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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Mondelez perde direitos sobre nomes de famosos chicletes do passado

No passado, as gomas de mascar, conhecidas como "chicletes" devido ao nome da primeira marca lançada no Brasil, a Chiclets da antiga fábrica Adams, eram muito populares, principalmente nos anos 1980 e 1990, aquelas famigeradas épocas que despertam nostalgia em certas pessoas. 

Quem se lembra dessas verdadeiras ameaças aos dentes das crianças? (Divulgação)


Entre as marcas mais populares, estavam a Ping Pong, da Kibon, e sua grande concorrente nos anos 1980, a Ploc, da Q-Refres-ko. Com o tempo, elas foram reunidas numa só empresa, então a Philip Morris, que adquiriu as antigas fabricantes. Atualmente, quem detinha os direitos dessas marcas era a Mondelez. 

Porém, a gigante americana, também dona da Lacta e de outras marcas de chiclete ainda comercializadas (Bubbaloo, Trident), deixou de comercializar a Ploc e a Ping Pong há mais de cinco anos, e assim perdeu os direitos de comercialização. 

Esta é uma chance de qualquer empresa brasileira fabricante de gomas de mascar, se é que existe alguma ainda, relançar essas marcas. Não há garantias de sucesso, pois os usuários dessas guloseimas agora ruminam produtos mais macios, ou sem açúcar, e as antigas marcas eram conhecidas por serem duras e cheias de açúcar. 


N. do A.: Este blog escolheu um tema ameno para não falar do agravamento da guerra na Ásia Ocidental, que ameaça se tornar uma guerra em grande escala com as ameaças do Irã à Ucrânia, que atacou navios iranianos no Mar Cáspio, com destino a Rússia. Poderemos já dizer que a III Guerra Mundial começou?

sexta-feira, 6 de março de 2026

Projeto para certos alimentos

 Para tentar diminuir a confusa legislação sobre alguns alimentos, a Câmara fez aprovar uma lei formulada pela ex-ministra da Agricultura Teresa Cristina (PP-MS), proibindo a divulgação dos termos "carne" e "leite" para produtos 100% vegetais. 

Na prática, os "leites de soja" ou "carnes vegetais" como a estranha variedade feita a partir de jaca, com textura próxima à de uma fibra muscular mas nem de longe o mesmo gosto, passam a ter restrições, sendo obrigados a mostrar nos rótulos a origem do produto, e não mostrar animais como vacas e galinhas caso nenhuma delas tiver sido sacrificada. 

Fabricantes devem parar de iludir o consumidor quanto às carnes ou leites sem nada animal, mas... (Divulgação)

O projeto nada fala dos produtos como hambúrgueres e almôndegas onde boa parte é proteína de soja, usada para barateá-los. Eles induzem o consumidor desavisado a pensar que são feitos apenas de carnes. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Ovos de Páscoa "sabor chocolate"? Nenhuma novidade

Há muito tempo as gôndolas são tomadas por ovos de Páscoa de qualidade questionável. Isso acontecia desde quando o formato se tornou popular, nos anos 1970, uma época onde não se falava em "vassiyra de bruxa" e havia autossuficiência na produção de cacau no Brasil. Marcas mais baratas e populares, como a antiga Evelyn(*), conhecida pelos "guarda-chuvinhas" da época, tinham muito pouco cacau e bastante gordura vegetal para baratear os custos e fazer o produto ter aquele gostinho de cera residual.

Recentemente, há uma legislação mais específica, embora seja uma "mãe" para más práticas da indústria. Produtos com menos de 25% de derivados de cacau não podem ser chamados de chocolate, e sim algo "sabor chocolate". Geralmente, possuem muito açúcar e gordura vegetal, e também soro de leite, o resíduo da fabricação de queijos antes usado para alimentar porcos, e agora aproveitado até para se fazer refrigerantes (uma postagem futura vai abordar isso). O soro substitui parcialmente o leite em pó. 

Estes ovos são do tipo "sabor chocolate", embora questione-se até mesmo os concorrentes mais caros de grandes marcas (Divulgação)


Mesmo os produtos rotulados como chocolate em geral possuem, atualmente, qualidade questionável por terem excesso de gordura, presença de soro de leite e muitos aditivos. Isso vale para produtos da Garoto, Nestlé, Lacta, Hershey's e outras grandes marcas. Mesmo produtos ditos "finos" como a Kopenhagen e a Cacau Show têm piorado a qualidade. 

