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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Novembro começa

Novembro será o mês decisivo para os rumos do mundo. 

Próximo dia 5 será a eleição norte-americana, para decidir quem vai à Casa Branca: a atual vice Kamala Harris ou o ex-presidente multimilionário Donald Trump. Esta eleição afetará decisivamente a economia do mundo, e também os conflitos em curso, entre Israel e o terror fundamentalista islâmico, e entre a Ucrânia e a Rússia. Os Estados Unidos, como até a Estátua da Liberdade sabe, apoiam os primeiros de cada conflito, contra os segundos, em nome dos interesses do Ocidente (leia-se deles próprios). 

Também veremos o desenrolar da crise diplomática entre o Brasil e a Venezuela. O regime madurista ameaçou o Brasil mostrando toda a sua irritação contra a postura ambígua do grande vizinho, e está a ponto de romper relações diplomáticas assim como fez a Nicarágua. Aparentemente, o Itamaraty respondeu à altura, para aparentemente tentar colocar algum juizo nos representantes do governo "bolivariano", e um cartaz malcriado aparentemente com a silhueta do presidente brasileiro foi retirado. Mas Maduro não sossegará enquanto o Brasil não reconhecê-lo como presidente "eleito" - o que não acontecerá assim tão facilmente. 

A Espanha sofre com a mais trágica enchente do século XXI, contabilizando mais de 200 mortos, principalmente em Valência. É um número pior do que o registrado nas chuvas do Rio Grande do Sul. Fala-se em um fenômeno devastador chamado de "Depressão Aprisionada em Níveis Altos" (DANA) quando uma certa região permanece em temperaturas elevadas e retendo umidade, até a chegada de ar polar, causando chuvas torrenciais e concentradas. Esse fenômeno já ocorreu várias vezes na Espanha, sempre causando vítimas. 

E o dólar? Não se pode culpar apenas a corrida presidencial americana pela disparada da moeda. O governo petista precisará conter os gastos, não apenas ir atrás de mais recursos para tentar fechar a conta da gastança oficial promovida pelos Três Poderes. 


sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Torcedor do Fluminense, anime-se

Apesar do feio placar da goleada, 4 a 0 na disputa da final do Mundial de Clubes com o também estreante Manchester City, o torcedor do Fluminense deve se considerar orgulhoso do seu time, pois ele conseguiu chegar à final do torneio, depois de uma vitória convincente contra o Al Ahly por 2 a 0. Vice de um Mundial e campeão da Libertadores pela primeira vez, este foi o ano do Tricolor carioca. 

Os "Citizens" não tiveram a menor dificuldade para golear o Fluminense e conquistar seu primeiro Mundial da História (Divulgação)


Motivos para chorar, mesmo, são outros. 

Para todos os brasileiros, as decisões do ministro Dias Toffoli, monocráticas como são as piores vindas do Supremo e merecedoras de críticas do Congresso e da sociedade em geral, destruindo as conquistas da Operação Lava Jato e tornando nulo um acordo para a J&F, dona da Friboi, da Seara e da Minuano, e agente do Quadrilhão, pagar R$ 10 bilhões em troca de garantias para evitar penas maiores. A advogada do grupo é mulher do senhor ministro, ex-advogado do PT. Enquanto isso, o Congresso aprova um Orçamento com uma conta de R$ 53 bilhões de emendas parlamentares, a serem pagas com NOSSO DINHEIRO. 

Para todo o mundo, pois ontem mais um atentado terrorista aconteceu, dentro da Universidade Charles, de Praga, onde 14 pessoas morreram. O atirador foi morto após confronto com a polícia. Outras 25 pessoas foram feridas no ataque. 

Para além deste mundo (caso alguém acredite em civilizações extraterrenas), os conflitos não solucionados, como a guerra na Ucrânia e a luta entre Israel e o grupo extremista Hamas na faixa de Gaza. 

Outros acontecimentos também aborrecem e estragam o clima de Natal, como a fanfarronice da ditadura venezuelana contra a Guiana na disputa por Essequibo e as manobras de Kim Jong Un para se fazer ouvir, lançando mais mísseis intercontinentais que não vai efetivamente usar, mas são dignas de atenção por parte dos Estados Unidos, do Japão e da Coréia do Sul. Sem falar nos casos de violência, acidentes com mortes, desastres naturais e crescentes rumores sobre um possível fim do mundo. 

E ainda temos mais 9 dias para este ano terminar...

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Trégua humanitária em Gaza

Graças à mediação do governo do Qatar, os primeiros 24 reféns do grupo islâmico radical Hamas foram libertados, em troca de 39 presos palestinos, a maioria deles acusados de crimes menores ou mesmo sem acusação formal. 

Aliás, o país mediador é onde estão refugiados alguns dos líderes do grupo extremista islâmico Hamas, responsável pelo hediondo ataque realizado no dia 7 de outubro último (o 7/10) e pela devastadora reação das forças israelenses. 

