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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Acordo na Groenlândia

Ao lado do desempenho do presidente Lula na ONU, cujo discurso foi muito comentado pela mídia e pelas redes sociais, principalmente nos canais da oposição, um dos trending topics de hoje foi o acordo firmado entre o presidente americano Donald Trump, a primeira-ministra da Dinamarca Martha Friedericksen e o governante da Groenlândia Jens-Frederick Nielsen. 

Finalmente entenderam-se a respeito do status da Groenlândia. Ela não vai deixar de ser colônia da Dinamarca, mas também vai passar a receber mais duas bases militares americanas. E, em pleno início da Assembléia Geral da ONU, eles assinaram um documento para permitir o estabelecimento dessas bases, cuja localização e termos de funcionamento independe da vontade de Nuuk (a pouco povoada capital da ilha) ou de Copenhagen. Em compensação, esse acordo só valerá se o Parlamento dinamarquês aprovar. 

Trump aperta a mão do chefe de governo da Groenlândia (dir.) sob os olhares da primeira ministra dinamarquesa durante a assinatura do acordo sobre a ilha (Brendan Smialowski/AFP)

E o mundo ainda aguarda a decisão de Trump sobre um assunto ainda mais vital: a crise no Irã. Apesar dos representantes do governo de Teerã falarem em um acordo e na reabertura de Ormuz, ninguém pode se considerar adulto se acreditar nessa hipótese. O presidente americano ainda não se decidiu se aperta ainda mais a economia do Irã ou se parte para o ataque, porque um acordo parece mais distante. 


N. do A.: No Brasil, uma notícia trágica abalou o mundo artístico e os fãs do sertanejo: os corpos do cantor Rick, da dupla com Renner, e mais quatro pessoas (entre as quais o empresário Bruno Avelar) foram retirados dos destroços do helicóptero onde estavam, em Santa Catarina. A aeronave caiu ontem, em condições meteorológicas desfavoráveis. O artista faria 60 anos em dezembro. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Terminamos janeiro

Foi o bastante para aumentar ainda mais a inquietação sobre um ponto de "não retorno" para definir o destino da espécie humana na Terra. 

Continuam as tensões em locais explosivos como a Ucrânia, e a Europa está temendo ficar sem proteção em um hipotético (ainda) ataque russo. As incursões de Donald Trump sobre a Groenlândia ameaçam levar a um entrevero entre americanos e europeus, e isso pode significar até a dissolução da OTAN, para alegria do governo russo. 

O Irã, que está massacrando seu próprio povo e tenta sem sucesso conter as pressões para uma democracia (que nunca houve no país), está ameaçado pelos porta-aviões dos EUA. Trump não tem a intenção de provocar um conflito nuclear nem causar devastação para tentar desalojar os aiatolás do poder, mas quer destruir qualquer chance de desenvolvimento de uma arma nuclear para servir como meio de aterrorizar os países inimigos, como a Arábia Saudita e Israel. 

Este último país motiva a criação cada vez mais real de um Conselho da Paz em Gaza, colocando a ONU como uma entidade obsoleta, apesar da objeção do Brasil e da China, responsável por outras crises em curso. 

Uma delas é o perigo iminente da invasão de Taiwan. A outra é um choque de custos nos eletrônicos sem precedentes, fazendo consumidores domésticos verem os preços de celulares e computadores subindo loucamente, enquanto a indústria tenta suprir as exigências das grandes empresas e serviços de IA, que precisam de memórias e armazenamento por meio de SSDs e HDs para seus bancos de dados. Aliás, a própria IA continua a ser suspeita de causar mais males do que benefícios à humanidade, como fontes de deep fakes e suspeitas de roubar dados de usuários, além do velho temor de dominação mundial com os robôs no controle. 

Terminamos janeiro, ainda, mais próximos da meia-noite, no famigerado  Relógio do Juizo Final. Agora são 85 segundos a nos separar da ruína mundial. 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Volta ao batente

 Este blog volta de um período de relativa inatividade, quebrado apenas por algumas postagens, entre elas a invasão americana na Venezuela para derrubar o ditador Nicolas Maduro. Antes de qualquer transição democrática, com a libertação a conta-gotas dos presos políticos, o governo Trump quer remodelar a economia baseada no petróleo, da maneira mais pragmática possível, sem medo de ser acusado de transformar o país num Estado fantoche. 

O próximo alvo é a Groenlândia e seus recursos minerais sob um solo desolado pelo frio, com o pretexto pouco convincente de uma possível anexação por parte da Rússia ou da China, com o risco real de causar a dissolução da Otan. Trump, dia sim e outro também, insiste no assunto, para irritação e desespero dos aliados dinamarqueses e seus colegas europeus. 

Trump vai conseguir comprar a Groenlândia?

Outros acontecimentos incluem a premiação do primeiro ator brasileiro com o Globo de Ouro, 27 anos após a façanha de Fernanda Montenegro e seu trabalho inesquecível em Central do Brasil. Wagner Moura aumentou o ufanismo verde-e-amarelo com o troféu (e o filme O Agente Secreto também venceu como melhor filme estrangeiro). Só falta mesmo o Oscar, e aí as coisas podem mudar, mesmo considerando as espectativas acima do normal para um artista fora dos Estados Unidos. 

O baiano ganha mais um troféu, mas ainda vai esperar a lista definitiva dos indicados ao Oscar de melhor ator (Etienne Laurent/AFP)