Por outro lado, os ovos "sabor chocolate" sempre estiveram à venda, mas não ganhavam tanta atenção. Agora, com o preço do chocolate nas alturas por conta das oscilações do preço internacional do cacau e da obscena tributação vigente, as pessoas se tornam menos fieis às marcas e buscam alternativas. Ou, no caso de quem não possui crianças em casa, compram barras e bombons para não ficarem sem comer  chocolate nesta época. 


(*) Hoje existe uma loja na Zona Sul paulistana chamada de Evelyn Chocolates Artesanais, que anuncia produtos sem gordura vegetal e possui uma clientela nas classes A e B. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O que dizem sobre o jejum

Muitos consideram o jejum como uma medida típica de fanáticos religiosos para purgarem seus pecados, ou monges ascetas para conseguirem uma elevação espiritual.

Porém, outros veem como uma opção para a perda de peso, ao deixarem de ingerir alimentos, principalmente carboidratos que se transformam em glicogênio, fonte de energia para as células. No lugar, o fígado usa a gordura armazenada para transforma-la em beta-hidroxibutirato e outros resíduos, chamados de "corpos cetónicos", por sua estrutura molecular. Acetona é um desses produtos, e ela é eliminada pela urina, mas o beta-hidroxibutirato se torna o alimento celular. Dizem que os neurônios o assimilam muito bem, gerando mais clareza mental e disposição, ao invés de apatia, como muitos imaginam quando se deixa de comer.


Contudo, os esforços  podem ser inúteis se o consumo de alimentos ricos em carboidratos ou ultraprocessados, aqueles com ingredientes mais próximos de bulas de remédio do que de uma receita culinária, for excessivo. Também é recomendável consultar o médico ou o nutricionista antes de fazer jejum ou qualquer outro regime para emagrecer. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Outra alternativa de carne vegetal

A carne vegetal não está conseguindo emplacar, apesar das tentativas da indústria em imitar o sabor e o aspecto usando apenas hortaliças como ingredientes. Exemplos disso são os produtos da Fazenda Futuro, cujas vendas não são as esperadas, apesar de liderarem o mercado. Apesar de serem saborosos, ainda falta algo para serem considerados viáveis para substituirem a carne. E custam mais do que os já caros equivalentes animais. 

Agora, estão lançando um produto à base de farinha de semente de girassol, um trabalho feito pela Unicamp, em conjunto com o Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos) e o Instituto Frauhofer, da Alemanha. Segundo um artigo publicado em maio pela revista Food Research International, o produto apresentou boa aceitação, com quantidade de nutrientes apreciável, como suprir 95% da recomendação diária de magnésio, um mineral escasso nas carnes e abundante em certas plantas. 

Há um problema: o Brasil não é um grande produtor de girassol, tornando este produto potencialmente caro, com um valor cobrado provavelmente acima dos produtos da Fazenda Futuro. Em compensação, a planta se desenvolve bem na Europa e outros locais de clima temperado. Este trabalho pode ser muito interessante na Alemanha, daí a participação do Instituto Frauhofer. 

Um girassol, cuja semente pode virar matéria prima para hamburgueres e almôndegas (Reprodução)


quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Césio 137 volta ao noticiário

Depois da terrível tragédia de 1987 com o césio 137, material radioativo encontrado num ferro-velho e responsável pela contaminação de 6.500 pessoas na época, com quatro mortes confirmadas devido ao envenenamento, eis que, nos Estados Unidos, voltaram a falar sobre a substância. 

O FDA (Food and Drug Administration) determinou a remoção de camarões congelados da marca Great Value, vendidos no Walmart, em 13 Estados americanos. Os pacotes a serem recolhidos são os de 2 libras (cerca de 907 g). 

Camarões, para infelicidade dos apreciadores, têm a tendência de acumularem substâncias nocivas (Reprodução)

Embora o nível médio de 68 becquerel/kg seja bem abaixo do considerado perigoso à saúde, as autoridades preferiram lançar o alerta, pois o isótopo deste metal alcalino tem efeito cumulativo e é cancerígeno, como provam, infelizmente, as vítimas do acidente ocorrido em Goiânia. 

terça-feira, 29 de julho de 2025

Preço do morango dispara

Ontem, o preço do morango estava cotado a R$ 48 por quilo, em média, no nosso Estado, um valor 77% maior em relação ao início do mês. Em outros Estados, chega-se a ter ainda mais dificuldade para encontrar este produto rico em vitamina C e antioxidantes. 

