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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Ricardo Nunes reeleito

Ricardo Nunes (MDB) continuará a ser o prefeito de São Paulo, de acordo com o resultado das urnas. Ele foi eleito com quase 60% dos votos válidos, em um pleito onde nada menos que 3,6 milhões de eleitores paulistanos decidiram não voltar em nenhum deles. Isso é mais do que o total de votos ganhos pelo vencedor, eleito com menos de 3,4 milhões. 

Isso mostra o grau de insatisfação com a política atual, e se isso continuar a persistir todo o sistema político-eleitoral poderá enfrentar uma crise comparável à de 1964. Muita gente vê os atuais representantes do povo como de medíocres para baixo, merecedores dos piores adjetivos, inclusive os impublicáveis. Isso também vale para os ilustres juízes do STF e do TSE. 

Ricardo Nunes não deu chance para Guilherme Boulos no segundo turno (

Enquanto Nunes teve o apoio da máquina pública estadual, Guilherme Boulos (PSOL) contava com o apoio ostensivo do governo federal. E fracassou, sendo mais votado em apenas três regiões eleitorais. O fato do governador Tarcísio de Freitas ter afirmado que lideranças do PCC teriam escrito cartas para exigir o voto no psolista - uma atitude temerária, imprudente e impudente, mas longe de merecer a cassação de direitos políticos, como quer Boulos - não iria mudar muito o resultado, e teria efeito limitado nas pretensões do governador de se reeleger ou mesmo concorrer à Presidência em 2026. 

O ex-vice de Bruno Covas, devastado por um câncer em 2021, só pode cumprir este mandato, e tem mais quatro anos para aumentar o seu legado. A vantagem sobre o deputado e ex-líder dos sem-teto é bem signficativa, mas o número de votos inválidos é muito alto, indicando que a gestão precisa melhorar em vários aspectos, como segurança, habitação, mobilidaee urbana e a ainda terrível situação da "Cracolândia". 

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Eleições municipais paulistanas ficaram chatas

Sem a presença de Pablo Marçal, com o candidato à reeleição Ricardo Nunes e o oponente Guilherme Boulos, o segundo turno das eleições municipais perdeu o interesse da mídia e de muitos eleitores. 

Quem espera mais baixaria, frases de efeito, insultos variando entre o sarcasmo refinado e a "zueira" da quinta série, e, é claro, algo mais forte como uma cadeirada, pode esquecer: não vai haver nada disso até o próximo dia 27. 

Isto é, se Guilherme Boulos não adotar algo semelhante para tentar reverter a desvantagem nas pesquisas. Ele corre o risco de perder o verniz de candidato moderado, "paz e amor", mas pode conseguir alguns votos de quem prefere barracos a coisas chatas como política, particularmente este segundo turno.

Até agora nada de grandes baixarias no segundo turno (Divulgação/CNN Brasil)



segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Em São Paulo, a eleição será totalmente diferente

Pablo Marçal (PRTB) se tornou o maior fenômeno eleitoral dos últimos anos e por pouco, muito pouco, não conseguiu ir para o segundo turno. Faltavam 55 mil votos, muito menos do que o número de votantes ausentes. Especula-se que o laudo falso atestando a suposta toxicomania do rival Guilherme Boulos (PSOL) tenha prejudicado a campanha do coach digital, mas a quantidade de votos ganhos o credencia para sonhar mais alto, como ele costuma pregar em seus vídeos. 

Pablo Marçal poderá alegar que não queria mesmo a Prefeitura, usando esta eleição como ensaio para a sua carreira política (Felipe Marques/Estadão)

Sem ele e seu freak show, o segundo turno será bem mais "normal", para desgosto dos inimigos de um sistema eleitoral considerado cheio de vícios. Não haverá mais agressões verbais e nem pretexto para alguma cadeirada. Não a princípio, mas neste país não se pode descartar uma reincidência. 

Boulos e o atual prefeito Ricardo Nunes vão continuar a campanha. Eles tiveram, também, quantidade de votos muito semelhante. O postulante à reeleição ganhou por uma diferença pífia; 29,48% contra 29,07%. 