A maioria das vítimas do terrorismo, feitas de joguete nas mãos de combatentes dispostos a tentar combater o estado hebreu a todo custo e por quaisquer meios, é de crianças e mulheres, entre idosas e mães. São 13 israelenses retirados a força do kibutz Nir Oz (fazenda comunitária próxima à fronteira com Gaza) e 11 estrangeiros. 

Hanna Katzir é uma dos 13 israelenses libertados pelo Hamas; ela chegou a ser dada como morta nos ataques de Israel (Divulgação)



Esse tipo de liberação, praticamente em conta-gotas, fazendo as famílias dos reféns esperarem por horas e por dias, mostra o grau de sadismo do Hamas, enquanto o governo israelense está impaciente e quer retomar os combates e as descobertas dos túneis por onde os terroristas ligados ao grupo islâmico passam, levando armas e cativos com eles. 

Imagens dos reféns sendo levados pela Cruz Vermelha para exames médicos foram mostradas pelos contendores, como parte da propaganda de guerra. 

Não está descartada uma ação ainda mais violenta por parte das tropas, ainda mais se um único refém for ferido ou morto durante este processo de barganha, onde a vida e a liberdade de muitos é negociada. Ainda restam pelo menos 224 reféns, e nesse ritmo a trégua teria de durar dez dias, enquanto foi combinado usar apenas quatro. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

O que seria mais provável do que o Botafogo ganhar o campeonato?

1. Os moradores do Centro conseguirem conter a Cracolândia. 

2. Brasil e Israel romperem relações diplomáticas devido aos brasileiros em Gaza e ao embaixador de Israel se encontrar com o Bolsonaro. 

3. Algum senador propor o impeachment de algum ministro do Supremo, como o Alexandre de Moraes.

4. Um ataque nuclear nos pontos mais tensos do mundo. 

5. Alguém gostar dessa postagem. É aquela coisa do "Asno pergunta, jumento responde" disfarçada. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Breves do início de novembro

1. Novamente, há acusações de vazamento da prova do ENEM, ocorrida ontem. Além disso, 28% dos inscritos não compareceram, e questões com viés ideológico contrário ao agronegócio viraram alvo de alguns parlamentares. Dessa forma, a prova nacional de ingresso ao ensino superior conseguiu roubar a atenção da imprensa da...

2. ...guerra entre Israel e o Hamas, perto de completar um mês de carnificina, onde os dois lados parecem agir com fúria sanguinária, enquanto civis inocentes são trucidados; boa parte da imprensa quer saber, no entanto, quando os brasileiros retidos em Gaza sairão, insinuando uma suposta retaliação do governo israelense contra o Lula. 

3. Max Verstappen vence o GP de Interlagos ocorrido ontem, consagrando-se como o maior piloto de F-1 atualmente, mas a prova foi cheia de acidentes, O "holandês voador" se apresentou com o autódromo lotado, e onde não costuma vencer. Enquanto isso, não longe dali...

4. ... a chuva forte provocou queda de energia na região do Campo Limpo, também na Zona Sul paulistana, e milhares ainda estão sem luz; o governo paulista pressiona a Enel para resolver o problema, sendo ele também alvo por defender, mesmo assim, as privatizações de estatais como a Sabesp. 

5. Fernando Diniz, técnico titular do Fluminense e interino da Seleção, finalmente convocou Endrick, do Palmeiras, além de Paulinho, do Atlético-MG, e deixou Neymar, lesionado e em tratamento no joelho até 2024, de fora da lista dos jogadores para atuarem contra Colômbia e Argentina nas Eliminatórias; no entanto, a Seleção não chama mais tanto a atenção pois...

6. ... o Fluminense continua a repercutir, com a inédita Libertadores conquistada no sábado. Os jogadores se preparam para atuar no Mundial de Clubes em dezembro, na Arábia Saudita, e em 2025 a equipe irá participar da Copa do Mundo de Clubes. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Se você se identificar com esse personagem...

 - Meu Deus! Hamas diz que tem 203 reféns! A quantidade só aumenta!

- Não se preocupe! As forças israelenses vão libertá-los e dar um corretivo nesses terroristas!

- E a Raquel Sherazade foi expulsa do "A Fazenda"...

- Quê??? Absurdo!!!

- Calma! Ela mereceu porque agrediu a Jenny Miranda!

- Vou parar de assistir esse programa!

- Outra: Petrobras vai diminuir o preço da gasolina em 4,1%. 

- Mas vai aumentar o preço do diesel em 6%. Já vi essa notícia. Nada de anormal em se tratando de governo Lula!

- E a Netflix vai acabar com o pacote básico sem anúncios no Brasil...

- AAARGHHH!!! BOICOTE JÁ PARA A NETFLIX!

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Sorria: ainda há espaço para piora

Por enquanto a guerra entre Israel e o Hamas ainda não foi capaz de levar a humanidade para o fundo do abismo, do qual não há garantias de retorno, mas os recentes acontecimentos podem nos levar a isso. 