Não é culpa do Donald Trump, pois ele não anunciou mais nenhuma retaliação ao Brasil por causa da prisão de Carla Zambelli, apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro e refugiada na Itália após ser condenada por invasão de sistemas digitais via contratação de um hacker. 

Também não é por causa de um aumento nos impostos sobre os produtos do agronegócio. Fernando Haddad (ainda) não fez isso. 

Muito menos por causa de pragas ou quebra de safra. 

A fruta está ficando cara por questão da velha lei da oferta e da procura. A demanda aumentou incrivelmente por causa da nova moda nas redes sociais: as receitas de "morango do amor", doce inspirado na maçã do amor, igualmente calórico e perigoso para os dentes por causa da crosta de caramelo duro (e irresistível). 

Geralmente a nova sobremesa para as festas de meio de ano leva também leite condensado ou massa de leite em pó, e isso também encarece o produto, pois os laticínios estão há tempos com preços assustadores. 

O doce do momento (Divulgação)

Por outro lado, os produtores da fruta, assim como as padarias e confeitarias, estão felizes, e torcem para a moda não sair tão cedo. 


terça-feira, 10 de junho de 2025

Será uma boa notícia para quem tem aquela "pança de chope"?

De acordo com um artigo publicado no periódico Journal of Nutrition, fizeram-se estudos acerca do abacate, fruta acusada sempre de ser altamente calórica e com alta taxa de gordura. Pois o estudo o redime: segundo ensaios com uma amostra de 105 pessoas, divididas entre quem come ou não este ingrediente fundamental nos guacamoles mexicanos. As refeições possuíam aproximadamente o mesmo valor calórico. 

Entre o grupo que comeu abacate, depois de 12 semanas, houve uma perda média maior de gordura visceral, aquela difícil de eliminar e constituinte da famigerada "pança de chope". A gordura visceral não é só um atentado à estética, mas à saúde, pois está associada à maior probabilidade de doenças cardiovasculares. Ou seja, a fruta ajudou na eliminação deste mal. 

Parte da explicação está no teor de fibra alimentar, presente em qualquer vegetal, e nas gorduras monoinsaturadas. A outra está em manter uma alimentação equilibrada e uma prática regular de atividade física, para gastar as calorias adquiridas. 

O abacate virou objeto de estudo de um artigo publicado por nutricionistas em 2021 (Reprodução)



N. do A.: Este post tem a ver com coisas difíceis de eliminar, como a judicialização da política e a politização da Justiça, e elas estão acirradas, com o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. Julgamentos no Supremo se tornaram espetáculos políticos, e o ex colocou mais lenha na fogueira. O auge foi quando Bolsonaro teria "convidado" Alexandre de Moraes, um dos participantes e tido pelos desafetos como o rei sem coroa (e sem cabelo) do Brasil, a ser vice dele em 2026. Isso mostra o quanto ele não acredita em sua condenação a perder seus direitos políticos e ser impedido de concorrer à Presidência em 2026. Enquanto isso, a mídia, majoritamente pró-STF, ficou dividida entre elogiar a postura equilibrada dos juizes, sem arroubos autoritários, ou cobrar uma postura mais assertiva (ou mais agressiva) contra quem esteja pensando em um golpe, algo categoricamente negado pelo ex-presidente. 


quarta-feira, 23 de abril de 2025

Mais uma derrota para a causa vegana?

Nem todos conhecem a hamburgueria vegana cujos sócios são Leonardo diCaprio e Lewis Hamilton, grandes em suas atuações, embora nem tão brilhantes nos negócios, como se pode supor. 

Os dois apoiavam a Neat Burgers, franquia de sanduíches veganos sediada em Londres e com filial em Nova York. A aposta em hamburgueres sem carne era arriscada, por ser um produto de nicho, e deu errado. Já em 2019, enfrentava dificuldades de se firmar, e após a pandemia o negócio só piorou. Em 2022. o prejuízo era estimado em 7,9 milhões de libras esterlinas. E agora, as últimas duas lojas fecharam. 