Eles terão pela frente a missão de conseguir apoio de uma Câmara municipal renovada, com alguns nomes novos, como Lucas Pavanato (PL), campeão de votos (mais de 161 mil), eleito com a pauta contrária à agenda "progressista" da política atual, e também a mãe da Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira (Podemos), que superou a dor da perda da filha assassinada pelo ex-marido e promete representar as mulheres e as crianças. Entre os militares, destaque para o policial Sargento Nantes (PP), da Rota, e o bombeiro Major Palumbo (PP). As celebridades, em geral, fracassaram, e só a(o) Thammy Miranda conseguiu se reeleger. 


segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Rumo a outubro

Setembro está terminando e outubro promete, com as eleições municipais e a reta final da campanha presidencial nos Estados Unidos. 

Muitos estão preocupados com os acontecimentos sobre os quais eles não possuem controle algum, como a guerra encarniçada entre a Rússia e a Ucrânia ou Israel ter, usando uma gíria dos anos 1980, "estourado a boca do balão", no mau sentido, dos grupos terroristas Hamas e Hizbollah, com seus ataques ferozes no Líbano, em Gaza, na Síria e até no Iêmen dos houthis, visando neutralizá-los definitivamente. As queimadas continuam, afetando a qualidade do ar e pressionando o preço dos produtos agricolas, além de devastarem o meio ambiente. Faz um calor atípico para o início da primavera, e a estiagem já afeta bastante o nível dos reservatórios para a produção de eletricidade e o fornecimento de água. E as decisões do governo, do Congresso e do STF?

Em tese, outros acontecimentos estariam sob o nosso controle, como as eleições municipais. A campanha para a prefeitura está ainda frenética em São Paulo, e isso repercute no Brasil todo. As cidades brasileiras em geral não apresentam campanhas políticas tão acirradas, e isso, até certo ponto, é bom, mas lembram alguns casos de assassinatos de candidatos pelos rivais, pessoalmente ou por meio dos "jagunços". 

Mas no cotidiano, onde se reúnem os acontecimentos mais controláveis, ainda há muita dificuldade. O trabalho de cada um, a administração do orçamento doméstico para pagar as contas e as compras do mês, o lazer nas horas de folga, acabam dependendo do imponderável, ainda mais em tempos tão incertos e aparentemente ameaçadores. 

Não falta quem faça a pergunta a cada fim de mês: sobreviveremos ao mês seguinte? Os mais pessimistas fazem a pergunta a cada dia, referindo-se ao amanhã. 


quinta-feira, 26 de setembro de 2024

A campanha eleitoral municipal mais interessante dos últimos tempos

Devido ao "efeito Marçal", a corrida para ocupar a cadeira de prefeito da metrópole paulistana tornou-se assunto até para quem não se interessa por política. 

O candidato veio para abalar o sistema político. Com a sua agressividade e ser avesso à encenação de "bom moço" dos tradicionais, ele conseguiu subir rapidamente, e agora ameaça roubar uma das vagas no segundo turno. Ele tem oscilado bastante ultimamente, e seu índice de rejeição continua altíssimo, segundo as pesquisas, mas pode tirar o prefeito Ricardo Nunes ou o ex-líder sem-teto Guilherme Boulos do páreo. A chance maior é do prefeito ter que aguentar o influenciador no segundo turno, e as assessorias dos dois candidatos já trocaram agressões no último debate, realizado no canal Flow, também atacado pelo candidato por suposta parcialidade, resultando em sua expulsão por má conduta.

Há quem diga que ele também não administrou bem o episódio da "cadeirada" dada pelo apresentador José Luís Datena, mas pode-se dizer que conseguiu destruir qualquer possibilidade de Datena ir para o segundo turno, como aconteceu com a cadeira da TV Cultura. Realmente a emissora está exibindo coisas bem feias e muito longe do nível de quando estava no auge, e isso vai ser abordado numa futura postagem...