Não há inocentes envolvidos no abjeto ataque que destruiu um hospital em Gaza. De um lado, está uma nação cujo direito de existir não pode ser questionado e nem confundido com o direito de cometer erros crassos, por parte de seu governo. De outro, organizações terroristas que tiranizam o povo palestino com o pretexto de "representá-lo", como o Hamas e a Jihad Islâmica. O resultado são mais de 500 vidas inocentes de gente que estava ferida ou doente em decorrência do confronto. 

O horrível ataque ao hospital em Gaza mostra o fiasco da ONU e das potências em fazer o mínimo para conter a escalada de violência entre Israel e Hamas (Dawood Nemer / AFP)


Ainda há espaço para piorar, e vai piorar. O Irã não perderá a oportunidade de atacar Israel por meio do Hizbollah, e tentará manobrar para o preço do petróleo voltar a disparar, como aconteceu várias vezes. Este insumo ainda é vital para o mundo a despeito do maior uso de outras fontes de energia, Isso afetará a economia do mundo inteiro, e não só dos "infiéis" aliados do "Grande Satã" americano e dos "sionistas". Extremistas islâmicos poderão atacar em qualquer parte do planeta. Não está descartado o uso de armas proibidas pela lei internacional, negligenciada pelas partes envolvidas, seus aliados e pela ONU, esta organização que não consegue justificar sua utilidade. 

A falta de capacidsde para impor um basta à barbárie irá estimular países em conflito a resolverem suas situações na bala e no míssil. Isso pode não se limitar a China x Taiwan e as duas Coréias. Guerras em curso como entre Rússia e Ucrânia podem recrudescer. 

Realmente, estamos a viver problemas insondáveis mesmo para os mais brilhantes e tarimbados especialistas em guerra e paz. E os pombos atuam. Definitivamente não os da paz, mas os deste tabuleiro de xadrez que é a política internacional. 

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Coisas que fracassarão

1. Uma semana de quatro dias como quer o ministro do Trabalho Luiz Marinho, caso ela fosse adotada de forma generalizada. 

2. O governo brasileiro mediar a paz entre Israel e o Hamas, cuja guerra promete continuar a derramar sangue inocente. 

3. A mesma coisa para o conflito Rússia-Ucrânia, as guerras na África envolvendo o grupo Wagner, ou mesmo os conflitos na própria América do Sul. 

4. A humanidade, caso continuarem a ver a guerra como solução para qualquer ameaça a uma população ou à soberania de um país. 

5. Uma Copa do Mundo sediada em seis países e três continentes; a ideia escalafobética foi da Fifa, para a edição de 2030. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Corremos todos perigo?

O Hamas sempre foi considerado um grupo terrorista que nega a existência de Israel e tem como prerrogativa a expulsão dos "invasores" da região, ocupada pelos árabes após a diáspora, o exílio em massa imposto pelos romanos aos hebreus no século I. 

Parecia moderar suas ações, aceitar negociações com os inimigos, mas os esforços dos Estados Unidos para aproximar Israel de algumas nações islâmicas pró-Ocidente, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, irritaram os grupos radicais palestinos. Eles voltaram a dar sinais de radicalização, aparentemente ignorados pelas forças de segurança e inteligência de Israel (como o Mossad e o Shin Beth), e fizeram um ataque ousado e com violência impressionante, fora dos padrões adotados pela militância radical palestina e mais próxima do Daesh, o "Estado Islâmico" que chegou a tomar boa parte do Iraque e da Síria. 

Isso matou centenas de cidadãos israelenses, maior massacre desde a fundação do estado hebreu, em 1948. Outras centenas de inocentes, inclusive brasileiros em Israel, foram sequestrados pelos terroristas. 

Por sua vez, as forças israelenses reagiram também com fúria, bombardeando a faixa de Gaza e matando outras centenas de palestinos, a maioria deles também inocentes, levando o mundo a se preocupar com a escalada do confronto, ainda mais se forem comprovadas as participações do Irã e dos outros grupos terroristas, como o Hizbollah e mesmo o próprio Daesh. Já está em curso uma saída em massa de estrangeiros, e o resto do mundo teme a expansão da violência e das atrocidades. 

Israel reage ao morticínio provocado por terroristas do Hamas com mísseis contra prédios de Gaza (Ashraf Amra/Reuters)

Serão esperados impactos no preço do petróleo e, consequentemente, de todo o resto, pois haverá encarecimento no custo de produção de gasolina, diesel, plásticos e outros produtos. Os acordos entre Israel e países islâmicos serão inevitavelmente prejudicados, enquanto haverá acusações de conivência ou mesmo cumplicidade com as partes envolvidas, entre as forças políticas inclusive no Brasil. Não está descartado o risco de atentados terroristas fora de Israel ou dos territórios palestinos, e nem uma guerra regional em larga escala, envolvendo o mundo islâmico, os Estados Unidos e a Rússia. 

Nesse caso, a humanidade inteira correrá perigo.