Isso mostra que ter celebridades como sócias de uma franquia não é garantia de sucesso, ainda mais para um mercado ainda restrito como o vegano. Os dois, além de não comerem carne, estão associados a causas "politicamente corretas" e woke, o que faz muita gente comemorar o fracasso. 

Nem Lewis Hamilton conseguiu estimular o veganismo (Divulgação)



segunda-feira, 24 de março de 2025

Chocolate piora

Como se não bastasse o preço do chocolate disparar devido à quebra na oferta entre os principais produtores de cacau, entre os quais o Brasil não está mais incluído por conta das dificuldades no combate à "vassoura de bruxa" e outras pragas, os derivados dessa iguaria estão com a qualidade pior. 

A legislação brasileira já é bem permissiva na quantidade de cacau mínima exigida. 25%, considerando a massa e a manteiga de cacau, sendo esta última o ingrediente único para o chocolate branco, considerado por muitos como outro tipo de doce, não propriamente chocolate. Mas, por questões de custo de produção, nem isso é observado. Não costuma ser respeitado por certas empresas de pequeno porte, mas as grandes, como a Lacta e a Nestlé, também abusam do açúcar, do óleo de palma, da gordura hidrogenada e dos aromatizantes artificiais. Outrora muito usado, o leite é às vezes substituído por soro de leite, no esforço de garantir suas margens de lucro. 

Citando um exemplo, temos um ovo da Lacta de 170 g, considerado ainda pequeno. É comum ser vendido por quase R$ 50,00, por um produto que leva soro de leite na composição. Antes a marca sob propriedade da Mondelez não usava isso. 

Como resultado disso, paga-se caro por um produto de má qualidade. E no caso da crise da produção do cacau continuar, devido à alta incidência de pragas e ao aumento da incerteza climática na Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Nigéria e outros países tropicais onde o cacaueiro encontra condições para se desenvolver, existe o risco de até mesmo a Europa afrouxar a legislação sobre o chocolate. Seria um pesadelo para os chocólatras, e um desalento para quem gosta de comprar ovos de Páscoa. Ainda há gente que tem coragem de fazer isso...

No Brasil, está difícil de comprar até ovo de galinha, imaginem o de chocolate para a Páscoa


quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Origens dos corantes

Nesta semana o FDA proibiu o uso do corante vermelho eritrosina (Vermelho 3 INS 127) para qualquer fim em solo americano, após evidências de câncer em ratos, em decorrência do consumo dessa substância, obtida a partir da reação entre outro corante vermelho, a fluorosceína, com iodo e bicarbonato de sódio. Por sua vez, a fluorosceína, empregada para fins não alimentícios (como uso em análises da saúde da córnea em clínicas oftalmológicas), é produto da reação entre o resorcinol e o anidrido ftálico, duas substâncias de origem benzênica, tendo o petróleo como fonte. No Brasil, esse pigmento é a base da fabricação de muitos doces, como aqueles pirulitos vermelhos famosos. 

Outros corantes também são problemáticos, por terem origem semelhante. O vemelho 40 (allura red, INS 129), acusado de também ser cancerígeno, é também de origem benzênica e empregado em sucos e doces. Outro vermelho, o INS 123 (Amaranto), mais um derivado do petróleo, e é o responsável por dar a cor à groselha (não à fruta, mas à bebida). O amarelo tartrazina (INS 102), evitado por quem tem alergias e usado no refrigerante Fanta no Brasil, é obtido a partir do alcatrão de carvão, embora possa ser extraído em pequenas quantidades da beterraba. Do alcatrão também é possível extrair o amarelo crepúsculo (INS 110) usado nos chicletes e nos iogurtes. Formado à base de hidrocarbonetos do petróleo, o azul brilhante (Azul 1) é usado para tingir bebidas alcoólicas e doces, muitas vezes combinados a outros corantes para formar substâncias roxas e verdes. O corante caramelo IV presente nos refrigerantes tipo cola não é produzido pela queima do açúcar, como se costuma pensar, e sua origem é algo obscura, portanto digna de preocupação. 

Por outro lado, existem os corantes naturais, como o amarelo cúrcuma, o vermelho urucum, as betalaínas (extraídas da beterraba), as antocianinas (popularmente conhecidas como flavonóides) e a verdíssima clorofila responsável pela fotossíntese das folhas. Ainda existe, para o asco dos veganos, o corante vermelho carmim, extraído a partir da trituração de milhões de parasitas de cacto, as cochonilhas. 