Resultado da pesquisa do Datafolha, um dos indicativos (questionáveis?) das intenções de voto (Datafolha)


Esta campanha está chegando ao fim da primeira etapa, e uma fatura no primeiro turno parece improvável, mesmo com a campanha de Marçal proclamando isso. Os eleitores poderão dar uma resposta surpreendente a essa disputa. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Eleições ao nível da cadeirada

Em todos esses acompanhando debates políticos, desde a eleição de 1989, quando o autor deste blog tinha 15 anos e queria ficar por dentro do processo de redemocratização do Brasil, nunca havia visto um candidato agredir outro com uma cadeirada, como se estivesse numa baiúca qualquer, e não num lugar para discutir propostas de governo. 

Baixaria já é tradicional nesta não tão incipiente - está mais para insipiente - democracia brasileira, mas não a ponto de um insultar o outro com tamanha desfaçatez, insinuando que ele é um estuprador ("jack", na gíria carcerária), e receber um golpe de cadeira como resposta. Tudo isso aconteceu no debate da TV Cultura, uma emissora onde a violência e a bandalheira não aparecem tanto quanto nas outras. 

Estamos em tempos onde a liberdade de expressão ou é ameaçada pelos donos do poder, ou é mal utilizada por quem é formador de opinião. Já se começa a temer, ou até mesmo louvar, a dissolução de nações e instituições. 

Pablo Marçal (PRTB), o candidato considerado antissistema, está se comportando como um candidato anti-civilização, sendo comparado a um sociopata pelos detratores. Nada, porém, justifica ser agredido com tanta violência pelo rival, o apresentador José Luís Datena (PSDB), que mostrou também não ter condições para administrar uma cidade como São Paulo. Aliás, cresce a impressão segundo a qual nenhum deles está à altura do cargo, nem mesmo o atual mandatário, Ricardo Nunes (MDB). Guilherme Boulos (PSOL) até posa de bom moço, mas não consegue esconder o passado de líder do movimento sem-teto. Tábata Amaral (PSB) parece querer colocar uma agenda "politicamente correta" e não consegue convencer quando fala em combater a violência e o crime organizado que assolam São Paulo. Maria Helena (Novo) não parece muito à vontade na política, pela postura adotada no debate, sendo o primeiro onde ela aparece. 


quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Candidatos a vereadores ainda sem holofote

Ainda existe a crença segundo a qual os vereadores teriam pouca importância, sendo perfeitamente dispensáveis, servindo mais como um estágio para políticos novatos e/ou protegidos de algum cacique. Ou aqueles sem ambição ou talento para cargos de maior prestígio, mas favorecidos pelos mesmos caciques. 

Isso não é a essência da função. Vereadores servem para criar as leis municipais e defender os interesses de alguma região da cidade.

Eles são os legisladores do município, assim como os congressistas legislam para o Brasil. A importância desses senhores é grande, ou pelo menos deveria ser, principalmente nas cidades grandes como a metrópole paulistana. Não precisaria repetir isso.

Mesmo assim, a mídia insiste em não dar importância aos vereadores, destacando apenas uns candidatos folclóricos para puxar votos.

Uma nação é politicamente madura quando os legisladores serem dignos de respeito, cientes de seu poder, preocupados com seus eleitores e não apenas com seus votos ou nas benesses do cargo, vigilantes contra os abusos dos outros dois Poderes, Executivo e Judiciário, e vigiados pelo povo.

Quem os leitores do blog gostariam de destacar como candidato a vereador?

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Pablo Marçal avança

Pesquisas em tempos de eleição têm a credibilidade de um conto de fadas, mas é um indicativo ainda muito usado para medir a popularidade de um candidato. E, de acordo com o Datafolha, Pablo Marçal (PRTB) está rapidamente conquistando parte do eleitorado. 

O milionário dos vídeos sobre empreendedorismo está com 21% das intenções de voto, contra 19% do atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) e 23% de Guilherme Boulos (PSOL). Os três estão empatados tecnicamente, e Tábata Amaral (PSB), vista como uma boa moça com ideias "arejadas", mas ainda muito presa a um eleitorado de nível universitário das classes A e B, está com mau desempenho, apenas 8%. José Luís Datena (PSDB) ainda se vale da popularidade como apresentador para ter 10%. 

