontos). A representante do Comitê Olímpico Russo (a Rússia está oficialmente banido das competições) ficou com o bronze, fazendo 57,199 pontos.
Mayra Aguiar também ganhou uma medalha, a terceira de bronze, após derrotar a sul-coreana Yon Hyoon-Ji.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 5 - Dia ruim para os atletas brasileiros e também Simone Biles
Nem mesmo a maior ginasta da atualidade Simone Biles escapa de sucumbir à desmotivação, mostrando que os atletas são humanos e não máquinas.
Por outro lado, os brasileiros também não tiveram um dia feliz na primeira quarta dos Jogos. No vôlei masculino, a equipe não foi páreo para a Rússia, perdendo por 3 sets a 0, parciais de 21-25, 26-28 e 20-25. Fabiana Silva perdeu para a americana de origem chinesa Beiwen Zhang por 2 sets a 0 no badminton, esporte ainda pouco apreciado no Brasil. Marcelo Melo e Luiza Stefani foram eliminados pela dupla sérvia formada pelo sérvio Nowak Djokovic, o atual número 1 da ATP, e Nana Stojanovic. A judoca Maria Portela foi simplesmente prejudicada pela arbitragem na briga pela medalha de bronze contra a russa Madina Taimazova, por não ter anotado um wakari.
N. do A.: Outras derrotas, mas para a reputação da nossa pátria, é a enxurrada de más notícias, como a confirmação do avanço de Lula como candidato favorito nas últimas pesquisas (a última foi feita pela Paraná Pesquisas), e a publicação do governo nas redes sociais exibindo, no dia do agricultor, não um homem plantando algo, mas a silhueta sinistra de alguém armado, como se fosse um jagunço qualquer (a imagem foi retirada).
terça-feira, 27 de julho de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 4 - Ítalo Ferreira na crista da onda
Não deu para o badalado Gabriel Medina conseguir uma medalha, mas seu rival, o também brasileiro Ítalo Ferreira, obteve outra. De ouro.
É o primeiro ouro olímpico para um atleta brasileiro, no quarto dia das disputas. Também é a primeira medalha conquistada por um atleta brasileiro, na estréia do surf como esporte olímpico.
O êxito de Ítalo Ferreira pode aumentar a audiência para acompanhar os Jogos, enquanto Gabriel Medina acabou se prejudicando pelos bastidores, envolvendo a namorada, Yasmin Brunet.
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| Ítalo Ferreira foi o primeiro esportista do Brasil a ganhar o ouro olímpico (Divulgação) |
segunda-feira, 26 de julho de 2021
Da série "Olimpíadas 2020 (1)", parte 3
Na estréia do skate como esporte olímpico, os atletas brasileiros saíram-se bem, com Rayssa Leal, de apenas 13 anos, ganhando a medalha de prata na categoria street. É a mais jovem atleta brasileira a ser premiada nos Jogos. A outra prata foi para o também skatista Kelvin Hoefler, aliás a primeira ganha por um atleta do país.
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| Rayssa Leal era conhecida como "Fadinha" na infância e agora faz história nos Jogos (Reprodução) |
Houve também a premiação de Fernando Scherer, o "Xuxa", em sua primeira medalha olímpica, premiando uma carreira longa, ao disputar os 200 m livres. O outro bronze ficou para o judoca Daniel Cargnin, vencendo o israelense Baruch Shmailov, com um wazari.
Nos esportes coletivos, destaque para a vitória suada do time masculino de vôlei contra a Argentina após estar perdendo por 2 sets a 0 (19-25 e 21-25), mas conseguiu virar, com 25-16, 25-21 e 16-14.
sexta-feira, 23 de julho de 2021
Da série "Olimpíadas 2020(1), parte 2" - A ordem das delegações
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Da série "Olimpíadas 2020(1), parte 1"
A abertura das Olimpíadas 2020 (ou 2021) só será amanhã, mas no futebol as Seleções Olímpicas começam bem.
Ontem, a equipe feminina goleou a China por 5 a 0, gols de Marta, Debinha e Andressa Alves. Depois, foi a vez da equipe masculina fazer 4 a 2 na Alemanha, gols de Richarlison (hat-trick), Amiri, Ache e Paulinho. Mateus Cunha aind desperdiçou um pênalti, repetindo a final de 2021. O resultado pode não ser uma resposta ao 8/7, mas foi o suficiente para despertar o otimismo da torcida.
Serão feitas as disputas de tiro com arco, vôlei masculino (com jogo do Brasil contra a Tunísia) e remo, entre outros.