A indústria emprega corantes como a eritrosina para seduzir os consumidores com alimentos e bebidas coloridas (Divulgação: Freepik)


quinta-feira, 28 de julho de 2022

Plantas alimentícias não convencionais - PANCs

Em tempos de alimentos caros, muita gente está procurando alternativas, e algumas plantas consideradas antigamente como apenas "mato" foram pesquisadas e revelaram ter valor nutricional bastante expressivo. 

No Brasil existem milhares de espécies comestíveis, mas a maioria é pouco conhecida. Entre os vegetais citados, existem aqueles que crescem espontaneamente e são consideradas resistentes às pragas, dispensando o uso de defensivos agrícolas, sendo potencialmente viáveis para as famílias de baixa renda. 


Ora pro nobis (Pereskea aculeata)

Às vezes a televisão mostra esta planta como medicinal, mas ela é consumida normalmente em partes de Minas Gerais e São Paulo. Possui alta concentração de proteínas, a ponto de ser considerada "carne verde" em alguns locais. Possui muitas vitaminas, fibras e minerais como magnésio e cálcio. 


Peixinho da horta (Stachys bizantina)

Cresce espontaneamente no Brasil, apesar de não ser nativa (veio da Ásia Menor) e suas folhas "peludas" e verde-escuras são ocasionalmente consumidas fritas e empanadas, tendo um curioso gosto de peixe, embora a maioria das pessoas não ache esse vegetal atraente. É apreciada por algumas pessoas, principalmente no interior de São Paulo e no Paraná. 


Bredo (Amaranthus, principalmente o A. viridis)

Cresce em vários locais do Brasil e é considerada erva daninha por crescer e espalhar-se muito depressa, invadindo outras plantações, mas no Nordeste é apreciada como alimento, inclusive como ingrediente do chamado "bredo da semana santa", cozido com leite de coco. É também conhecido como caruru. 


Azedinha (Rumex acetosa)

Planta às vezes apreciada por seu sabor ligeiramente ácido, devido à concentração de ácido oxálico, também é conhecida como erva-vinagreira; é preparada em refogados ou em forma de chás. Deve ser consumida com certa moderação, pois o ácido oxálico dificulta a absorção do cálcio no organismo. 


Espinafre amazônico (Alternanthera sessilis)

Planta também considerada, por vezes, uma erva daninha, é também conhecida como orelha-de-macaco. Os indígenas apreciam as folhas, com sabor parecido com o do espinafre, mas não é parente próximo deste famoso vegetal; é pesquisado por seu alto teor de proteínas. 


Serralha (Sonchus oleraceus)

Encontrada nas regiões tropicais do mundo, é parente da alface e da escarola, tendo um sabor entre esta última e o espinafre. Suas folhas espinhosas são usadas para problemas gástricos, ou comidas em saladas, sopas e bolinhos. Possui alto teor de vitamina A, segundo estudos da Universidade Federal de Viçosa. 


Beldroega (Portulaca olereacea)

Planta invasora vinda da Ásia, aclimatou-se muito bem no Brasil, a ponto de ser também considerada erva daninha, e é usada para fins medicinais, além de apreciada em sopas, fritadas, saladas e refogados. 


Taioba (Xanthosoma sagittifolium)

Este vegetal da família Araceae já foi mais consumido antigamente, no interior da Região Sudeste, como refogado para suprir as necessidades de fibras e vitaminas, principalmente as do complexo B, A, C e K. As grandes folhas são aproveitadas, mas o rizoma, que lembra o inhame, é considerado tóxico. 



Baru (Dipterix alata)

Ao contrário das plantas precedentes, consideradas como "verduras" por quem as aprecia, a parte comestível do baruzeiro é sua fruta em forma de castanha, o baru. Frutifica no Cerrado brasileiro, e é consumido cru ou torrado, empregado como substituto do amendoim. O baruzeiro é uma árvore imensa, com até 25 m de altura.


Além disso, existem também flores comestíveis, como a begônia (Begonia cinnabarina), o dente de leão (Taraxacum offinale) e a abóbora (sim, a conhecida Cucurbita spp, cujas partes aproveitáveis são geralmente os frutos).