Considerando a Datafolha representante de um jornal francamente avesso ao bolsonarismo e suas variantes, não deixa de ser notável. Ainda mais porque Marçal ainda não lançou um plano de governo para atacar os problemas de São Paulo, podendo alegar que os outros candidatos fazem propostas inviáveis ou, mesmo factíveis, movidas mais por jogos de interesses espúrios do que pelos anseios populares. 

Pablo Marçal (esq.) atrai muita gente que não suporta o sorriso falso dos políticos tradicionais como Ricardo Nunes (centro) e Guilherme Boulos (Divulgação, pelo site Banda B)

Isso não reflete as dificuldades de Marçal para firmar sua campanha. Ele é rejeitado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, sofre críticas dos filhos e é acusado de táticas pouco ortodoxas, para dizer o mínimo, como pagar para outras pessoas fazerem vídeos favorecendo-o como candidato. E as acusações contra Boulos de uso de cocaína ainda não apresentam provas, mas tem grande apelo para quem gosta de satanizar qualquer aliado do presidente Lula. O ex-líder do movimento sem-teto, como muitos desses aliados, não precisa de rumores para ter alto índice de rejeição. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Se 2024 fosse um personagem, seria viciado em "comer açúcar"

No debate de ontem na Band, não faltou bordoada e ataques aos adversários, chegando a ser uma diversão mórbida. Quem mais distribuiu "porrada" foi o grande protagonista da atração, Pablo Marçal (PRTB), que se mostrou exaltado e chamou os rivais de "politiqueiros", "conjunto teatral" e "candidatos fantoches", que vivem a "comer dinheiro público". Chegou até a soltar um "Meu nome é Marçal", lembrando o finado dr. Enéas. Na sua série de ataques, ele se referiu a Guilherme Boulos (PSOL), também chamado de "comunista" e "fã do Maduro", como "apoiador do Hamas" e "comedor de açúcar", neologismo para alguém viciado em cocaína. 

Debate da Band (do canal Radio BandNews FM)

Pois 2024 está parecendo um ser "comedor de açúcar", usando o termo candidato à viralização. Só hoje, dia 9, as más notícias vieram aos borbotões, como se o momento pelo qual passamos encarnasse um viciado em cocaína "na fissura" agredindo os leitores de portais e telespectadores de noticiários. 

Em Vinhedo, cidade paulista na região de Campinas, 61 pessoas perderam a vida num dos piores acidentes aéreos dos últimos anos, quando um avião da Voepass despencou e se espatifou sobre um condomínio residencial. Não houve vítimas fora da aeronave. Entre os passageiros, 15 eram médicos a caminho de um congresso de oncologia em São Paulo. 

Pior acidente aéreo da década no Brasil (Reprodução)

Ucrânia e Rússia trocam mísseis na fronteira e nenhum deles recua. É notável a resistência do país invadido pela Rússia, não parecendo temer a segunda maior força militar do mundo, equipada com o maior arsenal nuclear, graças à ajuda americana e europeia. 

Israel continua a sua caçada implacável contra alvos do Hamas e do Hizbollah, enquanto se prepara para um ataque iraniano em resposta à violação de seu espaço aéreo para matar o chefe do Hamas no último dia 31. 

A Petrobras divulga balanço sombrio, indicando a volta dos prejuízos, relembrando a sangria sofrida pela estatal no "Petrolão" ou "Quadrilhão do PT". No segundo trimestre do ano, ela perdeu estupendos R$ 2,6 bilhões. Isso pode repercutir na Bovespa e no dólar, próxima segunda feira. 

Até mesmo notícias do cotidiano estão pesadas, como a internação da ex-musa Regininha Poltergeist após um surto psicótico. 

Para enfrentar essa bestialidade e encontrar alguma notícia boa, só mesmo acompanhando os Jogos Olímpicos. No caso do Brasil, Isaquias Queiroz ganhou a prata nos 1.000 m, sua quinta medalha olímpica. Alison Piu dos Santos foi bronze nos 400 m com barreiras. E a dupla Duda e Ana Patrícia encarou as canadenses Melissa Humana-Paredes e Brandie Wilkerson, para conquistar o ouro no vôlei de praia, após vitória por 2 sets a 1 (26/24 - 12/21 - 15/10). As rivais, além de temíveis, chamavam a atenção pelos uniformes provocantes, fazendo as brasileiras parecerem recatadas com seus shorts. 

O vôlei de praia brasileiro volta a faturar o ouro olímpico, com Duda e Ana Patrícia (Carl de Souza/AFP) 

2024 ainda promete muito. Aguardemos.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Pablo Marçal bagunça (mais) a eleiçäo

Tentar entender o verdadeiro circo que sempre foi a política e o sistema eleitoral no Brasil não é para qualquer cidadão. Agora temos um novo capítulo, na campanha paulistana. 

Pablo Marçal, o influenciador digital milionário que ganhou reputação e dinheiro com seus vídeos motivacionais, ameaça perder muito disso com a sua aventura política. Ele tem todo o direito de se candidatar, mas o eleitor paulistano tem direito de rejeitar qualquer candidato incapaz de convencê-lo a votar nele. 

Seu modo de fazer política se baseia em rumores e acusações, como se fazia na década de 1980, quando qualquer baixaria era feita para ganhar voto. Embora haja um caminho longo para aprender a escolher candidatos - e o sistema eleitoral vigente não ajuda em nada nisso - os eleitores não são mais um valhacouto de analfabetos políticos, estão menos ingênuos e impressionáveis. 

Além disso, ele mostra muito sobre a realidade da Venezuela, destruída pela tirania e em convulsão desde as eleições, cujo processo é repleto de irregularidades e contestado em toda a parte. Mas ele vai concorrer a um cargo no Brasil, onde não é tão simples degenerar na mesma situação do país vizinho. 

Ele não se dá ao trabalho de explicar por que está se candidatando, mas como Chacrinha, ele parece não vir para explicar, e sim para confundir. Parte da explicação, mas não toda ela, é para ganhar apoio dos simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, embora ele apoie Ricardo Nunes, o atual prefeito e, por ora, o único em condições de impedir Guilherme Boulos de se instalar no Edifício Matarazzo. 

Os paulistanos terão a chance de conhecê-lo melhor e analisar suas propostas nos debates. As redes sociais já são amplamente empregadas e poderão ajudar (ou não) na campanha de Marçal, tornando-o mais compreensível como um postulante a administrar nossa complexa metrópole. 

Pablo Marçal é o candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB (Tiago Queiroz/Estadão)


terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Lembram dele? Padre Kelmon vai ser candidato de novo

 Um dos mais pitorescos candidatos à Presidência da República em 2022, o padre ortodoxo baiano Kelmon Luís da Silva Souza vai se candidatar novamente. Mas não na Bahia, e sim no maior e mais expressivo colégio eleitoral do Brasil, a cidade de São Paulo. 

Ele vai tentar concorrer à Prefeitura paulistana pelo PRD, o Partido da Renovação Democrática. O PTB teve um péssimo desempenho na eleição de 2022 e para não perder recursos do fundo eleitoral, juntou-se ao Patriota para fundar o novo partido, para defender as pautas do conservadorismo. 

Padre Kelmon (esquerda) na famosa diatribe com Lula durante o debate presidencial na Globo (Rede Globo/Divulgação)


Kelmon virou assunto ao participar dos debates presidenciais, digladiando-se com os outros candidatos e até com os jornalistas, defendendo o legado de Jair Bolsonaro, embora o ex-presidente não tenha filiação nem no PTB, nem no Patriotas e nem ao PRD. O antigo sacerdote da igreja Ortodoxa do Peru não foi tão bem sucedido quanto nas redes sociais, ficando em um magro 7º lugar.